Devemos abandonar os canhões de 100mm ?

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papatango

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Devemos abandonar os canhões de 100mm ?
« em: Fevereiro 08, 2005, 06:04:10 pm »
Devemos abandonar os canhões de 100mm ?

Desde há há uns tempos, tenho vindo a considerar uma questão que me parece cada vez mais pertinente.

Quando Portugal adquiriu as fragatas Vasco da Gama, a opção pelos Creusot-Loire de 100mm pareceu a opção lógica, dado - por uma questão de harmonização - fazer sentido que as corvetas Baptista de Andrade, as fragatas João Belo e as Vasco da Gama, utilizassem todas as mesmas peças principais de 100mm, embora existam diferenças entre elas.

Com a futura chegada das fragatas da classe Oliver Hazard Perry, a marinha portuguesa, vai passar a utilizar uma peça, até agora ausente dos nossos arsenais, que é a torre de 76mm de tiro rápido.

Como os próprios franceses parecem estar a seguir no sentido de descontinuar o calibre 100mm, e porque não faz sentido que optemos por calibres que cada vez são menos utilizados, o que deverá acontecer no futuro?

Com o desaparecimento das fragatas João Belo, e corvetas Baptista de Andrade, apenas as Vasco da Gama ainda utilizam aquele tipo de equipamento, que de qualquer forma está um pouco antiquado, embora possa ser repotênciado.

Já aqui falámos da possibilidade de construir uma sub classe de patrulhas oceânicos, mais armados, que pudessem ser utilizados em situações de baixa intensidade. Uma das possibilidades aventadas, era exactamente a possibilidade da colocação da torre de 100mm numa dessas unidades.

Não se sabe se a colocação de uma torre de 22 toneladas à proa de um NPO provoca grande instabilidade no navio, mas, também não nos podemos esquecer que as actuais corvetas, são mais pequenas que os NPO e estão armadas com a peça de 100mm.

Portanto, se houvesse uma opção por armar três novos NPO, deveria a opção ser para peças de 76mm ?

Haverá alguma coisa que se possa ainda fazer com as peças de 100mm, que não seja manda-las para o ferro-velho, ou transforma-las em peças de museu?

Cumprimentos
 

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Luso

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« Responder #1 em: Fevereiro 08, 2005, 09:09:45 pm »
É uma boa pergunta.
Pessoalmente vejo uma tendência que poderá indicar a utilização de diferentes tipos de canhões no sentido de optimizar o seu emprego em função de uma missão específica e não de uso geral.

O calibre 155mm, semelhante à da artilharia terrestre (US NAVY, experiências efectuadas pela Royal Navy, Marinha Francesa e Alemã);

A utilização de um calibre de uso geral mais ligeiro que o 76, o 57mm de espoleta programada que será adoptado ns novas unidades de superfície da US Navy e US Cost Guard, para não falar das já em uso;

CIWS mais pesados como o Millenium Gun de 35mm.

Provavelmente veremos plataformas com um ou mais 155 com Milenniums ou semelhantes...

Agora quanto à artilharia de 100mm...
Se houver para utilizar nos NPOs, para sair barato, porque não?
Mas ao nível de capacidade de combate serão melhores que uma Super Rapid, em fogo antiaéreo?
É que se estes navios não forem armados com outras peças ou equipamentos...
Seriam com um T55 flutuante.
Iria para as 76 Super Rapid.
E há que começar a pensar na Fragata do Futuro.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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papatango

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(sem assunto)
« Responder #2 em: Fevereiro 10, 2005, 07:49:15 pm »
Quanto aos 100mm nos NPO, podem ser uma boa ideia, e não creio que seja impossível aplica-los á proa de um NPO, têm maior boca e são quase tão compridos quanto as corvetas, e não é credível que quem pensou originalmente no projecto não tenha pensado nas corvetas (19 unidades construidas no total) que deram para transformar em canhoneira/Corveta/fragata ligeira equipada com misseis.

A questão é se faria sentido. Os NPO's vão sobreviver ás Vasco da Gama. E quando as Vasco da Gama forem abatidas, teriamos NPO's equipados com uma peça que dentro de 15 anos poderá estar praticamente extinta.

Por isto, cada vez estou mais convencido de que, para "artilhar" um NPO, o melhor sería uma peça de 76mm.

Isto, está claro implicaria o fim dos Creussot-Loire. A não ser que alguém se lembrasse de os utilizar como artilharia de costa.

Cumprimentos
 

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Luso

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« Responder #3 em: Fevereiro 10, 2005, 08:57:56 pm »
Oh Papatango, os canhões que vão para a sucata!
Com o desperdicio que eu vi hoje ao menos sucateando isso por coisa melhor não se estaria a perder muito...
A 76 é uma peça fléxivel e ainda tem algum tempo pela frente. E munições novas.
E clientes por todo Mundo.
Mas vão perder um pouco quando chegarem as novas 155 e que irão extremar os campos de aplicação de artilharia naval.
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Miguel

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« Responder #4 em: Fevereiro 10, 2005, 09:19:10 pm »
Citação de: "Luso"
Oh Papatango, os canhões que vão para a sucata!
Com o desperdicio que eu vi hoje ao menos sucateando isso por coisa melhor não se estaria a perder muito...
A 76 é uma peça fléxivel e ainda tem algum tempo pela frente. E munições novas.
E clientes por todo Mundo.
Mas vão perder um pouco quando chegarem as novas 155 e que irão extremar os campos de aplicação de artilharia naval.


Existe a possibilidade de equipar os NPO com uma exelente peça de 40mm  :roll:  

PapaTango qual seria a utilidade de ter 3 NPO artilhados? eu não acredito da capacidade de sobrevivencia de um NPO num conflito de média intensidade, por isso não vale a pena desperdiçar verbas em armamentos sofisticados nessas unidades 8)
A peça de 40mm e só para indicar que é uma unidade da Armada de Guerra :twisted:
 

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NotePad

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« Responder #5 em: Fevereiro 11, 2005, 04:03:15 pm »
penso que o npo dava uma excelente plataforma de harppons...
 

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Miguel

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« Responder #6 em: Fevereiro 11, 2005, 04:35:50 pm »
Citação de: "NotePad"
penso que o npo dava uma excelente plataforma de harppons...


Seria interessante que os nossos NPO, podessem ser equipados com Harpoons em caso de necessidade, pelo menos deveriamos de planear,
agora existe exelentes peças automatizadas da Bofors em 40 ou 57 mm que equipam as corvetas dos paises nordicos, seria uma boa opção.
 

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emarques

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« Responder #7 em: Fevereiro 11, 2005, 05:22:52 pm »
Será possível disparar arpões com o Bofors 40mm? Porque quanto a "Harpoons", acho que isso será o mais próximo que vamos chegar com o NPO. :mrgreen:
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Luso

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« Responder #8 em: Fevereiro 11, 2005, 09:47:10 pm »
É a pronúncia do Nuorte!
Claro que arpão é árpum e escreve-se - sotaqueando - harpoon.
Bocês mouros num percebem nada deisto!
 :mrgreen:
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

 

substutuição da Oto Melara 76mm pela C.Loire 100mm nas OHP

Iniciado por P44

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Última mensagem Agosto 11, 2005, 12:02:44 am
por JLRC