Brasil deve temer conflitos futuros!!!

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J.Ricardo

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Brasil deve temer conflitos futuros!!!
« em: Janeiro 27, 2005, 05:44:39 pm »
Não sei se esta no tópico correto mas...

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Brasil deve temer futuras guerras, diz especialista

Prof. Expedito Bastos,UFJF e colaborador de

Defesanet fala à Folha de São Paulo

DA REDAçãO



"Hoje é o petróleo; amanhã será a água." é com esse argumento que Expedito Bastos, pesquisador de Assuntos Militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, defende a revitalização da indústria bélica nacional.

Para ele, "da mesma forma que se luta por petróleo hoje, se lutará pelo domínio geopolítico da água no futuro, e o Brasil é o país com os maiores mananciais do mundo. O controle sobre a Amazônia é outro problema que o país terá de enfrentar futuramente".

A Política Nacional de Indústria de Defesa, programada pelo governo federal para revitalizar a indústria bélica brasileira, deve ser vista com cautela, mas, em princípio, é um passo importante para o país garantir sua soberania, segundo o especialista.

Para o pesquisador, uma indústria de armamentos desenvolvida tem a função estratégica de "obrigar os inimigos do país a dialogar antes de invadir".

Ele cita como exemplo a invasão do Iraque -cuja produção bélica estava sucateada- pelos americanos e compara a diferença de atitude dos EUA com relação a potências nucleares como Coréia do Norte e Paquistão. "Com esses países, eles [os EUA] dialogam. São respeitados. Não digo que precisamos de armas nucleares, mas, sim, de uma indústria forte."

Para o pesquisador, o governo deve ter regras definidas e investir para o desenvolvimento de tecnologia própria. Porém diz que o Brasil depende da parceria de outros países para incorporar técnicas que não domina.

Segundo ele, é preciso que haja no Brasil a mesma cooperação interna que existiria em potências bélicas, como os EUA: "é um erro empresas nacionais competirem entre si. Foi esse um dos motivos das falências de empresas como Engesa e Bernardini. As empresas nacionais têm de se associar. Quem ganha a licitação tem de comprar produtos do outro".


FRASES


"Sem uma indústria bélica forte, o país não consegue se impor. Um país que não consegue reagir vai continuar sendo sempre um país escravo."

Antônio Hugo Chaves, major-brigadeiro, diretor do Departamento de Logística do Ministério da Defesa, sobre o projeto "Política Nacional de Indústria de Defesa", que está no Ministério da Defesa e visa revitalizar a indústria bélica do país, sucateada entre os anos 80 e 90, ontem na Folha.
 

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papatango

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« Responder #1 em: Fevereiro 06, 2005, 02:56:12 pm »
todos os países têm inimigos potênciais.

Digam o que digam sobre o entendimento universal, sempre haverá possibilidade de conflito enmtre as comunidades humanas.

No entanto, gostaría que o autor nos apresentasse cenários um pouco mais concretos.

Considerando o problema da água e o problema da Amazónia e mais importante, o problema do desenvolvimento da Amazónia e do Nordeste, acho que o Brasil não se está a posicionar da melhor maneira possível.

A instabilidade presente entre Colômbia e Venezuela e a presença dos Norte Americanos nos países limitrofes, ainda que seja apenas para prestar algum tipo de auxilio técnico ou para lutar contra os traficantes de droga das FARC, cria uma situação de potêncial "cerco".

Por outro lado, também há que manter as distâncias e guardar as proporções. O Brasil, não é o iraque, nem nenhum dos países contra os quais alguma ves os Estados Unidos lutaram.

É mais preocupante a dependência e dolarização da economia brasileira que as questões militares decorrentes do auxilio norte-americano ao governo da Colombia para lutar contra os traficantes.

O Brasil, necessita, acima de tudo de se potênciar do ponto de vista tecnológico. O autor fala da concorrência entre a Engesa e a Bernardini, mas não diz que na origem, quer o carro da Engesa quer o carro da Bernardini, eram, já na altura em que foram projectados e construidos os protótipos, carros antiquados, que, só poderiam sobreviver no mercado com o auxilio da tecnologia europeia ou americana.

Não vale de nada ter uma industria bélica capaz, quando o país demora tanto tempo para construir uma corveta ou um submarino. Muitas das valências e competências que se ganham, acabam por ser inuteis. As tecnologias que se consideraram quando começou o projecto do Submarino Nuclear Brasileiro, quantas vezes já foram alteradas e re-arranjadas?

Não é só falta de verbas, que está  a emperrar a industria militar brasileira. É também, falta de visão.

Cumprimentos
 

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dremanu

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« Responder #2 em: Fevereiro 08, 2005, 01:12:54 am »
Citação de: "papatango"
.... Não vale de nada ter uma industria bélica capaz, quando o país demora tanto tempo para construir uma corveta ou um submarino. Muitas das valências e competências que se ganham, acabam por ser inuteis. As tecnologias que se consideraram quando começou o projecto do Submarino Nuclear Brasileiro, quantas vezes já foram alteradas e re-arranjadas?

Não é só falta de verbas, que está  a emperrar a industria militar brasileira. É também, falta de visão.


É verdade, mas acho que a falta de visão é mais um pormenor. Creio que a principal razão é que muitas destas empresas no Brasil não são de capital privado, e com ações na bolsa. Nos E.U., UK, Europa, etc, as grandes empresas que fabricam material bélico são em geral de capital privado. Quando é esse o caso, de trimeste em trimeste tem que se apresentar resultados financeiros positivos, ou os acionistas já começam a resmungar, consequentemente a pressão para produzir e inovar é constante, algo que não existe no Brasil, daí a lentidão.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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papatango

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« Responder #3 em: Fevereiro 08, 2005, 11:46:30 pm »
-> Dremanu

A Engesa, que fabricou os CASACAVEL e URUTU, bem como o tanque OSORIO
A Bernardini, que modernizou os M-41 e a partir da experiência desenhou o TAMOYO
Ou a Motopeças, que  modernizou os M-113 brasileiros, eram empresas privadas.

As empresas são ou foram acusadas de desperdiçar recursos a fazer projectos concorrentes, durante os anos 80.

Hoje é teoricamente possível, recuperar alguma coisa, se houver um objectivo claro, nomeadamente o de vender não só para o Brasil, mas também para os países da America do Sul.

O problema, é que o Brasil terá que concorrer com Russos e Chineses, que conseguem ter preços mais baratos, mesmo nos mercados da América do Sul.

Cumprimentos
 

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dremanu

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« Responder #4 em: Fevereiro 15, 2005, 03:33:37 pm »
Citação de: "papatango"
-> Dremanu

A Engesa, que fabricou os CASACAVEL e URUTU, bem como o tanque OSORIO
A Bernardini, que modernizou os M-41 e a partir da experiência desenhou o TAMOYO
Ou a Motopeças, que  modernizou os M-113 brasileiros, eram empresas privadas.

As empresas são ou foram acusadas de desperdiçar recursos a fazer projectos concorrentes, durante os anos 80.

Hoje é teoricamente possível, recuperar alguma coisa, se houver um objectivo claro, nomeadamente o de vender não só para o Brasil, mas também para os países da America do Sul.

O problema, é que o Brasil terá que concorrer com Russos e Chineses, que conseguem ter preços mais baratos, mesmo nos mercados da América do Sul.

Cumprimentos


Sim, eram empresas privadas, mas não eram empresas com ações na bolsa de valores, e esse factor é que faz a diferença. Na USA, na UK, e Alemanhã, as principaís empresas que fabricam material bélico são de capitaís abertos, então a pressão para produzir e apresentar resultados positivos é constante, daí a necessidade de se inovar continuamente para se produzir novos produtos.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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CC

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Mas não por aí....
« Responder #5 em: Julho 31, 2005, 11:58:45 am »
Hoje, 80% da riqueza mundial centra-se em torno do Atlântico Norte, dominado e controlado pelos EUA.

O Brasil, e bem, tem vindo a desenvolver relações estreitas com Angola e a Namíbia. Estas relações poderão vir a resultar num controlo do Atlântico Sul, que será provalvelmente dominado e controlado pelo Brasil. Este controlo fechará a "torneira" ao Atlântico Norte... sendo assim uma ameaça aos interesses norte-americanos e europeus...

Havendo esta ameaça, quem sabe, né?
 

 

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