Eleições no Irão

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Ricardo Nunes

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Eleições no Irão
« em: Fevereiro 16, 2004, 07:30:54 pm »
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President urges Iranians to vote
 
 
Analysts say there has been little public interest in the poll
Iran's reformist president has urged Iranians to vote in elections later this week, to stop conservatives from winning control of parliament.
President Mohammad Khatami said despite many pro-reform candidates being barred, voters should pick candidates with views close to their own.

He said a low turnout could mean a minority gaining control of Iran, which would not be in its interests.

But observers say there is little sign of public interest in the elections.

  What has happened has satisfied some and angered many others, but this anger should not push people not to take part in the elections

President Khatami


How Iran votes  

The president has disappointed many reformists who hoped he would refuse to endorse the 20 February elections unless they were free and fair.

There has been political turmoil in Iran since the disqualification of thousands of reformist candidates by the hardline Council of Guardians.

"What has happened has satisfied some and angered many others, but this anger should not push people not to take part in the elections," the president said in a message carried by the official news agency Irna.

'Ten percent turnout'

The election has suffered a new blow on Saturday with the withdrawal of a further 550 candidates who had been qualified to stand.

A government poll predicts a turnout of about 30% nationwide.


Vital statistics:
The facts behind daily life in pre-election Iran


At-a-glance
 

The biggest pro-reform faction, the Islamic Iran Participation Front, had most of its top leaders disqualified and is not taking part.

Some analysts believe that in the big cities - especially the capital Tehran - turnout could drop as low as 10%.

BBC regional analyst Sadeq Saba says some reformist groups are campaigning for a low turnout in an attempt to put the legitimacy of the new chamber in question.

The conservatives, meanwhile, have decided to field less known candidates in an attempt to boost their support, he adds.

They are concerned that their big guns are easily recognisable and they could be shunned by neutral voters.

But conservative victory seems a foregone conclusion and reformists are warning that their hardline rivals may resort to electoral fraud in order to exaggerate the turnout, our correspondent adds.

Some 80 sitting MPs, including some of Iran's best known politicians, were among the candidates barred by the Guardian Council.

About 46 million Iranians are eligible to vote in the elections.
 


http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/3493861.stm
Ricardo Nunes
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« Responder #1 em: Maio 06, 2004, 12:30:54 am »
Já que este tópico fala do Irão:

[CITAÇÃO]

Publico on-line 03-05-2004 - 19h06

Justiça iraniana confirma pena de morte para intelectual
 
Um tribunal iraniano confirmou hoje a condenação à morte por blasfémia do intelectual dissidente Hachem Aghajari.

Segundo Zekrollah Ahmadi, presidente do tribunal da província de Hamedan, o mesmo que o condenou à pena de morte em primeiro lugar, "a decisão deverá ser enviada de novo ao Supremo Tribunal iraniano, que a invalidou uma primeira vez por vícios de forma no inquérito". Esta situação implicava, segundo a lei iraniana, que o mesmo tribunal corrigisse os vícios de procedimento e realizasse um novo julgamento.

Hachem Aghajari foi condenado à morte em Novembro de 2002 por um único juiz em Hamedan, que decretou ainda uma pena de prisão prévia de oito anos numa penitenciária das cidades do deserto. O intelectual e professor foi acusado do crime de blasfémia por ter defendido publicamente, numa aula de História numa universidade de Teerão, em Agosto passado, uma reforma do islão e declarado que os muçulmanos não devem "seguir cegamente os chefes religiosos" e que os ensinamentos dos clérigos sobre o islão eram considerados sagrados apenas porque faziam parte da História e que cada nova geração devia ser capaz de ter a sua interpretação da fé.

A pena de prisão foi posteriormente reduzida a quatro anos e finalmente anulada a 14 de Abril passado. Além da pena de morte por enforcamento e da pena de prisão entretanto anulada, Aghajari foi condenado a 74 chicotadas e ficou proibido de ensinar durante dez anos.

A condenação de Aghajari gerou um movimento de contestação pública, principalmente de estudantes, semelhante ao desencadeado em 1999 quando o regime decidiu mandar fechar um jornal reformista. Os estudantes manifestaram-se durante semanas seguidas, acentuando o carácter político do protesto, o que desencadeou uma resposta em massa do sector mais conservador, que domina as principais esferas de poder no Irão.

À forte mobilização nas universidades iranianas juntou-se a indignação internacional. Por isso e dados os protestos internacionais, o Guia Supremo do Irão, o "ayatollah" Ali Khamenei, ordenou pessoalmente, no dia 17 de Novembro, a revisão do processo, com vista a pacificar as tensões crescentes entre reformadores e conservadores.

No entanto, a contestação voltou a intensificar-se quando o procurador-geral afirmou que o condenado tinha, obrigatoriamente, que interpor recurso para reabrir o processo, o que Hachem Aghajari se recusou a fazer – o seu advogado de defesa acabaria por interpor o recurso contra a sua vontade.

Aghajari é professor universitário e visto como próximo do Presidente iraniano, Muhammad Khatami, cujas iniciativas de reformas têm sido bloqueadas pelos conservadores. Combatente da Revolução Islâmica, Aghajari perdeu uma perna na guerra Irão-Iraque.

Khatami chegou a considerar a sentença "desapropriada". “Este veredicto não é aplicável e não será aplicado", garantiu. A condenação de Aghajari também foi considerada demasiado dura pela maior parte dos deputados do Parlamento iraniano, nomeadamente por elementos da ala conservadora, o que levou perto de duas centenas de parlamentares a pedirem a suspensão da pena.

Aghajari mantém a recusa de recorrer seja de que decisão for e diz-se pronto para morrer, desafiando directamente o poder dos conservadores iranianos.

Publico on-line 04-05-2004 - 13h41

Hachem Aghajari rejeita recorrer da condenação à morte
 
O dissidente iraniano Hachem Aghajari anunciou hoje que não pretende recorrer da sua condenação à morte por blasfémia, depois de a sentença ter sido confirmado ontem por um tribunal do Irão.

Segundo o seu advogado, Aghajari recusa não só recorrer da decisão como o proibiu de o fazer em seu nome — como já aconteceu no passado.

O intelectual dissidente iraniano mantém, assim, a posição que definiu desde o início, quando em Novembro de 2002 foi condenado à pena capital pelo presidente do tribunal da província de Hamedan, o mesmo que ontem confirmou a decisão.

A sentença inicial — que gerou fortes protestos da comunidade internacional e do sector reformista iraniano — viria a ser anulada pelo Supremo Tribunal, que invalidou o processo por vícios de forma. Ao abrigo da lei iraniana, o processo regressou ao tribunal provincial para que fosse repetido o julgamento, que culminou ontem com a confirmação da situação inicial.

O intelectual e professor foi acusado do crime de blasfémia por ter defendido publicamente, numa aula de História na universidade de Teerão, uma reforma do islão, e declarado que os muçulmanos não devem "seguir cegamente os chefes religiosos". Para Aghajari, cada nova geração deve ser capaz de ter a sua interpretação da fé, considerando que os ensinamentos dos clérigos sobre o islão são considerados sagrados apenas porque fazem parte da História.

Além da pena capital, Aghajari foi condenado a uma pena prévia de oito anos de prisão (posteriormente anulada) e a 74 chicotadas, tendo também ficado proibido de ensinar.

Aghajari é visto como próximo do Presidente iraniano, Muhammad Khatami, cujas iniciativas de reformas têm sido bloqueadas pelos conservadores. Combatente da Revolução Islâmica, Aghajari perdeu uma perna na guerra Irão-Iraque.

Isto, meus amigos, é mais uma faceta daquilo que eu identifico como "choque de civilizações" (peço perdão a Samuel P. Huntington por ter-me apropriado do título de uma obra sua). Matar ou ameaçar matar alguém por um delito de opinião tem muito que se lhe diga e reflecte bem o atraso das concepções de vida em sociedade vigentes em certas partes do globo. E ainda mais fulo fico quando vejo que o homem (Aghajari) tem toda a razão: os muçulmanos não devem "seguir cegamente os chefes religiosos"; cada nova geração devia ser capaz de ter a sua interpretação da fé. E mata-se um gajo por dizer isto...

Outra coisa: alguém leu a Pública de domingo (2 de Maio), nomeadamente, a história de Souad? É outra questão civilizacional/cultural que me deixam os cabelos em pé.
"If you don't have losses, you're not doing enough" - Rear Admiral Richard K. Turner
 

 

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