Novos submarinos confirmados

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Rui Elias

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« Responder #15 em: Abril 05, 2004, 03:17:11 pm »
Só uma achega:

Ainda no tempo do anterior governo foi falada na comunicação social a possibilidade de Inglaterra fornecer 4 submarinos usados à nossa armada a preço de saldo 8) .

E segundo consta, ainda houve contactos preliminares sobre isso.

Alguem daqui sabe mais alguma coisa sobre isto?

É que se estivessem, em bom estado, poderiamos passar a ter uma força submarina de 4 exemplares em vez de uns pindéricos 2 !
 

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papatango

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« Responder #16 em: Abril 05, 2004, 03:40:54 pm »
Caro Rui Elias

Também me deram essa informação sobre os submarinos da Royal Navy e eu fiz uma pequena investigação para ver qual é a verdade por detrás disso. O que consegui saber foi que teriam sido oferecidos á marinha portuguesa três ou quatro navios da Royal Navy. Desses os mais modernos eram os HMS Otus(S18); HMS Opossum(S19); HMS Opportune(S20) e HMS Onyx.(S21).

Lançados á água respectivamente em, Nov. 1967; Dezembro 1964; Junho de 1963 e Outubro de 1963.

Os submarinos da classe Oberon, eram muito maiores que os nossos Albacora, mas na realidade só  o mais moderno destes submarinos era mais moderno que o mais antigo dos nossos actuais Daphné. De resto, eram todos mais antigos.

Pouca vantagem teria substituir submarinos velhos por velhos submarinos.

OS Oberon, deslocavam o dobro dos Daphné, levavam mais torpedos (20, em vez de 12), eram ligeiramente mais rápidos e tinham uma tripulação de 70 contra 50 dos Daphné. A principal vantagem dos Oberon sería, claramente o facto de terem tido os sonares modernizados, o que os tornava mais eficazes que os Daphné.

No entanto, neste momento, teríamos exactamente o mesmo problema, porque os Oberon estariam igualmente obsoletos, e como a sua manutenção e operação era mais cara, o problema sería ainda maior que o actual.

A marinha, não é assim tão parva como ás vezes muitos dizem ... :D :D

Cumprimentos
 

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Major Alvega

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« Responder #17 em: Abril 07, 2004, 12:51:11 am »
Papatango,

 O participante Rui Elias não se estará a referir a uma situação bem mais recente e que diz respeito aos submarinos da classe Upholder, que acabaram por ser adquiridos pelo Canadá?

 Há muito poucos anos o governo britânico resolveu standartizar a sua frota de submarinos exclusivamente a propulsão nuclear, quando a Royal Navy tinha acabado de receber os novos Upholder convencionais. Que são ainda do melhor que há na indústria naval, excluindo os novos Type 212/214, Collins australianos e Gotland suecos já dotados com o AIP, mas estando equiparado ao nível de sensores com estes. Com uma elevada autonomia e excelentes capacidades para operarem em grande profundidade.

 Houve de imediato o interesse de Portugal mas o governo da altura andou a "engonhar" o assunto e os canadianos que tinham então os Oberon a necessitarem de reforma não se fizeram de rogados e concretizaram o negócio com os ingleses, isto aconteceu em plenos anos 90.
 Segundo consta, os referidos submarinos estavam a ser vendidos a um preço aceitável relativamente ao seu estado quase novo e às suas capacidades. Na altura como disse, era o melhor submarino do mundo convencional.
 Hoje em 2004 a "telenovela" dos submarinos contínua...
 

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snakeye25

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Upholder
« Responder #18 em: Abril 07, 2004, 01:32:42 pm »
Nesse caso parece-me que foi a sorte da Marinha... os canadianos até hoje não conseguiram colocar a frota no activo devido aos problemas estruturais de que padecem os subs...
Um abraço,

André Carvalho
 

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Rui Elias

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« Responder #19 em: Abril 07, 2004, 01:52:45 pm »
Quando ouvi essas referências que acima descrevi, lembro-me que de facto esses submarinos terão ido para o Canadá.

Creio que os que o Papatango refere serão outros.

De qualquer modo, se seria um mau negócio, ainda bem que não foi concretizado.

Mas (chamem-me teimoso :oops: .

É pouco...
 

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Jorge Pereira

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Assinado o contrato para a compra dos submarinos
« Responder #20 em: Abril 25, 2004, 04:18:26 pm »
Portugal Diário 2004/04/21

Citar
O ministro de Estado e da Defesa Nacional, Paulo Portas, prometeu hoje tudo fazer para que Portugal recupere o tempo perdido em matéria de capacidade submarina, que considerou fundamental para o país manter a sua vocação marítima.

"Portugal não perderá a sua capacidade submarina", assegurou o ministro na base naval de Lisboa, no Alfeite, na cerimónia de assinatura do contrato de aquisição de dois novos submarinos para a Armada ao grupo alemão GSM (German Submarine Consortium), que custarão 770 milhões de euros.

Paulo Portas considerou mesmo que "Portugal só tem razões para se orgulhar" com a renovação da capacidade submarina, lembrando que "em matéria de Defesa e de Segurança, não decidir tem um custo elevadíssimo".

Entre as razões para a celebração do contrato, o titular da Defesa apontou a "decisão de soberania", aproveitando para recordar que "todos os países europeus estão a renovar a sua capacidade submarina".

"Se Portugal não o fizesse, seria reduzido à condição de país meramente continental, que não é", acentuou, classificando a aquisição dos submarinos de "acto de razão, prudência, determinação e prestígio".

Portas sublinhou que "o mar é para Portugal uma condição de liberdade", pelo que a renovação da capacidade submarina representou "um dever indeclinável".

"Na Defesa e na Segurança, qualquer arrependimento vem sempre tarde demais", frisou.

A aquisição de dois novos submarinos implicará para Portugal um encargo de 770 milhões de euros, valor que fica abaixo dos 840 milhões previstos na Lei de Programação Militar (LPM).

A redução dos encargos do Estado ficou a dever-se a uma "negociação bastante dura", que se prolongou pela madrugada de hoje, disse à Agência Lusa fonte do Ministério da Defesa.

O ministro não fez qualquer referência concreta à fase final da negociação, mas admitiu que o processo de aquisição dos submarinos foi "um trabalho duro e árduo" desenvolvido durante alguns meses.

Paulo Portas destacou que a assinatura do contrato representou, em primeiro lugar, "uma determinação de reequipar as Forças Armadas, adaptando-as ao século XXI".

"Não precisamos de tantos efectivos, mas precisamos de efectivos melhor equipados", salientou o titular da Defesa, acrescentando que nos últimos dois anos, Portugal teve "taxas de execução da LPM finalmente credíveis".

Outra das razões apontadas pelo ministro para a assinatura do contrato foi "a credibilidade", salientando que a Armada substituiu corvetas por navios patrulha, iniciou o projecto de construção dos navios de combate à poluição e abriu caminho ao navio polivalente logístico.

Em conjunto, este esforço de modernização dos meios da Marinha significa o "apoio decidido no combate a vários tipos de criminalidade, como o tráfico de droga, de armas e de pessoas".

Portas lembrou também que a renovação da capacidade submarina constitui "uma oportunidade para a economia e para um sector estratégico que é a construção naval".

"A Defesa não é um mundo à parte, deve viver em relação com a economia e constituir um forte impulso ao crescimento e à modernização tecnológica" do país", argumentou.

O ministro considerou ainda que os documentos hoje assinados contêm "soluções à prova de qualquer procedimento" e salientou o contributo de várias personalidades para a assinatura do contrato, entre as quais o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Mendes Cabeçadas, e o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Vidal de Abreu.

"Hoje é um grande dia para a Marinha e para o país", acentuou o almirante Vidal de Abreu, numa intervenção marcada por elogios ao ministro da Defesa, que chegou a evidenciar alguma comoção.

Vidal de Abreu lembrou que o processo de renovação da capacidade submarina iniciou-se em 1988 e que, se tudo tivesse corrido com normalidade, a Marinha teria substituído os submergíveis da quarta esquadrilha em 1998, que teriam sido abatidos com 30 anos de vida.


A esta equipa do Ministério da Defesa  :G-beer2:
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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Rui Elias

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« Responder #21 em: Abril 26, 2004, 02:35:20 pm »
Vocês vão achar que eu sou um chato do caracias.

Mas continuo na minha.

Não sou por princípio contra a aquisição/modernização do sistema de armas submarino, mas para que essa arma fosse credível, deveriamos ter um mínimo de 4, mas idealmente 5, para que a tempo inteirio tivessemos sempre 3 completamente operacionais.

Dois aparelhos não dão para nada, e então, mais valia canalizar essa verba financeira para meios de superfície e acelerar o programa de construção do NPL.

Porque na prática apenas poderemos ter um operacional de cada vez, porque o outro estará em manutenção.
 

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Tiger22

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Submarinos Gregos
« Responder #22 em: Abril 26, 2004, 04:05:38 pm »
Uma antevisão dos nossos submarinos recentemente encomendados.





Neste caso é o primeiro dos 7 :shock: U 214 encomendados pela Grecia.

Lindos
"you're either with us, or you're with the terrorists."
 
-George W. Bush-
 

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lf2a

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« Responder #23 em: Abril 26, 2004, 04:29:40 pm »
Citação de: "Rui Elias"
Vocês vão achar que eu sou um chato do caracias.

Mas continuo na minha.

Não sou por princípio contra a aquisição/modernização do sistema de armas submarino, mas para que essa arma fosse credível, deveriamos ter um mínimo de 4, mas idealmente 5, para que a tempo inteirio tivessemos sempre 3 completamente operacionais.

Dois aparelhos não dão para nada, e então, mais valia canalizar essa verba financeira para meios de superfície e acelerar o programa de construção do NPL.

Porque na prática apenas poderemos ter um operacional de cada vez, porque o outro estará em manutenção.


Caro Rui,
Realmente essa conversa já começa a ser aborrecida. :shock:
A verdade é que por muito que especulemos Portugal não dispõe, actualmente, de fundos para adquirir tudo o que necessitamos em matéria de Defesa. Para além disso existe uma coisa chamada LEI DE PROGRAMAÇÃO MILITAR ou LPM na qual estão inseridas todos as despesas a realizar nos próximos anos e que para isso tem JÁ ALOCADOS os fundos necessários, aprovados pela AR.
2 submarinos são poucos, é verdade, mas sempre são melhores que 0 e o mais certo é que daqui a 5 anos (se a situação económica o permitir) iremos encomendar um 3º submarino e, quem sabe, se daí a 10 anos (se houver alguém com pensamento estratégico no Governo) se possa encomendar uma 2 flotilha de mais 3 navios (deixem me sonhar).
O que lhe posso garantir é que, se neste momento e por questões económicas deixássemos de operar submarinos, nunca mais iríamos recuperar essa capacidade.

Um abraço,
lf2a
 

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C. E. Borges

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Ainda os Submarinos..
« Responder #24 em: Abril 27, 2004, 01:28:38 pm »
A «If2a» :
- Reparo que, na resposta a Rui Elias, refere que - e cito - «se neste momento e por razões económicas deixássemos de operar submarinos, nunca mais iríamos recuperar essa capacidade».
Acontece que sendo eu um leigo nestas matérias, muito apreciava que pudesse ilustrar melhor esta sua afirmação. Ainda a este propósito, sempre queria aqui deixar a minha perplexidade em relação ao facto de a Grécia, um País muito comparável a Portugal em dimensão, demografia e potencialidades, conseguir encomendar sete Submarinos iguais (pelo que percebi) aos dois que Portugal encomendou, mas já quase no limiar do suportável... é que, sendo esta Arma considerada, em termos de dissuasão, a «bomba nuclear» dos menos ricos, e considerando a relevância do designado «triângulo estratégico» que é o quase aquipélago nacional, não se compreende - ou compreende-se mal - toda a polémica levantada acerca destas duas ainda insuficientes novas aquisições... não é este um sintoma de uma confrangedora falta de comunicação eficaz entre as Forças Armadas e a chamada «Sociedade Cívil» ? E, neste caso, de quem é a culpa ?
 

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Luso

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« Responder #25 em: Abril 27, 2004, 05:25:38 pm »
"não é este um sintoma de uma confrangedora falta de comunicação eficaz entre as Forças Armadas e a chamada «Sociedade Cívil» ? E, neste caso, de quem é a culpa ?"

Dos polemizadores de pacotilha que se intitulam jornalistas, que defendem uma visão simplista mas emocionante do mundo e por conseguinte de fácil compreensão das crianças e das senhoras de ambos os sexos;

Dos almirantes que gaguejam quando se lhes é pedido que expliquem decentemente e sem rodeios para que servem e quando têm como melhor argumento o combate ao "trafico de droga".

Em suma, de muito sensacionalismo e pouco profissionalismo e convicção.

Mas pergunto-me: não estará o povo português mais cansado, efeminado e VELHO?
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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lf2a

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« Responder #26 em: Abril 27, 2004, 06:04:05 pm »
Caro C. E. Borges,
Antes do mais bem vindo a este fórum.
Também eu sou um leigo nesta matéria, no entanto tentarei explicar o meu ponto de vista.
Se Portugal, nesta altura, deixasse de operar submarinos perderia muito rápidamente toda a capacidade técnica (material e humana) que foi adquirida ao longo de muitos anos de operações. Penso que isto é inegável. Admitindo que daqui a uns anos poderíamos voltar a pensar em operar este tipo de navios, teríamos de efectuar um investimento largas vezes superior aos €770.000.000,00, em coisas como os próprios navios, armamento, oficinas, equipamento de apoio, cadeia logística, formação técnica de todo o pessoal envolvido na manutenção e nas operações, criação duma nova doutrina submarinista, etc. Como em Portugal o problema da falta de verbas é e será sempre crónico, não acredito que aparecesse um único governante disposto a prescindir de alguma outra coisa para poder gastar dinheiro em submarinos.

Quanto à Grécia: eles têm um vizinho chamado Turquia. :evil:

Um abraço,
lf2a
 

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JNSA

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« Responder #27 em: Abril 27, 2004, 06:18:20 pm »
Citar
Quanto à Grécia: eles têm um vizinho chamado Turquia.


A Turquia diz o mesmo em relação à Grécia  :shock:  Porque será?  :evil:
 

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Rui Elias

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« Responder #28 em: Abril 28, 2004, 10:49:11 am »
A Grécia, com 7 submarinos confirmados, e com o vizinho Turquia já ultrapassou Portugal em termos de desenvolvimento e está a convergir com a UE, ao contrario deste pobre Portugal, governado com os apertos financeiros típicos de um Salazar de saias (Manuela Ferreira Leite) numa política monetarista e neo-liberal que nos conduzirá à ruina económica e social :lol:
 

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emarques

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« Responder #29 em: Abril 28, 2004, 02:18:04 pm »
Agora por níveis de desenvolvimento, parece que Angola vai tentar saldar a dívida com Portugal. No total serão 600M $US repartidos entre o Estado, a banca e outras empresas. A dívida era bastante mais alta (so ao estado português deviam mais de 900M $) mas sempre é qualquer coisa.

Se o pagamento ainda entrasse este ano a MFL lá arranjava mais uma desculpa para dizer que o défice não ultrapassou os 3%... :)
Ai que eco que há aqui!
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Há cá eco, há.
 

 

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