Projeto Combatente Brasileiro (COBRA)

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Vitor Santos

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Projeto Combatente Brasileiro (COBRA)
« em: Junho 24, 2019, 02:29:22 pm »
Projeto Combatente Brasileiro (COBRA)


O Exército Brasileiro desenvolve o Projeto Combatente Brasileiro (COBRA), Soldado do Futuro, um Sistema que contempla três necessidades fundamentais do combatente moderno: a LETALIDADE, o COMANDO E CONTROLE e a SOBREVIVÊNCIA. A IMBEL® se junta aos esforços da Força Terrestre para concretizar o referido Projeto, oferecendo um conjunto de equipamentos e soluções que compõem sistemas forjados para atender a duas daquelas necessidades: LETALIDADE e COMANDO E CONTROLE.


Soluções para a necessidade LETALIDADE

No que tange à necessidade LETALIDADE, a IMBEL participa do Projeto com os fuzis de assalto nos calibres 5,56x45 mm e 7,62x51 mm da família IA2, e pistolas no calibre 9x19 mm, além das facas de campanha IA2 e AMZ, objetivando aumentar a capacidade operacional individual do combatente e potencializar os efeitos do emprego coletivo desses Materiais de Emprego Militar (MEM) que são fabricados na Fábrica de Itajubá (FI).

O Fuzil de Assalto 5,56 IA2 (Fz Ass 5,56 IA2) foi o primeiro fuzil da família IA2 cujas principais características são o peso reduzido, a maior compacidade, o uso intenso de polímeros de engenharia, a melhor ergonomia e a utilização de trilhos Picatinny (MIL STD 1913) para fixação de diversos acessórios.

O Fz Ass 5,56 IA2 teve seu projeto iniciado em 2008 e, no ano de 2011, foi submetido à avaliação de protótipo de MEM para verificar a sua conformidade com os Requisitos Operacionais Básicos (ROB) nº 07/10-EME, de 03 de agosto de 2010 e com os Requisitos Técnicos Básicos (RTB) nº 04/10-DCT, de 28 de outubro de 2010, sendo considerado “CONFORME” com estes requisitos e homologado pela Portaria nº 001- DCT de 20 de janeiro de 2012.

Em maio de 2012, iniciou-se a avaliação do lote piloto do MEM Fz Ass 5,56 IA2 para verificar a conformidade aos Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) nº 01/11-EMCFA, de 30 de junho de 2011, e com os RTB nº 02/12-DCT, de 25 de julho de 2012. A avaliação foi concluída em dezembro de 2014 e o lote piloto do MEM foi considerado “CONFORME” com estes requisitos e o relatório homologado pela Portaria nº 007- DCT de 04 de fevereiro de 2015.

O Fuzil de Assalto 5,56 IA2 foi adotado pelo Exército Brasileiro em 2013, através da Portaria Nº 211-EME, de 23 de outubro de 2013, e padronizado em 2015, através da Portaria Nº 188-EME, 27 de agosto de 2015, publicada no BE36/15, de 4/9/15.

Atualmente, diversas unidades do Exército Brasileiro utilizam o Fz Ass 5,56 IA2 tendo participado em missões de paz e em operações de Garantia da Lei e da Ordem.

Complementando a família de fuzis IA2, a IMBEL desenvolveu um fuzil de assalto no calibre 7,62, que se encontra em avaliação de protótipo de MEM no CAEx para verificar a conformidade aos Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) do fuzil médio das FFAA nº 02/11-EMCFA, de 30 de junho de 2011, e aos Requisitos Técnicos Básicos (RTB) nº 03/12-DCT, de 28 de outubro de 2010.

Atendendo à necessidade Comando e Controle

Para atender à necessidade COMANDO E CONTROLE, a IMBEL oferece uma solução modular composta por três núcleos: processamento, comunicações e energia. Os seus sistemas e equipamentos constitutivos são desenvolvidos e produzidos na Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica (FMCE).

O subsistema de processamento pode ser composto pelo Computador Tático Pessoal CTP-1410, um computador robusto e integrado ao TPP em linha, capaz de processar aplicações de comando e controle de interesse da Força. Alternativamente, a IMBEL oferece o Compressor Tático de Vídeo CTV-1410 com a capacidade de gravação e transmissão de vídeo em tempo real, otimizado para um menor consumo de energia. As informações podem ser alimentadas e visualizadas por telas como o Visor Remoto Tático VRT-1410 ou tablets robustecidos de mercado.

O subsistema de comunicações é composto pelo rádio tático UHF Transceptor Portátil Pessoal TPP-1400, de desenvolvimento e fabricação 100% nacional, aplicável para comunicações de curta distância. Com capacidade de transmissão digital, geolocalização (GPS) e elevada durabilidade de bateria, foi padronizado pelo Estado Maior do Exército Brasileiro como Rádio Grupo 1 (Portaria Nº 313-EME, de 2 de dezembro de 2015).

Para atender às diferentes tropas especializadas, o TPP-1400 é compatível com uma grande variedade de combinados de mão e de cabeça de forma a garantir que o combinado utilizado seja adequado à necessidade da missão. Destaca-se o Combinado por Condução Óssea OTF-2200 que é menos suscetível ao ruído do ambiente e deixa ouvidos e boca livres tornando-o compatível com equipamentos de proteção individual. Para comunicações de média e longa distância, a IMBEL pode oferecer transceptores portáteis e veiculares na faixa VHF, também de tecnologia nacional, em soluções totalmente integradas.

Todo o sistema pode ser alimentado ou recarregado pelo subsistema de energia composto pelas Baterias Inteligentes Táticas BIT-1410 e BIT-2590. Mais do que simples baterias, estes equipamentos são centrais de gerenciamento de energia, programáveis, controlando a recarga e a distribuição de alimentação para os demais equipamentos eletrônicos. Dotados de baterias de alta densidade de carga, permitem maximizar a autonomia do combatente no cenário de operações. O carregador integrado permite, também, a recarga a partir de uma grande variedade de fontes de energia.

O componente observação da necessidade COMANDO E CONTROLE do Projeto Combatente Brasileiro é potencializado por meio da integração de lunetas, binóculos e telêmetros de empresas parceiras, bem como a difusão de dados de inteligência, pela transmissão digital de imagens e vídeos obtidos por esses optrônicos.

O COBRA / IMBEL também permite a obtenção de uma elevada consciência situacional, outro importante componente da necessidade COMANDO E CONTROLE, através de georeferenciamento com o uso de receptor de Sistema de Posicionamento Global multiconstelação, transmissão desde mensagens curtas a imagens e vídeos em tempo real, e a capacidade de integrar-se aos sistemas de comando e controle em uso nas Forças Armadas.


 :arrow:  http://www.imbel.gov.br/index.php/cobra/105
 

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Re: Projeto Combatente Brasileiro (COBRA)
« Responder #1 em: Junho 24, 2019, 02:36:38 pm »
Exército Brasileiro padroniza o emprego do Rádio TPP-1400


Citar
O Exército Brasileiro aprovou a padronização do Rádio Transceptor Portátil Pessoal TPP-1400 produzido pela Indústria de Material Bélico do Brasil, em decorrência do Parecer da Comissão Especial encarregada dos estudos para a padronização de materiais de uso da Força Terrestre.

O TPP-1400 foi desenvolvido para atender às necessidades de pequenos grupos em operações militares, policiais, de segurança pública ou privada, ideal para as comunicações de curta distância, mesmo nos mais desafiadores ambientes urbanos. Além de possibilitar comunicação digital entre os membros da equipe, todas as transmissões são criptografadas, garantindo a segurança das informações e integridade dos usuários. Pode ser alimentado tanto pelas baterias Li-Ion inteligentes recarregáveis CB-2352i quanto por pilhas alcalinas convencionais.

O TPP-1400 é integrado por diversos acessórios que potencializam a sua capacidade operacional. O combinado por condução óssea, OTF-2200, idealizado para facilitar a comunicação em ambientes operacionais, possibilita a transmissão do som por condução óssea, sendo possível separar completamente os ruídos gerados pelo ambiente de operação dos sons que devem ser transmitidos pelos equipamentos de rádio. Essa característica se torna especialmente importante em situações de ruído intenso, permitindo a comunicação por sussurros.

O Compressor de Vídeo CTV-1410 permite a codificação e transmissão de vídeo em tempo real ao comandante operacional. Com peso e dimensões reduzidas, pode ser utilizado com diferentes optrônicos comerciais fixados em pontos diferentes da roupa, em capacetes e armamentos. Sua alimentação é fornecida pelo próprio transceptor, dispensando a utilização de bateria dedicada.

A padronização do TPP-1400 pela Força Terrestre confirma a qualidade, confiabilidade, eficácia e resistência do equipamento que será utilizado pelo futuro COMBATENTE BRASILEIRO (Projeto COBRA), demonstra a relevância da empresa no contexto da base industrial de defesa e consagra a IMBEL como fornecedora de produtos estratégicos de defesa ao seu principal cliente, o Exército.

 :arrow:  http://www.imbel.gov.br/index.php/noticias-imbel/18
 

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Re: Projeto Combatente Brasileiro (COBRA)
« Responder #2 em: Junho 24, 2019, 02:40:40 pm »
Curso de Forças Especiais testa produtos COBRA 2020/IMBEL


Citar
A FMCE foi convidada pelo Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp) para demonstrar e testar em situação de elevada demanda, os primeiros protótipos do Sistema do Soldado do Futuro (SSF) / COBRA 2020 da IMBEL.

O Teste foi conduzido no período de 3 a 12 de Outubro de 2017, durante o exercício de Reconhecimento Especial do Curso de Forças Especiais, nas proximidades da cidade de Santa Maria - RS.

Os Operadores de Forças Especiais são especialistas em Guerra Não Convencional, Operações Contra Forças Irregulares e Contraterrorismo. Organizam-se em Destacamentos Operacionais de Forças Especiais (DOFEsp), podendo ser empregados em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis.

No exercício, foi empregado o rádio TPP-1400 Transceptor Portátil Pessoal, já de dotação do Exército Brasileiro e também testados novos produtos da família COBRA, como o CTV-1410 Compressor Tático de Vídeo, LTM-2403 Lanterna Tática de Mão Estroboscópica com Infravermelho e o CTP-1410 Computador Tático Pessoal, com a funcionalidade de rastreamento em tempo real dos DOFEsp desdobrados no terreno. De acordo com depoimento dos oficiais e sargentos alunos, o TPP-1400 destacou-se pela robustez e elevada durabilidade da bateria, sendo bem superior ao observado em equipamentos estrangeiros. Os demais equipamentos tiveram bom desempenho, demonstrando o acerto na concepção do SSF/COBRA 2020.

O CIOpEsp mostra-se um excelente parceiro para o desenvolvimento e constante aperfeiçoamento de soluções para comunicações militares em desenvolvimento na FMCE.

 :arrow: http://www.imbel.gov.br/index.php/noticias-imbel/76
 

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Re: Projeto Combatente Brasileiro (COBRA)
« Responder #3 em: Junho 25, 2019, 10:33:31 pm »
ABDI - Projeto Uniforme Inteligente

Inédito Programa do Uniforme Inteligente está gerando retornos e excepcionais. Parceria entre ABDI e outras entidades com as Forças Armadas Brasileiras


Em Novembro de 2018 a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançou um inédito edital de um concurso para a aquisição de três protótipos de uniformes inteligentes, que deveriam ser compostos por camiseta manga curta, meias, cinto, gandola camuflada e calça camuflada de combate.

O presidente da ABDI, Guto Ferreira, explicava que um dos objetivos do concurso era de contribuir com o processo de inovação da Defesa Brasileira, por meio da incorporação de tecnologias que atendam às necessidades das forças operacionais e, ao mesmo tempo, promover a competitividade da indústria têxtil.

Nem o presidente da ABDI ou o então chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT) e agora Comandante da Força Terrestre o General-de-Exército Edson Leal Pujol imaginavam a revolução que estavam iniciando. 

Com o objetivo de trazer para as forças terrestres um Uniforme Inteligente com vistas a atender ao mercado nacional e internacional, incluindo a possibilidade de aplicação dual, mediante a incorporação de tecnologias inovadoras em design, produtos têxteis, novos materiais e eletrônica embarcada.


O chamado “uniforme inteligente” integraria o Projeto Combatente Brasileiro (COBRA), Soldado do Futuro, um Sistema que contempla três necessidades fundamentais do combatente moderno: a LETALIDADE, o COMANDO E CONTROLE e a SOBREVIVÊNCIA.  Assim como é foco nos principais programas chamados Soldados do Futuro desenvolvidos em outros países: FELIN (França) ou o RATNIK (Rússia), etc.

O uniforme inteligente agregará outras performances como, tais como CONFORTO e ANÁLISE das CONDIÇÔES AMBIENTAIS e MONITORAMENTO dos SINAIS VITAIS do Combatente.

Um único item colocado no contexto histórico:
 
MEIAS – Segundo relatos históricos com a situação crítica da guarnição argentina nas Malvinas/Falklands o Presidente Leopoldo Galtieri perguntou ao General Benjamin Menendez o que ele precisava de forma urgente. Para surpresa de Galtieri, Menendez pediu meias, pois seus soldados estavam sofrendo do “pé de trincheira”   

O Uniforme inteligente prevê para as meias os seguintes resultados: Efeito anti-inflamatório, analgésico e ativador da circulação.   Funções obtidas através de nanopartículas funcionais e biodegradáveis, com arnica montana e óleo essencial de palmarosa, bétula doce e vetiver.

Os dados e entidades participantes do Projeto Uniforme Inteligente seguem abaixo. Segundo a ABDI o edital de aquisição deverá ser lançado em julho de 2019. Os uniformes serão testados em vários ambientes e com diferentes tropas para avaliar a performance e aclimatação às demandas dos usuários.

É previsto que a Força do Exército Brasileiro que participará da Operação Culminating, nos Estados Unidos, em 2020, já esteja com o novo uniforme.

A ABDI fará uma apresentação do Projeto Uniforme Inteligente durante o evento CSTM, 24-27 Junho 2019, Brasília DF.


Projeto Uniforme Inteligente

 Objetivo Geral

Contribuir para a capacitação produtiva e tecnológica da Base Industrial de Defesa Brasileira nos segmentos de produtos têxteis e confecções, bem como para incorporação de tecnologias de informações e comunicações (TIC) em uniformes para uso pelas Forças Armadas e de Segurança.
 
Objetivos Específicos

•       Adquirir lote piloto de uniforme tecnológico que agregue as seguintes funcionalidades:

-  Propriedades físico-químicas avançadas nos tecidos;
-  Soluções de gadgets baseadas em tecnologias eletrônicas.

•       Testar o uniforme tecnológico em ambiente relevante.
•       Incentivar o escalonamento de aplicações militares e duais, com foco nos mercados nacional e internacional.

 
Etapas Previstas

Dezembro de 2019: 1ª Versão do Lote Piloto do Uniforme Inteligente
(Subsistema 1: Especificações do COBRA + Funcionalidades Físico-Químicas/nanotecnologia aplicadas ao tecido)
 
Maio 2020: 2ª Versão do Lote Piloto, com as modificações propostas após o teste em ambiente relevante.
 
Agosto de 2020: Versão Final do Lote Piloto do Uniforme Inteligente (Subsistema 2: Subsistema 1 + Funcionalidades Eletrônicas/gadgets)




Funcionalidades Eletrônicas – Gadgets

1. Aferição de temperatura, batimento cardíaco, oxigenação sanguínea
2. Detecção de gases nocivos no ambiente
3. Transmissão dos dados para o Comando da Tropa
4. Integração às soluções tecnológicas já desenvolvidas pela Imbel (rádio e computador operacionais)
5. Utilização da Body Area Network (BAN)
 
Parceiros do Projeto:

Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI (Coordenadora da Força Tarefa)
Ministério da Defesa
Exército Brasileiro
Marinha do Brasil – Fuzileiros Navais
Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - MCTIC
Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções - ABIT
Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – SENAI/CETIQT
Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico / Universidade de São Paulo - LSITEC-USP
Instituto Federal Fluminense - IFF
 
O edital de aquisição deverá ser lançado em julho de 2019.

 :arrow:  http://www.defesanet.com.br/bid/noticia/33269/ABDI---Projeto-Uniforme-Inteligente/
 

 

Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro

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