Embraer E-99/R-99

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Vitor Santos

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Embraer E-99/R-99
« em: Julho 20, 2015, 09:10:03 pm »
AVIÕES DA FAB: EMB E-99, OS OLHOS DO BRASIL NO CÉU

Embraer E-99 é o aparelho da FAB especializado na busca e viligância aérea, função que exige um radar instalado sobre a fuselagem do avião


O radar é a forma mais eficaz para detectar um avião que voa distante. O equipamento, contudo, não é tão efetivo na busca de aeronaves que voam em baixa altitude, na maioria dos casos aviões que não tem autorização para tal, por isso voam “escondidos” dos radares. Para encontrar esse tipo de ameaça não basta um radar baseado no solo, é preciso “instalá-lo” no céu, de modo que seu campo de varredura seja ampliado.

Tal função cabe aos “aviões-radares” ou AEW&C, sigla em inglês para “Avião de Alerta Antecipado e Controle Aéreo”. Esse tipo de aeronave ficou imortalizada pelo Boeing E-3 Sentry, um jato 707 que leva sob a fuselagem uma enorme antena de radar rotativa. Outra versão famosa dessa aplicação é o turbo-hélice Northrop Grumman E-2 Hawkeye, que pode operar em porta-aviões. Essa tecnologia, porém, é cara e poucas forças armadas a possuem.

O Brasil faz parte desse seleto time de Forças Aéreas que possuem aeronaves AEW&C, no caso o EMB E-99, uma versão do avião comercial EMB-145 adaptada para carregar uma enorme antena na fuselagem. Mas diferente dos E-2 e E-3, o avião usado pela Força Aérea Brasileira não utiliza um radar rotativo, mas sim uma antena plana e fixa com um sistema de busca diferente e melhor adaptado a busca de aviões em baixa altitude.

O radar usado no E-99 é o Erieye, desenvolvido pela SAAB. O equipamento possui em seu interior 192 módulos auto-direcionáveis de transmissão e recepção de sinais. Por isso, em vez de uma varredura rotativa convencional (e mais lenta), o equipamento faz uma busca seletiva, podendo acompanhar simultaneamente diferentes aeronaves que voam ao redor da antena. Segundo o fabricante, o equipamento possui um alcance de busca de 350 km a 450 km voando a 7.620 metros.

O desenvolvimento do E-99 começou ainda nos anos 1990 como uma exigência do plano SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia) e o plano original era utilizar o radar embarcado no turbo-hélice EMB-120 Brasília. Com atrasos no projeto, a aplicação do Brasília para essa função se tornou obsoleta e a Embraer decidiu utilizar o jato EMB-145.


O E-99 voou pela primeira vez em 22 de maio de 1999 e estreou o radar Erieye oito meses depois. Considerado operacional, o avião começou a ser entregue a FAB em 2002. Os aviões, cinco ao todo, são operados pelo “Esquadrão Guardião” (2º Esquadrão do 6º Grupo de Aviação) e ficam baseados na base da FAB em Anápolis (GO), prontos para voarem a qualquer ponto do Brasil em poucas horas para efetuar sua missão de busca e controle aéreo.

Transformação

No intuito de carregar a antena, que tem quase de 10 metros de comprimento, a Embraer reforçou a parte superior da fuselagem do EMB-145 e acrescentou winglets nas pontas das asas e nos elevadores para compensar as variações aerodinâmicas causadas pelo radar “pendurado” na aeronave. Para cumprir missões de cunho militar, a fabricante ainda aumentou a capacidade de combustível do avião e também o equipou com lançadores de chaff e flares, recursos usados para enganar mísseis inimigos (guiados por radar ou calor).

Comparado ao EMB-145, que cobre uma distância média de 2.500 km, a variante E-99 pode fazer viagens de até 3.000 km ou permanecer voando por 6 horas sobre a área de vigilância. E o alcance da aeronave está programado para aumentar, só não se sabe quando. Em 2003, Embrear e FAB realizaram testes com um sistema de reabastecimento em voo para o avião. O projeto, entretanto, ainda não foi levado a diante.

O interior do avião também passou por uma completa reformulação para a função militar. Em vez dos 44 assentos do EMB-145, o E-99 leva apenas dois pilotos e seis tripulantes que operam os sistemas do radar em complexos computadores com telas que mostram as posições dos aviões.

A aeronave também possui recursos que permitem “conectá-lo” a redes de vigilância em solo e outras aeronaves, que recebem informações captadas do avião em voo e as utilizam para montar um plano de ação de coordenado.

Outra variação militar do EMB-145 é o R-99, um avião de missões ELINT (Serviço de Inteligência Eletrônica). A FAB possui três dessea aviões, que em vez da antena Erieye carregam sensores na parte inferior da fuselagem, formando estranhas pretuberâncias no corpo do avião. Essas antenas servem para descobrir defesas inimigas, como a origem de um sinal de radar em terra e sinais de mísseis terra-ar teleguiados.

Outros usuários

Com o surgimento do E-99 na FAB e sua elogiada capacidade de busca, surgiram outros países interessados no avião, que é uma das opções mais em conta no mercado militar para missões AEW&C. Além do Brasil, Grécia, México e Índia também compraram a aeronave, que custa US$ 80 milhões e tem um custo operacional de US$ 2.000 por hora.

Já o radar SAAB Erieye é utilizado pela Força Aérea da Suécia e da Tailândia, a bordo do turbo-hélice SAAB 340, e pelas Força Aérea do Paquistão e da Arábia Saudita com o também turbo-hélice sueco SAAB 2000.

O E-99 ainda pode desempenhar missões de comando e controle, gerenciamento de espaço aéreo, coordenação de operações de busca e salvamento, controle e vigilância de fronteiras, vigilância marítima, inteligência de sinais e comunicações e posto de comunicação aéreo. Na América Latina, apenas o Brasil e o Chile (com um Boeing EB-707) possuem aeronaves AEW&C.








Fonte: http://airway.uol.com.br/avioes-da-fab- ... il-no-ceu/
« Última modificação: Junho 25, 2019, 09:25:19 pm por Vitor Santos »
 

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Vitor Santos

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Re: EMB145 E-99/R-99
« Responder #1 em: Outubro 14, 2018, 01:58:29 pm »
Projeto E-99M: avião-radar da FAB será modernizado pela Embraer


Segunda aeronave radar da FAB é entregue à Embraer para ser modernizada. Projeto de modernização da Força Aérea prevê a atualização dos sistemas das aeronaves E-99

A Força Aérea Brasileira (FAB) entregou, nesta quinta-feira (04), a segunda aeronave E-99 para a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), responsável pelo processo de modernização do avião radar da FAB.

A aeronave foi preparada para ser transferida do Esquadrão Guardião, 2°/6° GAV, sediado na Ala 2, na cidade de Anápolis (GO), para as instalações da empresa contratada em Gavião Peixoto (SP).

Essa é mais uma etapa do projeto desenvolvido sob a responsabilidade da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).

Durante o processo de modernização, serão atualizados o sistema de missão e outros subsistemas relacionados, ampliando as capacidades da aeronave, que atualmente é empregada em operações de controle e defesa do espaço aéreo brasileiro.

“A modernização contribuirá para o emprego mais eficiente do poder aeroespacial brasileiro. Ela é necessária para ampliar o ciclo de vida e elevar a capacidade operacional da aeronave. Vai aumentar o alcance radar, a velocidade de processamento das informações e possibilitar a identificação de alvos com mais antecedência e melhor precisão. Serão ampliados o número de operadores embarcados e de rádios que, com a implementação do novo sistema de comando e controle, vão aperfeiçoar a realização da missão.”, afirmou o Gerente do Projeto E-99M, Coronel Aviador Carlos Sérgio da Costa Lima.

O escopo de trabalho prevê a realização de vários testes em solo e em voo antes de a modernização ser concluída, além da certificação coordenada pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

A previsão é de que a primeira aeronave fique pronta e seja apresentada para a Força Aérea no primeiro semestre de 2020.

Ao todo, cinco aeronaves vão passar pelo mesmo processo, que promoverá o desenvolvimento e a integração plena dos sistemas até 2022.


E-99

O avião, cuja característica marcante é a antena radar existente na sua parte superior, é capaz de detectar alvos aéreos e transmitir essas informações para os centros de controle em terra. Essas aeronaves foram desenvolvidas a partir do jato de transporte regional Embraer-145.

Os E-99 entraram em operação na FAB em 2002, como parte das aquisições destinadas a compor o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). Seu radar permite que cumpra missões de alarme aéreo antecipado, incluindo o controle de voos de aeronaves de caça em voos de defesa aérea, coordenação de operações de busca e salvamento e vigilância de fronteiras.


Seus sensores, agora em fase de modernização, constituirão o sistema mais avançado e de menor custo para o emprego em missões de controle e alarme em voo.

O E-99 é capaz de fornecer dados de inteligência precisos, em tempo real, sobre aeronaves voando à baixa altitude. Quando os pilotos de caça recebem as suas ordens e partem para as missões de interceptação, as aeronaves E-99 já monitoram o espaço aéreo da região, visualizando toda a área de operação.

Qualquer pequeno avião operando sem o conhecimento dos órgãos de controle é monitorado e identificado pelo E-99. A tripulação é habilitada a fazer o controle das aeronaves interceptadoras, conduzindo-as até os tráfegos desconhecidos.


Segundo o Comandante do Esquadrão Guardião, Tenente-Coronel Aviador Pedro Gustavo Schmidt Siloto, essas características evidenciam a relevância do processo de modernização.

Para ele, isso permitirá a continuidade da participação com excelência da FAB em missões aéreas compostas e de combate aos tráfegos ilícitos, atuando com protagonismo nas operações interagências como as Operações Ágata e, recentemente, a Operação Óstium.

“Com o advento da tecnologia e de métodos e equipamentos mais eficazes, a modernização desta aeronave primordial para a atuação decisiva do Comando da Força Aérea Brasileira fez-se necessária. Esta ação permitirá que os olhos do esquadrão mantenham-se abertos e atentos, permitindo, inclusive, a expansão de seus horizontes. Assim, mais uma vez, a FAB estará à frente de seu tempo, antevendo as necessidades para a manutenção de uma proteção ideal de todos os nossos 22 milhões de quilômetros quadrados”, ressaltou.

Além disso, as aeronaves E-99 têm a capacidade de complementar os sinais dos radares de solo, servindo também como uma reserva de visualização-radar ou de comunicações para o tráfego civil.


Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Carlos Balbino
Edição: Agência Força Aérea – Revisão: Major Alle
Fotos: André Hansen de Oliveira

FONTE: http://tecnodefesa.com.br/projeto-e-99m-aviao-radar-da-fab-sera-modernizado-pela-embraer/
 

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Vitor Santos

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Re: Embraer E-99/R-99
« Responder #2 em: Agosto 19, 2019, 10:24:53 pm »
Embraer E-99M – Detalhes da Modernização


Por Sérgio Santana*

Há alguns poucos dias, na manhã de 16 de agosto, o FAB 6703 (uma das duas aeronaves de alerta antecipado e controle aerotransportado Embraer E-99 ora em processo de modernização para o padrão E-99M, a outra sendo o FAB 6702) decolou para o seu primeiro voo, no âmbito da campanha de ensaios para a certificação do modelo, em um projeto que teve as primeiras verbas aprovadas em 2013.

O E-99 entrou em operação oficial na Força Aérea Brasileira (FAB) em julho de 2002, então sendo designado R-99A (denominação que foi alterada para E-99 em outubro de 2008), com todos os cinco exemplares (FAB 6700 a 6704) tendo sido entregues até o ano seguinte, com as aeronaves desde então sendo intensamente empregadas em missões de alerta antecipado e controle aerotransportado, designadas CAV (Controle e Alerta em Voo) pela FAB.

Após tantos anos de operação, o esforço de modernização dos E-99, portanto, se faz necessário, ainda mais considerando que a eletrônica (a razão de ser deste tipo de aeronave) evolui e se torna rapidamente obsoleta, o que explica as constantes atualizações dos sistemas de missão de aeronaves com a mesma função, como os Boeing E-3 Sentry.

Cabe ressaltar, entretanto, que antes mesmo deste voo recente, o FAB 6702 foi empregado durante a Copa do Mundo de 2014, mesmo que as modificações não tivessem sido instaladas em sua totalidade.


O E-99M entra em cena

Ainda existem poucos detalhes sobre as modificações a serem incorporadas, mas comparado com o E-99, o E-99M será uma aeronave radicalmente modificada em muitos aspectos, a começar pelo principal sensor de missão.

Embora continue sendo o PS-890 Erieye, cuja antena proporciona os mesmos 300 graus de cobertura hoje disponíveis ao E-99, o modelo instalado no E-99M é uma versão do radar Erieye-ER que equipa o Saab Global Eye, já descrito pelo Poder Aéreo, mas adaptada aos requerimentos operacionais da FAB, como aliás já foi o caso com o Erieye operado pelo E-99.

De acordo com publicações do fabricante, antes limitado a alvos aéreos e navais, o novo radar agora será capaz também de detectar alvos terrestres, com o limite mínimo de velocidade de alvos nas três arenas (aérea, naval e terrestre) sendo inferior a 108km/h, o limite mínimo do Erieye no E-99. A gama de alvos que podem ser detectados agora vai de embarcações e aeronaves de grande porte a motos náuticas, botes de borracha e veículos, além de helicópteros em voo pairado. O alcance de detecção também foi consideravelmente aumentado, passando para 723km, um dos mais elevados dentre os disponíveis a todos os modelos de aeronaves de AEW&C.

Outros requisitos operacionais para o E-99M incluem a incorporação de um novo conjunto de comunicações, novo sistema de identificação amigo/inimigo (IFF, Identification Friend or Foe), de uma suíte inteligência de sinais e outra de auto-defesa.

Já é de conhecimento público que os rádios empregados em cada um E-99 – cinco Rohde & Schwarz SECOS 400U, complementados por 3 controles remotos GB406S1 – serão substituídos no E-99M por modelos do mesmo fabricante, mas dentro da filosofia Rádio Definido por Software, que proporciona níveis superiores de atualização e vida útil quando comparados aos modelos tradicionais, além da capacidade de sintonizar qualquer banda de frequência.

Também de acordo com notícias amplamente divulgadas pela mídia especializada, o E-99M terá como equipamento IFF o dispositivo Thales TSC 2030, que atua na frequência 1090 +/- 0.5 MHz e modos 1, 2, 3/A, C, S nível 3, 4 Criptografado e 5 nível 2, podendo ser operado em temperaturas entre -40°C a +71°C e a até 70.000 pés de altitude.


Entretanto, as suítes de inteligência eletrônica (ELINT, responsáveis por efetuar missões de Inteligência de Comunicações, COMINT, e de sinais, SIGINT) e de autodefesa (Self Protection Suite, conhecida genericamente como SPS), responsáveis pelas protuberâncias na fuselagem e na empenagem do E-99M quando seu primeiro voo e inexistentes no E-99, permanecem envoltas em segredo quanto aos modelos escolhidos.

Sabe-se apenas, através de documentos oficiais tornados públicos, que serão da empresa israelense Elbit, representada no Brasil pela AEL Sistemas S.A. Embora um dispositivo ELINT (fabricado pela empresa L3 Systems, subsidiária da Raytheon, que venceu a concorrência como principal contratada para o projeto SIVAM) já exista no E-99, ele é reconhecidamente limitado, tanto nas frequências que é capaz de cobrir quanto na capacidade de localizar geograficamente a emissão dos sinais, ainda que tenha sido de fundamental importância na “Operação Ayacucho” que em 2003 detectou as comunicações por celular efetuadas por guerrilheiros do grupo terrorista peruano Sendero Luminoso que mantinham reféns brasileiros na Selva Amazônica.

Por outro lado, a incorporação de um SPS alçará o E-99M ao nível dos derivados gregos (EMB-145H) e indianos (EMB-145I) que já possuem este tipo de equipamento, e será composto por um detector de alerta radar (alertando a sua tripulação da ativação de radares contra a aeronave) e contramedidas como dispensadores de chaff e flare, o que é extremamente desejável para uma aeronave que opera em um ambiente amazônico, no qual vez por outra surgem notícias de apreensão de mísseis ar-ar de curto alcance, cujo sistema de guiagem é baseado na emissão de radiação infravermelha oriunda do alvo.

Para gerenciar as novas capacidades foi decidido aumentar de três para cinco a quantidade de operadores, como nos já mencionados EMB-145H e EMB-145I. Os novos tripulantes terão à sua disposição monitores de tela plana em substituição aos três antigos conjuntos de monitores do tipo CRT fabricados pela Barco (cada conjunto com um monitor MPRD 9651 de 19.5 polegadas e dois MPRT 126 de 10.4 polegadas).

Espera-se que todos os cinco E-99 tenham sido convertidos para o novo padrão até 2022.

FONTE:  https://www.aereo.jor.br/2019/08/19/embraer-e-99m-detalhes-da-modernizacao/
 
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