NDM Bahia (G40)

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Vitor Santos

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Re: NDM Bahia (G40)
« Responder #15 em: Setembro 22, 2017, 03:12:11 pm »
NDM "Bahia" com certificação operacional aérea "full" diurno e noturno


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Yam Wanders

O NDM "Bahia" agora está com sua homologação operacional de vôo "plena" após uma semana de intensas operações aéreas diurnas e noturnas em alto mar, na região entre São Paulo e Rio de Janeiro, visando o exercício de suas capacidades operacionais com aeronaves de diferentes portes e modelos, para com isso obter a certificação da Vistoria de Segurança da Aviação (VSA) pela Seção de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do Comando da Força de Superfície.

Já ao largo da costa do Rio de Janeiro, logo após a saída da Baia de Guanabara, chegaram as aeronaves.

Nas operações diurnas e noturnas foram empregadas aeronaves UH-15 Super Cougar (N-7201) do Esquadrão HU-2 e SH-16 Seahawk (N-3032) do Esquadrão HS-1, pois assim se demonstra a sua capacidade de operar aeronaves para diferentes tarefas e finalidades.

O NDM “Bahia” possui dois convoos e um hangar, sendo capaz de lançar e recolher até três aeronaves simultaneamente. Sua aprovação na VSA no ano passado representou o primeiro passo na busca da operação do navio no limite de suas possibilidades, o que levará a um expressivo incremento na capacidade de operações aéreas da Esquadra através de sua homologação para operações noturnas com mais de uma aeronave.

Oficial de Lançamento e Pouso, figura indispensável na coordenação de convôo.

Inspeções e vistorias de segurança de vôo são tarefas de grande complexidade para leigos em geral, pois demandam enormes requisitos de segurança que visam não só a preservação da segurança operacional das atividades ligadas direta e indiretamente às operações aéreas como também as que interagem com as operações navais da embarcação em questão.

Muitos dos requisitos e ítens são assunto restritos ao âmbito operacional da Marinha, mas muitos outros fazem parte de requisitos de homologação que seguem padrões internacionais regidos pela OACI e OMI, em seus respectivos "rolls" de legislações de segurança operacional.

Dentre os muitos ítens que compõe tais vistorias de segurança de vôo, são inspecionados principalmente os ítens que são indispensáveis para operações em qualquer ambiênte aeronáutico em terra, elevados em edificações ou plataformas/embarcações de grande porte, tais como sistemas de combate à incêndios, estanqueamentos de combustíveis de aviação, rotas de saídas de emergência para pessoal de convôo, movimentação de convôo, tempo de resposta de equipes de CAv, resitência de pisos e compartimentos, bem como toda a profeciência profissional das equipes de postos de vôo e tripulantes envolvidos.

Para os que desejarem saber em mais detalhes sobre as normas específicas, sugerimos uma consulta ao capítulo 06 da NORMAM 01/DPC, que é a legislação específica para embarcações de emprego em mar aberto.

Quem não está em ação ajuda efetuando registros em imagens para os debriefings posteriores.

Sobre a Segurança de Vôo na Marinha

Poucos sabem mas a Marinha foi a pioneira na operação de aeronaves militares no Brasil e sendo assim possui uma doutrina de segurança de vôo também muito antiga.

Sendo assim, em 18 de outubro de 1972, através da Ordem do Dia n° 0013, da Diretoria de Aeronáutica da Marinha, foi criado o Núcleo do Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha.Em 18 de outubro de 1974, o Ministro da Marinha, em consonância com o Decreto 70.050 de 25 de janeiro de 1972, que aprovou o regulamento do SIPAER, e de acordo com a Diretriz Interministerial 01/74, aprovou as Instruções Reguladoras para o Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha (SIPAAerM), com as tarefas de organizar, orientar e supervisionar as atividades de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos na Marinha, por meio do Ofício n° 1330.

À partir de então, inserido na estrutura Organizacional da Diretoria de Aeronáutica da Marinha, o SIPAAerM passou a atuar plenamente, ao mesmo tempo em que procurava implantar e difundir uma mentalidade de segurança de aviação nas unidades envolvidas nas operações aéreas na Marinha.

FONTE: https://orbisdefense.blogspot.com.br/2017/09/ndm-bahia-com-certificacao-operacional.html

A inspeção de F.O.D. (foreing objects damage) ou, objetos estranhos que podem causar danos para aeronaves ou pessoal de operações. Não importa se é uma pena de ave ou cascalho que veio pelo calçado de algum visitante, nada pode "contaminar" a área de pouso e decolagem.

Ítem indispensável, as mangueiras de combate ao fogo, devem efetuar um jato sólido de água a pelo 8 menos  metros de distância para serem consideradas operacionais. Qualquer coisa a menos que isso evidencia problemas nas bombas ou na forma de posicionamento das mangueiras.

A central de CAv, o cérebro que vigia todo o navio através de um moderno sistema de sensores diversos e alarmes, ouro posto essencial para as operações de vôo que ocorrem no deck alguns andares acima e para todo o navio.

A dificil chegada das equipes de CAv ao local do incêndio após a descida de alguns lances de escadas.

A preparação para movimentação da aeronave do convôo para o hangar do navio.

O que para uns pareçe algo sem nexo, para outros é um jogo de movimentação bem estudado e efetuado com maestria.

Um dos melhores escritórios para se trabalhar é um convôo...

Como se fosse um jogo de futebol aonde mais de um time joga e todos ganham.

Fiel de aeronave, o braço direito de pilotos em todas as manobras.

Mais uma fase da preparação para movimentação no convôo já com o push-back conectado à aeronave.

O hangar do G-40 Bahia, que pode tranquilamente abrigar dois helicópteros com toda a segurança necessária.

Tudo é verificado, não importa aonde, check é check bem feito "olhando tudo com as mãos" para a segurança de todos.

Tudo "OK" vamos voar!

A prevenção é sempre presente, o preparo é constante.

Um hangar com todos os requisitos de segurança operacional, de equipamentos de primeiros socorros à mão até sistemas de chuveiros automáticos de combate ao fogo com espuma AFFF.

Mesmo no hangar, a segurança com a fixação das aeronaves não é relaxada. São fixadas na mesma maneira como se estivessem no exterior.

Aeronaves diferentes, missões específicas, mas todos do mesmo time, o time da Marinha do Brasil.

A volta para casa, com a missão cumprida, BRAVO ZULU!
 
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Vitor Santos

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Re: NDM Bahia (G40)
« Responder #16 em: Dezembro 20, 2018, 05:28:59 pm »
Jane’s: NDM Bahia receberá MAGE Defensor Mk3


Citar
O jornalista português Victor Barreira noticiou no Jane’s que A Marinha do Brasil vai atualizar seu Navio Doca Multipropósito NDM Bahia (G40) com novos sistemas de navegação de superfície e de guerra eletrônica. O Bahia foi comprado da Marinha Francesa em 2015 e agora está sendo atualizado com novos equipamentos.

Um radar de navegação Northrop Grumman Sperry Marine VisionMaster FT250 substituirá o radar de navegação DRBN34A existente (designação francesa para o Decca 1229). O navio foi recebido da França com seus dois DRBN34A originais, um para navegação e outro para aproximação de helicóptero. O Bahia também é equipado com um único sistema de radar de busca DRBV21A que incorpora a capacidade de identificação de amigo ou inimigo (IFF).

O sistema de Medidas de Apoio à Guerra Eletrônica (MAGE) Defensor Mk3 (ESM), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa da Marinha do Brasil (IPqM), será instalado para identificar os emissores de radar em um dado ambiente eletromagnético. O sistema é composto por unidades de antena, unidade de processamento e interface do operador.

Dois reparos armados com Canhão Modèle F2 de 20 × 139 mm foram previamente substituídos por reparos de Oerlikon GAM-B01 de 20 mm armados Oerlikon canhão KAA disparando munição de 20 × 128 mm.

O Bahia também está armado com um reparo de canhão Modèle F2, dois lançadores de míssil superfície-ar SIMBAD para mísseis MISTRAL 1 VSHORAD e quatro reparos protegidos de metralhadora M2 HB de 12,7 mm.

O MAGE Defensor Mk3


O equipamento MAGE ET/SLR-1 é um sistema de Medidas de Apoio à Guerra Eletrônica capaz de contribuir para o reconhecimento tático dos emissores radar de um dado ambiente eletromagnético. Este sensor tem a função de interceptar radiações de emissores, localizar sua marcação, registrar o tempo de chegada e medir os seus parâmetros (Frequência, Presença de Modulação Intrapulso, Largura de Pulso e Amplitude), separando-os em grupos associados a um determinado radar emissor, caracterizando a frequência, frequência de repetição e varredura, classificando o tipo e o modo de operação do radar envolvido e a provável plataforma associada segundo uma Biblioteca de Emissores.

O equipamento possui uma interface com Operador (IOL) que implementa um ambiente gráfico de operação tanto para visualização do cenário tático como para entrada de comandos e dados. A IOL utiliza o sistema operacional LINUX compatível com a arquitetura PC/AT, permitindo configurações de IOL que vão desde PCs comerciais até consoles específicas.

Acoplado a essa unidade pode existir um dispositivo de impressão para geração de relatórios baseados em eventos surgidos durante o funcionamento do sistema. A carga de bibliotecas e o salvamento dos históricos de eventos são feitos por intermédio de uma unidade de disco flexível 3 ½”, Memória FLASH tipo pen drive ou CD-ROM.

A visualização dos dados presentes no ambiente eletromagnético pode ser realizada através de diversas telas de operação. Apresentando telas no formato tabular e gráfico para visualização, acompanhamento e análise dos dados dos emissores radar detectados e plataformas associadas.

Além disto, o operador pode realizar operações de configuração do equipamento, tratamento e configuração de alarmes, acesso a dados e manutenção das bibliotecas MAGE e dos históricos gerados durante a missão.

Também são possíveis a impressão de informações relevantes ao sistema e a execução de comandos de diagnóstico e manutenção das diversas subunidades componentes (funções de BITE).

As bibliotecas principal e auxiliar servem de base de dados para a operação de classificação de emissores encontrados no cenário tático.

A IOL permite operações de criação, carga, importação e exportação de bibliotecas, bem como consulta, criação, alteração, exclusão e impressão de registros presentes nessas bibliotecas.

O equipamento possui interfaces com outros sistemas da plataforma: agulha giroscópica, radares de bordo (pulsos de supressão), sistema tático e de combate e equipamentos de contramedida.

O MAGE ET/SLR-1X também é dotado de sistema de ELINT, gravando os sinais presentes no ambiente eletromagnético, permitindo a realização de análise pós-missão. Os arquivos gravados podem ser executados no modo “playback”, de maneira a prover uma poderosa ferramenta de treinamento dos operadores utilizando cenários reais.

Composição do Equipamento

O equipamento MAGE está basicamente composto das seguintes unidades:

Unidade de Antena;
Unidade de Processamento;
Subunidade de RF;
Subunidade Processadora;
Subunidade de Alimentação;
Dispositivos de Controle Ambiental (Arrefecimento, Calefator e Sensor de Temperatura);
Unidade de IOL.

Características Gerais

Faixa de operação: 2 a 18 GHz

Parâmetros medidos: Frequência da portadora, frequência de repetição de pulsos, largura de pulsos, modulação intrapulso, direção do sinal;

Funcionalidades: Capacidade de interface com sistema de combate do navio, sistemas de contramedidas eletrônicas (CME), agulha giroscópica, sinais de blanking. Capacidade de coleta de dados ELINT, com gravação em disco rígido para análise pós-missão ou treinamento (playback).

FONTE: https://www.naval.com.br/blog/2018/12/19/janes-ndm-bahia-recebera-mage-defensor-mk3/