INEM - Emergência Médica

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asalves

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #30 em: Dezembro 19, 2018, 09:48:28 am »
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.
 

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tenente

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #31 em: Dezembro 19, 2018, 10:13:03 am »
O que eu  continuo a achar estranho, é o facto das aeronaves em missões SAR e emergência médica e que desaparecem, com muita frequência, devido aos Flight levels usados, da cobertura radar, não serem mandatóriamente, equipadas com um Emergency Locator transmitter, vulgo ELT "!

Isto de usar os telemóveis para localizar a aeronave é muito bonito mas, se a aeronave tivesse sofrido uma explosão, o que não terá acontecido pelo facto de não transportar muito combustivel, se é que tinha FOB, ou os tanques se terem solto, e afastado da fuselagem devido aos embates no solo/antena, só reforça a necessidade deste tipo de aeronaves serem dotados deste equipamento de emergência ASAP!

Abraços
« Última modificação: Dezembro 19, 2018, 04:38:38 pm por tenente »
 

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tenente

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #32 em: Dezembro 19, 2018, 10:14:38 am »
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.

asalves,  os voos Humanitários, de Emergência e de Estado não estão abrangidos por essas limitações/penalizações.
O tempo necessário para abastecer tanto se tem de perder no Porto com em Baltar, desde que haja o combustível adequado, JetA1, ou no caso de alguns ventoinhas mais velhinhos a piston, o 100LL !
Para mim o porquê da escolha de Baltar em vez do Porto já foi esclarecida.

Abraços
« Última modificação: Dezembro 19, 2018, 10:21:38 am por tenente »
 

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Lightning

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #33 em: Dezembro 19, 2018, 11:28:42 am »
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.

No tal aeródromo de Massarelos não deve ter nada nem ninguém em permanência, é um básico heliporto como se vê nas imagens que eu coloquei anteriormente, por exemplo quando a ANPC quis confirmar se o helicóptero teria ou não regressado a essa heliporto contactou a esquadra da PSP mais próxima para lá enviar uma patrulha e confirmar se lá se encontrava ou não o heli do INEM.

Mas de certeza que se quisessem no aeroporto Francisco Sá Carneiro teriam esse serviço 24/7, os EH101 da FAP quando vão entregar algum náufrago a um hospital do Porto costumam aterrar no aeroporto devido às grandes dimensões do helicóptero e se for preciso abastecem para regressarem ao Montijo.

O texto do Tenente tem lógica, tentaram fazer o jeito para irem um bocadinho à festa, tomaram várias decisões arriscadas que acabaram por resultar no desastre.
 

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tenente

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #34 em: Dezembro 19, 2018, 11:42:20 am »
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.

No tal aeródromo de Massarelos não deve ter nada nem ninguém em permanência, é um básico heliporto como se vê nas imagens que eu coloquei anteriormente, por exemplo quando a ANPC quis confirmar se o helicóptero teria ou não regressado a essa heliporto contactou a esquadra da PSP mais próxima para lá enviar uma patrulha e confirmar se lá se encontrava ou não o heli do INEM.

Mas de certeza que se quisessem no aeroporto Francisco Sá Carneiro teriam esse serviço 24/7, os EH101 da FAP quando vão entregar algum náufrago a um hospital do Porto costumam aterrar no aeroporto devido às grandes dimensões do helicóptero e se for preciso abastecem para regressarem ao Montijo.

O texto do Tenente tem lógica, tentaram fazer o jeito para irem um bocadinho à festa, tomaram várias decisões arriscadas que acabaram por resultar no desastre.

Bom seria que nada disto tivesse acontecido, e, que as minhas apreciações/conclusões saiam erradas, mas temo bem que, provavelmente, não estarei muito longe da verdade.
Temos de guardar pelas conclusões do GPIAA(F).

Abraços
 

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asalves

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #35 em: Dezembro 19, 2018, 12:20:18 pm »
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.

No tal aeródromo de Massarelos não deve ter nada nem ninguém em permanência, é um básico heliporto como se vê nas imagens que eu coloquei anteriormente, por exemplo quando a ANPC quis confirmar se o helicóptero teria ou não regressado a essa heliporto contactou a esquadra da PSP mais próxima para lá enviar uma patrulha e confirmar se lá se encontrava ou não o heli do INEM.

Mas de certeza que se quisessem no aeroporto Francisco Sá Carneiro teriam esse serviço 24/7, os EH101 da FAP quando vão entregar algum náufrago a um hospital do Porto costumam aterrar no aeroporto devido às grandes dimensões do helicóptero e se for preciso abastecem para regressarem ao Montijo.

O texto do Tenente tem lógica, tentaram fazer o jeito para irem um bocadinho à festa, tomaram várias decisões arriscadas que acabaram por resultar no desastre.

Bom seria que nada disto tivesse acontecido, e, que as minhas apreciações/conclusões saiam erradas, mas temo bem que, provavelmente, não estarei muito longe da verdade.
Temos de guardar pelas conclusões do GPIAA(F).

Abraços

Andei a investigar e aproveito para deixar aqui uns documentos que encontrei, podem ser úteis para alguém curioso.
Manual de emprego de meios aéreos da anpc: (muito extenso e bom)
https://www.cm-evora.pt/pt/servicos/protecao-civil/documents/manualoperacionalempregodemeiosaereosemopera%C3%A7%C3%B5esde.pdf

Contrato do ajuste direto dos helis do inem:
http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/555247

Pois eu de facto parece-me que foi mais um caso de uma sucessão de acontecimentos infelizes.

Em relação ao abastecimento, no contrato refere que é a empresa que presta o serviço a responsável pelo combustível da operação. E as condições de prontidão do heli, onde refere que tem de estar totalmente abastecido antes de cada missão. Acredito que existe um acordo/contrato de fornecimento de combustível com o heliporto de Baltar, e que em condições normais a empresa prefira que os helis sejam abastecidos nestes pontos, pelo que já li havia condições meteorológicas mínimas para abastecer em Baltar. Daí terem optado por ir para lá em vez de abastecer no Porto.

Outra coisa que vem no contrato e que o heli tem de ter algum tipo de sistema de alerta de emergência/localização, no documento da ANPC também refere que ás aeronaves é distribuído um sistema de alerta de emergência da posição. Mas nestas situações não sei se o heli do INEM está abrangido por isso.
 

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oi661114

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #36 em: Dezembro 19, 2018, 08:35:09 pm »
 

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Lightning

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #37 em: Dezembro 19, 2018, 11:26:27 pm »
Parece que a demora na descolagem do EH101 teve a sua causa na avaria de um dos motores à descolagem e a tripulação ter que trocar para outro helicóptero. Isso é daquelas coisas que ninguém controla.

https://observador.pt/2018/12/19/inem-forca-aerea-atrasou-se-na-saida-para-as-buscas-porque-helicoptero-estava-avariado/
« Última modificação: Dezembro 19, 2018, 11:29:27 pm por Lightning »
 

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FoxTroop

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #38 em: Dezembro 20, 2018, 03:51:48 am »
As noticias chegam aqui chegam tarde..... Apos saber isto e ficando a par pelo que esta escrito no forum so me resta honrar aqueles que dao a vida ao service de todos nos. Paz as suas almas.

PS: teclado ingles, perdoem os erros ortograficos.
 

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mayo

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #39 em: Dezembro 20, 2018, 04:33:32 am »
Também me lembro agora de outra, os helicópteros quando estão no chão a receber/largar doentes não desligam os motores. Também seria interessante saber quanto tempo esteve no hospital de Bragança até embarcar a doente e quanto tempo esteve no tal aeródromo de Massarelos. É combustível que se gasta.

Lightning, não é bem assim, o motor que se liga no solo é o APU, auxiliary power unit, para manter os sistemas operacionais, radar, computador bordo, inserção de dados de voo, fonia, volmet, ar condicionado, etc...... não a turbina que acciona as pás do rotor principal/cauda, que fica em funcionamento, ( que acontece em missões militares quando os helis desembarcam/descarregam infantaria/paras/equipamento/viaturas rapidamente e, a aeronave mantem as turbinas/rotores em funcionamento para descolagem rápida ), o fuel consumido pelo APU destas aeronaves poderá rondar os 10/15 litros/hora, nunca mais que isso !

Num 320/1 ou até num 330 o consumo/hora de APU pode chegar aos 50 litros de jetA1.

Abraços

O consumo do APU num A330/320 é de 200Kg/H
« Última modificação: Dezembro 20, 2018, 04:34:18 am por mayo »
 

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mafets

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #40 em: Dezembro 20, 2018, 11:40:32 am »
http://www.gpiaa.gov.pt/upload/membro.id/ficheiros/i007030.pdf

Citar
Acidente com o helicóptero Agusta A109S. processo   GPIAAF 09/ACCID/2018

 Esta nota informativa é emitida apenas para
efeitos de divulgação dos factos imediatos da
ocorrência e da abertura e âmbito da investigação de segurança.
 A informação constante deste documento
tem carácter provisório e contém apenas um
resumo dos acontecimentos tal como conhecidos à data da sua elaboração, podendo ser
sujeita a alterações durante o processo de
investigação.
 A investigação de segurança não tem por
objetivo o apuramento de culpas ou a determinação de responsabilidades mas, e apenas,
a recolha de ensinamentos suscetíveis de evitarem futuros acidentes ou incidentes.

Saudações
« Última modificação: Dezembro 20, 2018, 11:44:18 am por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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asalves

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #41 em: Dezembro 20, 2018, 04:35:55 pm »
Ministro da Defesa não sabe que Força Aérea é responsável por busca e salvamento
https://rr.sapo.pt/noticia/134801/ministro-da-defesa-nao-sabe-que-forca-aerea-e-responsavel-por-busca-e-salvamento
Citar
Segundo a lei, o ministro da Defesa é o responsável político e institucional pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo. Mas João Gomes Cravinho desconhece esse facto.

O ministro da Defesa desconhece ser o principal responsável pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo, um sistema previsto na lei e atribuído à Força Aérea.

A lei indica, preto no branco, o que faz aquele sistema e quem está na sua cúpula, além de referir que a estrutura auxiliar inclui a Proteção Civil e que não é a Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a comandar missões de busca e salvamento aéreo.

Contudo, esta quarta-feira, quando questionado sobre se não faria mais sentido ser o ministro da Defesa a ordenar um inquérito às razões pelas quais o sistema não foi devidamente acionado no passado fim de semana, na sequência do desaparecimento e da queda do helicóptero do INEM, João Gomes Cravinho afirmou que não.

“Não. A Proteção Civil e as missões de natureza de busca e salvamento são missões comandadas pelo Ministério da Administração Interna, estão sob essa alçada. A Força Aérea é um instrumento que procura desempenhar as missões que lhe são atribuídas. Não temos, no Ministério da Defesa, responsabilidade institucional por matérias”, justificou aos jornalistas, à margem de uma visita à Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), em Lisboa.

Mas a Força Aérea não é um mero instrumento no que toca a busca e salvamento aéreo. Isto, porque é este ramo das Forças Armadas, autonomamente e conforme prevê o decreto-lei nº 253/95, o responsável pela Busca e Salvamento Aéreo, através de um sistema nacional dirigido pelo ministro da Defesa, o responsável institucional e político. “O cumprimento das obrigações que incumbem ao Estado Português quanto à salvaguarda da vida humana nos casos de acidente ou de situações de emergência ocorridos com aeronaves constitui uma missão de interesse público, que é atribuída especialmente à Força Aérea Portuguesa, com a colaboração dos outros ramos das Forças Armadas e de outros serviços do Estado”, pode ler no decreto-lei.

A diretiva nacional nº.4 – que diz respeito ao Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves – e que, no fundo, é um manual de operações de como deve responder a estrutura da Proteção Civil numa situação de acidente com uma aeronave – deixa explícito que a Força Aérea é a responsável por ações de busca e salvamento relativas a acidentes ocorridos com aeronaves. E não o Ministério da Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Durante a mesma deslocação, João Gomes Cravinho comentou o acidente com o helicóptero do INEM dizendo apenas que a Força Aérea "esteve impecável" na parte que lhe cabia no decorrer da missão de busca e salvamento e que a esta força cabe responder "a solicitações que são feitas, nessa circunstância trágica como em outras circunstâncias".

Quanto às conclusões do inquérito preliminar, que o Presidente da República já comentou considerando que, a confirmarem-se as falhas detetadas, "é muita falha e isso significa que o Estado falhou", Gomes Cravinho sublinhou que "uma falha é uma falha a mais".

[atualizada às 11h00 de dia 20]
 

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oi661114

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #42 em: Dezembro 20, 2018, 10:16:38 pm »
Ministro da Defesa não sabe que Força Aérea é responsável por busca e salvamento
https://rr.sapo.pt/noticia/134801/ministro-da-defesa-nao-sabe-que-forca-aerea-e-responsavel-por-busca-e-salvamento
Citar
Segundo a lei, o ministro da Defesa é o responsável político e institucional pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo. Mas João Gomes Cravinho desconhece esse facto.

O ministro da Defesa desconhece ser o principal responsável pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo, um sistema previsto na lei e atribuído à Força Aérea.

A lei indica, preto no branco, o que faz aquele sistema e quem está na sua cúpula, além de referir que a estrutura auxiliar inclui a Proteção Civil e que não é a Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a comandar missões de busca e salvamento aéreo.

Contudo, esta quarta-feira, quando questionado sobre se não faria mais sentido ser o ministro da Defesa a ordenar um inquérito às razões pelas quais o sistema não foi devidamente acionado no passado fim de semana, na sequência do desaparecimento e da queda do helicóptero do INEM, João Gomes Cravinho afirmou que não.

“Não. A Proteção Civil e as missões de natureza de busca e salvamento são missões comandadas pelo Ministério da Administração Interna, estão sob essa alçada. A Força Aérea é um instrumento que procura desempenhar as missões que lhe são atribuídas. Não temos, no Ministério da Defesa, responsabilidade institucional por matérias”, justificou aos jornalistas, à margem de uma visita à Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), em Lisboa.

Mas a Força Aérea não é um mero instrumento no que toca a busca e salvamento aéreo. Isto, porque é este ramo das Forças Armadas, autonomamente e conforme prevê o decreto-lei nº 253/95, o responsável pela Busca e Salvamento Aéreo, através de um sistema nacional dirigido pelo ministro da Defesa, o responsável institucional e político. “O cumprimento das obrigações que incumbem ao Estado Português quanto à salvaguarda da vida humana nos casos de acidente ou de situações de emergência ocorridos com aeronaves constitui uma missão de interesse público, que é atribuída especialmente à Força Aérea Portuguesa, com a colaboração dos outros ramos das Forças Armadas e de outros serviços do Estado”, pode ler no decreto-lei.

A diretiva nacional nº.4 – que diz respeito ao Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves – e que, no fundo, é um manual de operações de como deve responder a estrutura da Proteção Civil numa situação de acidente com uma aeronave – deixa explícito que a Força Aérea é a responsável por ações de busca e salvamento relativas a acidentes ocorridos com aeronaves. E não o Ministério da Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Durante a mesma deslocação, João Gomes Cravinho comentou o acidente com o helicóptero do INEM dizendo apenas que a Força Aérea "esteve impecável" na parte que lhe cabia no decorrer da missão de busca e salvamento e que a esta força cabe responder "a solicitações que são feitas, nessa circunstância trágica como em outras circunstâncias".

Quanto às conclusões do inquérito preliminar, que o Presidente da República já comentou considerando que, a confirmarem-se as falhas detetadas, "é muita falha e isso significa que o Estado falhou", Gomes Cravinho sublinhou que "uma falha é uma falha a mais".

[atualizada às 11h00 de dia 20]

Depois é o rabofe que se vê... :bang: :bang: :bang: :bang:
 

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mafets

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #43 em: Dezembro 21, 2018, 09:58:35 am »
Ministro da Defesa não sabe que Força Aérea é responsável por busca e salvamento
https://rr.sapo.pt/noticia/134801/ministro-da-defesa-nao-sabe-que-forca-aerea-e-responsavel-por-busca-e-salvamento
Citar
Segundo a lei, o ministro da Defesa é o responsável político e institucional pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo. Mas João Gomes Cravinho desconhece esse facto.

O ministro da Defesa desconhece ser o principal responsável pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo, um sistema previsto na lei e atribuído à Força Aérea.

A lei indica, preto no branco, o que faz aquele sistema e quem está na sua cúpula, além de referir que a estrutura auxiliar inclui a Proteção Civil e que não é a Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a comandar missões de busca e salvamento aéreo.

Contudo, esta quarta-feira, quando questionado sobre se não faria mais sentido ser o ministro da Defesa a ordenar um inquérito às razões pelas quais o sistema não foi devidamente acionado no passado fim de semana, na sequência do desaparecimento e da queda do helicóptero do INEM, João Gomes Cravinho afirmou que não.

“Não. A Proteção Civil e as missões de natureza de busca e salvamento são missões comandadas pelo Ministério da Administração Interna, estão sob essa alçada. A Força Aérea é um instrumento que procura desempenhar as missões que lhe são atribuídas. Não temos, no Ministério da Defesa, responsabilidade institucional por matérias”, justificou aos jornalistas, à margem de uma visita à Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), em Lisboa.

Mas a Força Aérea não é um mero instrumento no que toca a busca e salvamento aéreo. Isto, porque é este ramo das Forças Armadas, autonomamente e conforme prevê o decreto-lei nº 253/95, o responsável pela Busca e Salvamento Aéreo, através de um sistema nacional dirigido pelo ministro da Defesa, o responsável institucional e político. “O cumprimento das obrigações que incumbem ao Estado Português quanto à salvaguarda da vida humana nos casos de acidente ou de situações de emergência ocorridos com aeronaves constitui uma missão de interesse público, que é atribuída especialmente à Força Aérea Portuguesa, com a colaboração dos outros ramos das Forças Armadas e de outros serviços do Estado”, pode ler no decreto-lei.

A diretiva nacional nº.4 – que diz respeito ao Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves – e que, no fundo, é um manual de operações de como deve responder a estrutura da Proteção Civil numa situação de acidente com uma aeronave – deixa explícito que a Força Aérea é a responsável por ações de busca e salvamento relativas a acidentes ocorridos com aeronaves. E não o Ministério da Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Durante a mesma deslocação, João Gomes Cravinho comentou o acidente com o helicóptero do INEM dizendo apenas que a Força Aérea "esteve impecável" na parte que lhe cabia no decorrer da missão de busca e salvamento e que a esta força cabe responder "a solicitações que são feitas, nessa circunstância trágica como em outras circunstâncias".

Quanto às conclusões do inquérito preliminar, que o Presidente da República já comentou considerando que, a confirmarem-se as falhas detetadas, "é muita falha e isso significa que o Estado falhou", Gomes Cravinho sublinhou que "uma falha é uma falha a mais".

[atualizada às 11h00 de dia 20]

Se calhar leu esta notícia e ficou confuso (desde o mal dos tachos ao das capelinhas com muita gente a fazer o mesmo)..

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/queda-de-helicoptero--piloto-joao-lima-salvou-tres-jovens-de-ravina-em-2011-e-contou-ao-cm-como-foi-o-resgate?fbclid=IwAR3G03oN60ZZUPbjVzqGhaOUGRO10TkyqJQp538ayrK8134YJIE4Bdsto4I.

Citar
João Lima, piloto do helicóptero Kamov estacionado na Base de Santa Comba Dão, conseguiu salvar três jovens que, após uma queda, ficaram encurralados numa escarpa das cataratas do Bal Couvo, Gavião, distrito de Portalegre, em 27 de Dezembro de 2011. A noite já se anunciava quando o comandante João Lima foi mobilizado e entrou na aeronave para se deslocar para o teatro das operações, onde já estava escuro como breu. Um jovem tinha caído e outros dois encontravam-se em hipotermia. "O resgate das vítimas revelou-se complicado, desde logo pelo facto de ser um local muito apertado para se trabalhar com um helicóptero", afirmava João Lima, de 55 anos, um piloto com grande experiência em operações de socorro e de combate a fogos florestais. Pai de três filhos, o piloto recordava que as vítimas foram resgatadas de maca e içadas. "Estava uma noite escuríssima e o local era muito escarpado". Os bombeiros que em terra socorreram as vítimas realçavam o ato protagonizado por João Lima.

Ler mais em: https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/queda-de-helicoptero--piloto-joao-lima-salvou-tres-jovens-de-ravina-em-2011-e-contou-ao-cm-como-foi-o-resgate?fbclid=IwAR3G03oN60ZZUPbjVzqGhaOUGRO10TkyqJQp538ayrK8134YJIE4Bdsto4I



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Governo Orienta para Reservas Alimentares de Emergência

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Última mensagem Setembro 24, 2010, 11:24:10 pm
por Luso