INEM - Emergência Médica

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INEM - Emergência Médica
« em: Dezembro 15, 2018, 10:53:39 pm »
Helicóptero do INEM cai e mata quatro profissionais a bordo

Acidente ocorreu no regresso de uma emergência. Dois pilotos, um médico e um enfermeiro são as vítimas





Vários meios da Protecção Civil estão envolvidos nas buscas para localizar um helicóptero de emergência médica, com quatro pessoas a bordo, desaparecido na zona de Valongo desde as 18h30 de hoje, informou o INEM em comunicado. As últimas informações apontam para que todos os ocupantes tenham morrido na queda deste meio aéreo de socorro do Instituto Nacional de Emergência Médica.

As últimas informações davam conta que ainda não tinham sido encontrados. Contudo, a RDP Antena 1 acaba de informar que o helicóptero foi encontrado por um popular e foi confirmada a morte dos ocupantes.

“Estão em curso buscas para localizar um helicóptero de emergência médica ao serviço deste Instituto, o qual está dado como desaparecido. A aeronave em questão regressava à sua base, em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, após ter realizado uma missão de emergência médica de transporte de um doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto”, adiantava o comunicado do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Segundo o INEM, o último contacto com o helicóptero foi registado por volta das 18h30, na zona de Valongo.

“Decorrem neste momento buscas, envolvendo vários meios de Protecção Civil, com vista a localizar o aparelho”, acrescenta.

De acordo com o INEM, a bordo do helicóptero de emergência médica seguiam “dois pilotos e uma equipa médica, composta por médico e enfermeiro”.

O helicóptero em questão é um Augusta A109S, operado pela empresa Babcock, de acordo com o INEM.

Segundo a Protecção Civil, estão envolvidos nas buscas os bombeiros de Valongo e de Santa Maria do Zêzere, com 4 veículos e 11 operacionais, estando a caminho “meios do INEM”, que não identificou, e um helicóptero da Força Aérea.

De acordo com fonte da Força Aérea, o helicóptero descolou da Base Aérea do Montijo cerca das 21h45 e deverá chegar ao local pelas 22h30.

A mesma fonte da Protecção Civil disse à agência Lusa que não foi ainda uma definida uma zona concreta para o desaparecimento da aeronave, mas as autoridades estão a “tentar reduzir ao máximo” o perímetro das buscas nas imediações da aldeia de Couce, no concelho de Valongo.

https://www.dnoticias.pt/pais/helicoptero-do-inem-cai-e-mata-quatro-profissionais-a-bordo-FA4112632#
 
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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #1 em: Dezembro 16, 2018, 10:45:05 am »
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #2 em: Dezembro 16, 2018, 03:44:08 pm »
Quando vi ontem a notícia, descobri que era um verdadeiro quebra-cabeças descobrir informações verdadeiras, no meio de tanta confusão! Como o infeliz acidente não se deu em Lisboa, os meios de comunicação andavam à nora! Mesmo hoje, voltei a ver um erro muito repetido pela Comunicação Social, de que tinha caído uma Augusta! Não sei quem é a Augusta, mas de qualquer forma, é notória a absoluta falta de informação fidedigna vinda quer da imprensa escrita quer das TV! Cheguei a ouvir que o Heli tinha-se despistado!!!!! Aguardamos por mais informação verdadeira e sem a especulação que a Comunicação Social nos impinge!!!!!

De qualquer forma, os meus sentimentos aos familiares que sofreram esta perda e esperar que a equipa seja reposta como um novo Heli que cubra toda a região de Trás-os-Montes e Alto-Douro!
« Última modificação: Dezembro 16, 2018, 03:44:55 pm por Viajante »
 

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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #4 em: Dezembro 16, 2018, 10:15:02 pm »
Pois...

Citar
Os especialistas reconhecem que os helicópteros ligeiros, em funcionamento desde abril de 2010, não estão a realizar o número de serviços previsto, nomeadamente à noite e por dificuldades como a visibilidade ou as condições atmosféricas que limitam a sua atuação.

https://www.rtp.pt/noticias/pais/tres-helicopteros-do-inem-podem-deixar-de-fazer-missoes-a-noite_n513058?fbclid=IwAR0IPpyfkEKJDPut2ZZNY8p6OqQ-GhyW1AEtICOnjsz5opKwxF4WUmXlJD4



Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Lightning

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #5 em: Dezembro 17, 2018, 03:24:34 pm »
https://www.msn.com/pt-pt/noticias/watch/investiga%C3%A7%C3%A3o-helic%C3%B3ptero-embateu-numa-antena/vp-BBR2h2f

Bateu numa antena.

No telejornal referiram que várias das antenas dessa serra não possuem iluminação ou não está funcional, isso vai ser tirado à limpo com a câmara municipal e outras entidades.

Uma pérola que ouvi nas notícias foi, "caiu o Merlin do INEM".
« Última modificação: Dezembro 17, 2018, 03:26:09 pm por Lightning »
 

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tenente

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #6 em: Dezembro 17, 2018, 04:33:20 pm »
Pelo que me parece, e pelo que li, o acidente deveu-se a Factor humano, human factors, decisão errada do Cmdt da aeronave.
Pergunta que se impõe antes de afirmarmos que o acidente se deveu a um embate numa antena !

Escala em Baltar para reabastecimento ?? Porquê??
Uma vez que a perna anterior Macedo de Cavaleiros - Porto, a aeronave, apenas tinha tercorrido 144kms ??? 

http://pt.distanciacidades.net/distancia-de-porto-a-macedo-de-cavaleiros

A Situação meteo era favorável a reabastecimento em Baltar ??
Não, não era, e como tal o cmdt deveria ter reabastecido no Porto, onde se encontrava, e, efectuar o voo de retorno Porto - Macedo de Cavaleiros directo, e operar a uma altitude superior aos 1500 ft !
Porque razão descola do Porto para reabastecer a 20kms de distância ???

http://www.distanciascidades.com/distancia-porto-baltar-12631.html

I-EITC = A109S grand -  raio de acção Ferry = 859kms !

https://en.wikipedia.org/wiki/AgustaWestland_AW109S_Grand





Conclusão  : Na minha opinião, a aeronave quando descola de Macedo de cavaleiros não tem, fuel On Board, FOB, suficiente para efectuar o voo de retorno, em segurança, sem ter de reabastecer; não reabastece onde deveria no Porto; tenta operar em Baltar em situação de LVO quando Baltar não possui ajudas IFR para tal operação; Tentativa de aproximação a Baltar em LVO, com o desfecho que teve. Faleceram no cumprimento do seu Dever. Paz ás suas Almas !


PS Alguém diga ao presidente do INEM que o Heli substituto CS-HHH A109E, é idêntico, comprimento menor em 20 cm, largura menor em 40cm e com PMD menor em 300 kgs, ao que se despenhou um A109S, mas no que concerne aos restantes sistemas, não é inferior ao acidentado, como ele afirmou. Favor ler págs 11 e seguintes do doc que anexo !



https://www.easa.europa.eu/sites/default/files/dfu/A%20109E%20A109S%20AW%20109SP.pdf

EASA AgustaWestland A109E, A109S, AW109SP


Abraços
« Última modificação: Dezembro 17, 2018, 05:28:18 pm por tenente »
 
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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #7 em: Dezembro 17, 2018, 05:03:25 pm »
https://www.msn.com/pt-pt/noticias/watch/investiga%C3%A7%C3%A3o-helic%C3%B3ptero-embateu-numa-antena/vp-BBR2h2f

Bateu numa antena.

No telejornal referiram que várias das antenas dessa serra não possuem iluminação ou não está funcional, isso vai ser tirado à limpo com a câmara municipal e outras entidades.

Uma pérola que ouvi nas notícias foi, "caiu o Merlin do INEM".

Eu li em quase todos os meios de comunicação, os jornalistas a insistirem que foi a Augusta que caíu!!!!!

"A aeronave do INEM é um modelo Augusta A109S"
https://www.publico.pt/2018/12/15/sociedade/noticia/helicoptero-inem-1854904

"O aparelho, de modelo Augusta A109S, regressava à base de Macedo de Cavaleiros"
https://www.dn.pt/pais/interior/medico-espanhol-e-a-quarta-vitima-identificada-de-queda-de-helicoptero-10329929.html

"seguiam a bordo do helicóptero Augusta A109S ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)"
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/ordem-dos-medicos-lamenta-incidente-com-helicoptero-do-inem

"a bordo do helicóptero Augusta A109S ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)"
https://tvi24.iol.pt/sociedade/acidente/ordem-dos-medicos-lamenta-incidente-com-helicoptero-do-inem

"O helicóptero em questão é um Augusta A109S, operado pela empresa Babcock"
https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-12-15-Helicoptero-de-emergencia-medica-cai-na-zona-de-Valongo

"um Augusta A109S, operado pela empresa Babcock"
https://www.noticiasaominuto.com/pais/1151511/ja-sao-conhecidas-as-identidades-das-vitimas-do-helicoptero-do-inem
 

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Lightning

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #8 em: Dezembro 17, 2018, 06:04:30 pm »
Pelo que me parece, e pelo que li, o acidente deveu-se a Factor humano, human factors, decisão errada do Cmdt da aeronave.
Pergunta que se impõe antes de afirmarmos que o acidente se deveu a um embate numa antena !

Escala em Baltar para reabastecimento ?? Porquê??
Uma vez que a perna anterior Macedo de Cavaleiros - Porto, a aeronave, apenas tinha tercorrido 144kms ??? 

http://pt.distanciacidades.net/distancia-de-porto-a-macedo-de-cavaleiros

Essa distância não está correcta, há que adicionar mais alguns kms, o heli foi de Macedo de Cavaleiros a Bragança buscar o doente e então é que foi para o Porto, mas não sei se faz diferença necessária para necessitar de reabastecer no regresso.

https://www.dn.pt/pais/interior/queda-de-helicoptero-o-que-sabemos-sobre-o-acidente-10329987.html
Citar
"O transporte teve início às 15.13, altura em que o helicóptero levantou voo da sua base para o hospital de origem do doente, tendo o mesmo sido entregue aos cuidados das equipas médicas do Hospital de Santo António cerca das 18.10"

https://observador.pt/especiais/heli-do-inem-passaram-duas-horas-entre-o-primeiro-alerta-e-a-operacao-de-socorro-porque/
Citar
15h13 — O transporte de Bragança para o Porto
João Lima, Luís Rosindo, Luís Vega e Daniela Silva entraram no helicóptero Agusta A109S, operado pela empresa Babcock, ao serviço do INEM, poucos minutos depois das 15h. Tinham sido chamados para transportar uma mulher, assistida no Hospital Distrital de Bragança, para o Hospital de Santo António, no Porto, a 170 quilómetros, em linha reta.

Por tanto assim já vamos em 170km, faltando ainda adicionar os kms entre o aeródromo de Macedo de Cavaleiros e o hospital de Bragança

Citar
A Situação meteo era favorável a reabastecimento em Baltar ??
Não, não era, e como tal o cmdt deveria ter reabastecido no Porto, onde se encontrava, e, efectuar o voo de retorno Porto - Macedo de Cavaleiros directo, e operar a uma altitude superior aos 1500 ft !
Porque razão descola do Porto para reabastecer a 20kms de distância ???

Eles no Porto estavam no "aerodromo de massarelos" pensava que era um aeródromo a sério, que pelo que andei a ver, é isto, um pequeno heliporto muito usado para passeios de helicóptero sobre o rio Douro, quase que aposto que não tem serviço de abastecimento de combustivel. a nivel de torre de controlo, estavam em contacto com a torre do aeroporto Francisco Sá Carneiro.



Eles para abastecer teria que ser num noutro local, em que locais poderiam abastecer? Aeroporto do Porto? Outros aeródromos? Não deviam querer andar "a perder tempo", quiseram arriscar abastecer num que ficasse "em caminho"... é a minha ideia.
« Última modificação: Dezembro 17, 2018, 06:12:42 pm por Lightning »
 

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #9 em: Dezembro 17, 2018, 07:24:07 pm »
Os meios aéreos SAR/Evacuação, depois de uma missão devem ser/estar completamente re/abastecidos para poderem ser empenhados com 100% de capacidade, raio de acção !

Se o heli saísse de Macedo de cavaleiros para Bragança e depois para O Porto, faria dois voos c/ um total de 35kms + 170 kms = 205 kms quando o heli tem uma autonomia de 800 kms.
Porque é que se decidiu abastecer num heliporto sem ajudas IFR quando o Porto estava mais perto e tem essa ajuda por instrumentos ??

http://pt.distanciacidades.net/distancia-de-braganca-a-macedo-de-cavaleiros

https://www.abc-portugal.com/distancia/2735943-8011451/Porto/Braganca-(Se)/

Uma má decisão com meteo adversa causou o que causou.
Quanto a mim o mais sensato seria ou ficar no Porto, ou voar directo para Macedo de cavaleiros depois de reabastecer no Porto, nunca em Baltar com a Vis que na altura existia !

Abraços
« Última modificação: Dezembro 17, 2018, 07:27:10 pm por tenente »
 
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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #10 em: Dezembro 17, 2018, 07:30:59 pm »
Concordo Tenente, eu agora também ia dar o exemplo dos meios alerta da Força Aérea, que quando regressam de algum voo abastecem-nos logo para estarem à máxima capacidade, ia perguntar se no INEM seria diferente, pois empresa privada, tem que dar lucro, etc, etc, teriam só o combustível que achassem suficiente para um voo até ao Porto e mais algum de reserva? Alguma gestão nos gastos. Mas acho errado se for isso, aeronaves de alerta deveriam estar sempre na máxima capacidade.
« Última modificação: Dezembro 17, 2018, 07:33:21 pm por Lightning »
 
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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #11 em: Dezembro 17, 2018, 07:38:58 pm »
Também me lembro agora de outra, os helicópteros quando estão no chão a receber/largar doentes não desligam os motores. Também seria interessante saber quanto tempo esteve no hospital de Bragança até embarcar a doente e quanto tempo esteve no tal aeródromo de Massarelos. É combustível que se gasta.
 

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #12 em: Dezembro 17, 2018, 08:23:53 pm »
Também me lembro agora de outra, os helicópteros quando estão no chão a receber/largar doentes não desligam os motores. Também seria interessante saber quanto tempo esteve no hospital de Bragança até embarcar a doente e quanto tempo esteve no tal aeródromo de Massarelos. É combustível que se gasta.

Lightning, não é bem assim, o motor que se liga no solo é o APU, auxiliary power unit, para manter os sistemas operacionais, radar, computador bordo, inserção de dados de voo, fonia, volmet, ar condicionado, etc...... não a turbina que acciona as pás do rotor principal/cauda, que fica em funcionamento, ( que acontece em missões militares quando os helis desembarcam/descarregam infantaria/paras/equipamento/viaturas rapidamente e, a aeronave mantem as turbinas/rotores em funcionamento para descolagem rápida ), o fuel consumido pelo APU destas aeronaves poderá rondar os 10/15 litros/hora, nunca mais que isso !

Num 320/1 ou até num 330 o consumo/hora de APU pode chegar aos 50 litros de jetA1.

Abraços
« Última modificação: Dezembro 17, 2018, 08:55:17 pm por tenente »
 
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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #13 em: Dezembro 17, 2018, 10:01:38 pm »
Uma dúvida, os pilotos não podem ter sido pressionados a regressarem apesar do mau tempo?

Digo isto porque é frequente ver no interior do país, 2 Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) seguidas ou 1 AEM e 1 Ambulância de Socorro (amarelas e com a traseira vermelha, entregues aos Bombeiros), só para atenderem 1 emergência!!!!

Um membro do Comando de uma corporação dos bombeiros, referiu-me chateado, que o INEM faz isso e chega a deixar o ou os concelhos sem qualquer AEM ou AS para acorrer a uma emergência (quando têem por exemplo de levar o doente para um hospital central), porque o INEM utiliza a 2ª ambulãncia para...... trazer de volta a sua tripulação sem demora!!!!!!!! Vai a fazer serviço de táxi!!!!! Isto é ridículo!!!!!! Os Bombeiros com certeza davam boleia à equipa de emergência!!!! Parece-me que cada capelinha não fala com a vizinha!!!!!!
 

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Re: INEM - Emergência Médica
« Responder #14 em: Dezembro 17, 2018, 11:14:47 pm »
Uma dúvida, os pilotos não podem ter sido pressionados a regressarem apesar do mau tempo?

Digo isto porque é frequente ver no interior do país, 2 Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) seguidas ou 1 AEM e 1 Ambulância de Socorro (amarelas e com a traseira vermelha, entregues aos Bombeiros), só para atenderem 1 emergência!!!!

Um membro do Comando de uma corporação dos bombeiros, referiu-me chateado, que o INEM faz isso e chega a deixar o ou os concelhos sem qualquer AEM ou AS para acorrer a uma emergência (quando têem por exemplo de levar o doente para um hospital central), porque o INEM utiliza a 2ª ambulãncia para...... trazer de volta a sua tripulação sem demora!!!!!!!! Vai a fazer serviço de táxi!!!!! Isto é ridículo!!!!!! Os Bombeiros com certeza davam boleia à equipa de emergência!!!! Parece-me que cada capelinha não fala com a vizinha!!!!!!

Viajante,  vou-te responder como na Aviação curto e grosso  : qualquer Operação aérea depende da meteo em 90%.
 
Se a tripulação pode ter sido pressionada a sair ? Pode !

Mas, a tripulação de cockpit, flight Crew, em especial o seu cmdt é soberano na decisão final quanto á realização da missão, apesar de todas e quaisquer pressões, venham elas das operações, coordenação, CCO, administração, chefes de escala, venham de onde vierem, o sr Cmdt é quem tem a decisão final !

Se a operação, neste caso do voo, e o aeroporto de destino, estão abaixo dos mínimos, certificados para a operação da aeronave e ou da tripulação de cockpit, a missão não se deverá realizar até termos, através dos TAF's/Metars uma certeza da melhoria para se efectuar o voo/aproximação em completa segurança.
Para tal realização do voo temos de utilizar a menor certificação/qualificação entre aeronave e a tripulação de cockpit.

Exemplo suponhamos que o cmdt e o copiloto estão certificados para operar em CATIII, mas a aeronave só possui instrumentos para poder operar até CATII, qualificação de categoria inferior a CATIII, neste caso a operação só pode ocorrer até a visibilidade chegar a CATII, se baixar para CATIII, Borrego á vista ! 

Abraços
« Última modificação: Dezembro 17, 2018, 11:18:29 pm por tenente »
 
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Governo Orienta para Reservas Alimentares de Emergência

Iniciado por ttoliveira

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Última mensagem Setembro 24, 2010, 11:24:10 pm
por Luso