Força de Submarinos da MB

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Vitor Santos

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Força de Submarinos da MB
« em: Julho 18, 2015, 08:33:39 pm »
Força de Submarinos completa 101 anos

O Comando da Força de Submarinos completa 101 anos. Com sede na Ilha de Mocanguê Grande, a Força coordena o trabalho de suas organizações militares subordinadas – a Base Almirante Castro e Silva (BACS), o Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA), o Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC), os submarinos das Classes “Tupi” e “Tikuna” e o Navio de Socorro Submarino “Felinto Perry”.

Ao longo de sua existência, estabeleceu-se como uma Força eficaz na operação e na manutenção de variadas classes de submersíveis e submarinos, além de realizar, com excelência, o controle das atividades de escafandria, mergulho saturado, mergulho de combate, socorro e salvamento de submarinos sinistrados e medicina hiperbárica.

É responsável, ainda, pela formação, aperfeiçoamento e especialização do seu pessoal, que resultam em um acúmulo de conhecimento e experiência que desenvolvem uma capacidade própria de emprego da arma.

Seu futuro avança com as obras de construção do novo Estaleiro e da Base Naval de Submarinos, em Itaguaí (RJ), ligados ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), onde serão construídos quatro novos submarinos convencionais e o primeiro submarino com propulsão nuclear brasileiro. Um marco histórico, que colocará o Brasil no seleto rol das nações que possuem o domínio de tal tecnologia.

S-34 Tikuna:













S-33 Tapajós:



"Tapajó" e "Tikuna", após exercício

 

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Vitor Santos

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #1 em: Dezembro 21, 2015, 04:58:39 pm »
Tikuna (S-34)

 

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Vitor Santos

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #2 em: Dezembro 20, 2017, 09:27:38 pm »
Força de Submarinos brasileira continua liderando na região apesar da crise


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O Brasil é o único país da América Latina com quatro submarinos de seu próprio desenvolvimento e determinado a construir outros quatro convencionais e um quinto nuclear apesar das restrições orçamentárias, segundo comentou a Marinha brasileira à Sputnik.

No momento, o país dispõe de cinco submarinos: quatro de ataque convencional da classe Tupi, entre os quais o Tupi, único fabricado na Alemanha e adquirido em 1989, o Tamoio (1994), o Timbira (1996), o Tapajó (1999) e o maior e mais moderno Tikuna (2005), segundo os dados fornecidos à agência. Os últimos quatro foram construídos no Arsenal de Marinha no Rio de Janeiro.


Na fase da construção se encontram outros quatro submarinos convencionais, baseados na classe francesa Scorpène como parte do acordo de cooperação militar que foi firmado em 2009 pelo então presidente do país Luiz Inácio Lula da Silva com seu homólogo francês Nicolas Sarkozy.

O primeiro, batizado de Riachuelo, poderá estar pronto até o fim de 2018 e os outros três devem ser entregues antes de 2022, segundo informou a Marinha do Brasil. Até o fim da década de 2020 poderá estar pronto a ser lançado o primeiro submarino nuclear do Brasil, Álvaro Alberto, denominado em homenagem ao almirante pioneiro da criação do programa nuclear brasileiro e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O governo de Lula (2003-2011) argumentou a necessidade de reforçar o equipamento militar naval após a descoberta de hidrocarbonetos pré-sal, enormes depósitos de petróleo em águas ultraprofundas, debaixo de uma camada de sal na plataforma continental do sul do país.

O uso de submarinos é regulado por um período de seis anos de operações no mar e de rotinas de manutenção. Com o fim deste prazo, o submarino passa por trabalhos de manutenção geral, ou seja, revisão e modernização, entre outros. O Tupi, por exemplo, concluiu sua operação de manutenção geral em 2016. Atualmente, por esta renovação passam os submarinos Tamoio e Tikuna. Os próximos serão o Timbira e o Tapajó.

O mínimo necessário Todos os submarinos que estão prontos para operar já cumpriram o índice de disponibilidade anual previsto. Em novembro, o porta-voz da Força de Submarinos, comandante Vladimir Lourenço, afirmou ao Folha de São Paulo que a Marinha do Brasil opera “dentro do mínimo necessário” e que “houve redução significativa” de dias no mar para diminuir os custos. A intenção é poupar na estrutura da embarcação, cujas baterias se desgastam com a utilização, assim como em combustível e em todo o aparato de apoio de que precisa cada submarino quando sai para navegar.

Função específica

O Brasil, ao contrário do México, que não possui frota submarina, considera que este navio é “por excelência, o meio naval de melhor eficácia na negação do uso do mar ao inimigo, bem como um importante meio naval de dissuasão”, diz o texto da Marinha entregue à Sputnik.

Este tipo de navios é empregue também em “operações secundárias” que exigem um sigilo que outros navios não têm. “Por exemplo, o submarino pode minar a entrada de um porto sem que o inimigo note sua presença” ou prestar apoio “em operações especiais quando penetra no território marítimo inimigo de forma oculta, transportando agentes de forças especiais até perto do alvo, lançando-os para que realizem uma missão determinada”, explica a Marinha.


Treinamento

Para que um militar se torne submarinista é necessário um extenso período de adaptação. A bordo dos submarinos se realizam diariamente treinamentos de combate a avarias, tanto no mar como em porto. No período operativo do submarino, a tripulação passa por várias etapas de treinamento que permitem avaliar sua prontidão para combater avarias, incêndios, inundações e gases tóxicos, entre outros. O submarino apenas estará pronto para navegar se a comissão avaliadora considerar que a tripulação pode superar os vários tipos de avarias.


Operação de busca

As fontes da Marinha brasileira se recusaram a comentar o incidente com o submarino argentino ARA San Juan, desaparecido em 15 de novembro no sul do Atlântico. “Podemos mencionar que há recursos de salvamento existentes no interior dos submarinos, além da Marinha do Brasil possuir o navio de socorro submarino Felinto Perry, que tem capacidade para resgatar tripulações de submarinos sinistrados até 300 metros de profundidade”, conforme a informação entregue pela Marinha.

Especialistas de resgate de submarinos se encontram anualmente para discutir o tema e desenvolver novas técnicas sob direção da agência especial da OTAN para operações de evacuação e resgate submarino (ISMERLO, na sigla em inglês), segundo informa a Marinha brasileira.

FONTE: Sputnik / http://www.defesaaereanaval.com.br/forca-de-submarinos-brasileira-continua-liderando-na-regiao-apesar-da-crise/
 

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Vitor Santos

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #3 em: Março 01, 2019, 12:43:24 pm »
EXCLUSIVO: MB quer remotorizar submarinos classe Tupi para permitir travessia da década de 2020


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Para além do Programa das Corvetas Classe Tamandaré – cujo desfecho, reduzido a uma guerra de offsets entre os quatro estaleiros interessados, tornou-se completamente imprevisível – a Alta Administração Naval (Comandante da Marinha mais Almirantado) precisará encaminhar já este ano, entre outras demandas urgentes, as providências que permitirão ao Comando da Força de Submarinos (ForSub) libertar-se do estado de letargia em que se encontra.

Providências que não requerem apenas recursos; também exigem determinação para a tomada de decisões.

Neste momento a Marinha do Brasil (MB) não possui nenhum submarino em condições operacionais. Lançado ao mar há pouco mais de dois meses, o moderno Riachuelo, primeiro da Classe Scorpène, não estará disponível para a Esquadra antes do final do ano que vem.

Na Base de Submarinos da Ilha de Mocanguê (RJ), todos os cinco submarinos de desenho alemão estão parados. O Tupi, mais antigo do grupo e único que até pouco tempo navegava, foi docado para manutenção preventiva.

O Tamoio – um IKL-209 – e o Tikuna – um 209 de projeto modificado (no Brasil), ligeiramente mais comprido e de propulsão mais potente – só vão concluir o seu PMG (Período de Manutenção Geral) no ano que vem.

O Timbira e o Tapajó (embarcações iguais ao Tupi e ao Tamoio), que há meses alimentam a expectativa de serem submetidos a um PMG, hoje aguardam bem mais do que o timing da reforma: esperam as ordens que poderão melhorar a sua propulsão e geração de energia – e, dessa forma, garantir o seu aproveitamento na ativa.


Durabilidade – Na verdade, tais diretivas apontarão o caminho a seguir para que os quatro IKL-209 e mais o Tikuna cruzem, de forma segura e eficiente, os anos de 2020.

Eles não são submarinos novos, mas, bem conservados, poderão se revelar (já estão se revelando) extremamente duráveis.

Há várias circunstâncias que contribuem para isso.

Por falta de dinheiro (para combustível e sobressalentes) os navios da ForSub não passam muito tempo no mar. Além disso, os protocolos de preservação desses navios são bem rigorosos – precaução que ganhou relevância ainda maior depois do desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan, em novembro de 2017, no Atlântico Sul.

Na MB, um IKL-209 é docado para manutenção preventiva a cada 4 meses mais ou menos, que é o que acontece agora com o Tupi. Aliás, esse submarino já tem data marcada para ser submetido a um novo PMG: 2022.

Entre todas as dezenas de submarinos 209 já fabricados pela indústria naval germânica, apenas dois – o Glavkos grego e o Salta argentino – não podem mais ser considerados operacionais (apesar de muitos jovens submarinistas da Armada Argentina ainda continuarem a ter aulas de formação teórica no interior do Salta, que é mantido na lista de unidades ativas da corporação).

A ideia da Marinha do Brasil é de que os seus submersíveis de tecnologia alemã vejam o alvorecer da década de 2030, e ainda naveguem bastante neste período.


MTU 396 – De acordo com uma fonte do Ministério da Defesa, em Brasília, o plano elaborado pelo Comando da Força de Submarinos, no Rio de Janeiro, consiste em remotorizar o Timbira e o Tapajó, para deixar a propulsão deles no nível da do Tikuna.

Todos os quatro IKL-209 brasileiros – Tupi, Tamoio, Timbira e Tapajó – são impulsionados, cada um, por quatro motores MTU 439. A modificação do projeto do Tikuna, engendrada por engenheiros navais brasileiros, optou (corretamente) por apenas dois motores MTU 396 – maiores, mais modernos e, por conta disso, 40% mais potentes que o 439, sem que a mudança demande sobrecarga de manutenção.

A ideia da ForSub é remover os oito motores 439 dos navios Timbira e Tapajó, guarda-los no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), e instalar no lugar deles dois propulsores MTU Série 396.

Os motores mantidos em estoque serviriam como reservas para os motores 439 do Tupi e do Tamoio.

Mas a substituição dos MTU 439 pelos modelos 396 não é simples, nem barata.


Para acomodar os dois 396, a praça de máquinas do IKL-209 precisa ser reconfigurada, com atenção para o adequado equilíbrio dos pesos, disposição de tanques e de outros equipamentos. Serviço que a engenharia alemã não fará por menos de 60 milhões de dólares.

Outro detalhe que o Poder Naval pôde apurar: os dois MTU 396 que seriam colocados no Timbira e no Tapajó não seriam iguais aos do Tikuna, mas ainda mais potentes.

A maioria dos submarinos convencionais utiliza motores MTU, inclusive os da classe francesa Scorpène.

O MTU Série 396 é especialmente desenhado para a utilização em submersíveis e, justamente por isso, “personalizado” para essa aplicação.

A propaganda da MTU relaciona, entre os “benefícios” da Série 396:

Amplitude de potência de 500 a 1200 KW em operação submarina e até 1350 kW para operação em superfície; e
Relação peso/potência favorável e baixo consumo específico de combustível devido a turbo alimentação.


Tripulações – Ocorre que, por falta de recursos, o projeto de remotorização do Timbira e do Tapajó nunca saiu do papel.

Mas há outras variáveis que aguardam a análise da Alta Administração Naval.

Por exemplo: para alcançar a aurora dos anos de 2030 com uma flotilha de nove submarinos convencionais (propulsão diesel-elétrica) de ataque – e, dessa maneira, cumprir planos de patrulhamento costeiros e oceânicos eficazes –, de quantos tripulantes a MB precisaria para os seus submarinos? Seiscentos, 700?

A Força tem condições de ser bem sucedida em um eventual projeto de ampliação do recrutamento e da formação de submarinistas? Ou a atual “peneira” de seleção do pessoal que se candidata a servir em submarinos não autoriza tal otimismo?

Lembrar que, ao contrário do que acontece nas Marinhas do Peru, Venezuela e Argentina (Estados Unidos, Reino Unido e várias outras mundo afora), no Brasil mulheres não são admitidas como candidatas a submarinistas.

A questão do pessoal pode parecer de menor relevância, mas é de importância crucial.

Dias atrás, o portal de notícias argentino Infobae noticiou: atualmente, devido ao seu estado de degradação financeira e material, a Armada Argentina não teria condições de prover tripulações para mais do que três submarinos.


ICN – Mas o gabinete do Comandante da Marinha, almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior, guarda também pendências relativas aos submarinos da classe Riachuelo.

O primeiro Scorpène brasileiro será formalmente entregue à Esquadra no fim do ano que vem, e a Marinha ainda não assinou o contrato de manutenção para o 1º ciclo de vida útil (seis ou oito anos) da sua nova série de submarinos.

Em 2017, a Itaguaí Construções Navais (ICN) – joint venture da empresa francesa Naval Group e do grupo brasileiro Odebrecht –, fabricante dos submarinos classe Riachuelo, disputou e venceu o contrato de manutenção dos dois Scorpènes da Marinha Real da Malaísia (Tunku Abdul Rahman e Tun Abdul Razak): 250 milhões de dólares.

É praticamente impossível, portanto, que a MB deixe de atribuir à ICN a manutenção dos seus novos submarinos (para escolher, por exemplo, um estaleiro sul-coreano).

Nas próximas semanas o almirante Ilques também deve sacramentar a nomeação do vice-almirante (EN) Sidney dos Santos Neves para a direção da Coordenadoria–Geral do Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN) – indicação que conta com largo apoio entre os militares envolvidos na consolidação da Força de Submarinos brasileira.

O almirante engenheiro passa para a reserva em março, e já no mês seguinte deve assumir seu novo cargo.

Engenheiro Naval pela Escola Politécnica da USP, e ex-diretor, por quase dois anos, do Centro Tecnológico da Marinha (abril de 2017 a janeiro de 2019), Sidney dos Santos Neves trabalha há mais de 30 anos no campo da construção de submarinos, e prestou um importante serviço na qualificação do AMRJ para a produção dos navios classe IKL-209.

FONTE:  https://www.naval.com.br/blog/2019/02/28/exclusivo-mb-quer-remotorizar-submarinos-classe-tupi-para-permitir-travessia-da-decada-de-2020/
 

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Lusitano89

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #4 em: Abril 26, 2019, 12:00:27 am »
 

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Vitor Santos

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #5 em: Abril 26, 2019, 02:28:30 pm »
Transferência da primeira seção do submarino Humaitá (S-BR2)


Citar
Nesta manhã (25), teve início a transferência da primeira seção do Submarino Humaitá, o segundo dos quatro submarinos convencionais do PROSUB. O translado ocorre da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) para o Estaleiro de Construção, em Itaguaí-RJ.


 
Chegando ao Estaleiro de Construção, a primeira seção receberá sensores e equipamentos, e será unida às demais seções do submarino, que serão transferidas até o final de junho deste ano.

A operação de transferência das seções será realizada em quatro etapas, até que todas se encontrem no Estaleiro de Construção para a montagem final do Submarino Humaitá.

Este é o segundo de quatro submarinos convencionais brasileiros do Prosub que deverão estar construídos e prontos até o final de 2022.

O primeiro deles é o Riachuelo (S40) que começa provas de mar em 2019. Depois virá o Humaitá (S41) em 2020, o Tonelero (S42) em 2021 e o Angostura (S43) em 2022.

Por fim, a Marinha construirá o primeiro Submarino com Propulsão Nuclear (SN-BR), que será batizado de “Álvaro Alberto”, uma homenagem ao Almirante Brasileiro que foi o pioneiro no uso da tecnologia nuclear no País.


Segundo a ICN – Itaguaí Construções Navais, o cronograma do Prosub para o ano de 2019 é o seguinte:

JANEIRO

Carga total das baterias do Submarino Riachuelo

ABRIL

Embarque do KE (mecanismo de controle dos tubos lança-torpedos) no S-BR2

MAIO

Embarque do MEP (Motor Elétrico Principal) no S-BR2
Instalação do TLT (Tubos Lança-Torpedos) no S-BR3

JUNHO

Submarino Riachuelo (S-BR1) no cais

AGOSTO

Mergulho estático do S-BR1
Embarque do Cradle de Vante do S-BR2
Usinagem do escotilhão fêmea do S-BR3

OUTUBRO

Submarino Riachuelo (S-BR1) pronto para navegação
União das seções S3/S4 + antepara de vante do S-BR4


O Programa Prosub comprende 4 submarinos convencionais S-BR, um Scorpène modificado e alongado

FONTE:  https://www.naval.com.br/blog/2019/04/25/transferencia-da-primeira-secao-do-submarino-humaita-s-br2/
 

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mafets

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #6 em: Junho 08, 2019, 10:32:00 am »
E lá vão mais 4.  :o ???

https://www.naval.com.br/blog/2019/06/07/segundo-site-brasil-vai-transferir-4-submarinos-ikl-209-a-argentina/?fbclid=IwAR07iRIY-mtlsUm4h1YOYx-nlO7u7aVh11C58LX9zR2t2Be0iXvKHg551F8

Citar
Segundo site, Brasil vai transferir 4 submarinos IKL 209 à Argentina

Por Alexandre Galante

O site argentino Infobae noticiou que entre os acordos bilaterais firmados entre os Presidentes Jair Bolsonaro e Mauricio Macri, está prevista a transferência de submarinos IKL 209/1400 (classe “Tupi”) da Marinha do Brasil à Armada Argentina, visando cobrir a lacuna deixada pelo afundamento do submarino ARA San Juan.

Segundo o site, serão transferidos 4 submarinos em duas etapas, com as duas primeiras unidades partindo ainda este ano. Os submarinos deverão ser reparados no estaleiro argentino Tandanor, antes de entrarem em operação na Armada Argentina.

A primeira notícia sobre a venda de submarinos IKL 209 brasileiros à Argentina foi dada pelo jornalista Roberto Lopes no Poder Naval em 28 de maio de 2018, uma negociação que agora também foi confirmada pelo jornal O Globo.



Cumprimentos
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #7 em: Junho 09, 2019, 09:05:35 pm »
Era evidente que ia dar trampa... :mrgreen: :mrgreen:

https://www.naval.com.br/blog/2019/06/09/cessao-de-submarinos-ikl-209-a-argentina-e-recebida-com-desconfianca-pela-oficialidade-da-mb/?fbclid=IwAR1yqIGbxEQ4CwHzzKB4LXgUSDdbS_hqtxdDErJZSHsupuUKNcuTfI3LHtM

Citar
Cessão de submarinos IKL 209 à Argentina é recebida com desconfiança pela oficialidade da MB

Os oficiais da Marinha do Brasil (MB) vão bater continência para a extravagante ideia de se transferir quatro submarinos da classe Tupi – dois ainda este ano – para a cambaleante Arma Submarina da Argentina?

A cessão dos submarinos teria sido resolvida na forma de uma “decisão de Estado” pelo presidente Jair Bolsonaro, semana passada, em Buenos Aires, em resposta a uma solicitação do ministro da Defesa argentino, Oscar Aguad, encaminhada a seu colega brasileiro, general Fernando Azevedo e Silva.

A Marinha de Aguad tem uma Força de Submarinos inoperante, (a) pelo trágico desaparecimento, em novembro de 2017, do submarino Classe TR-1700 San Juan, (b) a indefinição acerca da recuperação do Santa Cruz, irmão gêmeo do San Juan – parado desde 2015 –, e (c) o completo obsoletismo do IKL-209 Salta, um barco veterano da Guerra das Malvinas construído na década de 1970.

A notícia da entrega dos navios brasileiros, publicada na última sexta-feira (07.06) por Martín Dinatale, jornalista de assuntos militares do portal argentino Infobae, em meio a um silêncio opressivo, em Brasília, do Comando da Marinha do Brasil (MB), pegou de surpresa chefes navais do Comando da Força de Submarinos (ForSub) – sediado na Ilha de Mocanguê, nos fundos da Baía de Guanabara –, da Diretoria de Gestão de Programas (DGePM) e da Diretoria-Geral do Material da Marinha (DGMM) – ambas repartições sediadas no Rio de Janeiro.

E isso por um único e simples motivo: a alienação dos navios constitui um virtual desbaratamento de toda a programação elaborada, nos últimos meses, pela DGePM para os submarinos classe Tupi, aos quais estaria reservado ao menos mais um ciclo de vida operativo na MB, da ordem de sete ou oito anos.





Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #8 em: Junho 11, 2019, 01:23:40 pm »
Parece que se confirma...pelo menos dois para já

Citar
Brazil to transfer Type 209 submarines to the Argentine Navy

Santiago Rivas, Buenos Aires - Jane's Defence Weekly
10 June 2019


The Brazilian Navy has agreed to transfer two Tupi class submarines – Type 209/1400 – to Argentina, following a meeting between Brazilian president Jair Bolsonaro and his Argentine counterpart, Mauricio Macro.

The deal includes a potential future transfer of an additional two boats.

The first two could be transferred during 2019 and the ships would then receive some minor repairs at Tandanor shipyard in Argentina before entering service in 2020.

The Tupi class of four vessels was commissioned between 1989 and 1999 and is slated to be replaced by the four Tonelero-class submarines of the Scorpene type in the near future.

https://www.janes.com/article/89163/brazil-to-transfer-type-209-submarines-to-the-argentine-navy
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #9 em: Junho 15, 2019, 07:34:03 pm »
Argentina discute conveniência de submarinos do Brasil


Oficiais destacam que embarcações precisariam de modernização, assim como o S-41 Santa Cruz que aguarda recuperação

Citar
Por Roberto Godoy

A transferência de submarinos usados da Marinha do Brasil para a Argentina, anunciada há uma semana em Buenos Aires, ainda é uma ideia transitando em terreno pantanoso. A possibilidade entrou na pauta há cerca de seis meses, como meio de substituir com certa rapidez o Ara San Juan, que naufragou em novembro de 2017 com 44 tripulantes e sob a suspeita de estar conduzindo uma missão de inteligência nas proximidades das Malvinas, disputadas com o Reino Unido. O governo argentino desmente a versão. Os britânicos não comentam.


O documento bilateral destaca apenas “o estudo da possibilidade de transferência de submarinos IKL da Marinha do Brasil à Armada Argentina”. Não trata de prazos. Fontes locais garantem que a entrega poderia envolver todos os quatro IKL-290/1400 empregados pelo Brasil há cerca de 30 anos. Não é bem assim.

Oficiais brasileiros sustentam que, se a iniciativa prosperar, abrangerá apenas duas unidades, provavelmente o S-30 Tupi, de 1989, e o S-31 Tamoio, de 1994. São modelos leves, de 1.440 toneladas, 36 marinheiros, 61 metros, armados com torpedos e minas pesadas.


De tecnologia alemã, o primeiro saiu do estaleiro de Kiel, no Mar do Norte. Os três outros foram construídos no Arsenal do Rio de Janeiro. Todos precisam ser submetidos a processos de revitalização e modernização. A base comercial da negociação deve tomar como referência para o valor dos navios, algo entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões – 10% do preço de um submarino novo do mesmo tipo.

Nos anos 80, engenheiros brasileiros usaram o projeto alemão para desenvolver um modelo mais robusto, o Tikuna, recebido em 2006. Desloca 1,5 mil toneladas, é cinco metros maior que os Tupis e teve a tecnologia atualizada.


Especialistas argentinos da área técnica da Marinha gostariam que o presidente Mauricio Macri, em vez de discutir o recebimento dos IKL, mantivesse o plano elaborado pela Força de Submarinos, que prevê a recuperação do S-41 Santa Cruz (um “irmão” do San Juan, inoperante, recolhido para remodelamento desde 2015) e a compra ou construção local, nas facilidades industriais do estaleiro Tandanor, de um ou dois novos navios de 2 mil toneladas e elevada sofisticação de sistemas.

Os oficiais argumentam que os submarinos brasileiros precisam passar por uma extensa e demorada reforma, “são pequenos, antigos e tem desempenho modesto”, disseram ao Estado. Mais que isso, não teriam condições de atuar seguidamente nas condições adversas do extremo sul do Oceano Atlântico, “mar de águas violentas e missões extensas”. O San Juan, de 1,7 mil toneladas, desapareceu nessa região. Foi localizado um ano depois, em 2018, a 600 km da cidade de Comodoro Rivadávia e a 907 metros de profundidade.

Para um submarinista da reserva da Marinha do Brasil, “não faz sentido abrir mão de todos os meios quando os novos submarinos da classe Riachuelo ainda estão na primeira etapa dos procedimentos de finalização e recebimento”.

De fato, o S-40 Riachuelo, entregue há seis meses, de tecnologia francesa, mas com alterações determinadas pela Marinha, e o segundo na linha de produção, o S-41 Humaitá, só estarão plenamente operacionais a partir de 2023. São os dois primeiros de uma série de quatro modernos Scorpène, de propulsão diesel-elétrica, 71 metros, 2,1 mil toneladas, capazes de disparar torpedos e, no futuro próximo, mísseis.

O problema é que os navios exigem tempo para as provas de mar, treinamento do pessoal de bordo e avaliação das capacidades operacionais.

No período, e na hipótese de serem transferidos todos os quatro IKL-209/1400, a força naval do Brasil não estaria apta para atuar nesse viés estratégico. Ficaria limitada à disponibilidade do exemplar único da classe Tikuna, o S-34. O propósito em estudo é bem diferente, contempla um ciclo de reparos e troca de equipamentos para estender a vida útil dos navios em 10 ou 15 anos.

FONTE: Estadão - https://www.defesaaereanaval.com.br/naval/argentina-discute-conveniencia-de-submarinos-do-brasil
 

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Lusitano89

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Re: Força de Submarinos da MB
« Responder #10 em: Junho 28, 2019, 09:43:07 pm »
 

 

Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB

Iniciado por Nukualofa77

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Última mensagem Junho 23, 2019, 05:48:45 pm
por Vitor Santos