Portugal na nova rota da seda da China

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Jorge Pereira

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Portugal na nova rota da seda da China
« em: Novembro 28, 2018, 11:41:20 pm »
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Não há semana em que a China não manifeste interesse, e de um modo cada vez mais insistente, pela nossa centralidade no Atlântico no cruzamento das rotas marítimas globais, nomeadamente Sines, diz Ana Paula Vitorino, a ministra do Mar, em entrevista ao Expresso. O seu Ministério avançou com um memorando com o homólogo em Pequim para desenvolver o que batizaram de “parceria azul” (usando simbolicamente a cor dos oceanos). A meta será criar uma extensão “azul” da iniciativa das novas rotas da seda, conhecida por Uma Faixa, Uma Rota (Belt and Road), que coloque Portugal no mapa da globalização chinesa.

A economia nacional pode aproveitar o gás dado por Pequim à globalização para valorizar portos e dinamizar os negócios do mar


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Os norte-americanos querem retirar-se da Ásia e do controle planetário – uma oportunidade para a China, que caminha inexoravelmente para se tornar a maior potência mundial.

Há anos que a China organiza uma Cimeira Económica Mundial (World Chinese Economic Summit), destinada sobretudo a organizar a sua expansão na Ásia. Mas este ano, em Pequim, Xi Jinping subiu a parada para a escala planetária. A importância da iniciativa está implícita nos convidados, vindos de cem países, e é evidente no plano apresentado pelo líder chinês. Se alguém duvidava que a ordem internacional está a mudar, este bombástico evento proclamou às sete partidas do mundo que estamos numa nova era.

Durante dois dias os chineses receberam com grande aparato um número impressionante de líderes mundiais, de Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan a Hailemariam Desalegn (Primeiro-ministro da Etiópia), passando por altos representantes europeus (Philip Hammond, ministro dos Negócios Estrangeiros britânico), asiáticos (Nawaz Sharif, Primeiro-ministro do Paquistão, ou Najib Razak, homólogo da Malásia). Gritantemente ausentes, os líderes europeus (exceto o Primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, e da Grécia, Alexis Tsipras) da Índia e da Austrália. Portugal fez-se representar pelo secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira.

As ausências, naturais no xadrez geopolítico, ficaram muito aquém das presenças, que mostram bem a importância da China.

Perante o isolacionismo desejado pelos norte-americanos, os chineses apresentam-se agora como os campeões da globalização. Têm massa crítica e vontade, dois valores indispensáveis para a escala de expansão a que se propõem.

“A História mostra que a civilização se desenvolve com a diversidade e que as nações prosperam com o comércio”, disse Xi, acrescentando que o seu projeto é o maior do século XXI e está aberto a todos os países do mundo.

O projeto chama-se “The Belt and Silk Road”, o que tem sido traduzido em português por “A Rota da Cintura e da Seda”, ou “Uma Faixa, uma Rota” ou ainda “A Nova Rota da Seda”.

O nome lembra a famosa Rota da Seda que uniu a China aos mercados ocidentais durante séculos e que se desfez quando as guerras e inimizades, assim como o comércio marítimo a tornaram obsoleta. Está na altura de reativá-la – sob a batuta da China, evidentemente.

Na prática, a Rota consiste numa série de percursos ferroviários e rodoviários, oleodutos e portos, que se estendem da China até à Europa, com variantes pelos países do Sul da Ásia, passando pela Índia, Irão e Turquia, e chegando à África através da Etiópia.

Até à data, 56 países aderiram à ideia, mas outros veem com desconfiança o que lhes parece ser uma iniciativa imperialista e extremamente dispendiosa, que lhes acarretará dívida a longo prazo. Pois o projeto tem um custo astronómico, da ordem dos 900 mil milhões de dólares. Como será pago? Em grande parte, pelo sistema de dominação colonial clássico: os bancos chineses fornecem os empréstimos, que servirão para pagar as obras feitas por empresas chineses, sob a orientação de engenheiros e trabalhadores chineses. Os países por onde a Nova Rota da Seda passa poderão, assim, receber os produtos chineses a troco de dívidas imensas que levarão décadas a pagar. Em certas situações pontuais a vantagem da China é evidente, como o porto no Paquistão que permitirá escoar produtos chineses para África com um frete muito mais baixo do que o atual. O Paquistão também beneficia com as suas exportações, mas terá de pagar o investimento e a utilização do porto. Já há o precedente do porto de Atenas, que os chineses exploram há anos.

Para países pobres, sem infraestruturas e sem capital para as construir, o investimento chinês é benéfico, na medida em que gera emprego e anima as economias, possibilitando também as suas exportações e trocas internas. Por outro lado, os países mais industrializados, não querendo ficar fora da Rota, também não veem com tanta alegria o que consideram uma interferência e controlo das suas trocas comerciais.

À cabeça, a Índia, eterna adversária da China, não quer participar. A Austrália, sempre preocupada com a expansão chinesa, também não vê grandes vantagens. Já a Federação Russa está interessada, mas Putin mostrou um entusiasmo cauteloso. Os europeus, representados por secretários de Estado e funcionários de segunda linha, não assinaram a declaração final da Cimeira por acharem que certos aspetos não ficaram suficientemente claros – nomeadamente a sustentabilidade e correção ambiental dos projetos. Uma enxurrada de capitais chineses nunca é vista com bons olhos, pois a experiência mostra que os custos são altos, tanto em termos financeiros como de poder de decisão estratégico.

De qualquer modo, a expansão da Rota da Seda parece imparável. Infra-estruturas importantes já estão em andamento na península da Indochina, assim como o caminho-de-ferro e as estruturas para o porto paquistanês. O financiamento, além dos bancos chineses, já foi prometido pelo Asian Development Bank, o Asian Infrastructure Investment Bank, Banco Europeu de Investimento, New Development Bank, e Banco Mundial.

Mesmo que não seja universalmente vista com bom olhos, a iniciativa chinesa acaba por beneficiar da ausência de concorrência – nenhum outro país ou organismo tem o poder, fundos e crédito para um empreendimento destas dimensões.

Assim como os norte-americanos têm, no presente, um poder militar único, os chineses adquiriram uma iniciativa comercial sem paralelo. A História tem mostrado que dominar pelas armas é dispendioso e esgotante, enquanto o domínio comercial traz desenvolvimento e lucro.

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Portugal e a China vão assinar, durante a visita a Lisboa do Presidente Chinês, Xi Jinping, em dezembro, acordos de cooperação em vários domínios, incluindo os setores da energia, infraestruturas e ciência e tecnologia, segundo a Xinhua.

De acordo com a agência noticiosa estatal chinesa Xinhua, que cita o vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Chao, os acordos a assinar durante a visita do chefe de Estado chinês a Portugal cobrem áreas que vão desde as infraestruturas, à cultura, educação, ciência e tecnologia, conservação de água, controlo de qualidade, energia e finanças.

Segundo o vice-ministro, durante a visita, que decorre a 04 e 05 de dezembro, Xi Jinping terá encontros com o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, com o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e com o primeiro-ministro, António Costa.

Portugal é um de quatro países que o líder chinês vai visitar entre 27 de novembro e 5 de dezembro, para reforçar os respetivos laços bilaterais

Xi Jinping vai ainda visitar Espanha, Panamá e na Argentina, onde decorre uma cimeira do G20.

No âmbito da deslocação será ainda assinada uma declaração conjunta entre Portugal e a China, avança a Xinhua, sem especificar o teor.

Xi Jinping promete maior abertura para empresas estrangeiras

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O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, tinha adiantado, em outubro, aquando de uma deslocação a Pequim, que Portugal e a China estavam a ultimar um memorando de entendimento no âmbito da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, centrada no investimento de infraestruturas.

Não adiantou, no entanto, se tal memorando seria assinado durante a visita oficial de Xi Jinping a Portugal.

A iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, proposta em 2013 pelo Presidente chinês tem como objetivo reforçar as ligações e dinamizar o comércio entre várias economias da Ásia, do Médio Oriente, da Europa e de África, através do investimento em infraestruturas.

Na ocasião, Santos Silva destacou o momento “particularmente auspicioso” das relações com a China, adiantando que durante a visita do chefe de Estado chinês a Portugal será assinalada ” a excelência das relações políticas e diplomáticas” bem como o desenvolvimento da relação económica entre Portugal e a China.

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« Última modificação: Novembro 28, 2018, 11:46:33 pm por Jorge Pereira »
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #1 em: Novembro 29, 2018, 09:40:07 pm »
Esse texto é muito pro-chines, nunca ouvi dizer que os EUA querem sair da Ásia-Pacífico, bem pelo contrário, querem sair da Europa para se concentrar nessa região, talvez os chineses gostassem sim que eles saíssem de lá, por alguma razão o esquema das ilhas artificiais chinesas estão a ter problemas com a US Navy.

Achei piada ao texto consider um insulto, os líderes ocidentais não terem ligado à tal cimeira na China, e não terem participado ou terem enviado figuras de segunda. Mas concordo que cada país tem os seus interesses próprios e, negoceia com quem quiser, incluindo Portugal.
« Última modificação: Novembro 29, 2018, 09:43:16 pm por Lightning »
 

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asalves

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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #2 em: Novembro 30, 2018, 09:14:44 am »
Sobre isto, li algures que o resto da Europa, não estava a ver com bons olhos a aproximação de Portugal à China, e esta nova ideia da Rota da seda. Cada vez mais países vem esta iniciativa da China não como algo bom mas como um aproveitar para ganhar poder e controle.

Um dos problemas da a UE é os acordos que Portugal pode assinar extra UE e que podem abrir uma porta para a china entrar na UE.
 

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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #3 em: Novembro 30, 2018, 03:07:29 pm »
A Grécia, Itália e Holanda também estão na rota da seda.

Acho interessante é os chineses andarem a fazer canais para evitar o estreito de Malaca, o canal do Panamá, etc, é um bocado deitar dinheiro fora pois estão a duplicar passagens que já existem, mas haja dinheiro.
 

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Jorge Pereira

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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #4 em: Novembro 30, 2018, 08:36:12 pm »
Vamos aguardar pelos resultados da visita do Presidente chinês. Há grandes expectativas que podem não passar disso mesmo. Vamos ver...
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






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nelson38899

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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #5 em: Dezembro 03, 2018, 12:01:02 pm »
O governo olha para os chineses como a sétima maravilha do mundo, eu olho para eles como um país cujo o objectivo é apenas obter os recursos e tecnologia de outros países sem se importar do país.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #6 em: Dezembro 03, 2018, 12:02:40 pm »
A Grécia, Itália e Holanda também estão na rota da seda.

Acho interessante é os chineses andarem a fazer canais para evitar o estreito de Malaca, o canal do Panamá, etc, é um bocado deitar dinheiro fora pois estão a duplicar passagens que já existem, mas haja dinheiro.

Eles não estão, assinaram foi um acordo de cooperação, o mesmo que Espanha e que nós vamos fazer esta semana.
 
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asalves

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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #7 em: Dezembro 03, 2018, 12:09:43 pm »
Eu não sei porque, não costumo discriminar dinheiro mas estas iniciativas não me cheiram bem. A previsão é que a China se torne uma potencia mundial superior aos EUA ou Rússia. Ao mesmo tempo vemos um China mais hostil. Ao nível de recursos a China está a caminhar para o abismo pois no futuro os recursos que dispõe não serão suficientes para a sua dimensão.
No passado já tivemos o mundo disputado por duas potencias e não deu bom resultado, por isso a disputa por parte de 3 potencias também não agora nada de bom.

Esta nova rota da seda para mim parece-me mais uma jogada para aproveitar a fraqueza da Europa e ganhar poder dentro dela, veja-se os Países integrados na rota.

« Última modificação: Dezembro 03, 2018, 04:24:09 pm por asalves »
 

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Viajante

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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #8 em: Dezembro 03, 2018, 03:03:36 pm »
O governo olha para os chineses como a sétima maravilha do mundo, eu olho para eles como um país cujo o objectivo é apenas obter os recursos e tecnologia de outros países sem se importar do país.

Nem mais. A China vai tornar-se na maior potência mundial, se nada for feito. Já é economicamente e militarmente lá chegará o dia. Lembro-me bem do vídeo que colocou no Fórum o Cabeça de Martelo, onde um americano referia isso mesmo. A ascensão da China nos últimos 40 anos foi meteórica! Eles estão em todo o lado e com uma estratégia muito bem delineada à muitas décadas: O ocidente deslocalizou a sua indústria para a China e esta aproveitou esse enriquecimento para crescer sem parar (parece que os nossos estrategas ainda não perceberam que um país para enriquecer, precisa de indústria de ponta, não é seguramente com a agricultura que enriquecemos, nem com o turismo).

Tenho um empresário amigo que contou-me um episódio com a indústria dos moldes. Os chineses conseguem fazer moldes e produzir em massa, mas falta-lhes o conhecimento que os portugueses têem (não sei se sabem, a indústria dos moldes é um sector onde estamos na vanguarda), nomeadamente no cálculo da deformação do molde/produto acabado. Sabendo disso, os Chineses fizeram um acordo simples, para a indústria nacional instalar-se na China, bem como dos quadros técnicos altamente qualificados e dessa forma adquirirem o conhecimento que lhes faltava.

No caso português, o capital chinês já controla a produção e transporte de energia (EDP, EDP Renováveis e REN), uma parte da banca, imobiliário, seguros, investigação (só a Universidade de Aveiro, tem centenas de alunos chineses!!!!! http://www.terranova.pt/noticia/economia/investimento-chines-em-portugal-ja-ultrapassou-os-9-mil-milhoes-de-euros-embaixador). No caso do comércio o objectivo é claramente exportar o enorme volume de produção industrial chinês, com baixas taxas alfandegárias e em simultâneo investir esse colosso dos fluxos financeiros em posições chave na rota da seda.

Vejam bem por exemplo, no caso português, existem lojas "dos trezentos" em todos os concelhos. Esses estabelecimentos nasceram com financiamento estatal chinês com o objectivo de escoar os produtos produzidos na China. E vejam o resultado actual, o que provocou a desindustrialização do ocidente e a industrialização chinesa!
« Última modificação: Dezembro 03, 2018, 04:42:49 pm por Viajante »
 
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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #9 em: Dezembro 13, 2018, 10:28:01 pm »
Resultado da visita do Presidente Chinês.

:arrow: https://observador.pt/2018/12/05/os-17-acordos-bilaterais-entre-portugal-e-a-china-com-destaque-para-cooperacao-economica/

Acima de tudo, nesta visita, destaco o compromisso de Portugal participar na nova rota da seda.
« Última modificação: Dezembro 13, 2018, 10:29:04 pm por Jorge Pereira »
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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #10 em: Dezembro 14, 2018, 11:28:36 am »
Resultado da visita do Presidente Chinês.

:arrow: https://observador.pt/2018/12/05/os-17-acordos-bilaterais-entre-portugal-e-a-china-com-destaque-para-cooperacao-economica/

Acima de tudo, nesta visita, destaco o compromisso de Portugal participar na nova rota da seda.

Atenção, Portugal não vai participar no programa da rota da seda, vai (tal como outros Países do sul da Europa) participar num programa de cooperação do programa da rota da seda.

A "nova rota da seda" implica certos compromissos que a UE não está disponível para ceder, como tal a China criou um novo programa menos ambicioso e menos "invasivo" para os países da UE que queriam participar. (Espanha, Grécia, Itália, Portugal e mais um que não me lembro)
 
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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #11 em: Dezembro 15, 2018, 05:12:37 pm »
Resultado da visita do Presidente Chinês.

:arrow: https://observador.pt/2018/12/05/os-17-acordos-bilaterais-entre-portugal-e-a-china-com-destaque-para-cooperacao-economica/

Acima de tudo, nesta visita, destaco o compromisso de Portugal participar na nova rota da seda.

Atenção, Portugal não vai participar no programa da rota da seda, vai (tal como outros Países do sul da Europa) participar num programa de cooperação do programa da rota da seda.

A "nova rota da seda" implica certos compromissos que a UE não está disponível para ceder, como tal a China criou um novo programa menos ambicioso e menos "invasivo" para os países da UE que queriam participar. (Espanha, Grécia, Itália, Portugal e mais um que não me lembro)

Também podemos colocar assim a questão para não ferir susceptibilidades. :mrgreen:
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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #12 em: Dezembro 31, 2018, 11:45:15 am »
Ler com uma pitada de sal

https://edition.cnn.com/2018/12/31/asia/china-kenya-belt-road-bri-intl/index.html

Are the wheels coming off China's Belt and Road megaproject?

Debt fears
For critics of the BRI, Sri Lanka's Hambantota port is the perfect example of the risks developing countries are taking on with their Chinese loans.
In December 2017, Beijing acquired a 99-year lease to the port -- located in a key strategic position on the Indian Ocean -- in return for forgiving some of the billions of dollars the South Asian country owed China.
The move sparked fears China would use similar defaults in other countries to acquire a host of new infrastructure, with both potential economic and military benefits -- leapfrogging rivals in the region such as India and the US.
In mid-2018, the Zambian government had to deny reports it was preparing to hand over control of multiple public assets, including the state broadcaster and Lusaka's Kenneth Kaunda International Airport, to China.
 

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JM1906

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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #13 em: Dezembro 31, 2018, 02:52:27 pm »
É sempre fácil cair na tendência da futurologia, mas sem dúvida que a Rota da Seda e a internacionalização da economia/poder Chinês é um dos pontos chave do séc. XXI (em conjunto com a política climática, algo que a China tem muito a dizer também).
Este é um assunto que suscita discussões interessantes, e embora nao esteja informado como gostaria acho particularmente interessante o papel da diplomacia cultural chinesa, com cada vez mais institutos que apostam no ensino das línguas e preparação cultural de jovens qualificados para criar uma ligação entre esses e a China bem como no papel da política externa chinesa em relação a África, falando se já de uma lógica neo colonial.
 
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JM1906

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Re: Portugal na nova rota da seda da China
« Responder #14 em: Dezembro 31, 2018, 02:55:19 pm »
Ambos os assuntos que referi, dizem directamente respeito a Portugal, no caso do aparecimento do Instituto Confúcio e do modo como a diplomacia chinesa vai afectar as relações externas dos PALOPS em relação a Portugal.
 
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