Sector Automóvel

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Re: Sector Automóvel
« Responder #45 em: Abril 09, 2019, 04:06:37 pm »
Carros clássicos com motores elétricos


« Última modificação: Abril 09, 2019, 04:09:21 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #46 em: Abril 15, 2019, 04:37:32 pm »
Antigo presidente da Volkswagen enfrenta até 10 anos de prisão


 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #47 em: Abril 25, 2019, 06:11:27 pm »
Extrema-direita alemã defende Gasóleo


 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #48 em: Abril 29, 2019, 10:24:55 am »
Tesla Model 3 produz mais CO2 do que um carro a diesel, diz novo estudo alemão

A emissão de dióxido de carbono e de outros poluentes atmosféricos, bateu recordes em 2017. As (muitas) consequências estão à vista. Nesse sentido, a aposta em veículos eléctricos, como o Tesla Model 3, para diminuir as emissões poluentes, parece ser uma das muitas acções a tomar.
Segundo um novo estudo alemão, os carros eléctricos dificilmente ajudarão a reduzir as emissões de CO2 nos próximos anos.



Emissões de CO2 são mais altas nos eléctricos que nos carros a diesel

Segundo o estudo apresentado pelo Centro de Estudos Económicos da Alemanha, os veículos eléctricos não são uma panaceia para as mudanças climáticas.
Assim, considerando o actual mix de energia na Alemanha e a quantidade de energia usada na produção de baterias, as emissões de CO2 dos carros eléctricos a bateria são, na melhor das hipóteses, ligeiramente superiores às de um motor a diesel, e são muito maiores.
Quem afirma isto são alguns especialistas em energia do Instituto de Pesquisa Económico (Ifo), docentes de física da Universidade de Colónia e da Universidade de Munique.



Tesla Model 3 produz mais CO2 do que um Mercedes C 220D
Os investigadores realizaram vários cálculos detalhados. Para isso usaram exemplos concretos. Colocaram lado a lado um eléctrico moderno, um Model 3 e um moderno carro a diesel, um Mercedes C 220D.
Além das emissões de CO2 da produção de baterias, eles analisaram as fontes de energia alternativas para a electricidade, de modo a calcular o impacto dos veículos eléctricos sobre as emissões de CO2.



Segundo os especialistas, mesmo com a tecnologia actual, as emissões totais de um motor a combustão movido a gás natural já são quase um terço menores do que as de um motor a diesel.
A longo prazo, a tecnologia de hidrogénio-metano oferece uma vantagem adicional: permite que o excedente de energia eólica e solar gerada durante picos, seja armazenada, e esses excedentes terão um aumento acentuado à medida que a participação dessa energia renovável crescer.
Explicou Christoph Buchal, professor de física na Universidade de Colónia e membro da Associação Helmholtz, um dos centros alemães de investigação, e um dos maiores centros de investigação interdisciplinar da Europa.
O estudo, por exemplo, estima que conduzir um Tesla Model 3 na Alemanha é responsável por 156 a 181 gramas de CO2 por quilómetro. Isso é mais do que um Mercedes C 220D movido a diesel que produz apenas 141 gramas por quilómetro.



Estudo critica fortemente a UE
Nos estudos, os autores também criticam o facto de que a legislação da UE permite que veículos eléctricos sejam incluídos nos cálculos de emissões de frotas com um valor “zero” de emissões de CO2, pois, isso sugere que os veículos eléctricos não geram tais emissões.
Contudo, a realidade é que, além das emissões de CO2 geradas na produção de veículos eléctricos, quase todos os países da UE geram emissões significativas de CO2 na carga das baterias dos veículos usando os seus mixes nacionais de produção de energia.
Os autores também têm uma visão crítica da discussão sobre carros eléctricos na Alemanha. Segundo eles a discussão gira em torno de veículos movidos a bateria quando outras tecnologias também oferecem grande potencial. Assim, os eléctricos movidos a hidrogénio ou com motores de combustão movidos a metano verde, também devem ser considerados.
A tecnologia de metano é ideal para a transição de veículos a gás natural com motores convencionais para motores que um dia funcionarão com metano a partir de fontes de energia livres de CO2. Sendo este o caso, o governo federal alemão deve tratar todas as tecnologias igualmente e promover também as soluções de hidrogénio e metano.
Enfatizou Hans-Werner Sinn, professor jubilado da Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

Várias vozes contra o que chama de emissões zero
Este não é o primeiro estudo crítico dos VEs da Alemanha. A consultora automobilística alemã Berylls Strategy Advisors divulgou uma advertência similar. Foi em Outubro do ano passado que referiu que os EVs não são os heróis ambientais como são considerados.
Em síntese, parece que as considerações estão a ganhar voz na Alemanha. O país é actualmente o terceiro maior produtor de carros eléctricos depois dos EUA e da China.

https://pplware.sapo.pt/motores/tesla-model-3-produz-mais-co2-do-que-um-carro-a-diesel-diz-novo-estudo-alemao/
« Última modificação: Abril 29, 2019, 10:56:50 am por Viajante »
 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #49 em: Maio 07, 2019, 02:52:10 pm »
Amesterdão proíbe carros com 15 ou mais anos a partir de 2020



 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #50 em: Maio 08, 2019, 02:53:24 pm »
Alemanha abre a primeira estrada electrificada para camiões com sistema da Siemens

Os veículos eléctricos ligeiros estão a alcançar um compromisso interessante, contudo, nos pesados ainda não se vislumbra uma alternativa viável. Além disso, quando se fala em poluição, este meio de transporte é um dos mais poluentes. Nesse sentido, a Alemanha, que está num processo enérgico contra as emissões, vai abrir uma estrada electrificada para pesados.
Um sistema de catenárias foi desenvolvido pela Siemens e permite que os pesados sejam alimentados de energia por essas linhas eléctricas.



eHighway – Siemens cria sistema de catenárias idêntico aos comboios
Os camiões e os pesados, em geral, estão a consumir cada vez mais diesel. Comportamento que poluiu mais as cidades e originam a temida, mas garantida, alteração climática. A Alemanha entende que poderá ter encontrado resposta a este factor recorrendo a linhas eléctricas aéreas sustentadas por grandes plataformas.
Esta não é, contudo, uma ideia nova. Já em 2016, na Suécia, a Scania modificou os seus camiões para, em determinados troços, aproveitar a energia fornecida também pelas catenárias. Em abono da verdade, desde então, nunca houve um eco de grande sucesso.



Alemanha fornece energia eléctrica que vem sobretudo de fontes poluidoras
Segundo informações, a Alemanha recebe grande parte da sua energia gerada através de centrais que consomem combustíveis fósseis e nucleares. Mesmo estando a fazer um esforço para aumentar a produção de energias renováveis, o carvão, o  lignite e o gás natural são os mais utilizados.



Portanto, a energia eléctrica é ainda bastante poluidora. Contudo, o país tem metas justas para diminuir drasticamente a utilização dos combustíveis fósseis até 2030. Este sistema é mais um passo nessa direcção.
 

A Siemens criou um sistema que permite aos pesados extrair energia eléctrica de cabos aéreos. Este método já entrou em operação num troço de 10 quilómetros nesta passada terça-feira, de acordo com o governo alemão.
A tecnologia foi desenvolvida pela Siemens e o sistema permite que grandes plataformas com equipamentos especiais montados nos seus tejadilhos se liguem às linhas eléctricas enquanto viajam a velocidades de até 90 quilómetros por hora.
Os camiões funcionam com motores eléctricos quando ligados às linhas aéreas e um sistema híbrido quando voltam à estrada tradicional. Os sensores detectam quando os fios aéreos estão disponíveis.



Sistema permite uma redução acentuada de emissões de CO2
A gigante alemã de tecnologia refere que o sistema eHighway combina a eficiência com a flexibilidade do transporte por camião. Outro benefício é uma redução acentuada nas emissões de CO2 e óxidos de nitrogénio.
Além dos benefícios para o ambiente, a empresa refere que o sistema pode ser adaptado à infraestrutura rodoviária existente. Assim, torna-se uma forma prática de reduzir as emissões e o consumo de energia em locais onde as ferrovias não são viáveis.
O trecho da estrada inaugurado na terça-feira faz parte de um elo crucial entre o aeroporto de Frankfurt, um centro global de cargas e um parque industrial próximo. Mais dois trechos da rodovia com o sistema serão abertos em breve.
O governo alemão gastou 70 milhões de euros para desenvolver camiões que possam usar o sistema. Deste modo, a Siemens referiu que o proprietário de um camião poderia economizar € 20.000 em combustível ao longo de 100.000 quilómetros.



Impulso ambiental
O transporte por camiões é a fonte de procura de petróleo que mais cresce no mundo, de acordo com o Fórum Internacional de Transporte, que faz parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Segundo o grupo, o transporte rodoviário de mercadorias também responderá por 15% do aumento projectado das emissões globais de CO2 até 2050.
Reduzir as emissões de carbono do transporte, é uma parte fundamental do Acordo Climático de Paris de 2015.
Projectos como o da Alemanha podem ser parte de uma solução que inclui o aumento do uso de veículos eléctricos e ferroviários.

https://pplware.sapo.pt/motores/alemanha-abre-a-primeira-estrada-eletrica-para-camioes/
 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #51 em: Maio 08, 2019, 05:18:16 pm »
Porsche condenada a multa de mais de 500 milhões de euros



 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #52 em: Maio 20, 2019, 07:26:15 pm »
Ford despede sete mil trabalhadores em todo o mundo


 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #53 em: Maio 21, 2019, 10:12:40 am »
Morreu Niki Lauda, lenda da Fórmula 1

Três vezes campeão em Fórmula 1 e sobrevivente a um grave acidente em 1976, o piloto austríaco que também se destacou na aviação morreu esta segunda-feira.


Niki Lauda, antigo tricampeão de Fórmula 1, morreu na noite de segunda-feira aos 70 anos, informou a família do piloto à imprensa austríaca.

“Com imensa tristeza, anunciamos que o nosso querido Niki morreu em paz, rodeado pela sua família, esta segunda-feira”, lê-se num comunicado. A lenda do desporto automóvel tinha sido submetida a um transplante pulmonar em 2018.
Lauda sagrou-se campeão de Fórmula 1 pela primeira vez em 1975. Sobreviveu a um grave acidente com o seu Ferrari no Grande Prémio da Alemanha de 1976, tendo sofrido extensas queimaduras que o deixaram desfigurado e que o obrigaram a múltiplas cirurgias. Passou a usar um boné para ocultar as cicatrizes na cabeça, e o assessório tornar-se-ia parte da sua imagem de marca. Apesar da seriedade das sequelas, regressou rapidamente às pistas e conquistou o seu segundo título em 1977. E ainda um terceiro em 1984.
Era desde 2012 director não executivo da equipa da Mercedes. Antes disso, liderou a Jaguar e foi consultor da Ferrari.
Fora das pistas, destacou-se na aviação. Fundou as companhias aéreas Lauda Air e Niki, entretanto extintas, e manteve até 2018 uma participação na Lauda, uma subsidiária austríaca da Ryanair.
Nascido em Viena a 22 de Fevereiro de 1949, no seio de uma família de classe alta, Lauda contrariou a vontade dos pais e dedicou-se cedo ao automobilismo, chegando à Fórmula 1 em 1971. Casado duas vezes, foi pai de cinco filhos, incluindo Mathias Lauda, piloto da Aston Martin no Campeonato Mundial de Resistência.
A sua vida, e sobretudo a sua rivalidade histórica com o piloto britânico James Hunt, foram retratadas no filme Rush - Duelo de Rivais (2013) de Ron Howard.


https://www.publico.pt/2019/05/21/desporto/noticia/morreu-niki-lauda-lenda-formula-1-1873464?utm_term=Niki+Lauda%2C+a+morte+de+uma+lenda+da+F1.+As+horas+extras+do+Ministerio+da+Educacao&utm_campaign=PUBLICO&utm_source=e-goi&utm_medium=email
« Última modificação: Maio 21, 2019, 10:16:10 am por Viajante »
 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #54 em: Maio 23, 2019, 12:22:30 pm »
Primeiro Porsche vai a leilão


 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #55 em: Maio 27, 2019, 12:45:27 pm »
Fiat Chrysler propõe fusão com a Renault


 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #56 em: Maio 29, 2019, 03:48:27 pm »
Último adeus a Niki Lauda


 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #57 em: Maio 29, 2019, 06:46:39 pm »
Nissan não se opõe a fusão


 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #58 em: Junho 06, 2019, 03:24:57 pm »
Ford vai encerrar fábrica no Reino Unido


« Última modificação: Junho 06, 2019, 03:28:27 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Sector Automóvel
« Responder #59 em: Agosto 16, 2019, 11:32:13 am »
Atestar com combustível sintético? Agradeça à F1

A F1 é mais do que um espectáculo, desenvolvendo tecnologias que, mais cedo ou mais tarde, chegam aos automóveis de todos os dias. A nova aposta é a gasolina sintética: mesma potência, zero emissões.



A Fórmula 1 (F1) é o pináculo do desporto automóvel. Há quem prefira os tempos em que os seus motores tinham 10 ou 12 cilindros e gritavam desalmadamente com uma sonoridade que nos ficava na memória semanas depois da corrida a que tínhamos assistido. Mas a verdade é que mesmo os motores actuais, os pequenos 1.6 V6 turbo, ajudados por dois motores eléctricos, são capazes de surpreender pela eficiência energética, pois conseguem transformar 50% da energia disponível no combustível em potência. Isto quando o melhor motor de série tem dificuldade em atingir 30%…

Porque quando se está no topo, em matéria de tecnologia, é necessário continuar a avançar para evitar ficar para trás, o responsável pela competição, o norte-americano Chase Carey, anunciou que a nova meta passa por reduzir as emissões de CO2 das mecânicas mais sofisticadas do mundo. E há apenas duas formas de reduzir o dióxido de carbono: ou cortando o consumo, o que reduziria também a potência, ou passando a utilizar um combustível diferente, sintético e não fóssil, que seja neutro em carbono.

O que é combustível sintético?

A gasolina sintética é o Santo Graal dos combustíveis. Ao contrário da ‘normal’, extraída do subsolo de um qualquer país, a maioria árabe, é produzida em laboratório. Todas as gasolinas (e elas variam consoante a origem do crude que é refinado para lhes dar origem) são compostas por uma molécula com 6 a 12 átomos de carbono, outros tantos de hidrogénio (na realidade, n+2), além de resíduos de enxofre, azoto, impurezas e tudo o resto que não deveria existir na gasolina, pois serve apenas para gerar chuvas ácidas, NOx e partículas durante a queima.

Quando se produz sinteticamente a gasolina, o combustível não inclui os componentes de que não necessita. Mas o progresso mais importante tem a ver com a origem do carbono utilizado na produção do combustível. Não se sabe ainda qual a solução preconizada pelos responsáveis da F1, mas se buscam um combustível mais amigo do ambiente, então, o que faz sentido é retirar o CO2 da atmosfera, combatendo assim o aquecimento global e as variações climáticas. E caso a energia a utilizar neste processo tivesse origem em fontes renováveis, então tínhamos um hidrogénio extraído da água e um CO2 retirado do ar, que depois de queimado regressaria ao ar, sendo por isso neutro e não elevando a percentagem que existe na atmosfera – na realidade, o objectivo final.



Os F1 vão ser menos rápidos?

Nada disso. Os combustíveis sintéticos podem ter a mesma energia dos fósseis, o que significa que podem gerar a mesma potência quando queimados no mesmo motor. No limite, os motores até podem funcionar melhor. Um pouco à semelhança dos lubrificantes sintéticos que os F1 também utilizam, que não são derivados do petróleo, o que não os impede de desempenhar na perfeição o seu papel.

Independentemente dos motores que vão ser provados nos próximos anos, a F1 está determinada a que, em 2021, os motores dos carros que animam as corridas sejam mais sustentáveis, reagindo assim a quem acusava a disciplina rainha do desporto automóvel de não ter a mínima preocupação ambiental. Aliás, o mesmo teve de fazer a Fórmula E que, apesar de recorrer a motores eléctricos alimentados por bateria, viu-se obrigada a garantir que a energia com que recarregava as baterias tinha uma proveniência amiga do ambiente.

O que vai ganhar o automobilista com isto?

Muito! Os combustíveis sintéticos podem ter um futuro risonho, desde que se aposte a sério na sua produção em larga escala. Espera-se que em 2030, fruto dos compromissos impostos por Bruxelas, 30% dos veículos sejam eléctricos, o que significa que 70% irá continuar a recorrer a motores a gasolina ou a gasóleo, ainda que a maioria certamente ajudada por soluções híbridas ou híbridas plug-in. Imagine-se agora que todos esses 70% dos veículos que se vão vender daqui a 10 anos, muitos deles certamente híbridos ou híbridos plug-in, podiam queimar combustíveis sintéticos, neutros em carbono, que não acrescentassem mais um grama de CO2 à atmosfera.

As equipas de F1 têm os melhores engenheiros do mundo – isto e uns orçamentos de perder a cabeça! Se juntarmos um e outro, é mais que provável que os técnicos consigam fazer evoluir os combustíveis sintéticos mais depressa do que muitos julgariam possível.

De momento, gasolina e gasóleo sintéticos já estão a ser fabricados em diversas universidades, em colaboração com alguns fabricantes, sendo conhecida aquela em que a Audi está envolvida. O envolvimento da F1 neste projecto faria maravilhas aos avanços da tecnologia, um pouco à semelhança do que aconteceu com os turbo-compressores, com sistemas de controlo das válvulas, das injecções e de tudo o mais que fez os motores dos veículos comuns avançarem tão rapidamente nestas últimas décadas.

A Bosch antecipa que esta solução “pode evitar a libertação de mais 2,8 gigatoneladas de CO2 para a atmosfera, entre 2025 e 2050”, enquanto estima que os custos da fabricação tenderão a cair com o incremento da produção, num movimento similar à geração de energia através das células foto-voltaicas. Recorde-se que em 2000 eram caras, quando a produção mundial rondava 4 gigawatts, tornando-se substancialmente mais acessíveis a partir de 2017, ano em que superaram os 227 GW.

https://observador.pt/2019/08/15/f1-aposta-na-gasolina-sintetica-com-igual-potencia-e-zero-emissoes/
« Última modificação: Agosto 16, 2019, 11:36:08 am por Viajante »
 

 

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