União Europeia

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União Europeia
« em: Dezembro 05, 2017, 04:08:46 pm »
Seria um erro histórico parlamento não apoiar adesão à defesa europeia, diz Marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que seria um erro histórico o parlamento não aprovar, por falta de diálogo, um projeto de apoio à adesão de Portugal ao mecanismo de defesa comum europeia.



Em declarações aos jornalistas, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa recordou que no tempo em que foi presidente do PSD não teve "um instante de dúvida" em fazer um acordo com o PS, então no Governo, sobre a moeda única, para que se "avançasse em conjunto" nessa matéria.

O chefe de Estado pediu aos responsáveis políticos para "falarem, estabelecerem pontes, debaterem o que há a debater" neste caso concreto, referindo que, "qualquer que seja a fórmula, é importante para Portugal que fique clara a vontade parlamentar de que Portugal está no arranque deste mecanismo de segurança reforçada".

"O que me parece incompreensível é que, não estando em causa a criação de um exército europeu - que não é isso que está em causa -, por razões pessoais, de falta de diálogo, de suscetibilidade, de não haver um mínimo de contacto entre forças políticas, houvesse o mínimo de dúvida quanto ao empenhamento de Portugal na segurança europeia", afirmou.

"Para mim, seria incompreensível e seria um erro histórico", reforçou o Presidente da República.

Questionado se estava criticar a posição do PSD, respondeu: "Eu não estou a qualificar partidos, porque o diálogo tem de ser recíproco. Têm de falar as pessoas e têm de falar os partidos. E, que diabo, também não é muito difícil falar sobre esta matéria. Já se sabe do que é que se fala, está estudado há muito tempo".

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que "Portugal tem de estar presente no momento em que vai arrancar aquilo que é uma forma de reforço da segurança europeia" e que, para isso, "é preciso que o parlamento acolha essa intenção" nos próximos dias.

Para o Presidente, cabe aos partidos decidir "como é que acolhe, se é porque há um conjunto de partidos que convergem no mesmo documento, se há cruzamento de documentos de tal forma que passa mais do que um na base da abstenção dos outros".

O chefe de Estado deixou a solução "à imaginação e ao espaço próprio de intervenção do parlamento", mas reafirmou que "seria incompreensível que não houvesse um projeto de resolução, um, pelo menos" aprovado.

No seu entender, esta é uma questão "que não é doutrinária, que não é uma divergência política, que não é uma divergência ideológica, não é uma divergência fundamental", mas pode haver um desentendimento "por falta de diálogo" ou mesmo "por falta de apreciação de documentos".

O Presidente da República citou "um político francês que dizia que 95% dos problemas em política são de suscetibilidade", e acrescentou: "Era o que faltava, por uma questão de susceptibilidade de parte a parte, de repente Portugal faltasse a um momento fundamental para a política portuguesa e para a sua posição na Europa".

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/seria-um-erro-historico-parlamento-nao-apoiar-adesao-a-defesa-europeia-diz-marcelo
 

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Daniel

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Re: União Europeia
« Responder #1 em: Dezembro 06, 2017, 08:04:02 pm »
Espanha ‘com ciúmes’ de Portugal. E de Itália
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/espanha-com-ciumes-de-portugal-e-de-italia-241565

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Um artigo de opinião do ‘El Pais’ tenta dar a entender porque é que Espanha conta tão pouco em termos internacionais, ao contrário do que se passa com outros países latinos. Mário Centeno parece ter sido a gota de água.Portugal tem “um notável sucesso na conquista de cargos internacionais (atualmente a secretaria-geral da ONU e a presidência do Eurogrupo, recentemente a liderança da Comissão Europeia [Durão Barroso]), apesar do seu menor tamanho”, enquanto que a Itália “possui quatro cadeiras de nível superior: a presidência do BCE (Mario Draghi), do Parlamento Europeu (Antonio Tajani), da Autoridade Bancária Europeia (Andrea Enria) e do Alto Representante da Política Externa (Federica Mogherini)”.

É assim que o comentador de assuntos internacionais do jornal ‘El Pais’, Andrea Rizzi, desenvolve o tema da espécie de apagão que um país como a Espanha está a passar em termos de cargos internacionais. Rizzi compreende a ‘submissão’ de Espanha face a Itália: “tem um maior peso político em relação à Espanha devido ao peso da sua economia (um PIB de 1,67 mil milhões de euros em comparação com 1,11 mil milhões de Espanha); ao peso demográfico (61 milhões contra 46milhões); ao peso dos militares (28 mil milhões de dólares de despesas anuais de defesa contra 15 mil milhões) e ao peso político: é membro fundador da União Europeia.

Mas há o outro lado da questão: “nos últimos 40 anos, a Espanha teve seis presidentes de governo; Itália teve, 18 (alguns deles repetiram em momentos diferentes)”. Itália passou por “uma longa fase de hibernação económica com pelo menos duas décadas de crescimento raquítico. A crise atingiu duramente a Espanha, e a taxa de desemprego é maior, mas a vitalidade da economia permitiu reduzir as distâncias em termos globais durante esse período e exercer durante longos períodos um vigor que a Itália não possui”.

“O país transalpino, além disso, não tem vínculos históricos e linguísticos com qualquer área remotamente comparável ao enorme bem que a Espanha possui com o seu elo latino-americano.” “Finalmente, [Itália] está muito atrasada em matéria de direitos civis, em que a Espanha assumiu a liderança e que constitui um poderoso fator de avaliação nos ambientes liberais que continuam a exercer um peso importante na Europa”.

Andrea Rizzi abstém-se de produzir o mesmo comparativo com Portugal, por certo porque seria fastidioso face aos critérios usados – mesmo em termos linguísticos. Mas avança com algumas respostas possíveis para que os espanhóis, ou ao menos os leitores do ’El Pais’ percebam as razões do ‘apagão’.

“Em termos geopolíticos, a Itália conseguiu manter-se num lugar mais central e com maior aura de independência. A Itália jogou com alguma inteligência no conselho internacional, mantendo uma espécie de equidistância do eixo franco-alemão e a confiança de Washington intacta. A Espanha abriu primeiro um abismo com Berlim e Paris no tempo de Aznar e a foto dos Açores [onde por acaso também estava Durão Barroso], para depois assumir uma volta abrupta com Zapatero e perder a benevolência de Washington”.

Em termos políticos/culturais, Rizzi conclui que a Espanha não é capaz de produzir líderes europeus que consigam fascinar minimamente os seus pares – e a opinião pública – fora de Espanha, ao contrário do que se passa com Portugal e Itália.

Não fica explícito no texto se o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, é um dos visados pela opinião de Andrea Rizzi, mas o certo é que, externamente, o líder do PP continua a colecionar disparates. Há uns tempos – a propósito das intenções separatistas da Catalunha – dizia que Espanha era a nação mais antiga da Europa; o tema é polémico, mas sem sobra de dúvidas que Portugal, França e Dinamarca são bem mais antigos que o melhor que Espanha consegue (1492, conquista de Granada pelos reis Católicos).

Hoje, em viagem oficial no Reino Unido, Rajoy disse que a posição da primeira-ministra Theresa May sobre a Catalunha (outra vez a Catalunha) era importante porque a Inglaterra é a pátria do parlamentarismo – e, por isso, da democracia e do respeito pela Constituição. Só mais tarde alguém o informou que o parlamento mais antigo da Europa surgiu em 1888 no reino de Leão, que por acaso faz parte do atual território espanhol.

Como não encontrei um tópico a condizer com a notícia, acho que este é o mais acertado.  ;) ;D
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Re: União Europeia
« Responder #2 em: Dezembro 07, 2017, 06:58:10 pm »
Schulz defende transformação da UE em “Estados Unidos da Europa”
https://sol.sapo.pt/artigo/591513

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No arranque do congresso do Partido Social Democrata (SPD) alemão, esta quinta-feira, no qual se decidirá se Martin Schulz tem luz verde para se sentar com Angela Merkel para, ao contrário do que o próprio apregoou durante o último ano, encontrar uma solução de governo que possa desbloquear o impasse político provocado pelo falhanço das conversas entre a União Democrata-Cristã (CDU), a União Social-Cristã (CSU) – “irmã” da CDU na Baviera – os Verdes e o Partido Liberal Democrata (FDP), com vista à constituição de um executivo, o líder social-democrata apresentou um ambicioso plano para o futuro da União Europeia.

No seu discurso inaugural no certame social-democrata, Schulz defendeu uma visão muito próxima da solução federalista. O ex-presidente do parlamento europeu defendeu a transfiguração do atual projeto de integração num compromisso entre os Estados-membros para a  composição dos “Estados Unidos da Europa” até 2025, através da negociação de um novo Tratado Constitucional.

“Este Tratado Constitucional deverá ser apresentado aos Estado-membros e aqueles que não o aprovarem deverão abandonar automaticamente da EU”, sugeriu o líder do SPD, citado pelo Financial Times.

Schulz mostrou-se igualmente aberto à proposta do presidente de França, Emmanuel Macron, que sugere a criação de um cargo de ministro das Finanças europeu e de um orçamento comunitário a todos os integrantes da zona euro. “Não precisamos de uma austeridade europeia imposta, mas de investimentos num orçamento europeu. Queremos uma Europa solidária e não uma [Europa] dos bancos e das multinacionais”, defendeu Schulz.

As bases do SPD vão votar, ainda esta quinta-feira, a autorização ou rejeição das negociações com Merkel, num congresso que apenas terminará no sábado, com a reeleição de Schulz ou com a escolha de um novo líder para o maior partido de centro-esquerda da Alemanha.
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Re: União Europeia
« Responder #3 em: Dezembro 07, 2017, 09:43:05 pm »
Schulz defende transformação da UE em “Estados Unidos da Europa”

Não tinha grandes dúvidas de que a UE desde que nasceu, tem esse objectivo. Ainda para mais o maior obstáculo ao Federalismo vai saír da UE (Reino Unido). Mas ouvir isso do líder da SPD (PS Alemão) e ainda por cima está a um passo de entrar no governo com a Merkl!!!!!

Mas há imensos obstáculos pelo caminho, a começar pelo Fiscal, numa Federação, não faz sentido 1 estado cobrar 10% de IVA e outro ao lado 25%. Um estado cobrar 13% de imposto às empresas (Irlanda) e outro 21% (Portugal).......

O que vai acontecer com a dívida pública dos países? Numa Federação, o Banco Central (neste caso o BCE) é o último responsável pela dívida de todos os estados! A Alemanha vai aceitar que a dívida toda de Portugal, Grécia, etc passe toda para o BCE? Isso era excelente! Ou vai só avalizar uma parte da dívida a partir deste momento ou do momento de criação do Euro (como já ouvi aos maiores economistas europeus?)

Depois vem a defesa. Vai haver um exército único que defende toda a União? Já vai nascer um movimento de defesa comum que vai contar com mais de 20 países, mas este passo será demasiado grande. Mas como nos EUA está uma criatura chamada Trump e aqui ao lado Putin.... a "Tia" May vai virar as costas, mas encontrei esta notícia recente, que desconhecia, a Alemanha já está a erguer um exército europeu!!!!! https://sol.sapo.pt/artigo/586811/alemanha-esta-a-criar-o-seu-exercito-europeu

Agora o mais difícil, os europeus vão aceitar o Federalismo? Com todos os aspectos positivos e negativos? Federalismo, significa que todos os países vão perder soberania para a UE.......
 

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Re: União Europeia
« Responder #4 em: Dezembro 08, 2017, 01:21:50 pm »
UE. Socialistas alemães exigem Europa federal até 2025. Portugal diz não
https://sol.sapo.pt/artigo/591559

Citar
O discurso de Martin Schulz, ontem, no congresso do partido socialista alemão (SPD) causou um terramoto político, não pela sua consequência prática, mas pelas reações que obteve. O líder do segundo partido mais votado nas últimas eleições germânicas (com cerca de 21% dos votos) pediu a conversão da União Europeia, na qual já foi presidente do Parlamento Europeu, numa lógica federalista de Estados Unidos da Europa até 2025 – um ano a seguir ao prazo que Emmanuel Macron marcou como linha reformista para a Europa no seu discurso na Sorbonne, em setembro.

Schulz voltaria a reafirmar esses tópicos nas redes sociais, citando parágrafos da sua intervenção. “Quero um novo tratado constitucional para estabelecer os Estados Unidos da Europa”, escreveu. Um “rascunho” seria feito “em cooperação próxima com o povo e com a sociedade civil”. Os “resultados”, propõe Schulz, “seriam depois submetidos a todos os Estados-membros” e “qualquer Estado que não ratificasse este tratado sairia automaticamente da União Europeia”. Nigel Farage, eurocético britânico, ironizou de volta: “Se é este o caminho que vão seguir, poderá ser uma União Europeia bem pequena!”
Portugal distante do federalismo

Ouvidos pelo i, os partidos políticos portugueses afastaram-se da proposta do alemão. Da esquerda à direita, a distância para um projeto federalista para a Europa foi marcada. Do lado do partido do governo (PS), o deputado Vitalino Canas considera que o defendido por Martin Schulz “foi ligeiramente fora de tom”. “É uma ideia que não merece ser olhada como uma opção séria”, vaticinou o parlamentar socialista. “A opção federalista está muito mais distante do que já esteve no passado. É claro que existem federalistas na Europa e também em Portugal, mas não vale a pena andarmos de um lado para o outro. Não há contexto político interno ou na Europa para a opção federalista: em Portugal, ainda é muito minoritário, pouco viável. Interessante do ponto de visto teórico e académico, mas pouco viável”, conclui, em declarações ao i, salientando a saída do Reino Unido, a crise migratória e algum ceticismo da Europa de leste em relação ao projeto europeu como entraves à ideia de Schulz.

O PSD também descarta o discurso do líder do SPD, considerando as declarações “disparatadas”. “Caso tivessem alguma sequência, provocariam a maior fratura na história da União Europeia”, diz ao i o deputado Miguel Morgado, vice-presidente do grupo parlamentar. “Vêm dar ainda mais razão ao PSD por ter insistido em linhas vermelhas para a PESCO”, lembra, na medida em que os sociais-democratas exigiram ao governo que rejeitasse qualquer desenvolvimento da Cooperação Estruturada Permanente de defesa europeia para um exército comum europeu.

Contra os tratados

O CDS, na voz de Pedro Mota Soares, lembra que a proposta de Schulz incorre em ilegalidade de acordo com os tratados europeus. “O federalismo é uma ideia que já morreu muitas vezes. Esta ideia, que é da responsabilidade um socialista alemão (Martin Schulz), não deixa de ser ligeiramente tonta. A exclusão automática de Estados-membros vai contra os tratados”, afirma o centrista. “Na situação europeia de hoje – com o Brexit, a crise humanitária e migratória dos refugiados e a memória de uma solidariedade institucional em falta durante a crise das dívidas soberanas –, é necessário consolidar a Europa antes de sequer pensar em ‘mais Europa’. Há prioridades já identificadas mas por cumprir, nomeadamente na arquitetura da zona euro: capacitar o sistema financeiro para não tremer em caso de sobressalto financeiro”, considera, em jeito de conclusão e ainda ao i.

Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, também aponta a “formulação incorreta da proposta”. “Qualquer que seja o destino da Europa, não depende da vontade exclusiva do sr. Schulz. Depende da vontade dos povos e dos governos europeus e não é uma fuga para a frente que resolve o problema. Schulz teve a sua oportunidade enquanto presidente do Parlamento Europeu e não fez nada fez nesse sentido”, relembra. “Não é agora e à margem das instituições e da vontade popular que tem condições para impor o que seja”, remata a antiga candidata presidencial.

Schulz o reformista vs. Schulz o sobrevivente

Por Bruxelas, ao que o i apurou, o discurso de Schulz é lido mais como uma manobra de sobrevivência interna – “até porque nunca falou disto na campanha eleitoral deste ano” – do que como algo a levar em conta na escala europeia. “É um toca-e-foge, a pensar nas eleições antecipadas na Alemanha, e ainda por cima em contraciclo”, avalia um conservador do sul. “Por lá, nesta altura, o federalismo é coisa que não vende.”
  “Está a alinhar totalmente com Macron para tentar ganhar margem”, aponta um socialista também do Mediterrâneo. “Mais vale aguardar e ver. Mas a Europa como está não pode ficar.”
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Re: União Europeia
« Responder #5 em: Julho 27, 2018, 10:46:43 am »
Galileu: O “GPS da Europa” ganha mais quatro satélites

Um foguete Ariane 5 descolou ontem, do Centro Espacial Europeu em Kourou, Guiana Francesa, com quatro satélites que irão fazer parte do sistema Galileo. Com estes novos satélites, o sistema de navegação europeu Galileu passa a contar com 26 satélites.

O foguete Ariane 5 é um lançador descartável que tem como objetivo colocar satélites artificiais em órbitas geoestacionárias e de enviar cargas para órbitas de baixa altitude.



O voo VA244 do Ariane 5, operado pela Arianespace sob contrato com a ESA, descolou do Porto Espacial Europeu em Kourou, na Guiana Francesa, às 11:25 GMT (13:25 CEST, 08:25, hora local), transportando os satélites Galileo 23-26.

O primeiro par de satélites de 715 kg foi lançado quase 3 horas e 36 minutos após o lançamento, enquanto o segundo par foi lançado 20 minutos depois.



Veja o foguete Ariane 5 a decolar


O sistema Galileo tem atualmente já mais de 200 milhões de utilizadores. Ao contrário do sistema norte-americano GPS e o russo GLONASS, que são controlados por militares, o Galileo é controlado a nível civil. Além disso o “GPS europeu” promete uma geolocalização dez vezes mais precisa, comparativamente ao GPS ou ao GLONASS o que significa que, quando toda a rede de satélites Galileo estiver operacional, o sistema conseguirá indicar qualquer posição na Terra com um desvio máximo de um metro.

A rede, na sua totalidade, terá 24 satélites operacionais, e 6 de reserva, a uma altitude de 23 222 Km. O Galileo usa os mais precisos relógios atómicos – quatro em cada satélite – alguma vez usados para funções de geolocalização. O “GPS europeu” foi um projeto lançado em 1999 pela União Europeia mas só em 2020 estará totalmente completo. O total de investimento ronda os dez mil milhões de euros.

https://pplware.sapo.pt/informacao/galileu-o-gps-da-europa-ganha-quatro-satelites/
 

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Re: União Europeia
« Responder #6 em: Outubro 23, 2018, 12:30:15 pm »
Bruno Maçães diz que Emmanuel Macron receia aproximação entre Lisboa e Pequim

O ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, disse hoje que a França está a tentar conter qualquer tipo de aproximação entre Lisboa e Pequim durante a próxima visita de Xi Jinping a Portugal.

“O presidente [Emmanuel] Macron tem uma estratégia muito dura contra a China, no sentido de conter a influência chinesa na Europa e é ele que está a falar com o Governo português e a tentar que o Governo português não se aproxime da China”, disse à agência Lusa Bruno Maçães.

Maçães, autor do livro “O Despertar da Eurásia” refere-se em concreto à iniciativa da República Popular da China “Belt and Road” (“Cintura e Rota”, numa evocação da antiga ‘Rota da Seda’), de âmbito económico e comercial, e que pretende o estabelecimento de cinturas envolventes, estradas e corredores abarcando "potencialmente" todos os países e regiões entre o Atlântico e o Pacífico.

“A questão fundamental é a visita do presidente Xi Jinping e se Portugal se vai associar à iniciativa chinesa ou não. Tanto quanto sei, o Governo português continua a hesitar, não há debate público nenhum sobre o assunto”, lamenta Bruno Maçães que sublinha também os receios da Alemanha.

“Outro grupo importante, com o qual eu falei nos últimos dois anos é a indústria alemã que está em ‘modo de pânico’ quanto à ascensão chinesa porque a China dos velhos tempos que fabricava cópias imperfeitas de produtos ocidentais acabou e está agora a entrar em áreas onde era suposto a Alemanha ser líder: veículos autónomos, robótica, inteligência artificial. Os planos alemão e chinês para os próximos dez anos são quase copiados um do outro”, afirma.

Maçães, atualmente professor de ciências políticas na universidade Renmin em Pequim e no Hudson Institut nos Estados Unidos, acrescenta que Portugal está no centro destas "discussões" por causa da visita do presidente chinês entre os dias 04 e 05 de dezembro.


“Há nesta altura, muito por detrás das cenas, uma movimentação intensa para saber se Portugal se junta à iniciativa chinesa da nova ‘Rota da Seda’ (“Belt and Road”) com pressões a chegar da Alemanha e da França para não o fazer. Vemos aqui a capacidade chinesa para projetar a sua influência até ao outro lado da ‘Eurásia’”, frisa.

Para Maçães, os planos chineses são agora muito mais ambiciosos e estão relacionados com o aumento da influência na Europa porque, diz, a China “já é capaz” de projetar-se na Europa e Portugal “seria uma peça importante porque seria o primeiro país da Europa Ocidental a juntar-se à iniciativa da nova ‘Rota da Seda’” criando uma perceção de divisão na União Europeia.

“Essa é a razão pela qual a França e a Alemanha têm colocado pressão sobre Lisboa, mas, claramente, a China já tem capacidade para interferir nos assuntos internos europeus”, sublinha.

Para o ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus, entre 2013 e 2015 (Governo PSD/PP), Portugal tem muito a beneficiar com a China porque tratando-se de uma economia pequena o acesso dos produtos portugueses ao mercado chinês pode ser positivo.

“Veja-se o exemplo da Suíça que conseguiu assinar um acordo de comércio livre com a China que lhe dá condições muito favoráveis nos relógios e nos chocolates num mercado de 1,5 mil milhões de consumidores”, refere adiantando que defende uma posição de coesão do bloco europeu.

“A Europa deve manter-se unida em relação à China. Eu sou a favor de um acordo comercial União Europeia - China que pode demorar 10 ou 15 anos a ser negociado, mas, quando estive no Governo, vi que não há apetite nenhum por este tipo de negociação. O acordo está numa gaveta, mas não é negociado. Mas apesar de tudo, num acordo as coisas são controladas, são negociadas e se deixarmos o processo entregue ao caos e ao conflito não leva a nada e é isso que está a acontecer agora”, considera o académico.

Além das questões relacionadas com a República Popular da China o livro “O Despertar da Eurásia” elabora o conceito sobre o “super-continente” cujo eixo se está a deslocar para oriente.

O texto tem como fio condutor o relato de uma longa viagem realizada pelo autor por vários países e regiões entre a Europa e a Ásia e aprofunda também a questão da Rússia e os planos do Kremlin de associação à China e a criação da União Euroasiática, defendida pelo chefe de Estado, Vladimir Putin.

Maçães relata igualmente os bastidores da Cimeira da Associação Oriental de Vilnius, em novembro de 2013, em que participou como membro do Governo português concluindo que o encontro representou “um empurrão da União Europeia” para oriente destinado a entrar em conflito com a Rússia e que Moscovo “estava também a abrir as asas”.

“O Despertar da Eurásia – Em Busca da Nova Ordem Mundial”, de Bruno Maçães (Temas e Debates / Círculo de Leitores) é lançado hoje, em Lisboa.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bruno-macaes-diz-que-emmanuel-macron-receia-aproximacao-entre-lisboa-e-pequim
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« Responder #7 em: Novembro 06, 2018, 03:06:27 pm »
França defende a criação de um exército único europeu face à ameaça da Rússia



O presidente francês Emmanuel Macron defendeu, esta terça-feira, a criação de um exército comum europeu argumentando que "será a única forma" de o bloco se proteger de ameaças, sobretudo de Leste.

"Não poderemos proteger os europeus se não decidirmos ter um verdadeiro exército europeu. Face à Rússia, que está junto às nossas fronteiras e que já mostrou que pode ser uma ameaça (...) nós devemos ter uma Europa que se defende sem depender unicamente dos Estados Unidos e de uma forma soberana", disse Macron numa entrevista que está a ser difundida, esta terça-feira, pela estação Europe 1.

Macron, sem referir países sublinha que "nos confins da Europa potências autoritárias emergentes estão a rearmar-se" e, por isso, apela à "proteção" numa altura em que os Estados Unidos tomaram a decisão de abandonar o Tratado sobre Desarmamento Nuclear, que data dos anos 1980.

"Quem é a principal vítima? É a Europa e a sua proteção", declara o chefe de Estado francês referindo-se à decisão de Washington.

A União Europeia tenta a adaptar-se ao novo contexto geopolítico relacionado com a vontade do presidente norte-americano Donald Trump de reduzir o envolvimento dos Estados Unidos na defesa da Europa.

Um fundo de Defesa europeu deve ser acionado em 2019 para desenvolver as capacidades dos Estados membros no sentido de promover a independência estratégica da União Europeia.

Paralelamente, a França já iniciou com oito países europeus um grupo de intervenção com a finalidade de organizar de forma rápida uma operação militar, evacuações em países em guerra ou efetuar transportes de emergência em caso de catástrofes.

A capacidade de defesa e reforço europeu em questões militares é um dos "projetos" defendidos por Emmanuel Macron para responder "aos receios" dos cidadãos europeus.

A entrevista que foi gravada na segunda-feira está a ser transmitida hoje de manhã e aborda também questões relacionadas com a política interna francesa com tópicos como a segurança nas escolas, através da presença policial, e as medidas fiscais aplicadas aos combustíveis.

https://www.jn.pt/mundo/interior/franca-defende-a-criacao-de-um-exercito-unico-europeu-face-a-aemaca-da-russia-10135598.html
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« Responder #8 em: Novembro 09, 2018, 12:21:29 pm »
Terceira Guerra Mundial já começou, afirma historiador António José Telo

O historiador António José Telo identifica na atualidade mais “paralelos do que gostaria” com a Primeira Guerra, considera reais os perigos de um conflito global tradicional e acredita que, de uma nova forma, a terceira Guerra Mundial já começou.

O historiador António José Telo identifica na atualidade mais “paralelos do que gostaria” com a Primeira Guerra, considera reais os perigos de um conflito global tradicional e acredita que, de uma nova forma, a terceira Guerra Mundial já começou.

Em entrevista à agência Lusa a propósito dos 100 anos do Armistício – que se assinalam domingo -, o historiador e professor da Academia Militar vê na propagação do caos, na crise das soberanias tradicionais, na alteração brusca de equilíbrios e na mudança das regras do jogo pontos de contacto com o período que levou ao conflito de 1914-1918.

“Curiosamente há mais paralelos do que gostaria. Preferia que não houvesse tantos”, disse, apontando como um dos “aspetos visíveis” a forma “como o caos se propaga a várias sociedades” e as dificuldades destas “em manter as funções normais de soberania”,

António José Telo apontou como exemplo as situações em países ibero-americanos como o Brasil, a Venezuela ou a Colômbia.

“O Brasil é o exemplo típico de um Estado que deixa de cumprir as suas funções tradicionais e passa a ser substituído por um caos que vem de baixo e cresce rapidamente. Mas o que está a acontecer com o Brasil aconteceu já com metade de África, com grande parte do Médio Oriente, com grande parte do continente asiático e está a avançar na Europa”, reforçou.

Para o historiador, “há situações cada vez mais difíceis de controlar na Europa com a dificuldade de os poderes soberanos se afirmarem” a que se junta “uma descrença nas ideologias tradicionais”.

“Esta descrença é uma das causas que provoca a crise dos poderes soberanos. As pessoas deixaram de acreditar ou pelo menos tendem a deixar de acreditar na boa vontade dos políticos e dos Estados tradicionais”, sublinhou.

Para o historiador, “o desfazer das soberanias que marcou o fim da Primeira Guerra” é hoje também “perfeitamente patente”.

“As soberanias tradicionais estão em crise, as situações de pré-caos ou de caos vão crescendo rapidamente”, reforçou, assinalando também a “corrida ao armamento” que antecedeu a Primeira Guerra, o que, assegura, está a acontecer também agora.

“Talvez os europeus não notem muito porque não correm aos armamentos, mas tudo à volta corre, a começar na Ásia, a continuar pelo Médio Oriente, Estados Unidos e Ibero-Americana”, apontou.

António José Telo receia, por isso, que os “paralelos sejam muitos”, considerando tratar-se de indicadores de que a ordem atual “não vai durar muito tempo”.

“Ainda não é claro o que vem aí, mas há de facto uma tendência para o agravamento das tensões nacionais que podem provocar guerras entre os Estados, uma coisa que parecia impossível há poucos anos, mas que hoje não é”, disse.

O historiador admite que estão reunidos os ingredientes para “uma receita explosiva”.

“O perigo de uma guerra tradicional existe e é cada vez maior, mas a guerra na nova forma, essa já começou. Quando falamos numa terceira Guerra Mundial, estamos a pensar numa guerra clássica, num choque entre Estados, porque noutra aceção na minha opinião já começou. Um novo tipo de guerra mundial está a decorrer e a mudar rapidamente o mundo”, sustentou.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/terceira-guerra-mundial-ja-comecou-afirma-historiador-antonio-jose-telo-375860
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Re: União Europeia
« Responder #9 em: Novembro 13, 2018, 04:26:07 pm »
Merkel defende que UE deve trabalhar para "criar um verdadeiro exército europeu"

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje no Parlamento Europeu que a Europa precisa de se defender e deve trabalhar para vir a criar "um verdadeiro exército europeu".



“Temos cooperação ao nível ao militar, e isso é muito bom, mas o que devemos fazer, e isto é muito importante, é trabalhar na visão de um dia criarmos um verdadeiro exército europeu”, disse a chanceler alemã no seu discurso sobre o Futuro da Europa.

A afirmação suscitou aplausos, mas também apupos dos eurodeputados, mas Merkel considerou um “ótimo” sinal estar “aborrecer algumas pessoas no Parlamento”, que antes tinha descrito como o maior parlamento do mundo.

“Só podemos defender os nossos interesses quando agimos juntos. O tempo em que podíamos contar com outros ficou para trás”, afirmou.

A chanceler evocou palavras do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, sobre como a existência de “um exército europeu mostraria ao mundo que nunca mais haveria guerra na Europa”.

“Podemos ser um bom complemento à NATO, podemos trabalhar com a NATO com um exército europeu”, afirmou, explicando que um exército europeu integraria a Aliança Atlântica como atualmente a integram forças nacionais dos Estados-membros.

“Seria muito mais fácil cooperar connosco”, acrescentou.

O objetivo de um exército europeu foi evocado pela chanceler como um de três exemplos em que Merkel considera que a UE tem de mostrar “tolerância e solidariedade”, o foco da sua intervenção no PE: as migrações, a política externa e de segurança e o crescimento económico.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/merkel-defende-que-ue-deve-trabalhar-para-criar-um-verdadeiro-exercito-europeu
 

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Cabeça de Martelo

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Re: União Europeia
« Responder #10 em: Novembro 13, 2018, 05:40:00 pm »
Então temos os DDT a informar-nos do que vai ser o próximo passo...
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: União Europeia
« Responder #11 em: Novembro 13, 2018, 11:08:40 pm »
Então temos os DDT a informar-nos do que vai ser o próximo passo...

Não estou tão certo, a Merkl vai saír do palco Europeu (a não ser que vá para Presidente da Comissão!!!!) e o Macron provavelmente dá lugar à Le Pen nas próximas eleições!!!!! Se juntarmos a extrema direita que já governa a Itália mais o Brexit no Reino Unido.....

Mas se permitir que entrem empresas portuguesas para o fornecimento desse futuro exército, bem como produção feita cá (como já fazemos com o A400 ou o C295 (http://www.caetanoaeronautic.pt/en/clientes/) e envolvermos os nossos estaleiros e outros sectores, seria muito interessante, inclusive com financiamento comunitário (como já acontece nas OGMA).

Mas depois aparecem ameaças como esta: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/trump-lanca-recado-a-macron-franceses-estavam-a-comecar-a-aprender-a-falar-alemao-antes-da-intervencao-dos-eua-na-ii-guerra-mundial-377257

Já não sei o que aí vem!!!!
 

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Re: União Europeia
« Responder #12 em: Novembro 14, 2018, 11:30:41 am »
Isto é pedir 80 para conseguir 35... um facto é que os EUA estão a desviar recursos para o Pacifico - e não é desta presidencia - e a Europa tem de começar olhar a Defesa com mais atenção... e mais coordenação.

Daí a um "exercito europeu"...
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

 

Construção naval militar europeia une-se para fazer compras

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