Economia nacional

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HSMW

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Re: Economia nacional
« Responder #60 em: Janeiro 23, 2019, 02:59:25 am »
Caixa perdeu 1.200 milhões em créditos de risco. Veja a lista dos grandes devedores

A auditoria realizada à gestão da CGD revela que, entre 2000 e 2015, várias administrações aprovaram uma série de operações de risco elevado, que vieram a gerar perdas de quase 1.200 milhões de euros.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reconheceu perdas de quase 1.200 milhões de euros num conjunto de 46 financiamentos, concedidos entre 2000 e 2015, nos quais não foram cumpridas as normas de concessão de crédito. Ao longo destes anos, as sucessivas administrações do banco público ignoraram os pareceres dos órgãos competentes ou aprovaram operações que não apresentavam garantias suficientes, concretizando negócios que vieram a revelar-se de risco “considerado elevado ou grave”.

Os dados constam de um relatório preliminar, divulgado por Joana Amaral Dias na CMTV e a que o ECO teve acesso, realizado pela consultora EY, que, a pedido do Ministério das Finanças, fez uma auditoria à gestão da Caixa no período de 2000 a 2015.

Na auditoria, a consultora identifica vários tipos de operações que caracteriza como “excepções face ao normativo e ao enquadramento regulamentar aplicável”. Leia-se, não cumpriram as regras. Há quatro tipos de operações que se destacam:

    Operações aprovadas com parecer de análise de risco desfavorável ou condicionado, não se encontrando documentadas as justificações para a tomada de risco contrária ao parecer da Direcção Global de Risco;
    Casos onde não foi apresentado parecer técnico da Direcção Global de Risco referente à operação, nem justificação para tal situação;
    Casos onde não existe evidência que tenha sido obtida toda a informação exigível para fundamentar a aprovação da operação (estudo de viabilidade, licenças associadas ao projecto);
    Casos em que as garantias assinadas em contrato não são suficientes para cobrir o rácio de cobertura de 120% conforme exposto no normativo.

Entre os 200 devedores que foram identificados pela EY como tendo gerado as maiores perdas para o banco público, há 64 casos em que ocorreu pelo menos uma das situações descritas em cima. A 31 de Dezembro de 2015, a CGD ainda tinha exposição a 46 desses clientes, num montante total de 2,96 mil milhões de euros em dívida.

Quase metade desse montante tinha sido dado como perdido no final de 2015: as perdas por imparidades com estes créditos totalizavam, por essa altura, 1.198.082.600 euros.

O montante perdido com cada cliente é muito variável. A Artlant representa a maior perda, num total que ultrapassa os 211 milhões de euros. Segue-se a Investifino (detida pelo empresário Manuel Fino), com perdas superiores a 138 milhões, a Fundação Berardo, com mais de 124 milhões, e a AE Douro Litoral, com 122,6 milhões.

Veja a lista dos grandes devedores da CGD



Cada um destes créditos foi concedido entre 2000 e 2015, mas a EY não revela a data exacta da concessão, nem o montante inicial de cada crédito.

https://eco.sapo.pt/2019/01/21/caixa-perdeu-1-200-milhoes-em-creditos-de-risco-veja-a-lista-dos-grandes-devedores/

Aí está a famosa lista de caloteiros da CGD que não queriam mostrar nem aos deputados!!!!!!
A leitura da tabela é muito simples, coluna da esquerda tem os caloteiros, coluna do meio tem o valor em dívida a 31 de Dezembro de 2015 e na coluna da direita temos as imparidades, ou seja, os valores que a CGD reconhece que nunca mais vai por a vista em cima!!!!!! Dessa lista de 3 mil milhões de euros de dívidas, a Caixa reconhece que nunca mais vai ver 1,2 mil milhões, mas esse valor pode aumentar em direcção ao valor de exposição a esses devedores (3 mil milhões de euros).

No fundo esta lista mostra quem ajudou a colocar-nos a pão e água e depois fomos obrigados a ajudar os bancos a "limpar" os balanços de "activos tóxicos"!!!!!! E isto é só 1 parte e só relativa a 1 dos bancos, neste caso público!!!!!

Quem estiver interessado, ainda tem mais 2 artigos:
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/salarios-de-administradores-da-cgd-foram-fixados-sem-ligacao-ao-desempenho-revela-auditoria-da-ey-400926
e
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/caixa-aumentou-imparidades-na-construcao-e-imobiliario-quando-restante-banca-as-diminuiu-400874

A Artlant. Outro grande investimento do Sócrates com os espanhóis...
E lá está a fundação berardo e outras fundações da treta...

https://www.cmjornal.pt/exclusivos/detalhe/estado-perde-milhoes-com-projeto-de-socrates-e-pinho
« Última modificação: Janeiro 23, 2019, 03:01:57 am por HSMW »
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Re: Economia nacional
« Responder #61 em: Janeiro 23, 2019, 11:10:45 am »
Por acaso já "seguia" os gestores maravilha (amigos do Sócrates), que passaram da CGD (depois de a arruinarem) para o BCP e também este quase foi ao charco!!!!! Um desses gestores está preso em Évora, mas desconfio que só vai pagar por receber 25.000€ e nunca vai responder por estes buracos gigantescos!!!!!!

O que receio é que as imparidades (perdas definitivas) vão aproximar-se dos 3 mil milhões de euros e não só dos 1,2 mil milhões......

Só estes 1,2 mil milhões representam 120€ a cada um dos portugueses residentes!!!!!!!!!!! Os aumentos de capital na CGD serviram para pagar estes buracos!!!

E eu relembro uma coisa, se não tivesse vindo a troika ao país, nada disto se sabia, ía ser tudo abafado. Infelizmente tivemos o nosso poder de decisão limitado (como teve a Grécia.....), mas foi com a vinda da troika que descobriram o buraco na Madeira (foi descoberta quando passavam a pente fino as contas dos bancos e descobriam cartas de conforto da Região Autónoma da Madeira a servir de garantia a empresas de construção civil, mas na contabilidade da RAM não apareciam nenhumas facturas........).
A troika obrigou ainda a investigar as contas de todas as autarquias (por isso é que muitas delas foram intervencionadas à força para pagarem aos fornecedores a menos de 90 dias, porque sei de Câmaras que pagavam a 2 anos ou mais ainda!!!!!!!). Quando a dívida pública disparou na altura de Sócrates, foi porque fomos obrigados a reconhecer todos estes buracos que estavam bem escondidos!!!!!!

No mínimo todos estes gestores envolvidos nestes escândalos, deviam ser presos e despejados de todos os bens que tenham à face da terra!
« Última modificação: Janeiro 23, 2019, 11:14:48 am por Viajante »
 
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Re: Economia nacional
« Responder #62 em: Janeiro 23, 2019, 03:27:51 pm »
O que é que a CP está ali a fazer?
 

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Re: Economia nacional
« Responder #63 em: Janeiro 23, 2019, 03:37:26 pm »
O que é que a CP está ali a fazer?

Sem saber o que se passou em concreto, mas pode muito bem ter havido um perdão de juros (pelo valor baixo em relação à dívida total), ou uma reestruturação por perdão de uma pequena parte da dívida.

A CGD ao reconhecer 4 milhões de euros de imparidades na CP, quer dizer que deixou de receber esse valor em relação ao que era esperado.
 

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zocuni

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Re: Economia nacional
« Responder #64 em: Fevereiro 06, 2019, 10:40:13 am »
Défice de 2018 ficou em 0,6%, anuncia Centeno
Governo calcula que o défice ficou ligeiramente abaixo dos 0,7% previstos. Dados oficiais serão divulgados pelo INE no final de Março.

LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

O défice público durante o ano passado terá ficado em 0,6%, ligeiramente abaixo dos 0,7% que eram previstos pelo Governo, afirmou esta quarta-feira o ministro das Finanças.

 i
A falar na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, Mário Centeno afirmou que 2018 deverá ter fechado com um défice público, em contabilidade nacional, “próximo de 0,6%”, afirmando que o governo está a apresentar “ano após ano” os resultados para o défice “mais baixos do período democrático”.

“Foram cumpridas as metas orçamentais pelo terceiro ano consecutivo. Algo que antes nunca acontecia, tornou-se um hábito”, disse o ministro aos deputados.

Inicialmente, quando apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2018, o Executivo apontava para um défice de 0,9%. Mais tarde, já depois de ter terminado o ano de 2017 com um défice de 0,9% (3% se se incluir a despesa com a capitalização da Caixa Geral de Depósitos), essa meta foi revista em baixa para 0,7%.


Agora, revelou Centeno, o valor deverá acabar por se cifrar um pouco abaixo nos 0,6%. Os números oficiais, contudo, apenas serão conhecidos no final de Março quando o Instituto nacional de Estatística divulgar os seus cálculos relativamente às contas públicas de 2018.

Em relação à dívida pública, o ministro das Finanças revelou que em 2018 o seu valor terá ficado em 121,4% do PIB.

zocuni
 

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Re: Economia nacional
« Responder #65 em: Fevereiro 07, 2019, 12:21:16 pm »
Álvaro Sobrinho sobre o caso BESA: “Roubaram 3 mil milhões de euros aos portugueses”

Ex-líder do BESA acusa generais próximos de Eduardo dos Santos de terem dado um "golpe" para protegerem dívidas ao banco e diz que há mais políticos entre os "grandes devedores e nunca foram tocados".

“Golpe”. É assim que Álvaro Sobrinho descreve num entrevista à revista Visão o seu afastamento da liderança do Banco Espírito Santo de Angola (BESA) em 2013 e, acima de tudo, a transformação do BESA em Banco Económico por decisão do Banco Nacional de Angola. O ex-líder do BESA não poupa nas palavras e acusa as mais altas esferas da presidência de José Eduardo dos Santos de terem falsificado atas e a contabilidade do BESA para protegerem os políticos angolanos que deviam boa parte dos cerca de 6 mil milhões de euros de crédito irregular que foi concedido por aquela instituição financeira que fazia parte do Grupo Espírito Santo (GES). Entre esses devedores, Sobrinho situa o general Hélder Veira Dias ‘Kopelipa’, ex- chefe da Casa Militar de Eduardo dos Santos, e o general Leopoldino Nascimento ‘Dino’, ex-assessor de segurança do ex-presidente angolano, mas também empresas do GES.

Outra consequência desse golpe terá sido a perda de cerca de 3 mil milhões de euros que o Novo Banco, a instituição que substituiu o BES, nunca reclamou, diz Álvaro Sobrinho. “Roubaram 3 mil milhões de euros aos portugueses”, diz o banqueiro.

Recorde-se que, tal como o Observador noticiou, o Ministério Público continua a investigar a alegada concessão irregular de crédito do BESA no período 2009 a 2013 e que está avaliado em cerca de 6,8 mil milhões de dólares (cerca de 6 mil milhões de euros ao câmbio atual) — quando as suspeitas originais apontavam para um valor de 5,7 mil milhões de dólares (cerca de 5 mil milhões de euros ao câmbio atual. Boa parte desse período apanha o mandato de Álvaro Sobrinho, que liderou o banco entre 2001 e novembro de 2012 por escolha direta de Ricardo Salgado, ex-presidente executivo do BES e líder da família Espírito Santo. Quer Salgado, quer Sobrinho são encarados pelas autoridades portuguesas como suspeitos no âmbito da investigação do chamado processo Universo Espírito Santo.

De acordo com os indícios recolhidos pelo DCIAP, os cerca de 6 mil milhões de euros terão sido distribuídos por três grupos de destinatários:

    Entidades do interesse de Álvaro Sobrinho — o que o ex-líder do BESA sempre negou, como voltou agora a repetir à Visão
    Entidades ligadas a titulares de cargos políticos e públicos de Angola;
    Entidades ligadas ao Grupo Espírito Santo que terão sido financiadas pelo BESA.

Estes dois últimos grupos terão sido os destinatários preferenciais da maioria do crédito concedido, avaliado pelo DCIAP em 6.849.845.000 dólares (cerca de 6.047.302.758 euros)

Generais “‘Kopelipa’ e ‘Dino’ eram dos maiores devedores do BESA. Havia outros ligados ao regime…”

A entrevista da Visão concentra-se em duas assembleias-gerais que decidiram o futuro de Álvaro Sobrinho e que levaram à transformação do BESA em Banco Económico com profundas transformações na estrutura acionista por decisão do Banco Nacional de Angola.

A primeira reunião relevante é de setembro de 2013. Foi nesta assembleia-geral, em que estiveram Ricardo Salgado (em representação do GES), ‘Kopelipa’ (em representação do acionista Portmill), e ‘Dino’ (em representação da acionista Geni), que Sobrinho diz ter sido “fuzilado” pelos acionistas que o acusaram de conceder cerca de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,4 mil milhões de euros) de crédito à sua própria família. Sobrinho diz que isso é mentira e que tal crédito foi concedido a sociedades que na ata dessa assembleia-geral aparecem como sendo suas mas que, segundo o ex-líder do BESA, pertencem ao GES. “Desmascarei o Salgado com todo o crédito do GES. E desmascarei os acionistas angolanos com todo o crédito deles. Mas isso não apareceu na ata. Acha que podia divulgar isto? Em Portugal tinha o Salgado, que mandava nos primeiros-ministros, em Angola tinha os angolanos e a minha família estava lá”, afirma.

“Foi uma assembleia-geral intimidatória para validar um ato ilegal, construído e manietado. Forjaram uma ata, puseram o que lhes interessava e omitiram o que não lhes interessava. Interessava-lhes culpar determinada pessoa, fuzilá-la [o próprio Sobrinho]. Tudo o que dizia respeito aos acionistas, aos empréstimos gigantescos que tinham no banco, não saiu em ata”, acusa Sobrinho

Os maiores devedores [do BESA] eram os acionistas”, diz Sobrinho, que confirma que o generais ‘Dino’ e ‘Kopelipa’ encontravam-se entre os maiores devedores do banco. Sobrinho diz, no entanto, que “o eng. Manuel Vicente não estava na reunião e não apareceu como acionista. Havia outros ligados ao regime que eram grandes devedores e nunca foram tocados. São as mesmas pessoas que pediram para eu sair do banco. Há uma maneira de pedir crédito em Angola: ou põe-se a filha ou põe-se a irmã…”, diz

Álvaro Sobrinho diz que a reunião que culminou com o seu afastamento do cargo de chairman do BESA, já depois de ter sido afastado em 2012 do cargo de presidente executivo do banco, foi um encontro deveras original. “Nunca tinha visto uma reunião daquelas. Até esse dia não houve uma em que os acionistas estivesse presentes fisicamente. De repente, aparecem todos. É normal um ministro de Estado e um chefe da Casa Militar do Presidente da República, o assessor mais importante do Presidente e um ex-primeiro-ministro aparecerem como acionistas de um banco privado? Não, não é. (…) Nessa reunião estavam os homens que mandavam no país e Ricardo Salgado diz que estavam os acionistas angolanos. Em Portugal é assim? Isso é uma aberração”, diz.

O “assalto” e a “manigância” do governador do Banco Nacional de Angola

A segunda assembleia-geral relevante aconteceu a 29 de outubro de 2014 e culminou com uma autêntica revolução na estrutura acionista do Banco Económico — o novo nome do BESA depois da intervenção do Banco Nacional de Angola (BNA) concretizada a 4 de agosto de 2014, depois do Banco de Portugal ter acionado os mecanismos da resolução do BES. Álvaro Sobrinho diz que foi “um assalto” promovido pelo então governador do BNA, o banco central angolano.

Antes, em julho de 2014, o Estado angolano tinha anunciado que iria injetar cerca de 3 mil milhões de dólares no Banco Económico, sendo que a petrolífera pública Sonangol passou a deter 35% do capital, o Novo Banco ficou com 9,9% (quando tinha herdado a posição de 55% do BES), a Portimill (ligada ao general ‘Kopelipa’ e a Manuel Vicente) manteve os 24% e o grupo Geni (ligado ao general ‘Dino’) também continuou a ser relevante com 18,99% do capital. Além da Sonangol, também a sociedade de capital de risco chinês chamada Lektron entrou como novo acionista, assumindo uma posição de 30,98%. Enquanto o BES (que ainda hoje tem existência jurídica, estando em processo de insolvência) foi expulso da estrutura acionista do Banco Económico.

De acordo com a Visão, a Comissão Liquidatária do BES defende que esta assembleia-geral é totalmente ilegal e está a tentar contestá-la na justiça angolana — sem sucesso até ao momento. O mesmo pensa Álvaro Sobrinho.

Os acionistas do Banco Económico são uma fraude. Não são acionistas de verdade. Tomaram a maioria do capital sem meter um tostão. A Sonangol, por exemplo, fez uma operação swap [troca]: comprou a sede do BESA e disse que aquele era o capital. E não há nada na lei [angolana] que permita dizer: os velhos acionistas não foram ao aumento de capital social, entao já não fazem parte da estrutura acionista. O BES tinha 55% de capital e, no fim, devia continuar a ter 55%”, diz Sobrinho.

De acordo com a Visão, os representantes do BES foram impedidos de entrar na Assembleia-Geral de 29 de outubro de 2014 com o argumento de que não tinham participado no aumento de capital social que, entretanto, tinha ocorrido e que permitiu injetar os já referidos 3 mil milhões de dólares no Banco Económico.

Álvaro Sobrinho acusa o então governador do BNA de ter promovido o que denomina como um “assalto”. “O governador do BNA é contabilista e viu ali um momento de ouro: há problemas em Portugal, nós temos uma dívida para saldar, vamos fazer aqui uma manigância para não pagar essa dívida. O regime angolano da altura foi muito inteligente, mais inteligente do que Ricardo Salgado e o Estado português”.

Para Sobrinho, os grandes beneficiados foram o “Estado angolano mas principalmente estes acionistas [do Banco Económico] porque entraram sem capital nenhum e beneficiaram de créditos que Ricardo Salgado lhes atribuiu num determinado período. Houve ali um golpe para ficar com o banco”, diz Sobrinho

“O BES ficou à deriva. Roubaram 3 mil milhões aos portugueses”, acrescenta o ex-líder do BESA, referindo-se à perda de capital e aos créditos que o BES concedeu ao BESA e que o Banco Económico nunca pagará.

Segundo o acordo feito com a administração do Novo Banco liderada por Stock da Cunha, o Banco Económico apenas terá de pagar cerca de 794 milhões de euros em duas tranches.

O antigo presidente do BESA defendeu na entrevista que concedeu que os créditos dados em Angola “não influenciaram a falência do BES em Portugal”. “O BES não faliu por causa do BESA”, reforçou. Disse, aliás, que “o que aconteceu ao BESA não foi uma falência, foi um conjunto de imposições do BNA [Banco Nacional de Angola]”.

Processos em Portugal? “Assumo as minhas responsabilidades no BESA”

Álvaro Sobrinho foi ainda questionado sobre os processos judiciais abertos no DCIAP em que é visado, tendo explicado que o que está em causa “são as origens dos meus rendimentos porque se criou este mito de que a falência do BES teve que ver com o BESA. Defendi-me sempre sem acusar ninguém. Assumo as minhas responsabilidades no BESA. Era um banco que estava alavancado? Era. Tinha problemas de liquidez? Sim. Não é justo, e é de uma grande hipocrisia intelectual, o dr. Ricardo Salgado não assumir também as suas responsabilidades”, diz o ex-líder do BESA que foi escolhido para o cargo por Álvaro Sobrinho.

Sobrinho responsabiliza ainda Amílcar Morais Pires, ex-chief financial officer do BES e braço direito de Ricardo Salgado, por ter tido um papel importante na queda do banco da família Espírito Santo. “O grande causador da derrocada do banco [BES] foi ele, inventando produtos aqui na sala de mercados do BES e vendendo a particulares e a instituições, usando a rede do grupo. (…) Não fui eu que montei as operações do BES para vender papel comercial a pessoas que nem sabem o que é um depósito a prazo, nunca fui criminoso a ponto de pôr velhinhos a comprar papel comercial e a ficarem sem nada. Durmo muito bem”,  concluiu.

https://observador.pt/2019/02/07/alvaro-sobrinho-sobre-o-caso-besa-roubaram-3-mil-milhoes-de-euros-aos-portugueses/

Mais um episódio do saque no BES. Juntando tudo percebemos o que andamos a pagar (20 mil milhões de euros)!!!!
 

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Re: Economia nacional
« Responder #66 em: Fevereiro 08, 2019, 02:29:47 pm »
Fábrica da PSA em Mangualde ganha novo modelo da Opel
Novo Opel Combo passa a ser produzido em Mangualde a partir do segundo semestre de 2019, nas versões comercial e de passageiros. Unidade portuguesa partilha com a fábrica da PSA em Vigo o "exclusivo mundial"


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Re: Economia nacional
« Responder #67 em: Fevereiro 09, 2019, 05:38:46 pm »
Exportação de Porco Ibérico para a China.


« Última modificação: Fevereiro 09, 2019, 06:00:49 pm por zocuni »
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Re: Economia nacional
« Responder #68 em: Fevereiro 15, 2019, 11:35:59 am »
Apresentação de relatório da OCDE sobre Portugal cancelada à última hora

Leonardo Ralha   14 Fevereiro 2019, 15:37

Ex-ministro Álvaro Santos Pereira seria um dos oradores numa sessão dedicada ao “Economic Survey of Portugal – 2019” da OCDE na terça-feira. Na véspera mantém-se uma apresentação oficial no Ministério da Economia.

Uma apresentação pública do relatório “Economy Survey of Portugal – 2019” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que estava agendada para a próxima terça-feira e contava com a presença do ex-ministro Álvaro Santos Pereira e do economista Ben Westmore, foi cancelada. Mantém-se, no entanto, uma apresentação oficial na segunda-feira, nas instalações do Ministério da Economia, com a presença do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.


A informação do cancelamento consta do site da Ordem dos Economistas, entidade que estava a organizar a sessão, que iria decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian entre as 11h00 e as 13h00 de terça-feira. “Quando for remarcada informaremos pelas vias habituais”, lê-se no site.

A sessão, que contava com os dois elementos do Departamento de Economia da OCDE, destinava-se a “discutir as mais relevantes descobertas e análises bem como as principais recomendações do referido estudo”.

Alegadas pressões do Governo sobre a OCDE foram noticiadas no mês passado pelo “Expresso”, tendo em conta que o relatório coordenado por Álvaro Santos Pereira faria referências à problemática da corrupção na relação entre o sistema de Justiça e a atividade económica portuguesa consideradas desajustadas pelo Executivo de Lisboa.

Com Siza Vieira e sem Santos Pereira.

Já na manhã da próxima segunda-feira vai ocorrer uma apresentação oficial do “Economy Survey of Portugal – 2019”, nas instalações do Ministério da Economia, com o ministro-adjunto e da Economia Pedro Siza Vieira, e o secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix.

Além do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, na apresentação e na conferência de imprensa estará Ben Westmore, o economista da OCDE que teve a seu cargo o relatório da entidade relativo à economia portuguesa – e que seria um dos oradores da sessão na Fundação Calouste Gulbenkian entretanto cancelada.

Ausente de Lisboa estará, segundo fonte oficial, Álvaro Santos Pereira, que coordenou este e outros 24 relatórios enquanto responsável pela divisão de estudos nacionais da OCDE.


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Re: Economia nacional
« Responder #69 em: Fevereiro 15, 2019, 12:47:07 pm »
Há cinco interessados em comprar a Tranquilidade

Segundo o jornal espanhol Cinco Días, a Mapfre, Ageas, Generali, Zurich e Allianz estão entre os interessados em ficar com a seguradora nacional.



Há cinco interessados em comprar a Tranquilidade, a segunda maior seguradora nacional. Entre os potenciais compradores estão os espanhóis da Mapfre, mas também os belgas da Ageas, avança o jornal Cinco Días. O processo poderá ficar concluído no início do verão.

As notícias de que a Apollo Global Management estaria a explorar a venda da seguradora Tranquilidade foram avançadas em setembro do ano passado pela Bloomberg. Isto numa operação que, segundo fontes próximas do processo, poderia render até mil milhões de euros e atrair quer seguradoras quer empresas de investimento.

Agora, o jornal espanhol avança, citando fontes da Mapfre, que a Tranquilidade terá enviado a um "grande número de seguradoras" o dossiê referente à venda. Não comentam, porém, o interesse em ficar com a empresa comprada ao Novo Banco em 2015.

A Mapfre detém uma quota de mercado muito reduzida - de 2% - em Portugal, tendo entrado em território nacional depois de ter comprado a atividade seguradora do Barclays, em parceria com o Bankinter.

Também a Ageas, a terceira maior seguradora do país, está incluída nesta lista, com uma quota de mercado bastante superior à da Mapfre: 13%.

Nesta corrida à Tranquilidade, o Cinco Días aponta ainda a Generali, Zurich e Allianz como as outras interessadas em ficar com a seguradora.

A Apollo concluiu a compra da Tranquilidade em 2015 ao Novo Banco. Esta operação permitiu encaixar 40 milhões de euros. Agora, para realizar a venda, o fundo norte-americano contratou a Arcano, prevendo que o processo fique concluído no início do verão.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/ha-cinco-interessados-em-comprar-a-tranquilidade?ref=HP_DestaquesPrincipais

Realmente nós somos uns negociantes de 1ª. Vendemos em 2015 a Tranquilidade (já depois da resolução do BES, a quem pertencia a companhia) por 40 milhões de euros aos americanos da Apollo. Estes venderam quase todos os imóveis da companhia, tudo bem que injectaram 150 milhões na Tranquilidade, mas passados 4 anos, esperam vender a Tranquilidade por mil milhões de euros!!!!!! Quem tem olhos para os negócios, quem tem!?

Já nos bancos fizemos o mesmo, depois de injectarmos 20 mil milhões de euros, entregamos os bancos a estrangeiros!!!!!!!!
 


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Lusitano89

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Re: Economia nacional
« Responder #71 em: Fevereiro 27, 2019, 03:43:11 pm »
Bruxelas pede a Portugal menos dívida e maior produtividade


« Última modificação: Fevereiro 27, 2019, 03:43:52 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Economia nacional
« Responder #72 em: Março 08, 2019, 04:33:17 pm »
Estado põe à venda projecto imobiliário de dois mil milhões na Margem Sul

Pensado há vários anos para a Margem Sul, o "Water City" vai agora ser colocado no mercado. Gerido pela Baía do Tejo, prevê habitação, hotelaria, uma marina, um terminal fluvial e zonas de lazer.

A  Baía do Tejo, propriedade da Parpública, pertencente ao Estado, vai colocar no mercado o “Water City“, um projecto com mais de 600 mil metros quadrados que prevê a construção de, entre outros, edifícios de habitação, um hotel e uma marina. Localizado ao longo de dois quilómetros do rio Tejo, o projecto tem vindo a ser pensado há vários anos e apresentado a investidores internacionais. Já são várias as entidades a demonstrar interesse neste plano, cujo investimento pode chegar aos 2.000 milhões de euros.



É do outro lado do rio, na Margem Sul, que vai nascer um novo projecto imobiliário, numa área de 630 mil metros quadrados, dos quais 540 mil são terra e 66 mil são água. Idealizado pela Baía do Tejo, que pertence ao Estado, está inserido no Plano de Urbanização Almada Nascente e pensado para ser construído nas localizações da antiga Lisnave — Estaleiros Navais de Lisboa.

O objectivo é levantar naquela zona um projecto misto, isto é, que contemple habitação, escritórios, hotelaria, comércio e serviços, uma marina, um terminal fluvial e várias áreas de cultura e lazer, explicou ao ECO a Baía do Tejo. Nos últimos anos, a “Water City” — nome escolhido para ser mais fácil de apresentar no estrangeiro –, tem sido mostrado a vários investidores internacionais, presentes em vários eventos do sector imobiliários espalhados pelo mundo.

Após vários procedimentos administrativos que tiveram de ser ultrapassados, já estão reunidas as condições para o projecto ser colocado no mercado. De acordo com a Baía do Tejo, o interesse demonstrado por parte de vários investidores ajudou a que esse lançamento ocorra já no primeiro semestre deste ano, tal como foi adiantada inicialmente pelo sitePropertyEU. “Há intenção de colocar o projecto no mercado no primeiro semestre de 2019”, referiu a empresa.

E o processo de venda pode acontecer de duas formas: através de uma espécie de concurso público ou reunindo uma pool de investidores que estejam interessados em desenvolvê-lo, disse ao ECO uma fonte próxima do processo. “Existem várias manifestações prévias de interesse de entidades provenientes de diferentes geografias”, esclarece a Baía do Tejo.

A ideia é que o promotor agarre em todo o projecto e o desenvolva, de acordo com o que está estipulado. Contudo, tem direito a decidir o que construir em 65% da área — considerada zona mista –, referiu a mesma fonte ao ECO. Dos 630 mil metros quadrados que o Water City terá, cerca de 5% (178 mil metros quadrados) serão destinados a edifícios residenciais.

Questionada sobre o valor do investimento previsto, a Baía do Tejo não quis revelar, contudo, fontes do mercado imobiliários referiram ao ECO que se estima um investimento de 1,2 mil milhões a 1,5 mil milhões de euros, mas que pode chegar aos dois mil milhões de euros.

Maquete do projeto Water City, na Margem Sul









https://eco.sapo.pt/2019/03/08/estado-poe-a-venda-projeto-imobiliario-de-dois-mil-milhoes-na-margem-sul/
 

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Re: Economia nacional
« Responder #73 em: Abril 04, 2019, 03:59:35 pm »
Portugal tem mais cientistas que Espanha, mas menos dois mil milhões de euros de financiamento

Portugal tem muito mais investigadores do que Espanha e está um pouco acima da média da UE. Mas no que toca ao investimento é quase três vezes inferior à media da UE e 55% menor que Espanha.



Portugal tem mais investigadores que Espanha, em percentagem da população ativa, mas muito menos financiamento, segundo o professor Frederico Carvalho, que diz faltarem cerca de dois mil milhões de euros para igualar o país vizinho.

“Temos um sistema barato com uma produtividade científica que pode, por isso mesmo, surpreender”, afirmou esta quinta-feira Frederico Gama Carvalho, da Organização dos Trabalhadores Científicos, durante o colóquio “Políticas Científicas 2019” que está a decorrer na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

Baseando-se nos dados disponibilizados pelo Eurostat relativos a 2017, o especialista sublinhou que, em termos de percentagem de população ativa, Portugal tem muito mais investigadores do que Espanha e está um pouco acima da média da União Europeia. Comparando com Espanha, “o rácio é cerca de 50% superior”, sublinhou.

No entanto, o investimento fica muito abaixo. “A despesa ‘per capita’ de investigador ETI (equivalente a tempo integral) é quase três vezes inferior à media da União Europeia e cerca de 55% do correspondente valor para Espanha“, lamentou.

Através de um “cálculo simples”, o especialista concluiu que tendo em conta o número de investigadores em Portugal, a despesa em investigação e desenvolvimento (I&D) “deveria ser aumentada em dois mil milhões de euros para que o rácio igualasse o espanhol ou cerca de 4,6 mil milhões para atingir o valor médio da União Europeia”.

Outro dos pontos focados foi o gradual aumento da verba investida pelas empresas em I&D e o seu real significado. Dois dos oradores presentes questionaram se o trabalho feito por muitas das grandes empresas pode ser definido como investigação.

“Pode duvidar-se do rigor com que são aplicados os critérios que devem definir como atividade de I&D uma determinada atividade”, começou por afirmar Frederico Carvalho que, em declarações à Lusa, classificou como “uma burla” a investigação que as empresas dizem fazer, porque “ninguém verifica a sua veracidade”.

Ana Delicado, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, lembrou que na Europa, mais de 60% do investimento em I&D é feito pelas empresas e em Portugal ronda os 50%.

No entanto, as “maiores produtoras de I&D” em Portugal são empresas da área financeira e informática, tais como a Meo Altice, Sonae, NOS, BCP e BPI e duas farmacêuticas, acrescentou a investigadora.

“A despesa em I&D está muito inflacionada, porque contam como I&D muitas coisas que são rotineiras. Fazer algoritmos para o BCP é I&D?”, questionou, considerando que esta “não é uma despesa que puxe Portugal para grandes inovações tecnológicas”.

Um dos resultados desta realidade poderá ser o baixo registo de patentes, lembrou Ana Delicado, salientando o elevado número de publicações em contraponto com “o registo de patentes, que não mexe”.

Para Ana Delicado, a explicação é simples: “Como as nossas empresas que fazem I&D não criam produto, as patentes têm-se mantido resilientemente baixas”.

Enquanto a média da UE é de mais de 100 patentes por milhão de habitantes, em Portugal o rácio está abaixo de 25.

https://observador.pt/2019/04/04/portugal-tem-mais-cientistas-que-espanha-mas-menos-dois-mil-milhoes-de-euros-de-financiamento/
 

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Lusitano89

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Re: Economia nacional
« Responder #74 em: Abril 17, 2019, 10:50:29 am »
Greve de motoristas de matérias perigosas prossegue


 

 

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