Economia nacional

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Lusitano89

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Re: Economia nacional
« Responder #75 em: Abril 17, 2019, 07:37:20 pm »
Greve deixa 40% das bombas sem combustíveis em Portugal



 

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Lusitano89

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Re: Economia nacional
« Responder #76 em: Abril 18, 2019, 01:42:23 pm »
Motoristas celebram chegada a acordo



 

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Lusitano89

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Re: Economia nacional
« Responder #77 em: Maio 13, 2019, 01:43:45 pm »
Isenção fiscal oferecida por Portugal não agrada a outros países da UE


 

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Vicente de Lisboa

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Re: Economia nacional
« Responder #78 em: Maio 13, 2019, 06:45:00 pm »
Isenção fiscal oferecida por Portugal não agrada a outros países da UE



Esta medida fiscal que cá temos é uma canalhice, mas deve ser mantida como moeda de troca para harmonização fiscal na UE. Os Finlandeses sentem-se roubados porque os reformados deles vêm cá viver sem pagar impostos? Percebo. Mas nós sentimos-nos muito mais roubados porque os nossos Pingos Doces vão para os Países Baixos não pagar impostos. Bora lá criar regras comunitárias então, e aí podemos todos ser menos roubados.
 

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Viajante

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Re: Economia nacional
« Responder #79 em: Maio 15, 2019, 05:38:46 pm »
De que se ri Berardo? A história de 7 negócios de Joe

Da OPA ao Benfica, passando pela PT, pela venda de palmeiras raras com Pik Botha, até ao Museu Berardo e ao "assalto ao BCP". Sete negócios que mostram a verdadeira cara de Joe.



Empresário madeirense, emigrante na África do Sul, prospetor de ouro, colecionador de arte, acionista de bancos, benfiquista dos quatro costados, entre muitos outras designações que foi ganhando ao longo dos seus 74 anos, José Manuel Rodrigues Berardo tem um passado repleto de distinções. Portugal já lhe atribuiu o grau de Comendador, bem como a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, e França já lhe concedeu a sua mais alta condecoração, o grau de Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra. Tudo isso ficou para trás na passada sexta-feira.
E bastaram apenas cinco horas de audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos. O banco público, que em 2016 foi recapitalizado com 4 mil milhões de euros dos portugueses, registou perdas de muitas centenas de milhões devido a inúmeros negócios arriscados (ou simplesmente azarados) entre 2000 e 2015, e os deputados queriam ouvir as explicações de um dos maiores devedores da Caixa, Joe Berardo, responsável por créditos não pagos de quase 400 milhões de euros. Joe escolheu uma via diferente de muitos dos anteriores depoentes na comissão — escudou-se menos vezes no “não me recordo”, no “não me lembro” e “não fui eu”. Aconselhado, ou não, pelo advogado que o acompanhou, Berardo virou a mesa: “pessoalmente não tenho dívidas”, “não sou dono de nada” (logo não posso ser executado) ou “perguntem aos bancos” porque eles é que aceitaram o crédito. A opinião pública reagiu com fúria, a começar pela classe política.
Self-made man para uns, polémico e controverso para outros, o facto é que Joe Berardo é um velho conhecido dos portugueses, com negócios ao longo de mais de duas décadas: dos vinhos ao desporto, da banca às telecomunicações; dos media aos acordos com o Estado para expor a sua coleção. O Observador recorda alguns dos mais emblemáticos negócios de Joe, à luz também daquilo em que resultaram anos mais tarde.
1 O “assalto ao BCP”… com dinheiro emprestado pela Caixa Geral de Depósitos

A audição de Joe Berardo no parlamento, na passada sexta-feira (quando disse que, pessoalmente, não tem dívidas e também que não tem património), só acontece porque o empresário madeirense é um dos maiores devedores da Caixa Geral de Depósitos, identificado numa auditoria da EY aos atos de gestão do banco público entre 2000 e 2015. Berardo contraiu — através da sua Fundação José Berardo e a empresa Metalgest — quase 400 milhões de euros à Caixa, em várias operações entre 2006 e 2007. Destino do dinheiro? Financiar a compra de ações no BCP, no decorrer de uma guerra de poder que, por essa altura, se verificava no banco fundado por Jardim Gonçalves. O episódio viria a ser conhecido na imprensa como “o assalto ao BCP”.
Ao mesmo tempo tornou-se numa das operações de crédito mais polémicas da Caixa Geral de Depósitos. Quando a poeira assentou, três bancos (BES, BCP e Caixa) haveriam de registar enormes perdas. Agora, em conjunto, exigem 962 milhões de euros ao comendador.
Tal como o Observador também já contou, o BCP entrou numa guerra interna em 2007, pouco depois de ter falhado uma OPA sobre o BPI. A fação do fundador e ex-presidente da instituição, Jorge Jardim Gonçalves — que se mantinha como presidente do Conselho Geral e de Supervisão —, tentou limitar a ação do presidente executivo da época, Paulo Teixeira Pinto, o “delfim” que tinha escolhido para lhe suceder, em 2005.

O confronto entre os aliados de Jardim Gonçalves, alguns dos quais se sentavam na maioria da comissão executiva do banco de Paulo Teixeira Pinto, e então presidente executivo do BCP deu-se numa célebre assembleia geral em maio de 2007 onde a proposta de mudança dos estatutos proposta pelo fundador do banco é chumbada. É desta reunião no Porto que fica a imagem de Joe Berardo a fazer o V de vitória. O comendador era um grande cliente do crédito do BCP e decidiu entrar na guerra ao lado de Teixeira Pinto.
Foi por esta altura que Berardo reforçou de forma significativa a sua participação no então maior banco privado português (chegou a ter 6,2% do banco, sendo o quarto maior acionista). O financiamento para esse reforço na estrutura acionista do BCP foi concedido precisamente pela Caixa Geral de Depósitos, ainda que contornando regras de prudência na concessão do crédito (ausência de pareceres da Direção de Risco ou pareceres condicionados). E a reestruturação do maior crédito de Joe Berardo foi mesmo feito com um parecer negativo. O banco público ajudou, em manobras semelhantes, o empresário Manuel Fino.
Apesar de ter ganho a batalha, Teixeira Pinto perdeu a guerra e demite-se do BCP no “verão quente” de 2007. Filipe Pinhal sobe à presidência no que foi visto como uma vitória do fundador do banco. Mas durou pouco tempo. Por esta altura, já Berardo e o advogado André Luiz Gomes estavam a preparar um dossiê explosivo sobre as offshores que terão sido criadas pelo próprio banco e usadas para comprar ações do BCP. Quando a denúncia chega ao Banco de Portugal, Vítor Constâncio chama alguns acionistas do BCP para os avisar das investigações e da necessidade de mudarem os membros da equipa de gestão que poderiam vir a ser processados e inibidos de funções na banca.
Consuma-se o chamado “assalto ao BCP”, uma expressão criada pelos administradores fiéis a Jardim Gonçalves quando o fundador se demite e a sua equipa é afastada dos órgãos do banco. Joe Berardo aparece como um protagonista incontornável neste “assalto”, ainda que visto como instrumento de outros interesses menos evidentes. O comendador é um dos nomes que apoia Santos Ferreira na célebre reunião na sede da EDP no final do ano da qual sai o nome do novo presidente do BCP. Carlos Santos Ferreira, o presidente da instituição que tinha financiado generosamente os acionistas apoiantes de Teixeira Pinto, tendo como única garantia as ações do banco privado.
Com a “paz” no BCP e Berardo aclamado como herói da mudança no banco, a Caixa ficou com várias “bombas por explodir” nas suas contas, sob a forma dos empréstimos ao comendador e a outros. A explosão, ou melhor implosão do valor das ações que eram a garantia do empréstimo, acontece com a crise financeira de 2008, mas a verdade é que o BCP já estava a desvalorizar antes disso.
Os números já eram conhecidos: no total, Berardo terá reunido cerca de 1.000 milhões de euros junto da banca portuguesa. Menos de dois anos depois, as ações que tinha comprado no BCP valiam menos de 190 milhões. A Caixa terá emprestado inicialmente cerca de 400 milhões de euros (tal como o BCP). O BES terá emprestado menos de 200 milhões).
O comendador ainda reforçou as garantias à Caixa algumas vezes, mas entrou em incumprimento em novembro de 2008. A história desta operação e do que o banco público fez para recuperar o dinheiro que emprestou tem sido um dos temas centrais na comissão de inquérito à Caixa.

2 Benfica. Uma OPA lançada para “ajudar o Benfica”

3 A casa (Madeira) e a casa longe de casa (África do Sul)

4 Um dos últimos empresários que ganharam dinheiro com os media

5 Portugal Telecom. Ao lado do Grupo Espírito Santo contra a OPA da Sonae

6 Sogrape. Quando Joe tentou ser o “DDT” no vinho português

7 Um museu à Berardo. Mau negócio para toda a gente?

Continua: https://observador.pt/especiais/de-que-se-se-ri-berardo-a-historia-de-7-negocios-de-joe/

PS: Este vai à Assembleia da República, goza com os políticos e com todos nós, e o Ministério Público está a ponderar fazer alguma coisa nas próximas décadas? Ou só interessam as reivindicações salariais?
Quem nos colocou a pão e água continuam a andar por aí impunemente?
Filipe Vieira? Berardo? Manuel Fino? Espiritos Santos? Roques? Sócrates? Ex-accionistas do BPN?………
Os Administradores que permitiram estes empréstimos são inimputáveis?
Governadores do Banco de Portugal não se recordam de nada?
Têem as fortunas a salvo? O estado português até tem um hacker preso especialista na pesquisa dessas contas bancárias manhosas!?!?!!?
Ou se quiserem saber como se investiga, podem analisar o que se passou com o Madoff nos EUA, gerou um buraco de 65 mil milhões de dólares e em 6 meses foi preso a 150 anos, e perdeu todos os bens e contas bancárias em nome dele e da família!
« Última modificação: Maio 15, 2019, 05:39:29 pm por Viajante »
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Economia nacional
« Responder #80 em: Maio 17, 2019, 02:42:17 pm »
Estes são os cinco recados do FMI para Portugal

Portugal está melhor. Está a crescer, o défice está a cair, assim como a dívida pública. Tudo sinais positivos, mas que exigem uma continuação dos esforços, diz o FMI.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está satisfeito com a evolução do país. No Artigo IV, destaca tanto o “sexto ano de crescimento” económico, como o controlo do défice. No entanto, deixa alguns alertas. O abrandamento da economia é uma realidade que deve ser enfrentada com medidas, assim como o é a necessidade de manter os esforços para reduzir a dívida. Além destes, há mais três recados.

Défice de 0,2%? Sim, mas a dívida…

O FMI aplaude o rigor orçamental de Mário Centeno. E até alinha as suas perspetivas com as do Governo. No Artigo IV, melhorou significativamente a projeção para o défice deste ano, revendo-se de -0,6% para -0,2%, salientando que o objetivo definido por Portugal é “viável”.

Este resultado no défice é positivo para o país, sendo também um trunfo para mostrar no exterior. Mas o FMI defende que o país deve fazer mais “agora e nos próximos anos, para criar espaço para uma redução mais rápida da dívida pública que possa permitir-lhe uma diferenciação positiva perante outros países altamente endividados”. A redução do rácio da dívida para menos de 100% do PIB em 2024 é uma “perspetiva claramente positiva”.

Economia está a abrandar. São precisas medidas

“Portugal está no sexto ano de expansão económica”, nota o FMI. Cresceu 2,1% no ano passado, aquém dos 2,7% registados em 2017. E o abrandamento do ritmo de crescimento da economia vai continuar. “Em 2019, a missão do FMI prevê que o PIB abrande para 1,7% e, subsequentemente, deverá reduzir-se para o crescimento potencial de médio prazo de 1,4%”, diz o relatório preliminar. Neste sentido, o FMI vê uma “muito lenta convergência com a Zona Euro”.

“Apesar de as principais fontes de risco serem externas, são necessárias políticas internas sólidas para tornar Portugal mais resiliente” ao abrandamento económico global.

É prudente rever carreiras da Função Pública

“Os ciclos de paragem e início das progressões desde 2005 foram disruptivos para o Governo e para os funcionários públicos e levantam questões sobre a sustentabilidade desse regime face às flutuações económicas”, diz o FMI.

Face ao aumento previsto das despesas com os funcionários públicos e tendo em conta o histórico de congelamentos, o FMI considera, no Artigo IV, que seria prudente avançar-se com uma revisão das carreiras de forma a assegurar uma evolução estável desses gastos.

Poupança é fraca. Incentivos fiscais podem ajudar

O FMI está preocupado com o baixo nível de poupança apresentado pelos portugueses, tanto por parte das famílias como das empresas. Tendo em conta os riscos que o nível atualmente apresentado acarreta para a economia nacional, defende a necessidade de aumentar a taxa de poupança, sendo que o Governo pode ter um papel fundamental.

Neste sentido, no Artigo IV, apela à criação de “incentivos fiscais” com vista à promoção da poupança, olhando especialmente para os “sistemas complementares de reforma”, ou seja, os PPR.

FMI diz que lucros dos bancos ainda são baixos

Os bancos portugueses vão no bom caminho, mas ainda têm obstáculos pela frente, considera o FMI. Depois da crise financeira, o sistema financeiro está agora mais limpo, sólido e rentável, mas o esforço ainda não é suficiente, defendendo, por isso, que os supervisores se mantenham vigilantes em relação ao setor.

Ao mesmo tempo, o FMI dá parecer favorável à reforma da supervisão financeira promovida pelo atual Governo, embora reconheça que as dúvidas levantadas pelos supervisores são “legítimas”.

https://eco.sapo.pt/2019/05/17/estes-sao-os-cinco-recados-do-fmi-para-portugal/
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Economia nacional
« Responder #81 em: Maio 28, 2019, 07:06:25 pm »
Estado injectou 23,8 mil milhões na banca nos últimos 12 anos, calcula Banco de Portugal

Relatório extraordinário do Banco de Portugal calcula em 23,8 mil milhões de euros o montante de fundos públicos injectados na banca nos últimos 12 anos. Falta recuperar cerca de 80%.

As ajudas públicas à banca nos últimos 12 anos somaram 23,8 mil milhões de euros, revela o relatório extraordinário do Banco de Portugal. Este foi o montante global injectado na banca pública e privada. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi a instituição que absorveu mais dinheiros públicos. Um quinto do montante foi devolvido.

A informação consta do relatório extraordinário do Banco de Portugal publicado ao abrigo da lei 15/2019 e que foi enviado na passada quinta-feira para o Parlamento. Esta manhã, a mesa da Assembleia da República decidiu dar o aval ao Banco de Portugal para que fosse publicada a informação, sendo que parte dela (a que o banco central classificou como sendo abrangida pelo dever de segredo) não foi publicada. Cabe agora à Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA) decidir sobre o que pode ser publicado e o que fica de facto abrangido pelo dever de segredo. A questão será decidida na quarta-feira.

Por este motivo, para já, foi só publicada a parte da informação que a instituição liderada por Carlos Costa considera não ser sensível. De fora está o anexo com os dados sobre os grandes devedores por instituição.



Para a CGD foram 6.250 milhões e euros, para o Banco Português de Negócios (BPN) seguiram 4.915 milhões de euros, ao BES/Novo Banco foram entregues 4.330 milhões de euros. Estes três bancos ocupam assim os três primeiros lugares no pódio das instituições públicas e privadas que beneficiaram de ajudas de dinheiros públicos.

O Banif e o BCP receberam 3.355 milhões de euros e 3.000 milhões de euros, respectivamente. O BPI recebeu 1.500 milhões de euros e o BPP teve direito a 450 milhões de euros, respectivamente.

No total, foram injectados nas instituições de crédito 23,8 mil milhões de euros, um montante que teve o seu ponto alto em 2012 quando foram injectados 11.065 milhões de euros.

Bancos devolveram um quinto do montante injectado

No mesmo relatório, o Banco de Portugal identifica também quanto deste montante já foi devolvido pelos bancos. Os reembolsos feitos até agora somam um valor superior a 5 mil milhões de euros.

O BCP reembolsou o Estado e 3.000 milhões de euros, o BPI em 1.500 milhões de euros, o Banif 411 milhões de euros e o BPN 40 milhões. Existe ainda a expectativa de que o montante injectado no BPP (450 milhões) ainda seja recuperado.

A recolha de informação do Banco de Portugal sobre os fundos públicos disponibilizados levou o banco central a fazer um levantamento sobre o que se passou nos últimos 12 anos. Este é, aliás, o horizonte temporal definido pela Lei 15/2019. No entanto, a mesma legislação obriga o banco central, a reportar operações nos cinco anos anteriores à atribuição de fundos públicos. Pelo que o período global de reporte de operações relevantes é mais alargado, começando em 2002.

https://eco.sapo.pt/2019/05/28/estado-injetou-238-mil-milhoes-na-banca-nos-ultimos-12-anos-calcula-banco-de-portugal/
 

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Re: Economia nacional
« Responder #82 em: Junho 18, 2019, 11:52:15 am »
Linux Ubuntu 18.04.2 LTS (long-term support, até Abril de 2023) Bionic Beaver da Canonical



Não sei se mais alguém, aqui presente, que trata das licenças de software, foi confrontado este ano com um aumento “brutal” de 30% no preço de renovação das licenças da Microsoft (licenças de volume)!!!!!! Ao tratar da renovação anual das licenças de volume da Microsoft, fui confrontado com este aumento. A Microsoft alega que se trata das repercussões da guerra comercial que envolve os EUA e a Europa, e que no nosso caso (já confirmei com outras empresas e instituições, de que este aumento é generalizado), implicava pagar quase 9.000€ por ano para mantermos 100 licenças + 35 portáteis com licenças próprias OEM.
Devo ter dito uma ou outra asneira e tomamos a decisão de alargar a utilização do Linux, para além dos nossos servidores, aos próprios postos de trabalho. Desta forma, só precisamos de adquirir 20 licenças SPLA (Microsoft Services Provider License Agreement) para 20 máquinas da gestão (calls + Windows pro pt + MS Office 2019 plus), as restantes 115 máquinas passam a utilizar exclusivamente o Linux Ubuntu 18.04.2 LTS, de 64 bits, com ambiente gráfico Gnome, Kernel 4.15 e inclui o Libreoffice 6.0 (equivalente ao MS Office).
Desta forma ajudamos a “guerra comercial” e a “amiga” Microsoft e metemos ao bolso mais de 7.000€ anuais em licenças.

P.S.: Não sei se algum utilizador da Microsoft deu conta, mas com as recentes actualizações do Windows 10 (no nosso caso o Pro e Enterprise em pt), a Microsoft fez-nos o favor de impedir o acesso a máquinas não Windows mais antigas, que utilizem SMB 1.0, como é o caso das nossas NAS, onde estão guardados todos os nossos dados!!!!!! A excepção são os servidores que correm Windows Server, a esses continuamos a aceder sem problemas!!!!! Esta “malandrice” da Microsoft, está a impedir que as máquinas novas acedam aos dados remotos, enquanto a QNAPP resolve o problema da actualização do firmware/software das NAS.
 
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Re: Economia nacional
« Responder #83 em: Agosto 17, 2019, 10:15:05 am »
Morreu Alexandre Soares dos Santos, o Sr. Jerónimo Martins

"Senhor de uma personalidade poderosa e magnética, de presença imponente, não deixa ninguém indiferente". As palavras são sobre Alexandre Soares dos Santos e estão retratadas numa publicação da JM.



Alexandre Soares dos Santos, antigo líder do grupo Jerónimo Martins, morreu esta sexta-feira aos 84 anos. A notícia está a ser avançada pelo jornal Público.

“Só tive sorte na vida”. A frase é de Alexandre Soares dos Santos, um dos empresários mais emblemáticos do país, com uma fortuna avaliada em 3.419 milhões de euros, segundo dados da Forbes. Ainda assim, sempre defendeu que só queria deixar aos filhos “um exemplo de vida”.

Alexandre Soares dos Santos nasceu no Porto em 1934. Com um ano de idade, muda-se para Lisboa para o colégio académico dos Anjos. Regressa mais tarde ao Porto para fazer o liceu em regime de aluno interno e, conhece, como colega de carteira, Francisco Sá Carneiro, que anos mais tarde viria a ser primeiro-ministro.

Os tempos eram outros e as visitas a Lisboa aconteciam apenas duas vezes ao ano, no Natal e na Páscoa. Mas Alexandre Soares dos Santos recordava esses tempos com carinho. Segue-se o liceu D. João de Castro, de novo em Lisboa. Assegura a entrada em Direito, mais por vontade do pai do que propriamente por vocação. No terceiro ano do curso percebe que não é aquilo que pretende e abandona a faculdade. O pai não reage bem e estão três ou quatro anos distantes. Uma reação que, anos mais tarde, Alexandre Soares dos Santos diz compreender em absoluto. “Os meus filhos ligam-me todos os dias às 7h30 da manhã. Não fico preocupado se não me ligam, mas fico chateado”. A voz do patriarca da família a falar.

.......................

A criação da Fundação e o desencanto

Em 2009, Alexandre Soares dos Santos criava a Fundação Francisco Manuel dos Santos, uma homenagem ao homem que deu início a tudo: o avô.

“A Fundação é uma justa retribuição à sociedade portuguesa, que tanto deu e continua a dar ao grupo, por forma a partilhar as benesses que desde o meu avô temos vindo a receber”, justificava Alexandre Soares dos Santos.



A ideia foi também a forma encontrada pela família para ajudar a ter “uma sociedade ativa, que sem medo e em plena liberdade, expõe os seus pensamentos, a sua crítica e os seus anseios. Uma sociedade que deverá ser consciente dos seus direitos, mas também dos seus deveres e que assume as suas responsabilidades. Que obriga os seus deputados e o seu governo a ouvi-la e a decidir de acordo com o que ela quer”.

Mas foi também com a criação da Fundação que Alexandre Soares dos Santos se desencantou. Era natural ouvi-lo dizer que “há um preconceito contra quem tem sucesso em Portugal”.

Seixas da Costa adianta mesmo que “Soares dos Santos tinha grande sentido social e que, por vezes, se sentia frustrado por esse sentido não ser percebido pelo exterior”. O ex-embaixador adianta ainda: ” Soares dos Santos considerava mesmo que a criação da Fundação Francisco Manuel dos Santos não foi bem percebida. Este sentimento incomodava-o, deixava-o frustrado mas, mais do que isso, desencantava-o”, sublinhando que “há um pouco a consciência de que a sociedade não dá o justo reconhecimento a quem se dedica a estas causas sociais, mas isso não o fazia desistir. Mas diria que se sentia um pouco frustrado e incomodado”.

.......................

https://eco.sapo.pt/2019/08/16/morreu-alexandre-soares-dos-santos-da-jeronimo-martins/

Deixa um império na área da distribuição, quer em Portugal, quer na Polónia, mas para os investigadores deixa um bem muito mais valioso, deixa a Fundação que tem o portal mais consultado do país, para quem quiser saber qualquer aspecto de Portugal, económico, social, político, entre outros. Além disso, as bases de dados são validadas cientificamente, pelo que podem ser utilizadas em qualquer artigo/tese/dissertação, citando os dados. Inclusive podemos exportar directamente as bases de dados que pretendemos ou até mesmo os gráficos já trabalhados. Já foram-me muito úteis, utilizo em todos os artigos que já realizei!!!!!

https://www.pordata.pt/Homepage.aspx
 
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Portugal tem a 31ª economia mais aberta do mundo

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Economia portuguesa deve crescer 2% em 2005, diz PWC

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