Reforma do Exército

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Grumete

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Reforma do Exército
« em: Julho 23, 2017, 04:08:45 pm »
Gostaria de saber qual as opiniões dos foristas em relação a uma possível/hipotética reforma do Exército Português de forma a simplificar e modernizar a orgânica do Exército Português.
Uma reforma que a meu ver seria de extrema importância quer para o Exército, quer para as Forças Armadas, pois cada vez mais vemos o orçamento da defesa ser gasto em coisas que parecem não ser tao urgentes quanto outras. Qual a vossa opinião?
 

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tenente

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Re: Reforma do Exército
« Responder #1 em: Janeiro 02, 2019, 07:43:41 pm »
Alguém me pode confirmar se esta orgânica do Nosso Exército é a que está em vigor ?

É que se for esta a orgânica actual, e sabendo que as orgânicas dos batalhões/grupos rondarão os 600 efectivos e as companhias/batarias/esquadrões independentes a 120 homens cada, seriam necessários quase 15.000 efectivos. para formar esta Força Operacional Permanente do Exército.



Abraços
« Última modificação: Janeiro 02, 2019, 08:33:21 pm por tenente »
 

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HSMW

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Re: Reforma do Exército
« Responder #2 em: Janeiro 02, 2019, 08:23:55 pm »
Nope...
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Reforma do Exército
« Responder #3 em: Janeiro 02, 2019, 08:34:25 pm »
Nope...

Nope… não é ou não sabes ??? ;)
Só em batalhões contei 23!

Abraços
 

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tenente

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Re: Reforma do Exército
« Responder #4 em: Janeiro 02, 2019, 08:40:57 pm »
Lá descobri este organograma na página do Exército:



Abraços
 

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Re: Reforma do Exército
« Responder #5 em: Janeiro 02, 2019, 08:54:05 pm »
Não é.  :mrgreen: Basta ver a BrigMec com o 2º BIMec e RC4. Onde isso já vai.

Mas prefiro aquele esquema ao actual do site do Exército.
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

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tenente

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Re: Reforma do Exército
« Responder #6 em: Janeiro 02, 2019, 09:10:36 pm »
Não é.  :mrgreen: Basta ver a BrigMec com o 2º BIMec e RC4. Onde isso já vai.

Mas prefiro aquele esquema ao actual do site do Exército.


Então mas o GCC é uma unidade independente ?? Não é parte do RC4 ??
É que para mim, está correcto ser o GCC, e mais, deveria ser o GCC4, para manter a sua ligação á unidade de origem !
mas também penso que é o que deveria acontecer com todas as restantes unidades do Exército, sofrerem um downgrade no seu escalão, regimental para batalhão/grupo, para assim, se poderem retirar efectivos da unidade formadora, ajudar a recompletar outras, e, mais importante se poder reduzir o exorbitante numero de oficiais superiores, em especial os coronéis, e oficiais generais, isto de termos coronéis a comandar batalhões (-) (-), que não passam de companhias reforçadas dá no que dá em termos de totais de oficiais e sargentos para um Exército de 12.000 almas, são metade do total !

agora mudando de assunto, o actual organograma, se é que posso chamar isso, não permite detectar qual  o escalão da subunidade/unidade enquadrada na respectiva Brig, nos reg que fornecem os bat inf ou os grupos art camp/cavalaria quase tudo mais ou menos esclarecido, mas, nos restantes…….
Por exemplo, onde estão as BF que faltam para os dois GAC's, se é que são GAC's, dos RA4 e RA5, orgânicos das Brig, cada grupo tem 03 batarias de tiro, a 06 BF cada, mas nós só temos 21 L119 !
E as (sub)unidades de reconhecimento das duas Brig são esquadrões ou grupos ???
A AA é composta por pelotões/batarias ou Grupos??? esta ultima opção é só para rir  :mrgreen:

Abraços
« Última modificação: Janeiro 02, 2019, 09:23:12 pm por tenente »
 

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PereiraMarques

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Re: Reforma do Exército
« Responder #7 em: Janeiro 03, 2019, 12:38:04 am »
O GAC da BrigInt é composto por duas BBF com 12 155mm M114.

O GAC da BrigRR é composto por 3 BBF com 18 105mm Light Gun e 1 Bateria de Morteiros Pesados de 120mm, o pessoal da 3.ª BBF é o mesmo da BMP, treina com ambos os materiais.

Devido ao carácter expedicionário da BrigRR, um GAC, equipado com Obuses 105mm Light Gun/30/m98, foi desde logo equacionado para fornecer o apoio de fogos orgânico a esta Brigada com características muito específicas2. Neste sentido o GAC/BrigRR é atualmente equipado por dois materiais, o Obus 105mm Light Gun/30/m98 e o Morteiro 120 mm m/90 Tampella “Tipo Standard”, sendo constituído por três Baterias de bocas-de-fogo (Btrbf) e uma Bateria de Morteiros Pesados (BtrMortPes) (Grilo, 2012). No entanto o GAC/BrigRR apresenta ainda algumas limitações que necessitam ser analisadas e melhoradas de forma a cumprirem todos os requisitos exigidos a uma unidade de AF que apoie uma Operação Aerotransportada
Fonte: https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/7543/1/TIA%20-%20Castelão.pdf

As BAAA das Zonas Militares são atualmente apenas um Pelotão parte da Companhia de Apoio de Combate de cada Batalhão de Infantaria.

Há também a preocupação com a manutenção da operacionalidade do Pelotão de Artilharia Anti-Aérea da Companhia de Apoio de Combate/2BI/ZMA e, da presença desta dualidade na Companhia de Comando e Serviços do RG2, sendo esta valência sempre entendida como valorizadora para o Regimento.
http://assets.exercito.pt/SiteAssets/RG2/Revista/SentineladoAtlantico(2018).pdf

 

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PereiraMarques

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Re: Reforma do Exército
« Responder #8 em: Janeiro 03, 2019, 12:57:56 am »
A BrigInt tem um Grupo de Reconhecimento.

Este GRec está organizado em Comando, Estado-Maior, Esquadrão de Comando e Serviços e 2 Esquadrões de Reconhecimento, 1 Esquadrão de Autometralhadoras e 1 Esquadrão de Apoio de Combate, sendo que 3 dos 14 pelotões e 3 das 9 secções do quadro orgânico do GRec não serão activados. No total, nesta fase, o GRec deverá dispor de pouco menos de 400 militares.
Fonte: http://www.operacional.pt/em-braga-com-os-dragoes-dentre-douro-e-minho/

A BrigRR tem um Esquadrão de Reconhecimento, o qual combinado com outra subunidades localizadas noutros sítios permite formar um Agrupamento ISTAR.

Fonte: http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=5681.msg262297#msg262297
 

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tenente

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Re: Reforma do Exército
« Responder #9 em: Janeiro 03, 2019, 07:53:15 am »
O GAC da BrigInt é composto por duas BBF com 12 155mm M114.

O GAC da BrigRR é composto por 3 BBF com 18 105mm Light Gun e 1 Bateria de Morteiros Pesados de 120mm, o pessoal da 3.ª BBF é o mesmo da BMP, treina com ambos os materiais.

Devido ao carácter expedicionário da BrigRR, um GAC, equipado com Obuses 105mm Light Gun/30/m98, foi desde logo equacionado para fornecer o apoio de fogos orgânico a esta Brigada com características muito específicas2. Neste sentido o GAC/BrigRR é atualmente equipado por dois materiais, o Obus 105mm Light Gun/30/m98 e o Morteiro 120 mm m/90 Tampella “Tipo Standard”, sendo constituído por três Baterias de bocas-de-fogo (Btrbf) e uma Bateria de Morteiros Pesados (BtrMortPes) (Grilo, 2012). No entanto o GAC/BrigRR apresenta ainda algumas limitações que necessitam ser analisadas e melhoradas de forma a cumprirem todos os requisitos exigidos a uma unidade de AF que apoie uma Operação Aerotransportada
Fonte: https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/7543/1/TIA%20-%20Castelão.pdf

As BAAA das Zonas Militares são atualmente apenas um Pelotão parte da Companhia de Apoio de Combate de cada Batalhão de Infantaria.

Há também a preocupação com a manutenção da operacionalidade do Pelotão de Artilharia Anti-Aérea da Companhia de Apoio de Combate/2BI/ZMA e, da presença desta dualidade na Companhia de Comando e Serviços do RG2, sendo esta valência sempre entendida como valorizadora para o Regimento.
http://assets.exercito.pt/SiteAssets/RG2/Revista/SentineladoAtlantico(2018).pdf

Interessante, um GAC, em missão de apoio directo de Fogos, com material de 155mm, se ainda fosse com equipamento moderno de 15,5 agora o M114 ????
Na nossa doutrina artilheira os calibres acima de 11,4, a peça irmão do obus 14, devem servir para apoio de manobra e serão alocados aos GAC´s á razão de 01 BBF para cada três BBF ligeiras, calibres até 10,5, utilizar aquele material como apoio directo, e ainda por cima de uma brigada que possui batalhões de infantaria mecanizada, bem mais móveis que os batalhões de infantaria motorizada, demonstra bem a penúria em termos de equipamento a que este Exército chegou !
 
O tempo que este tipo de material leva a entrar em bataria, 1º disparo de regulação, é muitíssimo elevado, só para posicionar as BF, demoram mais de seis minutos tempo de mais para uma bataria entrar em posição e estar pronta a efectuar tiro em apoio directo.
Depois da primeira missão de tiro, depois dos radares de tiro IN detectarem a posição da bataria,  e quando tiverem ordem para mudar de posição, adeus á bataria e seus artilheiros, os radares de tiro e o fogo de contrabataria assim o ditarão !!

Mais de dois minutos para entrar em posição e efectuar o primeiro disparo da regulação é tempo em demasia. Era esse o tempo que tínhamos para efectuar o primeiro disparo tanto com o M101 como com o oto melara, como também era esse o tempo alocado, para a saída da posição de tiro dos obuses e seus tratores  !!!

Abraços
« Última modificação: Janeiro 03, 2019, 07:54:48 am por tenente »
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Reforma do Exército
« Responder #10 em: Janeiro 03, 2019, 03:09:14 pm »
Neste momento o Exército quer adquirir Obuses 155mm, exactamente para a BrigInt. Mas quer à anos... e ninguém sabe quando é que se vai comprar seja o que for.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Cabeça de Martelo

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Re: Reforma do Exército
« Responder #11 em: Janeiro 03, 2019, 03:12:36 pm »
Entretanto o jpg já foi actualizado:



Cá temos o BIMecLag.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Reforma do Exército
« Responder #12 em: Janeiro 03, 2019, 04:22:09 pm »
Entretanto o jpg já foi actualizado:



Cá temos o BIMecLag.

E foi uma bela trampa de actualização, deixa que te diga, senão vejamos, aparece o BiMecLag, que para começar a designação  correcta seria BiMec(L) ou BiMec(l) e porque não aparecem os dois BiMec(r) ??
Se os escalões das (sub)unidades está bem refletido na BriMec porque não acontece o mesmo nas restantes Brigadas ??

Abraços
« Última modificação: Janeiro 03, 2019, 04:32:44 pm por tenente »
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Reforma do Exército
« Responder #13 em: Janeiro 03, 2019, 04:26:58 pm »
Talvez porque isso dava trabalho a alterar... :mrgreen:

Pois, realmente quando vemos uma Instituição como o Exército a fazer estas bacoradas é de bradar aos céus. Melhor só as fotografias de militares Brasileiros quando mudaram para o actual formato.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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tenente

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Re: Reforma do Exército
« Responder #14 em: Janeiro 03, 2019, 04:29:43 pm »
Neste momento o Exército quer adquirir Obuses 155mm, exactamente para a BrigInt. Mas quer à anos... e ninguém sabe quando é que se vai comprar seja o que for.

Mas o que o Exército necessita é de obuses/peças de 10,5 os de 15,5 serão quanto 1/3 do total dos de 10,5 !!

Fazer apoio de fogos directo aos batalhões com peças obuses com uma cadência de tiro inferior a seis tiro/obus/minuto, que tem um alcance máximo inferior a 14kms, e que levam mais de sete minutos a entrar em bataria, é segundo a doutrina ocidental um erro e dos crassos !
Se ainda estivessemos a falar de autopropulsados a conversa era outra agora material rebocado que para fazer tiro temos de colocar o reparo apoiado no macaco frontal !!!!!
Será que alguém sabe quanto tempo é necessário só para colocar o obus na posição de tiro, não é pronto para fazer tiro, ou seja, apoiado em três pontos ????

Abraços 
« Última modificação: Janeiro 03, 2019, 04:34:25 pm por tenente »
 

 

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