O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas

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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #15 em: Fevereiro 20, 2018, 05:01:21 pm »
Ter batalhões com 300 elementos é curto, mas quando o efectivo desses batalhões nem chega aos 200 elementos é simplesmente ridículo. E a culpa, como já aqui foi dito muitas vezes, não é exclusiva do poder político; diria até que é, essencialmente, das chefias militares que se deixam comprar (muito) facilmente.
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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #16 em: Fevereiro 20, 2018, 06:59:37 pm »
Ter batalhões com 300 elementos é curto, mas quando o efectivo desses batalhões nem chega aos 200 elementos é simplesmente ridículo. E a culpa, como já aqui foi dito muitas vezes, não é exclusiva do poder político; diria até que é, essencialmente, das chefias militares que se deixam comprar (muito) facilmente.

Este sistema tem a grande vantagem de permitir a existência de de dúzias de regimentos fantasmas, com o seu quadro de oficiais superiores completo. Pelo menos o quadro apresentado tem o mérito de confirmar que em Portugal  um regimento não passa de uma companhia (quase) operacional.

Cumprimentos
 
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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #17 em: Fevereiro 20, 2018, 08:02:58 pm »


E estas são as unidade prioritárias para serem recompletadas com efectivos.
A situação nas restante unidades ainda é pior!!
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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #18 em: Fevereiro 20, 2018, 08:58:33 pm »
É o habitual Batalhão a duas Companhias, com 2 Pelotões cada.
 

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Camuflage

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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #19 em: Fevereiro 20, 2018, 09:54:19 pm »
A comissão para rever e reformar a lei de bases na Saúde também é só composta por advogados, não há um único médico. Este governo é talvez o que mais advogados tem. O parlamento devia aplicar a lei das quotas no que toca às profissões para representar uma maior variedade.

Mas também digo a respeito deste tema, não se pense que os tempos modernos se viva de grandes exércitos ou guerra de trincheiras.
 

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Lightning

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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #20 em: Fevereiro 21, 2018, 12:05:59 am »
Os quartéis vão deixar de estar vazios, vão-se transformar em parques de diversões...

Rede de turismo militar vai integrar visitas a quartéis
https://www.dn.pt/portugal/interior/rede-de-turismo-militar-vai-integrar-visitas-a-quarteis-9128182.html
 

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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #21 em: Fevereiro 21, 2018, 11:46:43 am »
Eis uma resposta que obtive depois de enviar a mesma coisa para vários contactos:

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You are in better condition than us….

É de um Sargento de uma unidade especial de uma certo país Europeu.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #22 em: Fevereiro 21, 2018, 03:56:24 pm »
Eis uma resposta que obtive depois de enviar a mesma coisa para vários contactos:

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You are in better condition than us….

É de um Sargento de uma unidade especial de uma certo país Europeu.

Se Portugal mal tem capacidade para se defender devido ao pouco equipamento e falta de pessoal que temos até gostava de saber de aonde é esse sargento.
Provavelmente do Luxemburgo, só se for....
 :jok:
 

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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #23 em: Fevereiro 21, 2018, 04:17:53 pm »
O Exército Belga também é bem fraquinho...não tem carros de combate, não tem artilharia auto-propulsionada, (já) não tem artilharia anti-aérea...
 

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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #24 em: Fevereiro 21, 2018, 05:22:10 pm »
É o resultado de quase de mais de uma década de falta de investimento e de políticas anti-forças armadas por esta Europa fora.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 
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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #25 em: Fevereiro 21, 2018, 05:36:40 pm »
Eis uma resposta que obtive depois de enviar a mesma coisa para vários contactos:

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You are in better condition than us….

É de um Sargento de uma unidade especial de uma certo país Europeu.

Se Portugal mal tem capacidade para se defender devido ao pouco equipamento e falta de pessoal que temos até gostava de saber de aonde é esse sargento.
Provavelmente do Luxemburgo, só se for....
 :jok:

É provavel que no Luxemburgo eles estejam melhor... e como podes pensar, eu não irei identificar nem o militar nem a sua unidade/país.

Só digo que não é no Luxemburgo, nem na Bélgica.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #26 em: Fevereiro 21, 2018, 08:32:23 pm »
Então deve ser na Dinamarca...
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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #27 em: Fevereiro 21, 2018, 08:53:24 pm »
O efetivo total das unidades de infantaria da brigada com maior empenhamento operacional e prontidão é o equivalente a um batalhão a sério reforçado...
Mas disperso em 5 regimentos, mais o Regimento de Infantaria 1. Juntando as três brigadas não dá uma.

Mas calma pessoal, para este ano o exército já foi autorizado a incorporar mais 72 oficiais no quadro permanente, não vá alguma unidade fantasma ficar sem comandante daqui a uns anos.


Mas também digo a respeito deste tema, não se pense que os tempos modernos se viva de grandes exércitos ou guerra de trincheiras.

Certo, mas as outras capacidades para "tempos modernos" também nos faltam. E é sempre um problema afirmar com grande certeza as condições em que se dará a próxima guerra, a História está aí para o confirmar vezes sem conta.
E ainda assim, há uma diferença entre não ter um grande exército e ter uma brigada ligeira com 600 e pouco infantes. É ridiculamente pouco.
 
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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #28 em: Fevereiro 24, 2018, 12:01:31 am »
Na sequência do post anterior e como a justificação para todos os males do exército costuma centrar-se na ausência de praças lembrei-me de fazer umas contas simples

No único relatório de gestão do exército a que consegui ter acesso publico (ano de 2015) informava-se que em Dezembro desse ano existiam um total de 8650 praças. Pelos quadros de pessoal que aparecem no diário da republica os praças em funções nas estruturas orgânicas do exército seriam à volta 9000, pelo que o numero real existente deverá andar entre estes dois valores.

Tendo em contas os motoristas para as chefias, para os museus militares e outras coisas que ignoro decidi arbitráriamente que desse grupo apenas 5000 é que seriam elegíveis para os regimentos operacionais (cavalaria/infantaria/artilharia/engenharia/...)

Continuando a aritmética a pensar unicamente nos praças e
contando uma secção de infantaria como 7(sete) praças mais 1 sargento dá 5000/7= 714 secções
contando um pelotão como 3 secções+secção de comando dá 714/4= 178 pelotões
contando uma companhia como 3 pelotões+ pelotão comando/apoio dá 178/4= 44 companhias
3 companhias mais a companhia de comando e serviços dá 44/4= 11 batalhões/regimentos completos ou sendo mais optimistas e contando com unidades a 70% de efectivos cerca de 15 batalhões/regimentos.

Em conclusão se houvesse uma organização adequada à realidade existente não deveria existir motivos para o envio de um par ou dois de companhias em missão ao estrangeiro provocar estas crises.

Cumprimentos,

nota: os valores decimais foram arredondados ao valor inteiro imediatamente inferior.
 

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Cabeça de Martelo

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Re: O Desmantelamento Deliberado das Forças Armadas Portuguesas
« Responder #29 em: Fevereiro 24, 2018, 11:25:09 am »
NATO: General Pavel reconhece “contributos importantes” de Portugal, mas insiste na meta dos 2%

O presidente do comité militar da NATO reconhece que Portugal dá contributos importantes à Aliança e que o empenhamento não se resume a dinheiro, mas encoraja o país a atingir a meta de 2% do PIB em despesas militares.

Numa entrevista à Lusa em vésperas de se deslocar a Portugal, o general Petr Pavel diz concordar com a tese que há muito tem vindo a ser defendida pelo Governo português de que outros contributos para a Aliança que não os meramente financeiros devem ser tidos em conta, mas ainda assim insta todos os Aliados a honrarem o compromisso feito na cimeira de Gales de dedicar 2% do respetivo Produto Interno Bruto (PIB) a despesas em Defesa.

“Portugal dá contributos importantes à nossa segurança comum. No terreno, as tropas portuguesas servem na brigada multinacional da NATO na Roménia. No ar, os caças portugueses têm mantido os céus seguros sobre a região do Mar Negro. No mar, os navios portugueses fortaleceram as forças marítimas da NATO. E no ciberespaço, está a ser construída em Portugal a ciberacademia”, apontou.

O general acrescentou que “Portugal também ajuda projetos de estabilização da NATO para lá das fronteiras da Aliança através da missão no Afeganistão” e, além disso, “também está a investir em capacidades fundamentais”.


“Por isso, sim, a despesa em defesa não se resume a dinheiro. Mas nós virámos uma página, com três anos consecutivos de crescente investimento em Defesa entre os aliados europeus e o Canadá. E gostaríamos de ver Portugal, assim como todos os Aliados, investirem 2% do PIB em Defesa, e encorajamos mais esforços para atingir essa meta em 2024”, declarou.

Questionado sobre a disponibilidade de Portugal para acolher o novo comando da NATO para o Atlântico – manifestada pelo titular da pasta da Defesa, Azeredo Lopes, na recente reunião de ministros da Defesa realizada em Bruxelas em 15 de fevereiro -, o presidente do comité militar da Aliança Atlântica disse que ainda é prematuro discutir a sua futura localização, remetendo uma decisão para a próxima reunião de ministros da Defesa, em junho próximo.

“Nesta altura, ainda estamos a analisar as nossas necessidades. Ainda não foram determinados os pormenores sobre a presença geográfica e os níveis de força da nova estrutura de comando porque essas decisões serão tomadas, juntamente com os níveis de pessoal, em junho, na próxima reunião de ministros da Defesa”, apontou.

O responsável sublinhou todavia que “este comando ‘Atlântico’ será estrategicamente importante, já que vai supervisionar as 40 milhas quadradas do Atlântico Norte e garantir que a estrada marítima entre a Europa e a América do Norte permanece livre e segura”, sendo por isso “vital para a aliança transatlântica”.

“A localização do novo quartel-general e dos quadros de pessoal da nova estrutura de comando serão decididas em junho na próxima reunião de ministros da Defesa. E os líderes dos Aliados acordarão uma estrutura de comando robusta e eficiente para a nossa Aliança na cimeira de Bruxelas, em julho”, reforçou.~

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nato-general-pavel-reconhece-contributos-importantes-de-portugal-mas-insiste-na-meta-dos-2
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

 

Forças mecanizadas do exército Espanhol à beira de Portugal

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