Detectar Notícias Falsas

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Detectar Notícias Falsas
« em: Janeiro 06, 2017, 01:00:53 am »
Já foi aqui referido o facto de haver muita "contra-informação" ou notícias falsas. Nem de propósito, surge um guia muito simples na Visão sobre a forma de detectar notícias falsas:

Guia básico para identificar notícias falsas

A VISÃO desta semana aborda o fenómeno crescente das notícias falsas e aqui explicamos como pode defender-se e detetar as mentiras

A VISÃO desta semana aborda o tema das notícias falsas e como é possível criar réplicas de meios de comunicação firmados e difundir títulos disfarçados de notícias, via redes sociais, para assim disparar os cliques e os lucros.
Detetor de mentiras

1 - Confirmar endereço URL como fonte fidedigna

2- Verificar se o tema em causa está a ser abordado por algum media de referência

3 - Identificar e validar as fontes de informação no artigo

4 - Ler mais do que um artigo sobre o tema que despertou o seu interesse

5 - Um bom exercício pode ser perguntar-se: qual a probabilidade do que acabei de ler ser verdade?

6 - Procurar a secção Sobre 
(ou About) e pesquisar no Google para confirmar se alguma fonte credível já escreveu sobre essas pessoas

7 - Observar as fotografias para detetar manipulações descaradas

Fonte: http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2017-01-05-Guia-basico-para-identificar-noticias-falsas
 
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Luso

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #1 em: Janeiro 06, 2017, 12:57:41 pm »
2- Verificar se o tema em causa está a ser abordado por algum media de referência

Erro crasso: são os mérdia "de referência" que fazem a pior propaganda e, precisamente por serem "de referência" é que é tudo papagaiado pelos outros, a "Visão" por exemplo, pasquim do mais politicamente correcto que possa existir.

3 - Identificar e validar as fontes de informação no artigo[/i]

Para isso é precisso conhecer as fontes e os autores para que se lhes conheça os interesses. Por exemplo, existem muitos "jornalistas de referência" que trabalham para "agências de referência" ou pra grupos de interesses no mínimo diabólicos como o CFR. O simples facto de trabalharem para a "Impresa" para mim é mais que suspeito.

5 - Um bom exercício pode ser perguntar-se: qual a probabilidade do que acabei de ler ser verdade?

Não basta. Estando formatado é difícil encarar certas possibilidades. Aconteceu comigo e certamente que ainda acontece!

6 - Procurar a secção Sobre e pesquisar no Google para confirmar se alguma fonte credível já escreveu sobre essas pessoas

Treta: O que é mais credível? O New York Times ou "The Corbert Report", por exemplo?

7 - Observar as fotografias para detetar manipulações descaradas

Como a dos White Helmets, ou os vídeos de propaganda que a TVI passa e depois desmente a seguir, quando a verdade vem ao de cima, descaradamente?

Cultura, experiência de vida, bom senso, humildade, e "prudentes como as serpentes".
Já agora, é mais fácil para um jovenzinho sem experiência de vida, acreditar na propaganda "humanista" e "sentimentaloide", que para um adulto que sabe como as coisas são realmente.

Repare que até os próprios "mérdia" nos dão instruções sobre a forma de melhor comer essa mesma propaganda.
Quem os conheça que os compre!

A Moda das "notícias falsas" é apenas uma acção de contra-informação no sentido de tirar credibilidade às fontes de informação alternativa e de fazer suspeitar das verdadeiras notícias, sobretudo quando a verdade for surpreendente.
É conhecer a política de desinformação do Cass Sunstein para ver o porquê da coisa.
« Última modificação: Janeiro 06, 2017, 01:00:59 pm por Luso »
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Luso

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #2 em: Janeiro 10, 2017, 04:07:31 pm »
A propósito dos "média de referência", comparem estes dois artigos. E vejam as datas:

"Time to Borrow" -  Paul Krugman AUG. 8, 2016 (Contexto: alta probabilidade mediática de Clinton presidente)
https://www.nytimes.com/2016/08/08/opinion/time-to-borrow.html?_r=0

"But while the politics remain uncertain, it’s clear what we should be doing. It’s time for the federal government to borrow and invest."

"Deficits Matter Again" -  Paul Krugman JAN. 9, 2017 (Contexto: Trump Presidente efectivo)
https://www.nytimes.com/2017/01/09/opinion/deficits-matter-again.html

"But back to deficits: the crucial point is not that Republicans were hypocritical. It is, instead, that their hypocrisy made us poorer. They screamed about the evils of debt at a time when bigger deficits would have done a lot of good, and are about to blow up deficits at a time when they will do harm."

Estão a ver para que é que se elevam chico-espertos com "Nóbeis" de modo a vender banha-da-cobra que interessa a quem manda?
Afinal, o que são notícias falsas e o que são "média de referência"?
Lembrem-se: Paul Krugman https://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Krugman
"Krugman was born to a Jewish family"

E quem manda na Reserva Federal, que decide as taxas de juro?

...

 A partir do momento em que concordarmos que os média não são nada mais que agências de propaganda, já estaremos melhor.

A propósito, recomendo que leiam este artigo
http://isteve.blogspot.pt/2006/09/unbearable-innocence-of-economists.html
« Última modificação: Janeiro 10, 2017, 05:20:05 pm por Luso »
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Luso

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #3 em: Janeiro 16, 2017, 06:58:40 pm »
Propaganda: Russian, Ukrainian & InRangeTV
https://www.full30.com/video/a6649413992d123fa7d03e84b776f037

Concordo totalmente com a conclusão do Kasarda.

Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Pedro E.

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #4 em: Janeiro 18, 2017, 01:54:52 pm »
 

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Pedro E.

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #5 em: Janeiro 21, 2017, 10:55:58 am »
 

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Viajante

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #6 em: Junho 27, 2017, 10:11:15 pm »
Atenção: Sites de notícias falsas contaminam as redes sociais

As redes sociais permitem-nos ter, de forma rápida, simples e gratuita, acesso a muita informação, sobretudo notícias de última hora de forma a estarmos actualizados, em tempo real, acerca de diversos acontecimentos.

Porém, sabemos que nem tudo o que está na Internet é verdade e deixamos hoje o alerta para os sites que se dedicam à criação de notícias falsas!



É muito comum o utilizador ver uma notícia, sobretudo cujo tema tenha algum impacto, e partilhá-la de imediato na sua rede social, muitas vezes sem ter o cuidado de verificar a fonte, data da notícia, corroborar com outras fontes, etc., e esta situação promove a partilha de notícias falsas e/ou desatualizadas.





Num dos sites tem a seguinte descrição:
O Website 24hnoticias.com permite-lhe criar notícias falsas. Isto tem criado um significante numero de notícias falsas por diversas pessoas que ao verem uma notícia interessante, apelativa, espantosa, ou chocante nas redes sociais com origem neste website sentem-se na obrigação de a partilhar.

Mas… estes sites acabam por ser perigosos pois, para além de incentivarem à criação de conteúdos falsos, não existe propriamente um filtro que limite o tipo de notícias a serem criadas nem a gravidade das mesmas.



Como consequência, vemos diariamente a serem partilhadas notícias falsas com temas de interesse geral, notícias graves, novas leis, acidentes, etc., que são depois partilhadas massivamente, criando uma desinformação viral que acaba até por transcender a Internet e ser motivo de comentários no dia a dia, da ‘vida real’, sem que as pessoas se apercebam de que, no fundo, estão a falar de algo irreal.

Na lei da imprensa, n.º 2/99, artigo 3º, podemos ler que:

    Limites

    A liberdade de imprensa tem como únicos limites os que decorrem da Constituição e da lei, de forma a salvaguardar o rigor e a objectividade da informação, a garantir os direitos ao bom nome, à reserva da intimidade da vida privada, à imagem e à palavra dos cidadãos e a defender o interesse público e a ordem democrática.

Por sua vez, no Decreto-lei 85-C/75, de 26 de Fevereiro, no Artigo 28º:

    Difamação, injúria e prova da verdade dos factos

    10. É punida com a pena correspondente ao crime de difamação a publicação intencional de notícias falsas ou boatos infundamentados, sendo circunstância agravante o facto de estes visarem pôr em causa o interesse público ou a ordem democrática. Em tais casos admite-se sempre a prova da verdade dos factos.

Podemos encontrar mais informações importantes na legislação do Código Penal.



Como podemos ver pelas imagens, estas ‘notícias’ referem-se sobretudo a temas pelos quais as pessoas sentem curiosidade, facilitando e promovendo a partilha das mesmas. Vemos ainda que as ‘notícias’ são massivamente partilhadas, comentadas ou têm alguma reação das pessoas.

https://pplware.sapo.pt/internet/atencao-sites-de-noticias-falsas-contaminam-as-redes-sociais/

Deixo um bom trabalho sobre vários sites populares nas redes sociais, que permite a qualquer um criar uma notícia falsa em muito pouco tempo! Se há endereços que são bloqueados, porque é que há sites de criação de notícias falsas que passam impunemente!?
« Última modificação: Junho 27, 2017, 10:13:20 pm por Viajante »
 

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Lusitano89

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #7 em: Junho 30, 2017, 11:56:01 am »
 

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Viajante

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #8 em: Julho 14, 2017, 11:11:12 am »
“Os Truques da Imprensa Portuguesa” dão a cara: “Não defendemos nem atacamos o Governo”

Foi desvendado o mistério: os criadores da página "Os Truques da Imprensa Portugal" são Pedro Bragança (arquitecto) e João Marecos (advogado). Em entrevista conjunta (e por escrito) ao "Jornal Económico" recusam assumir a função de "provedores do leitor 'online'", dizendo que apenas formam uma "comunidade de leitores". E prometem manter a "vigilância" sobre a comunicação social.



O que é que vos motivou a criarem a página “Os Truques da Imprensa Portuguesa”?
Os “Truques” começaram por ser mais uma pequena página de Facebook. Propunha-se a reagir à forma como alguma imprensa intervinha intencionalmente na agenda mediática em Portugal. Não tínhamos um plano. Todas as páginas nascem com o tamanho dos seus autores. Assim foi com “Os Truques”: não éramos nada mais que nós, anónimos sob qualquer perspectiva, a escrever o que queríamos para um pequeno grupo de pessoas, como qualquer pessoa que nos lê o pode fazer. Com a evolução da página, esta tornou-se muito maior do que nós: passámos a ter seguidores, os nossos alertas sobre notícias passaram a ter impacto e um alcance tremendo. Com esse processo de evolução, fomos pensando e expondo na página os princípios a que aderíamos, o propósito que assumíamos, enfim: fomos criando as normas que guiam o nosso, agora sim, projeto. Um projeto público na sua propriedade e comunitário na sua orgânica. O que a página será, no futuro, é incerto. O que é hoje, é claro: o maior agregador de crítica de imprensa em Portugal. Como toda a crítica, há quem concorde ou quem discorde. Mas não vendemos factos, que são ou não são: construímos e oferecemos pontos de vista, que são os nossos, necessariamente enquadrados pela nossa realidade, necessariamente subjetivos, e que podem ser aceites ou rejeitadas por quem os lê.



Nesse momento inicial esperavam vir a ter mais de 150 mil seguidores e o reconhecimento público que ficou patente nestes últimos dias, para o bem (os vossos admiradores) e para o mal (os vossos detratores)?
Não esperávamos. O sucesso da página confirma a nossa intuição inicial de que havia um desconforto generalizado com abordagens de alguma imprensa em relação a alguns temas. Também não tínhamos noção de toda a extensão de truques, erros ou malabarismos que se fazem. Fomos ganhando essa consciência à medida que nos foram chegando mais e mais denúncias. No total serão muitos milhares de denúncias. O reconhecimento da página, para o bem e para o mal, tem a grande virtude de proporcionar um debate sobre várias coisas, desde a legitimidade do anonimato ao papel da imprensa e dos jornalistas no jogo da democracia.



A intenção era criar uma página humorística, ou já levavam a sério a iniciativa e queriam assumir o papel que agora parecem desempenhar de “provedores do leitor ‘online’”?

Como dissemos, não havia um projeto. Isto que vêem hoje é algo muito depurado, é um produto que resulta de diversas fases de reorganização e revisão, daquilo que nós achámos que devia ser o objeto da página, à medida que fomos ganhando muitos seguidores e com eles muita responsabilidade. A página dos “Truques” é um processo e não um facto consumado. Inicialmente fazíamos as brincadeiras que queríamos, publicávamos coisas para nós. Não se esqueçam que não começámos a fazer a página para 150 mil pessoas, mas literalmente para duas. Foi um caminho que se fez e será um caminho que se fará.

 

Até há alguns anos atrás, os jornais tinham “provedores do leitor” que faziam mais ou menos o vosso papel, mas de uma forma mais especializada, na medida em que costumava ser desempenhado por jornalistas veteranos, com grande experiência e conhecimento da profissão. Acham que os jornais deveriam voltar a ter “provedores do leitor”? A vossa página está de algum modo a preencher esse vazio de auto-crítica e auto-escrutínio do jornalismo?

Nós não somos provedores do leitor: esse papel, nos casos em que não está ocupado, permanece por ocupar e mal, pois é da maior importância que cada jornal indique um interlocutor com o qual os leitores podem interagir. Nós somos leitores, tão somente. Somos uma comunidade de leitores. O anonimato do João e do Pedro acabou, mas a página continua a ser uma comunidade, com artigos a surgirem de denúncias que nos chegam à caixa de mensagens, com correções que nos sugerem nos comentários, enfim, com a colaboração de muita gente. A tentação de personalizar o conteúdo de página em nós os dois vai existir e estamos inteiramente tranquilos com isso, porque temos orgulho no trabalho que a página desenvolve. Quem quiser criticar, ofender, atacar, já tem os seus alvos. Mas se for para atribuir louros, méritos à página, então esses não nos pertencem nem os queremos. “Os Truques da Imprensa Portuguesa” não são o João e o Pedro, são as milhares de pessoas que contribuem diariamente para uma pressão vigilante de leitores à sua imprensa.

Porque é que ocultaram as vossas identidades até serem forçados a revelá-las? O que temiam mais: poderem vir a ser prejudicados nas respetivas vidas profissionais, ou que colocassem em causa a imagem de isenção e independência da página através da divulgação de ligações a partidos políticos?

A imagem de isenção e independência da página foi colocada em causa, desde logo, a partir do momento em que começámos a ter um número elevado de seguidores. E éramos anónimos. Não temíamos porque essas acusações sempre se fizeram. Felizmente, para nós, já nos ligaram a quase tudo, seja em política, desporto… É importante distinguir os dois conceitos. Nós nunca prometemos uma falsa ou pretensa isenção. Quem está numa posição de crítica tem de tomar parte e é isso que está escrito desde os primeiros dias na nossa declaração de princípios, várias vezes republicada: “Esta página não é nem pretende ser um instrumento de informação. Não somos um órgão de comunicação social, não possuímos estatuto editorial, nem respondemos perante a lei da imprensa. Exigimos isenção, imparcialidade e equilíbrio. Para isso, temos de tomar posições e tomar posição obriga-nos, necessariamente, a assumir uma parte. Não nos fazemos passar por aquilo que não somos nem nos substituímos a quem não nos podemos substituir. Se procura imprensa, compre. Aqui não a encontrará porque também não a vendemos.”

 

Não receiam, portanto, que surjam dúvidas em torno dessa imagem de isenção e independência.

Já a nossa independência nunca esteve sequer em causa. Somos independentes no plano crítico, financeiro, e levamos muito a sério essa ausência de dependências ou obrigações. Cremos que o fim do anonimato não alterou uma vírgula na relação de cada seguidor (ou não seguidor) com a página. Quem seguia e confiava, continua a seguir e confiar. Quem não seguia e não confiava, continua a não seguir e não confiar. A questão é mais profunda: porque é que alguém precisa de saber quem é a pessoa por trás da crítica para saber se deve ou não concordar com ela? Nós, se não sabemos quem é o autor, não assumimos que ele é isento e imparcial. Pelo contrário. Lemos tudo sob o pressuposto de que a pessoa que escreve é altamente parcial. E julgamos o que lemos através do nosso próprio julgamento. E concluímos: esta crítica é altamente parcial, não concordo; ou pelo contrário: não sei quem é o autor, mas a crítica faz todo o sentido, quer ele seja altamente parcial, quer ele seja completamente alheio a isto tudo.

A falácia genética, que consiste em aprovar ou desaprovar algo com base apenas na sua origem, chama-se falácia por alguma razão e não deixa de o ser por se gritar “Cobarde!” a altos berros. É nessa falácia que laboram todos, mesmo os que têm boas intenções, todos os que pretendem que sem a identidade dos autores, a origem da crítica, não se pode avaliar o valor dessa crítica. A falácia “ad hominem”, por seu lado, consiste em negar uma proposição com uma crítica ao seu autor e não ao seu conteúdo. E esta falácia não morre por sermos anónimos, claro: recebemos muitas destas quando, saltando por cima da crítica, nos vinham criticar o anonimato. Mas perde força quando não se baseia em coisas concretas, como agora passará a acontecer. Por exemplo: eu, João, sou do Benfica; faço uma publicação em que denuncio um truque contra o Benfica; estou sujeito a que me digam: “este post foi o lampião a fazer, que falta de isenção…” Mas, na verdade, o facto de o João ser benfiquista não retira em nada legitimidade à sua crítica a uma notícia sobre o Benfica. Se essa crítica for, de facto, falaciosa, tanto faz o João ser benfiquista ou portista, porque a crítica em si será sempre inválida. E essa crítica tem autonomia por si e um valor próprio. Sobre o direito ao anonimato escreveremos um dia por extenso. Será necessário lançar um debate amplo sobre a questão, em que cada um entre com a disponibilidade de ouvir os argumentos dos outros. Quem tem certezas absolutas, e nós nunca as tivemos, não é útil. Sobre o direito à privacidade, não precisamos de dizer muita coisa. Não somos figuras públicas nem quisemos tornar-nos com esta página. Também não somos uns eremitas que se recusam a aparecer. Simplesmente, queremos aparecer nos nossos termos. Esta página tornou-se, para nós, uma espécie de voluntariado, o nosso contributo fora daquelas que são as nossas carreiras próprias, através da qual podemos oferecer alguma coisa à melhoria da democracia – porque não há democracia sem imprensa. Não ganhamos um cêntimo com “Os Truques”. Gastamos horas e horas sem ficar com louros de nada, que dispensamos perfeitamente. O facto de não aparecermos para navegar o sucesso da página incomodou muita gente.

 

Além do Pedro Bragança e do João Marecos, quem são os outros administradores ou editores da página?

Não há outros administradores. Fundámos os dois a página em 2015 e somos atualmente os únicos administradores. Com o tempo, fomos desafiando malta mais nova e lançámos até uma espécie de concurso público para novos colaboradores. Um “Call for Editors”. A nossa defesa do anonimato mantém-se e estende-se a todos os que colaboram ou colaboraram com a página. Quem quiser assumir a sua participação, é inteiramente livre de o fazer. Quem não quiser, não precisa de o fazer.

 

Que jornais é que lêem regularmente? E refiro-me a conteúdos pagos, na edição em papel ou “online” mas pagos. Esta pergunta resulta do facto de a maior parte das vossas publicações estarem relacionadas com conteúdos gratuitos, disponibilizados nos “sites” de órgãos de comunicação social, ou conteúdos de estações de televisão, e não propriamente com publicações da imprensa escrita. Nunca vi um recorte de jornal na vossa página, por exemplo, ou um conteúdo pago, restrito a assinantes.

Subscrevemos o “Público” e o “Expresso”. Compramos esporadicamente outros jornais, portugueses e estrangeiros. Subscrevemos a “The Atlantic” e, por períodos e para temas específicos, o “The New York Times” e o “Libération”. Não temos por hábito comprar imprensa desportiva, à exceção da “Panenka”, uma revista espanhola muito recomendável. Não é verdade que só publiquemos conteúdos gratuitos. São inúmeros os exemplos de conteúdos pagos partilhados pela página. Apenas em casos muito excepcionais e justificados colocamos recortes de jornais. Primeiro, porque consideramos um desrespeito fornecer publicamente, no próprio dia, um conteúdo integral que custou dinheiro a produzir. Depois, porque as nossas subscrições são “online” e só quando nos enviam para a caixa de mensagens denúncias com recortes digitalizados é que os vemos. Diríamos que os nossos recortes são, fundamentalmente, “screenshots”, os recortes dos tempos modernos.

 

Uma das grandes fontes de “truques” que denunciam na página é o denominado “clickbait”. Mas julgo que há dois tipos de “clickbait”: o que sugere falsidades ou induz em erro, prática inaceitável; e o benigno que recorre a títulos mais enigmáticos, parcelares, com o intuito de cativar o leitor do Facebook no sentido de visitar o “site” do órgão de comunicação social que produziu (com custos) aquele conteúdo. Porque é que não distinguem entre os dois tipos de “clickbait” e tratam tudo por igual?

Não há “clickbait” benigno. Aquilo a que chama “clickbait” benigno não deve ser, para nós, considerado “clickbait”. No atual modelo de negócio, os jornais não podem sobreviver sem visualizações nos seus espaços próprios, porque, como sabemos, o “buzz” nas redes sociais não dá qualquer retorno financeiro. Do nosso ponto de vista – que, insistimos, não é o ponto de vista de especialistas, mas sim de leitores –, este facto obriga a toda uma reorganização das bases do jornalismo e do seu sistema produtivo. Isso inclui, naturalmente, a forma de fazer títulos. Para nós, um título que suscite curiosidade, que contenha um enigma, que, sendo esclarecedor, convide o autor a ler o resto do texto é um bom título. Não é “clickbait”. O “clickbait” é um título que engana intencionalmente o leitor e o leva a concluir, antes do “click”, algo que depois não se confirma. Por exemplo, a 29 de janeiro, o suplemento económico do “Jornal de Notícias” e “Diário de Notícias” escreveu: “Trump em Portugal” e, depois, a notícia era sobre a forma como alguns portugueses viam Donald Trump. Não é sério, é “clickbait” e é um título terrível. Aliás, basta-nos ir à etimologia da palavra: “click”+”bait” = isco de cliques. Tal como os iscos de pesca são um logro para os peixes e representam o seu fim, o “clickbait” é um logro para os leitores e, neste caso, representa o fim para o jornalismo. Está mais do que provado que não é esse o caminho, porque, mesmo que resolva temporariamente alguns problemas e ajude a enfrentar um cenário financeiro aflitivo, cria um processo de erosão irreversível e que vai acabar por destruir o mais importante e mais original no jornalismo: a confiança dos leitores. Essa confiança é minada por notícias erradas, notícias manipuladoras, notícias fraudulentas ou “clickbaits”. Notícias lêem-se em qualquer lado. É pela confiança que se paga.

Assistimos a uma contínua perda de leitores de jornais, desde há mais de uma década. O jornalismo português atravessa uma crise profunda: desemprego generalizado, redações com cada vez menos trabalhadores, condições laborais a degradarem-se. Em grande parte por causa da quebra das receitas de publicidade. A aposta no “online” visa captar uma parte dessas receitas e mesmo assim não tem sido suficiente, ou ainda não é suficiente para consubstanciar um modelo de negócio minimamente rentável. Ou pelo menos sustentável. Têm em consideração esta realidade quando fazem apelos diretos a que não se comprem jornais? Ou quando reparam que a maior parte dos vossos seguidores se vangloria de não ler jornais? Refiro-me mais uma vez a conteúdos pagos, na edição em papel ou “online”.

Nunca, em momento algum, apelámos a que não se comprassem jornais. Nunca. Pelo contrário, sempre que nos perguntam “que jornal recomendam” a nossa resposta é invariavelmente “vários, porque diversificar as fontes é a melhor maneira de encontrar a verdade”. É, portanto, absolutamente falso que façamos ou tenhamos alguma vez feito esse apelo ou que façamos uma apologia da desinformação. Só por má fé ou não acompanhamento da página se pode dizer uma coisa dessas. Qualquer seguidor da nossa página sabe isto perfeitamente. É essencial que se perceba que nós não somos contra o jornalismo nem odiamos o jornalismo. Antes pelo contrário. É por considerarmos o jornalismo vital que promovemos a exigência em relação a ele.

Apesar da crise do modelo de negócio da imprensa escrita, no Reino Unido ou nos EUA há vários jornais que mantêm vendas superiores a um, dois, três milhões de exemplares. Em Portugal, os mais vendidos estão na ordem dos 100 mil exemplares. E os números das assinaturas “online” ainda são muito reduzidos e não compensam a perda de leitores dos últimos anos. Se as pessoas em Portugal não estão dispostas a pagar pela informação que consomem, mesmo quando se trata de valores quase irrisórios como as assinaturas “online”, na vossa perspetiva, de que forma é que se poderá dar a volta a esta situação?

Temos opiniões pessoais sobre isso, mas não falamos por ninguém. Pagamos para ler bons conteúdos, boas reportagens, boas entrevistas, boas crónicas. Achamos que é preferível que sejam os leitores a financiar um jornal, ao optarem por pagar bons conteúdos, do que um grupo económico ou um mecenas. Achamos que é preferível que sejam os leitores do que o Estado, como acontece em diversos países, como em França. Mas também sabemos que, em Portugal, há uma esmagadora maioria da população que não vê vantagem em pagar por informação. E que parte dessa esmagadora maioria nem tem, sequer, condições económicas para equacionar a opção. A informação é um privilégio que precisa de ser democratizado. Não há fórmulas mágicas, mas a preservação do contrato de confiança entre os jornais e os leitores é um bom princípio. Talvez a entrada dos jornais no “online” tenha sido mal programada, embora esse seja um tema que preferimos deixar para aprofundamento dos especialistas. Mas, enquanto meros leitores, temos algumas questões. Como é possível quererem que as pessoas paguem por um jornal se no separador ao lado têm outro que é inteiramente grátis? Sim, até pode ser pior. Sim, é financiado por um grupo económico ou por um grupo de empresários cujo interesse em manter uma estrutura altamente deficitária não é, à partida, compreensível. Mas, obviamente, este factor é um factor de desvalorização global de todo o “online”.

..... (ver artigo original)

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/os-truques-da-imprensa-portuguesa-dao-a-cara-nao-defendemos-nem-atacamos-o-governo-184553
 

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #9 em: Setembro 23, 2017, 12:39:04 pm »
FACT CHECK do OBSERVADOR

Há uma Rubrica no portal Observador, que se chama Fact Check, que é bastante interessante e que mais não é que um conjunto de investigações dos jornalistas a afirmações feitas pelos políticos. E é sem surpresa nenhuma que apanhamos todos os políticos sem excepção, a mentirem!

Esta verificação das afirmações não se limita aos políticos portugueses, abrange também afirmações mais polémicas dos políticos a nível global, como por exemplo Erdogan quando atacou os Holandeses pelo massacre de Srebrenica (http://observador.pt/factchecks/a-holanda-e-responsavel-pelo-massacre-de-srebrenica/), em resposta à nega que os Holandeses deram a políticos turcos fazerem campanha pelo referendo em solo Holandês!

É sem dúvida uma rubrica muito interessante e que podemos consultar aqui: http://observador.pt/seccao/observador/fact-check/  Para colocar a nú todas as mentiras que os políticos dizem!
 

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #10 em: Setembro 23, 2017, 08:17:52 pm »
Havia um artigo muito interessante no Areamilitar sobre este tema.
Mas ao ler certas coisas não posso deixar passar...

Citar
É exagerado atribuir o massacre à Holanda, porque quem carregou no gatilho foram os bósnios sérvios. Mais responsabilidade teve Belgrado e Milosevic do que os holandeses. Na verdade estavam em minoria, tinham menos homens e meios e não estavam minimamente preparados para um cenário de guerra (que era bem dura). Apenas para um cenário de manutenção de paz.

A culpa não é dos holandeses que estavam responsáveis pela proteção mas sim dos Sérvios porque carregaram no gatilho?!?!?!
Olha que caraças!!! Então estavam lá para fazer o quê?!?!? Proteção a eles próprios??

Então está explicado!! Em Tancos a culpa não é de quem estava lá de serviço ou das chefias negligentes!!
A culpa é dos ladrões!!!!  :N-icon-Axe:
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #11 em: Setembro 23, 2017, 09:59:01 pm »
Havia um artigo muito interessante no Areamilitar sobre este tema.
Mas ao ler certas coisas não posso deixar passar...

Citar
É exagerado atribuir o massacre à Holanda, porque quem carregou no gatilho foram os bósnios sérvios. Mais responsabilidade teve Belgrado e Milosevic do que os holandeses. Na verdade estavam em minoria, tinham menos homens e meios e não estavam minimamente preparados para um cenário de guerra (que era bem dura). Apenas para um cenário de manutenção de paz.

A culpa não é dos holandeses que estavam responsáveis pela proteção mas sim dos Sérvios porque carregaram no gatilho?!?!?!
Olha que caraças!!! Então estavam lá para fazer o quê?!?!? Proteção a eles próprios??

Então está explicado!! Em Tancos a culpa não é de quem estava lá de serviço ou das chefias negligentes!!
A culpa é dos ladrões!!!!  :N-icon-Axe:

Quando escolhi a notícia do massacre na Bósnia, foi mais ou menos propositado da minha parte, mas não no sentido da responsabilidade dos Holandeses. Aliás eles têem a perfeita noção de que são responsáveis pelo que sucedeu. A mim incomodou-me a parte do Erdogan vir levantar essa questão e ao mesmo tempo fica amnésico com o que se passa com os curdos, ou o que se passou com os Arménios e na qual os Turcos são responsáveis. Ainda para mais a reclamação do Erdogan vem a propósito de uma nega dos Holandeses a aceitarem fazer campanha política na Holanda a um referendo que na prática torna o Erdogan num ditador!!!!!

Agora, obviamente que os factos nunca são vistos de mesma forma por diferentes pessoas e mesmo o Observador faz referência ao vídeo comprometedor do comandante Holandês.
 

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #12 em: Janeiro 28, 2018, 03:18:13 pm »
Um exemplo que encontrei hoje, de uma notícia que não corresponde à realidade, mas que utiliza um título para chamar a atenção dos potenciais leitores, o qual não corresponde à realidade. Bem sei que todas as semanas há muitos exemplos parecidos, mas este é flagrante.... principalmente quem mora perto na região.

É uma notícia do Jornal de Negócios de 1 de Agosto de 2017, com o sugestivo título: "Fundação Eugénio de Almeida compra Caves da Murganheira".

Quando lemos a própria notícia, descobrimos que afinal as Caves adquiridas foram a: "Tapada do Chaves - Sociedade Agrícola e Comercial, S.A.", que realmente pertencia às Caves da Murganheira. Como provavelmente ninguém conhecia a empresa, esticam a notícia a sugerir que foram as Caves da Murganheira vendidas....... um mau exemplo do jornalismo, porque no resto da notícia até explicam correctamente o que se passou!!!!!

O link da notícia aumentada: http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/agricultura-e-pescas/vinho/detalhe/fundacao-eugenio-de-almeida-compra-caves-da-murganheira
 

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Re: Detectar Notícias Falsas
« Responder #13 em: Dezembro 22, 2018, 08:25:44 pm »
Especial Fake News de Natal (2): O Pai Natal é uma invenção da Coca-Cola?

Muitos dizem que sim, que o Pai Natal é um dos símbolos máximos do capitalismo selvagem que terá tomado conta do planeta. Estão, porém, totalmente errados.



Um dos mitos mais repetido na época natalícia respeita à autoria da figura do Pai Natal. São muitos os que acreditam que foram os criativos da Coca-Cola que criaram o seu fato e a sua personagem. Pois bem, a história é muito diferente - na verdade, a figura do Pai Natal inspira-se em São Nicolau.

Santo católico, venerado também pelos cristãos ortodoxos, patrono das cidades de Moscovo e Amesterdão, Nicolau nasceu por volta do ano 260 na cidade portuária de Patara e falava grego. Acabou por chegar a bispo de Myra, hoje Demre, cidade turca onde se passeava vestido com uma túnica e uma capa e onde terá morrido no dia 6 de Dezembro de 343, data em que actualmente é assinalado o seu dia no calendário cristão.



Patrono das crianças, Nicolau tem muitas histórias a si ligadas que sublinham a sua generosidade. Uma das mais mencionadas garante que, perante as dificuldades financeiras de um homem que tinha três filhas para casar, Nicolau o ajudou com sacos de ouro, no sentido de prevenir uma eventual entrada das filhas no mundo da prostituição.

O grande responsável pela imagem de um Pai Natal barbudo, bonacheirão, trajado de vermelho e branco, chama-se Thomas Nast, um cartoonista que nada tinha a ver com a Coca-Cola e que na edição de 1 de Janeiro de 1863 (a Coca-Cola só seria lançada 23 anos depois), fez uma ilustração que foi a capa da revista Harper’s Weeklys e que viria a marcar toda a iconografia daí em diante associada à mítica figura.



Em 1920 o Pai Natal apareceu pela primeira vez num anúncio da Coca-Cola publicado no The Saturday Evening Post. Perante o sucesso verificado, passou a ser regularmente utilizado em campanhas publicitárias da marca, mas só em 1931, quando a companhia contratou o artista Haddon Sundblom para criar uma personagem que estivesse entre o real e o imaginário, a personificação do espírito natalício e a felicidade que a empresa procurava associar à bebida, é que o “boneco” se aproximou definitivamente daquele que ainda hoje conhecemos. Para tal, o ilustrador inspirou-se no poema "A Visit From St. Nicholas", de Clement Clark Moore.

https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/especial-fake-news-de-natal-o-pai-natal-e-uma-invencao-da-coca-cola
 

 

SIC Notícias suspende Plano Inclinado de Mário Crespo

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