Portugal no jogo Wargame: Red Dragon! Preciso da vossa ajuda!

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Broth3r

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Portugal no jogo Wargame: Red Dragon! Preciso da vossa ajuda!
« em: Novembro 25, 2016, 10:48:14 pm »
Meus caros.

Estou neste momento a preparar uma proposta para a adição de Portugal ao jogo Wargame: Red Dragon. Fiz a minha pesquisa, mas cheguei ao limite do que consigo fazer sozinho, e preciso da vossa ajuda.

Wargame: Red Dragon é um RTS (RTT na verdade, o jogo foca-se apenas no controlo das unidades no terreno) situado num cenário de Guerra Fria "quente" aproximadamente entre 1970 e 95 (podendo "esticar" em certos casos), com 19 nações representadas (21 para a semana, com a adição da Jugoslávia e da Finlândia) e mais de 1700 unidades individuais. Apesar do nome, o jogo não é inteiramente realista, um "wargame" puro: dado o foco no arsenal das nações, e a presença de diverso protótipos ou unidades não produzidas para preencher lacunas, o jogo tende a representar não tanto a capacidade real das nações, mas o melhor que poderiam ser. Esta abordagem permite um jogo balanceado e, raro num jogo situado na Guerra Fria, um forte foco em nações para além dos Estados Unidos e da URSS, com a bem-vinda diversidade que isso traz.



Outro detalhe importante é a organização dos arsenais nacionais. Ao contrário de outros jogos, estes não são fixos; os jogadores criam o seu próprio agrupamento (ou "decks"), com certos bónus e restrições. Deixo aqui um exemplo (1, 2).

Ora, há alguns meses atrás, por pura curiosidade, procurei descobrir como seria Portugal no contexto deste jogo. Apesar de ter algum conhecimento a nível de equipamento militar (principalmente aviação), sou só um amador nesse aspecto; sou um jogador acima de tudo e não tenho ligações a círculos militares. Mas tentei de qualquer forma, e este foi o resultado. E como disse na altura, nada mais foi do que um produto da minha curiosidade, um sonho, sem perspectivas que fosse nada mais.

Mas as circumstancias mudaram. O jogo sofreu uma revitalização, com quatro nações adicionadas no espaço de meses, e a minha proposta foi muito bem recebida, ultimamente tenho até visto outros utilizadores a colocarem Portugal nas suas "wishlists" - e estaria a mentir se não dissesse que tal me dá algum orgulho. Por isso redobrei os esforços, com a crença de que sendo difícil, não é impossível, e o maior passo que posso tomar é avançar eu mesmo com uma proposta sólida, como outras nações já o fizeram com sucesso (a Finlândia e a Jugoslávia). Não ignoro que mesmo com as abstrações permitidas pelo jogo, Portugal seria uma das nações mais fracas - mas não a mais fraca. Melhor morrer na praia que longe dela. E não posso esconder que vejo este esforço em parte como um serviço ao meu país.

Este é o somatório dos meus esforços.

Procurei, detalhei e desenterrei tudo o que pude, mas creio ter chegado ao limite dos meus esforços. E dai o meu pedido de ajuda a quem mais sabe. Gostaria de vos pedir a vossa opinião em geral sobre a minha lista, a sua precisão e qualidade, mas em particular, gostaria que me pudessem ajudar a preencher as lacunas que faltam. Em particular:
- As datas de entrada a serviço (ou produção, no caso do protótipos) que me faltam. Uma aproximação serve - apenas datas entre 80 e 91 devem ser precisas, dado que é possível limitar a utilização de unidades por "era".
- As designações. Naturalmente, pretendo usar designações nacional para todos os vehiculos - devo simplesmente adicionar as designações de modelo/ano (e quando mudam estas de 3 para 2 dígitos)? O prefixo AM para autometralhadoras?
- Outros protótipos e/ou compras analisadas e não finalizadas, mas que se possa assumir que seriam num cenário de guerra total. Eu compreendo que tal não é uma representação precisa nas nossas Forças Armadas e que este é portanto um pedido controverso, mas existe algum material nesta posição que possa preencher lacunas na nossa capacidade, em particular em defesa anti-aérea, área em que estamos em défice relativo a todas as outras nações no jogo?

Obrigado pela vossa atenção.
« Última modificação: Novembro 25, 2016, 10:53:54 pm por Broth3r »
 
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Re: Portugal no jogo Wargame: Red Dragon! Preciso da vossa ajuda!
« Responder #1 em: Novembro 26, 2016, 06:46:20 pm »
Olá,
Broth3r, grande iniciativa e trabalho. Infelizmente acho que não tenho mais nada para contribuir.

Apenas alguns pontos:
  • Também chegou-se a testar os pods dos Texan nos Alouette II, mas não passaram mesmo de testes.
  • Tinha ideia que o armamento de rockets no Alouette III tinha passado dos testes e que após o Ultramar chegaram a existir Alouette III armados e prontos para a luta em caso de conflito. Confirmando-se tal, ou existindo espaço de manobra com a criatividade, talvez uma outra variante e estilo segunda opção de um Alouette III armado seria merecida.
  • As tentativas por parte das chefias militares para a compra de helicópteros de ataque (AH-1) foram tantas que talvez mereça uma "menção" honrosa segundo também a linha ideia de sair da realidade do que foi. Poderá encontrar algumas referências no artigo do A-7P na Wikipédia (EN). Já não me lembro se uma das revistas do GALE/UALE também fazia menção desta tentativa de compra de helicópteros de ataque durante a Guerra Fria.
  • Se não me engano, os Super Lynx só receberam mesmo a capacidade de serem armados com uma Browning recentemente. Embora isto talvez não seja grande problema dentro do espírito de representar as unidades no «melhor que poderiam ser».
  • A compra dos Mirage IIIEPL parecia estar já muito bem encaminhada, e não tendo se dado o 25 de Abril é bem possível que Portugal tivesse aceitado as exigências franceses. Também é possível que no pós-25 de Abril, com o aumentar da agressividade soviética ou mesmo com o rebentar do conflito, Portugal retomasse as negociações com os franceses para a compra destes Mirage caso os norte-americanos não conseguissem dar razão às necessidades portuguesas e/ou o governo português quisesse manter um caça com capacidade de combate aéreo e não aceitasse possíveis pressões dos norte-americanos para comprar algo que não o F-5. Mas isto aqui já seria mesmo outro cenário what if - nota-se bem pelo tamanho deste parágrafo.

Adorei a nota na parte do A-7P: "With an acquisition process so lengthy and complicated it gets its own Wikipedia page" ;D

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 
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Re: Portugal no jogo Wargame: Red Dragon! Preciso da vossa ajuda!
« Responder #2 em: Novembro 29, 2016, 11:54:16 pm »
Olá,
Broth3r, grande iniciativa e trabalho. Infelizmente acho que não tenho mais nada para contribuir.

Apenas alguns pontos:
  • Também chegou-se a testar os pods dos Texan nos Alouette II, mas não passaram mesmo de testes.
  • Tinha ideia que o armamento de rockets no Alouette III tinha passado dos testes e que após o Ultramar chegaram a existir Alouette III armados e prontos para a luta em caso de conflito. Confirmando-se tal, ou existindo espaço de manobra com a criatividade, talvez uma outra variante e estilo segunda opção de um Alouette III armado seria merecida.
  • As tentativas por parte das chefias militares para a compra de helicópteros de ataque (AH-1) foram tantas que talvez mereça uma "menção" honrosa segundo também a linha ideia de sair da realidade do que foi. Poderá encontrar algumas referências no artigo do A-7P na Wikipédia (EN). Já não me lembro se uma das revistas do GALE/UALE também fazia menção desta tentativa de compra de helicópteros de ataque durante a Guerra Fria.
  • Se não me engano, os Super Lynx só receberam mesmo a capacidade de serem armados com uma Browning recentemente. Embora isto talvez não seja grande problema dentro do espírito de representar as unidades no «melhor que poderiam ser».
  • A compra dos Mirage IIIEPL parecia estar já muito bem encaminhada, e não tendo se dado o 25 de Abril é bem possível que Portugal tivesse aceitado as exigências franceses. Também é possível que no pós-25 de Abril, com o aumentar da agressividade soviética ou mesmo com o rebentar do conflito, Portugal retomasse as negociações com os franceses para a compra destes Mirage caso os norte-americanos não conseguissem dar razão às necessidades portuguesas e/ou o governo português quisesse manter um caça com capacidade de combate aéreo e não aceitasse possíveis pressões dos norte-americanos para comprar algo que não o F-5. Mas isto aqui já seria mesmo outro cenário what if - nota-se bem pelo tamanho deste parágrafo.

Adorei a nota na parte do A-7P: "With an acquisition process so lengthy and complicated it gets its own Wikipedia page" ;D

Cumprimentos,

Primeiro que tudo, obrigado pelas contribuições.

Por pontos:
- Interessante, não encontrei nada em relação ao Alouette II. Infelizmente, não creio que adicionasse muito: com o Alouette II, o II já fica com muito pouco espaço de manobra. Um III armado (com SNEB) e um II não armado na secção de reconhecimento talvez permitam uma maior diferenciação.
- Tem a ideia certa. Eu tinha mesmo a ideia de que os rockets tinham sido descartados, mas tem toda a razão, foram de facto adoptados. Algo que não consegui confirmar, no entanto, foi se mantiveram o autocanhão lateral.
- Através desse comentário, encontrei um excelente artigo do blog Pássaro de Ferro que explana o tortuoso processo de substituição dos Sabre, com a proposta de compra de AH-1Qs apresentada aos EUA. Irrealista para a altura talvez, mas não neste cenário, especialmente considerando que tanto o valor da Base das Lajes como o preço do equipamento foram politicamente decididos com base naquilo que os EUA consideravam ser as nossas necessidades  no âmbito da NATO - que se podia ter alterado rapidamente. E um helicóptero de ataque é uma lacuna sem alternativa, pelo que é uma sugestão perfeita. Grande achado!
- A Browning é mais porque (por razões nebulosas) a equipa que desenvolve o jogo prefere que todos os vehiculos de transporte (menos camiões) sejam armados duma maneira ou de outra. Segundo consegui descobrir, os Puma também nunca voaram com a MG 42, apesar de serem capazes de tal.
- Lendo o artigo acima referido, apercebi-me que de facto o F-5E e especialmente o Mirage estiveram muito mais próximos de serem adquiridos do que eu pensei inicialmente. Vou adicioná-los.

Tenho uma cópia da folha de cálculo em que estou a fazer as alterações no entretanto.

Tenho também boas notícias: graças a uma conversa casual com um amigo americano, consegui encontrar confirmação fotográfica de uma unidade que pode ser extremamente importante. Na página quatro: https://puu.sh/sy3Gi/f13cbcbc0f.pdf
 

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Re: Portugal no jogo Wargame: Red Dragon! Preciso da vossa ajuda!
« Responder #3 em: Dezembro 01, 2016, 01:47:01 am »
Tenho também boas notícias: graças a uma conversa casual com um amigo americano, consegui encontrar confirmação fotográfica de uma unidade que pode ser extremamente importante. Na página quatro: https://puu.sh/sy3Gi/f13cbcbc0f.pdf

O sistema Crotale? Na página 14 tem mais informação. Quanto a misseis também tivemos pelo menos o simulador/versão de treino do FIM-43 Redeye
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

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Re: Portugal no jogo Wargame: Red Dragon! Preciso da vossa ajuda!
« Responder #4 em: Dezembro 01, 2016, 10:18:07 pm »
Tenho também boas notícias: graças a uma conversa casual com um amigo americano, consegui encontrar confirmação fotográfica de uma unidade que pode ser extremamente importante. Na página quatro: https://puu.sh/sy3Gi/f13cbcbc0f.pdf
O sistema Crotale? Na página 14 tem mais informação. Quanto a misseis também tivemos pelo menos o simulador/versão de treino do FIM-43 Redeye
Sim. Já tinha encontrado a versão original do artigo, mas desprovida de imagens e sem menção à plataforma em que o sistema estava montado.
 

 

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