O colapso da união Europeia...

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #15 em: Março 11, 2017, 06:16:54 pm »
O mais provável é a Merkl vencer novamente as eleições. Já demonstrou que é de ferro e ainda não vi nada nem ninguém que a vergue, nem mesmo as superpotências.

Depois do Brexit, seja a Merkl ou o Shultz chanceler, nenhum deles vai deixar caír mais nenhum país (nem a Grécia), por muito que custe ao Schouble. Acho que a UE vai saír mais fortalecida, porque o que vai pesar mais na união da UE, não vai ser o Brexit, vai ser sim a Rússia e os EUA, ou mais directamente os presidentes que os lideram que têem como inimigo comum a Europa e vão tentar tudo para a destruírem. Trump porque percebe perfeitamente que há 2 países com superavites gigantescos à custa dos americanos, a China e a Alemanha e Putin quer recuperar o espaço europeu perdido com a queda do muro. A Rússia pode ser uma potência militar, mas a Alemanha é uma superpotência económica muito à frente da Rússia.

A não esquecer a Holanda que vai ter eleições 14 de Março de 2017, pode pertencer aos "pequenos" mas há um ditado sobre pequenas causas provocarem grandes consequências.

 

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Lusitano89

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #16 em: Abril 05, 2017, 10:17:37 am »
"Os alemães querem manter a União Europeia unida", disse Steinmeier


 

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Lusitano89

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #17 em: Abril 12, 2017, 01:45:21 pm »
Que futuro para a União Económica e Monetária? - real economy


 

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Vicente de Lisboa

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #18 em: Abril 12, 2017, 02:55:44 pm »
Ainda a tinta não estava seca no Tratado de Roma e já se proclamava a morte eminente do projecto.

Entretanto, o choque do Bexit conseguiu criar um movimento popular pró-Europeu.
 

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Cabeça de Martelo

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #19 em: Setembro 27, 2017, 03:39:48 pm »
Macron propõe orçamento comum e ministro europeu das Finanças para a zona euro

O Presidente francês quer garantir para a União Europeia uma voz internacional mais forte. Num discurso na Universidade de Sorbonne, em Paris, esta terça-feira, defendeu também a criação de uma agência europeia de asilo

O Presidente francês, Emmanuel Macron, propôs esta terça-feira um orçamento comum e um ministro das Finanças único para os países do euro, para permitir o investimento em projetos europeus e a estabilidade da zona euro.

Num discurso perante alunos da Universidade de Sorbonne, em Paris, Macron apresentou a sua visão para uma Europa mais forte e mais unida, defendendo também a criação de uma agência europeia de asilo e documentos de identidade comuns para gerir melhor o fluxo de refugiados na União Europeia (UE).

Na zona euro, o Presidente francês afirmou que "o desafio fundamental é reduzir o desemprego, que atinge um em cada cinco jovens" e fazer da eurozona "uma potência económica concorrente da China e dos Estados Unidos".

Para isso, defendeu, "é necessário um orçamento mais forte na zona euro" e "um ministro das Finanças da zona euro", garantia de uma voz internacional mais forte.

O financiamento desse orçamento comum pode ter de vir também dos orçamentos nacionais dos países do euro, por exemplo através dos impostos sobre as empresas.

A Europa deve dotar-se de "instrumentos de solidariedade concreta pela convergência social e fiscal", nomeadamente através dos "impostos sobre as empresas".

Para Macron, os Estados membros da UE devem ser obrigados, "até 2020", "a respeitar um intervalo de impostos sobre as empresas". "O respeito" por essa regra "abriria o direito aos fundos estruturais".

Macron defendeu também uma taxa sobre as transações financeiras na União Europeia (UE), cuja receita seja "integralmente afetada à ajuda" ao desenvolvimento.

"Há dois países na Europa que aplicam uma taxa às transações financeiras", França e o Reino Unido. "Vamos pegar nessa taxa e generalizá-la ao conjunto da Europa", disse.

O Presidente francês defendeu também que os "gigantes" da internet devem pagar impostos mais elevados e a regulação da atividade destas empresas coordenada.
"Acredito profundamente na economia da inovação", mas "temos de ter este debate" sobre como tornar mais justo o pagamento de impostos.

Macron propôs a criação de um mercado único digital e uma agência europeia de inovação para apoiar a investigação em matéria de inteligência artificial.

ALERTA PARA OS PERIGOS DO NACIONALISMO ANTI-IMIGRAÇÃO

Sobre fluxos migratórios, o Presidente francês defendeu que as fronteiras europeias têm de ser controladas e os processos de análise de pedidos de asilo acelerados e harmonizados, para o que é indispensável criar uma agência europeia que decida quantos migrantes podem ser recebidos e onde.

Emmanuel Macron alertou para os perigos do nacionalismo anti-imigração, argumentando que ele contraria os princípios de uma Europa comum nascida da tragédia de duas guerras mundiais.

"Pensámos que o passado não voltaria", disse, uma aparente referência à entrada da extrema-direita no parlamento alemão. Mas este isolacionismo, considerou, ocorre porque os europeus "esqueceram-se de defender a Europa".

Macron propôs também a criação de uma força de intervenção militar comum e a definição de um orçamento europeu de defesa comum.

As Forças Armadas francesas, defendeu, devem abrir-se a militares de outros países da UE, e outros Estados-membros deviam fazer o mesmo, na base do voluntariado.

A defesa da Europa deve também passar por uma agência de informações europeia, que permita tornar mais eficaz o combate ao terrorismo, e uma força de proteção civil partilhada.

http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-09-26-Macron-propoe-orcamento-comum-e-ministro-europeu-das-Financas-para-a-zona-euro
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Daniel

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #20 em: Outubro 31, 2017, 03:34:50 pm »
Problemas à vista? Bloomberg alerta para riscos políticos na Europa
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/problemas-a-vista-bloomberg-alerta-para-riscos-politicos-na-europa-227419

Citar
Mesmo que a confiança económica na área do euro tenha alcançado níveis historicamente altos, uma série de riscos políticos em toda a União Europeia ainda ameaçam minar a frágil recuperação do bloco”, diz a agência Bloomberg num artigo hoje publicado. O artigo, assinado por Viktoria Dendrinou, repórter sediada em Bruxelas, admite que as compras de títulos pelo Banco Central Europeu, o reaquecimento da indústria e o aumento do consumo – em níveis históricos desde o início de 2001 – são dados muito positivos; mas há o outro lado.

Desde logo a fraca performance eleitoral de Angela Merkel na Alemanha – pior que aquilo que se esperava, e que fez com que a chanceler tenha tido inesperados problemas para formar governo – o que de algum modo, diz a Bloomberg, vem equiparar o seu peso político ao de Emmanuel Macron, presidente francês.

As reticências de Bloomberg face a este equilíbrio de forças são difíceis de entender, dado que esse equilíbrio será uma plataforma perfeita de entendimento daquilo que há décadas se chama (e se espera) o eixo Paris-Berlim – que com certeza só funcionará numa ótica de equilíbrio e não de supremacia de uma das partes.

Novas eleições na Itália e a repressão da vontade independentista da Catalunha – problemas na terceira e na quarta maiores economias da zona Euro – são, para a Bloomberg, dois novos focos de problemas, principalmente se se admitir que as eleições são um problema.

A isto, diz o texto, vem juntar-se o acomodamento dos países da União Europeia à política altamente intervencionista do BCE – nomeadamente nas economias mais debilitadas pelos anos de chumbo da crise que começou em 2009. Mas parece estar definitivamente provado que foi precisamente essa política que permitiu a essas economias uma almofada financeira gasta na recuperação da economia – nomeadamente no que tem a ver com o poder de compra e o consumo, mas também com o relançamento da produção e das exportações.

Não sendo eterna – o que se calhar nem era mau – esta política permitiu equilibrar o todo da União; e nem sequer é muito diferente daquilo que faz a autoridade monetária dos Estados Unidos, que, possivelmente de forma menos óbvia para o público, intervém sempre que isso lhe parece necessário para manter equilíbrios monetários. Mesmo que haja sempre quem, como Carsten Nickel, diretor-geral da Teneo Intelligence, citado pelo artigho, ache que “todo o risco político virá a seguir”, quando o BCE tiver que alterar a sua política.

Finalmente o Brexit

Como não podia deixar de ser, o Brexit figura também na lista dos potenciais problemas que se afiguram no horizonte imediato da União Europeia. As negociações permanecem num impasse, recorda o artigo, apesar das promessas da União Europeia e do Reino Unido para acelerar o processo. Já se sabia que as negociações iam ser duras, mas será bom dar algum crédito aos observadores que afirmam que mais vale um bom acordo, mesmo que demorado, que uma saída precipitada, que deixe por resolver todos os problemas.

Na lista da Bloomberg de riscos potenciais estão ainda a deriva extremista de direita de alguns países da Europa, como a Polónia e a Hungria – a que acresce o aumento da prestação dos partidos eurocéticos nos vários atos eleitorais que têm decorrido um pouco por todo o continente; e a imigração – que, segundo o artigo, é uma das principais preocupações dos líderes da União Europeia. Para a Bloomberg, o cenário é negro – se não agora pelo menos no horizonte, mas o que a agência não diz é que, há quatro ou cinco anos atrás era bem mais negro e, na altura, ninguém (Bloomberg incluída) antecipou o bom momento económico que atravessa a União Europeia atualmente.
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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #21 em: Outubro 31, 2017, 04:35:14 pm »
Problemas à vista? Bloomberg alerta para riscos políticos na Europa

Os americanos sempre previram (desejam) o fim da UE, e no entanto ainda por cá anda. É verdade que o BCE tem ajudado e de que maneira os países mais fracos a ultrapassarem a crise (apesar de haver muitos ingratos que não reconhecem isso), ao comprarem dívida dos países mais fracos para forçar as taxas de juro dos países em crise a descer. Na realidade os americanos devem estar possessos ao não acreditarem como é possível os americanos pagarem dívida pública a 10 anos mais alto que os pés rapados dos portugueses:

https://www.bloomberg.com/quote/USGG10YR:IND (americanos pagam 2,3739% de juros a 10 anos)

https://www.bloomberg.com/quote/GSPT10YR:IND (Portugal paga 2,073% de juros a 10 anos)

O que apetece dizer aos americanos é que embrulhem e aguentem, é a vida :)
E que o Draghi se mantenha por muitos e bons anos no BCE :)

Se é verdade que o BCE está carregado de dívida dos países mais fracos, isso não é nada a comparar com o fardo da FED!!!!!
 

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Daniel

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #22 em: Novembro 06, 2017, 05:42:17 pm »
Alemanha está a preparar queda da Europa, segundo cronista do Guardian
Texto completo no link: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/alemanha-esta-a-preparar-queda-da-europa-segundo-cronista-do-guardian-229468


Citar
A divulgação de um documento secreto do governo alemão com cenários possíveis de conflitos que afetem a Europa é, de acordo com Paul Mason, um sinal da escalada de tensão no sistema global.

O documento de 120 páginas intitulado Perspetiva Estratégica 2040, assinado pelo ministro da Defesa da Alemanha, aponta que a entrada de países da União Europeia (UE) parou e que há Estados a abandonar o bloco (referindo-se ao Brexit). Nota ainda que o ambiente global está mais propenso a conflitos e a menor segurança.

“Os cenários que desenha são assustadoramente realistas: um conflito ente Oriente e Ocidente, no qual alguns dos Estados da UE se juntariam ao lado da Rússia ou a uma Europa ‘multipolar’, em que alguns Estados adotariam o modelo económico e político da Rússia à revelia do Tratado de Lisboa”, explicou o cronista de economia e justiça do Guardian sobre o documento.

Segundo Mason, a simples existência do documento reflete a escalada de tensão no sistema global. No entanto, o autor acredita que não há razões para dramatizar já que a tradição militar alemã é de um rigoroso planeamento logístico para qualquer eventualidade.

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Cabeça de Martelo

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #23 em: Novembro 07, 2017, 10:38:13 am »
Pesquisem o que se passa aos submarinos da Marinha Alemã e depois venham cá falar se acreditam na tal "tradição militar alemã é de um rigoroso planeamento logístico para qualquer eventualidade." ::)
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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #24 em: Novembro 07, 2017, 11:05:34 am »
Pesquisem o que se passa aos submarinos da Marinha Alemã e depois venham cá falar se acreditam na tal "tradição militar alemã é de um rigoroso planeamento logístico para qualquer eventualidade." ::)

Em relação à corrupção que envolve a venda de Submarinos a Israel (Dejá Vu) https://www.haaretz.com/israel-news/LIVE-1.753695, ou à lista de espera que obriga a todos os submarinos a encostarem? http://www.businessinsider.com/ap-germanys-entire-u-boat-fleet-is-out-of-action-2017-10 (será este o motivo).

O planeamento alemão existe e já o comprovei, mas ele existe sobretudo no poder económico (empresas privadas). Nesse aspecto a organização germânica é de facto invejável, já ao nível do estado, não têem essa fama!!!! Será por esse motivo que reformaram o Schauble? :)
 

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #25 em: Novembro 07, 2017, 11:29:52 am »

 http://www.businessinsider.com/ap-germanys-entire-u-boat-fleet-is-out-of-action-2017-10 (será este o motivo).

O planeamento alemão existe e já o comprovei, mas ele existe sobretudo no poder económico (empresas privadas). Nesse aspecto a organização germânica é de facto invejável, já ao nível do estado, não têem essa fama!!!! Será por esse motivo que reformaram o Schauble? :)

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #26 em: Novembro 07, 2017, 12:48:05 pm »
Posso estar errado, mas o fim da EU será um facto. Acho que a EU pouco pode fazer para evitar que a Europa evolucione de uma ordem unipolar para a multipolar.
A EU passou parte da última década defendendo uma ordem europea que já não funciona. O continente europeu é menos estável do que pensávamos e consequentemente, a EU no contesto global é menos influente do que esperavamos. As mudanças dentro do espaço europeu estão ocorrendo em um contexto global em que a Europa como um bloco está perdendo sua centralidade na política internacional.
Depois a EU tem dois problemas, a Rússia, que nunca pareceu favorável aos alargamentos da OTAN ou da EU. Em segundo Lugar a Turquia, frustrada pela visão limitada do futuro com a qual alguns estados membros da EU bloquearam suas negociações de adesão.
Por isso e muito mais contínuo a achar que a EU tem os dias contados. Portugal precisa fazer como os alemães, ter um rigoroso planeamento logístico ( militar ) para qualquer eventualidade no caso, a Espanha.
« Última modificação: Novembro 07, 2017, 12:49:54 pm por Daniel »
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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #27 em: Novembro 07, 2017, 03:22:06 pm »
Posso estar errado, mas o fim da EU será um facto. Acho que a EU pouco pode fazer para evitar que a Europa evolucione de uma ordem unipolar para a multipolar.
A EU passou parte da última década defendendo uma ordem europea que já não funciona. O continente europeu é menos estável do que pensávamos e consequentemente, a EU no contesto global é menos influente do que esperavamos. As mudanças dentro do espaço europeu estão ocorrendo em um contexto global em que a Europa como um bloco está perdendo sua centralidade na política internacional.
Depois a EU tem dois problemas, a Rússia, que nunca pareceu favorável aos alargamentos da OTAN ou da EU. Em segundo Lugar a Turquia, frustrada pela visão limitada do futuro com a qual alguns estados membros da EU bloquearam suas negociações de adesão.
Por isso e muito mais contínuo a achar que a EU tem os dias contados. Portugal precisa fazer como os alemães, ter um rigoroso planeamento logístico ( militar ) para qualquer eventualidade no caso, a Espanha.

Discordo!
Aliás há um contra-senso no que afirma, então se a Europa não se afirma mundialmente (devido a existir apenas uma união económica e não a uma verdadeira união ou federação de estados, a nível político, militar,......... etc) e vão partir para a fragmentação? Dessa forma mais irrelevantes se tornam e mais dependentes se tornam das vontades de Russos e americanos!

Quem afirma que a UE vai acabar, são sempre Russos, Americanos, Ingleses e a extrema esquerda e extrema direita europeias (são manipulados ou por Russos ou por americanos), mas a verdade é que ainda continua cá. Eu relembro uma entrevista recente do Tsipras, depois da Grécia bater de frente com a dura realidade (ninguém dá nada a ninguém), ele afirma realisticamente, "saír da Europa para irmos para onde? Para outra Galáxia?" http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao-europeia/detalhe/tsipras-diz-que-nunca-quis-sair-da-ue-ia-para-onde-para-outra-galaxia

Para quem diz que a UE vai acabar, eu digo, não fazem a menor ideia da integração e interdependências que já foram criadas entre os países da UE. E veja as dificuldades do Reino Unido ao firmar o Brexit, claramente eles estão arrependidos do Brexit. E repare que o UK até nem sequer tinha o Euro, tinham moeda própria, não tinham de ajudar os países em crise (fizeram-no voluntariamente com Portugal, porque também eram uma parte interessada).

Não tenho dúvidas de que ou vai haver uma maior integração, ou uma separação. Quanto ao facto dos alemães terem um plano para a hipótese de desagregação da UE, não tenha a menor dúvida de que tb têem de certeza um para a eminência de uma nova Guerra Mundial, para a queda dos Estados Unidos.......

Há sem dúvida muitos desafios, mas que na minha opinião, estão a levar a uma maior integração da UE. Se tem dúvidas, veja o que disseram a Merkl e Macron logo depois da eleição de Trump e depois deste menorizar a NATO. Não terá sido por acaso que vieram logo a seguir defender uma necessidade de defesa comum e de alocar verbas para a defesa comum. Disponibilizaram logo 5 mil milhões de euros anuais! É pouco, é...... mas, representa mais de 2 anos do Orçamento de Defesa Português!

Diga-me o seguinte, então a UE não acabou no pico da crise e vai agora acabar depois dos países pagarem uma factura fortíssima para saírem da crise? Não faz sentido.
E acha que o Brexit, Trump e Putin são aspectos que podem levar ao fim da UE? Eu acho exactamente o oposto, leva a uma necessidade de inter-ajuda e defesa comum, até no combate aos incêndios. Você vê algum país da UE a querer saír? As guerras internas que vai ouvir dentro em breve eu considero normais, até porque aproxima-se mais um quadro comunitário de apoios para negociar! Quanto às críticas externas, já à muito que sei que a Rússia e os EUA o que desejam é a destruição da UE. Então o Putin ouvir falar na possibilidade de um exército comum europeu.........

Julgo que todos os países europeus sabem, que a UE nasceu das fraquezas das desuniões dos países europeus, por esse motivo sabem que a desagregação não é positiva e também por esse motivo pode retirar o aspecto óbvio da recusa de apoio da UE aos separatistas Catalães......
 

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Daniel

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #28 em: Novembro 07, 2017, 06:34:00 pm »
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Discordo!
Caro Viajante, tem todo o direito de discordar, repare que eu disse posso estar errado, ou seja, é simplesmente a minha opinião e vale o que vale.
Viajante
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Não tenho dúvidas de que ou vai haver uma maior integração, ou uma separação.
Aqui sim há um contra senso no que afirma, eu estou mais para o lado de uma separação. Com os países a seguirem os seus interesses nacionais, com a França e a Alemanha competindo pelas melhores posições e com as principais decisões a serem tomadas em reuniões informais, as divisões dentro da UE estão-se a aprofundar, mais, existe uma UE a duas velocidades, veja a questão dos refugiados e a falta de consenso que existe em alguns países da UE, inclusive, não respeitando as regras, caso da Hungria e Polónia.
Viajante
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Diga-me o seguinte, então a UE não acabou no pico da crise e vai agora acabar depois dos países pagarem uma factura fortíssima para saírem da crise? Não faz sentido.
Na minha modesta opinião, o projeto da UE atravessa um momento difícil, existe na UE o estatuto político degradado de determinados estados membros, quando formalmente todos os estados membros são iguais, Isto é perigoso, depois temos a divisão entre o Norte e o Sul da Europa e todos sabemos o que disse o presidente do Eurogrupo, ou seja, o que eles pensam acerca de nós. Nem os alemães acreditam, se não, não teriam um plano para uma eventual queda da UE, apesar de eu achar, que  só a Alemanha, por várias razões, está interessada em manter a UE unida. Só numa tal UE a Alemanha pode exercer a sua liderança e tirar proveitos reais da situação. A verdade é que a UE é tudo menos UE.
« Última modificação: Novembro 07, 2017, 06:44:30 pm por Daniel »
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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #29 em: Novembro 07, 2017, 07:55:17 pm »
Viajante
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Discordo!
Caro Viajante, tem todo o direito de discordar, repare que eu disse posso estar errado, ou seja, é simplesmente a minha opinião e vale o que vale.
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Não tenho dúvidas de que ou vai haver uma maior integração, ou uma separação.
Aqui sim há um contra senso no que afirma, eu estou mais para o lado de uma separação. Com os países a seguirem os seus interesses nacionais, com a França e a Alemanha competindo pelas melhores posições e com as principais decisões a serem tomadas em reuniões informais, as divisões dentro da UE estão-se a aprofundar, mais, existe uma UE a duas velocidades, veja a questão dos refugiados e a falta de consenso que existe em alguns países da UE, inclusive, não respeitando as regras, caso da Hungria e Polónia.
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Diga-me o seguinte, então a UE não acabou no pico da crise e vai agora acabar depois dos países pagarem uma factura fortíssima para saírem da crise? Não faz sentido.
Na minha modesta opinião, o projeto da UE atravessa um momento difícil, existe na UE o estatuto político degradado de determinados estados membros, quando formalmente todos os estados membros são iguais, Isto é perigoso, depois temos a divisão entre o Norte e o Sul da Europa e todos sabemos o que disse o presidente do Eurogrupo, ou seja, o que eles pensam acerca de nós. Nem os alemães acreditam, se não, não teriam um plano para uma eventual queda da UE, apesar de eu achar, que  só a Alemanha, por várias razões, está interessada em manter a UE unida. Só numa tal UE a Alemanha pode exercer a sua liderança e tirar proveitos reais da situação. A verdade é que a UE é tudo menos UE.

Mas é aí que está o cerne da questão. Eu não defendo esta geringonça que nos governo, muito pelo contrário, defendo que um país só com uma iniciativa privada muito forte, é que um país consegue enriquecer (não tenho absolutamente nenhum problema em eleger o lucro como objectivo principal de uma empresa, até porque é a minha área :)
Mas o que eu acho que falta na UE é unirmo-nos pelos aspectos comuns que ligam os europeus e não pelos aspectos que nos separam! É exactamente isso que faz o actual governo, é minoritário e consegue o apoio da extrema esquerda porque chegaram a um acordo mínimo!

Na actual Europa, faltam sobretudo estadistas, que consigam ver para lá das fronteiras e dos interesses dos seus países, que consigam tomar as decisões que devem ser tomadas.

Agora, quando refere-me que a UE vai desintegrar-se ..... eu não vejo como e estou a ser realista. Quem não trabalha na função pública, percebe claramente que é impossível ou praticamente impossível acabarem com a UE. Se não acredita, pergunte a qualquer empresa exportadora, o que acha de por exemplo regressarem as fronteiras ou os impostos alfandegários! Só essas 2 medidas colocavam imediatamente milhões de europeus no desemprego. E quem acha que vai ser o político louco que vai tomar uma medida dessas? Veja o grau de interdependência nas exportações-importações de cada país para perceber que o actual modelo europeu não tem marcha-atrás e quem se atirar do "veículo" em andamento, vai ficar economicamente muito mal tratado.

Obviamente a Alemanha tem muito a ganhar com a UE. Vou mais longe, não ganhou a 2ª Guerra Mundial, mas ganhou a "guerra" económica, claramente! E não vê qualquer interesse na desintegração da UE.

Eu vejo muita gente descontente, mas os únicos que efectivamente pretendem saír da UE, são o RU e tenho a certeza que já estão arrependidos. Aliás, querem manter algumas benesses inerentes aos membros da UE.
 

 

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