Supercomputação

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Supercomputação
« em: Junho 21, 2016, 12:17:05 am »
Foi actualizada a lista dos 500 supercomputadores do mundo inteiro. E sem surpresas, a China continua a monopolizar a lista (já desde 2010). Começou com o Tianhe-1 a liderar a partir de 2010 e em Junho de 2013 foi suplantado pelo Tianhe-2 até agora. Agora nasceu o Sunway TaihuLight que é só 3 vezes mais rápido que o 2º supercomputador, ao resolver 93 mil biliões de cálculos por segundo!!!!! Em comparação, supostamente o supercomputador português mais rápido, encontra-se em Coimbra e consegue processar 72 Teraflop/s em oposição a 93 014,6....... ou então ao velhinho Deep Blue, que em 1997 venceu o campeão do mundo de xadrez Garry Kasparov e “só” conseguia realizar 200 milhões de operações por segundo (processamento de 0,011 Teraflop/S)!!!!!!

A China tem pelo menos 8 Centros de Supercomputação. Só o National Super Computer Center em Guangzhou, controlado pela National University of Defense Technology (Universidade do Ministério da Defesa), tem mais de 33.000 pessoas, entre alunos, professores e investigadores.

O novo nº 1 da supercomputação, tem uma particularidade, é que pela 1ª vez a China tem um supercomputador recorrendo apenas a material informático feito na China!

O Centro de Dados da NSA (UTAH Data Center), custou 1,5 mil milhões de dólares a construír, consegue "escutar" dados intercontinentais em tempo real, mas a real capacidade do sistema é desconhecida! O UTAH Data Center corre os seguintes sistemas: XKeyscore, PRISM, ECHELON, Carnivore, DISHFIRE, STONEGHOST, Tempora, Frenchelon, Fairview, MYSTIC, DCSN, Boundless, Informant, BULLRUN, PINWALE, Stingray.

TOP 10 dos Supercomputadores:
1º Sunway TaihuLight (National Supercomputing Center em Wuxi) – China (93.014,6 Teraflop/s)
2º Tianhe-2 (National Super Computer Center em Guangzhou) – China (33.862,7 Teraflop/s)
3º Titan (DOE/SC/Oak Ride National Laboratory) – EUA (17.590 Teraflop/s)
4º Sequoia (DOE/NNSA/LLNL) – EUA (17.173,2 Teraflop/s)
5º K Computer (Riken Advanced Institute for Computational Science) – Japão (10.510 Teraflop/s)
6º Mira (DOE/SC/Argonne National Laboratory) – EUA (8.586,6 Teraflop/s)
7º Trinity (DOE/NNSA/LANL/SNL) – EUA (8.100,9 Teraflop/s)
8º Piz Daint (Swiss National Supercomputing Centre) – Suiça (6.271 Teraflop/s)
9º Hazel Hen (HLRS - Höchstleistungsrechenzentrum Stuttgart) – Alemanha (5.640,2 Teraflop/s)
10º Shaheen II (King Abdullah University os Science and Technology) – Arábia Saudita (5.537 Teraflop/s)


Fontes:
http://pplware.sapo.pt/informacao/sunway-taihulight-novo-supercomputador-lider-do-top-500/#comment-1702486
http://www.top500.org/lists/2016/06/
http://supercomputer.pt/a-supercomputacao-em-coimbra/
https://en.wikipedia.org/wiki/Supercomputing_in_China
https://en.wikipedia.org/wiki/National_Supercomputer_Center_in_Guangzhou
https://en.wikipedia.org/wiki/Utah_Data_Center
« Última modificação: Junho 21, 2016, 12:32:10 am por Viajante »
 

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Re: Supercomputação
« Responder #1 em: Maio 13, 2017, 02:46:40 pm »
Europol: Ciberataque foi de "um nível sem precedentes"

O ciberataque lançado na sexta-feira contra vários países e organizações foi de "um nível sem precedentes", revelou hoje o gabinete europeu da Europol.



“O ataque recente é de um nível sem precedentes e vai exigir uma investigação internacional complexa para identificar os culpados”, indica um comunicado do gabinete europeu de polícias Europol.

O Centro Europeu contra a Cibercriminalidade (EC3) “colabora com as unidades de cibercriminalidade dos países afetados e com os maiores parceiros industriais de forma a atenuar a ameaça e socorrer as vítimas”, acrescenta o comunicado.

O ataque informático de grandes dimensões à escala internacional atingiu principalmente empresas de telecomunicações e energia mas também a banca, segundo a multinacional de serviços tecnológicos Claranet.

Em Portugal, a empresa de energia EDP cortou os acessos à Internet da sua rede para prevenir eventuais ataques informáticos e garantiu que não foi registado qualquer problema, já a Portugal Telecom alertou os seus clientes para o vírus perigoso (‘malware’) a circular na Internet, pedindo aos utilizadores que tenham cautela na navegação na rede e na abertura de anexos no ‘email’.

A Polícia Judiciária está a acompanhar e a tentar perceber o alcance do ciberataque que tem como alvo empresas, segundo o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime da PJ.

No Reino Unido foram reportados importantes problemas informáticos em Hospitais do serviço nacional de saúde.

Em Espanha, a multinacional de telecomunicações Telefónica foi obrigada a desligar os computadores da sua sede em Madrid, depois de detetar um vírus informático que bloqueou alguns equipamentos.

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/europol-ciberataque-foi-de-um-nivel-sem-precedentes
https://pplware.sapo.pt/informacao/ataque-empresas-portuguesas-nao-so-afinal-aconteceu/

Nota: Secalhar já era tempo de se investir uma bocado mais em segurança e não confiar apenas no que algumas empresas privadas podem fazer (nada!) perante um ataque massivo destes!!!!! Era importante identificar a origem dos ataques.....
O impacto entre nós não foi maior, porque parece que o terroristas informáticos não contaram com o encerramento dos serviços públicos em dia de tolerância de ponto pela vinda do Papa! Secalhar é melhor começarem a prestar atenção onde é que estão instalados os maiores centros de dados do mundo e o que é que eles fazem..........
O que é irónico é que este ataque não teria ocorrido se os computadores com windows tivessem sido actualizados, principalmente com a release de Março, distribuída gratuítamente pela Microsoft!!!!!!!!!! E também se os utilizadores abrissem qualquer mail como fidedigno.........
« Última modificação: Maio 13, 2017, 02:49:01 pm por Viajante »
 

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Re: Supercomputação
« Responder #2 em: Maio 15, 2017, 09:40:54 am »
Reproduzo um aviso difundido pelo Ministério da Educação, sobre o ataque de ransomware:

"Devido ao ataque de ransomware de sexta-feira passada que afetou mais de 200 mil sistemas informáticos por todo o mundo, inclusive Portugal, agradecemos que tenham em atenção qualquer email de origem desconhecida ao utilizador, não devendo abrir a mensagem e apagá-la de imediato.

Não abra emails suspeitos, grande quantidade de ameaças estão distribuir o ransomware “Jaff/WannaCryptor”

NOTAS:

1 – Não faz mal abrir uma mensagem de email, mesmo que tenha caído na pasta SPAM ou Correio indesejado. O simples acto de ler a mensagem não provoca dano nem infecta o computador.

2 – O que NUNCA deve fazer é abrir ficheiros que venham anexos, nem que a mensagem pareça ser confiável e tenha o remetente de uma pessoa que conhece. Tenha especial atenção a emails que parecem ser do seu banco e lhe pedem para clicar num link para alterar o código de acesso.

3 – E também NÃO deve fazer cliques sobre links dessas mensagens, principalmente se forem para actualizar dados de acesso (bancos, PayPal, etc.) pois provavelmente vai ceder a sua informação a larápios."

Eu acrescento, actualizem os computadores! A Microsoft actualizou todos os windows em Março para combater propositadamente os computadores deste ataque!
 

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Re: Supercomputação
« Responder #3 em: Maio 22, 2017, 04:11:29 pm »
Militares "combatem" no ciberespaço para proteger redes das Forças Armadas Portuguesas


Instalados num 'bunker', dez militares conduzem desde há dois anos operações no ciberespaço para proteger as redes das Forças Armadas, alvo de um único ataque de 'ciberespionagem', no início de 2016, sem consequências.

O ataque tinha como "objetivo concreto o acesso a informação sensível, não autorizada" de um ramo militar mas foi detetado a tempo e "não teve consequências porque foi mitigado", revelou, em entrevista à Lusa, o diretor do Centro de Ciberdefesa, tenente-coronel Paulo J. Branco.

Este foi o único ataque com o intuito de espionagem em dois anos de funcionamento do Centro de Ciberdefesa mas todos os dias as redes e sistemas quer das estruturas militares quer das da Defesa Nacional registam "16 milhões de eventos de segurança" que são filtrados por tecnologia que ajuda a "descartar os falsos positivos" e a perceber o grau de gravidade de cada anomalia detetada.

Dessa filtragem automática, resultam diariamente "200 incidentes que traduzem alguma preocupação", chegando-se a "10 ou 20 eventos por dia que têm um tratamento mais personalizado" de "correção, mitigação e boas práticas" para manter o ciberespaço onde operam as Forças Armadas "livre e seguro".

Infeções por vírus informáticos, "código malicioso" que é transmitido nas redes e que pode ser armazenado nos sistemas e danificá-los para obter informação de forma ilícita, e "ultimamente alguns ataques de 'ransom ware'" como o que se verificou a nível internacional na semana passada, são os vários tipos de "incidentes" de segurança monitorizados pelo Centro de Ciberdefesa.

Com o acesso mediado por duas portas blindadas, num verdadeiro `bunker´ no edifício do Estado-Maior das Forças Armadas, no Restelo, sem janelas e isolado de forma a impedir interferências eletromagnéticas, o Centro de Ciberdefesa conta com dez militares, três de cada ramo, e coordena as capacidades de ciberdefesa existentes em cada um dos ramos militares.

Segundo o tenente coronel Paulo J. Branco, as redes das Forças Armadas também foram alvo do ciberataque lançado no passado dia 12 à escala global mas "as tecnologias e os processos que estavam implementados permitiram que o ataque não tivesse consequências" nas redes protegidas pelo Centro de Ciberdefesa.

O responsável afirmou que até hoje nenhuma máquina das Forças Armadas ficou infetada devido a um ataque desta natureza, estando garantidas a "integridade e a confidencialidade dos sistemas e comunicações".

Em meados de 2016, na cimeira de Varsóvia, a NATO, cujas redes registam cerca de 200 milhões de "incidentes" por dia, declarou o ciberespaço como um domínio operacional onde se pode combater, tal como ar, o mar e a terra.

Países como a França e a Alemanha optaram por criar comandos próprios só para as operações de Ciberdefesa, com uma capacidade maior.


Portugal estuda atualmente se mantém o atual modelo, também seguido por outros países da NATO, ou se evolui para um Comando de Ciberdefesa, revelou o tenente-coronel Paulo J. Branco.

"Não tenho datas concretas para esse estudo estar terminado mas sem errar muito é para ser conduzido e terminar dentro de pouco tempo, até pelas implicações que tem, do facto de Portugal pertencer à NATO e ter que participar em operações da NATO", disse.

"Participamos efetivamente e temos um compromisso muito grande junto da NATO para esta componente específica da Ciberdefesa. Portugal quer-se destacar e ter competências nestas áreas e não é por acaso que Portugal é líder de um dos `smart defense projects´ que é o da educação e treino e portanto este estudo há de ficar concluído muito em breve", acrescentou.

Na próxima terça-feira, o primeiro-ministro, António Costa, vai estar no Reduto Gomes Freire, Oeiras, para lançar a primeira pedra da Escola de Comunicações e Sistemas de Informação da NATO, atualmente sediada em Itália.

A decisão sobre o futuro da capacidade de Ciberdefesa portuguesa surge num contexto em que "a ameaça é exponencial": "Na verdade é sempre a aumentar, há picos, com certeza que o ataque da semana passada é um pico, mas todos os dias estão a aparecer novos vetores de ataque, novas ameaças, são dezenas de versões novas de `malware´ que são criadas por minuto a nível mundial. A ameaça é exponencial", disse.

"As operações no ciberespaço permitem que os comandantes que conduzem operações ditas convencionais possam utilizar o ciberespaço em prol das operações para benefício da sua supremacia", frisou, acentuando que "a guerra da informação é essencial hoje para se ganhar os combates e as batalhas".

Nesse sentido, a ciberdefesa "não deixa de ser mais um meio à disposição do comandante para conduzir operações".

Quanto se combate o inimigo no ciberespaço, a principal dificuldade é "fazer a atribuição", ou seja, identificar sem margem para dúvidas e com provas quem é, de facto, o atacante, sendo este "um problema global".

"Os ataques têm origem internacional, com objetivos muito concretos, estamos a falar de atores Estado, que patrocinam grupos de `hackers´ para efetivarem essas ações. Não vou dizer claramente quem são. Alguns grupos conhecidos e é pública a sua atividade. Não de Portugal, felizmente. Há uma prioridade nos alvos, é óbvio que países como os EUA, a Inglaterra, a Alemanha por diversas razões são alvos prioritários", disse.

"Não é que não possamos ser como membro de organizações [como a NATO ou a União Europeia, por exemplo] também somos um potencial alvo. Até hoje não temos casos de registo significativos. Os casos que aconteceram foram detetados e mitigados no próprio dia. Não tivemos nenhuma concretização desses ataques", acrescentou.

O Centro de Ciberdefesa opera exclusivamente no "ciberespaço" das Forças Armadas e das estruturas da Defesa Nacional mas, como não há fronteiras no "éter", a partilha de informação e cooperação com outros serviços congéneres é uma necessidade, sustentou.

Nesse sentido, foi assinado há duas semanas um memorando de entendimento com o Centro Nacional de Cibersegurança para partilha de informação entre o lado militar e o lado civil visando obter, na gíria militar, "uma common operation picture", um mapa global da ameaça no ciberespaço nacional, revelou.


>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/estes-militares-combatem-no-ciberespaco-para-proteger-redes-das-forcas-armadas
 

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Re: Supercomputação
« Responder #4 em: Maio 23, 2017, 08:55:33 pm »
António Costa: Defesa precisa de "um novo arsenal" e a ciberdefesa é "área crítica"


O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que a Defesa precisa de "um novo arsenal" para enfrentar as novas formas de ameaça e apontou a 'ciberdefesa' como uma área crítica de futuro.

"É que, hoje, às ameaças tradicionais juntaram-se novas formas de ameaça e a Defesa exige um novo arsenal", afirmou António Costa, intervindo numa cerimónia que assinalou o arranque da construção da nova academia da NATO, em Oeiras, vocacionada para as comunicações, sistemas de informação e ciberdefesa.

Um dia depois do ataque ocorrido em Manchester, durante um concerto, o primeiro-ministro assinalou que "a ameaça terrorista continua a ser uma ameaça de primeiro grau nos países europeus".

Os conflitos étnicos de natureza civil perturbam a paz e ameaçam a segurança de muitas populações, acrescentou o primeiro-ministro, assinalando que, a par das ameaças tradicionais, "há hoje um novo tipo de ameaças" que exige uma resposta na "área crítica" da ciberdefesa.

"Ainda muito recentemente muitos países do mundo à escala global foram vítimas de um `ciberataque´ e, por isso, `ciberdefesa´ é uma das áreas de futuro", afirmou António Costa.

O projeto para a construção da NCI Academy (Nato Communications and Information Academy), no espaço do antigo comando da NATO em Oeiras, no Reduto Gomes Freire, "não é um projeto fechado sobre si próprio", disse António Costa, que esteve acompanhado pelo ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e pelo general Pina Monteiro, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

O primeiro-ministro adiantou que já há "boa colaboração com a Universidade Católica tendo em vista a formação de quadros empresariais na área da Ciberdefesa".

A escola da NATO, acrescentou, "será uma oportunidade para reforçar a capacitação" portuguesa, quer do ponto de vista empresarial quer do ponto de vista da academia "numa área que é absolutamente crítica".

Na cerimónia, o diretor-geral da Agência de Comunicações e Informação da NATO, Koen Gijbers, afirmou que a nova escola pretende ser "um pilar" e "um elemento vital" na modernização da própria Organização nos domínios avançados dos sistemas de informação e tecnologia de comunicações, mas também da ciberdefesa.

Segundo o responsável, o modelo de financiamento da futura NCI Academy vai incluir as parcerias com a indústria e a universidade, visando constituir-se como "um pólo e uma incubadora" virada para as novas tecnologias `ciber´.

Em declarações aos jornalistas, o subdiretor de Recursos da Defesa Nacional, Henrique Macedo, precisou que o objetivo é incluir no modelo de negócio da futura academia "o tecido universitário, científico e tecnológico", visando que a escola "não dependa exclusivamente dos recursos" próprios.

A NCI Academy sucederá à Escola de Comunicações e Sistema de Informação da Aliança Atlântica, atualmente sediada em Itália, prevendo-se que receba entre 5.500 a 6.000 alunos por ano, quando estiver operacional, em 2019.

A formação de pessoal civil e militar nas áreas de sistemas de informação, comunicação e ciberdefesa é o objetivo da nova Academia, que pretende estabelecer parcerias com a universidade, a ciência e a indústria, não só portuguesas, mas de todos os países membros da NATO.

A nova academia é financiada na totalidade pela NATO, num investimento global de 24 milhões de euros, e prevê a construção de um novo edifício e a adaptação da messe existente no Reduto Gomes Freire.

O projeto de construção, a cargo da Mota-Engil, prevê gabinetes para 100 funcionários e instrutores, 43 laboratórios, 26 salas de aula, um auditório com 250 lugares numa área de 12.800 m2.


>>>>   http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/costa-costa-defesa-precisa-de-um-novo-arsenal-e-a-ciberdefesa-e-area-critica
 

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Re: Supercomputação
« Responder #5 em: Maio 24, 2017, 10:49:16 am »
É um princípio, mas ainda é muito pouco. 6000 quadros por ano de todos os países da NATO é pouco. Só a NSA tem vários supercomputadores no TOP 10 a custarem várias centenas de milhões de dólares cada um (não estão disponíveis para a NATO)!!!!!!!! Só 1 centro de investigação Chinês tem mais de 20.000 investigadores e estudantes.... e eles têem pelo menos 8 centros de investigação públicos.

Os países que investem a sério em cibersegurança (EUA, Japão, China, Alemanha e também a Suiça), têem máquinas que custam desde várias centenas de milhões de dólares até mais de mil milhões de dólares! Com 24 milhões de euros dá para as obras de construção civil e mobiliário e para escolher uma máquina do catálogo da HP :)

O aspecto muito positivo é que permite a qualquer cidadão, civil ou militar, aprofundar os seus conhecimentos de segurança informática.

http://bloggersarena.com/technology/Most-Expensive-Super-Computers-Ever/
« Última modificação: Maio 24, 2017, 11:04:31 am por Viajante »
 
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Re: Supercomputação
« Responder #6 em: Maio 24, 2017, 03:55:14 pm »
É um princípio, mas ainda é muito pouco. 6000 quadros por ano de todos os países da NATO é pouco. Só a NSA tem vários supercomputadores no TOP 10 a custarem várias centenas de milhões de dólares cada um (não estão disponíveis para a NATO)!!!!!!!! Só 1 centro de investigação Chinês tem mais de 20.000 investigadores e estudantes.... e eles têem pelo menos 8 centros de investigação públicos.

Os países que investem a sério em cibersegurança (EUA, Japão, China, Alemanha e também a Suiça), têem máquinas que custam desde várias centenas de milhões de dólares até mais de mil milhões de dólares! Com 24 milhões de euros dá para as obras de construção civil e mobiliário e para escolher uma máquina do catálogo da HP :)

O aspecto muito positivo é que permite a qualquer cidadão, civil ou militar, aprofundar os seus conhecimentos de segurança informática.

http://bloggersarena.com/technology/Most-Expensive-Super-Computers-Ever/

Uma coisa que a malta se esquece agora que andamos todos modernos a usar o os S.O Windows e o  Linux é que muitas organizações bancárias (senão todas) ainda se baseiam muito em sistemas Legacy IBM ou outros recorrendo ainda nalguns casos ao velhinho COBOL que só alguns cada vez menos velhos do Restelo é que sabem operar/programar. Isto independentemente das diversas tentativas para fazer a passagem aos novos sistemas.

A cybersegurança é apenas mais um problema a juntar aos que existem nas organizações actuais em tudo o que se ligue ao uso da informática. A título de comparação muito dos decisores nesta matéria têm um grau de conhecimento na matéria comparável ao de qualquer ministro da defesa que se preze, e nestes casos não há 20 milhões para ninguém. Mais depressa mudam os carros da administração que os servidores do datacenter.

Cumprimentos,
 
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Re: Supercomputação
« Responder #7 em: Maio 25, 2017, 03:59:51 pm »
O que mais preocupa é que apenas vejo pequenos sistemas relativamente protegidos, mas não existe protecção em tempo real para a rede das instituições, por exemplo. E são poucas as empresas/instituições que têem firewall física à entrada da rede e que mesmo assim não garante uma protecção eficaz contra um ataque. Basta alguém com poderes de administrador, abrir um anexo infectado e lá se vai a rede toda.......

Nos bancos..... eu à uns 2 anos atrás estava a actualizar os dados no maior banco privado e vi o funcionário a utilizar uma base de dados em Cobol :)

Mas os Bancos por acaso estão bastante avançados e têem muitas redundâncias e protecções contra falhas e intrusões, só não têem é contra quem gere "mal" esses bancos :)
 
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Re: Supercomputação
« Responder #8 em: Maio 25, 2017, 04:07:27 pm »
Mas em 2015, por exemplo um aeroporto Francês (Orly) teve muitos problemas e teve mesmo de encerrar temporariamente, devido a problemas de transmissão de dados do DECOR para os pilotos. Eles ainda utilizam o velhinho Windows 3.1!!!!!!! :)

https://pplware.sapo.pt/informacao/falha-no-windows-3-1-coloca-aeroporto-frances-de-joelhos/
 

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Re: Supercomputação
« Responder #9 em: Maio 25, 2017, 05:45:17 pm »
Empresas portuguesas pouco preparadas para novas regras na proteção de dados


A um ano da entrada em vigor do novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), só 3% das empresas assegurou a conformidade com as futuras exigências de privacidade de informações pessoais, conclui um inquérito a divulgar hoje.

“Genericamente, verifica-se que o desconhecimento sobre o RGPD ou os seus detalhes é elevado e que, embora haja uma perceção da importância a atribuir à proteção de dados, não há mecanismos desenvolvidos para desempenhar nas operações da organização”, conclui o trabalho, elaborado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) e pelas associações para a Promoção e desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) e Portuguesa de Gestão das Pessoas (APG).

As respostas das mais de 1.600 pequenas e médias empresas inquiridas evidenciam que apenas 3% têm “um plano a decorrer para garantir conformidade com o RGPD em maio de 2018”, sendo que 44% admitem “não ter qualquer plano” e cerca de 14% refere “ter apenas ações pontuais em áreas específicas”.

Ainda assim, só 6% das empresas afirmam que “não estarão preparadas” para o RGPD em maio de 2018, considerando mais de 22% que vão estar “totalmente preparadas”, apesar de quase 23% destas admitir “não ter qualquer plano em curso para garantir esta conformidade”.

Segundo as conclusões do estudo - que vão ser apresentadas hoje em Lisboa numa conferência organizada pelo IAPMEI e LCG Consulting – no que respeita à implementação do RGPD pelas empresas é “marcante” a “tendência para a dúvida e a incerteza”, já que mais de 46% das inquiridas afirmam que “talvez venham a estar preparadas ou não saber se estarão”.

Do total de inquiridos, apenas 4,8% respondeu “conhecer detalhadamente o RGPD e as suas principais obrigações”, enquanto cerca de 38% “não conhece o regulamento (32%) ou não sabe se conhece” e quase 48% diz “ter conhecimento sobre o RGPD, mas desconhece os detalhes”.

Analisando apenas as maiores empresas, com mais de 250 trabalhadores, a percentagem das que afirmam conhecer bem o regulamento sobe para quase 30%, mas totaliza, ainda assim, “menos de um terço”, notam os autores do trabalho.

Já numa análise por setores económicos, o que “aparenta mais conhecimento” sobre o RGPD é o das ‘atividades de informação e de comunicação’, no qual 15% das empresas afirmam estar bem informadas.

Apesar desta incerteza, o inquérito conclui que a proteção de dados “aparenta ser uma prioridade” para a maioria das empresas questionadas, já que mais de 61% o afirmam (20% prioridade elevada e 41% prioridade moderada) e apenas 5% dizem “não ser prioritário” e 15% ter “pouca prioridade”.

“Também aqui a dimensão da empresa aparenta influenciar a consciência e a importância dada ao tema da proteção de dados”, refere o trabalho, notando que “nenhuma das grandes empresas afirma que a proteção de dados não é uma prioridade”.

Questionadas sobre se os procedimentos atuais da empresa satisfazem os requisitos do RGPD, foi evidente “um desconhecimento grande” sobre o nível de cumprimento das exigências, com praticamente metade (49%) a afirmar “não saber” e apenas 10% a dizer estar “totalmente preparados”.

Já no que respeita às penalizações no caso de incumprimento do RGPD, “o desconhecimento parece ser uma vez mais o maior problema”, já que 42% dos inquiridos afirmam “desconhecer” que há penalizações, 35% referem a sua existência, mas “desconhecem os detalhes”, e apenas 7% dizem estar “bem informadas”.

Caso o RGPD fosse hoje aplicado, 47% afirmaram não saber se a sua organização seria penalizada financeiramente, 19,4% aparentaram estar convictas de que não seriam penalizadas e apenas 2% tinha consciência de que não cumpre e sofreria penalizações.

Atualmente, apenas 17% das organizações reportam ter políticas formais de proteção de dados pessoais transversais a todas as áreas e departamentos, enquanto 32% afirmam que estas existem, mas apenas para algumas áreas/departamentos, e 25% referem não ter qualquer plano formal a este nível.

Se 16% das empresas que participaram no inquérito disseram planear aumentar o orçamento dedicado ao programa de proteção de dados, a maioria afirmou que não ou que não sabia, destacando-se as ‘atividades de informação e de comunicação’ (30%) e as ‘atividades de saúde humana e apoio social’ (25%) como “os setores mais conscientes da necessidade de aumento de orçamento para o programa de proteção de dados pessoais”.

Quanto ao nível de adequação das medidas adotadas internamente para garantir a privacidade dos dados, o trabalho conclui que apenas 6% dos inquiridos as considerou “perfeitamente adequadas”, tendo 40% sustentado que são “razoavelmente adequadas”, denotando “a consciência da necessidade de fazer algo mais e eventualmente algum desconhecimento sobre as implicações”.

Quando questionadas se planeiam aumentar o número de empregados dedicados a programas de privacidade de dados, a grande maioria das empresas (56%) disse não o pretender fazer.

O novo regulamento, que vai ser aplicado a partir de 25 de maio de 2018, obriga bancos, hospitais, laboratórios farmacêuticos, entre outras empresas, a ter um responsável pelo tratamento de dados pessoais, uma função criada pelo regulamento comunitário e destinada a juristas ou engenheiros informáticos.


>>>>> http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/empresas-portuguesas-pouco-preparadas-para-novas-regras-na-protecao-de-dados
 
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« Responder #10 em: Maio 25, 2017, 07:40:10 pm »
Empresas portuguesas pouco preparadas para novas regras na proteção de dados

........O novo regulamento, que vai ser aplicado a partir de 25 de maio de 2018, obriga bancos, hospitais, laboratórios farmacêuticos, entre outras empresas, a ter um responsável pelo tratamento de dados pessoais, uma função criada pelo regulamento comunitário e destinada a juristas ou engenheiros informáticos.


>>>>> http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/empresas-portuguesas-pouco-preparadas-para-novas-regras-na-protecao-de-dados

Porque é que será que eu estou a ficar com a sensação que de repente acabou de se lançar  criação de uma nova vaga de postos de trabalho para os licenciados em direito deste país?? :D
 
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Re: Supercomputação
« Responder #11 em: Maio 26, 2017, 12:21:07 pm »
Empresas portuguesas pouco preparadas para novas regras na proteção de dados

........O novo regulamento, que vai ser aplicado a partir de 25 de maio de 2018, obriga bancos, hospitais, laboratórios farmacêuticos, entre outras empresas, a ter um responsável pelo tratamento de dados pessoais, uma função criada pelo regulamento comunitário e destinada a juristas ou engenheiros informáticos.


>>>>> http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/empresas-portuguesas-pouco-preparadas-para-novas-regras-na-protecao-de-dados

Porque é que será que eu estou a ficar com a sensação que de repente acabou de se lançar  criação de uma nova vaga de postos de trabalho para os licenciados em direito deste país?? :D

Tenho esse assunto à minha frente para resolver!!!! :(

Temos de construir um Plano de Acção para Implementação do Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados. Uma empresa contactou-nos para umas acções de formação a custarem 600€/dia por pessoa para implementar a norma (agradeço o convite da empresa, mas tenho !!!! Não tenho dúvidas que há um aumento súbito de trabalho para os juristas. Mas para já é apenas uma norma europeia (Regulamento 2016/679 da UE) que com certeza será transposta para as nossas normas. Cada instituição vai ter de passar a contar com um responsável pelo tratamento dos dados. Mas o mais interessante vai ser a possibilidade de qualquer pessoa poder pedir "para ser esquecida"! Numa Escola...... vamos apagar as pautas, os diplomas........ certamente os advogados podem ganhar muito dinheiro com este regulamento!
 
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Re: Supercomputação
« Responder #12 em: Junho 06, 2017, 11:25:44 am »
Um pequeno vídeo, já não é recente, mas que explica muito bem o que é um supercomputador e qual é a lista de supercomputadores actuais. Entretanto os Chineses criaram o mais potente que existe actualmente e que não faz parte desta lista (o Sunway TaihuLight).

 
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Re: Supercomputação
« Responder #13 em: Outubro 26, 2017, 12:40:07 am »
"Bad Rabbit": Cerca de 200 entidades afetadas por ciberataque


 

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Re: Supercomputação
« Responder #14 em: Outubro 26, 2017, 04:03:39 pm »
"Bad Rabbit": Cerca de 200 entidades afetadas por ciberataque



O vírus tenta infiltrar-se, pedindo ao utilizador da máquina para actualizar o Adobe Flash. Basta não actualizar ou actualizarem directamente no site da Adobe.
Mas mesmo tendo a máquina infectada, é fácil de resolver o problema:
https://pplware.sapo.pt/informacao/bad-rabbit-ransomware-atacar-europa/