AS GUERRAS NAPOLEÓNICAS NA PENÍNSULA IBÉRICA

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PereiraMarques

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« Responder #75 em: Junho 19, 2008, 04:41:42 pm »
CICLO DE CONFERÊNCIAS DAS ESCOLAS PRÁTICAS

27JUN08

ESCOLA PRÁTICA DE INFANTARIA
“A INFANTARIA E AS GUERRAS PENÍNSULARES”

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PereiraMarques

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« Responder #76 em: Julho 04, 2008, 11:46:50 pm »
Episódios da Guerra Peninsular


"Perto de nove mil portuguezes, constituindo uma divisão de alguns regimentos de infantaria e cavallaria, sob o mando em chefe do general marquez d´Alorna, a quem, em diversas commissões do serviço, obedeciam o tenente general Gomes Freire de Andrade, os marechais de campo, João de Brito Mousinho, Manuel Ignacio Martins Pamplona, D. José Carcome Lobo e outros officiaes de varias patentes, entre os quaes eram contados muitos, como estes, de elevados creditos, foram violentados a abandonar o paiz, e a marchar pelos fins do mez de março de 1808, para incorporar-se em Hespanha com as tropas francezas, e, segundo lhes foi insinuado, voltar depois acompanhando o imperador Napoleão, que então se dizia dever em breve tempo visitar Lisboa.”

 :arrow: http://www.exercito.pt/portal/exercito/ ... diosGP.pdf
 

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quintanova

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« Responder #77 em: Julho 05, 2008, 08:59:28 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
"Perto de nove mil portuguezes, constituindo uma divisão de alguns regimentos de infantaria e cavallaria, sob o mando em chefe do general marquez d´Alorna, a quem, em diversas commissões do serviço, obedeciam o tenente general Gomes Freire de Andrade, os marechais de campo, João de Brito Mousinho, Manuel Ignacio Martins Pamplona, D. José Carcome Lobo e outros officiaes de varias patentes, entre os quaes eram contados muitos, como estes, de elevados creditos, foram violentados a abandonar o paiz, e a marchar pelos fins do mez de março de 1808, para incorporar-se em Hespanha com as tropas francezas, e, segundo lhes foi insinuado, voltar depois acompanhando o imperador Napoleão, que então se dizia dever em breve tempo visitar Lisboa.”


Para saber mais:

[GoogleLivros] História da Legião Portugueza em França (1814)
http://books.google.com.br/books?id=5GMIAAAAQAAJ

Em livro impresso:
Teotónio Banha, A Legião Portuguesa ao Serviço de Napoleão, Caleidoscópio: Lisboa. Este livro, reedição do original do século XIX, são memórias do tenente Banha e dão-nos os pormenores mais intimistas da retirada do Grande Armée da Rússia, a miséria e a (pouca) irmandade portuguesa na luta por um naco de comida...

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PereiraMarques

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« Responder #78 em: Novembro 15, 2008, 02:05:39 am »
Corolário da Invasão de Junot - As primeras derrotas de Napoleão em Portugal

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Lancero

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« Responder #79 em: Novembro 20, 2008, 04:37:54 pm »
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Linhas de Torres: Exemplos estrangeiros de recuperação podem vir a ser adoptados em Portugal    

   Arruda dos Vinhos, Lisboa, 19 Nov (Lusa) -- As intervenções de conservação  realizadas em estruturas militares de países como a Polónia, Grécia ou Suécia  podem vir a servir de exemplo a Portugal para o trabalho de reabilitação  das centenárias Linhas de Torres.  

 

   "Vamos reunir especialistas nacionais e estrangeiros com trabalhos teórico-práticos  em estruturas militares e estabelecer comparações sobre o património para  vermos formas de reabilitar as Linhas de Torres", afirmou hoje à Lusa Paula  Ferreira, da câmara de Arruda dos Vinhos.  

 

   O município da Arruda, onde se situam alguns fortes das Linhas de Torres  que já podem ser visitados, a partir de um percurso pedestre, organiza de  20 a 22 de Novembro um seminário internacional sobre "A Importância das  Linhas de Torres na Europa".  

 

   Em debate vão estar a reabilitação e conservação das Linhas de Torres  e as experiências realizadas nas linhas defensivas da Polónia, Grécia, Suécia  e Reino Unido.  

 

   O seminário é uma acção do projecto Rota Histórica das Linhas de Torres,  financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega através do Mecanismo Financeiro  do Espaço Económico Europeu.  

 

   O projecto abrange os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra,  Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, concelhos em  cujo território foram edificadas as fortificações das Linhas de Torres.  

 

   Além do debate sobre a reabilitação e conservação, os participantes  vão abordar ainda "as potencialidades da rota das Linhas de Torres em termos  turísticos", adiantou Paula Ferreira.  

 

   Os participantes vão falar sobre as formas que têm que ser encontradas  para captar turistas nacionais, ingleses, franceses e espanhóis, acrescentou  a responsável camarária.  

 

   O projecto das autarquias pretende recuperar a parte mais significativa  deste sistema de fortificações militares construído, na sua maioria, entre  1809 e 1810 para a defesa da cidade de Lisboa face às  

 

   invasões do exército napoleónico durante a Guerra Peninsular (1807/1814).  

 

   Ao norte da capital, entre o Tejo e o Atlântico, foi construído um sistema  defensivo "considerado um dos marcos da arquitectura e estratégia militares  da história europeia, pela sua extensão (85quilómetros) e pelo número de  fortificações (152)".  

 

   A sua construção envolveu portugueses e ingleses distinguindo-se pela  eficácia bélica alcançada e que conduziu à derrota das tropas napoleónicas.  

 

   Após a utilidade estratégico/militar, o património degradou-se e para  poder ser visitado necessita de ser recuperado.  
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Lancero

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« Responder #80 em: Novembro 28, 2008, 04:12:46 pm »


Citar
Scene from the Napoleonic conflict known as the Peninsula War shows British & Portugese troops fighting the French at the Battle of Busacao before retreating to Torres Vedras, the prepared defensive lines erected by British General Wellington.
Location: Portugal
Date taken: September 27, 1810



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The Battle of Vimiero, where French troops were defeated by the Duke of Wellington's British and Portuguese troops during the Peninsular War.
Location: Vimiero, Portugal
Date taken: August 21, 1808



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Scene from the Napoleonic conflict also known as the Peninsula War shows French forces engaging British troops at Torres Vedras, the prepared defensive lines erected by British General Wellington.
Location: Torres Vedras, Portugal
Date taken: October 09, 1810



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Scene from the Napoleonic conflict known as the Peninsula War shows French officer giving the order to charge during the Battle of Busaco prior to the British retreat to the prepared defenses of Torres Vedras.
Location: Portugal
Date taken: September 27, 1810



Citar
Scene from the Napoleonic conflict known as the Peninsula War shows British troops retreating towards the prepared defenses of the Lines of Torres Vedras, erected by General Wellington.
Location: Torres Vedras, Portugal
Date taken: October 09, 1810
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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cromwell

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« Responder #81 em: Novembro 28, 2008, 07:01:06 pm »
Maravilhosa, a primeira imagem.
Sabem que a batalha do Buçaco foi a maior batalha alguma vez combatida em território português?
"A Patria não caiu, a Pátria não cairá!"- Cromwell, membro do ForumDefesa
 

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emarques

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« Responder #82 em: Novembro 28, 2008, 08:06:11 pm »
A primeira imagem:
E eu aqui convencido que o exército luso-britânico ocupava posições no alto da encosta...
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Granadeiro

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« Responder #83 em: Janeiro 13, 2009, 03:58:17 pm »
A Primeira imagem é muito bonita mas só tem isso mesmo, está cheia de erros que duvido muito que tenha sido feita em 1810, nem mesmo as litografias desses anos têm tantos erros.

Não sei aonde foram arranjar as fardas porque do exercito português não são de certeza.
 

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comanche

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« Responder #84 em: Fevereiro 01, 2009, 06:14:23 pm »
História: Memórias do marechal Soult editadas pela primeira vez em português


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Lisboa, 27 Jan (Lusa) - As memórias do marechal Nicolas Soult, que há 200 anos comandou a segunda invasão francesa a Portugal, são pela primeira vez publicadas em português com introdução e notas do historiador António Ventura.

"Memórias do Marechal Soult - sobre a guerra em Espanha e Portugal" é editado pela Livros Horizonte na colecção "Memórias de Portugal", onde anteriormente saíram as memórias de Massena, o último marechal napoleónico a entrar com tropas em Portugal, e o "Diário da I Invasão francesa", de Jean-Andoche Junot.

Soult, duque da Dalmácia, "é uma figura de primeiro plano, vindo a desempenhar papéis políticos de relevância posteriormente, e foi o único dos três que invadiram Portugal que escreveu um testemunho na primeira pessoa", disse à Lusa o historiador António Ventura.

O marechal francês "foi o causador indirecto do desastre da Ponte das Barcas" no Porto, mas procurou "uma política de aproximação às populações e de colaboração com as autoridades locais, tendo chegado a editar um jornal pró-Napoleão, o Diário do Porto".

Soult invadiu Portugal pela fronteira de Trás-os-Montes e Alto Douro em Março de 1809 e, depois de ter derrotado as forças inglesas na Corunha, venceu a batalha do Carvalho d'Este (Braga) e avançou até ao Porto, que ocupou, fixando "fronteira" no rio Douro.

O marechal "teve a preocupação de projectar uma imagem positiva de França e sobre os portugueses faz um juízo bastante mais benévolo do que dos espanhóis", assinalou Ventura.

O historiador observou ter "reservas" quanto à possibilidade de Nicolas Soult ter ambicionado cingir uma coroa de Rei de Portugal.

"Ele cumpria as ordens do Imperador, era um homem de Napoleão e, como todos, queria ser bem visto por ele. Há uma tendência para uma certa autonomia, mas, devido à especificidade da Península Ibérica e ao corte de comunicações, era difícil comunicar com Paris", explicou o historiador.

Soult, na opinião do historiador, "não escreve coisas desagradáveis sobre os portugueses, são [memórias] fundamentalmente de cariz militar, aparecendo poucas referências de natureza etnográfica ou geográfica".

Ventura indicou ainda que Soult "foi o único" dos três líderes militares que invadiram Portugal "que sobreviveu ao regime de Napoleão Bonaparte, tendo desempenhado as funções de ministro da Guerra e Primeiro-Ministro".

NL.

Lusa/Fim

 

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André

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« Responder #85 em: Março 21, 2009, 01:45:51 am »
Espada do capitão Luís Carneiro é única recordação do homem que fez o gen. Soult recuar


A espada com que o capitão Luís Carneiro enfrentou os invasores franceses na Barca da Trofa, em 1809, é a única recordação que resta hoje do homem que obrigou a recuar o general Soult, atrasando o avanço para o Porto.

A arma, preservada pela família, está colocada em evidência numa parede, logo à entrada da casa onde viveu o capitão que comandava a Companhia de Ordenanças de Santiago de Bougado em finais de Março de 1809, quando o exército francês tentou atravessar o rio Ave na zona da Trofa.

"A casa sempre esteve na nossa família. O capitão vivia aqui e, por isso, a espada ficou cá. A família sempre a conservou", disse à Lusa Manuel Loureiro, descendente directo em sétima geração de Luís Carneiro e actual proprietário da casa.

"Até à morte do meu avô, esta foi sempre a Casa do Capitão", recordou Maria Antónia, irmã de Manuel Loureiro, admitindo que a expressão praticamente já caiu em desuso actualmente.

O capitão Luís Carneiro liderou a Companhia de Ordenanças de Santiago de Bougado, uma pequena força de populares armados, contra uma coluna militar comandada pelo general Soult, impedindo a sua progressão.

Dispondo apenas de dois pequenos canhões e o apoio de um reduzido grupo de militares milicianos, os portugueses defenderam a Barca da Trofa e obrigaram os invasores franceses a subir o Ave até à Ponte da Lagoncinha, onde conseguiram atravessar o rio.

As tropas acamparam no Souto de Bairros, mas o general Nicolas Soult foi pernoitar numa casa situada a algumas centenas de metros, que pertencia a Manuel Faria Carneiro.

"Nesta casa, de 25 para 26 de Março, pernoitou o Duque da Dalmácia - 1809", refere uma placa colocada na frente da casa.

"O general ficou aqui só uma noite, mas as pessoas da casa ficaram muito bem impressionadas com os franceses, que não fizeram mal a ninguém", afirmou à Lusa Júlia Amandia, actual proprietária da casa.

Apesar da imagem negativa que criou ao longo da sua marcha em território português, os invasores franceses também provocaram boa impressão numa farmácia situada na fronteira entre Trofa e Vila do Conde.

Os actuais proprietários da farmácia, fundada em finais do século XVIII, revelaram recentemente que os militares franceses passaram por lá em 1809 para levantar medicamentos, tendo tratado bem todas as pessoas que ali se encontravam.

Dessa altura, restam como recordação duas barretinas francesas, ainda na posse dos descendentes.

A breve passagem francesa pela Trofa em Março de 1809 provocou uma dezena de mortos, um dos quais José Moreira, que era escrivão da Companhia de Ordenanças.

Quando revistaram a sua casa, situada frente ao local onde o general Soult pernoitou, as tropas francesas encontraram armas escondidas no palheiro.

Como castigo, José Moreira, cujo nome consta da lista inscrita no Monumento da Barca da Trofa, foi severamente torturado até à morte.

Pouco depois, as tropas invasoras levantaram o acampamento e prosseguiram a marcha para o Porto.

Lusa

:Soldado2:  :Soldado2:  :Soldado2:

 

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André

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« Responder #86 em: Março 25, 2009, 01:25:09 pm »
Porto evoca domingo 200 anos do desastre da Ponte das Barcas


O Porto evoca domingo os 200 anos de um dos episódios mais terriveis da sua hisória, o desastre da Ponte das Barcas, que terá provocado a morte a mais de quatro mil pessoas, afogadas nas águas do Rio Douro.

O episódio, recordado numa "alminha" instalada numa parede da Ribeira do Porto, ocorreu em 29 de Março de 1809, na sequência da conquista da cidade pelo general Soult, nas segundas Invasões Francesas.

Tomada de pânico face ao avanço das tropas vindas do Norte, a população tentou fugir para o lado de Gaia, onde já se tinha refugiado no dia anterior o bispo do Porto.

Acontece então a catástrofe, por motivos que variam segundo os relatos: uns dizem que a ponte, constituída por 20 barcaças ligadas por cabos de aço, não aguentou a pressão e desfez-se, provocando a queda no rio da multidão.

Outra versão refere que do lado de Gaia alguém abriu um alçapão na ponte, para impedir que os franceses a atravessassem, que "engoliu" os que seguiam à frente na fuga, empurrados para a morte pelos que lhes seguiam a peugada.

Duzentos anos depois, a data é assinalada com a colocação de uma peça escultórica do arquitecto Souto Moura no local onde a velha ponte se situava, a poucos metros da actual Luis I.

A peça, feita em aço corten, simboliza a ligação entre as duas margens, visto que do lado de Gaia ficará instalada uma estrutura metálica semelhante.

No mesmo dia tera lugar na Sé do Porto uma missa onde sera interpretado um Rquiem à memoria de Camões composto por João Domingos Bomtempo, contemporâneo da catástrofe.

Na véspera da efeméride, sábado, o Coliseu do Porto acolhe o maior coral alguma vez realizado no Porto, com mais de 500 vozes, numa obra da autoria do cónego Ferreira dos Santos chamada "Portugal" e apresentada, em estreia absoluta, no âmbito das comemorações do Bicentenário das Invasões Francesas.

É inspirada em poemas da "Mensagem", de Fernando Pessoa, estando prevista a actuação de duas orquestras e 500 coralistas.

A direcção musical é de Cesário Costa, tendo como solistas a soprano Dora Rodrigues, o tenor, Marco Alves dos Santos, com o actor Júlio Couto como declamador.

Estrão em palco os coros do Círculo Portuense de Ópera, Polifónico da Lapa e mais vinte coros do Porto e Gaia, além da Orquestra Clássica de Espinho e da Banda Sinfónica Portuguesa

Tambem no sabado, a Biblioteca Municipal Almeida Garrett inaugura uma exposição.

Na sexta-feira, na Casa da Música poderá ouvir-se "A música que o rei ouvia", temas de Marcos Portugal e João Domingos Bomtempo, autores portugueses contemporâneos de D. João VI, exilado no Brasil na sequência das invasões napoleónicas.

Hoje à tarde, numa iniciativa conjunta entre a comissão responsável pelas comemorações e o jornal Publico, e lançado um livro em quatro volumes sobre as invasões.

As comemorações continuam mais tarde em Agosto, com a concentração, no Porto, de mais de 500 especialistas num congresso promovido pela Associação Internacional de Historia Militar.

Lusa

 

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manuel liste

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« Responder #87 em: Março 25, 2009, 03:11:33 pm »
Triste aniversario ¿pero pudieron morir tantas personas?

En Aveiro hay un monumento a los patriotas de 1809 ¿alguien conoce detalles sobre el suceso?

En esos duros días de marzo de 1809 se estaba produciendo en el Sur de Galicia la lucha decisiva para la liberación: En el mes de enero anterior y tras expulsar a los ingleses de La Coruña, el mariscal Soult ocupó la costa del Sur de Galicia dejando guarniciones en Marín, Pontevedra, Vigo y Tuy.

El francés intentó cruzar el Miño en Tuy, pero le fue imposible por la falta de puentes, así que decidió remontar el río hasta Orense dejando la mayor parte de su artillería en Tuy, y ocupar después la orilla Sur del río.

En su trayecto entre Tuy y Orense tuvo que dispersar a numerosos grupos de paisanos armados que intentaban retrasar su avance, sin éxito. Tras cruzar el Miño, se dirigió a Verín y cruzó la frontera en dirección a Chaves, pensando que la pacificación de Galicia era un hecho.

Sin embargo, en febrero el alzamiento patriota era más que evidente. Los españoles pronto controlaron el Ribeiro (comarca entre Orense y Vigo), ocupando los huecos dejados atrás por el avance francés, y desde ahí hostilizaron a las guarniciones francesas de Vigo y Tuy. Los patriotas pronto encontraron el auxilio de oficiales del Ejército, de militares retirados y de las pequeñas fuerzas del Marques de la Romana, que eran los restos de la división española que había ocupado Dinamarca.

A primeros de marzo las plazas de Vigo y Tuy fueron cercadas. Dentro de Vigo había unos 1500 soldados franceses, 4000 en Tuy. Mayormente el cerco era sostenido por paisanos armados organizados en "Alarmas" (milicias), pero pronto recibirían los refuerzos de un pequeño contingente portugués de la guarnición de Braga capitaneado por el teniente Almeida. También tendrían apoyo de infantes de marina británicos desembarcados en la Ría de Vigo, y de un contingente de unos 3000 milicianos del Ribeiro bajo mando del capitán Bernardo González.

Cuando los cercos fueron efectivos y para establecer una clara cadena de mando, todas las fuerzas aceptaron al capitán de granaderos Pablo Morillo (luego general) como su comandante. Las tropas de Morillo hicieron retroceder a una columna francesa de socorro que avanzaba desde el Norte (fuerzas del CE. del Mariscal Ney, que ocupaban el Norte de Galicia), y fortificaron la orilla Sur del río Oitavén para evitar el paso del enemigo. A continuación fuerzas bajo mando de Bernardo González atacaron y tomaron Pontevedra.

Finalmente, el 28 de marzo cayó Vigo

La rebelión en Galicia era generalizada, y en el Norte la represión francesa fue muy dura. Pese al acoso a que veía sometidas sus fuerzas, Ney intentó contraatacar en el Sur, tomó Pontevedra y avanzó hasta Pontesampayo en el Oitavén, donde las fuerzas españolas, portuguesas y británicas le estaban esperando.

En junio fue la batalla decisiva que determinaría el destino de Galicia: Ney intentó superar a los alzados en Pontesampayo por dos veces, pero las dos fue rechazado con graves pérdidas. Unos días después perdería Santiago de Compostela, y los franceses serían arrojados definitivamente de Galicia.

Este mes también se cumple el bicentenario de esos hechos, todavía bien recordados en estas tierras.
 

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Lancero

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« Responder #88 em: Março 25, 2009, 03:19:49 pm »
Citação de: "André"
Porto evoca domingo 200 anos do desastre da Ponte das Barcas


"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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« Responder #89 em: Março 25, 2009, 08:36:46 pm »
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Presidente da República no Regimento de Infantaria 19, em Chaves

No âmbito da sua visita à cidade de Chaves, por ocasião do bicentenário da sua libertação da segunda invasão francesa, o Presidente da República esteve no Regimento de Infantaria nº 19.

No quartel, o Presidente Aníbal Cavaco Silva inaugurou oito painéis pintados por artistas da região do Tâmega e almoçou a convite do Presidente da Câmara Municipal local e do Chefe do Estado-Maior do Exército.
















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