Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal

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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #60 em: Setembro 25, 2015, 07:27:57 pm »
Berlim diz que um em cada três pedidos de asilo é de um "falso sírio"


O governo alemão calcula que 30% das pessoas que se dizem sírias no registo para a obtenção do estatuto de refugiado na Alemanha têm outras nacionalidades, indicou hoje um porta-voz do Ministério do Interior.

"Não se trata de uma estatística, mas de uma estimativa que se baseia no que constatam as autoridades no terreno, em particular a polícia e (...) Frontex", a agência encarregada da vigilância das fronteiras da União Europeia (UE), disse Tobias Plate num encontro com a imprensa.

A Alemanha enfrenta um afluxo sem precedentes de requerentes de asilo, em particular depois de ter decidido deixar de reenviar os sírios para os países em que entraram na UE, como prevê a legislação europeia. Os originários da Síria beneficiam ainda de uma análise mais rápida do seu dossier.

O país espera entre 800 mil e um milhão de requerentes de asilo este ano, um recorde absoluto, contra 200 mil em 2014.

Entre janeiro e fim de julho, 256 938 pessoas apresentaram um pedido de asilo à Alemanha, das quais 55 587 se declararam originárias da Síria.

DN
 

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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #61 em: Setembro 29, 2015, 05:05:45 pm »
Uma leitura política da crise dos refugiados
Alexandre Reis Rodrigues


Depois da desastrada intervenção americana no Iraque ninguém estranhou que os adeptos das políticas intervencionistas dos EUA, e do recurso fácil ao uso da força militar, tivessem tido que ceder o protagonismo de que beneficiaram na administração Bush aos que não concordaram com essa linha de ação, agora liderados pelo Presidente Obama. Contrariamente ao prescrito no conceito “responsability to protect”, adotado em 2005 unanimemente na Assembleia Geral das Nações Unidas, passou a evitar-se qualquer interferência na forma como os países soberanos governam o seu povo, independentemente das atrocidades que continuam a ser cometidas.

Não obstante as razões que levaram a esta reorientação - em que também pesou o cansaço americano depois de uma década de intervenções assumidas quase isoladamente -, a forma como tem evoluído o ambiente de segurança, com o mundo a viver sob o terror de algumas organizações terroristas que ameaçam a paz e a estabilidade em várias regiões, diz-nos que é chegada a altura de ponderar entre os custos de intervir e os custos de não intervir. Já se tornou evidente que a hegemonia americana, apenas pelo seu poder potencial, não chega – contrariamente ao que a atual administração esperava – para impor soluções nem para defender interesses. Como se viu no caso da Síria e, mais recentemente, no caso da Ucrânia, as dinâmicas regionais estão a pôr em causa de forma demasiado fácil, a ordem internacional de que os europeus esperavam que os EUA continuassem a ser os grandes guardiões.

Não faltou quem alertasse para os perigos deste distanciamento dos EUA e tivesse chamado a atenção para o risco de uma falta de estratégia consistente para a crise síria. Em abril de 2013, a administração americana reagia a essas críticas alegando estar a seguir uma estratégia de contenção do problema dentro das fronteiras sírias. Os que não concordaram com esta argumentação diziam que, a curto prazo, o conflito se tornaria um problema estratégico para a Jordânia.  

Tornou-se bem pior do que se imaginava e para todos os vizinhos, em particular para a Turquia e para o Líbano. Neste segundo caso, em termos de proporção em relação à sua população, o número de refugiados que este acolheu (mais de um milhão e cem mil) equivaleria na Alemanha a 22,5 milhões de refugiados ou 88 milhões nos EUA (dois milhões em Portugal). Embora sob proporções muito mais reduzidas – quase insignificantes em relação às situações atrás referidas – o drama acabou por chegar á Europa, frustrando as expectativas, aliás irresponsáveis, de que conseguiria ficar á margem do problema. Não ficou e foi apanhada desprevenida sem qualquer solução imediata para pelo menos minimizar a “avalanche” e evitar o caos resultante da falta de qualquer controlo.

Este problema não decorre especificamente da situação que se desenvolveu na Síria. Vem na linha da postura adotada de, no geral, deixar a solução dos problemas de segurança e defesa europeus ao quase exclusivo cuidado dos EUA, mantendo-se a Europa tão à parte quanto possível. Como dizia Cutileiro, há alguns anos atrás, a Europa parece mais interessada em que a “deixem em paz do que em ajudar a fazer a paz”. Só que, entretanto, os EUA alteraram a sua estratégia de segurança. Decidiram-se por um critério rigoroso de intervenções, restrito a situações em que estiverem em causa interesses diretos. Fora dessa situação esperam que as potências locais assumam as suas responsabilidades, situação para que a Europa ainda não se preparou. Pior ainda, não deu sinais de se querer preparar.

Tendo-se colocado á margem de qualquer tentativa de solução do problema sírio a Europa não cuidou de ter em conta que o provável seria vir a ter que enfrentar o impacto de uma guerra civil prolongada que, como sempre, gera ondas de deslocados internamente e de refugiados no exterior. Não teve presente que iria ter pela frente um problema que lhe diria diretamente respeito e apenas muito marginalmente aos EUA, embora as suas origens decorram em grande parte de políticas falhadas deste últimos. Não estou a defender que deveria ter lutado por uma estratégia de intervenção militar. Deveria, no entanto, ter estado ativa na procura de uma solução em vez de deixar o problema apenas para os EUA, perdendo assim uma ocasião de acautelar os seus interesses. Houve imprudência.

Agora está perante um problema que veio para durar e agravar-se. A melhor esperança de algum abrandamento pode vir com o fim do tempo de verão que facilitou o incremento verificado nos últimos três meses. Será em qualquer caso um abrandamento temporário. Se as causas permanecerem o fluxo vai continuar mal as condições melhorem.

Teoricamente há três formas de atuar para o tentar resolver. Atuar na origem, atuar no destino ou no percurso para entrada na Europa. A primeira é a via que os EUA estão de novo a tentar, em conversações já acordadas com a Rússia para outubro e que incluirão algumas potências regionais (Turquia, Irão, Arábia Saudita e Egito). Estranhamente, a União Europeia não faz parte destas conversações, apesar de ser um dos principais interessados em pôr cobro à crise, quer por interesse próprio, quer por razões humanitárias a que os europeus são sensíveis.  

David Cameron já reconheceu claramente essa prioridade quando disse: «the most important thing is to try to bring peace and stabiity to that part of the world» mas não é nisso que a liderança europeia está concentrada. Em alternativa, aposta em criar centros de triagem nos pontos de entrada, que talvez estejam operacionais em novembro, em intervir no mar apreendendo as embarcações usadas pelas máfias da emigração e em continuar a tentar encontrar uma forma consensual de distribuir os refugiados.  

Tudo isto é necessário mas é também insuficiente se não se atuar na origem principal da crise. No mínimo, entrando de forma ativa nas conversações de outubro atrás referidas. Se não o fizer, a União não estará a dar a devida importância a uma questão muito grave de migração que está sob o risco de passar de um problema de segurança humana para um problema de segurança nacional dos países membros. Estará a dar razão aos que pretendem tomar o assunto em suas próprias mãos em vez de esperarem por uma solução coletiva.

Jornal Defesa
 

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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #62 em: Setembro 29, 2015, 10:30:17 pm »
Desenho de criança síria acende debate na Alemanha





É um desenho feito por uma criança síria, refugiada, e oferecido à polícia alemã. E está a alimentar o debate em solo germânico sobre o grau de abertura que a maior economia na Europa deve ter no que toca ao acolhimento de refugiados. Ontem foi a vez do presidente alemão, Joachim Gauck, sinalizar que há um "limite" ao número de refugiados que se pode acolher.

O desenho mostra duas realidades completamente distintas: de um lado, a Síria, carregada de negro e vermelho de sangue, mortos, uma mulher ferida, uma criança em gritos, edifícios a serem destruídos. Do outro a Alemanha, com casas e prédios seguros, caminhos ordenados, uma família que chega com bagagens e sacos. Vários corações mostram o carinho pela Alemanha e pela polícia. A imagem deste desenho foi publicada no Twitter, a 24 de Setembro, pela polícia alemã: "Um presente de uma criança síria para a polícia alemã, em Passau. #speechless", lê-se no post, que já foi partilhado mais de oito mil vezes.

Como conta o Washington Post, a imagem alimenta o debate entre aqueles que são favoráveis ao acolhimento do maior número de refugiados possível, e os que estão contra, duvidando até da autenticidade do desenho. No sábado, o Spiegel Online trazia a confirmação, pelo polícia Michael Piltz, de que o desenho lhe tinha sido oferecido a ele e a outros dois colegas, por uma menina refugiada.

Ontem, o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, tentou unir a nação, dando voz à preocupação de alguns, mas sem colocar em causa a vontade de receber refugiados: "Queremos ajudar. Temos um grande coração. Contudo, há um limite para o que podemos fazer".

As declarações do presidente, que ocupa um cargo sobretudo representativo e com poucos poderes executivos, mas que é visto como uma voz de autoridade no país, surgiram na sequência de motins dentro de campos de refugiados, entre etnias diferentes. O último aconteceu no domingo, numa cantina.

A chanceler alemã Angela Merkel tem mantido as portas do país abertas ao acolhimento de refugiados, dizendo-se preparada para receber cerca de 800 mil pessoas. Mas as sondagens mostram que a sua popularidade está em queda, desde que a crise dos migrantes confrontou de forma gritante a Europa.


Económico
 

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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #64 em: Novembro 03, 2015, 10:20:24 pm »
 

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Idosas saem de centro para dar lugar a refugiados
« Responder #65 em: Novembro 11, 2015, 02:59:53 am »
Idosas saem de centro para dar lugar a refugiados
(11 de Novembro de 2015)
Citar
"Se me dessem a escolher, preferia que ficássemos todas aqui". As palavras são de Cândida Campos, uma das sete idosas que têm até amanhã para sair do Recolhimento das Trinas, uma espécie de lar de idosos que acolhe aquela pequena "família" de comadres há décadas, no Centro Histórico de Guimarães.

O edifício é da Santa Casa da Misericórdia que já providenciou estadia para todas. Mas vão ficar em lares diferentes, separadas umas das outras e da "família" que construíram já na velhice. Com a saída das mulheres, a casa fica livre e vai acolher três famílias de refugiados.

Cândida Campos tem 81 anos e mora nas Trinas há 10. Vai ser transferida para o Lar Emídio Guerreiro, junto ao castelo. Não é dos casos piores, pois fica próxima do centro na mesma, mas tem amigas que vão para o Lar Rainha D. Leonor, em Urgezes, a mais de dois quilómetros de um Centro Histórico onde passaram grande parte da terceira idade e que temem não voltar a ver.

Após décadas de vida, as sete idosas são obrigadas a refazer as rotinas. Já não vão ao pão a pé, acabam-se as conversas de circunstância na calçada histórica e a missa do Largo da Oliveira fica longe de mais para as voltar a ver. A convivência familiar que tinham passa a estar apenas na memória.

(...)

A decisão de transferência das mulheres foi motivada pela falta de condições do Recolhimento das Trinas para funcionar como Lar de Idosos. Segundo Noémia Carneiro, provedora da Santa Casa, aquela instituição foi notificada "há cerca de dois anos" pela Segurança Social. Os apoios iam ser cortados porque a casa não tem condições. "Não tem elevador, tem escadas íngremes e espaços pequenos. É uma boa casa, mas não é um lar", concorda a provedora.

Perante a falta de apoio, informaram as idosas e deram-lhes a hipótese de ficar. Mas tinham de pagar mais do que os 37 euros mensais que estavam a gastar até então. A maioria vive de baixas reformas e tem os cêntimos contados. Das oito, só uma pôde ficar.

Entretanto, o Recolhimento das Trinas já está destinado. Vai acolher refugiados que chegarão a qualquer momento e passarão a viver no Centro Histórico da cidade. Dos 12 quartos da casa, um fica para a idosa que escolheu continuar ali, outro vai para uma socióloga que acompanhará os refugiados e os restantes são para os migrantes.
Fonte: http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Guimar%E3es&Option=Interior&content_id=4879342&page=-1

O interessante nisto tudo é que a Segurança Social já tinha notificado a Santa Casa para a falta de condições do centro para funcionar como lar de idosos há cerca de dois anos! Então só agora é que a Santa Casa se dá ao trabalho de arranjar uma alternativa em condições para as senhoras? Estarem agora a dar isso como motivo da transferências delas após dois anos é treta. Fica a sensação que a Santa Casa só deu-se agora ao trabalho de as mudar porque já conseguiu outro "tacho" para aquele espaço.

Entretanto fica uma idosa que decidiu pagar mais e ficar ali, mas será que foram feitas as obras para o centro ter condições para ela morar lá?

Cumprimentos,
« Última modificação: Novembro 23, 2015, 02:30:25 am por Get_It »
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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #66 em: Novembro 11, 2015, 12:17:06 pm »

"Esta  é  uma terceira guerra mundial por outros  meios"
 

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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #68 em: Novembro 19, 2015, 07:35:08 pm »
EUA suspendem programa de refugiados


Os Estados Unidos vão aumentar o rastreio nas fronteiras para cidadãos sírios e suspender o programa de recepção de refugiados.

A votação na Câmara dos Representantes passou com 289 votos a favor e 137 contra, desafiando a decisão do Presidente dos Estados Unidos.

Muitos congressistas democratas estão divididos e votaram contra a posição de Obama.

Os Estados Unidos tinham decidido receber 10 mil refugiados no próximo ano.

Antes da votação, Barack Obama tinha afirmado que o país não tomaria boas decisões “se forem baseadas na histeria e num exagero dos riscos".

Mais de metade dos governadores de estados norte-americanos anunciou que pretendem suspender o programa de acolhimento de refugiados sírios.

"Aparentemente têm medo das viúvas e órfãos que chegam aos Estados Unidos", disse o Presidente dos EUA.


Renascença
 

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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #70 em: Novembro 24, 2015, 08:43:30 pm »
 

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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #72 em: Novembro 27, 2015, 01:26:18 pm »
Refugiados não querem viajar para Portugal, diz director adjunto do SEF


Em entrevista publicada hoje no Diário de Notícias, o director nacional do SEF explicou que “o processo de recolocação está a ter dificuldades” e que são atribuídas "responsabilidades às autoridades italianas e gregas, o que em parte é verdade, mas uma das principais razões tem que ver com o facto de os requerentes de asilo não quererem ser recolocados”.

De acordo com a notícia do DN, Portugal disponibilizou-se para receber 4.754 refugiados, mas este número pertence a uma primeira fase, que prevê a recolocação de 93.097 pessoas na União Europeia.

“A Plataforma de Apoio aos Refugiados tem lugar para mil destes imigrantes, mas segundo as autoridades nacionais foram oferecidos de mais de três mil”, escreve o DN.

“A capacidade que temos vai além do que é preciso recolocar a partir da Itália e da Grécia”, disse o diretor nacional do SEF.

Segundo o jornal, Portugal não é um país habitualmente escolhido pelos requerentes de asilo, como também não faz história em matéria de atribuição de estatuto, pois "aceita cerca de uma dúzia por ano".

O DN escreve que as “associações representativas da sociedade civil dizem que essa é uma dificuldade, mas não é a principal razão. Acusam o modelo europeu de ser muito estático e lento para um processo que é muito dinâmico”.

De acordo com o jornal, até outubro, mais de 700 refugiados foram recolocados em países europeus e existe um plano para mais de 160 mil serem distribuídos.

O DN escreve que Portugal disponibilizou-se para receber 4.754, mas só deverão chegar 50 até ao Natal: 30 de Itália e 20 da Grécia.

“A esmagadora maioria dos requerentes de asilo que transitam pela Europa querem seguir para a Alemanha e a Suécia, onde muitos têm família e/ou receberam a informação de que aí há trabalho e podem ter um bom nível de vida. A preferência vai sempre para os países do norte- a península Ibérica é desconhecida”, indicou.

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mayo

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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #73 em: Novembro 28, 2015, 06:27:33 am »


With Open Gates: The forced collective suicide of European nations


« Última modificação: Novembro 28, 2015, 06:29:12 am por mayo »
 
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Re: Crise de refugiados e imigrantes na UE e em Portugal
« Responder #74 em: Novembro 30, 2015, 07:06:26 pm »
Alemães preocupados com risco de radicalização dos refugiados


As autoridades alemãs estão preocupadas com o risco de os refugiados recém-chegados serem captados por redes cujo objetivo é a radicalização religiosa, segundo o The Wall Street Journal. Panfletos de 16 páginas sobre o risco de radicalização dos migrantes foram distribuídos nos centros de acolhimento de refugiados e os funcionários foram avisados sobre as mesquitas que oferecem maior perigo de radicalização e que os refugiados devem evitar.

Segundo os serviços secretos alemães, de Berlim a Sarre, no sudoeste do país, foi registado um aumento do número de refugiados que frequenta mesquitas suspeitas de promoverem o extremismo e há pelo menos 100 casos em que extremistas assinalados pelos serviços de segurança estabeleceram contacto direto com refugiados.

A técnica dos recrutadores, segundo Torsten Voss, dos serviços secretos alemães, é oferecer ajuda aos refugiados e facilitar o processo de adaptação ao país. Traduções, boleias, comida, abrigo e convites para eventos sociais como jogos de futebol e festas ajudam os extremistas a ganharem a confiança dos migrantes.

"Eles começam por dizer: vamos ajudar-te a viver com as tuas crenças", explicou Torsten Voss, e presenteiam-nos com cópias do Alcorão, roupas muçulmanas conservadoras e bússolas para rezarem em direção a Meca, cidade sagrada no Islamismo.

Quando questionados pelas autoridades, os grupos ligados ao extremismo islâmico afirmam estar apenas a prestar auxílio por razões humanitárias e religiosas.

Há três mesquitas em Berlim assinaladas pelos serviços de segurança como locais onde ideias extremistas são promovidas, mas, como nenhuma lei está a ser desrespeitada, a única opção das autoridades é vigiar estes locais de perto.

Uma fonte oficial declarou ao The Wall Street Journal que o número de refugiados nestas três mesquitas tem aumentado, o que deixa as autoridades em alerta.

"Estas pessoas não chegam aqui prontas para serem radicalizadas", explica Claudia Dantschke, especialista em extremismo islâmico. A solução é integrá-los o melhor possível na sociedade alemã, de acordo com Dantschke, que tem um programa de aconselhamento a radicais. "Nós somos responsáveis por eles se tornarem radicais ou não".

Os extremistas "aproveitam-se do estado emocional dos refugiados para os influenciar, especialmente aos mais novos, e construir laços", segundo os panfletos.

Estima-se que 70% dos refugiados que chegam à Alemanha sejam muçulmanos, de acordo com os serviços secretos alemães.

DN
« Última modificação: Novembro 30, 2015, 09:02:01 pm por Lusitano89 »
 

 

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