Indústria de Defesa do Brasil

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Vitor Santos

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #15 em: Agosto 05, 2015, 02:52:59 pm »
Ministro Jaques Wagner participa de visita às Instalações da HELIBRAS















 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #16 em: Agosto 13, 2015, 04:33:03 pm »
Centro de Lançamento prepara a Operação São Lourenço



O Centro de Lançamento de Âlcantara (CLA), localizado no Maranhão, realizará, entre 15 de outubro e 7 de novembro, a Operação São Lourenço. O objetivo da Operação é lançar e rastrear o foguete de sondagem VS-40M, que irá transportar a plataforma espacial experimental denominada Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA). O lançamento e rastreio fazem parte do Programa Espacial Brasileiro (PEB) em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

O SARA é uma plataforma espacial em desenvolvimento para experimentos em ambiente de microgravidade destinada a operar em órbita circular baixa, a 300 quilômetros de altitude. “A missão de lançamento da plataforma SARA destaca-se por compreender um veículo, uma carga útil e infra-estrutura de lançamento nacionais que possibilitarão exploração do ambiente de microgravidade permitindo diversos avanços em estudos científicos e tecnológicos”, explicou o coordenador-geral da Operação São Lourenço, tenente-coronel engenheiro Alexandre Nogueira Barbosa.

Segundo o militar, o lançamento pode qualificar em voo subsistemas do SARA, como redes elétricas, sistema de recuperação, estrutura, módulo de experimentos, gás frio e proteção térmica.

Uma das etapas de preparação para a Operação São Lourenço foi finalizada na última semana. As atividades envolveram a instalação de dispositivos mecânicos no Lançador de Porte Médio (LPM) do CLA e o ensaio de integração de um mock-up (modelo em tamanho real) do foguete VS-40M sem carga de combustível. Também fizeram parte das ações as etapas de montagem, transporte e integração no lançador, testes com dispositivos e com o próprio lançador, além dos processos inversos de retirada da plataforma de lançamento, transporte e desmontagem.

“A partir da pré-campanha e reunião de acompanhamento de interfaces da São Lourenço, harmonizamos junto à coordenação da operação todas as ações e preparamos todos os meios, de modo a realizarmos com total sucesso o lançamento do foguete VS-40M SARA em Alcântara”, disse o diretor do CLA, coronel Cláudio Olany Alencar de Oliveira.

Especialistas e pesquisadores da área espacial participaram da reunião de acompanhamento para coordenar as ações de operação e da plataforma SARA, ambos desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), organização subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Também participaram das reuniões servidores civis e militares do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

Durante o lançamento e rastreio do veículo deverá ocorrer a interligação das estações de telemetria, radar e tratamento de dados de localização do CLA com as estações do CLBI, localizado em Natal (RN), com objetivo de operacionalizar o sistema de comunicação entre estações remotas, essenciais para a manutenção da operacionalidade dos dois centros de lançamento situados em território nacional.

Além de levar o SARA, o veículo levará a bordo um GPS de aplicação em área espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sistema em fase de qualificação.

O VS-40 já foi lançado duas vezes no Brasil a partir do CLA (Operação Santa Maria, em 1993, e Operação Livramento, em 1998) e uma vez na Noruega, em 2012, na Operação SHEFEX, em apoio ao programa de microgravidade da Agência Espacial Europeia (ESA).

Fonte: http://tecnodefesa.com.br/centro-de-lan ... -lourenco/
 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #17 em: Agosto 14, 2015, 11:26:57 pm »
A indústria de Defesa em números



A indústria de defesa e segurança no Brasil movimentou R$ 202 bilhões em 2014. O valor investido no setor correspondeu a 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto) no período. Os números integram estudo sobre a importância sócio-econômica da indústria de defesa e segurança no Brasil e foi elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), a pedido da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança).

O economista Delfim Netto, que orientou o estudo, disse que indústria de defesa é fundamental para garantir a soberania do País, além de ser portadora de inovação e de tecnologia que produzem o desenvolvimento nacional. “Existe uma tendência no governo de deixar essa indústria para segundo plano. O Brasil tem tudo o que os outros querem [petróleo e água] e por isso precisa de uma indústria de defesa capaz de proteger suas riquezas e direitos”, afirmou.

O coordenador da pesquisa, Joaquim Gilhoto, vice-diretor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da USP, disse que dos R$ 202 bilhões gerados pelo setor em 2014, R$ 110 bilhões estão relacionados à segurança pública estadual, que respondeu por R$ 46,9 milhões do investido. A segurança privada respondeu por R$ 31 milhões. A defesa nacional contribuiu com R$ 25,2 bilhões e a segurança pública federal com R$ 6,9 bilhões.



As principais indústrias do setor movimentaram R$ 8,1 bilhões, enquanto a indústria dos insumos ligada ao complexo investiu R$ 12,5 bilhões. As atividades de comércio, transporte e serviços movimentaram outros R$ 71,4 bilhões. As indústrias de construção e outros equipamentos de transportes ,incluindo veículos militares de combate, embarcações e aviões militares geraram valores de PIB superiores a R$ 1 bilhão no complexo da defesa e segurança.

Fonte: Valor Econômico
 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #18 em: Agosto 20, 2015, 09:19:34 pm »
http://www.forte.jor.br/2015/08/19/brasil-e-russia-estreitam-parceria-tecnico-militar-e-repassam-negociacoes-de-artilharia-antiaerea/
Citar
Com o objetivo de avançar a cooperação técnico-militar entre Brasil e Rússia, militares e civis estiveram reunidos no Ministério da Defesa (MD), em Brasília (DF), durante a manhã e tarde desta terça-feira (18). Na ocasião, foi repassado todo o histórico das negociações para aquisição de artilharia antiaérea, as baterias Pantsir. As comitivas eram formadas por profissionais da Defesa e do Ministério das Relações Exteriores. Os temas abordados voltarão a ser debatidos em setembro, quando ocorrerá a IX Reunião da Comissão Intergovernamental de Cooperação (CIC) Brasil-Rússia, na capital russa de Moscou.

O subchefe de Assuntos Internacionais do MD, general Décio Luís Schons, expressou uma visão pessoal muito positiva do relacionamento Brasil-Rússia no Campo da Defesa e as boas perspectivas de futuras parcerias. “Precisamos ultrapassar nossas diferenças culturais no campo militar, particularmente no que diz respeito a operação e manutenção de equipamentos.” E completou: “Antes de mais nada, devemos construir confiança e credibilidade”.

Já o chefe da delegação russa, o senhor Vladimir Tikhomirov, do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar, elencou os tópicos de interesse de sua nação para acordos conjuntos. Além das baterias Pantsir, ele citou o contrato de OFF-SET (compensação comercial) dos helicópteros MI-35 e a criação de um centro de manutenção para essas aeronaves; e apresentou um sistema de segurança integrada que inclui os mísseis Bal e Bastión.

Sobre o tema artilharia antiaérea, o chefe da Assessoria para os Setores Estratégicos de Defesa, general Aderico Visconte Pardi Mattioli, explicou que os estudos acerca do material a ser adotado datam de 2011. A Estratégia Nacional de Defesa, um dos documentos-base do MD, previa que o país tivesse capacidade de resposta a ameaças aéreas à média altura. Para isso, foram feitas pesquisas até chegar à escolha pelo sistema russo Pantsir. Atualmente existe grupo de trabalho específico para o tema.



Cumprimentos
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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #19 em: Agosto 21, 2015, 04:08:16 pm »
Ministro Jaques Wagner em visita às instalações industriais da Embraer





 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #20 em: Agosto 21, 2015, 04:17:34 pm »
Ministro da Defesa em visita a empresa Avibras



































 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #21 em: Agosto 22, 2015, 10:57:35 am »
http://www.aereo.jor.br/2015/08/21/governo-autoriza-gasto-de-ate-r-850-milhoes-para-compra-de-cacas/
Citar
Na contramão da crise econômica e do esforço para aprovar medidas de ajuste fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, autorizou operação de crédito externo de até 245,3 milhões de dólares (R$ 853,7 milhões) para financiar a compra de 36 caças Gripen, aeronaves de combate fabricadas pela sueca Saab e requisitadas pela FAB (Força Aérea Brasileira).

O investimento faz parte do projeto F-X, e a transação é objeto de contrato firmado entre Brasil e o banco sueco AB SEK (Swedish Export Credit Corporation). O empréstimo foi aprovado por meio de despacho publicado no Diário Oficial da União.

De acordo com o documento, o Tesouro Nacional será representado pelo Comando da Aeronáutica, com vínculo ao Ministério da Defesa, em todos os atos relacionados ao desembolso dos recursos da operação. O empréstimo já havia sido aprovado pelo Senado no início deste mês.

As negociações entre as partes começaram durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2001, e continuaram no governo do PT –oito anos de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e os dois mandatos da presidente Dilma Rousseff (desde 2011). Porém, somente agora, na versão do governo, as condições se tornaram mais favoráveis ao país.

Houve uma redução das taxas de juros de 2,54% para 2,19% no financiamento de 100% do projeto, acordo este firmado entre a indústria sueca e o Ministério da Defesa, em julho. Com isso, em comparação com as cifras iniciais, a compra dos caças Gripen ficou R$ 600 milhões mais barata para o governo brasileiro.

Ajuste fiscal
Desde que assumiu seu segundo mandato, no começo do ano, Dilma tenta cortar gastos para equilibrar as contas da União. O Ministério da Fazenda esperava economizar, somente neste ano, R$ 18 bilhões.

O pacote de ajustes fiscais sugerido pelo governo prevê bloqueio de gastos de R$ 1,9 bilhão por mês, além de redução de benefícios (R$ 28 bilhões), redução de despesas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), entre outras metas. O plano também muda regras para pagamento de seguro-desemprego e abono salarial. (Com Estadão Conteúdo)

FONTE: UOL, Com Estadão Conteúdo


Saudações
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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #22 em: Agosto 25, 2015, 06:17:37 pm »
Brasil e Suécia assinam, em Londres, financiamento para aquisição do Gripen NG



Com a presença do embaixador do Brasil em Londres, Roberto Jaguaribe, e de representantes da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e da agência sueca de crédito à exportação (Swedish Export Credit Corporation-SEK), Brasil e Suécia assinaram nesta terça-feira (25), o contrato de financiamento que permitirá a aquisição e o desenvolvimento dos caças suecos Gripen NG. É a etapa final para o início da fabricação dos novos caças.

A assinatura é resultado das negociações entre Brasil e Suécia, que culminaram em julho, com a redução das taxas de juros do contrato intermediada pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner.

A formalização do contrato financeiro foi realizada na manhã de hoje (25), na sede da Embaixada do Brasil em Londres.

A definição do local foi acordada pelos dois países, uma vez que o contrato de financiamento será regido pela lei inglesa, de modo a garantir a imparcialidade do acordo.

O ministro Jaques Wagner ressaltou a importância dessa etapa do projeto, depois de um longo processo entre os países, iniciado em dezembro de 2013. “A assinatura do contrato financeiro do Gripen NG é de fundamental importância já que encerra a fase negocial e inicia a fase de execução do contrato comercial, com aquisição e desenvolvimentos dos caças, concretizando, assim, uma aliança estratégica entre Brasil e Suécia”, destacou.



Negociações

As taxas de juros negociadas pelo Ministério da Defesa e que integram o contrato financeiro são de 2,19%, permitindo ao governo brasileiro uma economia de até R$ 600 milhões. Com os percentuais definidos, e a aprovação do acordo pelo Senado Federal brasileiro, o Ministério da Fazenda autorizou a operação de crédito externo no valor de até 245,3 milhões de dólares e 39,882 bilhões de coroas suecas.

O crédito cobrirá 100% do contrato comercial, sem a necessidade do pagamento de sinal. “A aprovação do projeto é uma decisão estratégica para garantir a soberania nacional do espaço aéreo brasileiro”, disse o ministro Jaques Wagner, lembrando ainda que o pagamento efetivo do financiamento só ocorrerá após o recebimento da última aeronave previsto para 2024.

Com o avanço do contrato, a Força Aérea Brasileira (FAB) será equipada com aeronaves de defesa e superioridade aérea compatíveis com a destinação e importância geopolítica do Brasil, abrindo também as portas do mercado da América do Sul à empresa SAAB e às empresas brasileiras subcontratadas.

O financiamento permitirá a aquisição dos 36 caças Gripen NG, que atenderão às necessidades operacionais da FAB nos próximos 30 anos.

Por meio de um ousado programa de transferência de tecnologia, com o Gripen NG o Brasil poderá deixar de ser comprador para se tornar fornecedor de aeronaves de combate de última geração.

Gripen NG

Anunciado em dezembro de 2013, o contrato comercial com a empresa sueca SAAB inclui a compra de aeronaves de combate, suporte logístico e compra de armamentos necessários à operação dos caças.

A Força Aérea Brasileira receberá 36 aviões de caça Gripen NG. A primeira aeronave deverá ser entregue em 2019 e, a última, em 2024. O contrato prevê ainda a fabricação de 15 das 36 unidades no Brasil, incluindo oito unidades de dois lugares, um modelo criado especialmente para a FAB.

A participação do Brasil no desenvolvimento do projeto dará à indústria aeronáutica brasileira acesso a todos os níveis de tecnologia, incluindo os códigos-fonte do Gripen. O programa de transferência de tecnologia incluirá itens como a integração de hardware, aviônicos, software e sistemas da aeronave, além do intercâmbio de conhecimento com mais de mais de 350 brasileiros indo a Suécia para treinamento.

Em paralelo, a Embraer também vem se preparando para receber o Gripen NG e já realizou as obras de terraplanagem para construção do prédio que abrigará o Centro.

Fonte:  http://www.defesa.gov.br/noticias/16656 ... -gripen-ng
 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #23 em: Agosto 31, 2015, 05:42:26 pm »
http://www.aereo.jor.br/2015/08/31/fabricantes-demitem-e-pais-perde-especialistas/
Citar
Por Virgínia Silveira | De São José dos Campos

Depois de investir em mão de obra, inclusive com treinamentos e especialização no exterior, o setor aeroespacial e de defesa no Brasil está demitindo para fazer frente ao corte de investimentos do governo. Além do custo da demissão, essas pessoas levam boa parte do conhecimento das empresas. Segundo dados da AIAB (Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil), o setor aeroespacial e defesa emprega hoje 24 mil pessoas, sendo que a maior parte, cerca de 19 mil pessoas, trabalha na Embraer. Mas a área espacial é a mais atingida.

A falta de novos projetos e contratos, além da restrição orçamentária, ameaça a sobrevivência dessas empresas e de suas equipes. A produção da área espacial da Mectron, empresa controlada pela Odebrecht Defesa e Tecnologia e responsável pelo desenvolvimento de mísseis, torpedos, radares e sistemas espaciais, foi fechada no primeiro semestre e 32 pessoas foram demitidas. Os cinco funcionários que ficaram, de nível gerencial, estão tocando alguns projetos ainda em andamento, segundo o presidente da Odebrecht Defesa, André Amaro. No total, a Mectron tinha 500 funcionários no começo do ano e agora tem 360.

Formado em engenharia eletrônica pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) Arnaldo Wowk, com quase 40 anos de experiência no setor de defesa e espaço, foi um dos profissionais demitidos da Mectron. Com passagem pela Embraer e especialização na Agência Espacial Francesa (CNES), Wowk disse que está desiludido e teme pelo futuro dos projetos que ainda estão em andamento na área espacial.

“Perdemos a capacitação técnica que permitia dar continuidade a projetos como o do foguete VLS. O contrato das redes elétricas do foguete, que teve 70% do seu desenvolvimento feito pela Mectron, será transferido para o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Ele, no entanto, não tem corpo técnico para terminar os trabalhos”, afirmou.

A Opto Eletrônica, de São Carlos, atualmente em processo de recuperação judicial, também dispensou suas equipes técnicas ao reduzir de 85 para apenas 18 o núcleo de engenheiros e técnicos que atuavam na área de optrônica (único núcleo no Brasil).

Foi com este grupo que a empresa desenvolveu a câmera de alta resolução do satélite Brasil-China (considerado um marco para o programa espacial brasileiro) e o projeto do míssil A-Darter, feito com a África do Sul. Segundo o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Opto, Mário Stefani, 40% dos profissionais que saíram da empresa foram trabalhar em universidades e 20% estão sendo absorvidos por empresas e universidades estrangeiras.

Para formar um doutor em óptica, segundo Stefani, o tempo médio pode chegar a 17 anos. A Opto Eletrônica investiu inclusive na formação complementar de vários dos seus profissionais em universidades fora do Brasil.

“Pessoas com nível de qualificação sênior se movem pelo desafio. Quando não vêm perspectiva ficam desmotivadas”, afirma. Por serem muito qualificados, explica o executivo, esses profissionais dificilmente ficam desempregados, mas os projetos estratégicos do país acabam não tendo continuidade porque as equipes se dispersam.

Uma das principais cientistas à frente do desenvolvimento da câmera espacial da Opto, a física Érica Gabriela de Carvalho, de 38 anos, atualmente é professora de física no ensino médio de uma escola privada de São Paulo e dá aula cálculo e física na Universidade de São Paulo (USP).

Com mestrado em óptica e especialização na International Society for Optics and Photonics (Spie) e um curso de formação complementar em software de desenho óptico na Zemax, dos Estados Unidos, Érica conta que decidiu deixar a área espacial e de defesa, após ser demitida, porque não via nenhuma perspectiva de poder aplicar seu conhecimento em outra empresa ou instituição.

“O Brasil fez um investimento muito alto para o desenvolvimento da tecnologia das câmeras de alta resolução no país. A primeira opção era comprar isso fora, como aconteceu nos dois primeiros satélites feitos com a China”, diz. Para a cientista, o país perdeu a oportunidade de continuar evoluindo na aplicação desse conhecimento para o desenvolvimento de outros tipos de câmeras e equipamentos ópticos avançados.

A Orbital, especializada no desenvolvimento de painéis solares para satélites, reduziu em 50% o número de funcionários, dos quais 80% altamente qualificados, e hoje tem 21 funcionários. Parte dessa redução ocorreu por demissão e parte por falta de motivação. “A maior parte das pessoas saiu porque perdeu a motivação e por isso decidiu trabalhar em outro setor menos demandante de tecnologia”, afirmou o presidente da empresa, Célio Vaz.

Na Helibras a saída para manter os profissionais foi exportar serviços de engenharia para o grupo Airbus Helicopters. Considerado o quarto pilar de engenharia da matriz, junto com a França, Alemanha e Espanha, a Helibras no Brasil estava sendo capacitada para projetar um helicóptero totalmente nacional num prazo de cinco anos, mas com a crise o projeto foi adiado.

O centro de engenharia da empresa em Itajubá conta hoje com 73 especialistas. A empresa começou com sete pessoas em 2009. “Alguns aderiram ao plano de demissões voluntárias, mas as competências técnicas mais importantes e estratégicas para o grupo nós estamos conseguindo manter”, afirma Walter Filho, diretor do centro de engenharia da Helibras.

A estratégia para segurar essa mão de obra, segundo Filho, envolve além da venda de serviços internacionais para as filiais da Airbus Helicopters no mundo, o desenvolvimento de soluções diferenciadas que melhorem a competitividade dos produtos da marca no mercado brasileiro e também na América Latina. “Um exemplo recente é o interior vip do helicópopters no mundo, o desenvolvimento de soluções diferenciadas que melhorem a competitividade dos produtos da marca no mercado brasileiro e também na América Latina. “Um exemplo recente é o interior vip do helicóptero H130, que foi inteiramente feito pela Helibras no Brasil. O produto tem potencial para ser exportado para outros países da região”, disse.

FONTE: Valor Econômico
Depois de atrasos quer no Kc390 mas também na actualização do A4 e F5, o VLS já era. Ficará por aqui? :roll:


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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #24 em: Setembro 02, 2015, 10:14:06 am »
http://www.aereo.jor.br/2015/09/01/helibras-recebe-novo-reconhecimento-de-credito-pelo-programa-h-xbr/
Citar
EMPRESA RECEBEU TERMO POR COOPERAÇÃO INDUSTRIAL EM VALOR SUPERIOR A €17 MILHÕES

A Helibras recebeu mais um reconhecimento de crédito pelos projetos de cooperação industrial para o desenvolvimento nacional dos helicópteros H225M. O novo Termo de Reconhecimento de Crédito emitido pela COPAC – Comissão Coordenadora do Programa de Aeronave de Combate, no valor de € 17.080.475, reconhece o cumprimento de duas novas etapas na produção dos aviônicos dos helicópteros. A fabricante já acumula mais de € 348 milhões em créditos reconhecidos pela COPAC no âmbito do programa H-XBR.

A assinatura do contrato entre a AEL Sistemas e a Elbit Systems e a qualificação da linha de montagem da empresa nacional para a produção da suíte aviônica do H225M no Brasil, que possibilitaram a aquisição de novas tecnologias e conhecimento ao fornecedor brasileiro resultaram em créditos no valor de € 13.664.380, enquanto créditos no valor de € 3.416.095 foram conferidos pelo cumprimento da etapa de entrega do primeiro conjunto aviônico do helicóptero H225M produzido no Brasil.

“Estamos fazendo a nossa parte, pois sabemos que esse é um projeto que movimenta toda a cadeia aeronáutica nacional e que trará ao Brasil, em médio e longo prazo, ainda mais benefícios em desenvolvimentos industriais”, comentou Richard Marelli, vice-presidente Industrial da Helibras.

Desde 2012, quando a Helibras inaugurou sua segunda linha de montagem em Itajubá (MG), as aeronaves do programa H-XBR têm recebido no Brasil partes, peças e serviços nacionais em sua fabricação. Ao total, 16 unidades do helicóptero já foram entregues e estão em operação no Exército, Marinha e Aeronáutica.

O programa foi criado em cumprimento do contrato assinado entre o consórcio Helibras – Airbus Helicopters e o Ministério da Defesa, que previa transferência de tecnologia e desenvolvimento da cadeia produtiva brasileira para a produção de 50 unidades do helicóptero H225M para equipar as Forças Armadas.

Também como um dos requisitos do contrato, referente ao apoio na preparação das equipes das três Forças, a Helibras inaugurou, no último dia 21, seu Centro de Treinamento e Simuladores no Rio de Janeiro que vai oferecer, através de um Full Flight Simulator, treinamento para os operadores deste modelo de helicóptero, bem como do H225, versão civil da aeronave destinada ao mercado offshore.

DIVULGAÇÃO: Convergência Comunicação Estratégica


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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #25 em: Setembro 02, 2015, 06:26:32 pm »
Testes de mar com Sonar Nacional Passivo são finalizados pelo Instituto de Pesquisas da Marinha



Com o objetivo de possibilitar o monitoramento acústico do tráfego das barcas Rio-Niterói e dos navios que demandam o Porto do Rio de Janeiro (RJ), o Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) realizou testes de desempenho do demonstrador de tecnologia do projeto Sonar Nacional Passivo (SONAP). As ações foram realizadas no período de 17 a 21 de agosto na Baía de Guanabara e contaram com apoio do Aviso de Pesquisa Oceanográfico “Aspirante Moura”, que permaneceu fundeado nas proximidades da Escola Naval.

A Comissão SONAP-I realizou experimentos em ambiente marinho com um arranjo cilíndrico de hidrofones (CHA) montado pelo Instituto e composto de 32 staves, com cerca de 1m de diâmetro. Entre as autoridades que acompanharam os testes, estavam o Gerente do Empreendimento Modular do Submarino de Propulsão Nuclear da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN); o Assessor do Comando de Operações Navais (ComOpNav), o Diretor do IPqM e anfitrião do experimento; e o Gerente da Acústica Submarina da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha (SecCTM).

“A SONAP-I consistiu num passo firme na direção do desenvolvimento de um sistema sonar passivo totalmente nacional, com funcionalidades específicas desenvolvidas para atender às demandas da Força de Submarinos e, ainda, às tecnologias necessárias à operação do Submarino Nuclear Brasileiro”, destacou o Diretor do IPqM, Contra-Almirante (EN) Luiz Carlos Delgado.

O Encarregado do Grupo de Sistemas Acústicos Submarinos do IPqM e responsável pelo projeto, Capitão-de-Fragata Leonardo Martins Barreira, destacou que o teste demonstrou a capacidade do Instituto de desenvolver todo o ciclo tecnológico de um sistema sonar passivo. “Os testes utilizaram sistemas e algoritmos desenvolvidos pelo IPqM, desde o sinal analógico dos hidrofones até as telas de análise pelos operadores sonar, com ferramentas de acompanhamento, classificação e análise, que compreendem o domínio do conhecimento necessário ao projeto de modernos sistemas sonar”.

Em maio, o IPqM realizou experimentos similares com o apoio do Depósito de Combustíveis da Marinha no Rio de Janeiro (DepCMRJ). Os resultados obtidos foram muito importantes para o avanço das técnicas e dos algoritmos implementados no sistema para essa Comissão.

FONTE: Marinha do Brasil

http://www.naval.com.br/blog/2015/09/02 ... a-marinha/
« Última modificação: Setembro 02, 2015, 06:31:42 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #26 em: Setembro 02, 2015, 06:31:10 pm »
Contrato do Gripen dá novo fôlego ao fabricante nacional



A assinatura do contrato de financiamento da compra de 36 caças Gripen NG para a Força Aérea Brasileira (FAB), no dia 25, deu novo fôlego para as empresas brasileiras que atuam na área de defesa e de projetos aeronáuticos. A partir de outubro, 48 técnicos brasileiros de seis empresas embarcam para a Suécia para iniciar os trabalhos de transferência de tecnologia e desenvolvimento conjunto da aeronave.

O Ministério da Fazenda autorizou a operação de crédito externo no valor de até US$ 245,3 milhões para a aquisição dos armamentos e de 39,882 bilhões de coroas suecas (US$ 4,7 bilhões) para as aeronaves e suporte logístico.

A Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) informou que os demais programas sob sua responsabilidade, entre eles o do cargueiro militar KC-390, os helicópteros HXBR e a modernização das aeronaves AMX e F-5, poderão sofrer readequações em função da liberação de recursos orçamentários feitos pelo governo federal.

Segundo a Copac, o projeto de desenvolvimento do KC-390 vem sendo priorizado pelo governo, mesmo com os ajustes orçamentários em curso. Quanto à aquisição das aeronaves, a Copac declarou que o cronograma de entregas também poderá ser alterado devido aos ajustes.

Com relação ao programa dos caças, a Copac disse que 350 técnicos e engenheiros da Embraer, Akaer, Inbra, Atech, AEL, Samal e Mectron, assim como do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) farão o intercâmbio para a absorção de tecnologia. A participação das empresas e instituições brasileiras no projeto, de acordo com a FAB, está prevista no acordo de compensação tecnológica e industrial (offset) assinado entre a Saab e o governo brasileiro.

A Embraer, selecionada para fazer a gestão conjunta do projeto, vai enviar 200 técnicos e engenheiros para a Suécia. A empresa também terá um papel relevante na execução do programa realizando grande parte do trabalho de produção e entrega das versões monoposto (para um piloto) e biposto (dois lugares) do Gripen NG. Esta última será desenvolvida do zero no Brasil sob a coordenação da Embraer.

A montagem final dos caças será feita na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto. A aeronave possui mais de 23 mil peças e componentes. A Mectron, do grupo Odebrecht Defesa & Tecnologia ficou responsável pela integração de armamentos e pelo sistema de datalink e a Atech, controlada pela Embraer, participará do simulador. A Inbra Aerospace vai produzir a fuselagem e a AEL desenvolverá a parte dos sistema aviônicos.

A Akaer está na liderança do desenvolvimento de engenharia da parte estrutural. O engenheiro Lister Guillaumon Pereira da Silva foi designado pela Saab como chefe mundial de engenharia da fuselagem traseira do Gripen e a única pessoa autorizada pela empresa para aprovar qualquer modificação no projeto no Brasil ou Suécia.

A Akaer foi a primeira brasileira a participar do desenvolvimento da estrutura de um caça supersônico. Em abril a Saab concluiu a aquisição de 15% da empresa. Há seis anos trabalhando nesse projeto com a Saab, a Akaer vai assumir uma nova responsabilidade no programa, com o desenvolvimento da fuselagem central.

A estrutura de um caça supersônico, segundo Lister Silva, é extremamente complexa, pois precisa estar preparada para resistir aos efeitos das temperaturas extremas que a aeronave enfrenta ao romper a barreira do som.

“Aprendemos a quantificar os efeitos desses fenômenos trabalhando no projeto. Não é possível assimilar algo tão complexo de outra forma”, afirmou. Na Akaer, 35 profissionais estão envolvidos com o projeto da estrutura. A experiência da Akaer nessa área, segundo Silva, foi adquirida por meio da participação no desenvolvimento de outros programas com a Embraer, Boeing e Airbus.

FONTE: Valor Econômico, via NOTIMP

http://www.aereo.jor.br/2015/09/02/cont ... -nacional/
 

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mafets

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #27 em: Setembro 03, 2015, 09:32:20 am »
https://www.aereo.jor.br/2015/09/02/sao-jose-recebera-evento-aeroespacial-inedito-no-pais/
Citar
São José dos Campos receberá nos dias 8 a 10 de dezembro o Aerospace Meetings Brazil 2015, um evento inédito no país, que tem como objetivo ampliar os negócios entre as indústrias do setor aeroespacial. São esperadas mais de 250 empresas de 20 países, entre elas Embraer, Boeing, Airbus, SAFRAN, Aernnova e Latecoere.

A apresentação do formato do evento foi feita nesta quarta-feira (2), no Parque Tecnológico. “Queremos ajudar as pequenas e médias empresas a identificar novos compradores, e as grandes empresas a encontrar novos fornecedores”, sintetizou Stéphane Castet, presidente da BCI Aerospace, em entrevista coletiva no Parque Tecnológico.

De acordo com a BCI, que já realizou eventos deste tipo na Europa, nos Estados Unidos, na China e no Japão, o Brasil é um mercado estratégico para o setor, com muitas oportunidades de investimentos e novos negócios.

“É uma alegria para São José receber um evento deste porte por dois motivos. Primeiro, porque fortalece o município como polo aeroespacial brasileiro. Temos um ambiente extremamente propício para receber rodadas de negócios entre empresários do setor. E segundo, porque contribui para consolidar nossa cidade como um polo organizador de grandes eventos”, disse o prefeito, que também participou da coletiva para o lançamento do Aerospace Meetings Brazil.

“Precisamos aproveitar esta oportunidade para mostrar todo o potencial da indústria aeroespacial brasileira, concentrada principalmente em São José dos Campos. Temos infraestrutura, conhecimento e competência”, acrescentou o secretário de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (SDECT).

Para o coordenador do Cluster Aeroespacial Brasileiro, o suporte da Prefeitura é fundamental para o desenvolvimento do setor aeroespacial em todo o país. “Hoje, temos 110 empresas associadas, sendo mais de 60 sediadas em São José dos Campos. O Aerospace Meetings permitirá a estas empresas se aproximarem de grandes players globais do setor. Nossa cadeia produtiva depende muito da Embraer, e tem baixa participação no mercado global. O evento da BCI constitui uma grande oportunidade para alavancar esta participação”, afirmou.

Voltado exclusivamente para fabricantes, fornecedores e compradores do setor aeronáutico, o Aerospace Meetings Brazil 2015 será entre os dias 8 e 10 de dezembro em São José. No dia 8, no Parque Tecnológico, e nos dias 9 e 10 no Expo Vale Sul.

O evento terá conferências, workshops e reuniões de negócios. “A iniciativa visa intensificar as relações entre fabricantes e fornecedores. Temos que fortalecer a nossa base. Por isso, espero que seja apenas o primeiro evento de uma série deste tipo no Brasil”, disse Francisco Soares, vice-presidente de Suprimentos e Manufatura da Embraer.

Para fazer a inscrição e obter mais informações sobre o evento: http://brazil.bciaerospace.com/index.php/pt/

FONTE: www.sjc.sp.gov.br


Cumprimentos
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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Vitor Santos

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #28 em: Setembro 12, 2015, 12:37:40 am »
Böges, da KMW do Brasil, prevê desenvolvimento de novo tanque no país entre 2018 e 2023



“Sabemos das turbulências, mas não vamos sair do rumo”.

Foi com essa frase que o engenheiro gaúcho Christian Böges, de 50 anos, presidente da KMW do Brasil Sistemas de Defesa, definiu para o ministro da Defesa Jaques Wagner e para uma platéia de altos chefes militares – liderados pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas –, na cidade gaúcha de Santa Maria, a disposição da sua companhia de desenvolver um novo carro de combate no Brasil – o primeiro desde que, nos anos de 1980, a indústria nacional se aventurou nos modelos Tamoio e Osório.

Ex-piloto de combate da Força Aérea chilena e fluente em alemão, Böges iniciou sua carreira profissional em 1990 na Fundição Tupy. Em fevereiro de 2011 tornou-se diretor-geral da KMW do Brasil.

Nesta quarta-feira (09.09), durante uma série de palestras apresentadas por dirigentes do polo industrial-militar de Santa Maria, Böges lembrou que o objetivo imediato de sua empresa é desenvolver sistemas de manutenção para a atual frota de blindados da força terrestre brasileira, além de simuladores que possibilitem a transferência de tecnologia. Mas ele também deixou claro: entre os projetos novos delineados por sua indústria, um dos principais é o de, no prazo de cinco anos, criar um novo carro de combate para o Exército – iniciativa prevista para ter início em 2018.

Discurso – A meta do novo tanque não é um assunto novo no Exército.

A coluna INSIDER apurou junto a uma fonte do Ministério da Defesa que, entre os generais brasileiros, a preferência é por um carro de alta mobilidade, bom poder de choque e elevada capacidade de sobrevivência, o que será mais factível se o peso desse blindado puder ficar entre 45 e 50 toneladas.

O tanque Osório, projetado pela companhia paulista Engesa, deslocava (carregado) pouco mais de 40 toneladas, e fora de estrada chegava a alcançar o 50 km/h de velocidade.

A 2 de outubro de 2012, durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da KMW do Brasil, Böges já aludiu ao projeto do novo tanque brasileiro:



“A vinda da KMW para Santa Maria tem como foco principal, assegurar que os Leopard tenham uma história de sucesso no Exército Brasileiro, oferecendo uma interface local para o nosso cliente, auxiliando-o durante a fase de introdução e operação, com manutenção e apoio técnico. A nossa missão será a de convencer o Exército de tal forma da nossa capacidade e que fiquem completamente satisfeitos com os Leopard pelos próximos anos ou décadas.

Em um segundo momento, a decisão estratégica definida é de trazer a tecnologia da KMW para o Brasil e utilizar as futuras instalações para desenvolver novas soluções, sistemas de simulação e treinamento, e veículos de combate específicos, sejam eles sobre rodas ou lagartas, com a alta tecnologia, atendendo a demanda local e do continente sul-americano. Nossa primeira intenção é apresentar ao Exército Brasileiro, um novo veículo que satisfaça as suas necessidades, com a prioridade de dar o mais alto nível de segurança ao soldado brasileiro. Em sentido figurativo, inserir o DNA tecnológico da KMW em um produto local.

Esta iniciativa foi reforçada pela KMW em Junho deste ano, durante um seminário promovido pelo Comando Militar do Sul, com o objetivo de discutir a futura viatura blindada a ser adotada pelos seus três Regimentos de Cavalaria Blindado. Nas discussões que ocorreram durante a jornada doutrinária, apresentamos sugestões, como o desenvolvimento conjunto, entre a KMW e o EB, de uma nova família de blindados sobre lagartas, incluindo um Carro de Combate médio (40/45 toneladas), com fabricação em Santa Maria. Esta sugestão retrata só uma das novas possibilidades e certamente promoverá futuras reflexões e discussões mais aprofundadas, tanto por parte da KMW, como também pelo Exército Brasileiro”.

Autoridade – A futura fábrica de blindados da KMW no município gaúcho de Santa Maria será inaugurada em 20 de outubro.



No prédio e nos pavilhões construídos às margens da BR-287 já trabalha boa parte dos 38 funcionários da empresa. O efetivo deverá fechar o ano em 75 homens e mulheres, e chegar, no mínimo, a cem em 2016.

Os serviços de manutenção – que incluem a desmontagem dos blindados alemães Leopard 1A5 – deverão começar imediatamente.

Na visita de Jaques Wagner a Santa Maria chamou a atenção a presença, na comitiva oficial, da secretária-geral do Ministério da Defesa, Eva Maria Chiavon, mal vista pelos chefes militares desde que foi identificada como a pessoa que articulou o decreto nº 8.515, que tirou dos comandantes militares os poderes de nomear, promover e transferir militares para a reserva.

A inclusão de Chiavon na viagem do ministro da Defesa ao Rio Grande do Sul foi interpretada como uma clara demonstração de autoridade de Wagner, já que ele vem reagindo com irritação à ideia de exonerar Chiavon de seu cargo.



Na comitiva do ministro estiveram presentes, além do comandante do Exército e do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, José Carlos De Nardi, o comandante Militar do Sul, general Antonio Hamilton Martins Mourão, o comandante do Estado-Maior do Exército, general Sérgio Westphalen Etchegoyen, e o chefe de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa, general Gerson Menandro.

Fonte:  http://www.planobrazil.com/boges-da-kmw ... 18-e-2023/
 

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olisipo

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #29 em: Setembro 12, 2015, 06:09:09 pm »
Anúncio oficial da SAAB na quinta-feira. O contrato do Gripen NG é efetivo.  :G-beer2:

http://saabgroup.com/Media/news-press/n ... effective/
 
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