Aberto concurso para a substituição dos Aviocar

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papatango

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« Responder #30 em: Novembro 11, 2004, 08:16:20 pm »
Está no site websamba/areamilitar uma nova versão da comparação entre o Lockeed C-27J e o CASA C-295, feita á luz de algumas duvidas que entretanto me foram referidas.

Desta vez, tratámos de dar notas aos dois aviões, segundo vários quesitos,  para ver qual ganhava.

Qualquer dos dois modelos, supera enormemente o actual AVIOCAR, no entanto há cada vez mais razões para acreditar que a decisão não será técnica, mas sim politica (aliás como sempre)

Cumprimentos
 

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Luso

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« Responder #31 em: Novembro 21, 2004, 12:00:19 pm »
Primeiro queria dar os meus parabéns pelo artigo que podemos encontrar na Área Militar. Em seguida queria pergunta se seria assim tão difícil transformar um C27 em plataforma de vigilância. A Guarda Costeira dos EUA usa C130 portanto não vejo porque não fazer o mesmo com outro avião semelhante mas mais pequeno...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Spectral

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« Responder #32 em: Novembro 21, 2004, 01:05:51 pm »
Difícil não deve ser, mas teríamos que pagar o custo da integração dos equipamentos electrónicos na aeronave, ou seja o desenvolvimento de uma nova versão.

Hoje em dia, estas tarefas são bastante morosas e caras, devido a todas os diferentes equipamentos que é preciso juntar num único sistema. Então se for preciso desenvolver software específico...
 Além que depois certamente se seguiria uma fase de testes...
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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papatango

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« Responder #33 em: Novembro 21, 2004, 10:19:31 pm »
Acrescentando ao que disse o Spectral, há ainda o problema do peso. Técnicamente é possivel fazer do C-27J um avião de patrulha, mas como se trata de um avião muito potente, porque tem que ser mais potente, para carregar mais 50% de carga máxima (30 Toneladas contra 20 do C-295) acaba sendo mais gastador em termos de consumo de combustivel.

O LOCKEED/ALENIA C-27J pesa 17 Ton, contra menos de 10 Ton do avião da EADS/CASA. Portanto, mesmo voando vazio, ele consumirá bastante mais.

É a diferença entre um Land Rover e um HUMVEE. Aquilo (o HUMVEE) bebe que nem um camelo num oasis. Mas alguém duvida da superioridade (genérica) do HUMVEE sobre o Land Rover?

No entanto, há que dizer que mesmo o C-295 não deixa de ser um bom avião. Não é um AVIOCAR, quando entendido como um avião que se destinava ao campo de batalha, é um avião de apoio logístico, não um avião que se possa referir como "battlefield tactical transport ", mas dá para o gasto.  Além de tudo isto, parece que será mais barato.

No entanto, a Lockeed tem os seus trunfos.
Não deixa de ser uma briga engraçada.

Cumprimentos
 

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typhonman

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« Responder #34 em: Novembro 23, 2004, 01:30:17 pm »
Caros amigos, fala-se nos mentideros que o escolhido vai ser o C27J.
Segundo me avançou um oficial que trabalha na AFA.
Segundo o mesmo o C130J também vem a caminho,a não ser que se opte por modernizar os 6 actuais e se comprem 2 C17, esta ultima opção também não esta fora da mesa.
A ver vamos..  :o
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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soultrain

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« Responder #35 em: Dezembro 19, 2004, 01:20:09 pm »
"Os fabricantes aeronáuticos EADS (através da espanhola CASA) e a Alenia (Itália) entregaram ao Ministério da Defesa propostas de substituição dos Aviocar da Força Aérea Portuguesa que variam entre os 288 milhões de euros e os 349 milhões de euros, revelaram ao DN fontes governamentais.

As propostas foram abertas na quinta-feira, tendo motivado de imediato a contestação da CASA (relativamente à candidatura adversária) - que a comissão do concurso «considerou improcedente», garantiram as fontes.

Em causa está a substituição dos 24 aviões de transporte táctico que complementam a frota dos Hércules C-130H. Os modelos a concurso são o C-27J da Alenia e o C-295 da CASA. Ambos os construtores apresentaram duas propostas a primeira envolve o fornecimento de 12 aparelhos (que a Alenia propõe por 288 milhões de euros e a CASA por 310 milhões de euros); a segunda apenas sete para transporte militar e mais cinco para o desempenho específico de missões de vigilância marítima (que os italianos vendem por 336 milhões de euros e os espanhóis por 349 milhões de euros). É a preferida por Lisboa.

Segundo as mesmas fontes, o protesto da CASA visava «explicar» a diferença de preços relativamente à proposta da Alenia.

A Lei de Programação Militar consagra 350 milhões de euros para o programa de substituição dos Aviocar. Da escolha do novo modelo depende a opção pelo substituto dos actuais Hércules C-130H, segundo os especialistas, pois existe complementaridade técnica e operacional entre o C-27J e o Hércules C-130J (dos EUA), bem como entre o C-295 e o A400-M (da EADS, candidata à privatização das OGMA)."

in DN online 2004/12/18

http://dn.sapo.pt/2004/12/18/nacional/f ... _mari.html
 

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papatango

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« Responder #36 em: Dezembro 19, 2004, 10:26:30 pm »
Esta é uma notícia curiosa, nomeadamente porque um dos pontos negativos do C-27J é de facto o preço. Toda a gente diz que o C-27J é muito bom, e claramente superior ao C-295 como avião militar, mas que é demasiado caro.

A confirmar-se é de facto uma noticia interessante, que tornará, do meu ponto de vista a opção pelo C-27J mais lógica ainda.

Há ainda que realçar que há muito mais características comuns entre o C-27J e o C-130 que entre o C-295 e o A-400.

Pese embora o facto de eu ainda não estar esclarecido sobre qual será de facto a melhor opção. C-130(J?) ou A-400.

Cumprimentos
 

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JNSA

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« Responder #37 em: Dezembro 28, 2004, 09:13:27 pm »
Citar
Ministério da Defesa deixa próximo Governo decidir substituição Aviocar
O Ministério da Defesa vai deixar para o próximo Governo, saído das legislativas de Fevereiro, a decisão sobre a escolha do fornecedor do novo avião de transporte táctico e vigilância marítima que vai substituir o Aviocar.

Fonte oficial do ministério afirmou à agência Lusa que, dado que a fase de avaliação das propostas teve início este mês, o concurso não poderá ser concluído antes de 20 de Fevereiro, quando cessam as competências de gestão do actual Governo.

Contudo, a fonte adianta que o ministério deixará pronto para o próximo Governo o relatório preliminar da comissão de avaliação das propostas dos concorrentes, EADS-Casa e Alenia.

A Lei de Programação Militar (LPM) consagra uma verba de 356,8 milhões de euros para a substituição dos 24 Aviocar da década de 70, complementares da capacidade global de transporte de pessoas e carga da Força Aérea.

Segundo fonte ligada ao processo, a Alenia apresentou a proposta mais baixa - 336 milhões de euros por 12 aparelhos C-27J, sete de transporte militar e cinco para vigilância marítima.

Pelo mesmo pacote de aviões C-295, a EADS-CASA pede 349 milhões de euros.

As avaliações feitas até ao momento pela comissão de avaliação de propostas dão vantagem à da EADS, que deverá ser expressa no relatório preliminar sobre o concurso, revelou à Lusa fonte ligada ao processo.

A EADS tem uma participação de um por cento no consórcio vencedor da privatização da OGMA, quase integralmente detido pelo fabricante aeronáutico brasileiro Embraer.

O caderno de encargos do concurso de substituição dos Aviocar prevê que a escolha seja feita pela vantagem económica da proposta, tendo em conta custos, índice de satisfação global e contrapartidas, por ordem decrescente de importância.

A actual frota de C-212 Aviocar está distribuída por três esquadras de voo, das quais a maior é a 502, de transporte aéreo e táctico, que também executa missões de busca e salvamento, a partir da Base Aérea 1 de Sintra.

A Força Aérea dispõe de uma outra esquadra (711) com missão de transporte, sedeada na base das Lajes, Açores, e de uma de fotografia aérea e geofísica e Sistema de Fiscalização e Controlo das Actividades de Pesca (401).

Agência LUSA


fonte: http://www.rtp.pt/index.php?article=145314&visual=16
 

 

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