"Portugal em tempo de guerra" - CONTEX/PHIBEX

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Ricardo Nunes

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"Portugal em tempo de guerra" - CONTEX/PHIBEX
« em: Setembro 22, 2004, 04:19:44 pm »
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Portugal em tempo de guerra
22-09-2004 15:40
Bruno Martins  


REPORTAGEM: PDiário a bordo da «João Coutinho». Militares treinam resposta a cenários de crise. E jornalistas acompanharam tudo para testar relações públicas em cenário de conflito
 
O cenário está todo montado. Duas ex-colónias portuguesas envolvem-se num conflito militar e as Nações Unidas convidam Portugal a liderar uma força militar multinacional para normalizar a situação e executar uma operação de assistência humanitária. Quer isto dizer que Portugal está em guerra? Nada disso. Trata-se apenas de um exercicio de treino para cenários de resposta a crise que conta com a participação dos três ramos das Forças Armadas e de diversos países da NATO.

O PortugalDiário esteve a bordo da corveta «João Coutinho», algures ao largo da costa portuguesa, de onde pôde observar de perto uma das últimas fases do exercício CONTEX/PHIBEX que já decorre há cerca de duas semanas.

O objectivo da missão parece ser simples: um helicóptero Puma transporta três equipas de militares. As duas primeiras, cada uma com seis fuzileiros, saltam do helicóptero para a água, enchem um bote e vão ao encontro do submarino Delfim, parado ali nas proximidades. A terceira equipa, do Centro de Instrução de Operações Especiais do Exército, é recolhido por uma outra lancha da Marinha.

Mas algo corre mal com a primeira equipa de fuzileiros e os planos são alterados. O motor da lancha de fuga não arranca e os seis homens têm de remar até à «João Coutinho». Depois de cerca de 45 minutos, os fuzilieiros lá conseguem transportar todo o material e subir a bordo da embarcação comandada por Tomé Ezequiel.

Na corveta está já pronto um outro pelotão de fuzileiros. O próximo objectivo é realizar uma viagem de cerca de 24 quilómetros, com partida da corveta «João Coutinho» em botes semi-rígidos (cerca de duas horas), que vai terminar com um desembarque numa das praias da área. São 72 homens da força especial da Marinha que, na sequência do treino, têm a missão primária de criar na área de desembarque um perímetro de segurança.

Exercício de preparação «fundamental»

A decorrer já há cerca de duas semanas, este exercício de preparação é «fundamental porque testa várias ameaças: a ameaça submarina, de superfície e aérea. Este teste que efectuámos hoje vai permitir um melhor enquadramento entre navios e plataformas aéreas nacionais e internacionais (Espanha e Canadá)», explica ao PortugalDiário o comandante da corveta «João Coutinho», Tomé Ezequiel.

Com a participação dos órgãos de comunicação social (OCS), a Marinha e as Forças Armadas aproveitam para «mostrar o trabalho que desenvolveram, mostrar as coisas bem feitas. A Defesa nacional preocupa-se com a segurança dos seus cidadãos e naturalmente há que treinar, há que preparar e há que testar. Não se pode hipotecar o futuro, há que preparar o presente», explica Tomé Ezequiel.

Esta foi a primeira vez que jornalistas puderam ver in loco os procedimentos deste tipo de exercícios. Para o comandante, «os OCS são fundamentais. Defendemos cada vez mais que o dever de informar deve estar aliado à possibilidade de não fazer comprometer a segurança e das pessoas em acções consideradas sensíveis da área da Defesa nacional».












Ricardo Nunes
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« Responder #1 em: Setembro 22, 2004, 04:21:18 pm »
Entretanto do site da marinha:

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FORÇAS DE OPERAÇÕES ESPECIAIS JÁ ESTÃO NO TERRENO

2004-09-22

As forças de operações especiais participantes no Contex/Phibex 2004 foram, ontem, inseridas na área de operações através de helicóptero e submarino.

Durante a tarde foi iniciada a operação de inserção de duas unidades de operações especiais, uma do Destacamento de Acções Especiais da Marinha (DAE) e outra do Centro de Instrução de Operações Especiais do Exército (CIOE). O movimento para o local foi efectuado por um "PUMA" da Força Aérea, o qual lançou pessoal e material para o mar numa zona afastada de terra. Após o salto para a água, os homens foram recolhidos por uma lancha rápida que se dirigiu para o largo e por um submarino que rapidamente entrou em imersão com o objectivo de projectar o pessoal apenas a coberto da noite. Mal o sol se pôs, deu-se início aos preparativos para a acção, o submarino veio à superfície durante cerca de dois minutos e dois botes com duas equipas de operações especiais foram desembarcados. A viagem para a praia foi realizada com a maior discrição, tendo os primeiros homens nadado para terra apenas com armas e munições, enquanto os botes aguardavam o sinal de costa livre. A aproximação final dos botes foi feita a remos evitando denunciar a sua presença. Concluído o desembarque os homens desapareceram na escuridão da noite. A sua missão consistia na recolha de imagens e de informações no local da acção, permitindo uma avaliação mais rigorosa da situação no terreno.

Este tipo de missões exige um planeamento extremamente minucioso, que pode levar cerca de três dias, onde são elaborados diversos planos e ordens cuidadosamente memorizadas pelos elementos participantes na operação. O seu comando operacional e estratégico encontra-se ao mais alto nível, sendo estas forças de operações especiais empregues em missões tais como recolha de imagens e informação, sabotagem de pontos estratégicos e resgate de reféns, sendo apoiadas a partir do mar por submarinos estrategicamente colocados.


Cumprimentos,
Ricardo Nunes
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Ricardo Nunes

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« Responder #2 em: Setembro 23, 2004, 07:04:09 pm »
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FUZILEIROS GARANTEM AJUDA HUMANITÁRIA

2004-09-23


O desembarque de uma força de Fuzileiros na Península de Tróia, durante o dia de ontem, iniciou a última fase do Contex/Phibex 2004 com a execução de uma operação de ajuda humanitária.

O 10º dia de exercício começou com o reconhecimento da área de operações terrestres realizado por uma força avançada, seguiram-se as investidas de botes, com os fuzileiros, e os veículos de desembarque com o material de apoio, enquanto no mar os navios da força naval garantiam o embargo de armas e a segurança. Em terra, os cerca de 140 homens da força anfíbia davam início às operações providenciando auxílio humanitário de emergência à população, através de um hospital de campanha e 50 toneladas de mantimentos, e criando as condições de segurança mínimas para a chegada de apoio das Nações Unidas. A actuação das forças naval e anfíbia veio trazer tranquilidade e confiança à população local.

O treino de apoio humanitário, baseado em cenários actuais, tem como objectivo proporcionar as condições essenciais à preparação das forças, de forma a executarem com eficiência, eficácia e segurança as missões que lhes forem determinadas.
Nos últimos anos, a Marinha Portuguesa participou em diversas operações humanitárias, das quais se destacam as desenvolvidas na Guiné-Bissau e em Timor-Leste, tendo em ambas demonstrado um elevado grau de prontidão e proficiência.
O Contex/Phibex 2004 termina amanhã, dia 24 de Setembro, com o regresso à Base Naval de Lisboa dos navios e meios envolvidos.

Ricardo Nunes
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lf2a

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Algumas imagens
« Responder #3 em: Setembro 24, 2004, 07:26:59 pm »
Olá pessoal,
Eis algumas imagens dos navios da Marinha portuguesa a chegarem, hoje, à Base Naval de Lisboa depois de terminado o exercício Contex/Phibex 2004.









Cmpts,
LF2A
 

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Fábio G.

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« Responder #4 em: Setembro 26, 2004, 12:00:40 am »
Quando no dia 17 saimos do porto Portimão na Sagres cruzámo-nos com a esquadra presente no exercicio mais uma fragata da classe Santa Maria da Marinha espanhola que estavam fundeados ao largo de Portimão, por acaso foi uma imagem bastante interessante.
 

 

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