Radar para a Madeira

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JLRC

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Radar para a Madeira
« em: Setembro 10, 2004, 08:22:43 pm »
Indra Completes NATO’s Portuguese Air Surveillance Network for 18 million euros
 
 
(Source: Indra; issued Sept. 9, 2004)
 
 
 The award of the Portuguese Ministry of Defence consolidates the international projection of the Lanza 3D radar systems, developed entirely by Indra  
 
The Portuguese Ministry of Defence has awarded Indra, in a public tendering, with the extension of the country’s air surveillance network to the Madeira Islands, as well as the integration into the command and control line within NATO’s sphere.  
 
The contract, for an initial amount of 18 million euros, foresees the implementation of a Lanza 3D radar system in Pico do Arriero, in Madeira, to cover the air surveillance of the archipelago’s zone and supply the tactical communications systems with aircrafts, ships and with the national command and control centre.  
 
In the same contract, the Portuguese Ministry of Defence has included a purchase option of three additional radar systems for the Azores islands as well as its integration in the command and control network, option that can be executed during the 30 month duration of the contract.  
 
The Spanish company has been chosen after an international process wherein groups such as Lockheed Martin, Thales Raytheon Systems and Alenia Marconi Systems have been evaluated as well. The process has been ruled by NATO’s contracting standards and technical specifications, and earns recognition for the technology developed by Indra for this kind of systems.  
 
The Lanza 3D radar system has been developed by Indra for the Spanish Ministry of Defence as a key element of the new long-range air surveillance network which combines the most advanced functions of the market. Particularly significant among the main novelties of the system is the fact that it is transportable, so location can be modified according to needs; it is totally controlled by software and it incorporates three-dimensional detection systems (that calculate the three spatial coordinates of flying objects); it also includes systems able to combat possible measures or interferences aimed at blinding it.  
 
Likewise, the system incorporates an architecture with a high parallel processing capacity, which guarantees the system reliability and the possibility of incorporating any new technological advances that may arise in the future.  
 
-ends-  

A notícia fala numa opcção de mais 3 radares para os Açores. Será erro da notícia ou está correcto?

Cumptos
 

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Jorge Pereira

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« Responder #1 em: Setembro 11, 2004, 03:27:47 pm »
Retirado da revista "Defensa"

Citar
INDRA AMPLÍA LA RED OTAN DE VIGILANCIA AÉREA DE PORTUGAL.



Indra ha firmado un contrato con el Ministerio de Defensa portugués para la extensión al archipiélago de Madeira de la red de vigilancia aérea del país y la integración en la red de mando y control dentro del ámbito de la OTAN. El contrato, por un importe inicial de 18 millones de euros, prevé la implantación de un sistema radar tridimensional Lanza en el Pico do Arriero, en la isla de Madeira, para cubrir la vigilancia aérea de la zona asignada al archipiélago y suministrar los sistemas de comunicaciones tácticas con aeronaves, buques y con el centro de mando y control nacional.
En la misma adjudicación, el Ministerio de Defensa Portugués ha incluido una opción de compra de tres sistemas de radares adicionales para las islas Azores y su integración en la red de mando y control, opción ésta que puede ser ejercida a lo largo de los 30 meses de ejecución del contrato.
La compañía española ha sido seleccionada en un concurso internacional al que fueron invitados, además, los grupos Lockheed Martin, Thales Raytheon Systems, Alenia Marconi Systems y que se ha regido por las normas de contratación y especificaciones técnicas de la OTAN, lo que supone un espaldarazo a la tecnología desarrollada por Indra para este tipo de sistemas y una importante referencia en el mercado internacional
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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foxtrot

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« Responder #2 em: Setembro 13, 2004, 04:10:03 pm »
Para quando a cobertura da totalidade do território nacional? :x

Cumptos
 

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JNSA

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« Responder #3 em: Setembro 14, 2004, 02:43:01 pm »
É uma óptima notícia, mas é só o primeiro passo de um percurso longo que ainda tem que ser percorrido, e que inclui a cobertura de radar completa nos Açores e Continente.

Mas não só - é preciso que as Forças Armadas criem um sistema de comando e controlo interligado, que permita uma resposta rápida a qualquer tipo de ameaça. Isto implica ligações seguras em tempo real aos comandos, às bases aéreas e também às unidades de artilharia anti-aérea do exército.

Tenho alguma curiosidade em saber qual é a compatibilidade e a capacidade de partilha de dados entre estes radares, e futuros sistemas anti-aéreos que a gente venha a comprar, não só com sistemas NATO, mas também com sistemas russos...
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #4 em: Setembro 14, 2004, 03:24:02 pm »
Salvo erro, todo o território nacional se encontra sobre cobertura de radar a cargo da FAP - só que este não é do mesmo modelo do que agora foi adquirido à INDRA, ou seja um sistema mais antigo.

Igualmente, mas com menos certeza, penso que todo ( ou quase ) o arquipélago dos Açores está sobre cobertura do sistema de controlo aéreo das Lajes. Se alguém o pudesse confirmar...  :roll:
Ricardo Nunes
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JNSA

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« Responder #5 em: Setembro 14, 2004, 03:49:55 pm »
Citação de: "Ricardo Nunes"
Salvo erro, todo o território nacional se encontra sobre cobertura de radar a cargo da FAP - só que este não é do mesmo modelo do que agora foi adquirido à INDRA, ou seja um sistema mais antigo.

Igualmente, mas com menos certeza, penso que todo ( ou quase ) o arquipélago dos Açores está sobre cobertura do sistema de controlo aéreo das Lajes. Se alguém o pudesse confirmar...  :wink: ) associados, de pouco nos serve... :(
 

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snakeye25

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« Responder #6 em: Setembro 14, 2004, 11:36:19 pm »
Caro JNSA

Com pouco mais de 10 anos os 3 radares tridimensionais (Montejunto, Fóia e Paços de Ferreira) que proporcionam a cobertura aérea de Portugal Continental são tudo menos obsoletos. Ok, não serão "state of the art", mas estarão ao nível do que se encontra instalado por esta Europa fora.
No que toca à capacidade C3, não é para isso que existe o SICCAP (Sistema Integrado de Comando e Controlo Aéreo de Portugal), onde estão integradas as estações de radar e os meios de defesa aérea ?

O SICCAP é perfeitamente capaz de partilhar dados com outras redes de radar europeias (recordo-me de referências à espanhola e francesa), assim como com os E-3 da NATO.

No que toca à compatibilidade com material russo, penso que lhe falta um toque de actualidade... o material russo é que tem que ser compatível com os standards NATO e não o contrário.
Um abraço,

André Carvalho
 

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snakeye25

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« Responder #7 em: Setembro 14, 2004, 11:47:02 pm »
Acrescentando, no documento que apresenta o estudo da localização do radar na Madeira ( 3ª fase do POACCS - SICCAP ) é assim descrito o programa :

O POACCS, após a conclusão da Fase II, compreenderá (Figura 3.2):
• Um Centro de Operações Aéreas (AOC), em Monsanto, com capacidades AO/AD;
• Um Centro de Operações Aéreas Alternativas (SOF), em Beja com capacidades AD;
• Três estações de radar tridimensional (Fóia, Montejunto e Pilar);
• Seis Bases Aéreas (Ovar, Monte Real, Montijo, Sintra, Beja e Porto Santo) equipadas com terminais AO e ligações de comunicações seguras;
• Um sistema de comunicações que inclui:
 a) Uma rede de feixes hertzianos e fibra óptica entre Monsanto / Beja e as estações de radar, de rádio e as Bases Aéreas;
 b) Comunicações Terra - Ar nas estações de radar;
 c) Comunicações “Link 11” e “Link 14” com estações terminais em Sagres e Fóia;
 d) Comunicações internas em Monsanto, Beja e estações de radar;
 e) Equipamentos de criptografia;
• Interfaces com CINCSOUTHLANT, STRIDA, TAR e ACC de Lisboa;
• Interface POMBAL.

É incluida uma figura com a cobertura dos mesmos, incluindo todo o território continental.

Podem consultar o documento na página de abertura do site do MDN.
Um abraço,

André Carvalho
 

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JNSA

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« Responder #8 em: Setembro 15, 2004, 01:56:10 am »
Obrigado, snakeye25.  :D

Já agora, sabe dizer-me até que ponto é que existe uma articulação com as unidades anti-aéreas do exército, ao nível de partilha de informações entre cadeias de comando e unidades? É claro que actualmente os poucos meios que o exército tem não servem de muito, mas esperemos que a situação venha a mudar em breve...

Citação de: "snakeye25"
No que toca à compatibilidade com material russo, penso que lhe falta um toque de actualidade... o material russo é que tem que ser compatível com os standards NATO e não o contrário.


Depende do ponto de vista... :wink:
 

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snakeye25

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« Responder #9 em: Setembro 15, 2004, 12:30:28 pm »
Citação de: "JNSA"
Já agora, sabe dizer-me até que ponto é que existe uma articulação com as unidades anti-aéreas do exército, ao nível de partilha de informações entre cadeias de comando e unidades? É claro que actualmente os poucos meios que o exército tem não servem de muito, mas esperemos que a situação venha a mudar em breve...


A coordenação com o exército deve ser nula, ou próximo disso, dado que este apenas possui meios de defesa próxima ou muito próxima, que estão destinados à defesa das grandes unidades (BMI/BLI/BAI).
Um abraço,

André Carvalho
 

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Spectral

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« Responder #10 em: Setembro 15, 2004, 05:29:15 pm »
Citação de: "JNSA"
snakeye25 escreveu:   
No que toca à compatibilidade com material russo, penso que lhe falta um toque de actualidade... o material russo é que tem que ser compatível com os standards NATO e não o contrário.   


Depende do ponto de vista...


Bem esse é o ponto de vista dos próprios russos, já que até os seus equipamentos mais recentes ( como por exemplo os Yak-130 ou os T-90 para a Índia) vêm com "databuses" de  standards ocidentais.  :wink:
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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Maginot

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Radar da FAP na Madeira (pico do Arieiro)
« Responder #11 em: Junho 26, 2006, 11:39:19 am »
Alguém sabe se o polémico radar da FAP na Madeira (pico do Arieiro) sobreviveu aos cortes da LPM?
EX MERO MOTU
 

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Rui Elias

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« Responder #12 em: Junho 26, 2006, 03:06:24 pm »
Julgo que não está em causa.

Os custos do radar da Madeira, penso eu, não está incluido nas verbas da LPM.
 

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Akagi

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« Responder #13 em: Junho 29, 2006, 03:21:00 pm »
Praa que serve ter um radar, para depois não haber aviões para fazerem a intercepção a algum avião que tenha violado o espaço aereo.
 

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Lightning

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« Responder #14 em: Junho 29, 2006, 03:35:15 pm »
Citação de: "Akagi"
Praa que serve ter um radar, para depois não haber aviões para fazerem a intercepção a algum avião que tenha violado o espaço aereo.


Como é que sabe que não vai haver aviões?

Ainda recentemente 4 F-16 estiveram destacados em Porto Santo para participar em exercicios com as forças espanholas nas Canárias.

Acha que depois do radar estar operacional que a FAP não vai colocar um destacamento de F-16 no Porto Santo em permanencia? Se é por falta de caças então que não tivessem a brilhante ideia de vender 12.

Ou talvez a defesa aérea do arquipelago da Madeira fique a cargo dos F-16 em Monte Real, em Portugal continental existem 3 radares o que não quer dizer forçosamente que existam caças nesses locais.
 

 

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