Tensão em Moçambique

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Cabecinhas

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Tensão em Moçambique
« em: Junho 19, 2013, 07:53:15 pm »
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A Renamo anunciou hoje, através de Jerónimo Malagueta – chefe do departamento de Informação – que vai bloquear a partir de amanhã toda a circulação ferroviária e rodoviária no centro do país.
Num encontro com a imprensa realizado hoje à tarde em Maputo, Malagueta afirmou que o ataque perpetrado no início desta semana contra o paiol militar situado na província de Sofala, em Savane, não tinham sido responsabilidade de elementos do seu partido. Recorde-se que no ataque foram mortos cinco militares das forças armadas de Moçambique.



"Os acontecimentos de Savane ou, por outra, o ataque ao paiol de Savane, não têm nada a ver com as forças de defesa e segurança da Renamo. O Governo e partido no poder sabem muito bem disso", garantiu.

Malagueta acusou o Governo de estar a concentrar homens e armamento em Sofala a fim de "atacar a Serra da Gorongosa e o presidente do partido, Afonso Dhlakama".

O chefe do departamento de Informação afirmou ainda que as forças militares têm estado a deslocar-se para o centro do país em viaturas particulares de passageiros e de carga. Em resposta a esta alegada estratégia do Governo, a Renamo impedirá toda a circulação de viaturas na estrada nacional número 1, principal artéria rodoviária do país, desde o Rio Save até Muxúngue, cortando na prática Moçambique ao meio. Ameaça igualmente impedir a circulação de comboios na linha férrea do Sena, usada para o escoamento de carvão.

"A partir de quinta-feira, 20 de Junho de 2013, o raio de segurança vai partir do Rio Save até Muxúngue. Nesta área, as forças da Renamo vão posicionar-se para impedir a circulação de viaturas, porque o Governo usa essas viaturas para transportar armamento. A Renamo vai igualmente paralisar a movimentação dos comboios".

O SOL sabe que algumas chancelarias estão já a recomendar aos seus cidadão que evitem deslocar-se à região centro do País.

Fonte oficial do gabinete de Paulo Portas já declarou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar a questão "desde o início".

"Estamos confiantes de que as autoridades moçambicanas vão lidar com o assunto da melhor forma", disse, lamentando ainda as vítimas mortais do incidente de hoje.

A mesma fonte garantiu que até à data "não há portugueses atingidos", mas recomendou que todos se "mantenham atentos e que à mínima necessidade contactem as estruturas com ligação a Portugal, como a embaixada e o consulado".
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Cabecinhas

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Re: Tensão em Moçambqiue
« Responder #1 em: Junho 26, 2013, 06:45:53 pm »
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Empresa Rio Tinto suspende exportação de carvão de Moçambique devido à instabilidade

A multinacional Rio Tinto suspendeu a exportação do carvão que explora em Moçambique, devido à instabilidade criada por acções armadas dos últimos dias, atribuídas pelo Governo ao antigo movimento rebelde Renamo (Resistência Nacional de Moçambique), mas mantém a produção.



A informação de que a exportação de carvão da Rio Tinto através da linha de caminho-de-ferro do Sena tinha sido suspensa foi avançada à Rádio Moçambique pelo governador da província de Tete, Rachid Gogo, e confirmada esta quarta-feira pela empresa.

“Parámos as nossas operações na linha férrea para avaliação da actual situação em Moçambique”, disse Hélder Ossemane, porta-voz da empresa, citado pela agência Reuters. A produção na mina da Rio Tinto em Benga, perto da cidade de Tete, prossegue.

Desde que, na semana passada, a Renamo ameaçou bloquear a circulação no país ocorreram ataques a camiões e autocarros que criaram insegurança e instabilidade no Centro do país. Numa dessas acções foram mortas duas pessoas.

Algumas carruagens de uma composição que circulava na Linha do Sena – que liga as zonas mineiras de Tete ao porto da Beira, por onde o carvão é exportado – descarrilaram. Mas a transportadora férrea moçambicana minimizou o caso, e disse que a circulação não chegou a ser interrompida. A linha é também utilizada pelos brasileiros da Vale, outro gigante do sector mineiro.

A tensão em Moçambique tem aumentado à medida que as eleições de aproximam. Para Novembro estão previstas municipais e em 2014 presidenciais. O Governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) e a Renamo  têm mantido conversações, sem resultados visíveis.

A antiga guerrilha pretende a renegociação dos acordos de paz de 1992 e contesta as leis eleitorais. O líder, Afonso Dlhakama, retirou-se no ano passado para as montanhas da Gorongosa e ameaçou voltar à guerra. O antigo movimento guerrilheiro combateu o Governo da Frelimo, então partido único, durante 16 anos, até 1992.
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Cabecinhas

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Re: Tensão em Moçambqiue
« Responder #2 em: Julho 06, 2013, 11:41:48 am »
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Governo moçambicano rejeita «desmilitarizar» área onde está Dhlakama



O chefe da delegação do Governo moçambicano nas negociações com a Renamo, José Pacheco, rejeitou a exigência do principal partido da oposição de retirada dos militares que cercam a ex-base do movimento, onde vive o seu líder, Afonso Dhlakama.
O presidente da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique) coloca como condição para se encontrar com o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, a retirada do exército e da polícia de Satunjira, antiga base da guerrilha da força política, no centro de Moçambique, onde se reinstalou em outubro do ano passado.

As Forças Armadas, assinalou o chefe da delegação do executivo, devem gozar da liberdade de se movimentarem em toda a extensão do território moçambicano.

Em declarações à imprensa, à saída de mais uma ronda negocial com a Renamo, o chefe da delegação do Governo afastou a possibilidade de a polícia e o exército abandonarem Santunjira.

"É importante dizer que as Forças Armadas de Defesa e Segurança de Moçambique defendem a soberania, defendem a liberdade e direitos dos cidadãos, defendem as pessoas contra os agressores e defendem bens públicos e privados", frisou José Pacheco, que é igualmente ministro da Agricultura.

A reunião entre Afonso Dhlakama e Armando Guebuza é vista pela população moçambicana e pela comunidade internacional como a única forma de se evitar uma escalada na tensão política que o país atravessa, a mais grave desde a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, que acabou com 16 anos de guerra civil.

Diário Digital com Lusa


Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=642858
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chaimites

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Re: Tensão em Moçambqiue
« Responder #3 em: Outubro 21, 2013, 09:27:43 pm »
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Governo moçambicano confirma ataque e controlo da base do líder da Renamo


http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=689683&tm=7&layout=121&visual=49

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Renamo diz que ataque do exército moçambicano enterrou acordo de paz de 1992


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Exército moçambicano abateu hoje dois homens da Renamo numa "emboscada

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=688753&tm=7&layout=121&visual=49



 
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Afonso Dhlakama fala ao Canamoz e diz que perdeu controlo das suas forças

Afonso Dhlakama manteve contacto telefónico com o Canalmoz há momentos e ele próprio confirmou que a sua base em Sadjundjira foi tomada pelas forças governamentais.
Ao Canalmoz Dhlakama disse que está bem, mas perdeu o controlo das suas forças pelo que admite que possa haver retaliações sem que seja por ordens dadas por ele.
Do terreno chegam-nos informações ainda não submetidas ao contraditório do governo, indicando que no palco de Sadjundjira as infraestaruras foram todas destruídas, mas as forças ocupantes perderam muitos homens pois os guardas da Renamo estavam prevenidos e também os bombardearam com armamento pessado a partir de linhas externas às linhas de avanço das FADM/FIR.
Uma fonte da FIR disse que houve muitas mortes das duas partes.


CANALMOZ – 21.10.2013

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"A tomada da base do presidente Dhlakama, pelos Comandos das FADM/FIR, marca o fim da democracia multipartidária em Moçambique" Renamo
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As Forças de Defesa e Segurança atacaram na tarde desta segunda-feira, e com recurso a armamento bélico “pesado”, a base da Renamo, em Santunjira, na província central de Sofala, onde Afonso Dhlakama fixou residência há cerca de um ano. Embora os seus homens não tenham respondido ao ataque, o líder da “Perdiz” abandonou o local, estando neste momento em parte incerta.

"A tomada da base do presidente Dhlakama, pelos Comandos das FADM/FIR, marca o fim da democracia multipartidária em Moçambique. Esta atitude irresponsável do Comandante em Chefe das Forcas de Defesa e Segurança, coloca ponto final aos entendimentos de Roma" afirmou o porta voz da Renamo, em conferência de Imprensa na tarde desta segunda-feira em Maputo.

“Queremos informar os moçambicanos que o presidente Afonso Dhlakama mudou do local onde vinha residindo há um ano, porém, está de boa saúde e com a moral bastante elevada, pois este acto belicista do Governo veio mostrar quem de facto não quer a paz, não quer democracia, pretende processos eleitorais não transparentes de modo a perpetuar-se infinitamente no poder,” acrescentou o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga.

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/poltica_partidos/

 Afinal qual o motivo de tudo isto??
 

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chaimites

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Re: Tensão em Moçambqiue
« Responder #4 em: Outubro 21, 2013, 09:48:53 pm »
Conferencia de imprensa da Renamo

http://videos.sapo.mz/My4zKZyDWLcePVL5tuSK

Conferencia de imprensa do governo

http://videos.sapo.mz/TZFkKV6Zy2wMl3kglAva
 

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FoxTroop

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Re: Tensão em Moçambqiue
« Responder #5 em: Outubro 21, 2013, 10:41:12 pm »
Citação de: "chaimites"
Afinal qual o motivo de tudo isto??

A razão de tudo isto tem a ver com as gigantescas jazidas descobertas na bacia do Rovuma e na guerra surda entre chineses, indianos e, como não poderia deixar de ser, norte-americanos. Isto está só a começar e era mais que espectável.

Mas não esqueça que eu sou um comuno-bebado-teorico das conspirações, por isso......
 

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Cabecinhas

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Re: Tensão em Moçambqiue
« Responder #6 em: Outubro 22, 2013, 12:15:31 am »
Não só, a FRELIMO ocupa praticamente todos os lugares de poder. Mesmo em posições onde deveria estar a oposição...
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Cabecinhas

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Re: Tensão em Moçambqiue
« Responder #7 em: Outubro 22, 2013, 11:58:30 am »
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A situação em Moçambique é crítica e teme-se o fim definitivo dos acordos de paz no país. Depois do ataque do Exército ao aquartelamento de Afonso Dlhakama, na segunda-feira, guerrilheiros da Renamo terão atacado, esta terça-feira de manhã, uma esquadra policial na província de Sofala.

Jaime Kuambe, subchefe de redacção do jornal "Notícias de Maputo" descreve um cenário de grande preocupação e relata a fuga de habitantes da região: “As consequências são muito más. No momento em que estou a falar estão-nos a chegar notícias confirmadas de que ainda esta manhã guerrilheiros da Renamo terão atacado uma esquadra policial em Maringué, na província de Sofala, precisamente a zona onde se encontra aquartelado neste momento Afonso Dlhakama.”

“A população abandonou a vila e fugiu em debandada para parte incerta. O cenário é de muita apreensão, está a causar apreensão nas pessoas, não só na zona onde se verificou a situação, mas também noutras regiões. Na própria capital os comentários do dia giram em volta desse ambiente de tensão.”

“A situação é crítica e causa apreensão, no sentido em que a paz pode estar beliscada neste momento”, conclui Kuambe.

Moçambique vê assim ameaçada a situação de paz que se vivia no país há vários anos, como foi aliás confirmado na segunda-feira pelo porta-voz da Renamo: “Quem pôs fim ao acordo de paz foi a Frelimo ao usar as armas que tínhamos acordado não serem mais usadas. Estamos a interpretar o comportamento da Frelimo como sendo o fim dos acordos de Roma”.
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Alvalade

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Re: Tensão em Moçambqiue
« Responder #8 em: Outubro 22, 2013, 06:31:23 pm »
Isto ainda vai sobrar para nós  :roll:
 

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Cabecinhas

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Re: Tensão em Moçambqiue
« Responder #9 em: Outubro 23, 2013, 11:47:00 pm »
Pede-se à moderação que corrija o título do tópico.  :oops:
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #10 em: Novembro 02, 2013, 03:15:34 pm »
Governo português emite comunicado a dizer para se evitar deslocações entre Nampula e Sofala.

Vislumbra-se uma crescente tensão do conflito armado, nesta situação e sendo um país da CPLP... não vejo Portugal com "coragem" nem €€€ para fazer uma intervenção para protecção dos seus.

 :cry:
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #11 em: Novembro 02, 2013, 03:27:56 pm »
As intervenções em países africanos/membros da CPLP para evacuar cidadãos portugueses é uma coisa do passado devido ao medo das empresas portuguesas serem depois proibidas de fazerem negócio lá. Os interesses da burguesia falam mais alto. Também em caso de necessidade vai-se acabar por recorrer a outro país que provavelmente vai já lá estar a evacuar os seus próprios cidadãos. Como foi o caso dos franceses na Líbia.

Notar que eu utilizei a palavra evacuar em vez da palavra resgatar.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #12 em: Novembro 02, 2013, 05:32:22 pm »
Engraçado falares na Libia, porque lembro-me de um membro do fórum de nacionalidade espanhola vir aqui agradecer o facto da FAP ter também evacuado compatriotas seus desse país. :wink:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #13 em: Novembro 02, 2013, 10:13:38 pm »
Então enganei-me no conflito. Lembro de uma situação em que tivemos notícias de portugueses a serem evacuados pelos franceses. Terá sido na primavera árabe? Tenho de ver.

EDITADO: Estava a pensar no Líbano em 2006. Os poucos portugueses foram evacuados num navio fretado pela França e alguns também foram transportados num helicóptero da força aérea francesa.

Lembrei-me foi de fazer aquele comentário principalmente por causa da discussão que vai no outro tópico do NAVPOL e de darem como exemplo este tipo de situações em que seria necessário enviar uma força naval com helicópteros. Enviar aviões de transporte no nosso caso já seria muito mais fácil.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Cabecinhas

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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #14 em: Novembro 05, 2013, 03:18:24 pm »
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Segundo rapto em Maputo, que vive o pior dia na vaga de sequestros
05 de Novembro de 2013, 13:30
Duas mulheres foram esta manhã raptadas em Maputo, uma moçambicana e outra de nacionalidade portuguesa, naquele que está a ser o dia mais dramático desta vaga de crimes.


Depois da informação já confirmada pelo cônsul geral de Portugal em Maputo, Gonçalo Teles Gomes, do rapto de uma cidadã portuguesa esta manhã, na cidade satélite da Matola, a agência Lusa recebeu indicações de um outro caso que visou uma mulher moçambicana de 33 anos, ocorrido por volta das 08:00 horas no bairro Laulane, nos arredores da capital.

Em declarações à Lusa, Samuel Maibasse, responsável de segurança da organização não-governamental (ONG) Save the Children, disse que a mulher de um dos funcionários desta ONG foi esta manhã raptada na sua residência, perante os seus filhos, irmã e cunhado, alegadamente por cinco homens.

"A primeira pessoa trazia uma pasta - o cunhado do meu colega (que presenciou o crime) disse que pensavam que eram da Electricidade de Moçambique - de onde tirou uma pistola, mandou as crianças deitarem-se, começou a recolher telefones e exigiu dinheiro, levaram computadores e mais coisas, e, no final, levaram com eles a esposa", disse Maibasse.

"Disseram para não informar a polícia e foram-se embora. Ele [o colega de trabalho] informou logo a polícia. Ainda não temos clareza se é rapto ou se queriam roubar e a levaram para protecção deles", acrescentou o responsável.

Sobre o caso da cidadã portuguesa, o rapto ocorreu no interior da empresa onde exerce funções de gestora financeira, estando neste momento as autoridades portuguesas estão a acompanhar o desenvolvimento da situação.

Este é o segundo rapto conhecido envolvendo cidadãos portugueses, de uma onda de sequestros que começou em 2011 e que tem visado sectores abastados da sociedade moçambicana.

Os familiares da vítima já foram informados do sucedido, adiantou.

A identidade da vítima e a identificação da empresa não foram ainda divulgadas.

Lusa
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