Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #15 em: Agosto 29, 2013, 04:00:16 pm »
Estamos nesta crise com a Síria simplesmente a ver o típico modus operandis dos americanos. Similar ao que foi utilizado no Irão nos anos 50 quando estes queriam nacionalizar as explorações petrolíferas e que veio agora a publico com a desclassificação dos documentos da operação.

Primeiro paga-se a rufias para criar confusão, os meios de comunicação (pagos pelos EUA obviamente) passam as imagens por forma a dar a ideia de que todo o povo está descontente.

Depois efectivamente alguma da população revolta-se, começa a guerra civil. Guerra esta que nunca se sustentaria sozinha sem o apoio monetário, de armamento e mesmo de homens das forças especiais dos EUA (pois o movimento dos rebeldes tem pouco apoio popular na realidade).

Mais tarde acusa-se o governo de exercer alguma forma de violência exagerada e injusta sobre a população (como se a violência dos rebeldes fosse justa) , neste caso armas quimicas, armas quimicas estas que inicialmente a ONU tinha suspeitado da utilização por parte dos rebeldes. Diz-se agora que os rebeldes nunca teriam capacidade para as usar, no entanto é preciso dizer que sem apoio dos EUA e RU eles nunca sequer teriam capacidade de manter a guerra civil, no entanto mantêm.  Por isso com o apoio dos EUA e seus aliados teriam sem duvida também capacidade de usar armas quimicas.

E assim se manda mais um ditador abaixo em pról da democracia deixando mais um país no caos e a precisar de reconstrução (como eles tanto gostam).

Relativamente às acções da Rússia duvido que alguma vez tivessem lugar. A Rússia não tem nem sequer neste momento capacidade de fazer um ataque dessa ordem recorrendo a armamento convencional. Os aviões russos seriam facilmente abatidos antes de chegarem ao alvo, além de que a Rússia em si não teria grande interesse num ataque dessa natureza, visto que nem teria qualquer justificação para o ataque à luz internacional.
 

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papatango

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #16 em: Agosto 29, 2013, 08:37:24 pm »
Edu, acho que você esqueceu-se de dizer que os americanos têm pelos na língua e que durante a noite lhes crescem dentes de vampiro e garras.
Além disso faltou dizer que os americanos são na realidade extraterrestres que foram submetidos a uma intervenção plástica para se parecerem com humanos.



Nada disto faz sentido, quando já morreram 100.000 pessoas, exactamente porque ninguém fez nada.
Um criminoso assassino socialista continua sentado na cadeira do poder, que herdou de outro genocida que era o pai.
Assad, participava na tortura de oposicionistas desde criança e é por isso uma pessoa sem qualquer problema em mandar matar quem quer que seja, desde que se lhe oponha.

Depois há outro problemazito. A Síria não tem petroleo que se veja e o que tem, não chega para o consumo interno.

Depois é quase ridiculo dizer que num país onde 80% da população é sunita e onde 11% da população é alauita quando o exército é 90% alauita e onde o partido socialista Bahas, é uma organização alauita, OS REBELDES NÃO TÊM O APOIO DA POPULAÇÃO.

Se há uma coisa que a História nos ensina, é que é virtualmente impossível sustentar uma rebelião popular sem ter um apoio popular tremendo.
Assad é um assassino e os sírios sabem disso. As pessoas podem aguentar um assassino durante muito tempo, mas inevitavelmente chega a um ponto em que qualquer sistema repressivo entra em apodrecimento.

Foi o que aconteceu em Portugal, onde até a policia do regime era pouco mais que uma agencia de prostitutas que servia tanto os senhores do regime como os senhores da oposição.

Quando um regime repressivo apodrece, ele não tem forma de se regenerar. Só uma sociedade democratica consegue regenerar-se e mesmo assim a muito custo. Uma ditadura não tem como se regenerar sem remover o ditador do poder.

Ben Ali na Tunisia, Kadafi na Líbia, Mubarak no Egito, Saleh no Yemen são exemplos do que acontece quando o povo já não suporta o ditador. Assad é apenas mais um na lista.
A natureza humana não atura um despota eternamente, excepto quando esse despota desenvolveu um sistema interno de renovação da figura principal.
Você tem exemplos disso nas ditaduras comunistas ou proto-comunistas (Russia e China) e nas monarquias absolutas como por exemplo a Arábia Saudita.


Estamos, a dar demasiada importância aos americanos e aos ingleses, o que curiosamente mostra uma visão completamente anglo-saxonica do mundo.

O mundo ultrapassa a visão anglo-saxonica. O médio oriente já era uma região problemática antes do dominio dos países anglo-saxonicos e continuará a ser um problema depois desse domínio acabar.

Há no médio oriente forças em movimento que ultrapassam os americanos e os ingleses (para não falar nos patéticos russos).

Há forças que dão cartas no médio oriente que são cada vez mais poderosas. E utilizarão os países anglo-saxonicos, condicionando a sua atuação.

É o que acontece com Israel, com a Arábia Saudita, com o Qatar e muito importante com a Turquia e também com o Irão que importa.

São esses países em última instância que vão ficar com a batata quente e são eles que vão acabar por controlar o terreno.
Os iranianos já avançaram parcialmente sobre o Iraque. Os sauditas querem impedir os persas de avançar até à Síria criando um bloco Irão-Iraque-Síria.
Os Turcos olham para o império otomano como a sua área de influência e nessa área de influência inclui-se o Iraque, o Koweit, a Arábia Saudita, Israel, Jordânia, Grécia, Sérvia, Bulgaria e até o Egito e a Líbia.

Os ocidentais são apenas um instrumento que vai lá agitar as águas.
 
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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #17 em: Agosto 30, 2013, 09:29:41 am »
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Edu, acho que você esqueceu-se de dizer que os americanos têm pelos na língua e que durante a noite lhes crescem dentes de vampiro e garras.
Além disso faltou dizer que os americanos são na realidade extraterrestres que foram submetidos a uma intervenção plástica para se parecerem com humanos.

Portanto na sua óptica é mentira o que o documentos desclassificados no EUA dizem sobre as acções de destabilização feitas nos anos 50 no Irão. Quando os factos não corroboram a sua opinião, ignoram-se os factos, simples.


Citar
Nada disto faz sentido, quando já morreram 100.000 pessoas, exactamente porque ninguém fez nada.
Um criminoso assassino socialista continua sentado na cadeira do poder, que herdou de outro genocida que era o pai.
Assad, participava na tortura de oposicionistas desde criança e é por isso uma pessoa sem qualquer problema em mandar matar quem quer que seja, desde que se lhe oponha.

E o ataque iria realmente reduzir o numero de mortos. Veja-se o Iraque ou a Libia, os ataques de países exteriores realmente reduziram a calamidade humana nesses países. Por outro lado em Israel por mais mortos ou violações aos direitos humanos que haja nunca são atacados pelos EUA.
Essa de os EUA quererem atacar para parar as mortes é atirar areia para os olhos. Alias, é a própria casa branca que afirma hoje, depois de o Reino Unido refeitar a intervenção, que eles podem avançar sozinhos para defender os seus interesses.

Além com dois dedos de testa acredita que neste mundo o governo dos EUA fazem alguma coisas par ajudar alguém ou alguma população, eles nem a sua população estão interessados em ajudar quanto mais as outras. Eles simplesmente querem colocar um governo na Siria que não seja aliado por exemplo do Irão e que colabore com os planos americanos para aquela area.

E relativamente às armas quimicas, ainda ontem o Cameron voltava a afirmar que não havia certezas que tinha sido mesmo o Assad a usar. Quando mesmo quem apoia a invasão a 100% afirma que não á certesas nesse aspecto é porque ele sabe bem que provavelmente não foi a Assad a usar as armas quimicas e mesmo invadindo quer prevenir-se de mais tarde se descobrissem que realmente foi a oposição a usa-las não o acusassem de mentir.
 

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #18 em: Agosto 31, 2013, 02:51:41 pm »
Acusação de que Assad usou armas químicas é "absurdo completo", diz Putin
Agências 31/08/2013 - 11:55

Citar
"Seria muito triste se os Estados Unidos iniciassem acções militares unilaterais contra a Síria", defendeu o Presidente russo.
O Presidente russo, Vladimir Putin, classificou este sábado as acusações feitas por Washington de que o regime sírio usou armas químicas contra civis como "um absurdo completo".

O Presidente Barack Obama, na sua qualidade de laureado com um prémio Nobel da Paz, devia "considerar as potenciais vítimas de um ataque militar contra a Síria", afirmou Vladimir Putin. O Presidente russo comentava a apresentação das provas de que dispõem os Estados Unidos sobre o uso de armas químicas na semana passada, num ataque contra uma região nos subúrbios de Damasco, e as palavras fortes de Obama e do seu secretário de Estado, John Kerry, apresentando os argumentos para um ataque punitivo contra o regime sírio.

As provas de que os Estados Unidos dispõem deveriam ser apresentadas ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, aconselhou Putin. A cimeira do G20 na próxima semana em São Petersburgo, na Rússia, poderá ser também uma plataforma para discutir a guerra na Síria e as suas repercussões internacionais, afirmou o Presidente, em Moscovo.

"Seria muito triste se os Estados Unidos iniciassem acções militares unilaterais contra a Síria", sublinhou Putin.

A Rússia é um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas com direito a veto e, juntamente com a China, tem bloqueado qualquer resolução propondo uma acção militar com enquadramento internacional. Nenhum país apresentou ainda um texto a votação, mas uma proposta britânica ainda em rascunho para uma acção militar tem chumbo garantido.

A chanceler alemã, Angela Merkel, criticou a atitude da Rússia e da China na crise síria, acusando-os de diminuírem o poder da ONU.

"É lamentável que recusem tomar desde há bastante tempo uma posição comum sobre o conflito sírio. Isto enfraquece consideravelmente o papel das Nações Unidas", afirmou Merkel, numa entrevista publicada este sábado no jornal Augsburger Allgemeine.


Dá-me a sensação que talvez a noticia colocada pelo Luso não esteja assim tão longe da verdade.

O próprio Obama dá a sensação neste momento que começa a hesitar no ataque.
 

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Camuflage

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #19 em: Agosto 31, 2013, 03:50:38 pm »
Com tantos serviços de informações no mundo, os únicos que tornam as informações públicas são os que pretendem atacar a Síria, tanto EUA como França. O que têm a dizer os serviços de informações alemães, indianos, libaneses, paquistaneses entre outros?
 

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mafets

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #20 em: Agosto 31, 2013, 04:49:50 pm »
Quando Saddam "gaseava" curdos e iranianos,  de Soviéticos a Americanos passando por Europeus e pelas instâncias internacionais, tudo "olhava para o lado e assobiava". Mundo tramado este... :mrgreen:

http://en.wikipedia.org/wiki/Halabja_poison_gas_attack

http://en.wikipedia.org/wiki/Chemical_warfare

http://en.wikipedia.org/wiki/Iraqi_chemical_weapons_program
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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Luso

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #21 em: Agosto 31, 2013, 08:30:27 pm »
Parece que o pessoal tem memória curta...

http://www.dailymail.co.uk/news/article ... roops.html
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Luso

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #22 em: Setembro 01, 2013, 12:43:14 pm »
http://abrupto.blogspot.pt/2013/08/siri ... -mais.html

SÍRIA

A Síria é hoje o terreno mais minado para a manipulação dos factos. Regime e oposição (oposições), aliados e inimigos, participam interesseiramente numa campanha de desinformação destinada a justificar e permitir acções favoráveis a um ou outro lado.

 Bashar al-Assad é um ditador cruel e assassino. Se precisar de utilizar, em desespero de causa, armas químicas, utiliza sem hesitações. Os grupos de oposição a Assad são cruéis e assassinos. Se precisarem de provocar um ataque químico (eles têm armas químicas) para instigar uma intervenção internacional, num momento em que militarmente estão quase derrotados, utilizarão as armas sem qualquer hesitação. Se tivessem armas nucleares também as usariam.

 A França, os EUA, o Reino Unido sabem disso muito bem. Tem os seus serviços no terreno e “conselheiros” especiais junto de alguns grupos da oposição síria. Se Assad usou as armas químicas, iranianos e russos, sabem muito bem se tal é verdade ou não, porque também estão presentes no terreno. E não é num escritório com ar condicionado numa zona segura de Damasco. Ou seja, todos sabem, menos nós. Nós somos a carne de canhão da “opinião pública” destinada a legitimar o apoio a um ou a outros. Para nós, sobra o outro lado da guerra, o da desinformação, hoje tão fácil de fazer usando as redes sociais, filmes de telemóvel que não se sabe se são verdadeiros ou não, mas circulam. Imagens fortes destinadas a obter ganhos nas opiniões públicas são distribuídas com a menção em letras pequenas de que “não houve verificação independente”. Os jornalistas e os militantes de todas as causas simplificam e arranjam bons e maus, para ajudar á mobilização. Veja-se a Líbia, ou, para outros gostos, o Iraque. A França, que ainda acha que a Síria está na sua área de influência depois de a ter reivindicado na partilha do império otomano com o argumento dos reinos normandos das cruzadas, quer intervir, mas não tem meios. Precisa do Reino Unido e dos EUA, em que há também vontade de intervir para limitar geopoliticamente uma Rússia que, cada vez mais, assume a política soviética e pôr na ordem o Irão.

Podemos tentar aplicar a racionalidade. Assad sabe que as armas químicas são a “linha vermelha”, alguém tem que fazer alguma coisa para que essa “linha” seja ultrapassada. Assad na actual situação militar, que lhe é favorável, não precisa de usar armas químicas. Pelos vistos dizem que ele as usou, certamente para provocar sem necessidade uma resposta militar, nem que seja apenas punitiva. Racionalmente seria uma imbecilidade, mas é possível. Do lado dos grupos da oposição, também se sabe que a “linha vermelha” são as armas químicas, logo a racionalidade é fazer uma provocação qualquer para comprometer o regime e forçar a mão de americanos, franceses e ingleses. Os civis não contam para nada. Racionalmente seria assim, mas neste lado do mundo a crueldade absoluta anda à solta. Vamos continuar a ver na televisão.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #23 em: Setembro 01, 2013, 03:34:58 pm »
Estados Unidos auxiliaram ataque químico ao Irão


1 de Setembro, 2013 por Pedro Guerreiro

O antigo Presidente norte-americano Ronald Reagan autorizou a cedência de informações militares às forças iraquianas de Saddam Hussein, que permitiram a Bagdade lançar um ataque químico em larga escala e que terá morto milhares de soldados iranianos. A revelação foi feita esta segunda-feira, pela revista norte-americana Foreign Policy, citando documentos da CIA recentemente desclassificados e entrevistas com oficiais do Pentágono. E surge numa altura em que os EUA decidiram avançar com uma 'acção armada' na Síria em reacção a um ataque da mesma natureza.

O caso remonta a 1987 e a 1988, na recta final do conflito entre o Irão e o Iraque. Na altura, imagens de satélite obtidas pelos EUA permitiram identificar uma grande concentração de meios militares iranianos junto à fronteira iraquiana, a poucos quilómetros de Baçorá. Reagan, Presidente à data, ficou alarmado com a possibilidade de uma ofensiva iraniana em larga escala e decidiu partilhar a informação com Bagdade. “Uma vitória iraniana é inaceitável”, escreveu o chefe de Estado nas margens de um memorando visto pela publicação. Em Abril de 1988, as forças de Saddam atacaram a zona e lançaram agentes químicos quatro vezes, provocando um elevado número de baixas.

“Os iraquianos nunca nos disseram que iam utilizar gás de nervos. Nem precisavam. Nós já sabíamos que iam fazê-lo”, disse à revista Rick Francona, coronel na reserva da força aérea e adido militar em Bagdade à data dos factos. Desde 1983, aliás, que Washington tinha conhecimento do programa iraquiano de armas químicas e sabia que Saddam não tinha quaisquer reservas em relação ao recurso àquele arsenal, revelam os documentos da CIA.

O ataque ocorreu poucas semanas depois do massacre de cerca de cinco mil civis curdos no Iraque e cinco anos antes da celebração da convenção sobre armas químicas que proibiu a produção, armazenamento e uso destes recursos bélicos de destruição em massa.

Apoio ao golpe de 1953

Outros documentos da CIA recentemente tornados públicos estão na origem da decisão iraniana, tomada na quarta-feira, de levar os EUA à justiça internacional. Neste caso, pelo envolvimento norte-americano no golpe que em 1953 derrubou o Governo democraticamente eleito de Mohammed Mossadegh e restaurou o regime ditatorial do Xá Reza Pahlevi.

Com 167 votos a favor e cinco contra, o parlamento iraniano decidiu constituir uma comissão que irá redigir um relatório para apresentar nas instâncias internacionais. Os deputados que votaram contra a proposta justificam a oposição com a reduzida probabilidade de ver os EUA serem condenados.

Num documento norte-americano revelado no início do mês, é dito que “o golpe militar que derrubou Mossadegh foi executado sob as ordens da CIA como um acto de política externa dos EUA, concebido e aprovado pelas mais altas instâncias do Governo”.

O Xá seria deposto na revolução iraniana de 1979, que colocaria no poder a actual estrutura teocrática. O monarca, que faleceu em 1980, passou parte dos seus últimos meses de vida nos EUA, que negaram um pedido de extradição da justiça iraniana. A recusa, que levou à invasão da embaixada dos EUA em Teerão por jovens islamistas, esteve na origem do corte de relações diplomáticas entre os dois países – que se mantém até hoje.

Actualmente, as duas capitais arrastam um diferendo sobre o programa nuclear iraniano. Teerão argumenta que o projecto tem fins exclusivamente civis, enquanto Washington, Israel e os aliados europeus temem possíveis objectivos militares.

Em Junho, o Irão rompeu com uma década de retórica hostil liderada pelo populista Mahmoud Ahmadinejad e elegeu um conservador moderado para a Presidência. Hassan Rohani prometeu trabalhar para o restabelecimento da confiança entre os dois países. Porém, o agravamento da crise síria e a divulgação dos documentos da CIA vêm reduzir as expectativas em torno de uma normalização das relações diplomáticas.

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional ... t_id=83560
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Luso

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #24 em: Setembro 01, 2013, 10:41:35 pm »
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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papatango

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #25 em: Setembro 02, 2013, 12:32:25 am »
Citar
E o ataque iria realmente reduzir o numero de mortos. Veja-se o Iraque ou a Libia, os ataques de países exteriores realmente reduziram a calamidade humana nesses países. Por outro lado em Israel por mais mortos ou violações aos direitos humanos que haja nunca são atacados pelos EUA.
Exactamente.

Veja a Líbia.

A intervenção estrangeira, encurtou um conflito que só podia terminar com a saída do Kadafi.
Se Kadafi não tivesse sido removido, em vez de 14.000 mortos, hoje na Líbia já estariamos com 100.000 ou 200.000.


Quando o conflito começou na Síria eu disse várias vezes que o problema era o Assad não perceber que tem que se ir embora.
A Síria não vai aceitar o Assad nunca mais, nem que ele dance a balalaika de mini-saia em cima de uma mesa.

Por cada dia que o ditador quiser ficar no poder, mais gente vai morrer.

Agora que o canalha tomou o freio nos dentes, e pode utilizar armas químicas (perdido por cem, perdido por mil) a situação vai piorar ainda mais.



Quando ao Irão e ao Mossadeg, não entendo o que pretendeu dizer.
Estamos todos caregas de saber que a CIA foi responsável pela queda do Mossadeg. Sabemos isso até à exaustão.
Da mesma maneira que sabemos que os russos assassinaram os oficiais polacos em Katyn, ou que os comunistas Khmer assassinaram pelo menos um terço da população vietnamita para a reeducar convenientemente.

O problema, é que as pessoas que ainda vão morrer na Síria, não podem ser salvas pelo Mossadeg, pelo Pol Pot, pelo Estaline, pelo Lenine, pelo Fidel Castro ou por qualquer assassino.

Elas podem ser salvas se Assad se for embora.

É impressionante, como a vida das pessoas pode ser arremessada como se fosse um embrulho.

Há pessoas que estão vivas hoje e vão morrer amanhã, porque um canalha porco socialista não quer largar a mama que o papá Afez El Assad deixou ao menino Bashar.

Bashar é um criminoso sujo e nojento, que aparece muito elegante em fatos desenhados pelas melhores casas de Paris, mas que ganhou o gosto pela oftalmologia quando em criança o deixavam furar os olhos dos prisioneiros políticos do pai.
Bashar assistia às torturas.

Não é muito diferente do Husai e do Kusai, filhos do Saddam Hussein.

E é impressionante, como há gente que ainda vê um porco destes como se fosse um heroi, desculpando-o porque afinal há outros porcos.


É como alguém chegar a casa da mãe e ela dizer que foi violada por três violadores, o filho vai à policia e os agentes respondem-lhe para não se preocupar, porque a vizinha da mãe também foi violada, mas por sete violadores.
Portanto, ainda teve sorte.

Ao que este mundo chegou
 

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #26 em: Setembro 02, 2013, 01:02:21 am »
Citação de: "papatango"
Por cada dia que o ditador quiser ficar no poder, mais gente vai morrer.

Agora que o canalha tomou o freio nos dentes, e pode utilizar armas químicas (perdido por cem, perdido por mil) a situação vai piorar ainda mais.

Quando ao Irão e ao Mossadeg, não entendo o que pretendeu dizer.
Estamos todos caregas de saber que a CIA foi responsável pela queda do Mossadeg. Sabemos isso até à exaustão.
Da mesma maneira que sabemos que os russos assassinaram os oficiais polacos em Katyn, ou que os comunistas Khmer assassinaram pelo menos um terço da população vietnamita para a reeducar convenientemente.

O problema, é que as pessoas que ainda vão morrer na Síria, não podem ser salvas pelo Mossadeg, pelo Pol Pot, pelo Estaline, pelo Lenine, pelo Fidel Castro ou por qualquer assassino.

Elas podem ser salvas se Assad se for embora.

É impressionante, como a vida das pessoas pode ser arremessada como se fosse um embrulho.

Há pessoas que estão vivas hoje e vão morrer amanhã, porque um canalha porco socialista não quer largar a mama que o papá Afez El Assad deixou ao menino Bashar.

Salvas? E depois do Assad cair? Quem fica no poder?  Al-Nusra? Os curdos no Norte?


Quanto tempo até os cortadores de cabeças se começarem a matar uns aos outros?

Ou será que se viram primeiro para o que sobrou do Hezbolla? O Líbano é já ali ao lado.
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #27 em: Setembro 02, 2013, 10:15:57 am »
Citar
Elas podem ser salvas se Assad se for embora.
É impressionante, como a vida das pessoas pode ser arremessada como se fosse um embrulho.

Está-se a ver no Egipto e na Líbia.
Vê-se no Iraque e no Afeganistão.
E as comunidades cristãs nos três primeiros (ou onde quer que se encontrem em minoria) têm sofrido em grande. O que vale é que os Papas rezam. Este agora vai rezar pelo fim da guerra no mundo.
Podemos estar descansados, pelos vistos.

Acho graça à propaganda e ao spin quando são descarados. Por outro lado aborrecem-me por tomarem todos por lorpas.
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papatango

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #28 em: Setembro 02, 2013, 11:23:42 am »
O problema é que estamos todos a esquecer a dimensão do genocídio.

O que é que estamos a ver no Egito ?
Há problemas graves, sim, mas não há um conflito com 100.000 mortos

Parece que estamos todos a pensar nos 1400 que o Bashar matou com gas, esquecendo dos outros mais de 100.000 que já morreram e dos 4.000.000 de deslocados, dentre os quais mais de 1.000.000 que já fugiram do país.

Quem vai para o poder depois do Bashar é um problema sim, mas quanto mais tempo os estremistas islâmicos tiverem, maior será o problema.
Se o ditador tivesse saído há dois anos, entendendo a marcha da História, não teriam morrido 100.000 pessoas e os islamitas não teriam tido tempo de aumentar o seu poder.

A maioria dos sírios quer o Assad fora, mas a maioria dos sírios é constituida por pessoas pacíficas.
A ideia de que os povos têm que resolver os problemas internamente sem intervenção estrangeira é nos dias de hoje um argumento para justificar o genocidio.

NINGUÉM PROTEGERÁ OS SÍRIOS se Assad continuar no poder. Ele criou uma estrutura militar baseada na minoria alauita e pode manter os restantes 90% da população debaixo da bota utilizando o terror e mesmo o terror das armas químicas como aconteceu na semana passada.

É através do terror que os tiranos sem mantêm no poder quando são contestados. E a História está cheia de demonstrações disso.

Se nada for feito contra o Bashar, qual é a opção ?

SIM, ALGUÉM JÁ SE PERGUNTOU ISSO ?
A OPÇÃO É CONTINUAR UMA GUERRA CIVIL ONDE DENTRO DE UM ANO O NÚMERO DE MORTOS DUPLICARÁ.

Em todos os países onde ocorreram problemas a que chamamos de Primavera Árabe, há e continuará a haver problemas, mas em todos eles ou não houve guerra civil, ou ela já terminou, limitando assim o número de vitimas.

No Yemen, a saída do anterior presidente Saleh acalmou todo o país de um dia para o outro. Na Líbia a bendita morte do Kadafi acabou com a guerra civil, e a violência hoje existe, mas é uma fração do que ocorria durante o conflito. Na Tunisia o presidente foi embora e há alguma instabilidade politica, mas desde que haja liberdade para protestar, os governantes islamitas acabarão por ser removidos do poder. Até no Egito, o governo militar não tem outra hipótese que não seja voltar a entregar o governo aos políticos.
Em Marrocos e na Jordânia, duas monarquias semi liberais vão navegando como podem. As monarquias absolutas no golfo, continuam como nas últimas décadas a despejar dinheiro em cima dos problemas internos, reduzindo assim a contestação.

Em nenhum caso, o morticinio atingiu a proporção que atingiu na Síria, considerando a população do país.

Estamos a olhar para as questões geoestratégicas, para os equilibrios de poder, para as questões levantadas pela posição da Russia, da Turquia, da América, de Israel, do Irão, mas esquecemos aparentemente que nos últimos dois anos morreram 100.000 pessoas vítimas de uma guerra que só acaba quando Bashar for exterminado.

São 137 mortos todos os dias. Nós ficamos chocados quando morrem sete pessoas num acidente nas estradas, ou quando morrem quatro bombeiros.
Na Síria são cento e trinta e sete diariamente.
 

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Re: Possibilidade de *guerra nuclear* com a Rússia
« Responder #29 em: Setembro 02, 2013, 12:05:53 pm »
Já que há uma preocupação tão grande com os mortos:

Quantos mortos seriam evitados se os americanos não tivessem invadido o Iraque?

200.000? 500.000? 1 Milhão?

E quantos seriam evitáveis no Afeganistão?
 

 

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