Substituição dos Allouette III

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tenente

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Re: Substituição dos Allouette III
« Responder #795 em: Abril 27, 2019, 06:34:45 pm »
caro Tenente*
Mantenho o que disse foi uma belissima aquisicao para a FAP sem sombra de duvida tendo em conta as caracteristicas das missoes  para as quais estao  incubidos para exercer  em nosso territorio ...treino...vigilancia e apoio ao combate a incendios...busca e salvamento um helicopetro muito moderno potente la por ser monomotor nao te esquecas que o mesmo tem +1000 cavalos ...


Caro Luís Simões, ainda bem que mantém o que disse fico muito contente !

Uma boa compra a de uma aeronave monomotor para substituir outra monomotor e que ainda por cima nem armamento está previsto, a aeronave agora comprada, poder levar ???



Bem essa do SAR só mesmo em terra firme, porque no Mar acima da 25 milhas, opatas, o Heli não vai lá, porque será ??

... claro que tem 1000 CV's e quando o tal motor de 1000 CV's do tal heli monomotor, tem uma anomalia em voo e deixa de funcionar, com quantos CV's fica ????
com metade ????
Sr Luis Simões, a questão não está na potência da turbina mas no numero de turbinas que o heli possui, por mais potente que a turbina seja se para em pleno voo ele cai, já tal não sucederia se possuísse a segunda turbina, ou uma aeronave de asa rotativa consegue planar ??

O mínimo dos mínimos era a FAP ter adquirido para essas tais missões um aw109M ou o AW119Tekker, e nunca cinco unidades, mas sim pelo menos oito helis para desempenhar as cinco missões que a 552 está incumbida de executar.

Se fosse o 109M até se podia utilizar a versão armada, era um dois em um, como os nossos politicozecos gostam de apresentar as aquisições militares



Se a compra dos Koalas foi uma belíssima aquisição, só se foi pelas linhas do heli, até é bonitinho, porque quanto ao resto do pacote...... !



Esta aquisição é mais uma que só prova o respeito que os civis tem em relação aos Militares quando são comprados equipamentos, são sempre adquiridos os mais baratos, dos mais fracos e em menor quantidade possível.

Bom fim de semana
« Última modificação: Abril 27, 2019, 06:49:50 pm por tenente »
 

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Charlie Jaguar

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Re: Substituição dos Allouette III
« Responder #796 em: Abril 28, 2019, 12:53:18 pm »
caro Tenente*
Mantenho o que disse foi uma belissima aquisicao para a FAP sem sombra de duvida tendo em conta as caracteristicas das missoes  para as quais estao  incubidos para exercer  em nosso territorio ...treino...vigilancia e apoio ao combate a incendios...busca e salvamento um helicopetro muito moderno potente la por ser monomotor nao te esquecas que o mesmo tem +1000 cavalos ...

Tanto o concurso como o aparelho escolhido foram todos na óptica de ser o menos dispendioso possível. Isso salta à vista e é inegável por todos os factos e dados disponíveis.

Se o leque de missões atribuído ao AW119Kx pode ser consentâneo - mas a nivelar por baixo - com um helicóptero monomotor com 1000cv de potência e civil (comprovado até pelas recentes encomendas de clientes militares para esta versão como Israel e o Equador), a missão de inserção/extracção de tropas e/ou forças especiais e evacuação em combate não o é. E se a escolha recair no AW119M e não num aparelho mais capaz é porque também será a opção mais barata. Se isso importará ou não para a sobrevivência de infantes e tripulações em condições adversas é uma questão que não tem interesse algum...
« Última modificação: Abril 28, 2019, 12:59:02 pm por Charlie Jaguar »
Saudações Aeronáuticas,
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Re: Substituição dos Allouette III
« Responder #797 em: Abril 28, 2019, 01:02:06 pm »
caro Tenente*
Mantenho o que disse foi uma belissima aquisicao para a FAP sem sombra de duvida tendo em conta as caracteristicas das missoes  para as quais estao  incubidos para exercer  em nosso territorio ...treino...vigilancia e apoio ao combate a incendios...busca e salvamento um helicopetro muito moderno potente la por ser monomotor nao te esquecas que o mesmo tem +1000 cavalos ...

Tanto o concurso como o aparelho escolhido foram todos na óptica de ser o menos dispendioso possível. Isso salta à vista e é inegável por todos os factos e dados disponíveis.

Se o leque de missões atribuído ao AW119Kx pode ser consentâneo - mas a nivelar por baixo - com um helicóptero monomotor com 1000cv de potência e civil (comprovado até pelas recentes encomendas de clientes militares para esta versão como Israel e o Equador), a missão de inserção/extracção de tropas e/ou forças especiais e evacuação em combate não o é. E se a escolha recair no AW119M e não num aparelho mais capaz é porque também será a opção mais barata. Se isso importará ou não para a sobrevivência de infantes e tripulações em condições adversas é uma questão que não tem interesse algum...

Depois o militar tuga tem aquele vício de dizer que cumpre a missão com o que tiver a mão.
Gostava de ver o coalhao precoce num cenário de alta intensidade.
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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dc

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Re: Substituição dos Allouette III
« Responder #798 em: Abril 28, 2019, 02:35:25 pm »
Bom, para dizer a verdade, num cenário de alta intensidade "e com alta intensidade quero dizer com um inimigo com capacidades reais de abater meios aéreos", nem mesmo um Apache sobrevive. A eficácia de uma força de helicópteros dependerá sempre da segurança do espaço aéreo, tanto a nível de aeronaves de combate adversárias, como defesas aéreas. Mas isto são outras contas.

Na verdade, sim, os Koala só desempenharão missões "civis", quanto muito missões de treino e exercícios de desembarque de tropas. Fora isso, não me parece que vão ser empenhados em qualquer missão em que a intensidade ultrapasse um inimigo equipado com fisgas. Mas no nosso caso, nem os Merlin, topo de gama, na versão CSAR foram usados em missão militar, que eu saiba.

Infelizmente, acho que todas as aquisições de helis ficaram presas à vinda do NH-90, que esse sim, apesar de ser do exército, iria supostamente fazer de tudo. Também com a criação do UALE, era suposto que fosse para o exército um heli ligeiro, idêntico ao da FAP para substituir os AlIII, mas este armado. Acredito que se não se fosse na ideia da criação do UALE, talvez tivéssemos desde logo helis na força aérea para executar as missões militares que hoje são relegadas para segundo plano.
 

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Re: Substituição dos Allouette III
« Responder #799 em: Abril 28, 2019, 04:57:31 pm »
Bom, para dizer a verdade, num cenário de alta intensidade "e com alta intensidade quero dizer com um inimigo com capacidades reais de abater meios aéreos", nem mesmo um Apache sobrevive. A eficácia de uma força de helicópteros dependerá sempre da segurança do espaço aéreo, tanto a nível de aeronaves de combate adversárias, como defesas aéreas. Mas isto são outras contas.

Um Apache com piloto, artilheiro, armamento e pacote completo de autoprotecção (Northrop Grumman LAIRCM ou Large Aircraft Infrared Countermeasure) tem uma taxa de sobrevivência bem superior a um, digamos, AW119M com 8 ocupantes, mera protecção anti-balística talvez até 12,7mm, armamento leve e/ou operado manualmente, e sem contramedidas de espécie alguma.


Na verdade, sim, os Koala só desempenharão missões "civis", quanto muito missões de treino e exercícios de desembarque de tropas. Fora isso, não me parece que vão ser empenhados em qualquer missão em que a intensidade ultrapasse um inimigo equipado com fisgas. Mas no nosso caso, nem os Merlin, topo de gama, na versão CSAR foram usados em missão militar, que eu saiba.

Não, não vão. Há a possibilidade de caso o heli de evacuação seja o Koala Military se possa elevar os 5 civis Kx a esse padrão um dia assim exista essa vontade, mas os Kx só serão empregues em missões de âmbito civil e no território português. E não, os Merlin Mk.516 nunca foram usados noutras missões que não o transporte aéreo geral/táctico em território nacional e SAR.


Infelizmente, acho que todas as aquisições de helis ficaram presas à vinda do NH-90, que esse sim, apesar de ser do exército, iria supostamente fazer de tudo. Também com a criação do UALE, era suposto que fosse para o exército um heli ligeiro, idêntico ao da FAP para substituir os AlIII, mas este armado. Acredito que se não se fosse na ideia da criação do UALE, talvez tivéssemos desde logo helis na força aérea para executar as missões militares que hoje são relegadas para segundo plano.

Ficaram, é verdade, mas de 2012 para cá quando foi lançada a última pazada de terra para enterrar de vez os NH90 na UALE que muito poderia ter sido feito. Venderam-nos primeiro a patranha no início da década de 2000 que estávamos de tanga, uma década mais tarde que vivíamos acima das nossas possibilidades, mas para os bancos, compadrios, lobbys e grupos de interesse/grupos económicos já o dinheiro fluiu sem problemas. De certa forma até é um pouco bem feito para o Exército que viu os 9 EC635 lhe serem retirados praticamente das mãos sem que pouco ou nada tenha protestado, na ilusão que no lugar deles o Portas melhores arranjaria, e também quando recusou a hipótese de operar durante uns anos os SA-330S1 da FAP após a chegada dos Merlin.

Hoje, em contenção e no sonho húmido de atingir os 0% de défice (embora o Governo adiante que a LPM não será alvo de cativações), o melhor que se pode arranjar é um heli monomotor, bastante mais moderno que o Alouette III ou UH-1H é certo, no entanto pouco adequado aos cenários actuais devido à sua ligeireza. É melhor que nada? Sinceramente esse argumento tão tipicamente tuga já não colhe, na minha opinião.
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Re: Substituição dos Allouette III
« Responder #800 em: Abril 28, 2019, 05:37:08 pm »
Um Apache com piloto, artilheiro, armamento e pacote completo de autoprotecção (Northrop Grumman LAIRCM ou Large Aircraft Infrared Countermeasure) tem uma taxa de sobrevivência bem superior a um, digamos, AW119M com 8 ocupantes, mera protecção anti-balística talvez até 12,7mm, armamento leve e/ou operado manualmente, e sem contramedidas de espécie alguma.

Obviamente que um helicóptero fully equipped vai ter mais capacidade de sobrevivência do que um que não tem nada. Mas num cenário de conflito de alta intensidade, a sobrevivência do helicóptero mais topo de gama do mundo dependerá de outros factores. Com armas anti aéreas mais modernas e com maior taxa de sucesso no abate de aeronaves, são muito poucos os meios aéreos que sobrevivem. Mas isto sou eu a falar num conflito de alta intensidade, com um adversário capaz. No RCA não vemos disso como é óbvio.

Não, não vão. Há a possibilidade de caso o heli de evacuação seja o Koala Military se possa elevar os 5 civis Kx a esse padrão um dia assim exista essa vontade, mas os Kx só serão empregues em missões de âmbito civil e no território português. E não, os Merlin Mk.516 nunca foram usados noutras missões que não o transporte aéreo geral/táctico em território nacional e SAR.

Eu espero que se opte por algo mais capaz para helicóptero de evacuação. Apesar de não ter grandes esperanças do contrário. Quanto muito será o 109.

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Ficaram, é verdade, mas de 2012 para cá quando foi lançada a última pazada de terra para enterrar de vez os NH90 na UALE que muito poderia ter sido feito. Venderam-nos primeiro a patranha no início da década de 2000 que estávamos de tanga, uma década mais tarde que vivíamos acima das nossas possibilidades, mas para os bancos, compadrios, lobbys e grupos de interesse/grupos económicos já o dinheiro fluiu sem problemas. De certa forma até é um pouco bem feito para o Exército que viu os 9 EC635 lhe serem retirados praticamente das mãos sem que pouco ou nada tenha protestado, na ilusão que no lugar deles o Portas melhores arranjaria, e também quando recusou a hipótese de operar durante uns anos os SA-330S1 da FAP após a chegada dos Merlin.

Hoje, em contenção e no sonho húmido de atingir os 0% de défice (embora o Governo adiante que a LPM não será alvo de cativações), o melhor que se pode arranjar é um heli monomotor, bastante mais moderno que o Alouette III ou UH-1H é certo, no entanto pouco adequado aos cenários actuais devido à sua ligeireza. É melhor que nada? Sinceramente esse argumento tão tipicamente tuga já não colhe, na minha opinião.

Mas isso é habitual. Os programas são cancelados e nada é feito durante muitos anos. A substituição das G3 é um grande exemplo disso.
Com certeza que os 119 não são o ideal para substituir os AlIII, talvez o ideal tivesse sido desde logo algo entre o AW-109 e o EC-635, em versões desde logo militares, equipados com (ou preparados para) levar armaments, blindagem, FLIR, contramedidas, etc.
Infelizmente nada foi feito até à história dos 20 milhões mais IVA. Foi a solução que se arranjou, e entre ter os Koala, ou ficar mais 5 anos a ver os AlIII a esticar as pernas, mais vale os Koala para as funções mais civis/treino.
 

 

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