Royal Navy

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Re: Royal Navy
« Responder #90 em: Novembro 02, 2010, 01:45:22 pm »
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Britain's Cameron, France's Sarkozy sign defence treaties

British Prime Minister David Cameron and French President Nicolas Sarkozy signed two landmark defence treaties at a summit in London on Tuesday.

"Today we open a new chapter," Cameron told a joint press conference with the French leader at a Foreign Office mansion in central London, adding: "Britain and France are natural partners."

Under the deal, the two countries will create a joint military force and share aircraft carriers and nuclear test facilities.


© 2010 AFP

http://www.expatica.com/fr/news/french- ... 07512.html
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Re: Royal Navy
« Responder #91 em: Novembro 02, 2010, 02:43:33 pm »
Quero depois ver para quem ficam os porta-aviões partilhados quando houver discordâncias ou diferentes politicas entre os dois países. Como resolveriam uma situação como a da invasão do Iraque em que os países partilharam diferentes perspectivas?
 

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Re: Royal Navy
« Responder #92 em: Novembro 04, 2010, 12:23:55 am »
É conforme a situação se apresente.

Se o porta-aviões disponível for francês e a Argentina atacar as Malvinas, os franceses podem decidir não disponibilizar o porta-aviões.
Em alternativa, podem permitir a utilização do porta-aviões em situações específicas, por exemplo apenas como navio de apoio.

Curiosamente o presidente da França disse algo curioso sobre o que faria a França se a Grã Bretanha estivesse tão aflita que precisasse de um porta-aviões.
Porém creio que aquilo é uma declaração de circunstância.
Dificilmente os franceses enviariam o Charle de Gaulle para o Atlântico Sul, cheio de caças F-35C.

Como na maior parte do tempo as marinhas só treinam, os dois países vão utilizar apenas um porta-aviões.

Ficamos por saber o que vai acontecer no futuro com o primeiro porta-aviões britânico (que vai ser retirado de serviço, apenas três anos depois de ser entregue).
Também não sabemos qual será o futuro do PA-2, o meio-irmão gémeo dos dois porta-aviões britânicos que agora virou irmão siamês.

A outra coisa que não sabemos, é onde fica o famoso eixo franco-alemão, que foi uma das traves mestras da União Europeia.

Será que vamos ver o aparecer de outras alianças do tipo ?
Mas a Alemanha junta-se com quem ?

As coisas estão a ficar muito esquisitas.  :shock:
 

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Re: Royal Navy
« Responder #93 em: Novembro 04, 2010, 12:40:29 am »
Mas o porta-aviões a ser partilhado não será o Charles de Gaule, será um a ser construido,não?

Que PA-2 é esse que se refere?

Sinceramente aquilo que antevejo a ir-se para a frente com esta politica é a Grã Bretanha ficar sem porta-aviões.
Já a França, do meu ponto de vista, devia avançar para um segundo porta-aviões individualmente e os britanicos que resolvam os seus próprios problemas.
 

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Re: Royal Navy
« Responder #94 em: Novembro 04, 2010, 12:45:08 am »
Outra realidade engraçada destes tempos é vermos uma espanha com praticamente dois porta-aviões (embora sem aviões para os dois) e uma Grã Bretanha futuramente a ter apenas meio porta-avião...
 

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Re: Royal Navy
« Responder #95 em: Novembro 04, 2010, 08:46:54 am »
Citação de: "Edu"
Mas o porta-aviões a ser partilhado não será o Charles de Gaule, será um a ser construido,não?

Que PA-2 é esse que se refere?

Sinceramente aquilo que antevejo a ir-se para a frente com esta politica é a Grã Bretanha ficar sem porta-aviões.
Já a França, do meu ponto de vista, devia avançar para um segundo porta-aviões individualmente e os britanicos que resolvam os seus próprios problemas.


o PA-2 é a versão francesa do CVF

Foi adiado pelo Sarkozy até 2012

http://en.wikipedia.org/wiki/Future_Fre ... ft_carrier

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Re: Royal Navy
« Responder #96 em: Novembro 04, 2010, 10:16:04 am »
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Revealed: Rescue tug crashed into stranded submarine HMS Astute causing millions of pounds of damage Nov 4 2010 Exclusive by Craig McDonald

THE tug sent to rescue the Navy's grounded showpiece submarine crashed into her and tore off one of her fins, the Record can reveal.
And insiders fear the damage from the collision will cost millions to fix.
We have learned that HMS Astute got away with relatively minor dents when she got stuck on a shingle bank off Skye two weeks ago.
But when Coastguard tug Anglian Prince tried to pull the £1billion nuclear-powered sub free, the two vessels collided.
The impact ripped off Astute's starboard foreplane, one of her navigation fins.
A source said last night: "The damage from the grounding was minor. Astute just had some denting to her casing, which is nothing massively serious for a ship of her size.
"But the damage done by the tug could result in a multi-million pound repair bill. It's ironic."
It's understood the Anglian Prince ran into Astute after her crew attached a tow rope to the sub.
We have been told the rope got snagged in the tug's propellers and the two vessels were pulled together.
The repairs to Astute, described as the world's most modern submarine, are expected to take weeks. Sources say she's not likely to be able to resume her sea trials before March next year.
Astute got stuck near the Skye Bridge on the morning of October 22 as her crew practised transferring personnel from shore to the sub during the trials.
The 100-metre long vessel was stranded for 10 hours as bemused locals gathered on the shore to take photos.
The Anglian Prince was sent from her base in Stornoway to rescue her and the Astute was dragged free at about 6pm.
Divers checked her hull for damage before she headed back to her base at Faslane on the Clyde under her own power.
She was hauled from the water last Thursday so experts could examine her hull and rudder.
A Navy spokesman confirmed last night: "There was a collision between Astute and a tug, which resulted in damage to the submarine's starboard foreplane.
"This will be repaired at Faslane and trials will resume in due course.
"The inquiry into the damage sustained by Astute is now complete, although the findings have still to be released to naval officers."
The Navy has also launched an inquiry into why the sub ran aground.
Reports at the time said she was outside a safe sea lane, clearly marked on Admiralty charts, at the time. A Navy spokesman said last month: "One of the things being looked at is if the charts were up to date with recent seabed changes in the area. The seabed can change quickly."
The probe will look at possible negligence by the crew. The Navy have refused to speculate on whether the Astute's commander, Andy Coles, could face a court martial.
Astute, the first in a class of six new submarines, was launched in 2007 and formally commissioned into the Navy this August.
She weighs 7800 tons - as much as nearly 1000 double-decker buses.
Her nuclear reactor means she will never have to be refuelled and she makes her own air and water supplies. She can sail around the world without having to surface.
She doesn't carry nuclear weapons but is armed with Spearfish torpedoes and Tomahawk cruise missiles which can hit targets 1200 miles away.
The sub has 39,000 acoustic panels on her surface which mask her sonar signature and allow her to sneak up on enemy ships.
The Coastguard tug fleet was set up in 1994 after the Braer oil spill off Shetland. It is on standby 24 hours a day, 365 days a year, and is kept at 30 minutes "readiness to sail".
But days before the Anglian Prince rescued Astute, the Con-Dems announced that the tugs were being axed to save money.
The SNP MP for the Western Isles, Angus MacNeil, said: "The most expensive and advanced submarine in the world has had to be pulled to safety by the tugboat which the Westminster government wants to scrap.
"The Anglian Prince is a vital service. It is regrettable that it is to be removed."

http://www.dailyrecord.co.uk/2010/11/04/revealed-rescue-tug-crashed-into-stranded-submarine-hms-astute-causing-millions-of-pounds-of-damage-86908-22691209/
"Obviamente, demito-o".

H. Delgado 10/05/1958
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Re: Royal Navy
« Responder #97 em: Novembro 04, 2010, 09:35:24 pm »
Citação de: "Edu"
Mas o porta-aviões a ser partilhado não será o Charles de Gaule, será um a ser construido,não?
Que PA-2 é esse que se refere?
Sinceramente aquilo que antevejo a ir-se para a frente com esta politica é a Grã Bretanha ficar sem porta-aviões.
Já a França, do meu ponto de vista, devia avançar para um segundo porta-aviões individualmente e os britanicos que resolvam os seus próprios problemas.
A França e a Grã Bretanha vão partilhar os porta-aviões de cada um dos países. A França tem o Charles de Gaulle e a Grã Bretanha terá futuramente o Prince of Wales, que será o segundo navio do projecto CVF (que previa dois navios para aviões STOL e que despunha de uma rampa).

A França adiou a construção do seu segungo porta-aviões por razões financeiras, mas esra um porta-aviões convencional com uma catapulta.

Agora os britânicos, decidiram utilizar o primeiro dos seus navios porta-aviões (que não tem catapultas) apenas durante poucos anos, ao mesmo tempo que vão converter o seu segundo porta-aviões num gémeo do porta-aviões francês PA-2 (que está presentemente suspenso).

As diferenças operacionais entre a Royal Navy e a Marine Nationale desapareceram, porque o porta-aviões britânico, vai ser praticamente um gémeo do projecto francês.
O porta-aviões Prince of Wales, que estará operacional em 2020, será um porta-aviões convencional e tanto poderá utilizar os Rafale-Naval quanto o F-35C.

O Charles de Gaulle, vai operar com um esquadrão de caças Rafale-Naval e outro de F-35-C, a mesma coisa acontecerá com o Prince of Wales, quando for esse navio a estar ao serviço.

Citação de: "Edu"
Outra realidade engraçada destes tempos é vermos uma espanha com praticamente dois porta-aviões (embora sem aviões para os dois) e uma Grã Bretanha futuramente a ter apenas meio porta-avião...
Nem de perto nem de longe, um navio como o Principe de Asturias se pode sequer comparar com um porta-aviões como o Charles de Gaulle. Aliás, os britânicos também concluiram o mesmo, pois os seus porta-aviões, ou «cruzadores de coberta corrida» (Invincible, Illustious e Ark Royal) também não estariam à altura de competir com o Charles de Gaulle. E quando foi lançado o Principe de Asturias era tecnicamente superior aos porta-aviões britânicos, principalmente porque aproveitava melhor o espaço na coberta. Só quando os britânicos modificaram os seus três porta-aviões é que eles passaram a ter um navio equivalente ao espanhol (falo dos navios, não falo do tipo de caças Harrier embarcados, que isso é outra história).

A inferioridade do conceito do avião de descolagem vertical, utilizando uma rampa, quando comparado com o avião de descolagem convencional com catapulta foi um dos argumentos que levou o primeiro ministro David Cameron a optar por esta reviravolta que aliás já estava em discussão há dois anos.
 

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Lightning

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Re: Royal Navy
« Responder #98 em: Novembro 04, 2010, 09:50:24 pm »
Citação de: "papatango"
Agora os britânicos, decidiram utilizar o primeiro dos seus navios porta-aviões (que não tem catapultas) apenas durante poucos anos, ao mesmo tempo que vão converter o seu segundo porta-aviões num gémeo do porta-aviões francês PA-2 (que está presentemente suspenso).

O primeiro porta-aviões britânico já está num estado de construção tão avançado assim que não tem hipotese de operar com catapultas?

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Citação de: "Edu"
Outra realidade engraçada destes tempos é vermos uma espanha com praticamente dois porta-aviões (embora sem aviões para os dois) e uma Grã Bretanha futuramente a ter apenas meio porta-avião...
Nem de perto nem de longe, um navio como o Principe de Asturias se pode sequer comparar com um porta-aviões como o Charles de Gaulle. Aliás, os britânicos também concluiram o mesmo, pois os seus porta-aviões, ou «cruzadores de coberta corrida» (Invincible, Illustious e Ark Royal) também não estariam à altura de competir com o Charles de Gaulle. E quando foi lançado o Principe de Asturias era tecnicamente superior aos porta-aviões britânicos, principalmente porque aproveitava melhor o espaço na coberta. Só quando os britânicos modificaram os seus três porta-aviões é que eles passaram a ter um navio equivalente ao espanhol (falo dos navios, não falo do tipo de caças Harrier embarcados, que isso é outra história).

A inferioridade do conceito do avião de descolagem vertical, utilizando uma rampa, quando comparado com o avião de descolagem convencional com catapulta foi um dos argumentos que levou o primeiro ministro David Cameron a optar por esta reviravolta que aliás já estava em discussão há dois anos.

Então também podemos comentar a Marinha Italiana que tem dois porta-aviões STOVL operacionais, o Garibaldi e o Cavor  :D .


 

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Re: Royal Navy
« Responder #99 em: Novembro 04, 2010, 10:18:46 pm »
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O primeiro porta-aviões britânico já está num estado de construção tão avançado assim que não tem hipotese de operar com catapultas?
Correcto.
O projecto já começou há muito tempo e os projectos de detalhe estão em grande medida concluidos.

A colocação de um sistema de catapultas, implica modificações muito grandes, mas acima de tudo a utilização de aeronaves de descolagem convencional, com duas pistas (uma delas em ângulo) altera muito no interior do navio.
Está relacionado com o fluxo de descolagens e aterragens.

A principal vantagem dos porta-aviões com catapulta é a rapidez com que conseguem colocar os seus aviões no ar e a rapidez com que os conseguem recolher. É como uma dança coordenada, que dá a um navio uma vantagem táctica tremenda. Tudo tem que ser pensado, para garantir que os aviões que são presos pelos cabos de retenção saem da pista imediatamente para o hangar para eventual manutenção, e isto tendo que garantir que em caso de necessidade pode haver aeronaves a descolar ao mesmo tempo.
Um bom porta-aviões também se mede pela rapidez com que ele consegue transportar as aeronaves do hangar para a pista e coloca-los no ar.

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Então também podemos comentar a Marinha Italiana que tem dois porta-aviões STOVL operacionais, o Garibaldi e o Cavor
Sim. O Cavour, embora maior, é um porta-aviões pensado para aeronaves de descolagem vertical e é por isso um navio para operações secundárias.
Ainda que seja uma unidade militar de um extraordinário valor.
A verdade é que não tem nem de perto nem de longe a capacidade que terá um Charles de Gaulle, já para não falar do futuro Prince of Wales.
« Última modificação: Novembro 04, 2010, 10:22:21 pm por papatango »
 

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Re: Royal Navy
« Responder #100 em: Novembro 04, 2010, 10:19:40 pm »
Então e qual será o destino do primeiro porta-aviões a ser construido pelos inglêses? Fica como reserva? É desmantelado?
 

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Re: Royal Navy
« Responder #101 em: Novembro 04, 2010, 10:26:55 pm »
Citação de: "Edu"
Então e qual será o destino do primeiro porta-aviões a ser construido pelos inglêses? Fica como reserva? É desmantelado?
O navio vai aparentemente operar como porta-helicóipteros e depois será colocado numa situação de reserva.
Os americanos chamam a isso «mothballed» ou seja, o navio fica nas bolas de naftalina.

Não se sabe porém, se será possível uma reconversão do Queen Elizabeth para porta-aviões convencional, conforme sugeriu o Lightning.
O que sabemos é que neste momento eles não o poderiam fazer, sem atrasar a entrada do navio ao serviço por muito mais tempo.
Se o Queen Elizabeth pudesse ser convertido (um processo lento e caro), ele poderia até virar o PA-2 francês, como já se cogitou.
Nesse caso o Charles de Gaulle passaria a um estagio de reserva em 2030 e França e Grã Bretanha ficariam com dois navios praticamente irmãos gémeos.
 

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Re: Royal Navy
« Responder #102 em: Novembro 04, 2010, 10:31:21 pm »
Citação de: "papatango"
Correcto.
O projecto já começou há muito tempo e os projectos de detalhe estão em grande medida concluidos.

A colocação de um sistema de catapultas, implica modificações muito grandes, mas acima de tudo a utilização de aeronaves de descolagem convencional, com duas pistas (uma delas em ângulo) altera muito no interior do navio.

Muito bem, eu não tenho duvidas sobre como opera um porta-aviões com sistema de catapultas e aeronaves de descolagem convencional, eu pensava é que os britânicos ainda poderiam adaptar o primeiro a esse sistema.

Eu até tinha a ideia, (errada percebo agora) que os futuros porta-aviões britãnicos apesar de pensados originalmente para operar aeronaves de descolagem e aterragem vertical, tinham capacidade para com alguma facilidade se tornarem porta-aviões convencionais caso tal fosse decidido durante a vida dos porta-aviões.
 

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papatango

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Re: Royal Navy
« Responder #103 em: Novembro 04, 2010, 11:01:03 pm »
Eu também já li vários comentários sobre isso mas aparentemente não é assim tão fácil.

Parece que a situação é tal que os ingleses disseram que neste momento, considerando todos os custos envolvidos, parar a construção do navio, ficaria mais caro que desmantela-lo.

As modificações devem ser consideráveis, levando a cálculos complexos para garantir a estabilidade do navio.
Por isso para os ingleses, para ser mais rápido, o mais simples é agarrar nos estudos do PA-2 e construir o Prince of Wales a partir dele.
Afinal os franceses estão muito mais avançados e também têm, muito mais experiência, quer na construção, quer na operação dos navios.

Outra coisa que também não foi falada ainda, são os aviões AEW&C que os franceses têm, mas que os britânicos não tinham.
Essa falha era outro dos calcanhares de Aquiles do Queen Elizabeth, que desloca mais de 60.000t mas tem que utilizar um helicóptero para ter apoio de um radar de aviso antecipado.

Agora com o Prince of Wales igual ao navio dos franceses, eles vão poder adquirir aeronaves AEW&C, ou então, melhor ainda, utilizar as dos franceses. :mrgreen:
 

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Get_It

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Re: Royal Navy
« Responder #104 em: Novembro 05, 2010, 03:57:03 am »
Citação de: "papatango"
A principal vantagem dos porta-aviões com catapulta é a rapidez com que conseguem colocar os seus aviões no ar e a rapidez com que os conseguem recolher. É como uma dança coordenada, que dá a um navio uma vantagem táctica tremenda. Tudo tem que ser pensado, para garantir que os aviões que são presos pelos cabos de retenção saem da pista imediatamente para o hangar para eventual manutenção, e isto tendo que garantir que em caso de necessidade pode haver aeronaves a descolar ao mesmo tempo.
Um bom porta-aviões também se mede pela rapidez com que ele consegue transportar as aeronaves do hangar para a pista e coloca-los no ar.
Citação de: "papatango"
Outra coisa que também não foi falada ainda, são os aviões AEW&C que os franceses têm, mas que os britânicos não tinham.
Essa falha era outro dos calcanhares de Aquiles do Queen Elizabeth, que desloca mais de 60.000t mas tem que utilizar um helicóptero para ter apoio de um radar de aviso antecipado.

Agora com o Prince of Wales igual ao navio dos franceses, eles vão poder adquirir aeronaves AEW&C, ou então, melhor ainda, utilizar as dos franceses. :mrgreen:
O facto dos porta-aviões do tipo CATOBAR dar a possibilidade de se operar um maior número ainda de aeronaves é realmente uma outra grande vantagem -- pessoalmente eu até diria que está é que é a principal. Não só a catapulta e a pista modificada permite operar aeronaves AEW&C, como o E-2 Hawkeye (que é o único actualmente operado a partir de porta-aviões, senão estou em erro), mas como também UCAVs, uma área na qual os britânicos e franceses também querem andar de mãos-dadas. Esta maior escolha de aeronaves também se abrange aos caças, pois pelos vistos o F-35B vai tornar-se no futuro o único caça naval VSTOL enquanto em relação a caças navais com capacidade CATOBAR existem actualmente o F-18, Rafale e F-35C. Isto claro as opções mais óbvias para um país europeu e membro da NATO como a Grã-Bretanha.

Citação de: "papatango"
Se o Queen Elizabeth pudesse ser convertido (um processo lento e caro), ele poderia até virar o PA-2 francês, como já se cogitou.
Seria interessante pois possivelmente poderia sair mais barato à França, mas seria completamente inimaginável os franceses estarem a tirar trabalho aos seus estaleiros nacionais, especialmente num projecto desta magnitude.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

 

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