Sector Agro-Alimentar

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Lusitano89

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #30 em: Novembro 29, 2013, 06:57:11 pm »
Compal vai dar 60 mil euros a jovens fruticultores


A Compal está a promover, pelo segundo ano consecutivo, uma iniciativa de apoio à fruticultura destinada a jovens empreendedores. Os três projetos vencedores desenvolvidos pelos formandos da Academia do Centro de Frutologia da marca ganharão 20 mil euros para serem postos em prática.

Segundo informa o site da Academia, a edição para 2013/2014 tem como destinatários "empreendedores agrícolas que pretendem instalar-se, aumentar ou reconverter a sua exploração agrícola, produzindo uma das seguintes frutas: ameixa, ameixa rainha cláudia, baga, cereja, diospiro, maçã, maçã bravo de esmolfe, melancia, melão, meloa, marmelo, pêssego ou pera rocha".

Os formandos selecionados terão acesso a um programa de formação composto por um conjunto de sessões no terreno, visitas a explorações agrícolas modelo e a centros de experimentação e módulos teóricos, lecionados por peritos do setor.

O objetivo desta academia é fornecer conhecimentos que suportem a prática sustentável da fruticultura ao longo da cadeia de produção – desde a preparação do projeto e a instalação do pomar até à comercialização dos produtos – considerando sempre as diferentes exigências e especificidades por espécies.

Os candidatos devem possuir o 9º ano de escolaridade e devem ser proprietários da exploração agrícola onde se vão instalar ou ter licença de utilização para um período de pelo menos 6 anos.

No final da formação, os três formandos que apresentarem o melhor projeto serão premiados com uma bolsa de 20.000 euros cada para aplicar no seu terreno.

O período de candidaturas para a formação decorre até ao dia 27 de Janeiro de 2014.

Boas Notícias
 

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Lusitano89

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #31 em: Dezembro 21, 2013, 07:47:12 pm »
Empresa algarvia prevê exportar até 80 toneladas de bivalves


A Companhia das Pescarias do Algarve (CPA) estima exportar este mês entre 70 a 80 toneladas de bivalves, sobretudo mexilhão, um aumento relativo a outros meses explicado pelo aumento do consumo no período de Natal e Ano Novo.

Os mexilhões representam metade (cerca de 40 toneladas) dos bivalves que serão exportados até ao final do mês, cujo destino principal é a Espanha, contou o administrador da CPA à agência Lusa, sublinhando que aquele bivalve tem a vantagem de ser mais barato e, ao mesmo tempo, ser rico em ómega 3 e glucosamina (substância natural que existe na cartilagem das articulações).

As ostras, que seguem para França (em dezembro serão seis toneladas), os mexilhões e as vieiras são todos produzidos em estruturas subaquáticas, nos dez lotes que a companhia detém, em mar aberto, frente à Ilha da Armona, Olhão, embora também detenha viveiros com amêijoas e embarcações para a pesca da conquilha.
António Farinha contou, ainda, que entre os clientes da empresa estão também restaurantes "gourmet" do mercado nacional, como um, em Lisboa, que chega a comprar 750 quilos de mexilhão por semana.

Segundo aquele responsável, a empresa, fundada em 1835, começou a comercializar os bivalves produzidos em "off shore" - que não são alimentados artificialmente -, em julho deste ano, mas pretende adquirir mais quatro lotes de produção aquícola.O administrador da CPA, que em 2013 deverá atingir 1.000 toneladas de produção, prevê em 2015 conseguir produzir mais de 7.000 toneladas de bivalves em mar aberto. O objetivo é tornar a companhia "o maior produtor de bivalves da Europa", afirmou, frisando que não vende mais bivalves porque a procura ainda é superior à oferta.

A aposta em novos produtos e a chegada a outros mercados mais longínquos só será possível quando a empresa conseguir abrir uma unidade de congelação, projeto que aguarda autorização das autoridades competentes há quase dois anos, uma vez que neste momento a empresa está condicionada ao mercado do fresco.
A nova fábrica, que António Farinha considera fundamental "por razões de stock", permitirá fornecer bivalves congelados para outros continentes, uma vez que a durabilidade do produto congelado é de cerca de dois anos, ao contrário do fresco, que dura no máximo sete dias.

O administrador da CPA acrescentou que a empresa quer lançar-se na comercialização de mexilhão pré-cozido, em lata de conserva ou em "paté", inovação que pode também ser aplicada a outras espécies, como a vieira.

Lusa
 

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #32 em: Janeiro 03, 2014, 01:15:59 pm »
Fábrica de cerveja artesanal de Vila Verde eleita start-up agroindustrial do ano


A fábrica de cerveja artesanal "FermentUm", em Vila Verde, criada por dois jovens investigadores da Universidade do Minho (UMinho), ganhou o prémio de "start-up do ano" no setor agroindustrial, foi hoje anunciado.

Francisco Pereira e Filipe Macieira, investigadores de doutoramento em Engenharia Biológica na Universidade do Minho, idealizaram o projeto em 2008, na sequência do mestrado naquela área e da participação em projetos no ramo cervejeiro.

Materializaram o plano de negócios no laboratório IdeaLab/TecMinho, começaram a produzir à escala na UMinho e tiveram apoio comunitário para criar uma fábrica em Vila Verde, estudar novas receitas e testar variedades de matéria-prima, como o lúpulo ou maltes, de forma a desenvolver cervejas "distintas e com boa aceitação". Aquela cerveja artesanal foi lançada no mercado a 12 de outubro de 2013, com a marca "Letra".

Para já, a empresa tem várias "letras" à venda: A (weiss-trigo), B (pilsner-loira), C (stout-preta) e D (red ale-ruiva). A intenção dos promotores é "ir avançando" nas letras, se possível até completar o abecedário. "Nesta primeira fase, a aposta será o mercado nacional, mas em 2015 queremos já apostar no exterior, sobretudo no mercado da saudade, em países como França, Suíça, Luxemburgo ou Angola", disse Francisco Pereira à Lusa.

Explicou que a cerveja "não é filtrada, ou seja, contém a própria levedura, sendo assim uma fonte de sais minerais, vitaminas e compostos para regulação do nosso organismo".

É 100% natural, não contendo químicos nem conservantes.

"No fundo, é uma cerveja que faz bem à saúde", acrescentou.

A distinção como start-up do ano inseriu-se no Prémio Agricultura 2013, uma iniciativa do BPI, Correio da Manhã e Jornal de Negócios, com o patrocínio do Governo e o apoio da PwC, e que visa promover, incentivar e distinguir casos de sucesso nos setores agrícola, florestal e agroindustrial. O júri foi composto por António Serrano, Armando Sevinate Pinto (ambos ex-ministros da Agricultura), Amândio Santos (presidente da Portugal Foods), João Machado (presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal), Ricardo Brito Paes (presidente da Associação dos Jovens Agricultores de Portugal), entre outros.

Lusa
 

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #33 em: Janeiro 26, 2014, 01:32:21 pm »
Empresa de comércio de peixe fresco investe 2 milhões de €€ em Sines


Uma empresa especializada no comércio de peixe fresco prepara-se para investir cerca de dois milhões de euros na construção de uma nova fábrica em Sines, que vai permitir aumentar as exportações e criar postos de trabalho. Actualmente, a Oceanic desenvolve a sua actividade na lota de Sines (Docapesca), onde compra e prepara uma parte do peixe que distribui pelos clientes, mas o espaço já é pequeno para o volume que a companhia transacciona, contou hoje à agência Lusa um dos proprietários, Miguel Segundo.

A construção da fábrica vai ser feita em duas fases, adiantou o empresário, sendo que a primeira deverá começar em Fevereiro, após a confirmação da comparticipação por fundos comunitários (55%) do investimento a rondar os dois milhões de euros.

A unidade, que vai ter uma área de 1.800 metros quadrados, deverá estar pronta a funcionar no início do verão, sendo criados perto de 15 postos de trabalho, indicou.

A nova infra-estrutura vai permitir à Oceanic expandir o negócio, desde logo, com a instalação de uma "pequena" unidade de congelação, garantida pela venda de três mil toneladas anuais de alimento para aquacultura a um cliente espanhol.

Em 2016, está previsto arrancar a segunda fase de investimento, de mais de três milhões de euros, para ampliação do edifício e instalação de uma unidade de congelação de pescado para consumo humano.

De acordo com Miguel Segundo, trata-se de uma actividade pouco expressiva para a empresa, à volta de 1.500 toneladas por ano, que actualmente é feita em fornecedores.

No entanto, apesar de poder ficar mais cara a produção própria, o empresário quer "controlar o processo todo".

A Oceanic foi fundada há cerca de dois anos, em Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, por Miguel Segundo e outro sócio.

No ano passado, referiu Miguel Segundo, a empresa facturou mais de 31 milhões de euros, o que representou um aumento de 15% em relação a 2012.

Além das instalações em Sines, a Oceanic tem mais dois armazéns, um em Matosinhos e outro em Portimão, totalizando, em Portugal, cerca de 50 funcionários, aos quais se juntam 12 numa outra unidade em Tânger (Marrocos).

A distribuição das unidades é "estratégica", explicou o empresário alentejano, pois facilita a compra do pescado nas lotas e a importação, que representa aproximadamente 40% da actividade da empresa.

A exportação já teve melhores dias, reconheceu, uma vez que dependia em grande parte da vizinha Espanha, onde "baixou muito o consumo", mas, ainda assim, contribui com mais de 15% da facturação.

Número que o proprietário da companhia pretende aumentar, pois está convencido de que em Portugal "pouco mais" poderão crescer.

Miguel Segundo acredita que a indústria do pescado "tem futuro", mas a crise alterou os hábitos alimentares dos portugueses, que agora "comem mais barato", preferindo carapaus e peixe-espada, a robalos ou douradas.

Mas, os "grandes inimigos do peixe" são alimentos como o frango, o coelho, as pizas e os hambúrgueres, afiançou, "qualquer coisa barata que encha a barriga às famílias".

Lusa
 

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #34 em: Janeiro 26, 2014, 04:57:27 pm »
Programa Rural prevê incentivos para agricultores que poupem água


A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse hoje que o próximo Programa de Desenvolvimento Rural prevê incentivos de apoio aos agricultores que pouparem mais água, no sentido de incentivar as boas práticas de gestão da água de regadio.

«São medidas que visam dar majorações a quem tem e faz boas práticas de gestão da água, porque temos consciência de que o regadio é extraordinariamente importante, e deve ser feito de uma forma sustentada e amiga do ambiente», disse aos jornalistas Assunção Cristas à margem da visita que efetuou à exposição sobre a Dieta Mediterrânica, em Tavira.

De acordo com a ministra, a medida que será submetida a aprovação da Comissão Europeia «é uma das medidas relevantes do próximo Programa de Desenvolvimento Rural, juntamente com outra que visa a proteção de culturas tradicionais».

«Gastando aquilo que é estritamente necessário faz parte também da nossa estratégia de adaptação às alterações climáticas», sublinhou a governante, acrescentando que o programa «deverá ser enviado formalmente à Comissão Europeia ainda durante este mês».

Segundo a ministra, a gestão da água «é importante porque os produtos hortícolas, frutícolas precisam de água, sobretudo numa altura em que o clima se torna cada vez mais seco, e é preciso utilizar a água de uma forma muito eficiente muito cuidada».

Assunção Cristas afirmou que Portugal «tem feito um trabalho notável do ponto de vista de diminuição do desperdício de água porque hoje as técnicas de irrigação são muito mais sofisticadas e permitem regar mais hectares com menos água».

«O objetivo é, precisamente, ajudar a que essas boas práticas sejam cada vez mais generalizadas e possam ser um caminho de uso muito sustentável», concluiu.

A ministra da Agricultura deslocou-se hoje a Tavira para visitar a exposição ‘Dieta Mediterrânica - Património Cultural Milenar’ patente no Palácio da Galeria no Museu Municipal daquela cidade algarvia. Assunção Cristas assistiu ainda a uma demonstração culinária da dieta mediterrânica, classificada como Património Imaterial da Humanidade.

Lusa
 

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #35 em: Fevereiro 06, 2014, 06:27:44 pm »
Portugal já pode exportar carne de vaca para a Argélia


Portugal está autorizado a exportar bovinos e carne de vaca para a Argélia, depois de ter concluído o processo de habilitação que estava a ser negociado, anunciou hoje o Ministério da Agricultura e Mar.

O processo foi concluído na sequência de uma reunião entre o Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, e o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural argelino, Abdelwahab Nouri, e tem aplicação imediata.

O governante destaca, num comunicado, que “a cooperação entre Portugal e Argélia, no domínio do agroalimentar, tem elevadas potencialidades de crescimento e a abertura de novos produtos contribui, de forma decisiva, para este objetivo”.

Nuno Vieira e Brito aponta ainda o enorme potencial da Argélia “pela situação estratégica do seu mercado, bem como localização geográfica”. O secretário de Estado deslocou-se à Argélia no âmbito da 10.ª reunião de ministros de Agricultura dos Estados-membros do CIHEAM (Centre International de Hautes Etudes Agronomiques Méditerranéennes), subordinada ao tema “Segurança alimentar sustentável no Mediterrâneo, Situação Atual e Perspetivas".

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #36 em: Março 07, 2014, 08:17:43 pm »
Confederação dos Agricultores desvaloriza diminuição das exportações de azeite para a China


O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, desvalorizou hoje a diminuição das exportações de azeite português para a China, contrapondo com o aumento global das vendas e a aposta dos produtores noutros mercados. "Não é muito preocupante, porque globalmente as exportações estão a aumentar e isso é o mais importante", afirmou à agência Lusa João Machado, no final de uma reunião do Conselho Consultivo do Alto Alentejo, que decorreu hoje à tarde em Évora.

O responsável falava a propósito da diminuição das exportações de azeite português para a China, apesar de as importações chinesas daquele produto quase terem triplicado nos últimos cinco anos, segundo o jornal China Daily.

De acordo com as estatísticas da Administração-geral das Alfandegas Chinesas, que não incluem as transacções com Macau e Hong Kong, em 2013, as importações de azeite português caíram para 734 mil euros, uma descida de 47% em relação a 2012 e menos de metade do que em 2011.

O presidente da CAP disse desconhecer os motivos da diminuição das exportações de azeite para a China, mas assinalou que, "como aumentaram globalmente, deve ser uma estratégia de quem não tem quantidade suficiente para todos apostou noutro mercado".

"Portugal tem mercados onde a exportação de azeite é mais importante, como é o caso do Brasil, e as empresas, provavelmente, apostaram mais noutros mercados do que no chinês", apontou João Machado.

Para o responsável, a aposta noutros mercados "pode ser uma estratégia das empresas portuguesas", já que a China "é um mercado longínquo que exige um investimento muito grande".

"O azeite português tem conquistado, cada vez mais, posições no exterior e isso vê-se pelo volume de exportações, que está a aumentar, e também pelo volume de produção", referiu.

O presidente da CAP adiantou que, no ano passado, Portugal já foi "auto-suficiente em azeite", o que aconteceu "pela primeira vez nos últimos 40 anos", e que o aumento da produção deverá continuar este ano e no próximo.

"Para o próximo ano, já deveremos ser excedentários, o que é bom porque permite exportar cada vez mais", acrescentou.

Nesse sentido, admitiu que "a China pode ser uma oportunidade" para os produtores portugueses de azeite, tal como já acontece com os vinhos portugueses, que têm "aumentado as suas exportações permanentemente".

A reunião de Évora marcou o início de "uma volta ao país" dos dirigentes da CAP para encontros com as associadas para discutir a nova Política Agrícola Comum (PAC), questões fiscais e a execução do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), entre outros assuntos.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #37 em: Março 26, 2014, 03:47:05 pm »
Caviar made in Portugal à venda em 2015



Portugal vai comercializar caviar já em 2015. O projecto, incubado no Campus das Gambelas, da Universidade do Algarve, prevê a produção das famosas ovas de esturjão beluga e sevruga - as mais caras do mundo, que valem entre seis mil e 12 mil euros o quilo -, entre outras espécies deste peixe, em sistema de aquacultura a instalar no Alentejo.

O esturjão gosta de águas frias, mas nem sempre é assim: “Na maior parte do ano, o nosso país tem uma temperatura óptima para o seu crescimento”, explica Paulo Pedro, um dos dois responsáveis pelo projecto da Caviar Portugal, a ser desenvolvido em parceria com a Universidade do Algarve. “É durante a desova que as fêmeas maduras (começam a produzir a partir dos 10 anos, em espécies grandes) precisam de um período de invernia ou hibernação”, acrescenta o biólogo marinho.

As primeiras experiências de aquacultura no Algarve já estão a decorrer e, em breve, a empresa aberta por Paulo e por Valery Afilov - ucraniano a viver em Portugal há 14 anos e que já desenvolveu projectos semelhantes no seu país - deverá abrir um grande centro de cerca de cinco mil metros quadrados para a produção da iguaria de luxo no norte do Alentejo, zona que tem a vantagem da proximidade de Lisboa.

Serão dezenas de grandes tanques, de cerca de 12 metros de diâmetro, a albergar os peixes, avança ainda Paulo Pedro, explicando que são estas estruturas que absorvem grande parte do capital investido.

“Andámos numa verdadeira travessia no deserto, antes de encontrar um investidor nacional”, conta o biólogo.

Em 2011, quando o projecto de produção de caviar venceu um concurso de novas ideias de negócios promovido pela Universidade do Algarve, o país estava no auge da crise financeira e havia pouco capital disponível, lembra ainda um dos dois mentores.

Ter o esturjão de volta aos rios

Em 2015, ano em que começarão a ser comercializados o caviar e também o próprio esturjão - que, no caso do beluga, pesa cerca de uma tonelada e meia, podendo viver em média cerca de 100 anos -, os dois empresários esperam começar por vender cerca de 200 quilos da iguaria. O objectivo é, quando atingirem os cinco mil peixes em aquacultura, chegar às quatro toneladas: “Dentro de cinco anos, atingiremos essa quantidade, se tudo correr como o esperado”.

EUA, norte da Europa e África serão os principais mercados de destino, mas o mercado nacional não será descurado. “Temos já alguns acordos estabelecidos nesses países e em Portugal também já fizemos contactos, sobretudo, no turismo e restauração”, refere Paulo Pedro. Outro objectivo é entrar no enorme e difícil mercado russo.

Este projecto da Caviar Portugal alberga ainda outro sonho: o de fazer regressar a águas nacionais uma espécie de esturjão há muito desaparecida: o acipenser sturio ou solho. “Terá de passar sempre por uma decisão política, porque é necessário reabilitar os seus habitats naturais (sendo uma espécie de água salgada, o esturjão desova em rios)”, explica Paulo Pedro, acrescentando que já foram estabelecidos contactos com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que mostrou interesse no projecto.

O acipenser sturio nadou em águas nacionais sobretudo no tempo da monarquia e existem vários registos da captura do valioso peixe no rio Tejo, com o selo real. Mas nos anos 80 ainda foi capturado um exemplar no rio Guadiana.

SOL
 

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miguelbud

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #38 em: Abril 05, 2014, 11:54:15 am »
Cientistas portugueses inventam salsichas de peixe com sabor a carne
Investigadores portugueses encontraram uma forma de fazer salsichas de peixe, com sabor a carne, uma alternativa que aproveita sobras e peixe de aquacultura, que tem menos gordura e previne doenças, disse este sábado um dos cientistas.

Rogério Mendes, investigador do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), avançou à agência Lusa que o objetivo era procurar soluções para aproveitar todo o peixe capturado, assim como o desperdício do pescado processado, em filetes ou postas, por exemplo, e dar novas utilizações às espécies produzidas em aquacultura.

«Pegamos num peixe que tem um sabor fraco, neste caso, a pescada, fomos ver o que a salsicha de carne tradicional tinha e fomos retirando componente a componente e substituindo por outros até conseguir um conceito relativamente novo», explicou.

O resultado foi uma salsicha feita com peixe, com sabor, consistência e apresentação semelhante à tradicional, mas com menos gordura e com fibras vegetais, com um prazo de validade para ser consumida entre 40 a 50 dias, porque está pasteurizada e refrigerada, podendo também vir a ser enlatada.

Esta nova alternativa «tem um sabor idêntico àquele da carne porque a salsicha tradicional não sabe a carne de porco, sabe a fumo e é esse fumo que é o segredo», relatou Rogério Mendes.

Quando concluíram que o sabor não é da carne, é do fumo, os investigadores colocaram a hipótese de fazer o mesmo com peixe, conferindo-lhe esta característica, como acontece com as salsichas tradicionais que já não seguem a receita tradicional e deixaram de passar pelo fumeiro.

O investigadores foram eliminando as características que diferem entre as duas matérias primas e compensaram o facto de o peixe ter um tecido mais mole, introduzindo fibras vegetais, para obter a consistência e textura desejadas, mais parecidas com a carne, e com isso conseguiram uma vantagem relacionada com as suas propriedades.

«Essas fibras vegetais têm um papel positivo na prevenção de algumas patologias como o cancro do colon, fazem a regulação da flora intestinal e podem reduzir o colesterol», referiu o cientista.

Por outro lado, «era muito importante que este produto não tivesse a gordura que o outro tem e pensamos utilizar um outro tipo de fibras que mantém na boca a mesma sensação de oleosidade e que são usadas nos iogurtes magros», acrescentou.

A salsicha tradicional tem um teor de gordura superior a 20% e a nova salsicha tem cerca de 0,4%.

Os especialistas do IPMA começaram por trabalhar com pescada, mas já experimentaram outros peixes que se prestam a este tipo de aproveitamento, como alguns de aquacultura, entre os quais dourada, robalo e corvina.

«Têm funcionado sem problemas o que quer dizer que pode justificar não só aproveitar desperdícios, mas também produzir peixe para este fim e diversificar», concluiu Rogério Mendes.

Agora resta esperar que algum empresário, da indústria do pescado ou da carne processada, decida investir nas salsichas de peixe com sabor a carne.
http://www.tvi24.iol.pt/503/tecnologia/ ... -4069.html
 

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #39 em: Abril 14, 2014, 06:05:39 pm »
Cocktails de pesticidas estão a destruir solos nacionais


Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) concluiu que as misturas de pesticidas utilizados na agricultura para combater pragas estão a provocar efeitos colaterais nos organismos que regeneram o ecossistema terrestre, colocando em causa a saúde dos solos.

"Já testámos vários tipos de pesticidas aplicados amplamente em todo o país e na Europa e verificámos que eles produzem efeitos muito mais nefastos do que seria à partida previsível", disse Susana Loureiro, investigadora no Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA.

A coordenadora da equipa dá como exemplo o chamado "remédio dos caracóis" que, além do alvo principal, também acaba por matar outros organismos como bichos-de-conta, minhocas e outros invertebrados benéficos para o solo.

Sem estes organismos e sem o papel crucial que desempenham na decomposição da matéria orgânica e na redistribuição dos nutrientes, os solos agrícolas não conseguem manter-se saudáveis, refere a bióloga.

A equipa, que estuda há vários anos o efeito dos químicos usados na agricultura, tem igualmente verificado que há vários compostos químicos que induzem efeitos que se prolongam ao longo de várias gerações desses organismos, podendo dar origem ao colapso de populações.

Os investigadores apontam o dedo a uma legislação que apenas regula a utilização individual de cada químico ignorando a mistura de pesticidas, uma prática que dizem ser normal no sector agrícola e que potencia o efeito tóxico dos compostos utilizados.

"Nos solos agrícolas há décadas que se utilizam cocktails químicos perigosos e imprevisíveis sobre os quais a legislação em vigor em Portugal e na Europa nada diz", afirma Susana Loureiro.

A investigadora defende a criação urgente de um plano de monitorização ambiental para manter a qualidade dos solos e dos serviços que esses solos proporcionam quer na Europa quer em Portugal.

Lusa
 

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« Responder #40 em: Abril 16, 2014, 06:30:39 pm »
Portugal exporta quase 40% da produção de frutas e legumes


Quatro em cada dez frutas, legumes e flores produzidos em território nacional são exportados, foi hoje divulgado, em simultâneo com o anúncio de que Portugal será, em 2015, parceiro oficial da maior feira mundial do sector. Os dados são da associação Portugal Fresh, que hoje organizou uma acção de promoção no Largo Camões, em Lisboa, com bancas de frutas e legumes portugueses ao dispor de quem passava, para anunciar a parceria com a Fruit Logistica, que vai decorrer entre 4 e 6 de Fevereiro de 2015, em Berlim.

O presidente da Portugal Fresh, Manuel Évora, sublinhou que o sector exporta 38% da produção e factura cerca de 2,6 mil milhões de euros, destacando que este foi "um dia histórico para a agricultura portuguesa", porque Portugal vai estar em destaque num certame que ocupa 17 campos de futebol e recebe 65 mil visitantes de 141 países.

A ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas, assinalou que o facto de Portugal conseguir ser parceiro da feira alemã no seu quinto ano de participação dará "oportunidade" para reforçar as acções de promoção e divulgação dos produtos nacionais e continuar a impulsionar o crescimento do sector.

Segundo a Portugal Fresh, as exportações de frutas e legumes cresceram 26% nos últimos três anos.

Assunção Cristas sublinhou que as frutas e legumes nacionais têm "margem de progressão" no mercado alemão, onde facturam cerca de 18 milhões de euros, mas acrescentou que o objectivo é diversificar os destinos.

"Estar em Berlim não é apenas olhar para o mercado alemão “ou europeu, afirmou, acrescentando que as exportações para o Brasil, por exemplo, atingem já os 40 milhões de euros anuais.

África do Sul, América Latina e Ásia são algumas das regiões onde os produtores concentram as atenções, apontou.

A ministra avançou que está em curso um processo de acreditação "para abrir o mercado do Japão às cerejas".

Assunção Cristas não quis comentar a possibilidade de haver novas taxas sobre os alimentos, depois de a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter sugerido, na terça-feira, tributação adicional sobre "produtos que têm efeitos nocivos para a saúde".

Lusa
 

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #41 em: Abril 21, 2014, 06:40:20 pm »
Agricultura "ganha muito" se associada à agro-indústria diz Assunção Cristas


A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, disse hoje, em Pombal, que "a agricultura nacional ganha muito se se puder associar à agro-indústria", considerando que tem as condições para ser um sector "sustentado para o futuro da economia". "Na minha perspectiva, a agricultura nacional ganha muito se se puder associar à agro-indústria. A agro-indústria é um motor muito relevante para nós aumentarmos a nossa produção e criarmos valor acrescentado", afirmou aos jornalistas Assunção Cristas, que hoje inaugurou a nova unidade de produção de sumo concentrado de uva da empresa Indumape.

A governante salientou ser "importante" a existência de "alianças estáveis, construtivas e mutuamente beneficiadoras, quer para a produção primária, quer para a indústria".

"Para isso precisamos que uns e outros tenham uma atitude construtiva, colaborativa e, também, de repartição na justa medida daquilo que são os ganhos e o valor com que cada um contribui", declarou.

Segundo Assunção Cristas, "as relações comerciais são, por vezes, menos fáceis", acreditando, contudo, ser possível "ter relações comerciais estáveis entre produção primária e indústria".

Questionada sobre se trata de um sector sustentável para o futuro da economia ou se o sucesso da agro-indústria é um fenómeno temporário, Assunção Cristas respondeu: "Eu penso que tem todas as condições para ser um trabalho duradouro e prolongado no tempo, seja em virtude das necessidades do mercado interno, seja em virtude das necessidades do mercado internacional".

"Eu volto a dizer que quando falamos de alimentação estamos a falar de um dos dois ou três grandes assuntos que ocupam a Humanidade e que vão continuar a ocupar nos próximos anos", observou, referindo: "Temos neste momento sete mil milhões de habitantes no mundo, vamos ter nove mil milhões em 2050, quer dizer que precisamos de produzir mais de forma sustentável".

Para Assunção Cristas, trata-se de um "sector com possibilidades de médio e longo prazos".

A Indumape, que se anuncia como o maior transformador de fruta portuguesa, com recolha a nível nacional, iniciou a actividade produtiva em 2007.

Com uma média de 20 trabalhadores -- que pode chegar até 30 no pico da campanha -, a unidade atingiu em 2013 um volume de negócios de cerca de 5,7 milhões de euros, destinando ao mercado externo mais de 70% da produção.

A nova unidade de produção de sumo concentrado de uva, que completa a actual gama de produções de sumos concentrados de maçã e de pêra, custou 1,3 milhões de euros e criou "três novos postos de trabalho", mas "o investimento também permite utilizar melhor o pessoal existente nas épocas de menor produção dos nossos produtos actuais".

Na inauguração, o presidente do conselho de administração da Indumape, Carlos Botelho, realçou a "forte inclinação" da empresa para a exportação, mas também a "parceria" com a fruticultura nacional.

A este propósito referiu que a empresa é o "mais importante operador/comprador da designada 'fruta da indústria', aquela que pelo seu calibre ou grau de maturação não deve ser comercializada no mercado de consumo".

"Assim, ajudamos o sector primário em duas vertentes fundamentais, por um lado recolhendo os excedentes não vendáveis e, por outro, pagando estas produções ao melhor preço", referiu Carlos Botelho.

Lusa
 

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #42 em: Maio 14, 2014, 09:38:00 pm »
Setor agrícola nacional está vivo, dinâmico e a crescer diz Assunção Cristas


O contrato celebrado entre a empresa Italagro e a McDonald's, para o fornecimento de mil toneladas de ketchup, prova que o setor agrícola nacional está vivo, dinâmico e a crescer, afirmou hoje a ministra da Agricultura.

A parceria, hoje formalizada nas instalações da Italagro - fábrica que pertence grupo HIT (Holding da Indústria Transformadora do Tomate) - sediada em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, prevê abastecer a totalidade de Ketchup usado nos restaurantes da multinacional em Portugal durante este ano, num negócio de cerca de um milhão de euros.

"Temos um setor [agrícola] vivo, dinâmico, a crescer, e a procurar novas formas de se mostrar e de se afirmar. E aqui, o que vemos é uma boa relação entre a produção, no caso de tomate, entre a agroindústria, e agora com a restauração, com a McDonald's, onde todos os pacotinhos de Ketchup serão portugueses, com tomate das nossas terras e dos nossos agricultores", disse a ministra. Assunção Cristas frisou ainda, em declarações à agência Lusa após visitar uma plantação de tomate e uma linha de produção da Italagro, que esta parceria "é um sinal muito positivo".

A ministra defendeu que é preciso criar alianças fortes entre a agricultura e a agroindústria, e destacou a parceira da Italagro e da McDonald's para a área da restauração.
A governante elogiou a postura da multinacional que tem vindo a apostar em produtos nacionais, dando como exemplo as cebolas que saem do Alqueva para toda a Europa, ou a carne de porco ou de vaca que é utilizada nos restaurantes nacionais da empresa.

"Neste momento o Ketchup será para todos os restaurantes portugueses, mas, a prazo, até pode ser para todos os restaurantes europeus ou quem sabe do mundo, porque é possível depois encetarmos essa exportação", referiu Assunção Cristas.

O diretor-geral da McDonald's Portugal salientou que o contrato representa uma janela aberta para novos negócios.
"A McDonald's quando certifica um fornecedor para trabalhar num determinado mercado, este fica imediatamente qualificado para poder trabalhar noutros mercados. Portanto, existe aqui a possibilidade, e nós vamos trabalhar para que isso aconteça, desta empresa nacional, que nos vai fornecer o Ketchup, a Italagro, de poder fornecer outros mercados num futuro próximo", assumiu Mário Barbosa. O responsável acrescenta que a empresa é atualmente abastecida por 30 fornecedores portugueses, o que representa 35% do total dos fornecedores. O objetivo nos próximos anos, segundo Mário Barbosa, é que esse valor chegue aos 50%.

O presidente da HIT destacou o facto de esta parceria, além do encaixe financeiro e da criação de postos de trabalho, vir a permitir a expansão da Italagro.
"Isto abre-nos a porta para começarmos a expandir a empresa e a fornecer outros países a partir de Portugal. Portanto é um potencial grande", afirmou Martin Stilwell.
O contrato hoje celebrado implica a compra de 4.500 toneladas de tomate fresco, proveniente de 240 produtores nacionais e a criação de 24 postos de trabalho diretos e indiretos para esta linha de produção específica. O grupo HIT fornece Ketchup à Mcdonald"s Portugal desde março deste ano.

Este grupo tem duas fábricas de transformação de tomate em Portugal, onde processa mais de 300 mil toneladas de tomate por ano, e exporta quase toda a produção para a Europa e para o Médio e Extremo Oriente.

Lusa
 

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #43 em: Junho 06, 2014, 11:32:59 pm »
Super Bock faz cerveja para muçulmanos




Depois de ter conquistado a Arábia Saudita, com a Super Bock sem álcool, a Unicer quer alargar a presença no Médio Oriente.

A cervejeira portuguesa iniciou as exportações para este mercado em Agosto do ano passado. E as expectativas não podiam ser mais optimistas. Além de esperar fechar 2014 com vendas acima de dois milhões de litros, «a ambição é chegar a 10 milhões dentro de três a cinco anos», adiantou ao SOL Rui Freire, administrador de marketing e comunicação do grupo.

«A Arábia Saudita é um mercado onde temos uma vantagem competitiva. É um país onde não se pode beber álcool, mas a cerveja sem álcool tem o mesmo fascínio. É sinónimo de convivialidade, da mesma forma que a cerveja regular é cá», acrescentou.

A cerveja sem álcool clássica vale 25% do total desse mercado - representa 200 milhões de litros. E uma das características dos consumidores árabes é a forte apetência por sabores doces. Neste campo, a Super Bock Sem Álcool 0,0% com sabor a romã é a estrela da empresa.

O segmento das bebidas com sabor a morango vale 15% do mercado da Arábia Saudita e a Unicer desenvolveu um produto específico para este país, com sabor a morango e tâmara, a ser lançado para Julho. Irá ser acrescentado ao portfólio da Super Bock sem álcool 0,0% romã, maçã, limão e regular.

Além da Arábia Saudita, que foi definida como projecto piloto, há planos a médio prazo para expandir a presença a outros países do Médio Oriente. «Há alargamentos óbvios, como os Emirados Árabes Unidos».

O objectivo do grupo do norte é duplicar o valor da facturação de 500 milhões de euros para mil milhões nos próximos dez anos. E o reforço da internacionalização é um dos passos para atingir este objectivo.

Para tal, o grupo estabeleceu seis pontos estratégicos. Além do Médio Oriente, «o mercado interno e Angola, que continuam a ser os principais motores de crescimento, fazem naturalmente parte da estratégia».

O Brasil, onde a empresa começou a produzir localmente no final do ano, é outro foco. «Queremos encontrar o nosso espaço neste mercado e vender 10 ou 12 milhões de litros dentro de três a cinco anos», detalhou o administrador.

A Unicer também quer reforçar a presença no Reino Unido, através de novas parcerias locais, bem como no resto da Europa. A aposta passa por «sair do mercado étnico que hoje representa a maior parte das nossas vendas - temos uma quota de 60% nas cervejas portuguesas. Temos um plano de expansão para tornar a marca Super Bock relevante para o consumidor local, no qual o turismo tem um papel de destaque. O facto de Portugal estar a ser um destino importante para os europeus ajuda-nos a fazer a ponte».

Moçambique, a par de todo o continente africano, também está nos planos. E a Unicer não exclui a hipótese de avançar com produção local no país. «Queremos ganhar uma escala suficiente que nos faça pensar em investir industrialmente neste mercado», adiantou Rui Freire, sublinhando que, para já, o plano é de exportação.

Para conseguir duplicar as exportações, a Unicer vai investir 170 milhões de euros em Leça do Balio, sede do grupo. Além da optimização da unidade de produção, que aumentou a capacidade para 450 milhões de litros, está a ser construído um armazém logístico automatizado, com tecnologia da Efacec.

SOL
 

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Re: Sector Agro-Alimentar
« Responder #44 em: Agosto 25, 2014, 01:17:05 am »
Agricultura foi dos sectores que mais ajudou a combater a crise


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, elogiou hoje, em Penafiel, o sector agrícola português considerando ter sido dos que mais ajudou a vencer a crise que afectou o país nos últimos anos.

"Espero que a minha visita, depois desta crise grave por que passámos, mostre que este sector foi muito importante para nos ajudar a vencer a crise", declarou Pedro Passos Coelho, quando visitava a Feira Agrícola do Vale do Sousa (Agrival).

Em declarações aos jornalistas, o chefe do Governo sublinhou que, actualmente, o sector agrícola é "fortemente exportador e criador de riqueza", prevendo que, no futuro, "pode ter um maior crescimento".

Pedro Passos Coelho, acompanhado do presidente da câmara, Antonino Sousa, percorreu hoje o certame no qual participam cerca de 350 expositores.

Para o primeiro-ministro, "o dinamismo grande" da Agrival "é bem uma prova de que o país tem na agricultura um parceiro importante de crescimento".

"É um sector que traz melhor rendimento e que atrai mais jovens para a agricultura, muitos mais qualificados do que antigamente", assinalou.

A propósito, Passos sublinhou a importância do sector na balança alimentar do país e nas exportações, contribuindo para "gerar emprego e rendimento".

"Muitos daqueles que acreditavam que este era um sector em remissão tiveram oportunidade de constatar que, nestes três anos, apesar da crise que nós vivemos, todo o sector agrícola foi daqueles que registou um desenvolvimento mais dinâmico e um desenvolvimento social mais notado, com criação de postos de trabalho e valor acrescentado", acrescentou.

O primeiro-ministro exortou "todos os agricultores" a aproveitarem o novo ciclo de financiamento europeu, utilizando, "pelo menos tão bem como até aqui", os recursos disponíveis".

Se fizerem os investimentos necessários, concluiu o chefe do Governo, poderão ajudar o país a crescer e exportar mais.

Na visita ao certame, o chefe do Governo falou com vários expositores, deixando a mensagem de que a recuperação económica do país trará mais oportunidades para as empresas.

Até ao final da 35ª edição da Agrival, no dia 31 de Agosto, são esperados mais de 140.000 visitantes.

Lusa
 

 

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