Ainda a organização

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Re: Ainda a organização
« Responder #60 em: Janeiro 12, 2012, 06:28:29 pm »
Caros:

Depois de ler alguns dos posts, entendi pertinente contribuir com as capacidades e limitações que a doutrina portuguesa prevê para os Agrupamentos Mecanizados:


CAPACIDADES

Os Bat/Agr aplicam o seu potencial de combate para:
   
- Conduzir operações ofensivas e defensivas em todo o tipo de conflito, em todo o tipo de terreno e sob todas as condições meteorológicas.

- Conquistar e manter a posse de terreno importante e pontos sensíveis ou impedir a sua utilização por parte do inimigo.

- Destruir, neutralizar, suprimir, fixar e canalizar forças inimigas.

- Reconhecer, negar, ultrapassar, limpar e isolar terreno ou inimigo.

- Explorar o sucesso e perseguição do inimigo derrotado como parte de uma grande formação.

- Participar em operações aeromóveis e anfíbias.

- Conduzir operações integrando subunidades ligeiras, pesadas ou especiais.

- Conduzir operações de combate continuado até 72 horas.

- Conduzir operações de vigilância e guarda em proveito de unidades amigas.

- Conduzir operações de estabilização e apoio e outras operações de resposta a crises (CRO).

- Participar em operações de combate ao terrorismo e de contra-insurreição.

A organização da força aumenta as capacidades dos Agrupamentos. O Cmdt da Brigada organiza os Bat/Agr cruzando CAtMec com ECC. Este cruzamento é executado, por norma, ao nível de Batalhão porque os Batalhões têm a capacidade de comando, controlo, e de apoio para empregar formações de armas combinadas. O Cmdt da Brigada determina a composição e articulação dos Bat/Agr. Do mesmo modo, o Cmdt do Bat/Agr cruza PelAtMec com PelCC para cumprir missões específicas.

LIMITAÇÕES

Os Bat/Agr têm as seguintes limitações:
   
- Exigências de elevado valor estratégico reduzem a velocidade e o desenvolvimento de forças mecanizadas a partir dos Postos de Comando.

- A grande quantidade de viaturas limita a manobra e o poder de fogo dos Bat/Agr, particularmente em áreas urbanas, selvas densas e florestas, terreno íngreme e áspero e cursos de água.
 
- O consumo dos artigos é elevado, especialmente das classes III, V e IX.


Cumprimentos,

Lemos
 

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JPMM

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Re: Ainda a organização
« Responder #61 em: Janeiro 12, 2012, 08:56:34 pm »
RC-80-5 (1991)
Operações em Áreas Edificadas

A) Operações Ofensivas

Características:
- O combate é travado próximo, quase à queima-roupa, por Infantaria apeada apoiada por Carros de Combate;
- Os campos de tiro são limitados;
- A Observação é limitada;
- Os movimentos de viaturas são limitados;
- O Combate evolui lentamente;
- O Comando e o Controle são difíceis de exercer;
- O consumo de munições é muito elevado;
- As baixas são muito pesadas.

Fases:
- 1ªFase, as forças que defendem a área edificada são cercadas, e o terreno que a circula é ocupado ou controlado;
- 2ªFase, procede-se à conquista de uma base firme no dispositivo de defesa, procurando a rotura da sua coesão e a criação de uma bolsa. Este ataque é de preferência, dirigido contra o flanco ou retaguarda da defesa;
- 3ªFase, realiza-se a redução sistemática da área edificada.

A Brigada articula-se em uma Força de Assalto e uma de Envolvimento.
Tarefas da Força de Assalto:
- Conquistar a área edificada;
- Efectuar a sua limpeza;
- Efectuar a junção com a força de envolvimento.

Tarefas da Força de Envolvimento:
- Impedir a fuga ou o reforço do IN;
- Apoiar pelo fogo a Força de Assalto;
- Proteger a Força de Assalto de contra-ataques inimigos dirigidos do exterior.

Execução:
1ªFase – A força atacante garante o isolamento da área edificada, conquistando os incidentes de terreno que dominam os eixos de aproximação que a ela conduzem, assim como todos os edifícios ou posições exteriores à área urbanizada, donde possa apoiar o lançamento da Força de Assalto.
2ªFase – A força de ataque, organizada em destacamentos de assalto, constituídos por Pelotões de Atiradores reforçados com Carros de Combate e Sapadores, avança sobre a orla da área edificada e apodera-se de uma base. Os Carros vão á frente, e a Infantaria progride numa frente estreita perto deles. Estas unidades são apoiadas por Morteiros e Artilharia, que pode usar tiro directo. Podem ser usados fumos para encobrir o ataque. A Engenharia levanta as minas, limpa as barricadas e destrói os obstáculos (devem dispor de lança-chamas).
3ªFase – É uma acção de limpeza. Tem que se limpar a área casa a casa, quarteirão a quarteirão, para o qual se divide a área em zonas de acção de Batalhão. Geralmente uma Companhia limpa um ou dois quarteirões, e um Batalhão limpa três a seis. Devem-se sempre manter reservas, para contrariar qualquer reacção inimiga e para substituir rapidamente uma unidade de limpeza que tenha sido exterminada. Os objectivos para as companhias não devem ser maiores que um a dois quarteirões de distancia.
 :G-bigun:
 

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JPMM

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Re: Ainda a organização
« Responder #62 em: Janeiro 12, 2012, 09:15:24 pm »
RC-80-5 (1991)
Operações em Áreas Edificadas

A) Operações Defensivas

Frentes a atribuir a Companhias, 300 a 1000m, estas não devem defender ombro a ombro, devem existir espaços entre as unidades cobertos só por patrulhas e sensores, as forças devem se poder deslocar rapidamente de um local para o outro para contrariarem o IN.

Bases da Defesa:
- Instalação de posições defensivas, em apoio mútuo, no perímetro da área edificada, as quais serão abandonadas logo que deixem de ter capacidade de influenciar o combate;
- Instalação de pontos fortes, em profundidade e em apoio mútuo, dispondo de reservas locais;
- Uma reserva móvel localizada num ponto central;
- O terreno circundante deve ser integrado na defesa para evitar que a área seja cercada;
- A orla da defesa deve estar nos últimos edifícios, de forma a não deixar nenhum deles à disponibilidade do IN;
- Os edifícios mais resistentes devem ser considerados Pontos Fortes, e preparados para resistirem depois de ultrapassados;
- As áreas edificadas, são sempre bons locais para instalar as AApSvc (Áreas de Apoio e Serviços).
 :G-bigun:
 

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JPMM

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Re: Ainda a organização
« Responder #63 em: Janeiro 12, 2012, 09:27:58 pm »
RC-80-5 (1991)
Operações de transposição de cursos de água

É considerada uma operação ofensiva, e como tal é rápida e envolve um assalto à margem oposta. Os sectores são de 2 a 3km de largura em cada margem.

Os procedimentos são os normais para operações ofensivas.

As áreas na margem de cá que as forças ocupam são 4 a 5 km2 para um Batalhão, e 20 a 25km2 para uma Brigada.

Meios do Escalão de Assalto:
- Barcos pneumáticos de assalto;
- Barcos a remos ou a motor;
- Veículos anfíbios;
- Passadiços;
- Helicópteros.

Quem controla as operações no terreno é a Polícia de Exército em conjugação com a Engenharia.

Geralmente para a Brigada existem no mínimo 2 LTN (Local de Trem de Navegação) e um LP (Local de Ponte) da classe 60. Cada Batalhão em 1ºEscalão tem 1 LTN.

As Forças Mecanizadas assaltam directamente nas VBTP se isso for possível, senão usam barcos como a Infantaria Apeada.
 :G-bigun:
 

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Re: Ainda a organização
« Responder #64 em: Janeiro 12, 2012, 09:50:37 pm »
Viva!

Coloquei aqui estes últimos posts, para lembrar os colegas do fórum de que as novas HBCT (Heavy Brigade Combat Team) do US Army, têm um Batalhão de Engenharia em vez de uma Companhia. Foi mais um resultado da experiencia de combate no Iraque, em que nestes dois tipos de operações a Engenharia pode e terá certamente um papel cada vez mais importante. A Engenharia é muito solicitada no apoio a Forças Mecanizadas/Pesadas em operações em áreas edificadas. Serão uma mais valia. Actualmente o nosso Exército dispõe de algumas unidades chamadas FAG (Forças de Apoio Geral), eu sou da opinião de que algumas dessas forças deveriam ser utilizadas em proveito da BrigMec e BrigInt, estando directamente sob o seu comando e treinando nas Brigadas. Estou a falar mais concretamente do Batalhão de Engenharia, que tem o comando e as 1ª e 3ª Companhia de Engenharia de Apoio Geral no RE1 e que tem a 2ª Companhia de Engenharia de Apoio Geral no RE3. A sua dissolução, tal como as Companhias de Pontes e NBQ, e criação de um Batalhão de Engenharia para cada uma das BrigMec e BrigInt são uma ideia. Cada um poderia ter 2 Companhias de Engenharia de Apoio Geral, uma Companhia de Pontes e um Pelotão NBQ. Claro que fecharíamos o RE1 e poupávamos mais uma CCS para termos mais homens onde são necessários.
 :G-bigun:
 

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Duarte

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Re: Ainda a organização
« Responder #65 em: Janeiro 13, 2012, 12:41:24 am »
Excelente ideia! Todas as forças de apoio geral deveriam pertencer às brigadas. Elas existem em proveito delas, por esta razão integrá-las nas brigadas faz muito sentido.
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«Os chamados partidos políticos, por definição e exigências da sua vida própria, não representam nem podem servir a unidade nacional» Salazar
 

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quimbolas

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Re: Ainda a organização
« Responder #66 em: Janeiro 13, 2012, 11:20:45 pm »
Citação de: "JPMM"
Viva!

Coloquei aqui estes últimos posts, para lembrar os colegas do fórum de que as novas HBCT (Heavy Brigade Combat Team) do US Army, têm um Batalhão de Engenharia em vez de uma Companhia. Foi mais um resultado da experiencia de combate no Iraque, em que nestes dois tipos de operações a Engenharia pode e terá certamente um papel cada vez mais importante. A Engenharia é muito solicitada no apoio a Forças Mecanizadas/Pesadas em operações em áreas edificadas. Serão uma mais valia. Actualmente o nosso Exército dispõe de algumas unidades chamadas FAG (Forças de Apoio Geral), eu sou da opinião de que algumas dessas forças deveriam ser utilizadas em proveito da BrigMec e BrigInt, estando directamente sob o seu comando e treinando nas Brigadas. Estou a falar mais concretamente do Batalhão de Engenharia, que tem o comando e as 1ª e 3ª Companhia de Engenharia de Apoio Geral no RE1 e que tem a 2ª Companhia de Engenharia de Apoio Geral no RE3. A sua dissolução, tal como as Companhias de Pontes e NBQ, e criação de um Batalhão de Engenharia para cada uma das BrigMec e BrigInt são uma ideia. Cada um poderia ter 2 Companhias de Engenharia de Apoio Geral, uma Companhia de Pontes e um Pelotão NBQ. Claro que fecharíamos o RE1 e poupávamos mais uma CCS para termos mais homens onde são necessários.
 :G-bigun:

Se não me engano o comando desse batalhão de engenharia e respectiva CCS estão no RE3.
 

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JPMM

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Re: Ainda a organização
« Responder #67 em: Janeiro 14, 2012, 11:43:09 am »
Tens razão, o comando do BEng é no RE3.

As unidades de Engenharia das FAG são:

BEng (Batalhão de Engenharia)
Com e EM (Comando e Estado-maior) /RE3 (Regimento de Engenharia), Espinho
1ªCEngAG (Companhia de Engenharia de Apoio Geral) /RE1 (Regimento de Engenharia), Lisboa
2ªCEngAG (Companhia de Engenharia de Apoio Geral) /RE3 (Regimento de Engenharia), Espinho
3ªCEngAG (Companhia de Engenharia de Apoio Geral) / RE1 (Regimento de Engenharia), Lisboa
CPon (Companhia de Pontes) /EPE (Escola Prática de Engenharia), Tancos
CDefNBQ (Companhia de Defesa NBQ) /EPE (Escola Prática de Engenharia), Tancos
CGerCIMIC (Companhia Geral CIMIC) /RE1 (Regimento de Engenharia), Lisboa
GrEqEOD (Grupo de Equipas de EOD) /EPE (Escola Prática de Engenharia), Tancos
 :G-beer2:
 

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Re: Ainda a organização
« Responder #68 em: Janeiro 14, 2012, 11:55:00 am »
Camarada Duarte, nem todas as FAG são em apoio ás Brigadas, algumas têm âmbito nacional, e outras são tão dispendiosas de equipar, que só poderemos ter uma unidade com essa função. Assim a nossa doutrina é atribuir essa unidade em apoio de uma das Brigadas que tenha que ser empregue numa missão. Para já o exemplo é a Companhia CIMIC ou o Batalhão ISTAR. :)
 

Re: Ainda a organização
« Responder #69 em: Janeiro 14, 2012, 12:21:13 pm »
A acrescentar que tanto a companhia CIMIC como o batalhão ISTAR servem para apoiar escalões superiores a brigada pelo que em princípio, uma brigada recebe um pelotão e/ou um centro CIMIC e as capacidades ISTAR ao escalão batalhão podem servir uma Divisão ou Corpo. Como as forças são modulares podem-se escolher as capacidades "a la carte".

Cumprimentos
 

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JPMM

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Re: Ainda a organização
« Responder #70 em: Janeiro 14, 2012, 08:30:41 pm »
Confirmo o AN/PPS-5B MSTAR na BrigMec, está uma fotografia no site do Exército, página da BrigMec, seleccionam ACTIVIDADES na esquerda e na parte 7.Outras Actividades lá está ele. :wink:
 

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JPMM

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Re: Ainda a organização
« Responder #71 em: Janeiro 14, 2012, 09:33:24 pm »
Parece que o Duarte acertou, os GAC da BrigRR e BrigInt parece que estão a operar com apenas 2x BBF de 8 peças cada, quanto a BrigMec ainda não sei! :(
 

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JPMM

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Re: Ainda a organização
« Responder #72 em: Janeiro 14, 2012, 09:49:20 pm »
No GAM do RC6 só está activado o 1ºEAM com 9 V150 e o ERec só tem 2 PelRec activados com 2 V150 cada, total 13 V150, os outros 2 estão 1 no CLog (deve estar no RMan) e outro no CID (deve estar na EPC)
 

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tsahal

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Re: Ainda a organização
« Responder #73 em: Janeiro 14, 2012, 10:42:25 pm »
JPMM, queres dizer que cada GAC tem duas BBFs (total 4), cada uma com o 8 peças ou cada GAC tem uma BBF que perfaz no total 16 peças?

A BrigMec deve ter duas BBFs visto que existem 18 M109A5s. Acredito que possa haver um ou dois M109A5s na EPA para instrução mas não me parece muito sensato caso sim.
 

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JPMM

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Re: Ainda a organização
« Responder #74 em: Janeiro 14, 2012, 10:57:48 pm »
Informação actualizada:

GAC / BrigMec = 3 BBF de 6 M109A5 cada

GAC / BrigRR = 2 BBF de 8 M119 cada

GAC /BrigInt = 2 BBF, uma no RA5 e outra na EPA de 6 M114A1 cada, tem mais 6 M114A1 em Santa Margarida para efeitos de instrução.
 :wink:
 

 

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