O Fim da atual Europa e os velhos demonios....

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #15 em: Janeiro 26, 2013, 08:45:30 pm »
Schulz diz que Cameron pode abrir uma "caixa de Pandora"


O presidente do Parlamento Europeu (PE), Martin Schulz, disse hoje que a promessa do líder britânico, David Cameron, de referendar a permanência do país na União Europeia, caso seja reeleito em 2015, pode ser uma "caixa de Pandora".

"Cameron corre o risco de ter aberto uma caixa de Pandora, o que é perigoso" porque os resultados são incontroláveis, disse, em conferência de imprensa, Martin Schulz.

"Partilho a sua insatisfação com a União Europeia, onde há um défice de transparência, que precisa de ser modernizada e temos que levar essa questão muito a sério", disse o presidente do PE, questionando o facto de as reuniões do Conselho Europeu serem, ao contrário das da Eurocâmara, à porta fechada.

Mas este é único ponto em comum entre Schulz e o primeiro-ministro britânico, uma vez que "a direção em que este vai, com os seus argumentos, não tem muito que ver com a UE", disse.

O eurodeputado socialista alemão sublinhou ainda que o facto de Cameron dizer que convoca um referendo se for reeleito "mostra que está mais preocupado com a política interna".

Há 40 anos que a UE negocia políticas, lembrou, "e nenhum país beneficia de tantas exceções como o Reino Unido".

David Cameron comprometeu-se na quarta-feira, sob pressão dos eurocéticos, a organizar até final de 2017 um referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE, suscitando a preocupação dos parceiros europeus.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #16 em: Março 11, 2013, 08:57:10 am »
«Os demónios de uma guerra europeia estão apenas a dormir» diz Juncker


O primeiro-ministro do Luxemburgo e ex-chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Junker, acredita que a crise europeia pode resultar numa futura guerra, segundo a revista alemã Der Spiegel. «Quem acredita que a eterna questão da guerra e paz na Europa não pode voltar a ocorrer está completamente errado. Os demónios não desapareceram, estão apenas a dormir, como foi demonstrado pela guerra na Bósnia e no Kosovo», disse, comentando os efeitos da crise sobre a sociedade.

«A maneira como alguns da política alemã se têm referido à Grécia, um país severamente atingidos pela crise, deixou feridas profundas na sociedade helénica. Da mesma forma, assustou-me ver manifestantes em Atenas dar as boas-vindas à chanceler alemã, Angela Merkel, envergando uniformes nazis. De repente ressurgem ressentimentos que se pensava terem ficado completamente para trás. Também a campanha eleitoral italiana foi excessivamente anti-alemã e anti-europeia», disse na entrevista à revista.

Juncker lembrou novamente a importância de estarem todos juntos: «É a única oportunidade de não ficarmos de fora do mundo. Os chefes de governo da França, Alemanha e Grã-Bretanha estão conscientes de que a sua voz apenas é ouvida internacionalmente porque é transmitido através do megafone da União Europeia», frisou.

Olhando para as recentes eleições italianas, o ex-chefe do Eurogrupo considera que o resultado não pode ser interpretado principalmente como um voto contra o euro e as reformas políticas europeias.

«Beppe Grillo é principalmente um crítico da classe política do seu país. Silvio Berlusconi prometeu baixar os impostos aos cidadãos. O partido que se posicionou em Itália fortemente contra o euro foi a Liga do Norte, que perdeu muitos votos», disse.

Reiterou ainda que não há outro caminho a não ser uma sólida política orçamental, por mais impopular que possa ser.
«Não se pode fazer uma má política só pelo medo de não ser reeleito novamente. Quem governa deve assumir a responsabilidade pelo seu país e pela Europa», acrescentou.

Lusa
 

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P44

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #17 em: Março 11, 2013, 12:01:38 pm »
ah pois é...
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Luso

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #18 em: Março 13, 2013, 09:23:09 am »
Citar
O primeiro-ministro do Luxemburgo e ex-chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Junker, acredita que a crise europeia pode resultar numa futura guerra, segundo a revista alemã Der Spiegel. «Quem acredita que a eterna questão da guerra e paz na Europa não pode voltar a ocorrer está completamente errado. Os demónios não desapareceram, estão apenas a dormir, como foi demonstrado pela guerra na Bósnia e no Kosovo», disse, comentando os efeitos da crise sobre a sociedade.

Uma guerra?
Os alemães de hoje vão invandir a Grécia por causa da dívida?
A França vai atacar a Alemanha?

O Beppe representa um populismo perigoso?
Ou o Berlu? :mrgreen:

Não faz o mínimo sentido.

O que posso contemplar são acções de "polícia" para colocar na ordem as satrapias que estão fartas do dirigismo e sovietização de Bruxelas. Isso sim.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #19 em: Março 26, 2013, 02:10:32 pm »
Schauble acusa europeus de "inveja"


O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, disse hoje à noite que as críticas feitas à Alemanha se devem "à inveja" dos outros países, durante uma entrevista televisiva, citada pela agência AFP. “Sempre foi assim. É como numa turma [na escola], quando temos os melhores resultados, os que têm um pouco mais de dificuldades são um pouco invejosos”, afirmou o ministro, na cadeia de televisão pública ZDF, em resposta a uma questão sobre as críticas que se multiplicam contra a Alemanha, em particular na Europa do Sul.

Contestou porém que os alemães sejam "os maus" da Europa, como sugeria o jornalista que o entrevistava.

“Não é nada disso. Os outros países sabem muito bem que assumimos as nossas responsabilidades”, respondeu, lembrando a implicação dos contribuintes alemães nos diferentes planos de resgate dos países europeus em dificuldade.

Esta solidariedade “é no nosso próprio interesse. Nós beneficiamos com a Europa, com as suas possibilidades de mercados [comerciais], com o seu grande mercado”, disse.

Schauble acrescentou, porém, que “cada um tem de respeitar os seus compromissos”, insistindo: “Cada um tem de pôr os seus orçamentos em ordem. Cada um tem de ser economicamente competitivo. E o que assume os riscos maiores tem também de suportar os custos”.

Sobre Chipre, disse que os cipriotas “estão numa situação difícil” e que “vão viver um período difícil, considerando-o “inevitável”.

A Alemanha, considerada a potência que determina as políticas de austeridade na Europa, tem sido tomada por alvo, com alusões ao seu passado nazi, mas recentes manifestações em Chipre, como antes na Grécia, Itália, Espanha e Portugal.

A chanceler Angela Merkel tem mesmo sido objecto de caricaturas que a comparam a Adolf Hitler.

Lusa
 

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Miguel

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #20 em: Março 27, 2013, 09:56:53 pm »
A atual UE ou Europa acabou!

Depois do caso do Chipre, ouvi que agora os Alemaes querem enforcar o Luxemburgo, Malta e Liechenstein.

Hoje rebentou uma bomba em Atenas.

Schauble e Merkel ficarao na historia, por terem acabado com o projeto Europeu no ano, que o premio nobel da paz foi para a UE :mrgreen:
 

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Edu

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #21 em: Março 27, 2013, 10:26:48 pm »
Concordo totalmente consigo, a Alemanha (e França também) é a culpada do fim do projecto europeu. Mas não pelas politicas de austeridade, como muitos afirmam, mas sim pela ambição excessiva em ter cada vez uma industria com lucros maiores e vender para todo o lado, esquecendo-se que à custa disso estava a minar todos os outros países da Europa.

Mais uma vez a Alemanha a destruir a Europa....
 

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HSMW

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #22 em: Março 28, 2013, 05:34:55 pm »
Citação de: "Edu"
Concordo totalmente consigo, a Alemanha (e França também) é a culpada do fim do projecto europeu. Mas não pelas politicas de austeridade, como muitos afirmam, mas sim pela ambição excessiva em ter cada vez uma industria com lucros maiores e vender para todo o lado, esquecendo-se que à custa disso estava a minar todos os outros países da Europa.

Mais uma vez a Alemanha a destruir a Europa....

x2!  :G-beer2:
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #23 em: Março 28, 2013, 05:40:50 pm »
Schäuble quer despertar "fantasmas da guerra"


O presidente do Conselho Económico e Social (CES), José Silva Peneda, escreveu uma carta aberta ao ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, na qual acusa o governante de parecer querer despertar "fantasmas de guerra" europeus.

A carta de Silva Peneda, publicada hoje no jornal Público, refere-se às declarações de Schauble, que, em entrevista televisiva na segunda-feira, disse que as críticas feitas à Alemanha se devem "à inveja" dos outros países.

"Vossa excelência, ao expressar-se da forma como o fez, identificando a inveja de outros Estados-membros perante o 'sucesso' da Alemanha está de forma subjetiva a contribuir para desvalorizar, e até aniquilar, todos os progressos feitos na Europa com vista à consolidação da paz e da prosperidade, em liberdade e em solidariedade. Com esta declaração, vossa excelência mostra que o espírito europeu, para si, já não existe", escreveu o antigo ministro do Emprego e da Segurança Social.

Silva Peneda lembrou as declarações do anterior presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, que, recentemente, afirmou que os "fantasmas da guerra que [se pensavam] estar definitivamente enterrados, pelos vistos só estão adormecidos" e acusou Schauble de, através das suas palavras, "parecer querer despertá-los".

"Queria dizer-lhe também, senhor ministro, que comparar a atitude de alguns Estados a miúdos que, na escola, têm inveja dos melhores alunos é, no mínimo, ofensivo para milhões de europeus que têm feito sacrifícios brutais nos últimos anos, com redução muito significativa do seu poder de compra, que sofrem com uma recessão económica que já conduziu ao encerramento de muitas empresas, a volumes de desemprego inaceitáveis e a uma perda de esperança no futuro", acrescentou o presidente do CES.

Para Silva Peneda, as declarações de Schauble, ao dizer que "cada um tem de pôr o seu orçamento em ordem, cada um tem de ser economicamente competitivo", fazem com que o governante alemão passe a ser "um dos responsáveis para que o projeto europeu esteja cada vez mais perto do fim".

O antigo ministro português ressalvou que seria "a negação do espírito europeu" que os interesses alemães se sobrepusessem aos europeus, da mesma forma que "não será do interesse europeu o desenvolvimento de sentimentos anti-Alemanha".

Lusa
 

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Miguel

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #24 em: Março 28, 2013, 06:56:38 pm »
Esta UE deve de acabar, o mais rapido possivél. IMHO.

Pessoalmente sou agora a favor ea saida do Euro para Portugal. Assumir uma bancarrota total mandar as ortigas os creadores.

Quando passo pelo nosso territorio nacional, e vejo a miséria, os rostos do nosso povo, dos mais fracos... Nao podemos continuar assim.

Esquerda ou Direita ou centro POR FAVOR Basta de sofrimentos inuteis ao nosso povo.

As ARMAS
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #25 em: Maio 14, 2013, 09:34:18 am »
Conservadores britânicos propõem hoje rutura com a UE


O Partido Conservador britânico vai hoje apresentar uma proposta legislativa que prevê a convocação de um referendo para os ingleses decidirem se querem continuar a ser membros da União Europeia, a ser realizado até ao final de 2017.

O primeiro-ministro, David Cameron, acredita assim ser possível diminuir a pressão da ala eurocética do seu partido, depois de um grupo de deputados ter ameaçado desafiá-lo para uma votação Câmara dos Comuns (parlamento).

O eurocético John Baron lamentou o discurso da rainha, na semana passada, que, ao definir as prioridades do Governo para o ano, deixou de fora a promessa de legislar para a realização de um referendo sobre a permanência ou a saída do bloco comunitário.
Com a proposta legislativa, os líderes do partido esperam que o primeiro-ministro se comprometa a promover a auscultação dos britânicos, que, se for aprovada, se transforma em lei.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, forneceu na segunda-feira durante um encontro em Washington o seu apoio à estratégia europeia do primeiro-ministro britânico David Cameron, confrontado com uma rebelião no seu partido Conservador sobre a permanência na UE. Após sublinhar que devem ser os britânicos a decidir o seu próprio destino, Obama decidiu manifestar apoio ao plano de Cameron sobre uma renegociação do estatuto de Londres na União Europeia (UE), antes da convocação de um referendo sobre a permanência ou a saída do bloco comunitário.

"Para mim faz algum sentido a posição de David (Cameron), de que provavelmente é importante ver se é possível uma solução para o que funciona mal numa relação tão importante, antes de promover uma rutura", disse Obama durante uma conferência de imprensa conjunta com Cameron na Casa Branca.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #26 em: Julho 05, 2013, 08:47:06 pm »
Orban compara Parlamento Europeu a "império soviético"


O primeiro-ministro conservador húngaro, Viktor Orban, comparou hoje o Parlamento Europeu (PE) com o "império soviético", na sequência de um relatório, elaborado por um eurodeputado português, que critica a qualidade da democracia na Hungria.

"Depois do império soviético, nenhum poder externo teve a audácia de querer limitar a independência dos húngaros abertamente, escolhendo uma forma legal", disse Orban à rádio estatal Kossuth.

O primeiro-ministro húngaro referia-se ao relatório elaborado pelo eurodeputado português Rui Tavares, do Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia, no qual se propõe a criação de mecanismos de controlo sobre o cumprimento das normas europeias em países-membros da UE.

Os eurodeputados aprovaram o documento, no qual se destaca preocupação pela situação dos direitos fundamentais na Hungria depois da última reforma constitucional e da aprovação de novas leis que, de acordo com o relatório, não respeitam a separação de poderes, nem a independência dos juízes.

O primeiro-ministro húngaro sublinhou que o chamado "Relatório Tavares" não respeita os tratados da UE e "enfraquece a União", mas considerou também que "Bruxelas não é Moscovo", de acordo com a citação da agência noticiosa espanhola EFE.

Orban reiterou que considera o relatório um ataque "contra a Hungria e os húngaros", acrescentando que não quer viver "num império", com um centro a determinar o que se deve fazer "nas periferias".

Budapeste enviou, na sequência da aprovação do relatório, um memorando aos eurodeputados em que responde às críticas feitas, lembrou.

Desde que chegou ao poder, em 2010, o Governo de Budapeste teve numerosos conflitos com a UE e outros órgãos, como o Conselho da Europa, devido às polémicas reformas legais, criticadas por limitarem as liberdades, como a nova lei de imprensa.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #27 em: Julho 21, 2013, 02:12:33 pm »
Japão insta Reino Unido a permanecer na UE


O Japão advertiu que dezenas de milhares de empregos em empresas japonesas instaladas na Grã-Bretanha poderiam estar em risco se Londres saísse da União Europeia, de acordo com a edição de hoje do jornal Sunday Times. Num contributo para uma consulta do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico sobre o tema, Tóquio afirmou que as empresas japonesas apreciam a Grã-Bretanha porque esta oferece uma porta de entrada para o mercado europeu, precisou o Sunday Times.

O primeiro-ministro britânico David Cameron pronunciou-se a favor de uma renegociação das relações da Grã-Bretanha, seguida da organização de um referendo sobre a manutenção na União Europeia antes do fim de 2017, caso permanecesse em funções.

O Governo japonês acrescentou, no seu contributo à consulta do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, que “estava comprometido em fortalecer, mais do que nunca, os seus laços com a União Europeia”.

"Neste contexto, Tóquio espera que Londres continue a fazer ouvir a sua voz e a desempenhar um papel importante na UE", indica ainda o governo japonês, citado pelo Sunday Times.

De acordo com a posição japonesa, "a Grã-Bretanha, enquanto defensor do comércio livre, é um parceiro de confiança para o Japão. Mais de 1300 empresas japonesas criaram mais de 130.000 empregos no país membro do mercado único europeu, mais do que em qualquer outro lugar na Europa".

Para o Japão, “esses números demonstram que a vantagem da Grã-Bretanha enquanto porta de entrada para o mercado europeu atraiu os investimentos japoneses”.

O Sunday Times cita ainda um comentário da Embaixada do Japão em Londres: "Se a Grã-Bretanha abandonar o mercado unido europeu, os países que investiram no país e exportam para a União Europeia terão de pagar direitos aduaneiros e isso não é uma boa notícia”.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #28 em: Setembro 15, 2013, 01:38:04 am »
Europa deixou de ser modelo civilizacional para o mundo


Historiadores alertam que crise ameaça as democracias numa região onde "é catastrófico" haver uma geração condenada ao desemprego ou à emigração.

A Europa, refém das ideias dos últimos dois séculos que a apresentavam como modelo de valores universais ao resto do mundo, acelerou o seu processo de integração "voltar a ser o ator principal", explicou ontem o historiador britânico Mark Mazower.

A partir de 1989, com o fim da Guerra Fria e a unificação da Alemanha, "a Europa acordou e viu um mundo diferente com a globalização a avançar". Porém, a globalização mostrou que os Estados nação "já não serviam para resolver os problemas atuais" - e a crise "abalou a crença" de que a Europa é um fator de bem-estar e coesão social, alertou o especialista na Europa do século XX, no último dia do encontro "Presente no futuro", organizado em Lisboa pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e subordinado ao tema "Portugal europeu. E agora?".

Acresce que os cidadãos passaram a "associar os partidos democráticos" à crise, a qual "está a pôr em causa a democracia" quando um partido nazi cresce tão depressa num país - a Grécia - que sofreu os horrores da Alemanha nazi. Certo, sustentou Mark Mazower, é que haver uma geração de jovens condenada ao desemprego ou à emigração "é catastrófico" para a Europa.

Outro historiador britânico, Antony Beevor, mostrou-se particularmente crítico com a falta de democraticidade na Europa - pois Bruxelas "parece agir" como se os eleitorados nacionais "devam ser poupados de tomar más decisões" - e com os líderes europeus dos últimos anos. "Os eurocratas não aprenderam nada" com os erros do passado, argumentou o autor de Estalinegrado.

Beevor acusou os responsáveis europeus de mentirem a si próprios, "incapazes de distinguirem entre os ideais políticos e a realidade, viciados em pensar apenas no curto prazo e sem coragem para falar a sério das coisas sérias" e de terem "medo dos media e dos mercados".

Quanto ao euro, Antony Beevor considerou que os líderes europeus devem reconhecer que uma Europa unida com uma moeda única "foi um sonho perigoso".

Partidos políticos

O papel dos partidos portugueses na saída da crise em que o País vive também foi particularmente criticado, com os intervenientes a mostrarem uma enorme descrença na sua capacidade de estarem à altura dos acontecimentos.

"Temos de pensar menos o envelhecimento como um custo e mais como um mercado e como uma oportunidade de empreendedorismo. Mas, se também isso depender do sistema e da classe política, é certo que nunca teremos aquilo de que precisamos", sustentou o sociólogo Manuel Villaverde Cabral, concluindo: "Não está escrito que em Portugal têm de ser estes partidos" a governar.

António Barreto, presidente da fundação organizadora, revelou igualmente profundo ceticismo com os partidos, questionando-se sobre quem vai avaliar, decidir e monitorizar a aplicação dos fundos comunitários dos próximos anos - e assim "determinar a linha para o Estado democrático do futuro".

Augusto Mateus, ex-ministro e responsável pelo estudo sobre os "25 anos de Portugal europeu", deixou também um alerta quanto à utilização dos novos fundos: ao contrário do que se fez até agora, essas verbas têm de ser concentradas em duas dezenas de projetos no máximo.

Noutro painel, sobre "Como somos representados na UE?", o embaixador Francisco Seixas da Costa fez um balanço positivo da forma como os interesses do País foram defendidos dentro da União nos últimos anos - sendo certo que, face à redução da influência dos pequenos e médios países e à perda de poderes da Comissão, "este era o momento" para Portugal "mostrar uma política europeia a sério".

Ficar ou sair do euro

Um assunto dominante nos trabalhos do último dia do encontro "Presente no futuro" foi o do futuro da moeda única e o da continuidade de Portugal nesse núcleo duro da União. Enquanto Paulo Trigo Pereira previu a saída dos países europeus periféricos do euro, por ser uma "moeda demasiado forte" para as respetivas economias, outros dois economistas divergiram sobre a continuidade de Portugal no euro - sendo que 90% dos presentes no debate votaram nesse sentido.

João Ferreira do Amaral defendeu a saída de Portugal do euro porque tem três problemas estruturais irresolúveis com a moeda única: a distorção da sua estrutura produtiva, a "redução drástica" na produção de bens transacionáveis e o envelhecimento.

José Pena do Amaral considerou essa hipótese inviável, face às implicações decorrentes - apenas - de se saber que Portugal estaria a negociar essa solução: haveria uma "corrida aos depósitos, fecho de fronteiras, controlo de capitais, o Exército na rua...". Os custos também seriam tão negativos para a UE, que, por alguma razão, a Alemanha assumiu (nas vésperas de eleições) que a Grécia precisará de novo resgate, adiantou.

DN
 

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #29 em: Setembro 20, 2013, 09:47:11 pm »
Jacques Delors adverte para falta de esperança na Europa


Os cidadãos da União Europeia veem a Europa como sancionadora e perdem a esperança, afirmou o antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors no prefácio de um livro lançado a meses das eleições europeias.

"O que fizemos da Europa?" é o título da obra da autoria do jornalista Sébastien Maillard, correspondente em Bruxelas do jornal francês La Croix.

"A situação atual representa um risco para a democracia", considerou Delors.

"Os povos sofrem muito e começam a inquietar-se, incluindo nas economias mais sólidas. Querem ver gestos concretos da parte da Europa", apontou.

"Receio que digam que no fundo a Europa é alguém que está lá para sancionar, para multar, para obrigar. Onde é que está a esperança?", questiona o antigo presidente da Comissão Europeia (1985-1994).

"O funcionamento da Europa tem falta de pedagogia e de simplicidade", considerou Delors. "Quando os cidadãos não percebem como funciona o sistema (...) irritam-se e saem à rua", continuou.

"Uma visão do mundo, é o que falta aos nossos dirigentes. Se continuarmos assim, não vamos poder evitar o declínio e este declínio não será agradável para as gerações futuras", advertiu Delors, 88 anos.

O antigo presidente da Comissão Europeia afirmou, no entanto, estar convencido de que a Europa pode sair da crise, que considera a mais grave desde a segunda guerra mundial.

"O que precisamos é de dois ou três dirigentes que liderem e façam renascer o bom velho espírito" dos fundadores, defendeu Delors. A mensagem é divulgada a poucos dias das eleições legislativas na Alemanha e a meses das europeias de maio de 2014.

Lusa
 

 

"Estados Unidos da Europa"

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