EUA fora das Lajes?

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #180 em: Setembro 13, 2017, 02:24:06 pm »
Ele é centros de excelência, centros de inovação, treta atrás de treta. Faz lembrar as universidades privadas quando começaram a florir por todo o país, no final dos anos 80, era só cursos de lápis e papel que não requeriam muito investimento. A nossa Defesa Nacional é, igualmente, uma defesa de lápis e papel, nada de substantivo, nada de investimento em capacidades, somente bullshit atrás de bullshit.
 
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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #181 em: Dezembro 04, 2017, 05:45:47 pm »
A solução perdida nas Lajes
https://ionline.sapo.pt/591049

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Desde 2015 que a reconfiguração do dispositivo militar norte-americano na Europa teve repercussões no Velho Continente, incluindo na Base das Lajes, da ilha Terceira, nos Açores. A redução do contigente, que ainda ultrapassa as 60 mil unidades, requereu negociações diplomáticas, nas quais a administração Obama foi ativa, e estas sofreram escrutínio (e muitas vezes pressão política) por parte do Congresso americano.

A localização do Joint Intelligence Analysis Complex (centro de informações e análise) foi um dos apogeus do processo, na medida em que a decisão do Pentágono instalar o centro na base aérea de Croughton, no Reino Unido, onde estão estacionados os caças F-35 americanos, foi altamente questionada, nomeadamente pelo congressista de ascendência portuguesa Devin Nunes (republicano), acabando mesmo por ser alvo de um inquérito interno por parte da Inspeção Geral das Forças Armadas, e a cujo relatório final o SOL teve acesso.

Sendo natural que a relação especial que Washington e Londres mantêm - até do ponto de vista dos serviços de informação - crie preferências, é também evidente a necessidade que Portugal e a região autónoma dos Açores de encontrar alternativas para a Base das Lajes que compensem a gradual redução de presença americana na ilha. «O que não pode acontecer é os Estados quererem estar, não estando. Isto é, saberem que podem vir quando precisarem sem qualquer condição de responsabilidade», destaca fonte do Governo autónomo insular, que pediu reserva de anonimato devido à reunião bilateral entre os dois países que se realizará este mês.

Atualmente, a base tem funções meramente logísticas e em redução. A instalação de um centro de informações como o referido significaria um aumento de contingente de, no mínimo, um milhar de analistas, além da presença militar. O inquérito da Inspeção Geral das Forças Armadas dos EUA ilibou o Pentágono de responsabilidades, mas deixou severas críticas ao processo de escolha que preteriu os Açores em detrimento da base inglesa de Croughton. O relatório conclui que a escolha foi justificada com o custo que a remodelação a nível habitacional teria para albergar o centro nas Lajes (390 milhões de dólares), não tendo sido apresentadas «quaisquer demonstrações de como este custo foi estimado ou calculado». A alternativa, de «disponibilidade de arrendamento no exterior da base», fora descartada por «falta oferta» no mercado local, mas também «sem qualquer suporte» documental.

O inquérito procurou ainda saber por que razão um terceiro documento teria utilizado dados de 2007 «para avaliar o mercado de arrendamento local disponível» para 2015. A resposta da Força Aérea Americana, reza o inquérito, foi que estes eram «os melhores dados empíricos disponíveis à data», não havendo «tempo para realizar outro estudo» ou sequer «orçamento». Em março de 2016, o congressista Devin Nunes, já mencionado, afirmaria ter informações que dados sobre o mercado do arrendamento estariam a ser destruídos na Base das Lajes, o que poderia constituir «obstrução». Ao que o SOL apurou, o pedido de inquérito ao Pentágono terá também sido oriundo desta alegação.

O inquérito final concluiu que a destruição de ficheiros seguia as regras de protocolo norte-americano para a destruição de documentos; com prazo de um ano e sob supervisão. No entanto, o inquérito também concluiu que o Departamento de Defesa «não deveria simplesmente ter utilizado» os dados de 2007 - «na altura um estudo com 8 anos» - «sem qualquer tentativa de atualizar a informação» e sem «sequer contactar» a Base das Lajes para consulta. «Isto exibiu falta de iniciativa e devida diligência». Equívocos idênticos foram encontrados pelo inquérito militar no que diz respeito à avaliação das condições dos cabos de fibra óptica da ilha - essenciais para um centro de análise de informações, o que elevou as críticas de «imprecisões» e «falhas» na investigação a que o SOL teve acesso, ainda que ilibando os responsáveis.

Além do contexto político e diplomático já descrito, o facto de Croughton já ter visto considerável investimento infra-estrutural ser alocado também desfavoreceu a opção açoreana.

Michael Rubin, antigo quadro do Pentágono e professor em Yale, explica que «a infraestrutura já existente nas Lajes, assim como as ligações submarinas já existentes, a localização central do arquipélago dos Açores e o custo de vida reduzido na região» fazem a decisão parecer «curiosa».

«A decisão foi mais baseada na vontade dos funcionários viverem perto de Londres (em Croughton) do que no meio do Atlântico», escreveu o especialista. «Muito simplesmente, é por isso que os números que o Pentágono mostrou ao Congresso parecem fabricados».

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #182 em: Janeiro 17, 2018, 05:57:32 pm »
Governo avança com criação de Centro de Segurança do Atlântico nas Lajes

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-01-16-Governo-avanca-com-criacao-de-Centro-de-Seguranca-do-Atlantico-nas-Lajes
 

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #183 em: Janeiro 30, 2018, 06:11:32 am »
There Is No NATO without the North Atlantic

http://www.nationalreview.com/article/455852/nato-naval-security-north-atlantic-control-key

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To fulfill its mission of collective security, NATO must pay attention to geography.

NATO, the North Atlantic Treaty Organization, has a problem in the North Atlantic. It is not prepared for Russian aggression, at either the strategic or the tactical level. This can be seen in the nonchalant way the alliance regards key strategic choke points in the Atlantic, in particular the waters around the island nation of Iceland in the north Atlantic and Portugal’s Azores islands in the mid-Atlantic. It can also be seen in the individual fiscal commitments towards defense by individual NATO nations. For instance, Germany currently spends only about 1.2 percent of its GDP on its defense and Iceland spends only about 0.1 percent of its GDP. This is troubling, given the Russian threat that looms on the horizon.

NATO may soon find itself at risk because of its inattention to the key geographical feature that dominates its structure. To be clear, this is not the European continent, with 27 countries that make up the preponderance of the North Atlantic Treaty Organization. The nations that belong to the alliance in Europe are contiguous to one another and largely integrated in their mutual defense, such as it is in an era when defense spending amounts to 2 percent of GDP or less. No, the area of risk for the North Atlantic Treaty Organization is in the moat that separates Europe from its large, defense-minded neighbor, the United States, in North America. It’s the Atlantic Ocean that presents the alliance’s highest risk — or, rather, the alliance’s lack of focus on the critical task of maintaining access to it, and NATO’s shaky awareness of the critical importance of the key geographic features in Iceland and the Azores.

Geography Determines Strategy
Just over a century ago, two geostrategic giants — one from a great land power, the United States, and the other from the small island sea power, Britain — conducted a debate in front of the world, a debate that has largely been forgotten. The American, Alfred T. Mahan, a Navy captain, argued that control of the sea was the key to global leadership, while the Briton, Alfred MacKinder, argued that whoever controlled the “world island” of Eurasia would lead. Neither ended up winning the debate, as the two world wars that followed proved that land and sea presented both strengths and weaknesses, and that the importance of geography should never be underestimated.

Today, Russia has the advantage in the “heartland” of MacKinder’s world island, as demonstrated by its entry into Georgia, its illegal seizure of Crimea, and its occupation of a large section of Ukraine. Not since Hitler moved with European acquiescence into the Sudetenland and then invaded Poland has Europe witnessed such territorial aggression. All the while Europe has watched uneasily, debating whether to provide manpower or even lethal supplies to Ukraine as that nation struggles to maintain its independence. NATO itself also continues its uneasy and only partially acknowledged internal debate as to the true meaning of its essential Article V and its application if and when Putin takes the next inexorable step toward regaining Russia’s lost empire of buffer states in the Baltics. NATO’s European members take quiet solace at night in the thought that, should Putin move against a NATO nation while they dream, the Americans will come to their aid. Except maybe they won’t, mostly because they can’t.

Over the past generation, the United States has withdrawn most of its forces from Europe. Armored divisions that once lived in Germany are now based in Texas. Squadrons of Air Force fighters and bombers that once took off and landed at European airfields now lie distributed about the North American continent. If Putin moves, these forces will need to cross the Atlantic quickly to reinforce European allies before Russia’s new acquisitions undergo rapid “local plebiscite” elections in order to justify a new status quo, and Europe will not move to oppose Putin without a solid confidence in American aid, which may not be able to get there.

Russia Seeks to Control the Core and the Rim
The problem is that Russia has made significant investments in advanced submarines that can dive very deep, move rather quickly, and operate extremely quietly. One or two of these boats, loosed into the Atlantic, could easily interdict American Military Sealift Command ships crossing the ocean with men, tanks, and artillery. In the past, NATO maintained a healthy supply of anti-submarine frigates to provide convoy escort for these ships, but today NATO has half the frigates it once had and the United States Navy has none. Additionally, in the past, NATO had the ability to fly long-range anti-submarine-warfare patrol aircraft from air bases in Norway, Iceland, Scotland, the Azores, and Rota, Spain, to maintain a continuous search-and-tracking capability in the Atlantic. Today the alliance has fewer than half the maritime patrol aircraft it once had, and its anti-submarine-warfare operations-planning centers in Iceland and the Azores have largely been shuttered.

These locations represent strategic choke points in that both enemies and friends must pass near them, guided by the underwater geography of the Atlantic. Mahan identified choke points as strategic maritime centers of gravity, and NATO’s decision to leave them unguarded represents a significant strategic error. While it is true that runways and hangars still exist on both Iceland and the island of Lajes in the Azores, they and the operations-and-planning centers that once supported 24/7/365 anti-submarine operations have not been maintained sufficiently to enable the rapid reinitiation of operations.

Iceland essentially spends nothing for its own defense. Although it is quick to talk about its financial contributions to the alliance and to other member states, its only significant contribution is its territory and key strategic location. Portugal, which has owned the Azores since the 15th century, spends more on its own defense than does Iceland. Its 2016 figure of 1.84 percent of GDP on defense spending is respectable, though still short of the 2 percent that it committed to, along with the rest of the alliance, in Wales during the 2014 summit. However, Portugal’s problem is not so much how much it spends, but what it spends it on.

Portugal is one of Europe’s smaller nations, with a land mass of 92,000 square kilometers, but its sea frontier, due to its ownership of the Azores, is actually 1.7 million square kilometers, or 18 times its land mass. Thus, it is strange that Portugal spends only 31 percent of its defense budget on its navy, allocating 43 percent to its army and air force. As it is, the Portuguese navy struggles to patrol its vast sea frontier with two AIP submarines and five older frigates of Dutch and German design, even as it works to bring ten smaller offshore patrol vessels of an innovative indigenous design into the fleet. As its budget grows, Portugal, like the other Atlantic facing members of the NATO alliance, would be wise to invest more in anti-surface and anti-submarine capabilities and capacities.

For Vladimir Putin, the recovery of the three Baltic countries — Latvia, Estonia, and Lithuania — is synonymous with the reestablishment of Russian security. He felt that Russia has been endangered by NATO’s “expansion” to his western border and he pays no heed to the security concerns of those nations that labored as slave states under the Soviet Union. For him, the matter goes beyond Russia’s historic paranoid need for defense-in-depth buffer states to shield its core centers. It goes to the fact that intellectually he rejects the presence of truly free democracies and free economies on his border that do not fall under the central control of his oligarch-backed government. There is something in Putin that rejects governance that is not answerable to him. The creative instability of freedom is what he fears.

If NATO is to retain its ability to defend itself in MacKinder’s heartland of Eastern Europe, it must recover its ability to control Mahan’s chokepoints in the North Atlantic. NATO nations must rebuild the alliance’s fleet of frigates to levels sufficient to support simultaneous anti-submarine-warfare and convoy-escort evolutions. These types of ships — small, inexpensive, and capable of executing both anti-surface and anti-submarine missions — are critical enablers of the alliance as a whole. In addition, the alliance should increase its investments in those islands that overlook the key geostrategic chokepoints that control access to the North Atlantic. The support infrastructure on bases in Norway, the United Kingdom, and Spain should be modernized while runways, hangars, and support installations in Iceland and the Azores should be revamped altogether. These, along with frigates at sea, are the capabilities that will guarantee NATO alliance access to the Atlantic. Without them, the Atlantic will be in doubt, which is to say that NATO will be in doubt.
 
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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #184 em: Janeiro 30, 2018, 09:26:51 pm »
Secretário-geral da NATO sexta-feira em Lisboa para encontros com Governo e PR

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O governante disse ter a expectativa de que o Centro de Segurança do Atlântico, que visa a "segurança marítima" e já tem o apoio dos EUA, venha ser um "centro de excelência NATO".

https://www.dn.pt/lusa/interior/secretario-geral-da-nato-sexta-feira-em-lisboa-para-encontros-com-governo-e-pr-9071952.html
 

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #185 em: Março 11, 2018, 11:45:51 am »
Pareceu-me ver 6 bicharocos destes a voar ontem cerca das 17:00 horas ao largo da costa sul da Ilha Terceira, no sentido oeste-este.


Infelizmente estava "desarmado" e não filmei/fotografei para confirmar. Foram precedidos de um avião a jato que deduzo seja o reabastecedor.

Com gente tola e toiros, paredes bem altas!
 
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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #186 em: Março 12, 2018, 08:19:01 am »
Pareceu-me ver 6 bicharocos destes a voar ontem cerca das 17:00 horas ao largo da costa sul da Ilha Terceira, no sentido oeste-este.


Infelizmente estava "desarmado" e não filmei/fotografei para confirmar. Foram precedidos de um avião a jato que deduzo seja o reabastecedor.

Confirma-se! Aterraram nas lajes

Fotos de Tiago Silva do Blog the aircraft spotting:




http://theaircraftspotting.blogspot.fr/2018/03/bell-boeing-mv-22b-osprey_60.html?m=1
« Última modificação: Março 12, 2018, 08:28:28 am por ICE 1A+ »
 
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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #187 em: Março 18, 2018, 05:39:08 pm »
Base das Lajes. “Quem ganha sempre são os Estados Unidos”
https://sol.sapo.pt/artigo/604591/base-das-lajes-quem-ganha-sempre-sao-os-estados-unidos-

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António Ventura, do PSD, critica a falta de conhecimento do Estado sobre a importância da posição geoestratégia dos Açores
Depois da notícia de que os Açores vão receber a nova estratégia nacional para o espaço, a Assembleia da República debate, a pedido do PSD, a valorização das posições geoestratégicas das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

António Ventura, deputado social-democrata eleito pelos Açores, explicou ao i que o objetivo do debate é que “se fale do tema, se estude o tema, se dê importância ao tema a nível nacional”. “Nós propomos uma articulação de cá [continente], para lá [regiões autónomas], em que o governo da República e o governo regional discutam”, explicou o deputado.

“Sabermos antecipadamente quais são as vantagens negociais neste xadrez multipolar da posição dos Açores” é vantajoso para que Portugal deixe de “ir para a mesa de negociações – quer internamente [na União Europeia] quer externamente – sem saber que benefícios têm os Açores”.

A localização do arquipélago açoriano sempre foi cobiçada a nível estratégico, chegando mesmo a receber o título de “ilhas do mundo”. No entanto, o conhecimento do Estado português sobre as possibilidades de utilização é limitado, denuncia o deputado.

A utilização da base das Lajes por parte dos Estados Unidos da América (EUA) a nível militar é para Ventura um “colete de forças”. “Este colete de forças, digamos assim, com os EUA – só com os EUA – não tem permitido abrir o leque das potencialidades da posição geoestratégica e geopolítica dos Açores”.

Para além disso, a falta de conhecimento sobre as possibilidades do arquipélagos faz com que os acordos sejam sempre prejudiciais a Portugal. “Em todas as revisões dos acordos com os EUA [sobre a utilização base das Lajes], quem ganha sempre são os EUA. Não tenhamos dúvidas quanto a isso. E Portugal tem de saber tirar partido para além dos EUA”.

O deputado afirma que é preciso estudar a possibilidade de investir a nível tecnológico, humanitário ou do conhecimento, como, por exemplo, nas áreas marinha e astrofísica, chegando mesmo a sugerir a criação de um laboratório no meio do oceano Atlântico.

“O que tem acontecido é que nós estamos em estado latente, não atuamos nem damos prioridade ao conhecimento da política da geografia no âmbito internacional e no âmbito das negociações internacionais”, afirma Ventura.

A questão “exige, de facto, estudos prospetivos, mas que não parem no tempo, têm de ser atualizados”. Para Ventura, “é o Estado que tem de potencializar a seu favor – e também a favor dos Açores – o arquipélago. Há ali um potencial adormecido, claro que há. Está em estado latente, claro que está. Não tem sido devidamente aproveitado, claro que não. Nós estamos numa posição no mundo em que podemos beneficiar Portugal – e os Açores – em termos de criação de riqueza e de emprego”, acrescenta.

Estratégia nacional para o espaço Como o i publicou na passada terça-feira, foi publicada em Diário da República a resolução de conselho de ministros de fevereiro que aprovou a Estratégia Nacional para o Espaço. “Isso é uma boa notícia, mas a questão é que tem havido muitas notícias e pouca concretização”, critica Ventura. “Foi o Air Center, um centro de segurança no Atlântico, agora é um centro de lançamento de satélites. A verdade é que não passa ainda de teorias, não sei se está no papel de forma concretizada e planeada”.

O deputado social-democrata defende que “é preciso passar da publicidade à concretização. Basta de publicidade, de anúncios. Concretize-se aquilo que se tem vindo a anunciar”, pede o Ventura. “E parece que há aqui uma publicidade para entreter, uma forma de criar expetativas e assim ir embalando o povo açoriano. Já estamos a dois anos do mandato, já vamos para o terceiro ano, rapidamente para estaremos no quarto ano, são as eleições e nada se fez”.

O deputado eleito pelos Açores chega mesmo a partilhar uma situação em que mostra a “descoordenação” que existe entre o arquipélago e o continente. “No âmbito do orçamento da defesa para 2018, o ministro Augusto Santos Silva anunciou no parlamento, com pompa e circunstância, que no orçamento da Defesa estava previsto o estudo de usos adicionais para a base das Lajes. Logo no dia a seguir veio o presidente do governo regional [Vasco Cordeiro] dizer que é mentira, que não estava lá. E, mais grave do que isso, é que, precisamente uma semana depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros voltou a afirmar que lá estava e o presidente do governo voltou a afirmar que não estava. Isto há aqui uma descoordenação incrível que nada benéfica quem está a ver esta palhaçada política”.

Cinco propostas em discussão E foi com o objetivo de acabar com esta “descoordenação” que o PSD apresentou este tema à Assembleia da República juntamente com um projeto de resolução que recomenda ao governo que “potencie com o governo regional dos Açores e o governo regional da Madeira uma articulação política prospetiva para a importância geoestratégica e geopolítica dos arquipélagos”. “O que nós propomos é que se sentem, que articulem, que estudem, porque caso contrário são várias vozes sem coordenação”, explica.

Também em debate estão outros quatro projetos, dois do PS e dois do CDS, que defendem a valorização do potencial geoestratégico tanto da Madeira como dos Açores. Os projetos dos outros partidos “são bem-vindos”, afirma Ventura, que acredita que o mais importante é que “haja esta atenção nacional para as potencialidades que estão ali adormecidas”.

Sobre as expetativas para o debate, o deputado social-democrata espera “que seja aprovado”, mas deixa o aviso: “Nós vamos acompanhar, vamos vigiar o cumprimento dessa resolução da Assembleia da República. Porque também há outra estratégia do governo que é aprovarem as resoluções e depois, como são aprovadas, não se fala mais no assunto e eles não fazem nada. Nós não vamos deixar que o assunto morra”.

Sem dúvida alguma, o estado e as nossas forças Armadas parecem ter falta de conhecimento sobre a importância da posição geoestratégia dos Açores, pois em caso contrário, receberiamos mais em contrapartidas. Sempre podemos mandar os américas dar um volta, e colocar lá uma força europeia, ou será que não? Ou Portugal é vassalo dos EUA?
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Lusitano89

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #188 em: Março 21, 2018, 06:03:04 pm »
PS contra “notícias falsas” com origem russa sobre contaminação ambiental na Terceira


O PS insurgiu-se hoje contra "notícias falsas" e geradoras de "alarmismo social" sobre contaminação ambiental na ilha Terceira, apontando responsabilidades à informação russa e contrapondo que o problema na Base das Lajes "é localizado".

Estas posições foram assumidas pela vice-presidente da bancada socialista Lara Martinho, em plenário, na Assembleia da República, durante um discurso que proferiu no período de declarações políticas.

Lara Martinho defendeu que "o clima de retoma e consolidação económica" dos Açores, tendo como marcas a natureza e a sustentabilidade ambiental", pode ser prejudicado por "notícias falsas" e geradoras de "alarmismo social" sobre "um estado de contaminação na ilha Terceira decorrente da presença norte-americana".

"Assistimos à divulgação de notícias internacionalmente produzidas pela RT Russia Today sobre a existência de 'um paraíso tóxico' de uma 'ilha radioativa' - conteúdos que se tornaram virais e chegaram aos principais mercados emissores de turistas e que são reproduzidos ao nível nacional. Trata-se de informações sem fundamento que associam a contaminação a um aumento de doenças oncológicas e que criam um alarmismo social na ilha e na região. Notícias que são tudo menos responsáveis e verdadeiras", sustentou Lara Martinho.

Em relação à Base das Lajes, Lara Martinho assumiu a existência de "um problema, embora localizado, restrito e que tem de ser frontalmente enfrentado e resolvido, sempre tendo como base o rigor técnico e científico".

A vice-presidente da bancada socialista considerou ainda que, face ao problema, tem existido "uma nova atitude por parte dos Estados Unidos, com a assunção das responsabilidades próprias", assim como por parte do executivo do PS.

"Há claramente uma nova atitude deste Governo da República face ao anterior do PSD/CDS quanto à questão da contaminação ao assumir o compromisso de trabalhar com as autoridades norte-americanas e mesmo de as substituir em caso de necessidade", disse.

Esta posição motivou depois fortes críticas por parte do PSD, com o deputado António Ventura a culpar "os governos da República e Regional dos Açores pela persistência do problema da contaminação".

"Existe alarmismo porque o Governo do PS não descontaminou os terrenos da Base das Lajes, nem em 2016, nem em 2017. Querem acabar com o alarmismo, então descontaminem os terrenos", afirmou António Ventura, numa curta intervenção em que também defendeu a tese de que o aumento do turismo nos Açores se deveu à liberalização do espaço aéreo "contra a vontade [do presidente do PS] Carlos César e dos executivos de José Sócrates, que sempre protegeram a SATA".

Na resposta, a vice-presidente da bancada socialista Lara Martinho devolveu as críticas sobre inércia relativamente aos terrenos da Base das Lajes e considerou que o deputado do PSD António Ventura "assumiu-se como o rosto do alarmismo na Assembleia da República".

Pela parte do PCP, António Filipe também criticou "o alarmismo" feito à volta da situação ambiental existente na ilha Terceira, defendeu que os Estados Unidos têm de assumir as suas responsabilidades no problema, mas demarcou-se da "visão idílica" apresentada pela deputada Lara Martinho sobre a vida económico-social na Região Autónoma dos Açores.

O deputado do Bloco de Esquerda João Vasconcelos atacou os sucessivos governos da República e dos Açores pela "submissão revelada em relação aos Estados Unidos", dizendo mesmo, com ironia, que "Portugal tem sido um excelente aluno na NATO".

"Não sei se o PS está a pretender sonegar o que se está a passar na Base das Lajes, mas a pegada ambiental é muito grave", advertiu o deputado do Bloco de Esquerda.


>>>>>>>  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ps-contra-noticias-falsas-com-origem-russa-sobre-contaminacao-ambiental-na-terceira
 

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Lusitan

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #189 em: Março 22, 2018, 10:22:29 am »
Base das Lajes. “Quem ganha sempre são os Estados Unidos”
https://sol.sapo.pt/artigo/604591/base-das-lajes-quem-ganha-sempre-sao-os-estados-unidos-

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António Ventura, do PSD, critica a falta de conhecimento do Estado sobre a importância da posição geoestratégia dos Açores
Depois da notícia de que os Açores vão receber a nova estratégia nacional para o espaço, a Assembleia da República debate, a pedido do PSD, a valorização das posições geoestratégicas das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

António Ventura, deputado social-democrata eleito pelos Açores, explicou ao i que o objetivo do debate é que “se fale do tema, se estude o tema, se dê importância ao tema a nível nacional”. “Nós propomos uma articulação de cá [continente], para lá [regiões autónomas], em que o governo da República e o governo regional discutam”, explicou o deputado.

“Sabermos antecipadamente quais são as vantagens negociais neste xadrez multipolar da posição dos Açores” é vantajoso para que Portugal deixe de “ir para a mesa de negociações – quer internamente [na União Europeia] quer externamente – sem saber que benefícios têm os Açores”.

A localização do arquipélago açoriano sempre foi cobiçada a nível estratégico, chegando mesmo a receber o título de “ilhas do mundo”. No entanto, o conhecimento do Estado português sobre as possibilidades de utilização é limitado, denuncia o deputado.

A utilização da base das Lajes por parte dos Estados Unidos da América (EUA) a nível militar é para Ventura um “colete de forças”. “Este colete de forças, digamos assim, com os EUA – só com os EUA – não tem permitido abrir o leque das potencialidades da posição geoestratégica e geopolítica dos Açores”.

Para além disso, a falta de conhecimento sobre as possibilidades do arquipélagos faz com que os acordos sejam sempre prejudiciais a Portugal. “Em todas as revisões dos acordos com os EUA [sobre a utilização base das Lajes], quem ganha sempre são os EUA. Não tenhamos dúvidas quanto a isso. E Portugal tem de saber tirar partido para além dos EUA”.

O deputado afirma que é preciso estudar a possibilidade de investir a nível tecnológico, humanitário ou do conhecimento, como, por exemplo, nas áreas marinha e astrofísica, chegando mesmo a sugerir a criação de um laboratório no meio do oceano Atlântico.

“O que tem acontecido é que nós estamos em estado latente, não atuamos nem damos prioridade ao conhecimento da política da geografia no âmbito internacional e no âmbito das negociações internacionais”, afirma Ventura.

A questão “exige, de facto, estudos prospetivos, mas que não parem no tempo, têm de ser atualizados”. Para Ventura, “é o Estado que tem de potencializar a seu favor – e também a favor dos Açores – o arquipélago. Há ali um potencial adormecido, claro que há. Está em estado latente, claro que está. Não tem sido devidamente aproveitado, claro que não. Nós estamos numa posição no mundo em que podemos beneficiar Portugal – e os Açores – em termos de criação de riqueza e de emprego”, acrescenta.

Estratégia nacional para o espaço Como o i publicou na passada terça-feira, foi publicada em Diário da República a resolução de conselho de ministros de fevereiro que aprovou a Estratégia Nacional para o Espaço. “Isso é uma boa notícia, mas a questão é que tem havido muitas notícias e pouca concretização”, critica Ventura. “Foi o Air Center, um centro de segurança no Atlântico, agora é um centro de lançamento de satélites. A verdade é que não passa ainda de teorias, não sei se está no papel de forma concretizada e planeada”.

O deputado social-democrata defende que “é preciso passar da publicidade à concretização. Basta de publicidade, de anúncios. Concretize-se aquilo que se tem vindo a anunciar”, pede o Ventura. “E parece que há aqui uma publicidade para entreter, uma forma de criar expetativas e assim ir embalando o povo açoriano. Já estamos a dois anos do mandato, já vamos para o terceiro ano, rapidamente para estaremos no quarto ano, são as eleições e nada se fez”.

O deputado eleito pelos Açores chega mesmo a partilhar uma situação em que mostra a “descoordenação” que existe entre o arquipélago e o continente. “No âmbito do orçamento da defesa para 2018, o ministro Augusto Santos Silva anunciou no parlamento, com pompa e circunstância, que no orçamento da Defesa estava previsto o estudo de usos adicionais para a base das Lajes. Logo no dia a seguir veio o presidente do governo regional [Vasco Cordeiro] dizer que é mentira, que não estava lá. E, mais grave do que isso, é que, precisamente uma semana depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros voltou a afirmar que lá estava e o presidente do governo voltou a afirmar que não estava. Isto há aqui uma descoordenação incrível que nada benéfica quem está a ver esta palhaçada política”.

Cinco propostas em discussão E foi com o objetivo de acabar com esta “descoordenação” que o PSD apresentou este tema à Assembleia da República juntamente com um projeto de resolução que recomenda ao governo que “potencie com o governo regional dos Açores e o governo regional da Madeira uma articulação política prospetiva para a importância geoestratégica e geopolítica dos arquipélagos”. “O que nós propomos é que se sentem, que articulem, que estudem, porque caso contrário são várias vozes sem coordenação”, explica.

Também em debate estão outros quatro projetos, dois do PS e dois do CDS, que defendem a valorização do potencial geoestratégico tanto da Madeira como dos Açores. Os projetos dos outros partidos “são bem-vindos”, afirma Ventura, que acredita que o mais importante é que “haja esta atenção nacional para as potencialidades que estão ali adormecidas”.

Sobre as expetativas para o debate, o deputado social-democrata espera “que seja aprovado”, mas deixa o aviso: “Nós vamos acompanhar, vamos vigiar o cumprimento dessa resolução da Assembleia da República. Porque também há outra estratégia do governo que é aprovarem as resoluções e depois, como são aprovadas, não se fala mais no assunto e eles não fazem nada. Nós não vamos deixar que o assunto morra”.

Sem dúvida alguma, o estado e as nossas forças Armadas parecem ter falta de conhecimento sobre a importância da posição geoestratégia dos Açores, pois em caso contrário, receberiamos mais em contrapartidas. Sempre podemos mandar os américas dar um volta, e colocar lá uma força europeia, ou será que não? Ou Portugal é vassalo dos EUA?

Os Açores são mais importantes para os EUA do que para a Europa, uma vez que os EUA têm interesses estratégicos na Europa e no Médio Oriente e precisam dos Açores para reabastecer as forças que se dirigem nessas direcções. A Europa não tem interesses estratégicos no continente americano que necessite de deslocação de tropas, logo os Açores não são estratégicos.
Os Açores foram perdendo valor para os EUA com o fim da Guerra Fria. O reaparecimento da Rússia na cena internacional vieram dar novamente importância aos Açores, nomeadamente para ajudar a controlar as vias marítimas que ligam a América à Europa e isso começa a ser novamente compreendido pelos EUA. Quem não compreendeu a importância relativa dos Açores para os EUA foram os políticos portugueses. Os EUA não precisam dos Açores só porque os Açores existem... Os EUA precisam dos Açores enquanto tiverem necessidade de deslocar tropas para a Europa e o Médio Oriente, e precisarem de reabastecer essas forças. Com o avanço da aviação os aviões vão conseguindo percorrer maiores distâncias sem reabastecer e por isso os Açores irão perder valor estratégico se não pensarem na vertente marítima da NATO. O controlo do Atlântico Norte é fulcral e portanto seria boa ideia apostar em condições para reabastecer os navios da NATO e em equipamentos de detecção submarina, para que os Açores continuem a ser fulcrais para a NATO durante muitas décadas.
 

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raphael

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #190 em: Março 22, 2018, 11:45:27 am »
O arquipélago e neste caso a Ilha Terceira onde está estacionado o reduzido contingente americano funciona como um grande Porta aviões para os americanos e aliados no sentido de ser um ponto de passagem para as tripulações como o Lusitan referiu.
Além das comodidades e descanso que se obtém face a um vôo direto para a Europa e África é também útil para treinos de tripulações. Na pista militar pode aterrar (e já aterrou de tudo) uma grande panóplia de aeronaves, além do apoio em combustível de aviação militar que existe.
Por toda a ilha existem equipamentos de comunicações de uso exclusivo americano, a ilha é também um ponto de retransmissão e de colheita de informação e com o passar dos anos e a evolução da tecnologia os americanos perceberam que podiam fazer mais e melhor com menos, daí a redução do efetivo militar...que mesmo assim em capacidade supera o da parte portuguesa em algumas áreas.
Mas sim há toda uma componente marítima que pode ser aproveitada, dando outra dinâmica ao arquipélago, porque até antes da componente da Força Aérea Americana presente na ilha, as primeiras forças eram da US Navy.
E mesmo que não se vislumbrem as aterragens de outros tempos, pelo menos os reabastecedores continuarão a usar as Lajes como base de apoio.

E não são só os americanos, Indianos, Ingleses, Italianos, Espanhóis, Marroquinos, Israelitas, Jordanos....Força Aéreas de países Nato e não Nato usam as Lajes como base de apoio para as suas movimentações de e para o continente americano.
Um abraço
Raphael
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Daniel

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #191 em: Março 22, 2018, 03:17:36 pm »
Lusitan
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Quem não compreendeu a importância relativa dos Açores para os EUA foram os políticos portugueses.

Completamente de acordo, já não é de agora que temos políticos muito fraquinhos.

Lusitan
Citar
Os EUA não precisam dos Açores só porque os Açores existem... Os EUA precisam dos Açores enquanto tiverem necessidade de deslocar tropas para a Europa e o Médio Oriente, e precisarem de reabastecer essas forças.

É exatamente isso, ou seja, enquanto os EUA precisarem devem pagar e bem pelo aluguer, ao que parece não tem acontecido, como diz a notícia, quem ganha sempre são os EUA e isso tem de acabar. Já agora,  qual tem sido as contrapartidas pelo uso da Base?
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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raphael

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #192 em: Março 22, 2018, 03:32:27 pm »
A Base é da Força Aérea Portuguesa...o Destacamento americano tem a seu cargo a manutenção de uma parte da infraestrutura, da pista propriamente dita, de instalações dentro e fora da Unidade além da presença dos seus militares contribuir para a economia da ilha. O "pagamento" fica diluído em serviços prestados, além de sinergias com algumas valências da Unidade, nomeadamente a operação conjunta em algumas áreas.
Um abraço
Raphael
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Daniel

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #193 em: Março 22, 2018, 03:34:58 pm »
O arquipélago e neste caso a Ilha Terceira onde está estacionado o reduzido contingente americano funciona como um grande Porta aviões para os americanos e aliados no sentido de ser um ponto de passagem para as tripulações como o Lusitan referiu.
Além das comodidades e descanso que se obtém face a um vôo direto para a Europa e África é também útil para treinos de tripulações. Na pista militar pode aterrar (e já aterrou de tudo) uma grande panóplia de aeronaves, além do apoio em combustível de aviação militar que existe.
Por toda a ilha existem equipamentos de comunicações de uso exclusivo americano, a ilha é também um ponto de retransmissão e de colheita de informação e com o passar dos anos e a evolução da tecnologia os americanos perceberam que podiam fazer mais e melhor com menos, daí a redução do efetivo militar...que mesmo assim em capacidade supera o da parte portuguesa em algumas áreas.
Mas sim há toda uma componente marítima que pode ser aproveitada, dando outra dinâmica ao arquipélago, porque até antes da componente da Força Aérea Americana presente na ilha, as primeiras forças eram da US Navy.
E mesmo que não se vislumbrem as aterragens de outros tempos, pelo menos os reabastecedores continuarão a usar as Lajes como base de apoio.

Caro Raphael na prática o que é que Portugal tem recebido em troca pelo uso do nosso Porta Aviões ? Esse é o ponto, não importa se os  Açores irão perder valor estratégico como disse o caro Lusitan, não me importa que EUA mandou reduzir o seu contigente na Base, importa sim, que enquanto os EUA precisarem da Base seja para o que for devem pagar e bem, caso contrario fora e aqui sim, não temos políticos a altura com eles no meio, não passam de vassalos dos EUA. Pois o Senhor Trump não faria por menos com a sua política económica de olho por olho.

« Última modificação: Março 22, 2018, 03:36:46 pm por Daniel »
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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #194 em: Março 22, 2018, 03:49:49 pm »
Dúvido seriamente que o façam pois o apoio americano na Base em algumas áreas é crítico e não afeta somente a componente militar afeta também a componente civil...a partir do momento em que se comece neste jogo do utilizador pagador, Portugal recebe uma fatura que não vai conseguir pagar num futuro próximo.
Existem contrapartidas estabelecidas, mesmo com o Governo Regional dos Açores que não "transparecem"...
Contrapartidas? F-84, F-86, T-33, T-38, F-16....Pista do aeródromo militar, controlo aéreo que permite receber todo e qualquer tráfego civil....
As económicas para a ilha já foram maiores quando o efetivo era maior, mas continua a ser decisivo para algumas atividades económicas da ilha...
Quem acha que se mantêm por lá à borla desenganem-se...é pura desinformação....
Um abraço
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