Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais

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fabio_lopes

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« Responder #75 em: Junho 03, 2008, 05:00:34 pm »
se calhar não deve ter nada a haver coma as o.e....mas ainda bem que é assim, e mais tudo na vida se obtêm com sacrifício...
Tudo por aquilo que sonho...

tratem me por tu sff
 

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Lancero

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« Responder #76 em: Julho 04, 2008, 11:27:42 pm »
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Guiné: restos mortais de pára-quedistas portugueses chegam hoje a Lisboa

Corpos de militares foram exumados em Guidaje, no norte do país africano

Os restos mortais dos três pára-quedistas portugueses mortos em combate há 35 anos e exumados em Guidaje, norte da Guiné-Bissau, em Março, chegam esta sexta-feira a Lisboa num voo da TAP proveniente de Bissau, por volta das 22h15, noticia a Lusa.

A transladação para Portugal dos restos dos três soldados vem culminar um esforço iniciado há dois anos pela Liga dos Combatentes com o apoio da União de Pára-quedistas Portugueses, e dando sequência ao desejo manifestado pelas famílias de recuperar os restos dos três militares.

A acolher as urnas com os restos dos três militares estará um pequeno grupo de antigos pára-quedistas e a família de um dos soldados mortos em Guidaje.

As urnas com os restos dos três militares serão transportadas para a Capela do AT1, as instalações da Força Aérea em Figo Maduro, onde ficarão depositadas até às cerimónias fúnebres aprazadas para o próximo dia 26.

Os restos dos três soldados pára-quedistas tinham sido sepultados, juntamente com os de outros sete militares caídos na batalha de Guidaje, em Maio de 1973, junto ao antigo quartel português naquela localidade.

Vítimas de uma emboscada

Os três militares, soldados da Companhia pára-quedista 121, foram mortos no dia 23 de Maio de 1973 quando foram vítimas de uma emboscada montada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) junto a Guidaje.

O quartel de Guidaje estava há duas semanas cercado e submetido a constantes flagelações por parte das forças do PAIGC, num dos episódios mais dramáticos de toda a guerra colonial.

Os pára-quedistas faziam parte de uma força de intervenção, que incluía ainda uma companhia de comandos e uma companhia de fuzileiros, enviada para Guidaje para tentar romper o cerco e aliviar a pressão do PAIGC sobre o quartel.

O processo de recuperação dos restos dos militares portugueses caídos em Guidaje vai prosseguir, estando ainda em curso o processos de exames laboratoriais com vista à identificação definitiva dos restos de outros soldados sepultados em Guidage.

Depois da missa, que será celebrada pelo capelão-chefe da Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, as urnas com os restos dos três soldados serão transportadas num avião militar para o quartel das tropas Pára-quedistas em Tancos.

Os três militares caídos há 35 anos anos na Guiné-Bissau serão então alvo de uma derradeira homenagem militar sendo depois entregues às famílias para serem definitivamente sepultados nos cemitérios das localidades onde residiam, respectivamente em Castro Verde, Caxinas (Vila do Conde) e Cantanhede


 :arrow: http://diario.iol.pt/sociedade/militare ... -4071.html
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Lancero

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« Responder #77 em: Julho 16, 2008, 09:49:49 pm »
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Cerimónia de homenagem aos militares mortos em combate em África e ali sepultados

26 de Julho de 2008

Lisboa, Tancos, Cadima, Castro Verde e Caxinas

União Portuguesa de Pára-quedistas

Programa detalhado:
Lisboa, 10h00: Concentração seguida de Missa na Igreja da Força Aérea em S. Domingos de Benfica, na presença dos restos mortais dos 3 Soldados Pára-quedistas mortos em Guidaje e recentemente trasladados para Portugal. Celebra a eucaristia D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das
Forças Armadas e de Segurança, coadjuvado por vários antigos
Capelães Pára-quedistas. Estarão presentes delegações de diversas
Associações de Pára-quedistas de todo o país e altas entidades civis e
militares.
Terminada a missa os restos mortais sairão em direcção à Base Aérea
n.º1 (Sintra), onde embarcarão numa aeronave da Força Aérea
Portuguesa que os transportará para o Aeródromo Militar de Tancos,
frente à Escola de Tropas Pára-quedistas. A descolagem da aeronave
não é imediata de modo a estar apenas em Tancos na hora prevista.

Tancos, 14h00: Momentos antes das 14h00 chega à Porta de Armas da Escola de Tropas Pára-quedistas a viatura com as três urnas e dar-se-á inicio ao “Último Adeus dos Pára-quedistas”, junto ao Monumentos aos Mortos em Combate. Será lida uma descrição da emboscada onde morreram 4 militares pára-quedistas, entre os quais estes 3. O 4º, Soldado António Melo, ficou ferido na emboscada mas veio a falecer mais tarde em Bissau tendo por isso sido repatriado nessa altura.
Terminada a cerimónia, cerca das 14h30, sairão de Tancos em direcção
a Cadima, Castro Verde e Caxinas, três carros funerários, cada um com
as respectivas urnas, acompanhados pelas Famílias e demais pessoas
que o queiram fazer.
Nas localidades de origem os funerais serão realizados de acordo com as
instruções das Famílias, havendo em todos Guardas de Honra prestadas
pelas Unidades Pára-quedistas e estarão presentes representantes oficiais
destas mesmas unidades e das Associações de Pára-quedistas das
respectivas regiões.

Cadima (Cantanhede), 17h00: Funeral do Soldado Pára-quedista José Lourenço

Castro Verde, 18h00: Funeral do Soldado Pára-quedista António Vitoriano

Caxinas (Vila do Conde), 19h00: Funeral do Soldado Pára-quedista Manuel Peixoto

Dados biográficos militares


Soldado Pára-Quedista MANUEL DA SILVA PEIXOTO
Nasceu a 24 de Janeiro de 1951 em Caxinas, Freguesia de Gião, Concelho de Vila do Conde, distrito do Porto. Foi incorporado em 29 de Maio de 1970, como voluntário, no Regimento de Caçadores Pára-quedistas em Tancos. Concluiu o Curso de Pára-quedismo Militar em 2 de Julho de 1971. Foi colocado no Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 12 em Bissalanca na Guiné, em 15 de Janeiro de 1972. Morreu em combate no dia 23 de Maio de 1973 nos arredores de Guidage, tinha 22
anos.


Soldado Pára-quedista ANTÓNIO NEVES VITORIANO
Nasceu a 14 de Fevereiro de 1952 na Freguesia e Concelho de Casto Verde, Distrito de Beja. Foi incorporado em 26 de Janeiro de 1972,
como voluntário, no Regimento de Caçadores Pára-quedistas em Tancos.
Concluiu o Curso de Pára-quedismo Militar em 15 de Julho de 1972.
Foi colocado no Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 12 em Bissalanca na Guiné. Morreu em combate no dia 23 de Maio de
1973 nos arredores de Guidage, tinha 21 anos.
Nasceu a 20 de Julho de 1953 na Freguesia


Soldado Pára-quedista JOSÉ DE JESUS LOURENÇO
Nasceu a 20 de Julho de 1953 na Freguesia de Cadima, Concelho de Cantanhede, Distrito de Coimbra. Foi incorporado em 26 de Fevereiro de
1972, como voluntário, no Regimento de Caçadores Pára-quedistas em Tancos. Concluiu o Curso de Pára-quedismo Militar em 2 de Julho de 1972. Foi colocado no Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 12 em Bissalanca na Guiné. Morreu em combate no dia 23 de Maio de 1973 nos arredores de Guidage, tinha 19 anos.


A emboscada

Em Maio de 1973 a guarnição militar de Guidage, no Norte da então Guiné Portuguesa mesmo sobre a fronteira com a República do Senegal, estava sob pressão dos guerrilheiros do PAIGC, e necessitava ser reabastecida.
A Companhia de Caçadores Pára-quedistas 121, do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 12 (BCP 12) que operava na Guiné, foi destacada para escoltar uma coluna de socorro à guarnição cercada. Partindo de Binta na margem norte do rio Cacheu esta coluna tinha
que chegar urgentemente a Guidaje. A guarnição estava sob constantes ataques do PAIGC e temia-se a sua ocupação.
No decurso do deslocamento em direcção a Guidage, a CCP121 foi emboscada e sofreu de imediato 4 baixas. A companhia reagiu ao violento ataque, pediu apoio aéreo, os Fiats ajudaram a neutralizar o inimigo. A marcha em socorro de Guidage continuou, com os “páras” a transportar 2 mortos e 2 feridos graves. Um, o Peixoto, chegaria morto ao
aquartelamento mas o António Melo ainda foi evacuado de helicóptero, em condições de elevado risco para a aeronave, vindo a falecer já em Bissau.

Cemitério de campanha em Guidage
Chegada a 121 a Guidage passa a colaborar na defesa da guarnição mas constatou-se que havia interdição aérea na região. O PAIGC já havia abatido três aeronaves portuguesas na zona, o que impediu a evacuação dos pára-quedistas mortos. Não puderam assim ser entregues às Famílias como era hábito para todos os pára-quedistas mortos em combate. Por ordem médica, face às condições do clima e fruto da indisponibilidade de meios de conservação dos corpos, efectuou-se o seu enterro, com honras militares, no cemitério de campanha do quartel, juntamente com outros militares mortos na defesa de Guidage. Mais tarde quando a situação na região serenou o comando do BCP 12 tentou recuperar os corpos para os entregar às Famílias. Tal não foi autorizado pois a legislação então
vigente obrigava a um período de 7 anos para que um cadáver pudesse ser levantado. As Famílias foram deste facto informadas pelo comando do batalhão e a guarnição de Guidage, a pedido do BCP elaborou um mapa do local onde se situava o cemitério de campanha. Foram feitas cópias deste documento – que se veio a tornar indispensável passados 35 anos – e guardadas nos arquivos do BCP 12 e no processo individual de cada
um dos militares pára-quedistas ali enterrados. Terminada a guerra em 1974 deu-se a independência da Guiné-Bissau e fruto das condições políticas do período que se seguiu, qualquer tentativa de recuperar os corpos era impossível de concretizar. Acrescia a situação de insegurança quase permanente na região fronteiriça com o Senegal, ou por disputas fronteiriças com a Guiné-Bissau, ou pela insegurança causada naquela área pela guerrilha do Casamance. Nunca os pára-quedistas esqueceram este episódio da sua História e sempre esteve presente para muitos o resgate dos corpos dos seus camaradas, sendo certo que a decisão última caberia às respectivas Famílias.

Anos de impasse
Entretanto, em 1985, o Governo Português encarrega a Liga dos Combatentes de exumar e concentrar em alguns cemitérios, em África, os restos mortais de todos os militares ali falecidos no decorrer da guerra ultramarina e que estão dispersos por centenas de locais.
De acordo com as mesmas disposições governamentais, no caso de as Famílias desejarem efectuar a transladação dos restos mortais para Portugal, bem como o seu funeral, estas operações terão que ser promovidas e custeadas pelas próprias famílias.
Por volta de 1996 começa a surgir um movimento de antigos pára-quedistas, com o acordo das Famílias dos soldados Lourenço, Peixoto e Vitoriano, que se propõe obter através de um peditório nacional os fundos necessários para tentar resgatar os corpos dos camaradas mortos e enterrados na Guiné-Bissau.

Preparação da missão à Guiné-Bissau
A União Portuguesa de Pára-quedistas (UPP) toma conhecimento deste assunto e tendo o entendimento que não caberia às Famílias custear o regresso dos seus entes queridos e também que a figura do “peditório” não era a mais adequada, decide custear ela todo o
processo.
A UPP começou de imediato a planificar a parte mais complexa, a operação de exumação a efectuar em Guidage, e a procurar os meios financeiros para a realizar, que se estimavam em 60.000 Euros. A este valor havia ainda que acrescentar as despesas de transladação para Portugal bem como a dos funerais e a realização de análises para
eventual identificação dos restos mortais.
Logo que conseguiu assegurar o financiamento da operação, a UPP pediu uma reunião com a Direcção da Liga dos Combatentes, na qual manifestou o desejo de realizar aquela operação tão breve quanto possível. A UPP afirmou ainda dispor dos meios humanos, materiais e financeiros para a realizar, e querer efectuá-la no âmbito do mandato que o Governo Português havia atribuído à Liga dos Combatentes. A UPP pediu assim à Liga que, no âmbito do mandato que esta recebera do Governo, lhe fosse dada cobertura política para a acção que estava planeando para Guidage.
A Liga dos Combatentes, que entretanto já tinha reunido toda a informação relativa aos locais onde haviam sido inumados militares portugueses em África, manifestou grande abertura ao pedido da UPP, decidindo ser ela própria a executar a operação, bem como a suportar os seus custos. O planeamento foi iniciado de imediato, bem como foram logo constituídas duas equipas para actuarem no terreno: Uma Equipa de Missão, destinada a criar no terreno as condições necessárias para a actuação da Equipa Técnica, constituída por três antigos militares pára-quedistas que participaram nas operações na região em 1973, a que se
juntou um militar do Exército que havia servido no quartel de Guidage. E uma Equipa Técnica, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e do Instituto de Medicina Legal, destinada a fazer a exumação e a identificação dos restos mortais. Juntou-se no local para ajudar às escavações uma firma de Bissau
contratada pela Liga dos Combatentes.

A recuperação dos corpos em Guidage
A missão de recuperação dos corpos decorreu em Março de 2008 com o apoio das autoridades da Guiné-Bissau, do Adido de Defesa e da Missão de Cooperação Técnico-Militar Portuguesa no país e sobretudo de um pequeno mas dinâmico grupo de antigos militares pára-quedistas portugueses que ali residem. A missão decorreu durante 2 semanas, sendo a primeira dedicada à preparação das condições logísticas, localização do cemitério e escavações até determinado nível abaixo do solo. A segunda semana foi dedicada à exumação e identificação dos restos mortais. Fruto da localização do cemitério de campanha – hoje terreno completamente irreconhecível – ter sido bem assinalada no mapa feito em 1973, bem como dos equipamentos geo-radar de que a equipa técnica dispunha, foi possível ao fim de três dias de trabalho árduo mas muito meticuloso, dar por concluída a exumação. No decorrer dos trabalhos de campo a Equipa Técnica conseguiu identificar os restos
mortais dos três pára-quedistas pois tinha deles elementos suficientes para tal. Mas não conseguiu com os outros militares pois não lhe tinham sido fornecidos elementos suficientes para essa identificação.
A razão para esta diferença quanto à disponibilidade dos elementos de identificação foi que, estando as Famílias do militares Pára-quedistas já alertadas para a operação, não havia o risco de as ferir com as suas recordações e esses elementos foram obtidos. O mesmo não acontecia com as Famílias dos outros militares, que não tinham conhecimento
de nada. Como a UPP não sabia se a operação iria ter êxito, decidiu não lhes pedir nenhuns elementos identificativos a fim de não lhes recordar mágoas passadas.

Transladação para Portugal
A UPP desde o primeiro momento decidiu colocar em plano de igualdade todos os militares enterrados em Guidage e transladar e fazer os funerais não apenas dos páraquedistas mas também de todos os outros cujas Famílias o desejassem. Dado que dos dez militares portugueses ali sepultados dois eram naturais da Guiné, a questão da transladação para Portugal punha-se seguramente para os três Pára-quedistas e
possivelmente também para mais cinco militares. Logo que terminada a missão, a UPP informou as cinco Famílias daqueles militares dos seus resultados e perguntou se desejavam a transladação do seu familiar. Das cinco Famílias consultadas houve três que manifestaram o desejo de que tal se efectuasse.
Entretanto as amostras dos militares exumados têm estado a ser analisadas no Instituto de Medicina Legal a fim de se poder confirmar as identidades. A demora na identificação dos três militares do Exército e a pressão das Famílias dos Pára-quedistas levaram a UPP a fazer os funerais em separado. Agora os dos três páraquedistas, já identificados, e os dos três outros militares logo que concluídas as suas identificações.

Chegada a Portugal
Em 4 de Julho último pelas 21h30 num avião da TAP - Air Portugal proveniente de Bissau, chegaram a Portugal os restos mortais dos Soldados Pára-quedistas Lourenço, Peixoto e Vitoriano.
Transportadas as urnas para o Aeródromo de Trânsito N.º 1 (Aeroporto Militar de Lisboa no Figo Maduro), decorreu um momento propositadamente resguardado e ao qual estiveram presentes apenas alguns familiares, representantes dos antigos combatentes e das actuais unidades pára-quedistas.
As urnas foram posteriormente transferidas para a Igreja da Força Aérea em S. Domingos de Benfica (Lisboa), onde já se deslocaram familiares dos falecidos. Desde o dia 4 de Julho que estão a ser tratados os normais trâmites legais para se proceder aos funerais que terão lugar, como referido no programa detalhado, em 26 de Julho de 2008.
Estes soldados, pelo sacrifício da própria vida, já tinham entrado na História das Tropas Pára-quedistas, da Força Aérea e das Forças Armadas Portuguesas.
A partir de agora esse facto fica reforçado pois são os últimos pára-quedistas mortos em combate a serem devolvidos às suas famílias, mas também os primeiros militares portugueses sepultados em África que regressam à Pátria.

Apoios
No decorrer de todo este processo a UPP sentiu o apoio interessado e mesmo de orgulho patriótico de todas, e foram muitas, as entidades e pessoas com quem teve de contactar.
E não pode deixar em claro o facto de o transporte aéreo das urnas de Bissau para Lisboa e os funerais desde Lisboa para os locais de nascimento dos seis militares exumados em Guidage, serem graciosamente feitos respectivamente pela TAP – Air Portugal e pela
ANEL – Associação Nacional de Empresas Lutuosas.


Momento de oração na Capela do AT 1 em Lisboa, no passado dia 4 de Julho


Monumento aos mortos em combate na Escola de Tropas Pára-quedistas


Fonte: União Portuguesa de Pára-quedistas
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Cabeça de Martelo

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« Responder #78 em: Julho 17, 2008, 10:21:47 am »
"Que nunca por vencidos se conheçam"



O que somos?... Amigos!

O que queremos?... Alvorada!

O que amamos?... O perigo!

O que tememos?... Nada!

Em posição!... Já!
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lancero

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« Responder #79 em: Julho 25, 2008, 04:48:57 pm »
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Guiné-Bissau: Restos de militares portugueses sepultados 35 anos depois nas terras natal  



    Lisboa, 25 Jul (Lusa) - Uma cerimónia religiosa e honras militares póstumas assinalam sábado a última homenagem a três soldados portugueses caídos há 35 anos em combate em Guidage, Guiné-Bissau, cujos restos mortais foram recentemente resgatados e transladados para Portugal.  

 

    Os restos mortais de José Lourenço, António Vitoriano e de Manuel Peixoto chegaram a 03 deste mês a Portugal, depois de uma missão de resgate inicialmente pensada há cerca de dois anos por um dos familiares da emboscada que os vitimou, protagonizada pela então guerrilha do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em Guidage, em Maio de 1973.  

 

    Os corpos encontravam-se sepultados num pequeno cemitério próximo do aquartelamento português de Guidage, onde se deu a emboscada, que viria a vitimar mortalmente um quarto páraquedista, já depois de ter sido transferido para Bissau, onde sucumbiu aos ferimentos.  

 

    As cerimónias fúnebres iniciam-se às 10:00 de sábado com uma missa de sufrágio na Igreja da Força Aérea, em S. Domingos de Benfica, na presença das urnas dos três soldados pára-quedistas.  

 

    A eucaristia será celebrada por Januário Torgal Ferreira, Capelão-chefe da Forças Armadas (Bispo das Forças Armadas), coadjuvado por antigos capelães pára-quedistas.  

 

    O ofício religioso contará com a presença antigos oficiais pára-quedistas, de representantes de diversas associações de pára-quedistas e de altas entidades civis e militares.  

 

    Assistirão à cerimónia o chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, general Valença Pinto, e os chefes de Estado-Maior dos três ramos - general Pinto Ramalho (Exército), general Luís Araújo (Força Aérea) e almirante Melo Gomes (Armada).  

 

    O Ministério da Defesa Nacional estará representado pelo secretário de Estado João Mira Gomes.  

 

    A Guarda de Honra será prestada por um corpo de Cadetes da Academia da Força Aérea.  

 

    As urnas com os restos dos três militares seguem para a Base Aérea nº 1 (Sintra), de onde partirão em aeronave da Força Aérea para o Aeródromo Militar de Tancos.  

 

    As honras fúnebres aos restos dos três soldados - o  "Último Adeus" dos Pára-quedistas  - serão prestadas cerca das 14:00 junto ao Monumento dos Mortos em Combate na Escola de Tropas Pára-quedistas.  

 

    Na ocasião será lida uma descrição da emboscada montada pelas forças do PAIGC junto a Guidage no dia 23 de Maio de 1973 e que vitimou quatro soldados portugueses.  

 

    Cumprido o "Último Adeus Pára-quedista", as urnas com os restos dos três militares serão então transportadas para as localidades de origem dos três militares.  

 

    Cádima (Cantanhede), de onde era natural José Lourenço, Castro Verde, terra natal de António Vitoriano, e Gião (Vila do Conde), onde nasceu Manuel Peixoto, são as localidades onde serão realizados funerais, de acordo com instruções das famílias.  

 

    As cerimónias fúnebres contarão com a presença de Guardas de Honra prestadas por representantes de unidades Pára-quedistas e de membros das Associações de pára-quedistas das respectivas regiões.


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Guiné-Bissau: Batalha de Guidade, uma das mais dramáticas da guerra colonial

** Carlos Santos Pereira, serviço especial para a Lusa **  

 

 

    Lisboa, 25 Jul (Lusa) - A batalha de Guidage, norte da Guiné-Bissau, representou um dos momentos mais críticos das campanhas militares mantidas pelo Estado Novo nas frentes do antigo Ultramar (Angola, Moçambique e Guiné) entre 1961 e 1974.  

 

    A emboscada protagonizada pela então guerrilha do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vitimou os três soldados pára-quedistas que serão sábado, 35 anos depois, alvo de uma última homenagem e sepultados nas suas localidades de origem.  

 

    A Guiné era, do ponto de vista militar, a mais crítica das frentes das guerras coloniais e a situação no território agravou-se de forma dramática no primeiro semestre de 1973.  

 

    Dono de um potencial bélico largamente reforçado com o apoio soviético e de uma organização militar cada vez mais sólida, o PAIGC lançou uma vasta operação visando o controlo de corredores cruciais para a manobra da guerrilha nas zonas fronteiriças com a Guiné-Conacri (Sul) e Senegal (Norte).  

 

    Uma acção em tenaz das forças do PAIGC exerceu forte pressão sobre os aquartelamentos portugueses localizados junto a duas localidades estratégicas - Guilege, no Sul, e Guidage.  

 

    Os dois aquartelamentos foram submetidos a intensas flagelações e isolados pelo cerco montado pela guerrilha.  

 

    A situação tornou mais crítica quando o PAIGC dispôs de mísseis terra-ar, de fabrico soviético.    


    Vários aviões portugueses foram abatidos em Março e Abril desse ano, interditando virtualmente o espaço aéreo da Guiné e limitando fortemente o apoio aéreo às forças e as acções de reabastecimento e evacuação de feridos.
 

    O efeito sobre o moral das tropas foi devastador.  
 

    Em Guilege, a situação tornou-se insustentável e, a 26 de Março de 1973, a guarnição portuguesa viu-se obrigada a abandonar a posição.  

 

    Ocupado o aquartelamento de Guilege, o PAIGC intensificou a sua acção sobre a vizinha Gadamael. É a fase da "Guerra dos 3 G's" (Guidage, Guileje e Gadamael), como depois começou a ser designada entre os militares portugueses na Guiné.  

 

    Gadamael resistirá, mas a defesa do aquartelamento obrigará à deslocação das forças que haviam ocupado o vizinho Cantanhez, mítico santuário do PAIGC, ocupado no início desse ano pelo Batalhão de Caçadores Pára-quedidstas 112.

 

 

    Com as forças de intervenção (pára-quedistas, comandos, fuzileiros) empenhadas nos pontos mais críticos, as reservas operacionais portuguesas ficaram virtualmente esgotadas.  

 

    Em Guidage, o cerco apertou-se progressivamente desde o início de Maio. A guarnição portuguesa foi então sujeita a intensas e prolongadas flagelações, que lhe provocaram pesadas baixas.  

 

    O cerco do PAIGC tornou extremamente difícil o esforço de reabastecimento pela única via possível, uma estrada que conduzia ao ponto de apoio mais próximo, em Binta, a uma distância de 30 quilómetros.  

 

    A situação na frente Norte tornou-se, então, cada vez dramática.  

 

    A 18 de Março, o Batalhão de Comandos Africanos lançou uma operação de assalto à base de Kumbamory, junto à fronteira com o Senegal e principal ponto de apoio do PAIGC na região, que acabaria por fracassar no objectivo de aliviar a pressão da guerrilha sobre Guidage.  

 

    Era preciso a todo o custo romper o cerco a Guidage.  

 

    A 23 de Maio, quando ainda se retirava da zona de operações do Kumbamory, onde apoiou a acção dos Comandos, a Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121 recebeu ordens para se deslocar com urgência para Binta, na margem Norte do Rio Cacheu, a fim de escoltar uma coluna de reabastecimento que tentava atingir Guidage.  

 

    Já perto de Guidage, a "121" caíu numa forte emboscada do PAIGC e, de imediato, três soldados portugueses cairam sob o fogo inimigo.  

 

    Um quarto seria ainda evacuado de helicóptero para Bissau, onde acabou por morrer .  

 

    Após 50 minutos de intenso combate, as forças do PAIGC foram desalojadas das suas posições, permitindo que o cerco a Guidage fosse finalmente rompido, mas a um preço elevado.  

 

    Dada a situação militar extremamente crítica vivida no território, a evacuação dos restos mortais dos militares tornou-se impossível e  o lema "ninguém fica para trás" náo se cumpriu .  

 

    Os restos dos três soldados foram inumados num pequeno cemitério de campanha estabelecido entre as duas redes de arame fardistas Portugueses e o desejo das famílias .  

 

    Trata-se dos três primeiros militares mortos em combate cujos restos mortais são resgatados no âmbito do programa "Conservação das Memórias", lançado há dois anos pela Liga dos Combatentes.  

 

    O projecto visa exumar e concentrar em alguns cemitérios (em princípio em África) os restos mortais de todos os militares ali falecidos no decorrer da guerra colonial e que estão dispersos por centenas de locais.  
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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« Responder #80 em: Julho 26, 2008, 10:41:11 pm »








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Última homenagem a pára-quedistas caídos na Guiné
Veteranos da Companhia 121 regressaram à Escola de Tancos

Antigos pára-quedistas da Companhia 121, veteranos da guerra colonial, regressaram este sábado à Escola de Tancos para uma homenagem sentida a três camaradas de armas que morreram em Guidage, Norte da Guiné-Bissau, e cujos restos mortais regressaram agora a Portugal.

Uma parada em silêncio escutou as primeiras palavras do general Hugo Borges, que enquanto comandante de pelotão - na altura um jovem tenente - esteve na emboscada que custou a vida aos três soldados pára-quedistas junto a Guidage, Norte da Guiné, no dia 23 de Maio de 1973.

«A bolanha abre-se, despida, enorme sem abrigo. Os páras conhecem o perigo, mas Guidage espera cercada. Avançam, chega a emboscada. Chovem morteiradas e canhoadas, RPGs cruzam os ares, dantesco fogo de artifício...», recorda o general. Os militares José Lourenço, António Vitoriano e Manuel Peixoto iam na primeira linha e foram os primeiros a cair, lembra.

As urnas com os restos dos três soldados estão alinhadas junto ao Monumento Aos Mortos em Combate que domina a parada da Escola de Tropas Pára-quedistas de Tancos. Sobre as urnas, cobertas com a bandeira portuguesa, a simbólica boina verde e o brevet dos pára-quedistas.

Vinte e três de Maio. A data da emboscada coincide com o dia dos pára-quedistas, assumindo assim uma dimensão simbólica.

«Ninguém fica para trás», manda o lema dos pára-quedistas. Na altura as circunstâncias da guerra na Guiné impediram a evacuação dos corpos dos três soldados. Trinta e cinco anos depois, os restos dos três militares foram finalmente resgatados do cemitério improvisado em que os seus restos ficaram depositados, a pouca distância do local em que tombaram em combate.

Um silêncio comovido percorre a parada. Antigos pára-quedistas, camaradas de armas dos três soldados caídos em Guidage, responderam à chamada e regressaram à Escola onde se fizeram soldados para um último adeus aos três camaradas caídos em combate. A emoção vinca muitos rostos recolhidos.

Então um jovem tenente, o general Hugo Borges recorda a emboscada de Guidage. «O primeiro soldado caiu à minha frente», diz, antes de a emoção lhe embargar momentaneamente a voz. O rosto contraído trai uma lágrima reprimida.

«Soldado não morre, voa mais alto»

Ouve-se o toque de silêncio. Segue-se um minuto de recolhimento. Depois, o Toque aos Mortos. Finalmente, Toque de Alvorada, símbolo de esperança, grito daqueles «em quem poder não teve a morte».

«A memória da morte perdura muito tempo, mas é como que um assunto que fica arrumado, uma gaveta que se fecha. Fica um certo sentimento de paz», diz Conceição Vitoriano, irmã do soldado Vitoriano, e que participou na missão de identificação dos restos dos três militares no cemitério de Guidage.

«Sabe, ao longo deste tempo aprendi muita coisa. Dizem os pára-quedistas que o soldado não morre, voa mais alto. Hoje, acredito que sim. O meu irmão não morreu. Hoje, voou mais alto», afirma.

As urnas com os restos dos três soldados abandonam a parada a caminho da sua morada definitiva. «Missão cumprida», assegura o General Borges.

Assim rematou o general as memórias da emboscada e os esforços, em que teve empenhado pessoalmente, para resgatar os restos dos três soldados que desde 23 de Maio de 1973 estavam enterrados junto ao arame farpado do antigo aquartelamento de Guidage.

Os restos dos soldados José Lourenço, António Vitoriano e Manuel Peixoto respectivamente Cádima (Cantanhede), Castro Verde e Gião (Vila do Conde) regressam hoje às terras que os viram nascer.

A romagem às memórias de Guidage, no entanto, vai prosseguir ainda amanhã.

O último domingo de Julho de cada ano é, de acordo com a tradição, dia de concentração dos pára-quedistas no santuário de Fátima.

Quando neste domingo milhares de pára-quedistas se reunirem uma vez mais em Fátima, os caídos em Guidage estarão presente em todas as memórias.

http://diario.iol.pt/sociedade/guine-gu ... -4071.html
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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zeNice

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« Responder #81 em: Julho 27, 2008, 03:00:32 am »
:Soldado2:
 

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typhonman

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« Responder #82 em: Julho 27, 2008, 06:41:51 am »
:Soldado2:
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Akagi

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« Responder #83 em: Julho 28, 2008, 03:47:28 pm »
O vosso sacrificio (e dos restantes 9.000), nunca sera esquecido

Descancem finalmente em paz, no chão sagrado da Patria pela qual deram a vida. :Soldado2:
 

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Normandy44

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« Responder #84 em: Julho 31, 2008, 02:05:15 pm »
Citação de: "Lancero"


Gosse Step???! Nunca imaginei que existissem no nosso País!!
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #85 em: Julho 31, 2008, 02:13:07 pm »
Meu caro é a marcha à Pára-quedista, é mais lenta, mais espectacular, mais...tudo!

 :arrow: http://www.pq109.com/videos/homenagem.wmv
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lancero

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« Responder #86 em: Julho 31, 2008, 11:20:27 pm »
http://www.youtube.com/user/donaidinha

Uma excelente complilação de vídeos.
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Ryan

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« Responder #87 em: Outubro 29, 2008, 11:05:16 pm »
O meu pai é um Ex-combatente que esteve no ativo no tempo da guerra do Ultramar onde esteve incorporado num contingente com destacamento em África , onde perdeu camaradas e apesar de ter sido operado, felizmente  sobreviveu atê hoje tendo actualmente 62 anos e eu gostaria de saber quais são os seus direitos e indemenizações ?
e onde se pode informar e açeder aos subsídios a que os ex-combatentes tem acesso ?
Desde já agradeço a vossa atenção a toda informação que possam dar.
Comprimentos
 

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fabio_lopes

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pedido
« Responder #88 em: Novembro 03, 2008, 03:16:37 pm »
boas eu procuro uma foto para um trabalho que estou a realizar sobre a guerra do ultrmar procurava algo como um grupo de soldados tipo abraçados ou em formatura mas poucos 2 ou 3 ou em acçao.
se me poderem indicar um site onde posso tirar algumas fotos espetaculares, ou chocantes pois estou mesmo empenhado no trabalho
cumps
Tudo por aquilo que sonho...

tratem me por tu sff
 

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Ricardo

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« Responder #89 em: Novembro 10, 2008, 12:58:04 am »
 

 

"Memórias da Guerra - 1961-1974"

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