Sector Mineiros/Extrativo

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Cabeça de Martelo

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Re: Sector Mineiros/Extrativo
« Responder #60 em: Março 16, 2019, 03:42:08 pm »
Lusorecursos prevê 500 milhões de euros para fábricas de processamento de lítio e cerâmica

O responsável pela empresa refere que está a aguardar pela assinatura formal do contrato de exploração com o Estado. A estratégia da Lusorecursos vai passar pela exploração, aproveitamento, valorização dos produtos secundários resultantes da exploração mineira.

A Lusorecursos está a projectar duas fábricas em Montalegre, uma para processamento de composto de lítio e outra de cerâmica, projectos que devem movimentar cerca de 500 milhões de euros e criar centenas de postos de trabalhos.

O diretor executivo (CEO) da Lusorecursos, Ricardo Pinheiro, disse à agência Lusa que a empresa desenvolveu um plano de negócios para implementar em Sepeda, freguesia de Morgade, concelho de Montalegre, no distrito de Vila Real, onde se prepara para avançar com a exploração de lítio.

O responsável adiantou que a empresa está a aguardar, neste momento, pela assinatura formal do contrato de exploração com o Estado.

Ricardo Pinheiro referiu que a estratégia empresarial para aquele território de Montalegre passa pela exploração, a transformação e o aproveitamento e valorização dos produtos secundários resultantes da exploração mineira.

O responsável explicou que a unidade industrial estará separada em duas fases, sendo que na primeira, no designado concentrador, será feita a separação dos vários minerais que vão sair da exploração.

Depois, numa fase seguinte, na refinaria, será processado o hidróxido de lítio a utilizar nas baterias elétricas.

Ricardo Pinheiro referiu que o investimento nesta unidade industrial “deverá rondar os 450 milhões de euros e criar entre 250 a 300 postos de trabalho”.

O responsável ressalvou que ainda estão a ser feitos estudos técnicos e que o valor final do investimento só será definido posteriormente.

Segundo a Lusorecursos, na área investigada em Sepeda, freguesia de Morgade e Sarraquinhos, as prospeções apontam para um depósito de “30 milhões de toneladas” de lítio. No entanto, a área de concessão é muito superior à investigada.

A restante matéria-prima, como o feldspato, caulino ou outras argilas, irá alimentar uma fábrica de cerâmica, onde serão produzidas “placas de grande dimensão” que poderão ser usadas em revestimentos ou pavimentos, e que, atualmente, segundo frisou Ricardo Pinheiro, “são apenas produzidas em Espanha ou na China”

O responsável destacou “a inovação” associada ao projeto e salientou também a introdução da “técnica de impressão digital”.

“É um projeto de 25 milhões de euros que vai criar cerca de 100 postos de trabalho. Trata-se de uma linha de montagem já no âmbito da indústria 4.0, totalmente automatizada, robotizada, que vai incluir uma equipa de arquitetura e de design”, afirmou.

Segundo adiantou, 80% da produção desta fábrica de cerâmica será destinada à exportação para países árabes e do Extremo Oriente.

Ricardo Pinheiro referiu que a unidade industrial do empreendimento vai ser alimentada energeticamente por uma central de biomassa, que terá uma potência instalada de 10 megawatts, ainda painéis fotovoltaicos e gás natural.

Com vista a ter matéria-prima para alimentar a central de biomassa, a empresa disse que está já a trabalhar com os baldios da região para um maior investimento na reflorestação destas áreas.

De acordo com o plano de negócios, a Lusorecursos prevê investir 20 milhões de euros nesta central e criar à volta de 80 postos de trabalho.

A empresa está também a trabalhar no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que será remetido à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Ricardo Pinheiro disse que se tudo correr bem, a exploração deve arrancar “em 2020”. “Em 2022, teremos que ter produto acabado para entregar hidróxido de lítio aos compromissos que temos com os nossos clientes”, frisou.

A procura mundial pelo lítio, usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas suficientes para uma exploração comercial economicamente viável.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/lusorecursos-preve-500-milhoes-de-euros-para-fabricas-de-processamento-de-litio-e-ceramica-422846
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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smg

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Re: Sector Mineiros/Extrativo
« Responder #61 em: Março 16, 2019, 08:54:56 pm »
Boa noite . Caro Cabeça de Martelo , parece que as minas de volfrâmio da Borralha , Montalegre , também vão ser reactivadas . Não sou contra a exploração do lítio na região já que as alterações climáticas fazem com que seja necessário procurar alternativas à queima de combustíveis fósseis . No entanto para avançar essa exploração deve implicar duas coisas . A primeira é que seja feito absolutamente tudo para minimizar os impactos negativos das minas  no ambiente assim como a reabilitação paisagística no fim  da exploração . Em segundo lugar não pode acontecer o mesmo que aconteceu com as barragens . Montalegre tem 5 da EDP , e uma 6 espanhola , foram os melhores terrenos agrícolas que foram inundados , o país tem lucrado com isso , a EDP e os seus accionistas , hoje em dia espalhados pelo mundo , também têm lucrado , e o que fica no concelho Barrosão são tostões . Nos anos 50 do século passado houve um político de Lisboa que veio cá dizer que essas barragens iam ser um grande factor de desenvolvimento . Miguel Torga ,ao ouvir isso escreveu num dos seus Diários que os políticos de Lisboa eram uns papagaios insinceros . Não se enganou , hoje o concelho de Montalegre tem cerca de um terço da população que tinha na altura da construção das barragens , população essa muito envelhecida e a diminuir de ano para ano . Por isso muitas das mais valias , desta vez , têm que ficar por cá e servir para contrariar a morte lenta desses concelhos de Boticas e Montalegre . Se essas duas condições não forem atendidas , então terei que me juntar aos que se opõem às minas .
Já que estou a falar de minas , quem passar pelo concelho de Vila Pouca de Aguiar , pode visitar o lugar de Três Minas , com 3 crateras resultantes da exploração do ouro pelos romanos . Tem um pequeno museu perto que explica todo o processo de mineração , muito interessante e impressionante . Um abraço .
 

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Lusitano89

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Re: Sector Mineiros/Extrativo
« Responder #62 em: Maio 03, 2019, 01:32:28 pm »
Empresa australiana Fortescue desiste de prospeção de lítio no Alto Minho


A australiana Fortescue, que requereu a prospeção de lítio na zona de Fojo, que abrange os concelhos de Monção, Melgaço e Arcos de Valdevez, desistiu do pedido e comunicou a decisão à Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

De acordo com o documento a que a agência Lusa teve hoje acesso, os representantes legais da Fortescue Metals Group Exploration pty em Portugal comunicaram à DGEG a "desistência do pedido e do respetivo procedimento" para a denominada zona de Fojo, que abrange os concelhos de Monção, Melgaço e Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo.

No documento, datado de 30 de abril, enviado à divisão de minas, a advogada Joana Silva Aroso "solicita a retirada imediata de toda a informação geoespacial relativa aquele pedido, constante do sistema de informação geográfica da DGEG".

Em causa está um requerimento para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais na área denominada Fojo apresentado à DGEG pela empresa australiana Fortescue Metals Group Exploration pty.

O aviso do pedido de prospeção e pesquisa foi publicado em março em Diário da República (DR).

As autarquias dos três municípios abrangidos por aquele pedido apresentaram uma "contestação conjunta" junto da DGEG, exigindo o indeferimento do pedido da empresa australiana.

Na sequência da publicação em DR daquele aviso foi criado um movimento cívico.

Designado "Em Defesa das Serras da Peneda e do Soajo", o movimento vai promover no dia 12 uma caminhada de contestação a um pedido de prospeção de lítio nos três concelhos.

Em declarações, hoje, à Lusa, Ludovina Sousa, da organização, adiantou que a "caminhada pretende ser um protesto simbólico para dar visibilidade ao movimento e à luta que está a ser travar para impedir a maior ameaça de sempre à integridade das Serras da Peneda e Soajo".

A iniciativa reunirá participantes dos três concelhos "alvo" do pedido de prospeção: Melgaço, Monção e Arcos de Valdevez.

O movimento cívico criado nas redes sociais, já constituído por mais de 9.600 membros, lançou ainda uma petição pública, assinada por mais de 9.300 pessoas, e disponibilizou um modelo de reclamação junto da DGEG.

Na petição pública, o movimento cívico refere que "zona requerida para prospeção integra a Zona de Proteção do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), Rede Natura 2000, Reserva Ecológica Nacional (REN) e Reserva Agrícola Nacional (RAN)", estando sujeita também a algumas restrições decorrentes dos Planos Diretores Municipais (PDM)dos três concelhos.

"Trata-se da maior ameaça de sempre à integridade das Serras da Peneda e Soajo. As consequências serão devastadoras. Será um verdadeiro atentado ecológico", sustentam os autores do documento.

A "ameaça" que a prospeção representa para "as aldeias seculares e emblemáticas" daquela região, para "a saúde pública, a "destruição da paisagem, da flora e da fauna" e a "delapidação do património histórico, familiar e ambiental", são outros dos argumentos apresentados na petição.

No final de abril, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou que o Governo vai lançar, até final do ano, oito novos concursos para exploração de lítio em Portugal, garantindo que tais operações não põem em causa a saúde das populações daquelas zonas ou o meio ambiente.

A procura mundial pelo lítio, usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas suficientes para uma exploração comercial economicamente viável.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/empresa-australiana-fortescue-desiste-de-prospecao-de-litio-no-alto-minho
« Última modificação: Maio 03, 2019, 01:35:01 pm por Lusitano89 »
 

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asalves

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Re: Sector Mineiros/Extrativo
« Responder #63 em: Maio 06, 2019, 06:12:31 pm »
Lusorecursos prevê 500 milhões de euros para fábricas de processamento de lítio e cerâmica

O responsável pela empresa refere que está a aguardar pela assinatura formal do contrato de exploração com o Estado. A estratégia da Lusorecursos vai passar pela exploração, aproveitamento, valorização dos produtos secundários resultantes da exploração mineira.

A Lusorecursos está a projectar duas fábricas em Montalegre, uma para processamento de composto de lítio e outra de cerâmica, projectos que devem movimentar cerca de 500 milhões de euros e criar centenas de postos de trabalhos.

O diretor executivo (CEO) da Lusorecursos, Ricardo Pinheiro, disse à agência Lusa que a empresa desenvolveu um plano de negócios para implementar em Sepeda, freguesia de Morgade, concelho de Montalegre, no distrito de Vila Real, onde se prepara para avançar com a exploração de lítio.

O responsável adiantou que a empresa está a aguardar, neste momento, pela assinatura formal do contrato de exploração com o Estado.

Ricardo Pinheiro referiu que a estratégia empresarial para aquele território de Montalegre passa pela exploração, a transformação e o aproveitamento e valorização dos produtos secundários resultantes da exploração mineira.

O responsável explicou que a unidade industrial estará separada em duas fases, sendo que na primeira, no designado concentrador, será feita a separação dos vários minerais que vão sair da exploração.

Depois, numa fase seguinte, na refinaria, será processado o hidróxido de lítio a utilizar nas baterias elétricas.

Ricardo Pinheiro referiu que o investimento nesta unidade industrial “deverá rondar os 450 milhões de euros e criar entre 250 a 300 postos de trabalho”.

O responsável ressalvou que ainda estão a ser feitos estudos técnicos e que o valor final do investimento só será definido posteriormente.

Segundo a Lusorecursos, na área investigada em Sepeda, freguesia de Morgade e Sarraquinhos, as prospeções apontam para um depósito de “30 milhões de toneladas” de lítio. No entanto, a área de concessão é muito superior à investigada.

A restante matéria-prima, como o feldspato, caulino ou outras argilas, irá alimentar uma fábrica de cerâmica, onde serão produzidas “placas de grande dimensão” que poderão ser usadas em revestimentos ou pavimentos, e que, atualmente, segundo frisou Ricardo Pinheiro, “são apenas produzidas em Espanha ou na China”

O responsável destacou “a inovação” associada ao projeto e salientou também a introdução da “técnica de impressão digital”.

“É um projeto de 25 milhões de euros que vai criar cerca de 100 postos de trabalho. Trata-se de uma linha de montagem já no âmbito da indústria 4.0, totalmente automatizada, robotizada, que vai incluir uma equipa de arquitetura e de design”, afirmou.

Segundo adiantou, 80% da produção desta fábrica de cerâmica será destinada à exportação para países árabes e do Extremo Oriente.

Ricardo Pinheiro referiu que a unidade industrial do empreendimento vai ser alimentada energeticamente por uma central de biomassa, que terá uma potência instalada de 10 megawatts, ainda painéis fotovoltaicos e gás natural.

Com vista a ter matéria-prima para alimentar a central de biomassa, a empresa disse que está já a trabalhar com os baldios da região para um maior investimento na reflorestação destas áreas.

De acordo com o plano de negócios, a Lusorecursos prevê investir 20 milhões de euros nesta central e criar à volta de 80 postos de trabalho.

A empresa está também a trabalhar no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que será remetido à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Ricardo Pinheiro disse que se tudo correr bem, a exploração deve arrancar “em 2020”. “Em 2022, teremos que ter produto acabado para entregar hidróxido de lítio aos compromissos que temos com os nossos clientes”, frisou.

A procura mundial pelo lítio, usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas suficientes para uma exploração comercial economicamente viável.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/lusorecursos-preve-500-milhoes-de-euros-para-fabricas-de-processamento-de-litio-e-ceramica-422846

Se alguém tiver tempo que veja a reportagem:
https://www.rtp.pt/noticias/pais/sexta-as-9-exploracao-de-litio-entregue-a-acusado-de-fraude_n1140871

Para perceberem como este Pais funciona.
 

 

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