Madeira e o Défice

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Madeira e o Défice
« em: Outubro 13, 2011, 06:04:47 pm »
Dada a importância deste assunto que toca a todos nós (e aos nossos bolsos), resolvi abrir este tópico

Contas/ Madeira
PSD avisa que o novo Governo Regional terá de cumprir com rigor o plano de ajustamento
13 | 10 | 2011   17.14H

O líder parlamentar social-democrata advertiu hoje que a solidariedade entre Governo da República e Madeira terá de ter dois sentidos, impondo-se que o próximo executivo regional cumpra e execute "com rigor" o futuro plano de ajustamento financeiro.
Destak/Lusa | http://www.destakes.com/redir/5ce778e91 ... 82403b388f
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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miguelbud

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Re: Madeira e o Défice
« Responder #1 em: Outubro 13, 2011, 06:21:03 pm »
Está aqui um excelente artigo sobre o descalabro da Madeira e os tempos muito negros que se avizinham na ilha.

http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs ... deira.aspx
 

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Re: Madeira e o Défice
« Responder #2 em: Dezembro 07, 2011, 07:52:07 pm »
preparem-se para mais austeridade para continuar a sustentar o Jardim

http://economico.sapo.pt/noticias/madei ... 33231.html
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Re: Madeira e o Défice
« Responder #3 em: Dezembro 27, 2011, 07:28:08 pm »
Citar
Jardim assina plano de resgate até 16 de Janeiro
Madeira terá impostos equiparados ao continente e fica proibida de se endividar

27.12.2011 - 17:30 Por Tolentino de Nóbrega

O plano de resgate financeiro da Madeira, que envolve um empréstimo cujo valor Alberto João Jardim não quis revelar, implica a transferência da gestão da dívida pública da Madeira para o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, proibindo a região de mais endividamento.

A Madeira perde também as competências administrativas dos Assuntos Fiscais que são transferidos para a Autoridade Tributária e Aduaneira. O presidente do governo madeirense nega que todas medidas traduzam o fim da autonomia da região: “É o acordo possível, mas sem este acordo seria pior porque estava em causa a sustentabilidade da dívida pública”, declarou Jardim ao anunciar esta tarde a Carta de Intenções enviada no dia 23 ao primeiro-ministro, para obter a assistência financeira do Governo da República e os termos do contrato de financiamento intercalar.

O aumento do IVA para 22%, um ponto percentual abaixo do nível das taxas aplicadas no continente é a medida mais gravosa para a população madeirense inserida no plano de resgate financeiro apresentado esta tarde pelo governo regional. Esta proposta de plano de ajustamento financeiro, de que depende o empréstimo a conceder pelo Governo da República, deverá ser apreciado pelo próximo Conselho de Ministros, para ser assinado por Alberto João Jardim até 16 de Janeiro.

Todos os impostos pagar pelos contribuintes madeirenses passam a ser equiparados aos aprovados a nível nacional, de que resulta um agravamento médio de 25%. Deixa assim de existir o diferencial que poderia ir até menos 30 por cento, segundo a Lei de Finanças Regionais, ou até menos 20% em relação às tabelas nacionais, como exigia a troika.

Entre outras medidas que Jardim sempre garantiu que nunca aplicaria na Madeira, o acordo alarga ao arquipélago restrições estabelecidas no memorando da troika, como a redução em 2 por cento do número de funcionários públicos e no mínimo de menos 15 por cento em cargos dirigentes da administração regional e local.

O plano determina também a redução de 15 por cento dos custos operacionais do sector público empresarial; fixa num máximo de 150 milhões as despesas de investimento e aumenta em 15 por cento o tarifário dos transportes públicos. O acordo consagra ainda a introdução das taxas moderadoras na saúde e, em substituição das portagens rodoviárias, o governo regional compromete-se a aumentar as taxas do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) para valores superiores aos do continente.

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/mad ... ar-1526647
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Re: Madeira e o Défice
« Responder #4 em: Fevereiro 08, 2012, 10:54:04 am »
o AJJ que se ponha a pau, que o Reich está atento...

Alemanha
Merkel: Madeira é exemplo de mau uso dos fundos europeus

Económico com Lusa  
08/02/12 07:42

Verbas "serviram para construir túneis e auto-estradas, mas não para aumentar a competitividade", criticou a chanceler alemã.

Angela Merkel deu ontem a Madeira como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus, sublinhando que naquela região autónoma estas verbas "serviram para construir túneis e auto-estradas, mas não para aumentar a competitividade".

Na opinião de Merkel, os referidos fundos devem servir para apoiar financeiramente as pequenas e médias empresas, por exemplo, como ficou decidido no recente Conselho Europeu, em Bruxelas, e não mais para construir estradas, pontes e túneis, como sucedeu, na sua opinião, naquela região autónoma portuguesa.

"Quem já esteve na Madeira, deve ter ficado convencido que os fundos estruturais europeus foram bem aplicados na construção de muitos túneis e auto-estradas, mas isso não conduziu a que haja mais competitividade", observou a chefe do governo alemão, numa palestra proferida perante alunos, na Bela Foundation, em Berlim, noticiada esta noite pela RTP.

A União Europeia aprovou a distribuição de cerca de 350 mil milhões de euros de fundos estruturais pelos estados membros no período entre 2007 e 2013, cabendo a Portugal cerca de 25 mil milhões de euros.

Uma proposta franco-alemã aprovada no Conselho Europeu, no início de Fevereiro, prevê o reencaminhamento dos fundos estruturais que ainda não tenham sido orçamentados para criar mais emprego e crescimento económico, sem prejuízo, no entanto, da verba orçamentada para cada país.

Na mesma palestra, Merkel defendeu ainda uma maior transferência de poderes dos estados membros para Bruxelas, para que se possam erradicar as deficiências na construção Europeia, "que a crise financeira pôs claramente a descoberto", disse.

Admitiu, no entanto, que esta mudança "gerará acesos debates" na União Europeia.

A futura união política que resultar destas alterações terá também de ter uma Comissão Europeia "que funcione como um governo europeu", disse ainda.

O Conselho Europeu dos 27 chefes de Estado e de governo funcionará como uma segunda câmara do parlamento, prosseguiu Merkel.

A chanceler alemã voltou também a defender a permanência da Grécia no euro, advertindo, no entanto, que Atenas tem de cumprir os compromissos assumidos com a União Europeia e o FMI para receber um primeiro resgate de 110 mil milhões de euros, e para aceder a um segundo empréstimo de 130 mil milhões de euros.

 http://economico.sapo.pt/noticias/merke ... 37747.html
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miguelbud

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Re: Madeira e o Défice
« Responder #5 em: Fevereiro 08, 2012, 11:25:18 am »
O problema é que as obras nao foram feitas com os fundos comunitários, caso contrário a regiao nao teria a dívida que tem.

Os fundos comunitários devem estar bem guardadinhos na caixa forte de um banco suíco em nome de meia duzia de bandidos :N-icon-Axe:
 

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papatango

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Re: Madeira e o Défice
« Responder #6 em: Fevereiro 09, 2012, 05:06:25 pm »
coisas não são assim tão simples.
Parte das obras púbicas, estradas, pontes e viadutos, foram pagas parcialmente com dinheiros europeus. Essas obras faziam sentido e foram de grande utilidade.
Depois disto, ocorreu um processo acessório, em muitos lugares do país.
Os poderes autárquicos e os poderes económicos (empresas de construção) passaram a fazer pressão sobre os governos para que não parassem com os programas de construção de estradas.

As autarquias queixavam-se porque também queriam auto-estrada à porta e os construtores ameaçaram com o despedimento de centenas de milhares de pessoas, que o estado teria que sustentar com subsídios de desemprego.

Ameaçados com um aumento do desemprego, que levaria a um desaceleramento da economia, e a um agravamento do deficit público, os governos optaram por uma fuga para a frente.
É por isto que os socialistas acusam o Cavaco de ter começado o processo.
O problema, é que o programa de obras públicas no inicio, fazia todo o sentido. E fazia no continente, como fazia na Madeira.

A Madeira tem hoje hotéis em lugares onde nunca seria possível terem sido instalados se não fossem os viadutos. O Funchal está a poucos minutos do aeroporto e muitos investimentos turísticos não teriam sido feitos se não fossem os viadutos e os túneis.

O problema para o João Jardim foi o mesmo.
Toda a gente queria um viaduto e um túnel, mesmo que não houvesse qualquer investimento para o justificar. A situação saiu fora de controlo como saiu no continente.
Ou já se esqueceram da terceira auto-estrada Lisboa-Porto ?
 

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miguelbud

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Re: Madeira e o Défice
« Responder #7 em: Fevereiro 10, 2012, 12:14:55 pm »
Papatango,

escreveu muito bem, mas quase acabou por dar uma visao altruísta das nossas obras públicas. Esqueceu-se de 2 pontos importantíssimos, que estao umbilicalmente ligados á corrupçao na construçao de grandes infraestruturas.

1 - Ex-Politicos como presidentes de grandes construtoras estategicamente colocados de modo a ganhar concursos públicos.

2 - Expropriaçao de terrenos a preços chorudos (quando estes pertencem a amigalhaços). Coisa que é frequente acontecer uma vez que os amigalhaços sao informados que terrenos devem comprar antes da expropriaçao.

É certo que isto aconteceu por todo o território nacional, mas na madeira deve ter sido um ve se te avias que, enfim.... No entanto talvez esteja errado, pois nunca ouvi nada sobre derrapagens nas obras da regiao, o que acaba por ser esquisito :twisted:

A terceira ligaçao Porto-Lisboa iria ser uma forma de compensar o dinheiro que muitos amigalhaços perderam com a compra especulativa de terrenos á volta da Ota. Nao se esqueça que uma das razoes para o aeroporto no campo de tiro em Alcochete ficar mais barato era a poupança que se iria fazer sem tantas expropriaçoes.
 

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nelson38899

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Re: Madeira e o Défice
« Responder #8 em: Fevereiro 11, 2012, 03:13:12 pm »
Citação de: "miguelbud"
Papatango,

escreveu muito bem, mas quase acabou por dar uma visao altruísta das nossas obras públicas. Esqueceu-se de 2 pontos importantíssimos, que estao umbilicalmente ligados á corrupçao na construçao de grandes infraestruturas.

1 - Ex-Politicos como presidentes de grandes construtoras estategicamente colocados de modo a ganhar concursos públicos.

2 - Expropriaçao de terrenos a preços chorudos (quando estes pertencem a amigalhaços). Coisa que é frequente acontecer uma vez que os amigalhaços sao informados que terrenos devem comprar antes da expropriaçao.

É certo que isto aconteceu por todo o território nacional, mas na madeira deve ter sido um ve se te avias que, enfim.... No entanto talvez esteja errado, pois nunca ouvi nada sobre derrapagens nas obras da regiao, o que acaba por ser esquisito :twisted:

A terceira ligaçao Porto-Lisboa iria ser uma forma de compensar o dinheiro que muitos amigalhaços perderam com a compra especulativa de terrenos á volta da Ota. Nao se esqueça que uma das razoes para o aeroporto no campo de tiro em Alcochete ficar mais barato era a poupança que se iria fazer sem tantas expropriaçoes.

O papatango levou com uma lavagem cerebral de laranjas. Pois agora até o Alberto João jardim ou o Valentim Loureiro, são segundo os seus comentários, bons políticos.  

Para ser sincero tinha-o em melhor consideração, do que tenho agora.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

 

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