Agências de rating

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Cunha

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Re: Agencias de rating
« Responder #60 em: Julho 29, 2011, 12:51:47 am »
A vergonha continua, esta União Europeia está-se a tornar um estado facista controlado e pilotado pelos globalistas, em que nos querem impor o federalismo europeu a toda a força.
Tal como já tinha dito, na minha maneira de ver a descida do rating Português não foi mais que uma acção concertada entre a UE e as agencias de rating americanas para conduzir em primeira instancia os PIIGS à falência, com o objectivo de depois nos retirar soberania e nos conduzir rumo ao federalismo europeu.
Pois bem confirma-se a maquinação hedionda de que estamos a ser vitimas, já temos o ministro da economia alemão a defender publicamente que os países resgatados devem passar soberania para Bruxelas.

O circo está montado.


Alemanha propõe que países resgatados cedam parte de sua soberania à UE.

O ministro de Economia alemão, o democrata-cristão Wolfgang Schäuble, afirmou que competências fiscais e orçamentárias poderiam ser cedidas
 
Frankfurt - O ministro de Economia alemão, o democrata-cristão Wolfgang Schäuble, propôs em entrevista que os países que receberam resgate financeiro cedam à União Europeia (UE) parte de sua soberania.

Além disso, em carta aos deputados de sua coalizão, avaliou que a crise da dívida não foi solucionada com a cúpula do euro da semana passada.

Em uma entrevista concedida à revista "Stern", Schäuble disse que "a integração deve avançar e um Estado com problemas, que seja ajudado, deve ceder em troca à UE parte de seus direitos de soberania".

O ministro acrescentou que "isto seria sempre melhor do que expulsar Estados em débito da zona do euro" e afirmou que a Europa apenas terá êxito "se ficar claro que seus membros não podem deixar o euro".

Além disso, na carta aos deputados, afirmou que a crise da dívida não acabou na cúpula do euro da semana passada e exigiu que seja mantida uma estrita consolidação.

Por outro lado, Schäuble considerou que com o acordo dos chefes de Estado e governo da UE, a Europa deu um passo importante para superar a crise grega e assegurar a estabilidade financeira da região.

Schäuble afirmou ainda que a situação financeira dos outros países da zona do euro que foram penalizados pelos mercados não é tão preocupante, mas também exigiu que mantenham os esforços de consolidação fiscal e orçamentária a fim de evitar que aconteça um contágio.

"Respeitamos a independência do Banco Central Europeu totalmente. E estamos a seu favor, não a criticamos. Isto deveria ser válido também no sentido contrário", disse o ministro alemão na entrevista, questionando indiretamente o banco, que no passado responsabilizou a Alemanha pela extensão da crise de endividamento europeu com sua postura.[/i]

http://exame.abril.com.br/economia/mund ... rania-a-ue
Saudações Patrióticas.
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Agencias de rating
« Responder #61 em: Julho 29, 2011, 10:32:59 am »
Isso é o que eu e outros cá no fórum têm dito à já à muito tempo.

Os "Nacionalistas" portugueses ( :roll: ) é que devem estar todos contentes, é mais um passo para pertencerem ao 4º Reich.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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miguelbud

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Re: Agencias de rating
« Responder #62 em: Agosto 22, 2011, 01:47:13 pm »
Pressão sobre a Grécia pode ter impacto no nosso rating

A Grécia volta a estar sob pressão, com vários países a exigirem mais garantias nos empréstimos concedidos no âmbito do primeiro resgate do país. E isso pode ter consequências no rating de outros Estados «problemáticos» da Zona Euro, na óptica da Moody`s. Portugal e Irlanda estão inevitavelmente nesse grupo.

Quando as autoridades europeias desenharam o primeiro programa de apoio financeiro à Grécia, em Maio de 2010, não contavam ainda com a ajuda de um mecanismo europeu de financiamento. O resgate foi definido através de empréstimos directos de países a Atenas. Países esses que reclamam cada vez mais garantias em troca da ajuda prestada.

Foi a Finlândia que começou com as exigências, mas rapidamente a Áustria, os Países Baixos e a Eslováquia se apressaram a pedir mais garantias nos seus empréstimos. Atenas logo esclareceu que não estavam a ser feitas quaisquer negociações com nenhum outro país que não a Finlândia.

O efeito dominó

Portugal e Irlanda, os outros dois países europeus com programas de assistência financeira em curso, já beneficiaram do fundo europeu de resgate para a definição dos seus empréstimos internacionais. Mas podem levar por tabela com a pressão que os credores estão a exercer sobre Atenas, exigindo mais garantias.

A Moody`s veio advertir esta segunda-feira que a procura de acordos de dívida desse tipo pode atrasar a próxima tranche de ajuda à Grécia e ameaça causar um incumprimento no pagamento da dívida.

Mais: a proliferação de acordos de garantia seria o mesmo que estar também a limitar a disponibilidade de fundos para programas de resgate futuros, pelo que a agência de notação financeira espera que os Estados-membros da Zona Euro possam, em última instância, rejeitar o acordo entre a Grécia e a Finlândia.

«O acordo provisório sobre a garantia [entre os dois países] levanta preocupações sobre a disposição e a capacidade de alguns políticos da área do euro para implementar medidas que se revelem necessárias para preservar a estabilidade da União Monetária Europeia», alerta a Moody`s, numa nota citada pela Reuters.

Isso faz endurecer a responsabilidade da Alemanha e da França na tomada de medidas mais fortes para apoiar o projecto do euro: «Esta reticência coloca maior pressão sobre a Alemanha e a França para assumirem uma postura fortemente apoiada para a Zona Euro, com efeitos mais concretos e imediatos do que as propostas que os dois países fizeram na semana passada».

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/fin ... -1729.html
 

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miguelbud

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Re: Agencias de rating
« Responder #63 em: Agosto 30, 2011, 01:39:16 pm »
Fitch tem fé: Portugal evitará incumprimento
A agência Fitch acredita que Portugal conseguirá evitar o incumprimento ou uma restruturação da sua dívida, mas adia para o último trimestre do ano qualquer decisão sobre o rating da dívida nacional, que está sob revisão para possível corte.

De acordo com uma apresentação divulgada esta terça-feira pela agência de notação financeira e citada pela Lusa, a decisão sobre o rating de Portugal dependerá dos riscos que permanecem sobre a implementação do programa de assistência financeira, as perspectivas de crescimento da economia no curto e longo prazo, assim como a sustentabilidade da dívida pública e da dívida externa do país.

A deterioração da conjuntura macroeconómica é uma das maiores preocupações da agência, tendo em conta o desequilíbrio que as contas públicas portuguesas apresentam, e a previsão de uma recessão profunda. A Fitch acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal registará uma contracção de 4% em termos acumulados este ano e no próximo, consistente com as previsões das instituições económicas internacionais.

A Fitch aponta ainda os riscos que o ajustamento trará ao sistema financeiro português («que empresta a um sector privado dos mais endividados da Europa e que está altamente dependente de financiamento no mercado»), e aponta que será necessária uma recapitalização dos bancos e um aumento do financiamento do BCE.

Apesar destes riscos, a agência de notação, que cortou o rating de Portugal em sete níveis no último ano e meio, acredita que Portugal «deve conseguir evitar o incumprimento ou a reestruturação da sua dívida», mas aponta que, como Portugal começou o seu processo de ajustamento macroeconómico um ano depois da Grécia, a confiança em Portugal provavelmente não será restaurada no curto prazo.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/eco ... -1730.html