Sector Aeroportuario/Aeronautica

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Lusitano89

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #150 em: Abril 20, 2018, 08:06:18 pm »
Ministro garante que novo aeroporto está "dentro do calendário previsto"


O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, disse hoje que deverá receber na próxima semana o estudo sobre o impacto ambiental do novo aeroporto do Montijo, garantindo que o processo decorre “dentro do calendário previsto”.

“Estamos para receber na próxima semana o estudo do impacto ambiental [sobre o novo aeroporto] e estamos já a negociar a proposta que a ANA Aeroportos apresentou ao Governo”, afirmou o ministro aos jornalistas, à saída de uma reunião da Concertação Social, em Lisboa, sobre o Programa Nacional de Reformas (PNR).

Pedro Marques reafirmou que existe “um grande consenso” sobre a matéria, referindo que o Governo e o PSD já consideraram que o aeroporto no Montijo “é uma boa solução”.

“Estamos dentro do calendário previsto no memorando assinado há um ano, o que significa que se tudo correr bem teremos o aeroporto pronto em 2021”, reforçou Pedro Marques.

Sobre o tema da reunião da Concertação Social, o PNR, o ministro disse que, em reposta aos receios dos parceiros sociais manifestados durante o encontro, o governante afirmou “de forma clara” que o documento se articula com o Programa de Estabilidade (PE) mas que “não se subjuga” a este último.

“É possível fazer reformas, implementar medidas que melhoram o crescimento económico e melhoram a sustentabilidade das contas públicas, mas a sustentabilidade das contas públicas também é muito importante para que o Governo continue a implementar medidas de política para melhorar, por exemplo, os rendimentos dos portugueses, portanto estes documentos complementam-se e não se subjugam um ao outro”, frisou o ministro.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Vieira Lopes, disse estar preocupado com as verbas para qualificação, uma vez que, segundo adiantou, não foi feito um balanço dos atuais fundos europeus "de uma forma correta" e por isso receia que "os erros" estejam a ser refletidos no acordo que o Governo firmou com o PSD esta semana sobre o próximo quadro.

Para o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, o PNR é "positivo na globalidade", salientando que há uma valorização do documento por integrar mais dois setores - habitação e prevenção e segurança do interior do país - mas defendeu que o documento do Governo deve ser melhorado.

Já o líder da CGTP, Arménio Carlos, afirmou que o PNR é marcado por "uma insuficiência muito grande", pois ao apostar na qualificação, não dá a importância devida à qualidade do emprego.


>>>>>>>> https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministro-garante-que-novo-aeroporto-esta-dentro-do-calendario-previsto
 

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perdadetempo

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #151 em: Maio 21, 2018, 03:43:46 pm »
De 24 a 27 de Maio de 2018, decorre no aeródromo de Ponte de Sôr o evento Portugal Air Summit 2018

http://www.portugalairsummit.com/index.php/pt/

nota: um dos expositores é o "drone hopper" que se propõe a construção de drones para combater incêndios (por enquanto ainda estão a construir os protótipos).
https://www.drone-hopper.com/prototipo
« Última modificação: Maio 21, 2018, 03:53:31 pm por perdadetempo »
 

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Lusitano89

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #153 em: Julho 09, 2018, 04:15:43 pm »
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #154 em: Julho 17, 2018, 03:32:25 pm »
Lisboa, o turismo e um aeroporto saturado


« Última modificação: Julho 17, 2018, 03:34:10 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #155 em: Julho 17, 2018, 06:53:30 pm »
Lisboa, o turismo e um aeroporto saturado



Para mim não é novidade nenhuma é a minha realidade diária, existem  " entupimentos " em todas as áreas dos terminais !!
Mas os nossos especialistas da treta sabem o que fazem, mas o que fazem é encanar a perna á RÃ, NADA DE NADA OS RESULTADOS ESTÃO BEM VISÍVEIS !!

Abraços
 

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Daniel

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #156 em: Julho 18, 2018, 04:09:44 pm »
PCP insiste na necessidade urgente de aproveitamento do aeroporto de Beja
https://24.sapo.pt/noticias/nacional/artigo/pcp-insiste-na-necessidade-urgente-de-aproveitamento-do-aeroporto-de-beja_24537081.html

Citar
O PCP/Alentejo insistiu hoje na "necessidade urgente do cabal aproveitamento" do aeroporto de Beja, que custou 33 milhões de euros e assume "importância ainda maior", sobretudo, devido à saturação dos aeroportos de Lisboa e Faro.Num comunicado enviado à agência Lusa, a Direção Regional do Alentejo (DRA) do PCP considera que "a potenciação do aeroporto de Beja assume uma importância ainda maior num quadro em que, não dispensando a construção" de um novo aeroporto no Montijo, "se verifica o crescimento da oferta e da procura turísticas, a saturação do aeroporto de Lisboa e o esgotamento da capacidade do aeroporto de Faro".

Trata-se, segundo os comunistas, de um quadro que coloca "a necessidade urgente do cabal aproveitamento do aeroporto de Beja", mas também do investimento na eletrificação e na modernização do material circulante da rede ferroviária da Linha do Alentejo, sobretudo do troço entre Beja e Casa Branca, para "garantir ligações rápidas e confortáveis", e do acabamento ou lançamento de obras na rede rodoviária da região, "capazes de potenciar ainda mais o porto de Sines e contribuir para o desenvolvimento da base económica regional".

O PCP defende que o Alentejo e o resto de Portugal "precisam que se potenciem infraestruturas existentes", como o aeroporto de Beja, que "tem o seu valor e as suas potencialidades intrínsecas".

Os comunistas apontam a "urgência do Estado" em ver o aeroporto de Beja, no qual "já investiu milhões de euros", como "um importante instrumento para a dinamização de um 'cluster' associado à aeronáutica, dinamizador da atividade das empresas da região e do seu desenvolvimento e potenciador do incremento de uma ainda maior atração turística".

No comunicado, a DRA do PCP manifesta, por outro lado, "total desacordo com implementação de portagens" na A26, que deveria ligar Sines e Beja e cujas obras dos troços entre Santa Margarida do Sado e Beja foram canceladas.

O PCP reclama a abertura ao trânsito do troço "já finalizado" da A26 entre o nó Grândola Sul da A2 e Santa Margarida do Sado, no concelho de Ferreira do Alentejo, e "a concretização total do projeto" da autoestrada e sem portagens entre Sines, Beja e Vila Verde de Ficalho, já no concelho de Serpa e quase na fronteira com Espanha.

A DRA do PCP também insiste na necessidade de construção da 2.ª fase do hospital de Beja, que tem sido "sucessivamente adiada", e do Hospital Central Público do Alentejo, em Évora, "mantendo e reforçando as valências em cada uma das unidades de saúde" das quatro sub-regiões do Alentejo.

Os comunistas defendem também a melhoria e o reforço dos cuidados de saúde primários e da rede de cuidados paliativos e continuados e o aumento do número de profissionais no Serviço Nacional de Saúde no Alentejo.

O PCP alerta, ainda, para o facto de o Alentejo "necessitar de uma verdadeira política de coesão territorial".

Neste sentido, a DRA do PCP revela "preocupação" com "o caráter generalista do conjunto de decisões" do Governo PS decorrentes do Plano Nacional da Política de Ordenamento do Território e do Programa Nacional para a Coesão Territorial e das "recentes medidas para a nova versão do Programa de Valorização do Interior (PVI) e com as opções tomadas ao nível da reprogramação do programa de fundos comunitários Portugal 2020 e da preparação do Portugal 2030.

O PCP critica também o "foguetório mediático" e "o oportunismo e as contradições que atravessam diversos setores do PS" nos planos local, regional e nacional e sublinha que o Governo, "ao mesmo tempo que fala em coesão territorial, continua a fechar ou a degradar o funcionamento de serviços públicos", nomeadamente nas áreas de educação, saúde, correios, justiça e segurança.
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Daniel

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #157 em: Julho 20, 2018, 04:26:21 pm »
Maior avião do mundo aterra pela primeira vez em Beja
A portuguesa Hi Fly adquiriu recentemente um gigante da Airbus, o A380.

https://www.cmjornal.pt/economia/detalhe/maior-aviao-do-mundo-aterra-pela-primeira-vez-em-beja?ref=Bloco_CMAoMinuto

Citar
A portuguesa Hi Fly dedica-se a "emprestar" aviões (wet lease) e reforçou recentemente a frota com dois gigantes da Airbus, do modelo A380. Um deles vai aterrar na próxima segunda-feira em Beja. O aeroporto alentejano vai ser desta forma o primeiro em território nacional a receber a aeronave, que é considerado o maior avião de passageiros do mundo.

A Hi Fly está esta sexta-feira com o A380 em Farnborough, no Reino Unido, no âmbito de um evento de referência para a aviação, o Farnborough Air Show. A companhia vê nesta presença uma "oportunidade para apresentar a mais recente aquisição à indústria".
No passado dia 6 de Julho, a Hi Fly tornou-se na quarta companhia europeia, depois da Lufthansa, Air France e British Arways, a incluir um A380 na sua frota, avançou na altura o Correio da Manhã. A nível global, é a 14.ª a operar a aeronave, e a primeira a fazê-lo em regime de wet lease. A aquisição, cujo montante envolvido não foi revelado, realizou-se através da subsidiária da Hi Fly em Malta.



O A380 da Hi Fly tem uma capacidade para 471 passageiros distribuídos por três classes. No piso principal há espaço para 12 lugares de primeira classe e 311 de classe económica. Já o piso superior terá 60 lugares de classe executiva e 88 de económica. Numa configuração de alta densidade, este avião poderá transportar até 853 passageiros. O avião tem ainda a particularidade de estar decorado com uma "mensagem" que se insere na campanha Salve os Recifes de Coral", da Fundação Mirpuri. De um lado, um azul escuro com corais destruídos e do outro um azul claro, a simbolizar o oceano imaculado, pedem a sustentabilidade dos mares.

O Airbus A380 pode transportar mais de 800 pessoas quando é configurado apenas para classe económica.

A Hi Fly, sediada em Lisboa, opera uma frota de 15 aeronaves Airbus em regime quase exclusivo de ‘wet lease’ – fornecimento de aviões com tripulação, manutenção e seguros. Entre os clientes da Hi Fly encontram-se a TAP, Corsair e Norwegian.

Contactada, a companhia não se pronunciou de imediato, a tempo da publicação do artigo.

Aeroporto de Beja pede mais



Em declarações à rádio Voz da Planície, que avançou em primeira-mão com a "visita" do A380 a Beja, Bruno Ferreira, do Movimento Beja Merece+, afirma que o acolhimento do A380 prova a capacidade do aeroporto de Beja, e aproveita para reclamar melhores acessos terrestres para o mesmo.

Há apenas dois dias, também o PCP/Alentejo insistia num comunicado enviado à agência Lusa que é importante a "potenciação" deste aeroporto numa altura de saturação e esgotamento para os outros aeroportos nacionais.

Nos primeiros três meses do ano Beja só recebeu 29 passageiros, avançou o Expresso, sendo que em Fevereiro este aeroporto recebeu a visita de um único passageiro. Dado o congestionamento em Lisboa, já estão a ser transferidos desde Junho para este pólo alentejano voos com destino às Canárias que deviam partir da capital.

 

Ainda no início deste mês, foi anunciado que o Governo e ANA vão unir esforços para promover aeroporto de Beja junto dos operadores turísticos. Vai ser lançada uma campanha que procura atrair operadores que organizam viagens ponto a ponto para Beja, oferecendo a competitividade da infra-estrutura já a partir do próximo Verão IATA.

O ano passado, a ANA, concessionária do aeroporto de Beja, assumiu que este serve quase só para estacionamento e manutenção de linha de aviões de algumas companhias aéreas. Isto, quando o valor do investimento ascendeu aos 33 milhões de euros e foi inaugurado há sete anos.

Todos os restantes aeroportos nacionais não têm capacidade para receber aparelhos com a envergadura do A380. Tal só deverá ser possível em Lisboa a partir de 2021, ano previsto para a conclusão das obras de adaptação do aeroporto Humberto Delgado.
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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #158 em: Julho 23, 2018, 05:45:24 pm »
PCP quer resgate da ANA, controlo total sobre TAP e novo aeroporto em Alcochete
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pcp-quer-resgate-da-ana-controlo-total-sobre-tap-e-novo-aeroporto-em-alcochete

Citar
O dirigente do PCP Vasco Cardoso defendeu hoje a reversão da privatização da ANA, maior controlo público sobre a TAP e reiterou que a melhor opção é a construção faseada de um novo aeroporto em Alcochete."O PCP considera que o país está ainda a tempo de evitar um colossal erro que seria o do adiamento, uma vez mais, da construção do Novo Aeroporto de Lisboa. A construção de um novo terminal na base aérea do Montijo (ou noutra localização dentro do modelo Portela+1) é uma solução sem futuro", afirmou, em conferência de imprensa na sede nacional comunista, em Lisboa.

O membro da comissão política do Comité Central comunista destacou os benefícios ambientais e de segurança da solução do campo de tiro de Alcochete e sublinhou a necessidade de "resgate da concessão da ANA e o controlo total da TAP", além do "investimento e reforço de pessoal nas várias estruturas da administração pública que têm impacto na operação aeroportuária", como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Navegação Aérea de Portugal (NAV).

"O período do verão veio evidenciar ainda mais o conjunto de constrangimentos, problemas e preocupações que atingem as infraestruturas aeroportuárias do país. A situação caótica que se vive, designadamente no aeroporto de Lisboa, tem um responsável operacional - a multinacional Vinci, detentora da ANA -, mas também responsáveis políticos: aqueles que, no Governo ou na oposição, apoiaram a privatização: PS, PSD e CDS", acusou.

Vasco Cardoso descreveu a empresa de origem francesa que detém a concessão dos dez aeroportos portugueses por 50 anos desde 2013 como "um autêntico espremedor" porque "reduziu o investimento, aumentou a precariedade e a subcontratação, aumentou as taxas, as tarifas, as rendas, adiou e procura condicionar opções estratégicas", agindo "na mais absoluta impunidade a coberto de um criminoso contrato de concessão".

"O PCP denuncia mais uma vez a tentativa que está em curso, a partir da multinacional Vinci e com total cobertura do Governo minoritário do PS, de substituir a necessária construção do Novo Aeroporto de Lisboa, de forma faseada, no campo de tiro de Alcochete, pela construção de um novo terminal na base aérea do Montijo. Uma hipótese que apenas beneficiaria a Vinci, que se libertaria da obrigação de construção do Novo Aeroporto de Lisboa", continuou o dirigente comunista.

O membro da comissão política do Comité Central do PCP afirmou que o investimento médio anual da ANA foi reduzido em 57 milhões de euros desde a privatização e que os lucros em 2017 ascenderam a 248 milhões de euros.

"Uma empresa que, apesar da privatização [revertida, entretanto, para metade na posse do Estado português], se mantém como companhia aérea de bandeira e é uma das principais empresas exportadoras nacionais e que deixa todos os anos no país, além dos resultados líquidos, cerca de 525 milhões de euros que paga diretamente em salários, mais de 400 milhões de euros que paga de impostos e mais de 100 milhões de euros com que contribui para a Segurança Social", descreveu ainda sobre a TAP.
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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #159 em: Julho 23, 2018, 05:52:21 pm »
PCP quer resgate da ANA, controlo total sobre TAP e novo aeroporto em Alcochete
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pcp-quer-resgate-da-ana-controlo-total-sobre-tap-e-novo-aeroporto-em-alcochete

Citar
O dirigente do PCP Vasco Cardoso defendeu hoje a reversão da privatização da ANA, maior controlo público sobre a TAP e reiterou que a melhor opção é a construção faseada de um novo aeroporto em Alcochete."O PCP considera que o país está ainda a tempo de evitar um colossal erro que seria o do adiamento, uma vez mais, da construção do Novo Aeroporto de Lisboa. A construção de um novo terminal na base aérea do Montijo (ou noutra localização dentro do modelo Portela+1) é uma solução sem futuro", afirmou, em conferência de imprensa na sede nacional comunista, em Lisboa.

O membro da comissão política do Comité Central comunista destacou os benefícios ambientais e de segurança da solução do campo de tiro de Alcochete e sublinhou a necessidade de "resgate da concessão da ANA e o controlo total da TAP", além do "investimento e reforço de pessoal nas várias estruturas da administração pública que têm impacto na operação aeroportuária", como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Navegação Aérea de Portugal (NAV).

"O período do verão veio evidenciar ainda mais o conjunto de constrangimentos, problemas e preocupações que atingem as infraestruturas aeroportuárias do país. A situação caótica que se vive, designadamente no aeroporto de Lisboa, tem um responsável operacional - a multinacional Vinci, detentora da ANA -, mas também responsáveis políticos: aqueles que, no Governo ou na oposição, apoiaram a privatização: PS, PSD e CDS", acusou.

Vasco Cardoso descreveu a empresa de origem francesa que detém a concessão dos dez aeroportos portugueses por 50 anos desde 2013 como "um autêntico espremedor" porque "reduziu o investimento, aumentou a precariedade e a subcontratação, aumentou as taxas, as tarifas, as rendas, adiou e procura condicionar opções estratégicas", agindo "na mais absoluta impunidade a coberto de um criminoso contrato de concessão".

"O PCP denuncia mais uma vez a tentativa que está em curso, a partir da multinacional Vinci e com total cobertura do Governo minoritário do PS, de substituir a necessária construção do Novo Aeroporto de Lisboa, de forma faseada, no campo de tiro de Alcochete, pela construção de um novo terminal na base aérea do Montijo. Uma hipótese que apenas beneficiaria a Vinci, que se libertaria da obrigação de construção do Novo Aeroporto de Lisboa", continuou o dirigente comunista.

O membro da comissão política do Comité Central do PCP afirmou que o investimento médio anual da ANA foi reduzido em 57 milhões de euros desde a privatização e que os lucros em 2017 ascenderam a 248 milhões de euros.

"Uma empresa que, apesar da privatização [revertida, entretanto, para metade na posse do Estado português], se mantém como companhia aérea de bandeira e é uma das principais empresas exportadoras nacionais e que deixa todos os anos no país, além dos resultados líquidos, cerca de 525 milhões de euros que paga diretamente em salários, mais de 400 milhões de euros que paga de impostos e mais de 100 milhões de euros com que contribui para a Segurança Social", descreveu ainda sobre a TAP.

Eu, que de comunista nada tenho, estou completamente de acordo com o que o PCP aqui afirma !!

Abraços

 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #161 em: Julho 26, 2018, 03:17:01 pm »
Plataforma cívica quer Alcochete como alternativa ao aeroporto do Montijo





Uma plataforma cívica defendeu hoje a utilização do Campo de Tiro de Alcochete em alternativa à Base Aérea n.º 6, no Montijo, distrito de Setúbal, para a construção do novo aeroporto, argumentando que a decisão está fundamentada em mitos.

“A alternativa Campo de Tiro de Alcochete é uma opção mais vantajosa”, disse à Lusa o engenheiro e antigo ex-presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) Carlos Matias Ramos.

Na apresentação da Plataforma Cívica Aeroporto BA6 – Montijo Não, realizada hoje perto do Parque Empresarial Fisipe, no Barreiro, com vista para a Base Aérea n.º 6, o responsável apontou que a decisão do Governo “não é uma opção pensada”.

“Não há um documento que sustente a decisão no Montijo”, frisou.

O que o responsável e a plataforma pedem é o acesso a um documento que justifique a decisão, que tenha em conta “o impacto nas pessoas e o comportamento e desempenho desta solução aeroportuária”.

De acordo com Carlos Matias Ramos, “os mitos constantes têm sido a base da fundamentação do processo de decisão”.

Segundo o engenheiro, o Governo diz que esta é uma solução mais barata, rápida e com impactos ambientais semelhantes a outras hipóteses.

“Nada mais falso. Temos a solução alternativa Campo de Tiro de Alcochete, onde podemos construir dois edifícios que custam o mesmo. A pista na Base Aérea do Montijo não serve e tem que ser aumentada. E mesmo assim não permite aviões de classe C”, explicou.

O novo aeroporto no Montijo terá também “um risco estrutural”, ao ser “construído sobre lodo”, indicou o ex-presidente do LNEC.

“Temos conhecimento que a espessura de lodo nesta zona anda pelos quinze metros, logo, a capacidade de carga é nula. O edifício que ali se situa foi construído sobre estacaria, foi buscar capacidade de resistência a uma profundidade adequada”, referiu.

O responsável apontou, neste sentido, que “no Campo de Tiro de Alcochete não acontece nada disto”.

“Quando se diz que no Montijo é mais barato porque já há uma pista, é falso”, frisou.

Carlos Matias Ramos disse também que “83 por cento da zona de circulação tem que ser intervencionada” e que a parte final da pista 01 “tem que ser prolongada em trezentos metros, porque neste momento não consegue receber aviões tão simples como o A320-200”.

O engenheiro lembrou que este acrescento será construído “em aterros sobre lodos” e que a pista terá que ser alteada, “porque a inclinação que existe obriga a esse alteamento”.

Segundo o responsável, esta situação pode causar outro problema e questionou: “como é que se faz o cruzamento com a pista 08, que neste momento é de nível? Como é que passam os aviões da 08 para a 01? Vão altear a 08? Vão impedir que os aviões vão a essa zona?”

Carlos Matias Ramos apontou ainda que “em 2035 o Portela mais Montijo vai saturar”, e que “quando se faz um investimento, não se faz para amanhã, mas para a vida”.

Outro dos subscritores do manifesto, consultor na área das telecomunicações, Manuel Fernandes, falou sobre os impactos ambientais da construção do aeroporto no Montijo.

“As aves que habitam o Estuário do Tejo, além de estarem em risco, também constituem uma ameaça para a segurança aérea, porque os aviões na aproximação à pista vão sobrevoar estas aves, com grande probabilidade de serem sugadas pelos reatores ou de coliderem nos vidros do ‘cockpit’”, explicou.

O responsável disse ainda que se trata de “um atentado à segurança industrial”, isto porque o Parque Empresarial Fisipe é “um autêntico barril de pólvora”.

“Se cai aqui um avião ou uma aeronave pode haver uma explosão de dimensões catastróficas”, frisou.

Já um antigo membro da Quercus, Acácio Pires, referiu que “o ruído acima do permitido” vai ser prejudicial para a saúde da população, nomeadamente para quem sofre de doenças cardiovasculares e para a concentração das crianças.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/plataforma-civica-quer-alcochete-como-alternativa-ao-aeroporto-do-montijo
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica Novo
« Responder #162 em: Julho 30, 2018, 10:17:00 pm »
Aeroporto de Coimbra será discutido na câmara em Setembro


A eventual localização de um aeroporto em Coimbra deve ser discutida em Setembro, numa das reuniões do executivo municipal. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, que fez do aeroporto um dos trunfos eleitorais, anunciou nesta segunda-feira que os vereadores estarão em condições de analisar a viabilidade da operação depois da rentrée.
 
O autarca afirmou na reunião de câmara desta segunda-feira que, a partir de meados de Setembro, o município terá condições para avaliar trabalhos, viabilidade e custos para a abertura do aeródromo de Coimbra a vôos “internacionais e comerciais”. No entanto, apesar de defender a necessidade de avaliar os “custos associados” à adaptação da estrutura de Coimbra, Manuel Machado não descarta totalmente outras hipóteses, dando o exemplo de Monte Real, no distrito de Leiria, “desde que possa ser apoiada pelo governo”.

Na campanha para as eleições autárquicas de 2017, Machado defendeu que a abertura de um aeroporto internacional na zona Centro deveria ter lugar em Coimbra, no aeródromo Municipal Bissaya Barreto, e não na base aérea de Monte Real, uma opção que até já tinha defendido, mas da qual se afastou.

A informação sobre a discussão de Setembro foi avançada por Manuel Machado na reunião de câmara já depois de o vereador eleito pelo movimento Somos Coimbra, José Manuel Silva, ter voltado a levantar a questão do aeroporto. A 17 de Julho, a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) emitiu um parecer favorável a José Manuel Silva, que já tinha pedido acesso aos estudos sobre o aeroporto que Machado diz ter e que a câmara “encomendou e pagou noutros períodos”, referiu o presidente no discurso de tomada de posse, em Outubro de 2017.

O vereador solicitou acesso a “todos os estudos” relativos ao processo que terão servido de “fundamentação para a reiterada promessa”. Em comunicado, o movimento Somos Coimbra tinha já classificado a falta de acesso aos documentos como “uma chocante atitude de falta de transparência e de profundo desrespeito pela democracia”. A CADA deliberou que a CMC “deve facultar o acesso aos documentos solicitados pelo requerente”. O presidente da autarquia deixou o vereador sem resposta.

“Não queremos repetir os erros” registados no caso do aeroporto de Beja, referiu o autarca, sublinhando a necessidade de adoptar uma solução “liberta de megalomanias”. Mas essa precaução não é suficiente, entende. Para Manuel Machado, é preciso “ter atractividade que sustente” a infra-estrutura.

Algumas das intervenções a decorrer ou planeadas para a região, como a requalificação do IP3 ou as obras na linha da Beira Alta, exemplifica o presidente da CMC, poderão contribuir para a sustentabilidade da estrutura aeroportuária através da melhoria das ligações.

Para levar a proposta avante, Manuel Machado, que é também presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), defende que a construção de um aeroporto deve ser “um projecto alargado a vários municípios”. Isto, uma vez que não serviria apenas Coimbra, mas também a sua região, numa “bacia demográfica na ordem dos dois milhões de habitantes”, estima.

Quando, na cerimónia de apresentação da recandidatura à câmara municipal que contou com a presença de António Costa, Machado anunciou a intenção de avançar com o projecto, o governo não se comprometeu com a solução de Coimbra para a instalação de uma estrutura do género na região Centro.

O autarca tem vindo desde então a repetir a intenção de avançar com a ideia, tendo já apontado para 2021 (o ano em que termina o actual mandato) como um horizonte para concluir a obra cujo custo deve andar entre os 10 e os 12 milhões de euros. O objectivo é que a estrutura possa receber “tráfego internacional charter e low cost”.


:arrow: https://www.publico.pt/2018/07/30/local/noticia/machado-aponta-discussao-sobre-o-aeroporto-de-coimbra-para-setembro-1839591
« Última modificação: Julho 31, 2018, 12:10:12 am por Lusitano89 »
 

 

Sector público nacional melhorou nos anos 90

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Última mensagem Janeiro 07, 2017, 01:14:59 am
por HSMW
Sector da Saude - Hospitais, etc..

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Última mensagem Outubro 09, 2014, 02:04:19 pm
por Cabeça de Martelo
Sector da Agricultura e pecuária

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Última mensagem Dezembro 25, 2006, 06:54:01 pm
por Luso