Sector Naval

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #75 em: Abril 17, 2012, 07:28:08 pm »
Parece que os estaleiros da Martifer, também ganharam o concurso para o navio que vai fazer cruzeiros na amazónia.

http://economico.sapo.pt/noticias/douro ... 42731.html
 

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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #76 em: Abril 18, 2012, 10:23:31 am »
Boas miguelbud,

O que me parece ( nota é só mesmo isso, não tenho qualquer fonte) é que existe uma parceria entre a Martifer e a Douro Azul, se repares naquela noticia sobre o ENVC, existia a intenção de ambas empresas "ficarem " com os ENVC.

Se for mesmo isto é finalmente para mim uma coisa bem pensada, só é pena não existir mais em Portugal,  é a pareceria entre quem constrói e quem depois gere o produto, tem tudo para ter sucesso. Só tenho mesmo pena que os ENVC tenham ficado fora deste tipo de parceria. ( conforme mais abaixo pode significar muitos navios para construir )

Se confirmar a minha opinião, acho que os frutos começam aparecer, a Douro Azul começa a internacionalizar e por arrasto a Martifer começa a construir navios para "exportação".

Conforme esta entrevista e por mais alguma existe uma intenção de ter 3 navios a operar na amazónia até 2017 ( ou seja da quase um navio a cada dois anos, para "exportação" ) e chamo atenção a parte sublinhada a bold, o que poderá quer dizer que sejam necessários muitos mais navios.

" Aventuras na Amazónia e viagens ao espaço. O empresário Mário Ferreira não faz a coisa por menos. Mas os cruzeiros no rio Amazonas, com a Mystic Cruises, e as idas ao espaco, com a Caminho das Estrelas - duas empresas do Grupo Douro Azul -, pouco ou nada contribuem para as contas. Em entrevista ao ‘Projecto Empresa', do ETV, Mário Ferreira revela que os cruzeiros no Douro são a grande prioridade.

 

Em que fase está o projecto dos cruzeiros na Amazónia?
A secretária de Estado do Turismo da Amazónia desafiou-me a unir Manaus a Iquitos, num programa de dois mil quilómetros. É uma área muito vasta, com poucas ou nenhumas acessibilidades, o que torna o desafio muito grande. Um navio que possa funcionar entre Manaus e Iquitos terá de ter uma autonomia de sete dias. Essa parte está ultrapassada, já sabemos onde podemos parar e as visitas que podemos fazer e as grandes atracções que existem.
 

Falta o navio e financiá-lo....
Falta construir o navio, que já está aprovado. Agora estamos na fase intermédia, do financiamento, para depois entrar na construção e iniciar actividade.

 

E como o vai o financiar? Houve um projecto de IPO que não chegou a concretizar-se....
Esse IPO [Oferta Pública Inicial] esteve próximo de acontecer, mas a conjuntura não permitiu. Passámos à frente. Estamos agora com outro modelo de financiamento interessante, mas não posso ainda revelar as fontes interessadas em financiar o navio. Há duas possibilidades.

 

O grande objectivo era financiar o projecto da Amazónia?

Era dar o salto para a Amazónia mais rápido. Não o demos em 2012, quem sabe teremos o projecto em 2014... Dois anos de atraso, mas hoje a empresa vale mais, Por isso, não perdi - antes pelo contrário, ganhei muito em não ter feito o IPO em 2010.

 

Garantiu financiamento para os seus projectos de investimento?

Sim, porque temos feito operações interessantes. Fizemos o que alguns banqueiros e bancários portugueses achavam praticamente impossível, que foi, numa altura de crise, conseguir a confiança de bancos alemães e suíços para financiar os nossos projectos, a taxas muito competitivas. O 'mix' entre bancos portugueses, que também nos têm apoiado, e europeus, permite-nos trabalhar ainda com 'spreads' aceitáveis.

 

Tem dois navios-hotel em construção.

Sim, na Martifer, que é o 'Ama a Vida' e o 'Queen Isabel', que entram ao serviço logo no início de 2013 e estão já vendidos por cinco anos. Um para os mercados americano e australiano, e outro para os mercados americano e inglês.

 

Prevê duplicar a facturação até 2014. O que vai sustentar esse crescimento?

Vai ser sustentado, como no passado, em novos navios. Como vamos ter dois novos em 2013, haverá um salto grande na facturação. E com outros dois novos navios-hotel, em 2014, haverá outro grande salto. Como esses já estão pré-vendidos, é muito mais fácil sabermos com algum rigor o que vai ser a facturação e os EBITDA. Em 2013 vamos duplicar o EBITDA para cerca de dez milhões de euros. Em relação a 2014, andaremos nos 15 milhões. É uma subida grande? Sim. Mas a estrutura será a mesma.

 

Não receia uma reviravolta que ameace esses investimentos?

Temos 147 milhões de euros de pré-vendas a nível mundial, com empresas que têm 60 milhões de euros de lucros anuais. Empresas em que os contratos com a Douro Azul representam entre 2 e 3 % das vendas. É uma fatia muito pequena, o risco é limitado - embora exista sempre risco. Mas o risco está disperso a nível global.

 

A Douro Azul tem os direitos para comercializar em Portugal as primeiras viagens turísticas ao espaço. Já vendeu alguma?

Representamos a Virgin Galactic em Portugal e já vendemos quatro viagens, totalmente pagas, a portugueses. Mas temos 45 interessados registados no 'site'. A nave existe há muito tempo, só espera a certificação da FAA americana para começar os voos regulares. "
 

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chaimites

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Re: Sector Naval
« Responder #77 em: Abril 18, 2012, 10:09:39 pm »
Boas!

MARTIFER e DOURO AZUL nao queriam ficar com os ENVC, queriam construir navios nas instalações pertencentes aos ENVC.
O Estado ficava com a Empresa ENVC, com o Passivo, com os trabalhadores e tudo o que diz respeito aos ENVC ficaria igual ao que é hoje em dia.
Eles simplesmente pretendiam usar as instalações e fretar mão de obra, consoante fizesse falta.
A recusa do Ministerio da Defesa, foi muito bem dada,  não havia qualquer plano de futuro para os ENVC.
 

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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #78 em: Abril 19, 2012, 09:19:07 am »
boas,

Caro chaimites, se a proposta foi apresentada tal como tu dizes, concordo contigo.

O que vem na comunicação socila é diferente:

" O presidente da "Douro Azul' refere
que a sua empresa chegou a apresentar
ao Ministério da Defesa "uma
proposta para a concessão da empresa",
"garantindo os postos de trabalho
e os restantes compromissos".
A proposta, segundo diz Mário Ferreira,
acabou por ser recusada, tendo
o Ministério informado que tinha
ofertas mais vantajosas. "

Eu não tenho qualquer fonte de qual é a correcta.

De qualquer das formas tenho pena que o ENVC não estejam envolvidos neste negocios/pareceria para construção de navios, mas este exemplo da martifer e da Douro Azul é sempre de louvar.
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #79 em: Abril 26, 2012, 11:55:33 am »
Concordo contigo Malagueta, e acho que seria interessante os armadores portugueses terem participaçoes nas empresas de construçao naval, pois seria uma maneira salvaguardar a sustentabilidade do sector e os seus próprios interesses, especialmente nos tempos que correm. Nao sei como funciona este sector, mas noutros vemos muitos casos em que 2 empresas sao ambas clientes, parceiros, concorrentes e fornecedores uma da outra. Os tempos das quintinhas já lá vao.

Chaimites explica-me uma coisa, se o navio para os cruzeiros for construído em Portugal terá obrigatoriamente de ser montado no Brasil, certo? Pergunto isto porque nao me parece que uma embarcaçao de cruzeiros fluviais se possa aventurar a atravessar o Atlantico devido á ondulaçao.
 

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HSMW

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Re: Sector Naval
« Responder #80 em: Abril 30, 2012, 08:12:57 pm »
QUEREMOS VOLTAR AO MAR?

Preocupados com a situação e futuro do nosso País, não podemos deixar de tal vos manifestar, em face do que ultimamente e em especial no dia de hoje se passou com nosso futebol.

Ver muita gente de nosso povo, com quase novecentos anos de existência como nação, ao longo dos últimos dias, inquieta e dar profunda atenção com a entrada (parece que foi uma entrada coxa) ou não, em campo, da equipa do Leiria. Os médias de páginas e ecrans cheios, com polémicas de longas horas sobre a pontuação dos clubes. As gentes das finanças temerosas se as competições futebolísticas param, e os políticos assustados com possíveis agitações públicas, não podíamos deixar de nos preocupar.

Ver um país, que foi dito de marinheiros, e se solidificou por via do mundo marítimo e ramificou suas geneses do falar e do espiritual pelos cinco continentes do globo, ficar reduzido a pouco mais de 19 mil marinheiros profissionais (Armada, Comércio e Pesca) mas tendo já atingido o registo oficial de mais de 22 mil jogadores de bola profissionais.
Ver um país que construiu alguns dos maiores estádios de futebol deste globo e ainda não construiu um terminal portuário para exportar os seus minérios que tanto se aguarda exportar.
Ver um país que se inunda de escolas de formação de jogadores e arrasa a melhor Escola de Pesca do Mundo.
Ver um pais que constrói as melhores auto-estradas para se ligar aos campos de futebol e ainda não construiu um quilómetro de novas vias férreas europeias para seus portos.
Ver um país a delirar com o desempenho de seus jogadores em clubes estrangeiros e aplaude delirantemente seus clubes nacionais repletos de estrangeiros.
Ver um país a reduzir e racionar o consumo de água nos seus laboratórios e instalações de biologia marinha e gasta milhões de metros cúbicos em regas de relvados.
Ver um país onde bastas multidões correm nos fins da semana para os campos de futebol e seus portos e baías ficam vazias de velas brancas desportivas.
Ver um país a construir largas dezenas de complexos faraónicos de todos os motivos e deixar definhar ou extinguir seus estaleiros navais.

Tudo isto não pode deixar de nos questionar se de facto é assim que pretendemos de novo saltar nas ondas do mar ou vamos continuar a dinamizar o saltitar sobre os relvados.
Com o tão minguado dinheiro que temos os dois ”exercícios” são impossíveis de realizar.

Eu vos envio o meu muito saudar
Joaquim Ferreira da Silva - Capitão da Marinha Mercante
 :arrow:  http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/20 ... o-mar.html
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Luso

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Re: Sector Naval
« Responder #81 em: Abril 30, 2012, 09:36:08 pm »
É tudo por acaso, HSMW. Não é nada planeado.
Aliás, como todos os gostos e preocupações e mundivisão da multidão. É tudo espontãneo.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #82 em: Maio 07, 2012, 11:21:58 am »
Navegador luso restaura veleiro com o apoio do Montepio

O velejador solitário Ricardo Diniz está a recuperar em Portugal, nos Estaleiros Navais de Peniche, com o patrocínio do Montepio, um veleiro muito especial que será “uma embaixada flutuante da portugalidade” durante a expedição “Montepio Mare Nostrum”. Uma expedição marítima à Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Portugal, que vai iniciar no final de Julho.

Ricardo Diniz avança que este é o primeiro passo para cumprir mais um sonho há muito seu. “Comprei o barco em Setembro de 2011. É o meu primeiro barco. Estava parado em La Rochelle, um importante porto francês para vela oceânica, e a precisar de melhoramentos e restauros.”
Durante a “Montepio Mare Nostrum”, o navegador irá viver a sua maior expedição até hoje. Ricardo Diniz estará sozinho em alto mar cerca de um mês numa epopeia cuja ideia nasceu em 2004, e que é agora possível tornar realidade.
Com 20 metros de comprimento e capacidade para superar os 25 nós de velocidade, o veleiro está a ser redesenhado por dentro e por fora e recuperado com os materiais e técnicas mais modernas, asseguradas pela equipa de Ricardo Diniz e pelos Estaleiros Navais de Peniche. “Daqui a poucas semanas o veleiro estará incrível e irreconhecível”, assegura Ricardo Diniz.
Com o apoio do Montepio, Ricardo Diniz quer continuar a colocar Portugal no centro do mundo, considerando que o país também tem de beneficiar do facto de ser "20 vezes mais mar do que terra" e de ter na história a epopeia dos descobrimentos. “Mas temos mesmo de olhar para a frente agora. Portugal precisa do seu mar para garantir o seu futuro”, reforça o velejador.
No seu vasto currículo dedicado a atividades ligadas à educação, palestras e ao mar - já navegou 80 mil milhas - figuram quatro travessias do Oceano Atlântico, três Tall Ships como comandante e a viagem solitária do Lisboa-Dakar à vela, em 2005, que ocorreu em paralelo com o mítico rali, entre outras.
 

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HSMW

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Re: Sector Naval
« Responder #83 em: Junho 16, 2012, 04:39:41 pm »
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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #84 em: Agosto 31, 2012, 10:44:34 am »
Estaleiros Navais do Mondego reabrem brevemente
Segundo fonte sindical, a reabertura dos antigos Estaleiros Navais do Mondego (ENM), na Figueira da Foz, está apenas dependente da assinatura do contrato.

"Está tudo conversado, tudo a postos para reabrir, falta apenas a formalização da assinatura do contrato [de atribuição do alvará] com a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF)", disse à agência Lusa António Moreira, coordenador da União de Sindicatos de Coimbra (USC/CGTP).

Recorde-se que apenas uma empresa se apresentou a concurso de atribuição do alvará, sendo que o sindicalista adianta o nome 'Atlantic Eagle Ship Building', "com suporte financeiro nacional que lhe permite arrancar com a exploração", incorporada por "algumas pessoas que estiveram ligadas à actividade naval" nos estaleiros de São Jacinto (Aveiro).

António Moreira frisou ainda que os antigos ENM deverão assumir a denominação em inglês da empresa proprietária, sendo que "muito recentemente" foi concretizada a assinatura de contratospromessa "com todos" os 44 extrabalhadores, um dos requisitosdo concurso.

Ainda de acordo com o sindicalista, é de esperar que a empresa comece a laborar no início de setembro, sendo que os primeiros 30 dias "serão para preparar todos os equipamentos" para que em outubro "já possa haver alguma actividade de reparação" de embarcações e posterior construção.
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #85 em: Agosto 31, 2012, 04:00:00 pm »
Excelente notícia para a Figueira.

Li ontem no Jornal de Negócios que a Atlanticeagle Shipbuilding é totalmente portuguesa, controlada (52%) pela Flyfordgest, uma SGPS que (detém a empresa promotora do "Gaiart's Plaza Centrum"). Este é o tal grupo que faz parte dos 4 finalistas á privatizaçao dos ENVC.
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #86 em: Setembro 14, 2012, 11:05:59 pm »
Muito bem mandada  :rir:  :rir:

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Chega hoje ao Douro a barcaça real que os ingleses não queriam perder


Tem entre 3500 e 5 mil euros para gastar numa semana no Douro, desfrutando do mesmo luxo em que a rainha de Inglaterra viajou no Tamisa? Então é provável que esta notícia lhe interesse particularmente: chega nesta sexta-feira ao Porto a barcaça real Spirit of Chartwell, que, após ter estado ao serviço das comemorações do Jubileu de Isabel II, no desfile fluvial do dia 3 de Junho, foi adquirido pelo empresário Mário Ferreira e vai, a partir de agora, efectuar cruzeiros turísticos a partir do Porto, inaugurando o novo serviço da Douro Azul. A primeira viagem do Spirit of Chartwell no Douro está marcada para o próximo dia 22, mas a embarcação só deve passar a operar regularmente a partir de Março.

"As barcaças de luxo são um produto que actualmente só existe em França e nós vamos aproveitar a publicidade gratuita que a compra do barco da rainha está a ter nos media ingleses", disse Mário Ferreira ao PÚBLICO, aludindo ao facto de a venda do Spirit of Chartwell estar a provocar alguma polémica do outro lado do canal da Mancha. Os ingleses, sempre zelosos dos símbolos reais, não gostaram de saber que a embarcação foi vendida "com prejuízo" pelo seu proprietário e a notícia chegou aos principais jornais. "Se os ingleses estão com saudades do barco, então podem vir fazer um cruzeiro no Douro", ironiza Ferreira.

O Spirit of Chartwell, decorado em púrpura e dourado, tem 64 metros de comprimento e conta com 14 cabinas de luxo e uma suíte real. Segundo Mário Ferreira, nem chegou a estar à venda. "Assim que vi as imagens da barcaça, e porque já tinha a ideia deste novo negócio, tirei uma manhã para descobrir a quem pertencia. Percebi que o dono era o Philip Morrell, que conheço há vinte anos. Fiz o contacto e fechei o negócio ainda em Junho. Agora não faltam pretendentes ao barco, mas, naquela altura, foi uma sorte ter feito a proposta no timing certo".

Pela leitura dos jornais ingleses, percebe-se o resto do enredo que ajudou a trazer a barcaça real para o Douro. A Magna Carta Steamship Company, anterior proprietária, tentou obter licença para que o barco pudesse efectuar percursos turístico entre Londres e Richmond, mas viu essa pretensão ser-lhe negada pelas autoridades, devido à passagem sob uma ponte. Como se este desaire não fosse suficiente, o barco perdeu ainda o lugar no cais no centro de Londres que a organização dos Jogos Olímpicos precisou de ocupar. "Foi a última gota. Decidi que o barco não era viável", explicou Philip Morrell ao The Telegraph.

Mário Ferreira entrou em cena e, segundo Morrell, comprou o Spirit of Chartwell por metade do preço que tinha custado. O montante do negócio está, porém, abrangido por uma cláusula de confidencialidade. "O que interessa é que o barco está comprado e pago", diz.

Notícias de Maio nos jornais ingleses, porém, apontavam para que a aquisição e transformação do barco, de 1997, tenha custado mais de 8 milhões de libras (10 milhões de euros) a Morrel, que há três anos tinha descoberto em Roterdão - em mau estado e arrestada por um banco - esta embarcação que também operou no rio Reno sob o nome de Van Gogh.

Após a consumação do negócio, Mário Ferreira ainda teve que esperar pelo final dos Jogos Olímpicos para tomar posse da barcaça real, que esteve ao serviço da Nike até 12 de Agosto. Na semana passada, o barco iniciou, no cais de Ramsgate, em Kent, a sua viagem rumo ao Douro, tendo sido rebocado pelo Atlântico até ao Porto. A cerimónia oficial de recepção está marcada para as 19h desta sexta-feira, sendo certo que o barco vai continuar a navegar com o pavilhão britânico, estando já licenciado pelas autoridades competentes. "Aqui não tivemos problema nenhum", garante o empresário, cuja anterior aquisição, o Douro Spirit, tem 80 metros de cumprimento e passa sem problemas nas eclusas das barragens.

Para quem vê a crise passar ao largo

Com a chegada do Spirit of Chartwell, a Douro Azul vai, segundo Mário Ferreira, extinguir os cruzeiros de um dia no Douro, apostando fortemente no segmento de luxo. As duas embarcações que têm estado dedicadas às viagens mais curtas vão, entretanto, ser transformadas também em barcaças de luxo. O custo da operação ainda não está completamente fechado, mas o empresário adiantou que o novo produto turístico contará com um percurso diferente, pretendendo ser uma espécie de montra para o vinho do Porto. Por um preço entre os 3500 e os 5 mil euros, os clientes pagam a pensão completa em alojamentos luxuosos e, acrescenta Mário Ferreira, "a possibilidade de provarem todos os vinhos que quiserem".
@ público
 

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chaimites

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Re: Sector Naval
« Responder #87 em: Setembro 26, 2012, 09:48:04 am »
O Spirit of Chartwell esteve nos ENVC a  fazer manutençâo

Nem fazia ideia qual o destino dele.

Este Mário Ferreira tem pinta para o negócio :wink:
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #88 em: Outubro 04, 2012, 11:35:56 am »
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Governo autoriza venda da Naval Canal à sociedade Mares Lusos

Venda vai permitir não só garantir a manutenção da infraestrutura, como também, mediante um acordo de investimento no valor de 6 milhões de euros, alargar o leque de serviços atualmente prestados pelos Estaleiros da Madalena.

O Governo Regional autorizou hoje a empresa Portos dos Açores a vender 24,5 do capital social dos Estaleiros da Madalena, no Pico, à sociedade Mares Lusos, do grupo ETE, que possui a empresa de transportes marítimos Transinsular.

"A decisão permitirá, não só garantir a manutenção da infraestrutura, como também, mediante um acordo de investimento no valor de seis milhões de euros, alargar o leque de serviços atualmente prestados pelos Estaleiros da Madalena, potenciando a vocação histórica do Pico na área da construção naval e contribuindo para a fixação de mão-de-obra especializada", refere o comunicado final do Conselho de Governo.

A decisão, que se refere ao capital social da Naval Canal - Estaleiros de Construção e Reparação Naval, integra-se no âmbito do processo de reestruturação do setor público empresarial regional.

RTP Açores
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Sector Naval
« Responder #89 em: Outubro 06, 2012, 03:52:07 pm »
Lisnave 'finta' a crise


O estaleiro da Mitrena, no Sado, reparou este ano, até ao fim de setembro, 77 navios - menos cinco que em igual periodo de 2011 - o que é um dos melhores desempenhos deste sector na Europa
J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)
9:00 Sexta feira, 5 de outubro de 2012  

video :arrow: http://videos.sapo.pt/1d0OhVmvIEkeeymPy8LZ

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/lisnave-finta-a ... z28WuEVMzM
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

 

Sector público nacional melhorou nos anos 90

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Sector do Turismo e Hotelaria

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