REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #630 em: Junho 07, 2019, 10:41:35 pm »
Sim o exercício teve uma parte na ilha da Madeira e outra na ilha do Porto Santo. Se virem o site do exercício ou as imagens que ai colocaram no início do exercício aparece o calendário do exercício e refere isso.

Aliás, nas fotos que postaste dá para ver a diferença na paisagem.
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Cabeça de Martelo

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #631 em: Junho 08, 2019, 11:38:13 am »
Citar
A Marinha, tem 7.570 militares, 887 militarizados e 463 civis (Ribeiro, 2018) e um
conjunto diversificado de meios, acordo Apêndice E, onde se destacam as FFBD, de 3.320t e origem holandesa e as FFVDG, de 3.200t, construídas na Alemanha.
Identificam-se algumas lacunas relativamente ao SF, destacando-se a existência de dois NPO e três corvetas onde estão previstos dez navios, situação agravada pelo abate iminente das corvetas (Marinha, 2018b). Em resultado, os esforços para edificação de meios, têm sido especialmente dirigidos à construção dos NPO em falta, dos quais, dois a serem recebidos em 2018 (Marinha, 2018b).
As fragatas iniciaram uma MLU, procurando estender o valor militar até à década de 2030 (Marinha, 2014b), altura em que necessitarão ser substituídas. Meios versáteis, dispõem de capacidade de defesa antiaérea de curto alcance, capacidade para a guerra de superfície e especial vocação para a guerra antissubmarina exponenciada pelo emprego dos helicópteros orgânicos (Marinha, 2018a).
Com efetiva capacidade de combate são, nos meios de superfície, as fragatas que cumprem as missões CAI, mas também as MSO que prevejam necessidade de emprego da força militar1

Citar
A Marinha Norueguesa dispõe de 4.290 pessoas, das quais 3.357 militares (NAF, 2018a) e de um conjunto de meios navais (Apêndice E), entre os quais as fragatas Classe Fridtjof Nansen, navios comparáveis neste estudo.
Estas cinco fragatas, de 5.290t, foram construídas em Espanha com base no projeto das F-100, tendo a última sido entregue em 2011. Têm armamento antiaéreo de médio alcance, boas capacidades de guerra de superfície e antissubmarina e guarnição de 120 militares (NAF, 2016). Dispõem do sistema de combate AEGIS e do radar SPY-1F, que se admite, à semelhança do SPY-1D, poder ser capacitado para BMD (NavalTechnology.com, 2017). Dadas as suas características e capacidade de combate são navios vocacionados para CAI, mas asseguram também as MSO (Joli, 2018).

CAI – Combate de alta intensidade
MSO – Operações de Segurança Marítima









https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/24379/1/07_CMG%20Sobral%20Domingues%20%28doc%20pdf%29.pdf
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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dc

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #632 em: Junho 08, 2019, 12:10:49 pm »
Faz-me confusão é quando falam em orçamentos, e nos 1,31% do PIB... só me questiono quanto desse orçamento é que realmente é cumprido.
 

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #633 em: Junho 08, 2019, 12:23:16 pm »
do mesmo documento apresentado anteriormente, com algumas respostas bastante interessantes e já por estas bandas afloradas:


Resumo das ideias-chave
Quadro 5 - Resumo das ideias-chave


Q1 Atendendo à envolvente externa e interna, designadamente, ao atual posicionamento da NATO
face à ameaça convencional, à evolução da EU na área da defesa incluindo a PESCO, à
Extensão da Plataforma Continental, ao aumento do Registo Internacional de Navios da
Madeira, entre outros, e tendo em conta as tarefas, missões, responsabilidades e nível de
empenhamento da Marinha, na sua opinião, qual o número de navios mais adequado para
substituir as atuais fragatas? Pode explicar o seu racional?

E1 “face à envolvente (…) o número atual de navios não pode ser reduzido”
E2 “julga-se não ser possível dispor de navios em número suficiente para substituir as atuais fragatas”
E3 “entendo desejável dispormos de cinco unidades da categoria de fragata/destroyer”
E4 “Para poder projetar simultaneamente 2 unidades navais tipo fragata Portugal deve sustentar a
operação e manutenção de pelo menos 5 navios”
E5 “não pode ser respondido com uma pergunta direta (…) só tem a ver com o que queremos fazer”
E6 “considero que para a nossa Marinha será adequado dispor de três fragatas”
E7 “para poder incrementar a nossa atividade teríamos que ter mais plataformas”
E8 “não temos capacidade para sustentar cinco fragatas” na “exequibilidade temos capacidade para três”
E9 “admito que possa ser aceitável uma solução inicial de quatro navios com opção para mais um”
E10 “afigura-se que quatro unidades (…) poderá ser um número adequado”
E11 “cinco navios cumprem (…) seis seria mais adequado (…) com quatro estamos no limite mínimo”
E12 “a ambição nacional deverá ser“ quatro fragatas.
E13 “Para cumprir os objetivos (…) o número atual de cinco navios ou eventualmente seis”
E14 “ o número de navios racionalmente mais adequado (…) seria de cinco (idealmente seriam seis)”
E15 “no futuro as atuais cinco fragatas deveriam ser substituídas por quatro fragatas”
E16 “três fragatas (…) e dois offshore patrol vessel com hangar”
E17 “o número constante no SF2014, bem como o racional aí expresso mantém-se adequado”
E18 “a Marinha Portuguesa será capaz de enfrentar os desafios futuros com três fragatas”
E19 “seis navios” para assegurar compromissos NATO, UE, FRI, CPLP e ciclo de manutenção.
E20 “seis navios (…) a dimensão e tipologia (…) deve resultar do nível de ambição (…) político”

Q2 Relativamente ao conceito de emprego, considera que os futuros navios deverão estar todos
preparados para CAI ou na sua opinião uma parte pode ter apenas capacidade MSO até um
nível de violência máximo inferior ao combate de alta intensidade? Quais as principais
vantagens que suportam essa opção?

E1 “devem ter flexibilidade para operar em todos os cenários”
E2 “uma única classe de navios que satisfaça os requisitos de missões CAI e MSO”
E3 “meios com capacidade de combate para desempenhar missões de menor intensidade não constitui
por si uma limitação”
E4 “só pode ser CAI (…) ou melhor, para emprego em todo o espectro do conflito”
E5 “menos meios mas mais capazes e não mais meios e menos capacidade…preparados para CAI”
E6 “fragatas que venham substituir as atuais devem ser navios efetivamente combatentes”
E7 “devem estar preparados para CAI mas com facilidade de poderem ser reconfigurados”
E8 “devem ser claramente credíveis e ter capacidade CAI" e “efetiva capacidade de dissuasão”
E9 “dois níveis de equipamento só se justificam se com essa solução (…) houver poupança significativa”
E10 “face à maior flexibilidade (…) faz todo o sentido que (…) estejam todos preparados para CAI”
E11 “Atualmente não faz sentido pensar de raiz em navios meio-combatentes”
E12 “a ambição nacional deverá ser 2 fragatas para CAI e 2 fragatas com sistemas mais reduzidos”
E13 “preparados para CAI, o que garante maior eficácia, estar preparados para o conflito e flexibilidade”
E14 “em termos de plataforma armas e sensores todos deveriam estar preparados para CAI”
E15 “todos deveriam estar preparados para CAI apesar de isso representar um maior investimento”
E16 “três fragatas” para CAI e “dois offshore patrol vessel (OPV)” para MSO
E17 “duas fragatas (…) todo o espetro e três fragatas (…) até (…) combate ao terrorismo”
E18 “fragatas prontas para missões de combate de alta intensidade” (…) “e outros para MSO”
E19 “todos capacidade para CAI (…) poderão obedecer a uma estrutura modular”
E20 “três fragatas para dissuasão e CAI e três corvetas para dissuasão e MSO”

A esquadra de navios de superfície da Marinha em 2038. Qual a combinação exequível,
adequada e aceitável entre unidades de combate de alta intensidade e unidades orientadas para
operações de segurança marítima?

Q3 Relativamente ao número de classes, na sua opinião, nos futuros navios será mais adequado optar por uma única classe ou por mais que uma classe? Quais as vantagens?     
E1 “Existem todas as vantagens em termos apenas uma classe”
E2 “uma única classe (…) as vantagens são evidentes… na formação, na gestão de recursos humanos…”
E3 “as limitações operacionais impostas pelas capacidades reduzidas de” uma das classes ”fazem
claramente pender o fiel da balança para a modalidade de classe única”
E4 “2 classes com capacidades vocacionadas para AAW numa e multi-propósito na outra”
E5 “por uma questão de flexibilidade (…) seria igualmente preferível (…) um projeto único”
E6 “a opção por duas classes é (…) uma opção que necessita de mais recursos”
E7 “uma única classe com a maior comunalidade possível (…) como fator de poupança de recursos”
E8 “por várias razões desde economias de processo, economia de escala (…) apenas uma classe”
E9 “a opção por uma única classe de fragatas é a mais eficiente na área do material”
E10 “Por (…) economia e facilidade de gestão na cadeia logística é preferível (…) uma classe única”
E11 “apenas uma classe embora possa ter dois níveis de equipamento AAW”
E12 “ duas classes embora economicamente e logisticamente fosse mais sustentável (…) apenas uma”
E13 “enquanto país pequeno e com poucos recursos devemos optar por uma única classe”
E14 “a opção deveria ser por apenas uma classe na mesma configuração”
E15 “sou defensor de uma só classe devido aos enormes ganhos que se obtêm”
E16 “é difícil ter apenas uma classe porque o nível de ambição é completamente diferente”
E17 “navios com dois conceitos de emprego (…) condiciona bastante a existência de apenas uma classe”
E18 “o ideal seria ter uma classe única (…) mas com os sistemas adequados à tipologia de missão”
E19 “Serem todos da mesma classe traz vantagem (…) nas áreas da operação e manutenção”
E20 “uma classe de fragatas e uma classe de corvetas”

Q4 Caso tenha respondido que considera adequado optar por mais que uma classe, qual a tipologia
de navios que considera dever integrar a solução? Pode explicar o seu racional?

E1 Não aplicável
E2 “não descuro a possibilidade de PRT assumir 2 escoltas oceânicos (…) e uma plataforma tipo LPD”
E3 Não aplicável
E4 “a classe dita AAW deve possuir capacidades desenvolvidas para proteção de força”
E5 “planear na senda da redução da flexibilidade é um erro crasso”
E6 a E11 Não aplicável
E12 “fragatas de alta intensidade (…) e fragatas MSO “
E13 Não aplicável
E14 “Considero apenas a solução de uma classe”
E15 a E19 Não aplicável
E20 “uma classe de fragatas e uma classe de corvetas”

Q5 Verifica-se nas marinhas estudadas, na generalidade, um aumento de tonelagem dos navios.
Sobre este aspeto qual deverá ser a opção nacional para os futuros navios? Pode explicar o seu
racional?

E1 “permite maior capacidade do navio ser “fitted for” e ter reservas de flutuabilidade e energia”
E2 “uma simples unidade tem que integrar várias valências, para os diferentes domínios dos conflitos”
E3 “desejável seguir a tendência (…) em particular se considerarmos os sensores de última geração”
E4 “A opção nacional deve ser no sentido de acompanhar padrões e interoperabilidade”
E5 “devemos aderir de forma a facilitar a integração e a operação em forças multinacionais”
E6 “devemos evitar deslocamentos muito grandes (…) teremos que encontrar um compromisso”
E7 “O tamanho não é um fator critico em combate.”
E8 “o mais robustos e resilientes possível, para o que admito ser necessário aumentar o deslocamento”
E9 “podemos ter que aceitar esse aumento (…) tendo no entanto atenção ao impacto no acesso à BNL”
E10 “Caso (…) possa redundar num navio mais flexível (…) parece-me uma evolução adequada”
E11 “navios com boa capacidade AAW e eventualmente BMD serão provavelmente próximos das 5000t”
E12 “As fragatas de alta intensidade terão de ser de dimensões generosas”
E13 “Não me parece que o aspeto da tonelagem por si só seja relevante”
E14 “maior autonomia e capacidade de sobrevivência” e mais capacidade para disaster relief e NEO.
E15 “ao aumentarmos muito a tonelagem (…) teríamos problemas quanto às capacidades da BNL/AA”
E16 “se pretendemos um navio capaz (…) não vejo grandes alternativas”
E17 Não aplicável
E18 “o tamanho não será relevante (…) mas sim a automação e a polivalência”
E19 “o aumento da tonelagem não é relevante, mas sim (…) a capacidade tecnológica”
E20 “A tonelagem deverá resultar da tradução dos requisitos operacionais num conceito tecnológico”

Q6 Na sua opinião a edificação dos futuros meios, deve ser conduzida através de projeto(s)
autónomo(s) ou optar por associação a um projeto já existente (eg F110 de Espanha ou FSC da
Holanda) ou que venha a existir? Quais as principais vantagens da opção que defende?

E1 “não temos capacidade atualmente na industria nacional” “considero mais seguro associarmo-nos a
um projeto internacional robusto que envolva eventualmente outros utilizadores”
E2 “Projetos autónomos são realisticamente inacessíveis”
E3 “integrar um projeto multinacional do que decorrem óbvias e grandes vantagens”
E4 Trata-se no essencial de viabilidade. Um projeto autónomo não é atualmente viável.”
E5 “Defendo a associação a um projeto existente…embora se possam introduzir pequenas alterações”
E6 “modalidade de consórcio com outras marinhas e (…), envolver (…) o tecido empresarial nacional”
E7 “uma solução em parceria poderá ser aceitável, se for também nas nossas condições”
E8 “teremos muita dificuldade em conduzir um projeto destes de forma isolada”
E9 “no sentido de reduzir os riscos (…) devemos associar-nos a um projeto com mais utilizadores”
E10 “devido à criação de sinergias (…) parece-me mais vantajoso optar por associação”
E11 “optar por um projeto já existente” que “deve em associação passar também por estaleiros nacionais”
E12 “Poderemos ambicionar desenvolver partes do projeto em que haja capacidade (…) nacional”
E13 “associarmo-nos a um projeto conjunto (…) diminui o risco (…) e é mais eficiente”
E14 “associação a um projeto já existente (…) mitigará os riscos (…) e será mais eficiente”
E15 “associação a um outro projeto trás(…) economia de escala e (…) logística mais robusta”
E16 Não aplicável
E17 “associar-se (…) a projetos já existentes (…) permite reduzir custos e beneficiar das sinergias”
E18 “vantagem em Portugal se associar (…) por uma questão de escala e (…) modernização futura”
E19 “um projeto existente (…) podendo fazer pequenas alterações para acomodar requisitos específicos”
E20 “um projeto de parceria multinacional” (…) “permite comprometimento político mais forte”

Q7 Admitindo que um navio combatente até 5000t poderá ter um custo na ordem dos 500 milhões
de euros e que um programa de edificação de 5 navios poderá ficar próximo dos 2500 milhões
de euros, considera que com os atuais orçamentos e com os valores médios inscritos na LPM é
possível iniciar um projeto desta dimensão para estar concluído até final da década de 2030?
Caso entenda que não é possível, qual poderá ser a solução a encontrar?
a. Um programa de financiamento nacional fora da LPM, legitimado pela vertente marítima
nacional e pelos desafios de segurança futuros, entre outros;

b. O financiamento integrado na LPM, através do crescimento para 2% do PIB com a defesa
no cumprimento efetivo dos compromissos assumidos na Cimeira de Gales;
c. Outra solução. Qual?
E1 “a exequibilidade é sempre condicionada à vontade política (…) este é um projeto que diluído ao
longo de vários anos é, no meu ponto de vista, exequível”
E2 Não aplicável
E3 “um compromisso dos principais partidos com assento na AR (…) será condição indispensável”
E4 “o incremento do orçamento da Defesa até 2% pode viabilizar um programa como este”
E5 “essas contas estão feitas (…)com um investimento faseado ao longo do tempo”.
E6 “terá que ser identificada uma fonte de financiamento dedicada”
E7 “Se aumentar 0,6% do PIB” os “Ramos poderiam iniciar programas de reequipamento importantes”
E8 “Na atual conjuntura não considero previsível um aumento das despesas em Defesa para os 2%”
E9 “no âmbito da LPM mas identificando uma fonte de financiamento dedicada”
E10 “forma de financiamento é indiferente (…) fundamental é que exista vontade política”
E11 “terá que haver um reforço do orçamento, ainda que não chegue necessariamente aos 2% do PIB”
E12 “esses valores são completamente inexequíveis a curto e médio prazo”


Q8 Admitindo que com o incremento da automatização as guarnições futuras de uma fragata se
podem reduzir para números próximos de 100 militares, na sua opinião, existirão dificuldades
em guarnecer os navios? Caso entenda que sim, quais as possíveis soluções?

E1 “ Os problemas de recrutamento (…) são um facto que afeta a operacionalidade de todas as FFAA”
E2 Não aplicável
E3 “implicará uma politica de divulgação mais agressiva no sentido de tornar atrativo o serviço militar”
E4 “acredito que a implementação de projetos ambiciosos (…) serão devidamente acautelados”
E5 “A componente operacional terá sempre de ter prioridade sobre as outras”
E6 Para uma guarnição “ não me parece (…) uma condicionante”, para multicrewing “ não me parece
que seja impossível”
E7 “temos que rever o enquadramento legislativo, organizacional e (…) criar condições mais atrativas”
E8 “sem recompensas”, atrativas, “o serviço na Marinha, embarcado (…) terá cada vez menos adesão”
E9 “não pode constituir elemento de inexequibilidade (…) os navios devem ter (…) prioridade”
E10 “Face ao número (…) não me parece que esse problema torne o projeto inexequível”
E11 “É necessário algum cuidado com as reduções das guarnições em navios ”relativamente grandes””
E12 “as dificuldades irão continuar a agravar-se” se não houver alteração dos processos e do sistema.
E13 “se os problemas de recrutamento não se agudizarem (…) admito que seja exequível”
E14 Os navios “não estarão todos em simultâneo com guarnição completa”
E15 “não considero que FFGH só com 100 militares de guarnição seja equilibrado”
E16 “os OPV Holland têm uma guarnição de 50 elementos mais o destacamento de helicópteros”
E17 Com menor guarnição “é de esperar com as futuras fragatas uma maior facilidade no provimento”
E18 “Uma Marinha (…) com aproximadamente 8000 efetivos” deve poder guarnecer os seus navios.
E19 “Se houver dificuldades em guarnecer os navios deve-se (…) restruturar”
E20 “face à natural diminuição das guarnições futuras, não antevejo dificuldades”

Q9 Existe algum aspeto que não tenha sido abordado, mas que gostasse de referir?
E1 “devemos planear para combater a ameaça mais perigosa”
E2 e E3 Não aplicável
E4 “Importa sublinhar que não é possível otimizar processos para responder a cenários de incerteza.”
E5 Não aplicável
E6 “é importante que a Marinha mantenha um conjunto de valências em todas as áreas (…) que é o
alicerce que permite as fragatas operarem com eficácia”
E7 “Não se vencem batalhas pela tradição nem pela continuidade. Temos que ser inovadores”
E8 “a Marinha tem que estar mais próxima e poder mostrar aos cidadãos a relevância do que faz”
E9 Não aplicável
E10 “É importante que as negociações acautelem o apoio logístico integrado”
E11 “a esquadra de superfície tem sempre de ter um navio fundamental (…) um reabastecedor”
E12 Não aplicável
E13 “a mudança acontece com grande rapidez, pelo que as soluções a encontrar devem ser flexíveis”
E14 “navios de maior deslocamento (…) vai exigir adaptação das instalações da BNL e do” AASA
E15 a E17 Não aplicável
E18 “é urgente iniciar o processo de renovação da esquadra”
E19 “Portugal” deve “manter uma capacidade mais robusta, em permanência, nos arquipélagos”
E20 “o número e tipologia de navios passa (…) por clarificar o nível de ambição para a Marinha”

« Última modificação: Junho 08, 2019, 12:28:41 pm por tenente »
 

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #634 em: Junho 08, 2019, 01:22:50 pm »
Fiquei um pouco incomodado com o E12 e o E16. Um defende 2 fragatas totalmente equipadas e outras 2 menos equipadas, o outro que 3 fragatas bastam mais 2 NPOs com hangar...

A solução de 1 só classe vs 2 classes, tem vantagens e desvantagens entre elas. Então uma classe de 5 navios a médio prazo teria vantagens em termos de custos de operação, manutenção, etc. Mas teria a grande desvantagem de se ter 5 navios com a mesma idade e padrão tecnológico para substituir em simultâneo, ora se hoje não temos dinheiro para substituir 3 VdG sequer, vamos ter dinheiro para substituir 5 fragatas ao mesmo tempo?  ???

Mas, tocando no assunto "nº de fragatas", quão viável seria uma solução que visava a redução de 5 para 4 fragatas mais capazes, e para colmatar a falta da 5ª fragata, adquirir um 3º submarino? Com certeza que seria uma decisão controversa, mas na minha opinião, num contexto em que se tornasse inevitável a redução do número de fragatas, e custando um submarino uma fracção daquilo que custa uma fragata em todos os aspectos, talvez fosse uma solução viável.
Qual a vossa opinião?

A capacidade de superfície neste caso, poderia ser aumentada ligeiramente com a inclusão de armamento nos NPOs, que os permitisse desempenhar missões em conflitos de baixa intensidade/guerra assimétrica. E as 4 fragatas seriam fragatas a sério, deslocamento acima das 5 mil toneladas, eventualmente 6 mil, capacitadas para AAW, ASW e ASuW.
 

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Cabeça de Martelo

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« Última modificação: Junho 08, 2019, 03:56:17 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #636 em: Junho 08, 2019, 07:35:30 pm »
CdM, a seguir aos quadros que aqui colocaste temos o seguinte discurso na pág 49 do mesmo documento:

.......Relativamente à execução dos vários projetos da LPM, reportada a 31de dezembro de 2017, para um quadro temporal de três quadriénios (2015-2026), verifica-se que se encontram em execução 64 projetos, dos quais, 15 registam atrasos passíveis de recuperação para os prazos do planeamento, três apresentam atrasos de nível crítico com impacto na edificação da capacidade, terminando além do inicialmente previsto e nove com atrasos no prazo de entrega de material face ao planeado.

Os constrangimentos verificados na execução dos projetos previstos, derivam essencialmente da complexidade processual dos mesmos e devido ao facto da calendarização de pagamentos e entregas diferirem frequentemente face ao programado na LPM, implicando a existência de saldos no final de cada ano (MDN, 2017b, p. 5).

A transição desses saldos para anos seguintes, envolve um processo demorado que inviabiliza a sua disponibilidade no início de cada ano económico, comprometendo a execução dos projetos, principalmente no primeiro trimestre, e forçando a alterações orçamentais para cumprir os compromissos assumidos o que aumenta o risco de incumprimento de acordo com o planeado (Mendes, 2018).

Releva-se também, as limitações dos Fundos Disponíveis impostas mensalmente que se têm constituído num óbice à execução dos projetos23, “influenciando o ritmo de execução da LPM traduzindo-se como fator de instabilidade e risco acrescido à execução da mesma” (MDN, 2018c, p. 6), as quais a acontecerem no final do ano económico constituem uma cativação de verbas com impactos significativos na execução dos projetos. Esta limitação das dotações destinadas à LPM, tem sido referida nos sucessivos relatórios de execução como “um dos fatores que condiciona e impede a boa execução financeira e material da LPM uma vez que o valor das cativações anuais tem reduzido os montantes financeiros previstos, impedindo a concretização das aquisições programadas, comprometendo o planeamento e a execução de projetos e obrigando à recalendarização e ao adiamento de compromissos” (TC, 2017, p. 30).

Ou seja, LPM's para que servem ????
para ir buscar umas centenas de milhões em cativações, só para isso !!
Se os 1,32% do PIB alocados ás FFAA fossem reais e totalmente alocados, não havia necessidade das tais LPM's da treta !!
Reafirmo o que venho dizendo, com 1,5% do PIB, e apenas esse valor 3.000 milhões, mas sem cativações, nem subterfúgios nas aquisições de equipamentos militares, tínhamos umas FFAA com 36/38.000 elementos, excelentemente equipadas !!

Abraços
« Última modificação: Junho 08, 2019, 07:38:33 pm por tenente »
 
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #637 em: Junho 08, 2019, 11:57:05 pm »
E com a alocação de mais fundos para a componente defesa no OE, a nova LPM e eventuais fundos europeus, vão apresentar relatórios todos bonitinhos em Bruxelas que mostram Portugal a atingir os 2% do PIB em defesa.  O que vai ser omisso nesses relatórios é o aumento das cativações, proporcional ao aumento da despesa. No final, se houver algum aumento líquido vai ser graças aos fundos europeus e o Estado português vai continuar a gastar, em termos reais, 1% ou menos do PIB em defesa.

Enquanto os nuestros hermanos baixam artificialmente o seu orçamento de defesa e obtêm assim ganhos industriais e tecnológicos, nós aumentamos, também artificialmente, o nosso orçamento de defesa para inglês ver e só ganham os do costume.
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #638 em: Junho 09, 2019, 12:31:12 am »
"Artilharia antiaérea - Conforme planeado"  ::)
Só se estava planeado não se fazer rigorosamente nada, nesse aspecto, certíssimo!
E substituição de aeronaves de instrução de pilotagem - conforme planeado. Que comédia!
 

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #639 em: Junho 09, 2019, 12:34:03 am »
O problema aqui não é a percentagem do PIB. O problema aqui é a percentagem de execução dos demais programas. Porque de há 15 anos para cá, pouco se tem feito, de vez em quando lá se compra um brinquedo novo e tal, mas fora isso, de tudo o que é assinalado na LPM, não só na actual, como nas anteriores, talvez 30% são realizadas. O povo come a ideia de que na defesa se gastou X, quando na realidade gastou-se 1/3 desse valor, e em alguns casos esse valor é gasto de forma meio duvidosa.
 

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #640 em: Junho 09, 2019, 06:14:31 am »
As LPMs não são, quanto a mim, o maior problema porque se destinam a programas novos. O problema principal reside mesmo nos orçamentos anuais e respectivas cativações. De onde julgas que vem o dinheiro, ou melhor, de onde deveria vir o dinheiro para manutenção (e respectivos contratos) e operações/treino? Pois, do OE claro está, mas com as porras das cativações nunca há dinheiro suficiente e por isso o material vai-se deteriorando, sendo canibalizado e finalmente encostado a um canto.
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Lightning

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #641 em: Junho 18, 2019, 08:29:17 pm »
« Última modificação: Junho 18, 2019, 08:30:01 pm por Lightning »
 
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #642 em: Junho 18, 2019, 10:10:12 pm »
Boa noite . Esse exercício SOFEC é muito bonito mas ,enquanto uns treinam , outros combatem quase diariamente , como é o caso das forças especiais francesas . A semana passada ,de visita ao 4 regimento de helicópteros das forças especiais , RHFS , a ministra da defesa francesa  , a senhora Parly , apelou a um maior envolvimento das forças especiais europeias na luta contra o terrorismo no Sahel . Alguns países europeus , como Alemanha , Itália ,etc ...  , têm centenas de militares na região mas muitas vezes limitam-se a formar tropas locais , guardar bases e fazer patrulhas em localidades e arredores . Praticamente só os franceses fazem operações ofensivas de busca e caça de grupos terroristas .  Aproveitou para contar como ,no passado mês de fevereiro , as FS francesas neutralizaram o chefe da AQMI a norte de Timbuctu . Segundo a versão apresentada pela ministra , um drone terá detectado 3 pick-ups  , foram então enviados alguns operacionais helitransportados que perseguiram e conseguiram interceptar dois dos veículos , prendendo os ocupantes . O terceiro veículo conseguiu fugir e como os helicópteros estavam a ficar sem combustível ,tendo que regressar à base , os operacionais usaram um dos pick-ups capturados para se lançar a alta velocidade em perseguição pelo deserto . Foram dando informações sobre a sua localização e assim ,outro grupo de  forças especiais helitransportados puderam interceptar o veiculo . Seguiu-se uma troca de tiros e todos os terroristas , entre os quais esse comandante da Al Qaida do Magrebe Islâmico , foram 'neutralizados' .
Considero que de um ponto de vista da defesa dos nossos interesses , a estabilização da zona do Sahel é mais prioritária do que , por exemplo exercícios na Lituânia . Portugal poderia , e deveria enviar um EH 101 com grupos do DAE , de FOE ou Precursores para ajudar . A capacidade paraquedista é fundamental nessa região . Os franceses já fizeram vários saltos HALO - HAHO para realizar aproximações discretas a acampamentos terroristas antes de lançar o assalto . Estas são as nossas forças com capacidade nessa área . Sei que Portugal já faz bastante na RCA ,mas África é mesmo aqui ao lado e é do nosso interesse ajudar um pouco mais nessa zona . Penso que os nossos aliados da OTAN iriam entender perfeitamente . Um abraço .
 
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #644 em: Junho 19, 2019, 10:30:04 am »
As Forças Armadas Portuguesas estão na RCA a pedido directo do governo Francês, se por um lado compreendo que eles queiram mais tropa naquela zona, também sei que ao contrário do que dizem na Defesa em Portugal a austoriedade ainda é uma realidade.

Será que há dinheiro para outra Companhia/Grupo Tarefa noutro país da região? Não sei, mas desconfio, olhando como se tem feito as aquisições para as Forças Armadas e o dinheiro para os vários Ramos... que não.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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