Caso à Portuguesa...

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typhonman

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Caso à Portuguesa...
« em: Fevereiro 14, 2009, 01:46:25 am »
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Cartões com identificação e fotografia dos directores e chefes de divisão dos serviços secretos militares estiveram, segundo o Bloco de Esquerda, acessíveis a funcionários que utilizam o sistema informático da Presidência do Conselho de Ministros.

A situação, a envolver os dirigentes dos Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), levou o deputado bloquista Fernando Rosas a dirigir hoje um requerimento ao Governo a solicitar esclarecimentos.

De acordo com o jornal Público on-line, são 23 os altos quadros da secreta militar cujos cartões estavam disponíveis no sistema informático da Presidência do Conselho de Ministros.

«A assumida não confidencialidade dos cartões emitidos para os dirigentes do SIED e a divulgação das respectivas fotos no sistema informático da Presidência corresponde a uma nova forma de apresentação dos ditos funcionários?», interroga Fernando Rosas, no requerimento a que a Lusa teve acesso.

O deputado admite que o caso possa ser «mais um lapso caricato e bem elucidativo do nível de eficiência e confidencialidade dos hiper-serviços de segurança do hiper secretário-geral» dos serviços secretos.

Confrontada com a situação, uma fonte do SIRP disse à agência Lusa que, «a confirmar-se a notícia», o caso «será do foro disciplinar e criminal», sem adiantar mais qualquer comentário.

Segundo o Público, a situação foi criada depois de o director-geral do SIED, Jorge Silva Carvalho, ter feito um pedido «não classificado», em Agosto de 2008, à Presidência do Conselho de Ministros de cartões de livre-trânsito para todos os dirigentes daquela secreta.

Essas identificações acabaram por ser emitidas pelo secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira, embora não se saiba com que objectivos, adianta o Público.

Lusa / SOL



www.sol.pt


Ainda bem que "isto" não é Israel, senão tinhamos 23 agentes mortos ou capturados por esse mundo fora.. se bem me percebem.....
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Miguel

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« Responder #1 em: Fevereiro 15, 2009, 08:41:40 am »
decadencia do estado
 

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dannymu

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« Responder #2 em: Fevereiro 24, 2009, 05:54:34 pm »
Nos Estados Unidos, Reino Unido, Israel, Rússia já teria havido um inquérito e os responsáveis por essa fuga de informação seriam punidos com penas de prisão. Infelizmente em Portugal muitos inquéritos demoram muito tempo e no final muitos culpados são punidos. Espero que ao menos nesse assunto de extrema importânica para a segurança nacional, que haja um inquérito que não demore demasiado tempo e em que quaisquer culpados sejam severamente punidos e em que lições sejam aprendidas e postas em práctica para evitar que situações semelhantes aconteçam no futuro.
 

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André

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« Responder #3 em: Março 03, 2009, 11:17:29 pm »
Processo a funcionário por divulgar lista de espiões militares

O inquérito ao caso da divulgação da lista com a identificação de elementos dos serviços secretos militares apurou que um funcionário violou o dever de sigilo, revelou hoje o secretário de Estado Jorge Lacão.

O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros disse que o inquérito aberto apurou «indícios de violação do segredo» profissional e que os resultados serão enviados ao Ministério Público para apuramento de eventual ilícito criminal, para além do procedimento disciplinar a instaurar.

«Foi apurado que os documentos exibidos estiveram disponíveis a determinados funcionários e que foram entregues a terceira pessoa o que configura violação do segredo profissional», disse.

O caso remonta a Agosto, quando o director do Serviço de Informações Estratégicas Militares enviou um ofício com o carimbo «não classificado» à secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros a pedir a emissão de cartões de livre-trânsito para elementos daquele serviço secreto.

De acordo com Jorge Lacão, as fotografias enviadas «ficaram num envelope» que nunca chegou a ser aberto e os cartões nunca foram feitos porque, afirmou aos jornalistas no final da reunião, houve «um entendimento de que a secretaria geral da Presidência do Conselho de Ministros não tinha a habilitação necessária para a emissão daqueles cartões».

No entanto, antes dessa conclusão, disse Lacão aos deputados, o documento com a listagem foi desclassificado por questões práticas para «permitir a operacionalização» da emissão dos cartões.

O secretário de Estado, que falava perante os deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, rejeitou responsabilidade do Governo no facto de ter sido possível que pessoas externas aos serviços secretos e à secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros tivessem tido acesso à listagem.

Lacão referiu que a listagem entrou num sistema informático interno ao qual só têm acesso autorizado 21 pessoas e que a peritagem feita pelos serviços concluiu que nenhuma delas acedeu ao documento por via informática.

A lista em causa terá sido divulgada «em papel», disse, acrescentando que apenas sete pessoas a ela tiveram acesso e negando que «andasse a circular» de forma acessível a «centenas de pessoas».

«Perante isto que responsabilidades políticas se esperam de quem fez tais afirmações?» - questionou, criticando a posição do Bloco de Esquerda no caso.

O deputado do BE Fernando Rosas tinha afirmado, em requerimento dirigido ao Governo, que se tinha verificado a divulgação das fotografias dos elementos do SIED no sistema informático da Presidência do Conselho de Ministros.

«A listagem com os nomes dos elementos do SIED só não foram tornados públicos porque o Bloco de Esquerda não os divulgou», afirmou hoje o deputado do Bloco de Esquerda Fernando Rosas, sugerindo que se tal tivesse acontecido, Jorge Lacão já teria sido demitido.

Fernando Rosas frisou que «a questão essencial» é saber se a lista «circulou ou não de forma não desprotegida» por o documento ter sido desclassificado e criticou o Governo por não assumir responsabilidades no caso e, ao invés, «arranjar um bode expiatório» em quem depositar a culpa, numa troca de argumentos que azedou a discussão.

«Isto é fruto da incompetência e da irresponsabilidade de funcionários da Presidência do Conselho de Ministros que puseram o carimbo a dizer `não classificado´», afirmou.

Admitindo que «alguém tenha violado o dever de sigilo», o deputado do PCP António Filipe disse que «parece que alguém terá abusado do direito de desclassificação do documento».

Sobre essa questão, Lacão disse depois aos jornalistas que na origem o documento estava classificado e que depois, «em articulação entre o director do SIED e o secretário-geral da Presidência do Conselho de Ministros houve um entendimento» de que era necessário desclassificar para que fosse possível a emissão dos cartões.

Na Comissão, Lacão frisou que apesar de o documento ter sido desclassificado por «questões práticas», houve «todas as cautelas e sensibilidade» no manuseamento do documento, disse.

Lusa

 

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ajlgoncalves

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« Responder #4 em: Março 04, 2009, 10:56:22 am »
Esta triste situação só coloca a nú a incompetência e o amadorismo com que se encaram estas questões da Intelligence, nesta triste tentativa de país!
Acresce que à boa maneira Portuguesa ou não haverá culpados, ou será de algum funcionário que não terá como "fugir" às responsabilidades.
Se isto fosse um país a sério e não um sítio, ainda por cima mal frequentado (como dizia Eça), no dia seguinte ao divulgar da notícia, eram apresentadas as demissões dos responsáveis!

Cumprimentos