Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #165 em: Setembro 25, 2018, 02:02:40 pm »
Corpo de Fuzileiros Navais recebe última unidade de Carros Lagarta Anfíbio de nova geração


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No dia 17 de setembro, na Base Aérea do Galeão, militares do Batalhão de Viaturas Anfíbias receberam da tripulação de um Boeing C-17A, da Força Aérea Americana, o último de um total de 23 novos Carros Lagarta Anfíbio (CLAnf). Estes CLAnf são a mais nova aquisição, no nível da Força de Fuzileiros da Esquadra, que possui em seu acervo operacional 49 desses carros, liderando o quantitativo no Hemisfério Sul, propiciando melhores condições para contribuir para a defesa nacional.

Veículos desse padrão trazem mais confiabilidade, disponibilidade e melhor logística de manutenção, proporcionando ao Corpo de Fuzileiros Navais e à Marinha do Brasil um considerável incremento em seu caráter anfíbio. Os CLAnf superam, em todos os aspectos, as gerações anteriores, em virtude de possuírem motor mais potente, nova transmissão e sistema de suspensão atualizado, oferecendo melhor mobilidade, maior velocidade, facilidade de operação e condições de conforto e segurança à tropa embarcada.


A coordenação entre o Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, a Adidância Naval nos EUA e no Canadá, o Comando do Material de Fuzileiros Navais, a Comissão Naval Brasileira em Washington (EUA) e a Diretoria de Abastecimento da Marinha foi fator decisivo para a concretização deste valoroso projeto.

Fonte: MB - http://www.planobrazil.com/adsumus-corpo-de-fuzileiros-navais-recebe-ultima-unidade-de-carros-lagarta-anfibio-de-nova-geracao/
 

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #166 em: Outubro 10, 2018, 03:00:28 pm »
Com quase 2 mil militares, blindados, aeronaves e munição real Marinha realiza seu maior exercício no Planalto Central


Brasília, 03/10/2018 - A Marinha, por intermédio da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), realizou, no período de 21 de setembro a 3 de outubro de 2018,  a Operação Formosa 2018. O treinamento aconteceu no Campo de Instrução de Formosa (CIF), pertencente ao Exército Brasileiro (EB), no estado de Goiás. Considerado o maior exercício realizado pela Marinha do Brasil no Planalto Central, a Operação Formosa tem o propósito de manter as condições de pronto emprego dos Fuzileiros Navais, particularmente da Força de Emprego Rápido (FER).

A Operação envolveu cerca de 1.700 militares e contou com a participação de Fuzileiros Navais de Marinhas Amigas, tais como Estados Unidos da América e Paraguai, e empregou aeronaves de asas fixas e rotativas, veículos blindados, mísseis superfície-ar (MSA), aeronaves remotamente pilotadas (ARP), e lançador múltiplo de foguetes. Todos os armamentos e sistemas de armas empregaram munição real.  O exercício revestiu-se de grande importância para o Corpo de Fuzileiros Navais por ser, conforme a Estratégia Nacional de Defesa (END), uma força de caráter expedicionário por excelência.

Nesta quarta-feira (3), aconteceu uma Demonstração Operativa (DemOp) com o intuito de apresentar uma síntese das principais atividades realizadas pelos Fuzileiros Navais durante a Operação. Acompanharam a demonstração, o Comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira; o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho; o Ministro do Superior Tribunal Militar (STM), almirante Álvaro Luiz Pinto; Comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Alexandre José Barreto de Mattos; e militares da Marinha, Exército e Força Aérea. Além de representantes da Sociedade de Amigos da Marinha (SOAMAR) do Distrito Federal; componentes da Associação de Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais (AVCFN), das sedes regionais do Rio de Janeiro e Brasília; e jornalistas convidados.

A demonstração foi dividida em duas partes, sendo a primeira realizada por militares da Tropa de Reforço, simulando o deslocamento de uma patrulha em um terreno hostil, onde os eventos iam ocorrendo; e outra em um local denominado “Pedra do Fogo”, onde foram realizadas atividades envolvendo paraquedistas, aeronaves, blindados, e disparo do armamento com munição real, além de grande efetivo de militares. Em ambas as demonstrações foi realizada uma narração explicativa de cada atividade.


Na primeira, foi simulado um ataque a uma patrulha, ocasionando ferimento em militares e gerando a necessidade de prestação de socorro, dando início a um “Atendimento Pré-hospitalar Tático (APH-tático)”, que se trata da utilização de técnicas pré-hospitalares para situação de combate, com o intuito de manter as condições vitais dos feridos, e posterior remoção para a Unidade Avançada de Traumas (UAT), estrutura leve, com grande mobilidade no terreno.

Em seguida aconteceu a simulação de uma emboscada, em que um militar da patrulha é contaminado com suspeita de agentes nucleares, biológicos, químicos e radiológicos (NBQR). A partir daí um Destacamento de Reconhecimento e Identificação do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais (BtlEngFuzNav) é acionado, de modo a confirmar a presença de agentes NBQ no local do sinistro, demarcar a área contaminada e remover o militar para o Posto de Descontaminação.

Por fim, a encenação prossegue com a verificação da presença de um objeto suspeito é abandonado no terreno, momento em que o Grupo de Desativação de Artefatos Explosivos (GDAE) é acionado, e, empregando o veículo remotamente controlado Defender II,  comandado por militares equipados com trajes antibomba, tira o artefato explosivo suspeito do local  e o destrói em uma área segura.

O comandante da Marinha acompanhou atentamente o treinamento e disse que apesar de não estar perto do mar, os exercícios realizados durante a operação são importantes, pois prepara os Fuzileiros Navais para todas fazes seguinte a chegada a terra, no caso de um conflito anfíbio. E Destacou que o Corpo de Fuzileiros Navais é uma tropa de elite, moderna, preparada e profissional. “Os nossos fuzileiros estão no nível dos melhores fuzileiros navais do mundo”. Acrescentou ainda que a presença de militares estrangeiros na Operação, agrega valor pela oportunidade de troca de conhecimento. Todos ganham com isto, ressaltou o almirante.


Encerrada a primeira fase da demonstração, os militares e os convidados se deslocaram para uma área conhecida como Pedra do Fogo, para acompanhar a realização da segunda parte da demonstração, desta vez com a utilização de munição real.

Nesta etapa, a demonstração apresentou salto livre operacional de paraquedistas; ataque aéreo por aeronave de asas fixas (AF-1); tiros de artilharia de 105 mm Light Gum; sobrevôo de aeronave remotamente pilotado (ARP) - FT-100 Hórus; movimento de engenharia com viatura apoiada com cão de faro de explosivo; ataque com carros blindados (CLAnf, Piranha e M-113); apoio de helicóptero com carga externa; desfile de comboio logístico; e desembarque e progressão da infantaria.


Encerrando a parte da execução de tiros, foi realizado o lançamento de foguetes SS-09. Sendo a bateria Lançadora Múltipla de Foguetes composta por 12 viaturas, sendo seis viaturas lançadoras, três viaturas remuniciadoras, uma viatura de comando e controle, uma viatura meteorológica e uma viatura oficina.

Um exercício com as dimensões da Operação Formosa demanda um grande esforço logístico, com o deslocamento de tropa, viaturas e aeronaves pelos 1.625 quilômetros que separam o Rio de Janeiro de Goiás, via São Paulo. As características básicas de mobilidade, permanência, versatilidade e flexibilidade do Poder Naval, materializadas, no contexto de uma Operação Anfíbia, permitem o cumprimento da tarefa básica de projeção de poder sobre terra, abrindo o caminho para os elementos de manobra mais robustos característicos da Força Terrestre, em conjunto com as ações da Força Aérea.

O oficial de operações da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), Capitão de Mar e Guerra Fuzileiro Naval Dirlei Donizete Codo, destacou que para a realização da Operação foram mobilizados cerca de 1.700 militares, duas aeronaves UH-15,  uma aeronave UH-12, duas aeronaves A4, e 50 viaturas operativas, além das viaturas administrativas utilizadas no apoio. Relembrou ainda que a Operação durou 15 dias, mas para a sua prontificação demandou quase dois meses de preparação, desde a mobilização até a desmobilização. Enalteceu o trabalho da sua equipe e das Organizações Militares participantes, e disse que se sentia orgulhoso por fazer parte de toda a organização do evento. Ressaltou ainda, que uma Operação como esta contribui de maneira significativa para a manutenção da motivação da tropa. Pois, comprovam a disponibilidade dos meios e a preparação de todos os integrantes.



Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE)

A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) é responsável por coordenar a área operativa dos Fuzileiros Navais na Marinha do Brasil. Realiza, anualmente, ampla gama de exercícios, a fim de preparar seus militares para atuar em diferentes tipos de conflito, desde os de alta intensidade, tais como as guerras convencionais, até em operações de caráter humanitário e de paz. Nos últimos dois anos, a FFE tem se destacado por atuar nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em diferentes estados do Brasil, dentre elas as operações conduzidas pelo Gabinete de Intervenção Federal, no estado do Rio de Janeiro.

A próxima Operação de grande monta a ser realizada pelo Corpo de Fuzileiros Navais será a Operação Dragão prevista para 6 a 13 de novembro. Ocasião em que haverá, também, a parte marítima do exercício.

Por comandante Cleber Ribeiro

FONTE: https://www.defesa.gov.br/noticias/48220-com-quase-2-mil-militares,-blindados,-aeronaves-e-muni%C3%A7%C3%A3o-real-marinha-realiza-seu-maior-exerc%C3%ADcio-no-planalto-central
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #167 em: Outubro 11, 2018, 01:18:09 am »











 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #168 em: Outubro 11, 2018, 01:22:13 am »












 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #169 em: Outubro 11, 2018, 01:28:03 am »








 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #170 em: Dezembro 10, 2018, 12:01:27 pm »

Clipe Operação Formosa (2018)
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #171 em: Dezembro 10, 2018, 12:20:04 pm »

Conheça o Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #172 em: Dezembro 12, 2018, 12:48:24 pm »
Batalhão de Blindados do CFN realiza adestramento no Centro de Avaliações do Exército


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O Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais (BtlBldFuzNav) realizou, no período entre 27 e 30 de novembro, no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), um adestramento empregando um Pelotão de Carros de Combate (Pel CC) e duas Viaturas Blindadas Especiais sobre Rodas 8×8 Piranha IIIC (VtrBldEsp SR 8×8 Piranha IIIC), entre outros meios destinados ao apoio do evento.


 
O exercício contou com a participação de cerca de 80 militares do BtlBldFuzNav, além de militares de outras Unidades apoiadoras. O objetivo do adestramento foi a realização de Exercícios Operativos de tiro visando à manutenção da capacidade operativa das guarnições dos Carros de Combate e a realização de pistas de maneabilidade, obstáculos e transposição de curso d’água pelos alunos do Estágio de Qualificação Técnica Especial de Operações da Viatura Blindada Especial Sobre Rodas 8×8 Piranha IIIC.

Os adestramentos foram realizados com êxito, coroando o término do Estágio, ao formar 26 novos Operadores e Comandantes deste tipo de viatura que, a partir de agora, estão capacitados a serem empregados nas diversas Operações do Batalhão, entre elas, as de Garantia da Lei e da Ordem, atualmente em curso no estado do Rio de Janeiro.

Durante o exercício, ocorreu a simulação do ataque de um Pelotão de Carros de Combate (quatro carros), sendo realizado o tiro simultâneo do Pelotão, que consiste na execução do disparo das quatro viaturas ao comando do Comandante do Pelotão, garantindo um nível de aprestamento das guarnições dos Carros de Combate.


FONTE: https://www.forte.jor.br/2018/12/09/batalhao-de-blindados-do-cfn-realiza-adestramento-no-centro-de-avaliacoes-do-exercito/
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #173 em: Dezembro 26, 2018, 11:52:56 am »
Chegam Novos CLANF (AAV-7A1) ao Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil


 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #174 em: Janeiro 23, 2019, 06:59:05 pm »
Estudo do CFN recomenda aquisição de até 30 MBTs (M1A1 Abrams)


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Por Roberto Lopes
Especial para o Forças Terrestres


Estudos realizados no âmbito do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) indicam que a força de carros de combate da corporação, atualmente concentrada em seu Batalhão de Blindados, tem capacidade de absorver entre 20 e 30 MBTs (Main Battle Tanks).

A informação foi obtida pelo ForTe junto a fontes que trabalham no programa de reaparelhamento da Marinha do Brasil.

A divulgação da notícia de que o governo dos Estados Unidos ofereceu às Forças Armadas brasileiras carros de combate M1A1 Abrams, dotados de canhão de 120 mm, só fez aumentar a expectativa sobre um possível upgrade no poder de choque dos Fuzileiros.

De acordo com um oficial lotado no Ministério da Defesa, em Brasília, o valor unitário de cada M1A1 estocado nos lotes de material excedente dos EUA poderá variar, de acordo com o nível de modernização a que será submetido, entre 1,3 e 1,8 milhão de dólares.

A questão é saber se o Comandante da MB e o Almirantado aprovarão esse gasto (na hipótese mais ambiciosa, de 54 milhões de dólares), sabendo que a frota atual de tanques leves do CFN – 17 exemplares do carro austríaco SK105A2S Kuerassier, de 17,5 toneladas e canhão de 105 mm – necessita, ela própria, de revitalização, especialmente no grupo propulsor.

O possível advento dos Abrams no CFN forçaria, também, uma provável reestruturação da força de tanques do CFN, hoje organizada na Companhia de Carros de Combate (CiaCC) do Batalhão de Blindados. A CiaCC possui um Kuerassier para o Comandante e quatro pelotões a quatro carros cada um (o 1º pelotão com os carros de 2 a 5, o 2º Pelotão com os carros de 6 a 9, o 3º Pelotão com os carros de 10 a 13, e o 4º pelotão com os carros de 14 a 17), além de uma viatura de resgate.


Crítica – Em outubro do ano passado, o major de Cavalaria Daniel Longhi Canéppele, instrutor de tiro da VBCCC Leopard 1 A5 BR – e ex-oficial de operações do 1º Regimento de Carros de Combate da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, no Rio Grande do Sul – produziu um artigo intitulado “Considerações sobre a eventual compra de carros de combate em substituição ao Leopard 1 A5 BR”.

No texto, o oficial afirma:

No tocante ao M1A1 ou M1A2 Abrams, acredita-se que algumas peculiaridades desse CC contraindicam sua adoção pela realidade brasileira.

O primeiro motivo seria o fato da alta dependência gerada em relação à indústria bélica estadunidense. O segundo motivo é que, além dos EUA, somente a Austrália e países do Oriente Médio adotam esta plataforma, são eles: Arábia Saudita, Egito, Kwait e Iraque. O terceiro motivo é a tecnologia do conjunto de força, uma turbina multi-combustível Honeywell AGT-1500C que, além de ser mais complexa que um motor a diesel, gera muito mais calor, tornando quase impossível a presença de fuzileiros ao seu redor, o que afetaria drasticamente a doutrina brasileira de emprego de Forças-Tarefas blindadas”
.

Há que se levar em consideração, entretanto, que essa é a visão de um oficial do Exército, não de um tanquista dos Fuzileiros Navais – que lida com cenários (ou ambientes) operacionais diversos daqueles vivenciados pelo Exército.

Uns 6.000 M1A1 Abrams foram produzidos no lapso de 1986 a 1992.

Em relação ao M1 original eles representavam uma clara evolução, consagrada no canhão de alma lisa M256, de 120 mm (desenvolvido pela Rheinmetall AG da Alemanha para o MBT Leopard 2), no visualizador térmico independente para o comandante da viatura, no equipamento de navegação por satélite, na blindagem aprimorada e num sistema de proteção tipo CBRN defense (Chemical, biological, radiological and nuclear defense).

A arma principal do M1A1 mostrou eficiência para alcançar alvos situados a mais de 2.500 metros de distância.

FONTE: https://www.forte.jor.br/2019/01/23/estudo-do-cfn-recomenda-aquisicao-de-ate-30-mbts/
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #175 em: Fevereiro 11, 2019, 11:31:17 am »
Na marcha de 24km com os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil


A marcha de 24 Km é ainda um dos mais temidos exercícios para os jovens militares ainda não acostumados com a vida militar, mas, salvo raras exceções, todos um dia terão que encarar esse desafio como parte da validação de suas carreiras militares. Desde os tempos mais remotos, a marcha faz parte da vida do militar ou qualquer outro povo, que precisasse apenas “sobreviver” em um mundo onde o maior conforto era o simples fato de não ser atacado por povos inimigos ou abatido pela fome ou doenças.


E, nas histórias de guerras dos tempos modernos, vitórias foram alcançadas e tropas inteiras salvas de fogo de artilharia, graças à movimentos de deslocamentos rapidamente organizados e concluídos por marchas que superaram entre 20 km à 40 km em campos de batalhas. A marcha também tem todo o seu significado simbólico para os exércitos, quando da saída para o combate, a finalização da tomada de uma cidade inimiga ou a liberação de uma cidade antes ocupada.

O que é uma Marcha na teoria e prática?

Na teoria,uma das definições mais modernas foi elaborada pela Dra Patrícia Deuster, autora da obra “The Navy SEAL Physical Fitness Guide”, Aonde ela define a marcha militar como:

“As marchas militares, são deslocamentos de tropas que podem ser realizados a pé, em meios automóveis, por caminhos-de-ferro, meios aquáticos e pela via aérea. Estas são utilizadas quando é indispensável vencer grandes distâncias, chegar ao destino desejado em tempo oportuno e em condições eficientes para o combate . As marchas efetuam-se de dia ou de noite, descansando as tropas apenas o estritamente necessário, para que os homens possam refazer-se do desgaste produzido. Compete, ao comandante conciliar as exigências da rapidez do deslocamento com a conservação do poder combativo.”


Na prática, já entram uma miríade de fatores, que são de grande utilidade para qualquer cenário de guerra, não importando sua posição na linha do tempo da história humana. Até épocas recentes de guerras do século XX/XXI, as marchas sempre estiveram presentes no deslocamento tático e estratégico das unidades mais básicas à exércitos inteiros em avanço ou retirada de um cenário de combate e/ou ocupação de terreno. No momento em que qualquer pessoa continue a leitura desse texto, é certo que em algum lugar do mundo, em algum cenário próximo ou distante, existe uma tropa em marcha em terreno de combate.


Em campanha, este tipo de deslocamento tem que ser muito bem preparado, uma vez que todos os movimentos, mas especialmente as marchas, dado que elas ter-se-ão que executar muitas vezes nas proximidades imediatas do inimigo, exigem uma preparação adequada que garanta uma execução fácil e que preserve as tropas de riscos ou fadigas exageradas que, afetando o seu moral, poderão comprometer o êxito das operações. A velocidade média deste tipo de deslocamento varia da noite para o dia, por exemplo, um deslocamento de 6 horas, de noite são executados entre 15 a 18 Km, de dia entre 20 e 24 Km. No entanto, todos estes valores no terreno estão sujeitos a alterações, para tal temos de ter em consideração alguns fatores, como o calor e o frio excessivos, vento forte, chuva e neve, relevo, condições do terreno, estado moral e fadiga dos homens.

Para um Comandante, a obtenção de resultados decisivos no campo de batalha pode depender, em grande escala, da capacidade de marcha das suas tropas. As tropas, deverão estar em condições de suportar as situações de marcha mais desfavoráveis, que encontrem no decorrer das operações. Para tal, deverão ser gradualmente instruídas, de modo, a superarem essas adversidades; uma vez conseguido, deverá ser mantido, ainda que por vezes se faça com um vasto emprego de transportes mecânicos.


Para tropas em treinamento, a marcha é uma das ferramentas mais eficientes de aperfeiçoamento da resistência física, mental e moral do jovem militar, serve de laboratório para a análise de novas táticas de deslocamento e manobras das mais diversas. Como escutei na última marcha que pude participar na Ilha da Marambaia, foi dito em alto e bom tom pelos instrutores; “- É fácil ser amigo de turminha de copo, na balada ou na praia… Aqui enfrentando essa marcha com seu equipamento de campanha, quando um de vocês desmaiar no caminho, veremos quem será o primeiro a se dispor a te ajudar a carregar seu equipamento ou te dar a água de uso pessoal…”

A carga individual nas marchas militares

Uma das maiores dificuldades neste tipo de ações é o peso que será transportado pelo combatente. A carga composta pelo armamento, munições, material especializado, água e ração, quando a missão é de longa duração, torna-se pesada, o que dificulta a locomoção dos soldados, chegando a pesar entre 35 e 40 quilos. Torna-se um desafio, caminhar longas distâncias, e se necessário, correr, ultrapassar muros e outros obstáculos.


É igualmente importante, ter a capacidade de transportar um camarada ferido, até uma área segura onde possa receber os cuidados médicos. Isso mostra o óbvio pertinente à tarefa militar, que acaba sempre exigindo esforços além do normal suportado para pessoas sem qualquer treinamento, basta saber o exemplo do recomendando para carga de pessoas em atividades civis de lazer esportivo, geralmente para praticantes de trekking, a sugestão de jamais carregar além de 1/3 do peso de seu corpo para os homens e 1/4 para mulheres.


Porém uma das maiores cargas que um militar portará após uma marcha operativa, é o conhecimento de si mesmo, a superação  e o orgulho de adquirir a capacidade de resistência física e moral para enfrentar adversidades que saem da esfera do homem comum.

Preparar para resistir

Logicamente, existe uma preparação prévia para todos antes das marchas operativas, que começa já nos primeiros dias de engajamento na caserna, com a rotina de treinamentos de educação física e disciplinas na alimentação. Nenhum militar vai para uma marcha sem antes ter o devido acompanhamento médico e a avaliação de profissionais de educação física de suas organizações militares. Tudo com o intento de aperfeiçoar ao máximo possível a resistência do militar para a evolução física de sua resistência.


A resistência ao esforço é entendida como “a capacidade de suportar e recuperar da fadiga física e psíquica” (Romão e Pais, 1999 a, p.79) é outro ponto de grande relevância. Todavia, defini-la não é uma tarefa fácil uma vez que existem tantas definições quantos os autores. Para Matvéiev (1991) existem quatro grupos de fatores que são a base da resistência para as diversas AF. O primeiro grupo é o dos Fatores Psicológicos da personalidade, relacionados com a motivação dos indivíduos, com a sua atitude e estabilidade perante as AF. Outro grupo é o dos Fatores de Provisão Energética, relacionado com os recursos energéticos do organismo, com a forma do organismo realizar o metabolismo 16 e as transformações de energia.


O terceiro grupo refere-se aos Fatores de Estabilidade Funcional que permite que o organismo conserve a sua atividade funcional, durante as modificações que vão ocorrendo durante o trabalho à medida que a fadiga se vai instalando. Por último, estão os Fatores de Economia Funcional que expressam a redução do consumo de energia à medida que se eleva o nível de treino. Esta redução depende da eficácia de emprego dos recursos energéticos do organismo.







FONTE:  https://www.defesa.tv.br/na-marcha-de-24km-com-os-fuzileiros-navais-da-marinha-do-brasil/?fbclid=IwAR2Sql0MJgoN7qsOwOQeUS0MfTlqIL_Lz1PFVT8BamsRhXJS-fARq9OOOoc
« Última modificação: Fevereiro 11, 2019, 11:32:05 am por Vitor Santos »
 

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« Responder #176 em: Abril 08, 2019, 06:35:59 pm »
Novo uniforme camuflado ACU do Corpo de Fuzileiros Navais


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Assim como na LAAD Defence & Security 2019 foi demonstrado ao público civil e militar o novo uniforme digitalizado para operações em areas urbanas do Corpo de Fuzileiros Navais, o Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais (CTecCFN) está testando um segundo tipo de uniforme, sendo esse para voltado para operações em regiões áridas, semiáridas e subúmidas.

Trata-se do modelo “ACU” (modelo mostrado nas imagens) e o “Brazilian Marines Multicam Camouflage Uniform (BMMCU)”, cujas imagens ainda não estão disponiveis.

Os testes com o novo uniforme estão sendo realizados em estados do nordeste do Brasil e em regiões da Namíbia e conta com o apoio do satélite de observação israelense Eros-B e do Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral HU-2 para verificar a eficácia de ambas camuflagens no terreno.

FONTE: https://www.forte.jor.br/2019/04/08/novo-uniforme-camuflado-acu-do-corpo-de-fuzileiros-navais/





 
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Acidente durante exercício de tiro entre Brasil e Argentina

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Notícias da Marinha do Brasil

Iniciado por G.B.Schmitt

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Última mensagem Abril 14, 2019, 01:16:50 pm
por mafets