Porta-Helicópteros Multipropósito "Atlântico"

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Vitor Santos

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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito "Atlântico"
« Responder #45 em: Julho 16, 2018, 08:21:10 pm »
A Marinha do Brasil leva o A-140 Atlântico para o mar pela primeira vez


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A Marinha do Brasil leva seu novo brinquedo para o mar pela primeira vez.

O antigo HMS Ocean, o único porta helicópteros da Royal Navy, foi vendido por 85 milhões de libras a ser pago em prestações.

Dando sequência aos treinamentos da tripulação do PHM A-140 Atlântico, tarefa sob responsabilidade do Flag Officer Sea Training (FOST), organização da Real Marinha Britânica encarregada de formar e reciclar tripulantes britânicos e dos países que adquirem navios ingleses, o novo navio da Marinha do Brasil se fez ao mar para treinamento de sua tripulação.

Durante essa curta saída ao mar foram verificados a proficiência da tripulação brasileira em procedimentos de porto, manobras e evoluções com o navio, operação dos sistemas de propulsão, suporte de vida a bordo, controle de avarias, etc.

O principal período de treinamento e testes é chamado de Treinamento Operacional Básico no Mar ou Basic Operational Sea Training (BOST), que normalmente dura seis semanas.


O BOST combina levantamentos das condições físicas do navio com testes de preparação da tripulação, incluindo um cenário semanal de combate e controle de danos conhecido como ‘Guerra da Quinta-Feira’.


Após a conclusão do treinamento FOST, o PHM A-140 Atlântico estará em condições de empreender a viagem de traslado para o Brasil. O navio deverá chegar ao Rio de Janeiro no final do mês de agosto, quando será oficialmente apresentado aos brasileiros.

FONTE: http://tecnodefesa.com.br/a-marinha-do-brasil-leva-o-a-140-atlantico-para-o-mar-pela-primeira-vez/
« Última modificação: Novembro 24, 2018, 06:12:01 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito
« Responder #46 em: Julho 17, 2018, 01:59:25 pm »
Vídeo mostra a 1.ª saída do Porta-Helicópteros Multipropósito “Atlântico” iniciando a fase de mar para a inspeção operativa

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Após passar por uma inspeção de material do Centro de Treinamento da Marinha do Reino Unido, Flag Officer Sea Training (FOST), e por um intenso programa de exercícios no porto, o navio suspendeu, nesta segunda-feira, 16 de julho, da Base Naval de Devonport, em Plymouth, na Inglaterra, para início da fase de mar da inspeção operativa.

Durante a fase de porto, a equipe do FOST verificou se os equipamentos e sistemas de bordo estavam operando de acordo com seus rigorosos padrões de eficiência e segurança, comprovando a qualidade dos serviços executados durante o período de manutenção no Reino Unido.

O grupo também testou a organização administrativa e de combate do navio, com o propósito de verificar o nível de adestramento da tripulação para a condução do navio e para responder, de forma eficaz, as eventuais emergências. O programa dessa nova Fase, com duração de cinco dias, prevê a execução de exercícios de navegação em águas restritas e em baixa visibilidade; fundeio de precisão; avarias operacionais de máquinas; avaria no sistema de governo e combate a incêndios e alagamentos; manobras com a lancha e viaturas anfíbias; lançamento do pontão e; recolhimento de homem ao mar.

FONTE: https://orbisdefense.blogspot.com/2018/07/video-mostra-1-saida-do-porta.html

« Última modificação: Novembro 24, 2018, 06:11:27 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito
« Responder #47 em: Julho 18, 2018, 06:49:58 pm »
PHM Atlântico: Marinha do Brasil estuda adotar sistema CIWS para reforçar a defesa do navio


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Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval


O Comando da Marinha está considerando a importação de alguns sistemas do tipo CIWS (Close-in Weapon System), para defesa antiaérea a curta distância, aptos a reforçar as capacidades do porta-helicópteros multipropósito Atlântico (ex-HMS Ocean).

A informação foi passada ao Poder Naval por um oficial que acompanha a preparação do navio para a travessia que ele fará até o Rio de Janeiro, no mês de agosto.

Os chefes navais brasileiros devem deixar de lado, nas suas análises acerca de um CIWS para o porta-helicópteros, o equipamento americano Phalanx – que pode custar mais de 13 milhões de dólares por unidade em sua versão básica (Block 1B) –, considerado caro demais e de manutenção igualmente dispendiosa.

Tais exames devem se centrar sobre equipamentos de performance semelhante à do Phalanx (cuja cadência de tiro é de 4.500 disparos por minuto), produzidos por indústrias de material de Defesa da África do Sul (Denel 35mm Dual Purpose Gun), e Suíça (Oerlikon Millennium 35 mm Naval Revolver Gun). O sistema Goalkeeper holandês, que está sendo modernizado, custa quase o dobro do CIWS Phalanx e por isso deve ser destartado.

Segundo a fonte, estão fora desse estudo por enquanto as opções russa (Pantsir-M) e chinesa (Type 730).

O empenho da Marinha do Brasil (MB) em obter um CIWS para o Atlântico, pode traduzir a preocupação dos chefes navais com a impossibilidade de prover os deslocamentos do navio de uma escolta adequada, dotada de proteção antiaérea de ponto.

O mais indicado, nesse caso, seria empregar “fragatas antiaéreas”, algo impensável no momento, dado o esforço para se obter apenas quatro corvetas de 3.000 toneladas…

NAe São Paulo –

 Antenas de comunicações e radomes (cúpulas) protetores que se encontravam em pontos elevados da “ilha” do porta-aviões São Paulo – desmobilizado em fevereiro de 2017 –, já foram removidos da embarcação e se encontram guardados para o seu possível reaproveitamento no PHM Atlântico.

O planejamento de desmobilização do São Paulo, ao longo de três anos, vem trazendo certa perturbação a uma faixa da oficialidade que, em visitas incidentais ao navio, lamenta profundamente a baixa de seu único navio-aeródromo capaz de operar aeronaves de asa fixa.

Apesar de cuidado por tripulação reduzida – e de já ter sido esvaziado de vários dos seus componentes –, o navio conserva o aspecto de uma unidade em bom estado – o que não se aplica, claro, ao grupo propulsor, ou ao funcionamento de setores críticos como as catapultas.

No Comando da Marinha não se comenta a possibilidade de o sucessor do atual Comandante, almirante Leal Ferreira, vir a modificar o plano de dar baixa no porta-aviões, mas é visível a determinação dos almirantes de, por meio do Programa de Obtenção de Navios-Aeródromos (PRONe), conseguir para a Força um porta-aviões de concepção atualizada dotado de sistema de catapulta convencional.

O planejamento original previa que esse navio pudesse ser completado até o ano de 2028, época em que, de acordo com as evidências do presente, a construção do navio ainda deve estar sendo planejada.

A Marinha tencionava obter dois porta-aviões, mas questões básicas – como o local onde a primeira dessas embarcações será construída – permanecem indefinidas.

Nesse momento, as atenções do Comando da Marinha estão totalmente concentradas na viabilização do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) – quatro convencionais da Classe Scorpène e um de propulsão nuclear –, e na obtenção dos recursos que garantam a construção dos quatro navios da Classe Tamandaré.

FONTE: https://www.naval.com.br/blog/2018/07/17/phm-atlantico-marinha-estuda-adotar-sistema-ciws-para-reforcar-a-defesa-do-navio/
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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito
« Responder #48 em: Agosto 01, 2018, 09:05:58 pm »
PHM Atlântico zarpa do Reino Unido rumo ao Brasil


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O porta-helicópteros multipropósito (PHM) Atlântico zarpou hoje da Base Naval de Devonport em Plymouth no Reino Unido rumo ao Brasil.

O navio fará escala em Lisboa e deverá chegar o Brasil na segunda quinzena de agosto.

O PHM Atlântico (Ex-HMS Ocean), incorporado à MB no dia 29 de junho, foi adquirido por £ 84 milhões e adaptado e reparado pelas companhias Babcock e a BAE Systems para o serviço na Marinha do Brasil.

Após a incorporação, o navio passou por um intenso programa de treinamentos no porto e no mar com o reconhecido e rigoroso Centro de Instrução da Marinha do Reino Unido Flag Officer Sea Training.

Projetado para operar com até sete aeronaves em seu convoo e 12 no hangar, o PHM Atlântico pode transportar Grupamentos Operativos de 500 a 800 Fuzileiros Navais e projetá-los por movimentos helitransportados, ou por superfície, empregando suas quatro lanchas de desembarque, a partir de uma distância de até 200 milhas da costa (cerca de 321 km). Possui, ainda, diversas salas de planejamento para uso de Estado-Maior.

É dotado de um Sistema de Combate que integra o Sistema de Comando e Controle LPH CMS, quatro canhões de 30mm DS30M Mk2, dois Radares 1007, um Radar 1008 e do moderníssimo Radar Artisan 3D 997, com elevada capacidade de detecção e acompanhamento.

FONTE: https://www.naval.com.br/blog/2018/08/01/phm-atlantico-zarpa-do-reino-unido-rumo-ao-brasil/






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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito
« Responder #49 em: Agosto 07, 2018, 02:26:07 pm »

PHM Atlântico (A 140) chegando a Lisboa
« Última modificação: Novembro 24, 2018, 06:10:45 pm por Vitor Santos »
 
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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito
« Responder #50 em: Agosto 18, 2018, 05:34:14 am »
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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito
« Responder #51 em: Agosto 22, 2018, 02:16:07 pm »
Fotos do Porta-Helicópteros Atlântico na PASSEX com o Navio-Escola Brasil






 :G-beer2:

FOTOS: Guarda-Marinha Toshio Ito / https://www.naval.com.br/blog/2018/08/21/fotos-do-porta-helicopteros-atlantico-na-passex-com-o-navio-escola-brasil/
« Última modificação: Novembro 24, 2018, 06:09:21 pm por Vitor Santos »
 
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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito
« Responder #52 em: Agosto 26, 2018, 06:56:26 pm »

Chegada do Porta-Helicópteros Multipropósito "Atlântico"
« Última modificação: Novembro 24, 2018, 06:09:51 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito "Atlântico"
« Responder #53 em: Dezembro 20, 2018, 04:48:54 pm »
Porta-helicópteros Atlântico receberá três lançadores de mísseis Mistral no próximo semestre


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Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval


A Marinha do Brasil irá instalar, ainda no primeiro semestre de 2019, três lançadores de mísseis antiaéreos de defesa de ponto Mistral no porta-helicópteros Atlântico (A140).


 
Esses lançadores ocuparão as posições originalmente reservadas pela Marinha Real – antiga proprietária da embarcação – ao sistema de autodefesa aproximada CIWS (Close-in Weapon System) Phalanx (removido antes da entrega do navio ao Brasil): uma na proa e duas na popa, em “bandejas” situadas abaixo do convés de voo, à boreste e à bombordo.

O serviço terá o apoio da Diretoria de Sistema de Armas da Marinha (DSAM), e será iniciado tão logo o navio retorne da Aspirantex 2019, comissão de que participará no primeiro bimestre.

“Não poderemos aproveitar as bases construídas para receber o Sistema Phalanx”, explicou o comandante do Atlântico, capitão de mar e guerra Giovani Corrêa, de 47 anos. “Precisaremos construir outras bases, montar os lançadores e, claro, testar o conjunto”.

Extremamente gentil e colaborativo, Corrêa recebeu a reportagem do Poder Naval a bordo do seu navio, no início da tarde da última quinta-feira (13.12), no Pier Mauá da cidade do Rio de Janeiro.

A conversa, de duas horas e dez minutos, irá redundar em três reportagens especiais que o PN publicará, retratando o impacto causado pela aquisição do porta-helicópteros, tanto na Esquadra quanto na Força Naval Brasileira em geral.



ITAR – OMAS (míssil superfície-ar) Mistral é uma arma bastante conhecida. Seu alcance é de até 6.000 m.

De acordo com um texto liberado pela a Marinha, a 29 de maio de 2017 o Batalhão de Controle Aerotático e Defesa Antiaérea da Divisão Anfíbia do Corpo de Fuzileiros Navais realizou, na Restinga da Marambaia (RJ), um disparo bem sucedido desse vetor, que “possui um sistema de guiamento por infravermelho de segunda geração, (…) resistente a contramedidas”.

O PN quis saber por que o Atlântico não reteve o CIWS Phalanx, sistema reconhecidamente eficiente e usado pelas principais marinhas do Ocidente.

Sua remoção suscitou diferentes hipóteses: falta de autorização de Washington para que a Marinha Brasileira o operasse, falta de recursos para comprar e manter o equipamento…

“Não foi nada disso”, atalha o comandante Giovani. “Inicialmente quero dizer: não acredito que, se a Marinha manifestasse o desejo de ficar com o Phalanx, essa permissão nos fosse negada. O problema é que, se insistíssemos nessa aquisição, o navio estaria, até hoje, na Inglaterra.

E isso pelo fato de que a compra do Phalanx exige uma autorização especial do governo dos Estados Unidos, denominada ITAR (International Traffic in Arms Regulations), e a tramitação dessa solicitação nunca leva menos que sete meses.

Para agravar a situação, a Marinha Real nos pedia que transferíssemos o antigo HMS Ocean para o Brasil no menor espaço de tempo possível, já que eles necessitavam dos 300 tripulantes britânicos que se encontravam a bordo do navio quando fomos busca-lo.

Esse pessoal era requisitado para embarque urgente nos dois novos porta-aviões britânicos: o HMS Queen Elizabeth e o HMS Prince of Wales.

Investigamos, como alternativa ao Phalanx, a possibilidade de adquirir o CIWS Goalkeeper, mas isso não se revelou viável.

Decidimos, então, montar a autodefesa do navio com o Mistral e os canhões de 30 mm [quatro exemplares do modelo DS30M Mk.2], além do armamento de menor calibre. Para o momento que vivemos é bastante aceitável”.

VF-1 – O comandante do porta-helicópteros falou também sobre a questão dos escoltas necessários aos deslocamentos do seu navio.

“Os escoltas nos proporcionariam maior defesa contra ameaças aéreas. Mas a Esquadra, apesar de lidar com algumas limitações, não está incapacitada de nos prover escoltas. Temos operado com nossas fragatas.

Além disso, é preciso lembrar: devido à sua capacidade militar e logística, o HMS Ocean participou de muitas missões no Mediterrâneo e em outros pontos do globo com escolta muito reduzida, e que aproveitava a companhia de embarcações de outras marinhas.

No caso da costa ocidental da África, por exemplo, a escolta de um navio classe “Amazonas” é perfeitamente suficiente, e não por nossa causa, especificamente, mas porque esse navio-patrulha seria adequado aos treinamentos com as marinhas africanas amigas”.

No capítulo da “capacidade militar”, o CMG Giovani lembra o raio de ação do radar Artisan, que tem operativo a bordo do Atlântico:

“Com o nosso radar, que permite varreduras a 130 milhas [240,76 km] de distância, podemos, perfeitamente, montar bons exercícios táticos com as aeronaves do Esquadrão Falcão [VF-1]”.


Construção da relação – O comandante do Atlântico diz que, ao viajar para o Reino Unido com a missão de buscar o porta-helicópteros, sentiu, perfeitamente, que participava da “construção de uma relação”.

“A mim não espanta o recebimento, pela nossa Marinha, de um navio da Marinha Real que esteja disponível.

Os britânicos demonstram claramente que desejam consolidar a ligação conosco. E, se pararmos para pensar, tem sido assim há décadas. Quantos navios que pertenceram ao Reino Unido nós já não operamos?

Atualmente eles estão sempre dispostos a nos ajudar.

No início do segundo semestre, embarcamos uma equipe britânica para nos assessorar durante a travessia de Plymouth para o Rio. A preocupação, naquele momento, era lidar com a propulsão do navio.

Nesse instante tenho especialistas da Marinha Real instruindo o nosso pessoal sobre a manutenção do sistema de combate; um tempo atrás tivemos dúvidas sobre as condições de mar que nos permitiriam usar as lanchas de desembarque que trazemos a bordo. Especialmente no momento da abicagem na praia. Entramos em contato com eles e recebemos todos os esclarecimentos, sem nenhum problema.


O impacto na Esquadra – Giovani Corrêa demonstra entusiasmo com a renovação de meios da Esquadra:

“Minha impressão é de que a aquisição deste porta-helicópteros e a incorporação de uma nova classe de submarinos revitalizaram muito as expectativas dentro da Marinha.

E não é para menos: com esse navio a Força pode ir a qualquer lugar no planeta. Temos a possibilidade de ir até a Índia e voltar sem necessidade de reabastecer.

Durante a travessia para o Rio, à velocidade de 17 nós, consumimos 40.000 litros de combustível/dia, e transportamos 1,6 milhão de litros de combustível em nossos tanques… Viajando a 10 nós, consumimos 24.000 litros de combustível/dia, e transportamos 1,6 milhão de litros!

Isso para não falarmos em outro dado impressionante: o de que temos a capacidade de embarcar 1,5 milhão de litros de combustível de Aviação”.

FONTE: https://www.naval.com.br/blog/2018/12/18/porta-helicopteros-atlantico-recebera-tres-lancadores-de-misseis-mistral-no-proximo-semestre/
 

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Re: Porta-Helicópteros Multipropósito "Atlântico"
« Responder #54 em: Dezembro 20, 2018, 05:02:47 pm »
Helicópteros da FAB e do EB vão operar no PHM Atlântico


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Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval


Dentro da doutrina preconizada pelo Ministério da Defesa, em Brasília, de compartilhar a plataforma de voo do porta-helicópteros multipropósito Atlântico com aeronaves do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB). O sistema também foi empregado na Inglaterra, onde helicópteros da Royal Navy, do Army Air Corps e da Royal Air Force operaram juntos, rotineiramente, no então HMS Ocean.

Representantes das três Forças acordaram que essa cooperação terá início pelo embarque no navio (em data ainda não definida) de uma aeronave H-36 Caracal da FAB.

“Há dois motivos para isso”, explicou ao Poder Naval o comandante do Atlântico, capitão de mar e guerra Giovani Corrêa. “Em primeiro lugar por causa da comunalidade do equipamento. Exército e Marinha também usam essa aeronave [adquirida pelas Forças no âmbito do Programa HX-BR], e, em segundo lugar, porque a FAB já tem uma boa experiência no serviço SAR [Busca e Salvamento] sobre o mar”.

A 8 de agosto passado o Esquadrão Puma (3º/8º GAV), sediado na Ala 12, do Rio de Janeiro, recebeu o seu mais novo Caracal – FAB 8515 –, montado e testado na fábrica da  Helibras em Itajubá (MG).

A aeronave foi entregue com um novo sistema de detecção de fogo nos motores, totalmente pneumático. Além disso, é a primeira da FAB equipada com o Spectrolab Searchlight, um farol de busca de alta capacidade, também compatível com equipamentos de visão noturna.


Helicópteros armados – O comandante Giovani diz que sua embarcação receberá os três modelos de helicópteros que vão ampliar, exponencialmente, a capacidade de intervenção armada da Força Aeronaval:

AH-11B Super Lynx dotados de mísseis anti-navio de médio alcance (25 km) Sea Skua; SH-16 Sea Hawk equipados com vetores Penguin, também para alvos de superfície; e UH-15B – modelo similar ao H-36 da FAB –, equipado com o conhecido Exocet MM-40.

Ao todo, estarão disponíveis 19 aeronaves de combate bastante atualizadas:

8 Super Lynx remotorizados (talvez o melhor fosse dizer “remoçados”) por um par de turbinas Rolls Royce T800, superiores em desempenho e que oferecem maior disponibilidade que os antigos propulsores Gen 42.

Além de melhorias notáveis em aviônica, MAGE e sensores; 6 SH-16, helicóptero famoso por sua “vocação” para a guerra antissubmarina, mas que também impressiona positivamente a oficialidade da Força Aeronaval por suas capacidades de engajamento na guerra de superfície e na guerra eletrônica. A forma segura com que o SH-16 passa, de dia ou à noite, do voo nivelado para o voo pairado sobre o mar, facilita eventuais operações SAR; 5 UH-15B, que, em cenários de perigo real, garantirão a capacidade dissuasória de um Grupo Tarefa.

Mas o comandante Giovani explica que o processo de qualificação das tripulações e, por conseguinte, de certificação dos aparelhos para a operação a bordo do Atlântico é, forçosamente, minucioso e lento:

“Em primeiro lugar, essas aeronaves são empenhadas em diferentes ‘envelopes de vento’. Ou seja, elas voam sob diferentes intensidades de vento. Depois vem a fase em que os tripulantes precisam decolar e pousar nos horários de lusco-fusco, do entardecer. Mais tarde eles farão voos noturnos sobre o Atlântico, para conhecer e aprender a reconhecer as luzes do navio. A última etapa é a da operação com óculos de visão noturna, o chamado equipamento NVG (Night Vision Goggles)”.

O serviço de revitalização dos Super Lynx na Inglaterra, por exemplo, inclui um painel de instrumentos compatibilizado com os recursos do NVG.




Passadiço – O convés de voo do PHM Atlântico não oferece qualquer impedimento à recepção e operação dos helicópteros mais pesados da Marinha e das outras Forças.

Na Royal Navy, durante as operações da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o convoo recebia regularmente o convertiplano militar Bell Boeing V-22 Osprey, aparelho multifunção que, carregado, com o dobro do peso da aeronave russa de assalto aéreo Mi-35M4, de 12 toneladas – na FAB conhecida como AH-2 Sabre.

O comandante Giovani leva o repórter do Poder Naval a um canto do passadiço de seu navio, debruçado sobre a pista de Aviação, e mostra que o Osprey se utilizava regularmente uma posição à ré do convoo.

Abaixo do convés de voo, no convés do hangar, o oficial destaca para o PN duas grandes cortinas metálicas que se encontram recolhidas e, segundo ele, dividem essa área em três compartimentos – recurso que serve, entre outras coisas, para impedir a expansão de fumaça durante uma emergência com fogo.

Por todo o interior do navio há suportes com (quatro ou oito) caixas pequenas, cor de laranja, presas nas anteparas da embarcação. “Máscaras contra fumaça”, explica o CMG Giovani, “lição [da Guerra] das Malvinas. Os ingleses são muito aplicados. Durante o conflito eles perderam muitos tripulantes que foram intoxicados pela fumaça causada pelas explosões a bordo dos seus navios. Assim, a fumaça virou um inimigo importante, e navios como o Atlântico estão, agora, preparados para resistir à fumaça”.

O porta-helicóptero brasileiro é operado por 432 tripulantes, exatamente o mesmo número de homens e mulheres que havia no Ocean.

Desde que passou às mãos dos militares brasileiros o navio nunca precisou enfrentar uma emergência com chamas e fumaça, mas a brigada anti-fogo do Atlântico, subordinada ao Controle de Avarias, está formada por 40 homens treinados para, em caso de emergência, fechar as portas estanques marcadas com um “Y”, de Yankee, e manter abertas as portas que trazem um “Z”, de Zulu.

“Fechar diversas portas do interior do navio, indistintamente, poderia dificultar muito o deslocamento da equipe de combate a incêndio”, esclarece o comandante do barco. “Assim, eles identificaram rotas, e selecionaram algumas portas que precisam ser mantidas abertas, de forma a que se possa alcançar qualquer ponto do navio com rapidez”.

O setor de atendimento médico do navio não é grande – leito de UTI, por exemplo, só existe um – porque “aqui nós oferecemos ao tripulante ferido com gravidade um primeiro atendimento. Logo que possível ele é transferido por helicóptero para uma base, ou mesmo para outro navio ( como o NDM Bahia) que possui melhores condições para trata-lo”.


NAeL Minas Gerais – Nestes dias às vésperas do Natal, o PHM Atlântico “descansa” no cais do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro que era utilizado pelo icônico NAeL Minas Gerais (A-11).

Nas palavras de Giovani há um misto de emoção e orgulho: “o pessoal do Arsenal se esmerou em nos entregar um espaço com ótimas condições de abastecimento de energia, onde podemos nos preparar, com toda a tranquilidade, para as comissões que nos forem sendo atribuídas”.

O comandante não entra em detalhes, mas a previsão é de que o porta-helicópteros faça cerca de 150 dias de mar ao ano.

A próxima missão é a Aspirantex, logo no início de 2019, que levará o porta-helicópteros brasileiro à sua primeira estadia em porto estrangeiro: Montevidéu.

FONTE: https://www.naval.com.br/blog/2018/12/20/helicopteros-da-fab-e-do-eb-vao-operar-no-phm-atlantico/
 

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Lusitano89

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« Responder #56 em: Maio 24, 2019, 08:03:46 pm »
Aderex-I 2019: Marinha adestra seus meios navais e aeronavais – Parte I


Por Guilherme Wiltgen

Pontualmente as 13h30, o novo Capitânia da Esquadra brasileira, o Porta-helicópteros Multipropósito Atlântico (A 140), largou o cais do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) para dar início a operação Aderex-I 2019 e a Passex com a Mission Jeanne d’Arc, com a Marine Nationale (Marinha Nacional Francesa).


Para essa comissão, o CMG Giovani Corrêa, Comandante do Atlântico, recebeu a bordo o Vice Almirante José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, Comandante em Chefe da Esquadra (ComemCh), e o Contra Almirante Luiz Roberto Cavalcanti Valicente, Comandante da 2ª Divisão da Esquadra (DIV-2).

Segurança de voo


Os procedimentos de segurança de voo se iniciaram com um briefing para os militares destacados e civis convidados. Na sequência, a Equipe de Manobra (EQMAN) e crash, iniciou a Patrulha do DOE (Danos por Objetos Estranhos), que tem por objetivo inspecionar todo o convoo a procura de qualquer objeto que possa ser aspirado pelas aeronaves ou atirados contra os tripulantes, evitando danos pessoais e materiais durante as atividades com os helicópteros.


Pouco antes de cruzar o través da Escola Naval, o navio entrou em postos de combate e, de forma simulada, iniciou navegação em canal varrido e sob baixa visibilidade.



Para quem observava o exercício, o dia ensolarado que fazia no Rio de Janeiro, contrastava com a situação simulada que se passava dentro do passadiço.


Enquanto isso, também era simulado um exercício de ameaça assimétrica com o Navio Patrulha Oceânico Apa (P 121), que fez o papel de Figurativo Inimigo (FIGIN).

QRPB – Qualificação e Requalificação de Pouso a Bordo


Para a Aderex, participaram as aeronaves UH-12 Esquilo N-7082 e N-7088, do 1° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-1), dois H225M, sendo o UH-15 Super Cougar N-7104 e o UH-15A Super Cougar N-7201, do 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2), e o SH-16 Seahawk N-3037, do 1° Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino (HS-1). Estas aeronaves formaram o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) para esta comissão.


Antes de cruzar a boca da barra, o PHM Atlântico entrou em postos de voo e pouco tempo depois, já navegando fora da Baía de Guanabara, o silencioso convoo deu lugar ao ensurdecedor som dos rotores das primeiras aeronaves que pousaram no navio, provenientes da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), onde os Esquadrões estão baseados.



Tendo como pano de fundo a cidade do Rio de Janeiro, o Pégasus 04 realizou o primeiro pouso a bordo, iniciando a partir daí a qualificação e requalificação de pouso a bordo (QRPB), seguido do UH-15A,  versão especializada para missões de SAR (Search and Rescue) e C-SAR (Combat – SAR).








Na sequência pousou o Guerreiro 37 e os Águias 82 e 88, dos Esquadrões HS-1 e HU-1, respectivamente.



O QRPB consiste em realizar vários circuitos com pousos e decolagens de spot’s diferentes, inclusive com a entrada lateral, com aeronaves spotadas a vante e a ré.

O PHM Atlântico possui 7 spots, sendo na proa o spot Alpha e 1 (Uno) utilizados por aeronaves até a classe do AH-11B Super Lynx. Os spot’s 2 ao 6, da proa à popa, possuem capacidade de operar com helicópteros médios/pesados e com o MV-22 Osprey, o que capacita a Marinha do Brasil a operar com aeronaves de Marinhas amigas, provendo desta forma, a interoperabilidade com outras Forças, adquirindo uma importante capacidade nas operações conjuntas no mar ou em missões de ajuda humanitária.


Durante a realização do QRPB, a Equipe de Manobra (EQMAN), vai se adestrando e seguindo as ordens do orientador, peiando as aeronaves no convoo.


No Departamento de Aviação, sob olhar atento do Chefe do Departamento de Aviação (CheAVI), do Sub Chefe do Departamento de Aviação (SubAVI) e do controlador aéreo, as aeronaves eram controladas e alternadas para o pouso abordo  nos spot’s pré-determinados. Tudo em total sinergia com a EQMAN no convoo e dos sinais do orientador, que de forma sistemática, trazia as aeronaves para bordo em total segurança, demonstrando um alto grau de operacionalidade do navio.


O cair da noite não interrompe a frenética atividade dos helicópteros no convoo e não significa o final das atividades aéreas, que se estendeu pelo período noturno para os Esquadrões HU-2 e HS-1.

A capacidade de operar a noite com o emprego de Óculos de Visão Noturna (OVN), é o próximo desafio e que deve ocorrer em Julho próximo. Para que isso ocorra, o Esquadrão HS-1 recebeu instrução do 5º/8º GAV – Esquadrão Pantera, da Força Aérea Brasileira, e o HU-2 do Centro de Instrução de Aviação de Exército (CIAvEx) e do 1º Batalhão de Aviação do Exército (1° BAvEx).


Em paralelo, o Centro de Manutenção de Sistemas da Marinha (CMS) embarcou um grupo chefiado por um Engenheiro para fazer as medições de luminosidade do convoo, afim de se determinar o nível correto para utilização com segurança do OVN durante as operações aéreas noturnas embarcadas.

A operação aérea embarcada utilizando o OVN, vai aumentar substancialmente a capacidade de combate do PHM Atlântico, podendo operar aeronaves de ataque ASW e ASuW diuturnamente. Em breve, além do SH-16 Seahawk armado com torpedos e o míssil anti-navio Penguin, também vai operar com o AH-11B Super Lynx, recentemente modernizado, e com o AH-15B Super Cougar, que será recebido em breve pela MB, capaz de transportar dois mísseis AM-39 Exocet. Para missões SAR, além do UH-15A, no final desse ano, ainda serão recebidos os três Airbus Helicopters EC135 (designados UH-17 na MB), que também deverão embarcar no navio.


FONTE: https://www.defesaaereanaval.com.br/artigos/aderex-i-2019-marinha-adestra-seus-meios-navais-e-aeronavais-parte-i
 

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Vitor Santos

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