Royal Navy reduzida em 50% daqui a 20 anos?

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Royal Navy reduzida em 50% daqui a 20 anos?
« em: Outubro 01, 2007, 02:04:12 pm »
:arrow: http://www.telegraph.co.uk/news/main.jh ... avy130.xml

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Labour's secret plans to slash the Navy
By Melissa Kite and Patrick Hennessy
Last Updated: 1:59am BST 01/10/2007

Ministers have drawn up confidential proposals to slash the number of ships in the Royal Navy, The Sunday Telegraph can disclose.


The expected reductions follow a fierce row between Service chiefs and the Treasury over defence spending.

   
The total number of ships could be cut from 103 to just 50

 
The Ministry of Defence has produced a plan to decommission five warships from next April, which would reduce the Navy's capability to the level where it could carry out only "one small-scale operation".

Separate documentation from inside the department suggests that the total number of ships in the Navy and Royal Fleet Auxiliary could fall from the present level of 103 to 76 in 2017 and only 50 in 2027 — a reduction of more than half.

The information has been supplied in an email from a whistleblowing official inside the MoD, who has given details of a row between senior officials in the department and Andy Burnham, the Treasury Chief Secretary, over the allocation of money to the MoD over the next three years.

The deal, sealed under the Comprehensive Spending Review and announced in July, gave the MoD an annual increase of 1.5 per cent above inflation for the years 2008-11.

advertisementHowever, it also contained a commitment to buy two 65,000-ton aircraft carriers, at a cost of £4 billion — meaning savings had to be found elsewhere if the MoD were to meet its "operational commitments."

The email reads: "The Chief Sec directed that no further money from the CSR would be allocated to Defence and to maintain force levels the Dept must find the savings/cuts.

"For the RN [Royal Navy], the poor CSR deal and the commitment to 2 carriers is such that a proposal for the immediate decommissioning of 5 ships (frigates and destroyers) from April next year has been considered.

"This would reduce the RN's capabilities to just one small scale operation and that is it."

Sources said that under the plan the Navy, once the pride of the Armed Forces, would be unable to provide anything like the 1982 Falklands task force.

In what is likely to be a "worst-case" scenario, with no further commissioning of ships, total numbers of what the MoD terms "platforms" is slated to fall steadily from 103 to 50 within 20 years.

The number of submarines would be cut from 13 to 11 in 2007-08 while there would be two aircraft carriers rather than the present three. Frigates would be cut from 17 to nine, while the number of destroyers would go up, from six to eight, but only because more have already been commissioned.

There would be no minesweepers or patrol ships, while the number of landing vessels would be cut from eight to six.



The disclosures are likely to embarrass Gordon Brown, who has long been viewed with some suspicion within the Services. During his time as chancellor he was thought to regard the MoD as one of the most "financially wasteful" of all Whitehall departments. However, as Prime Minister he has been keen to be seen as a strong supporter of the Armed Forces.

Liam Fox, the shadow defence secretary, said: "Any reduction in our forces' size at present would be insane, given our unsafe world and the level of our current deployments. No wonder there are suggestions Gordon Brown is considering a complete withdrawal from Iraq. His own cuts to our Armed Forces may leave him with no option."

Colonel Tim Collins, a former Iraq war commander, said: "The Armed Forces are once more facing the squeeze and once again it looks like the Royal Navy will bear the brunt.

"There are no votes in defence, as was reflected in last week's conference speech by the Prime Minister in which Afghanistan and Iraq, Labour's wars, were mentioned only once each."

An MoD spokesman said last night: "No decisions have been taken to make changes to force structures. As ever, we continually review the defence programme.

"The CSR settlement sees the continuation of the longest period of sustained real-terms growth in planned defence spending since the 1980s."
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Luso

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(sem assunto)
« Responder #1 em: Outubro 01, 2007, 07:43:02 pm »
Num fórum que nada tem a haver com defesa encontrei num sub-tópico livre, este boato (muito parecido com a actual situação portuguesa).

Apparently after Brown wins the next election plans are being made for force cuts of up to 30% in the army 20% in the RAf and 50% in the RN. Total cuts in spending on defence might average 40%

There will be no cuts to commitments just the expectation of "higher productivity" from uniformed servicemen but not the civil servants who significantly outnumber them.

There will be greater use of reserves, the planned change in the law which prevents Reservists from being mobilised for 3 years after serving for more than 12 months on operations is being scrapped is designed to facilitate this.

Big hits will take place in the areas of medical and welfare support, compensation, pay and allowances.

Private funding and initatives will create revenue for the Government.

This will take the form of private companies paying the Government for the franchise to run compulsorary pension insurance and compensation schemes and private medical care. The companies will pay the MOD and the individual servicemen will be given no choice but to pay for these insurance schemes out of their pay.

Apparently the plans will not be made public for at least 12 months after Brown wins an election, because its thought they would be a vote looser.

My source is impeccable and the information he has given me in the past has been 80% accurate.

Regards James


http://www.mwrforum.net/forums/showthre ... #post24073

Vejo uma tendência socialista para cortar em todas as despesas menos naquelas onde o aparelho do estado/partido do poder está em mais força.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Leonidas

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« Responder #2 em: Outubro 01, 2007, 11:34:05 pm »
Saudações guerreiras

A questão não é propriamente a RN, mas talvez mesmo o Iraque. Aquilo deve ser um autêntico sumiço de dinheiro! Só aquilo em que tiveram que investir para se adaptarem ás circunstâncias devido ao tempo de permanência e mau planeamento, não é brincadeira nenhuma!

A sorte deles é não terem que aguentar com o que os americanos estão a passar. Mas também quem se mete na boca do lobo, não pode esperar do mesmo uma lambidela, como se de um pastor alemão tratasse. Só os camones têm cheta para aquilo tudo e mais alguma coisa.

Mesmo assim acho que o que está apresentado no quadro da notícia é fantasia a mais. Onde se viu um país como aquele sem draga-minas nenhum? Só em Portugal se desculpa por serem uns pobrezinhos coitadinhos.

O facto também de uma logística ser fortemente afectada para 50% menos, o que acaba por inviabilizar muita acção no exterior! (Neste aspecto, também acho que será preocupante para nós, porque gostamos muito de ser penetras, de borlas e porque os pandur dos fuzos vão apodrecer por falta de uso) Muito suspeito, mesmo! A Argentina ainda não deixou de reivindicar as Falkland!

Se repensassem o tamanho do segundo porta-aviões, os F-35, uns 5 ou 6 navios logísticos, aí acredito que tivesse algum fundo de verdade.

Cumprimentos
 

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JMM

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(sem assunto)
« Responder #3 em: Outubro 02, 2007, 06:44:57 pm »
Boas! Este assunto tem sido febrilmente discutido noutros fora, nomeadamente ingleses e, após a "poeira assentar" o consenso geral é de que esta "notícia" não deve ser tomada demasiado a sério já que o Daily Telegraph é reconhecidamente pró-Conservador e, portanto, esta é uma peça mais ou menos fabricada.

Além disso, a notícia fala no pior cenário possível que é o de não serem encomendados mais nenhuns navios até depois de 2025, o que é irrealista, especialmente porque se sabe que no seguimento do estabelecimento de um consórcio único nacional para a construção de navios de guerra de superfície (o consórcio ShipCo) em Julho, e que era condição prévia para que os dois CVF fossem encomendados, o governo assumiu o compromisso de efectuar uma encomenda por ano, em média, durante os próximos 15 anos.

Posto isto, também toda a gente concorda que uma força aos níveis actuais (25 escoltas oceânicos de 1ª linha) é impossível de manter devido ao Iraque e Afeganistão, por isso, como sempre, a virtude deve estar algures a meio.
 

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ferrol

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(sem assunto)
« Responder #4 em: Outubro 02, 2007, 07:28:50 pm »
Citação de: "JMM"
Além disso, a notícia fala no pior cenário possível que é o de não serem encomendados mais nenhuns navios até depois de 2025, o que é irrealista, especialmente porque se sabe que no seguimento do estabelecimento de um consórcio único nacional para a construção de navios de guerra de superfície (o consórcio ShipCo) em Julho, e que era condição prévia para que os dois CVF fossem encomendados, o governo assumiu o compromisso de efectuar uma encomenda por ano, em média, durante os próximos 15 anos.
Nembargantes, é "vox populi" no sector que a UE está a promocionar internamente a aparición dunha especie de EADS naval, do cal o consorcio inglés que vostede indica sería a participación británica de cara a obnte-la representación axeitada no consello de administración, e non sei deica qué punto pode afectar ós plans da R.N nos próximos 15 anos que vostede indica...

Citação de: "JMM"
Posto isto, também toda a gente concorda que uma força aos níveis actuais (25 escoltas oceânicos de 1ª linha) é impossível de manter devido ao Iraque e Afeganistão, por isso, como sempre, a virtude deve estar algures a meio.
De tódolos xeitos, pensemos que a posibilidade nin é un fiasco, nin é descabellada ou unha tolemia. Pensemos un pouco nun futuro preto...

Os submarinos se reducen, pero é lóxico posto que xa non están os inimigos tradicionais e xa non se leva a guerra naval, senon máis ben a guerra anfibia, onde os submariños teñen un papel menos importante.
Os portaavións se reducen, pero tampouco é unha grande quebra, posto que serán os CVF moito máis capaces que os actuais invencibles...
O tema dos cazaminas tampouco pode asombrar, cando moitos países se están desfacendo deles e a tecnoloxía actual, moito máis a de dentro de 20 anos permite desplazar pequenos robots submarinos para facer esa tarefa, e non necesitan buques específicos para apoialos...
En canto ó tema da flota auxiliar, que tamén se reduce, penso que se debe a que se se reduce a flota de liña, tamén queda inútil a de apoio de segunda liña.
Das fragatas, pois tendo en conta que o que hai hoxe en día son T-22 e T-23´s, pois é lóxico pensar que serán sustituídas por series moito máis modernas, logo máis caras, e que non é moi tolo pensar que poderían reduci-lo número...tampouco hoxe teñen 150 buques de liña como nos tempos das colonias e ninguén diría que a R.Navy está hoxe en crise...

Logo, en xeral, non vexo tampouco un afundemento da R.Navy, que con 2 portas e unha ducia de SSN´s aínda marcará diferencias entre as armadas de primeira liña e as de segunda...

Saúdos.
Tu régere Imperio fluctus, Hispane memento
"Acuérdate España que tú registe el Imperio de los mares”
 

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JMM

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« Responder #5 em: Outubro 02, 2007, 07:47:21 pm »
Quanto à possibilidade do Consórcio Europeu, pode afectar estes planos mas, como dizemos em Portugal, é melhor esperarmos sentados, porque estamos a falar de integração europeia e depois dos problemas que tem havido comos Airbus, este é um ponto muito sensível em cada país...

Relativamente aos números apresentados no artigo, são uma não-novidade porque, assumindo que não entra mais nenhum navio em serviço além dos que já estão planeados (o que não acredito porque os planeados de superfície acabam com o segundo CVF em 2016 e depois o que é que a indústria naval inglesa vai fazer? É preciso manter empregos...) os números são fáceis de identificar:

Submarinos - 7 Astute (SSN) e 4 Vanguard (SSBN)
Porta-aviões - 2 CVF
Destroyers - 8 Darings (T45)
Fragatas - 9 T23 CUP (as restantes vão ser abatidas entre 2019 e 2022, se não me engano e as T22 até 2019)
Draga-minas - 0 (Os Sandown e Hunt vão ser abatidos até 2022)
Navios anfíbios - 6 (Os 2 LPD, Albion e Bulwark, e os 4 ALSL da classe Bay semelhantes aos vossos Galicia. O LPH Ocean vai ser abatido em 2018).

O que se passa neste momento é que a RN está a definir o que chama de projecto FSC (Future Surface Combatant) para substituir a T22, as T23, os Sandown, os Hunt e, possivelmente, mesmo os navios de pesquisa e ainda há muita indefinição. O cenário favorito neste momento passa por uma mistura de 3 classes, designada C1, C2 e C3, em que a C1 seria um navio para "high-end" ASW, a C2 um navio de escolta para cenários de guerra de média intesidade e para patrulha de pontos sensíveis (mais ou menos o equivalente das La Fayette francesas) e o C3 um navio de patrulha semelhante ao vosso BAM que deverá ser modularizado de forma a poder desempenhar as funções MCM, patrulha oceânica, pesquisa, etc. conforme as necessidades.

Em resumo, o que o artigo assume é que o projecto FSC não vai dar em nada, o que ninguém acredita.
 

 

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