Tecnologia Portuguesa

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« Responder #90 em: Fevereiro 28, 2008, 06:44:49 pm »
Design: Prémio europeu Red Dot para candeeiro de iluminação pública português

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Lisboa, 28 Fev (Lusa) - A coluna de iluminação pública 17º, desenhada por Francisco Providência, venceu o prémio internacional de design de produto Red Dot 2008, na categoria de iluminação e candeeiros, anunciou hoje a Larus, empresa que constrói e comercializa o equipamento.

De origem alemã, o galardão é atribuído por um júri internacional rotativo composto por designers profissionais prestigiados.

Os vencedores da edição deste ano foram escolhidos de entre 3203 propostas procedentes de 51 países e os prémios serão entregues numa sessão solene que se realizará na Opera Home, em Essen, na Alemanha, a 23 de Junho.

Francisco Providência é professor na Universidade de Aveiro, consultor do Centro Português de Design e colaborador da empresa Larus, que constrói e distribui a coluna de iluminação pública 17º (dezassete graus), com a qual tem vindo a desenvolver um projecto de internacionalização do design.

Esta é a terceira vez que os professores da Universidade de Aveiro são distinguidos com o prémio Red Dot e a primeira vez que a Red Dot reconhece o design de um produto de iluminação português, depois de distinguir em 2002 e 2007 Carlos Aguiar, na categoria 4, instalações sanitárias.

A Universidade de Aveiro tem apostado num projecto inovador na área da formação integrada de design, que abrange o ensino politécnico, as licenciaturas, mestrados e doutoramentos.

Fundou igualmente uma unidade de Investigação em Design, com a Universidade do Porto, o Centro Português de Design e a ID+.

 

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André

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« Responder #91 em: Fevereiro 28, 2008, 07:17:48 pm »
Premiada proposta de investigação do IPATIMUP na área do cancro da tiróide

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Uma proposta de investigação na área do cancro da tiróide apresentada por uma equipa do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) foi distinguida com o Prémio Edward Limbert.

O galardão, atribuído pela GENZYME e pela Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), premiou a equipa liderada pela investigadora Catarina Eloy e pelo Professor Sobrinho Simões.

A investigadora Catarina Eloy explicou à agência Lusa que a proposta de investigação galardoada tem por base a recente demonstração de que existem determinadas proteínas que estão associadas à progressão do cancro da tiróide.

"Sabemos que, por exemplo, a presença da proteína TGF-beta nos tecidos actua como inibidor do crescimento das células epiteliais tumorais", disse a cientista. No entanto, explicou, esta acção inibidora parece verificar-se apenas se aquela proteína existir em determinadas concentrações, porque se as concentrações forem mais elevadas, a mesma proteína deixa de actuar como inibidora para assumir um papel de estimuladora do crescimento das células tumorais.

O projecto de investigação visa estudar quais os níveis de concentração em que essa e outras proteínas actuam como inibidoras ou estimuladoras do crescimento das células tumorais. Se for bem sucedido, este estudo poderá vir a permitir o estabelecimento das terapias mais adequadas a cada situação, garantindo assim que pacientes de cancro da tiróide com pouca malignidade possam evitam terapias mais agressivas, caso delas não precisem.

Permitirá também que os clínicos possam atacar de imediato os casos de maior malignidade com terapias mais agressivas, melhorando as hipóteses de cura. Catarina Eloy explicou que o projecto de investigação já se iniciou, devendo durar um ano, podendo prosseguir por mais tempo, caso obtenha bons resultados.

Em Portugal, surgem anualmente cerca de 500 novos casos de cancro da tiróide. O cancro da tiróide é um dos cancros com maior taxa de cura, desde que o diagnóstico seja precoce e o tratamento adequado. Este cancro afecta anualmente 25 mil pessoas na União Europeia, provocando uma média de seis mil mortes.

Ciência Hoje

 

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« Responder #92 em: Março 01, 2008, 07:16:31 pm »
Inovação: TecMinho cria fundo para pôr em prática investigação de académicos da Universidade do Minho

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Guimarães, 01 Mar (Lusa) - A TecMinho, em parceria com a empresa de capitais de risco CiencInvest, desenvolveu o Programa ConceptUM que permite o investimento até 150 mil euros em novas tecnologias, desenvolvidas na Universidade do Minho, disse hoje à Lusa fonte do organismo.

Segundo Ana Paula Amorim, gestora da TecMinho, "tendo em conta o risco tecnológico e financeiro associado aos projectos de inovação tecnológica, o programa ConceptUM pretende investir no desenvolvimento e na comercialização de tecnologias da Universidade do Minho (UM) com potencial de negócio, criando as condições necessárias para a transferência de tecnologias".

O programa, aberto também a empresas em parceria com investigadores da UM, promove assim a cooperação com empresas que assegurem a sua posterior comercialização ou co-financiando a criação de spin-offs.

A iniciativa, que tem a duração de dois anos, é destinada à comunidade académica da instituição, que tem assim possibilidade de fazer a chamada "prova de conceito", em três períodos ("calls") anuais, em 15 Março, 15 Junho e 15 Setembro.

A TecMinho, interface da Universidade, com sede em Guimarães, é o ponto de acesso à Investigação e Desenvolvimento da UM, disponibilizando ainda serviços especializados em propriedade intelectual e transferência de tecnologia, incluindo serviços de assistência tecnológica através da rede de Spin-offs da Universidade.

A CiencInvest, S.A. é uma empresa participada por capitais públicos e privados, tendo como accionistas universidades, capitais de risco e instituições privadas.

A Tecminho, uma associação sem fins lucrativos, sedeada em Guimarães, foi criada no começo da década de 90 pela UM e pela Associação de Municípios do Vale do Ave, para ajudar a fazer à necessidade de fazer a transferência de conhecimento e tecnologias daquela universidade para as empresas da região.

Actualmente, o organismo está envolvido em vários processos de transferência de tecnologia nas áreas da física, biotecnologia, medicina, engenharia, e electrónica industrial, entre outras.

O Departamento de Transferência de Tecnologia da Tecminho foi galardoado com o "Proton Europe Award 2006" - Prémio de Melhor Plano de Valorização do Conhecimento (Knowledge Transfer Plan - KTO), lançado a nível europeu, que foi atribuído na 4ª Edição da Conferência Anual da ProTon Europe, em Viena.

A Proton Europe é uma rede de instituições de transferência de tecnologia pan-europeia com ligação a organizações públicas de investimento e universidades, apoiada pela Comissão Europeia.

Esta foi a primeira vez que a Proton atribuiu um prémio para o melhor Plano de Transferência de Conhecimento, a nível europeu.

 

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« Responder #93 em: Março 03, 2008, 12:13:48 pm »
E-learning: Universidade Aberta será uma das três da Europa com todos os cursos virtuais

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Lisboa, 01 Mar (Lusa) - A Universidade Aberta terá, a partir do próximo ano lectivo, todos os mestrados e licenciaturas em regime de e-learning, figurando entre as duas ou três únicas universidades europeias que leccionam os seus cursos exclusivamente em ambiente virtual.

"Todos os alunos que ingressarem nas licenciaturas ou nos mestrados no ano lectivo de 2008/2009 vão trabalhar apenas via Internet, embora os que estão a concluir esses cursos ainda tenham uma componente não virtual", esclareceu António Teixeira, pró-reitor da Universidade Aberta (UAb), à agência Lusa.

O modelo pedagógico para ensino à distância baseado numa plataforma de e-learning e desenvolvido por investigadores do Laboratório de Ensino a Distância da Universidade Aberta inclui, além da classe virtual, particularidades como o cartão de aprendizagem e o e-fólio.

"Um e-fólio corresponde a um teste ou trabalho e o cartão de aprendizagem é um sistema de creditação da avaliação no qual o estudante vai acumulando pontos conforme vai fazendo esses testes ou trabalhos, ou seja, conforme vai dando provas de aproveitamento", explicou o responsável.

Lina Morgado, professora na instituição e coordenadora do programa de formação de docentes em e-learning, afirmou à Lusa que o cartão de aprendizagem permite guardar créditos de um ano para o ano seguinte, por ter em conta que alguns estudantes podem não conseguir concluir o processo de avaliação em apenas um ano".

A docente considera que o cartão de aprendizagem e o e-fólio são "marcas distintivas da UAb face a outras universidades com ensino virtual à distância".

Ainda segundo Lina Morgado, "quando estiver totalmente online, a Universidade Aberta passa a figurar entre as três universidades da Europa a leccionar todos os cursos apenas em ambiente virtual".

As outras duas universidades que já adoptaram este sistema foram a Universidade Aberta da Catalunha (UOC) - criada há 12 anos e que é a mais antiga da Europa a ter este procedimento - e a holandesa FernUniversität in Hagen, cujo processo estava, há alguns meses, em fase de conclusão.

No ano em que comemora 20 anos de existência, a UAb conta com quase 10 mil alunos em Portugal e no estrangeiro, possuindo a licenciatura com maior número de estudantes no País (licenciatura em Ciências Sociais, com 3626 alunos).

António Teixeira revelou ainda à Lusa que "um projecto de investigação a nível europeu analisou os principais estabelecimentos de ensino que facultam cursos em ambiente virtual e escolheu a Universidade Aberta como o melhor exemplo em Portugal".

Para o pró-reitor da UAb, as características da Universidade Aberta têm conquistado "uma elevada taxa de satisfação por parte dos estudantes, nomeadamente no que respeita à relação pedagógica com os tutores, ao sistema de aula permanente e à flexibilidade de frequência dos cursos".

Com todos os cursos adequados ao Modelo de Bolonha, a UAb (www.univ-ab.pt) disponibilizará em 2008/2009 licenciaturas em Ciências da Informação e da Documentação; Ciências do Ambiente; Educação; Línguas Aplicadas; Matemática e Aplicações; Ciências Sociais; Estatística e Aplicações; Estudos Europeus; Estudos Portugueses e Lusófonos; Gestão; História; Informática; Línguas, Literaturas e Culturas (duas variantes: Estudos Portugueses; Línguas Estrangeiras).

Quanto aos mestrados, no próximo ano lectivo estarão disponíveis: MBA em Gestão; Comércio Electrónico e Internet; Administração e Gestão Educacional; Arte e Educação; Cidadania Ambiental e Participação; Ciências do Consumo Alimentar; Comunicação Educacional Multimédia; Estatística, Matemática e Computação; Estudos do Património; Estudos Euro-Asiáticos; Estudos Francófonos; Estudos Ingleses e Americanos; Estudos Portugueses Multidisciplinares; Expressão Gráfica e Audiovisual; Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares; Literatura e Cultura Portuguesas; Relações Interculturais; Supervisão Pedagógica.

 

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« Responder #94 em: Março 03, 2008, 05:31:34 pm »
Tecnologia: Critical Software aposta no Brasil para abrir quarta subsidiária internacional

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Lisboa, 03 Mar (Lusa) - O presidente executivo da Critical Software revelou, em entrevista à agência Lusa, que "uma das metas" da empresa para este ano é a abertura da quarta subsidiária internacional, previsivelmente no Brasil.

Este é mais um passo para reforçar a aposta da Critical Software na internacionalização, uma estratégia seguida desde os primeiros dias e com a qual a tecnológica de Coimbra ambiciona tornar-se "numa marca conhecida globalmente", disse à agência Lusa Gonçalo Quadros.

"Queremos ser um `brand` bem conhecido à escala global, com tecnologia própria. Ainda não estamos na altura de nos sentirmos particularmente satisfeitos com o que já fizemos", afirmou o gestor, que é também um dos fundadores da empresa, que já tem subsidiárias nos Estados Unidos, Reino Unido e Roménia e parcerias comerciais na Índia e África do Sul.

Apesar de reconhecer que a escolha do Brasil ainda não é líquida, "porque poderão existir algumas condicionantes", o gestor frisou que a consolidação da presença internacional é o caminho lógico para uma empresa que, em dez anos de actividade, já assegura 70 por cento da sua facturação no mercado externo.

É a partir das subsidiárias que a Critical garante a sua presença nos mercados "mais exigentes e de maior valor acrescentado" como a aeronáutica, espaço e defesa, onde a exigência em termos de soluções de engenharia é maior e onde a capacidade de investimento estimula o desenvolvimento de novas soluções.

Mas essa aposta nos sectores e mercados mais exigentes não põe em causa a presença da tecnológica portuguesa noutros sectores mais tradicionais, como as finanças, telecomunicações e indústria.

Essa capacidade de estar nos dois mercados é, de resto, uma das mais-valias da Critical Software, que através da aposta nos produtos de duplo uso potencia a sua capacidade de "crescer e gerar riqueza", explicou o gestor.

"Nós produzimos soluções de tecnologia e engenharia de altíssima qualidade. Essa é a nossa proposta de valor e não a do baixo custo, como as empresas dos mercados emergentes", sustentou Gonçalo Quadros.

Com soluções comercializadas à escala mundial (como o EdgeBox, comercializado pela spin-off Critical Links), mas "atento ao que se passa em Portugal", e com vontade de crescer em sectores como a Administração Pública, o presidente executivo da Critical Software reconhece que os projectos desenvolvidos no mercado doméstico são "uma montra importante" para ultrapassar "a estranheza" que causa [no estrangeiro] uma empresa portuguesa de base tecnológica".

E é por "querer levar mais longe esta capacidade de desenvolver engenharia e tecnologia nacional" que a Critical considera fundamental que a aposta nesta indústria comece dentro de portas.

"Somos uma empresa de matriz portuguesa e queremos continuar a ser e queremos que isso se estenda ao desenvolvimento de projectos e negócios em Portugal", disse Gonçalo Quadros.

Com sede em Coimbra e dois centros de engenharia em Lisboa e no Porto, a estratégia da Critical Software é manter-se "perto das universidades e do know-how português de engenharia".

"Até porque nós gostaríamos muito de contribuir e participar numa mudança do que é o padrão industrial do nosso país", confessou o gestor.

É que, apesar de "serem cada vez mais e mais interessantes", as empresas portuguesas da indústria do conhecimento, o ideal seria que "não se pudessem contar pelos dedos das mãos", afirmou.

 

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« Responder #95 em: Março 06, 2008, 06:19:26 pm »
Física: Construção de laser mais potente do mundo tem participação portuguesa através do IST


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Lisboa, 06 Mar (Lusa) - Investigadores do Instituto Superior Técnico (IST) vão participar na fase preparatória da construção do laser mais potente do mundo, um projecto europeu que deverá estar operacional em 2013, disse hoje à agência Lusa fonte da instituição.

Esse laser ultra-potente, chamado ELI (de Infra-estrutura de Luz Extrema, no acrónimo em inglês, e que significa Deus em hebraico), será "aberto para utilização por investigadores europeus e internacionais", afirmou Marta Fajardo, coordenadora de um dos programas da fase preparatória do projecto, que decorre até 2011.

Directamente envolvido nesta fase está o novo Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), que combina os antigos Centro de Fusão Nuclear e Centro de Física de Plasmas do IST.

O ELI, de custo estimado em 400 milhões de euros, servirá para estudos de interacção com matéria a intensidades luminosas extremamente elevadas.

Concretamente, poderá fornecer a cientistas, engenheiros e médicos impulsos laser ultra-breves com 100.000 vezes a potência produzida por todas as instalações que fornecem electricidade à Terra, de acordo com os promotores do projecto.

Os parâmetros do laser permitirão a investigação do comportamento da matéria em escalas de tempo ínfimas, bem como sob a influência de campos electromagnéticos de magnitudes colossais.

Segundo Marta Fajardo, a concepção do ELI visa "fornecer uma infra-estrutura que permita focar o laser em toda a sua potência, a intensidades ultra-relativistas, ou então dividi-lo em vários braços laser", explicou a investigadora.

"Cada um desses braços constituirá uma infra-estrutura em si, seja uma fonte de partículas energéticas, de radiação sincrotrão, de radiação attosegundo (um milionésmo de um bilionésimo do segundo) ou mesmo de laser de raios-gama", acrescentou.

Trata-se de "uma das mais valias do projecto", sublinhou, já que essas fontes poderão ser combinadas entre si para determinadas experiências, quando actualmente apenas existem em laboratórios separados.

Na totalidade, este trabalho preparatório é assegurado por 300 investigadores de mais de 50 laboratórios de 13 países da União Europeia, sob coordenação do Laboratório de Óptica Aplicada.

A Comissão Europeia destinou seis milhões de euros a esta fase, que serão geridos pelo Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) francês, pertencendo a coordenação científica ao Laboratório de Óptica Aplicada (LOA) de França.

Representantes do IPFN e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia participaram recentemente na sessão de lançamento do projecto, em Paris.

Segundo os cientistas, a luz extrema dará lugar a uma física totalmente nova e terá inúmeras aplicações nos domínios da saúde - nomeadamente em biologia, ciência dos materiais, radiografia X ou radioterapia X.

Abrirá também um novo ramo da óptica, a óptica ultra-relativista, com ramificações na física das partículas, física nuclear, astrofísica e cosmologia.

Os investigadores do Grupo de Lasers e Plasmas do IPFN têm um papel particularmente relevante nesta fase de preparação, sendo coordenadores de dois dos mais críticos "pacotes de trabalho" do projecto, num total de 12.

Nelson Lopes coordenará um grupo que irá definir as fontes de radiação (laser, raios-X e raios-Gama) e as partículas anexas (protões, iões) que serão oferecidas aos utilizadores em 2012, um trabalho que condicionará as escolhas de construção da infra-estrutura final.

Quanto a Marta Fajardo, coordenará o programa de redes internacionais e comunicação. Como explicou à Lusa, terá a seu cargo "a agregação da comunidade de potenciais utilizadores do novo laser, que deverão ir desde os tradicionais peritos em plasmas e fotónica, até às comunidades de nanotecnologias, biologia estrutural, astrofísica e física das partículas".

A participação do IST no projecto envolve a formação avançada de jovens investigadores e permitirá o acesso privilegiado à sua utilização no futuro.

Os investigadores do IST são pioneiros em Portugal em matéria de lasers de alta intensidade e interacção laser-plasma, tendo desenvolvido o sistema laser mais potente a funcionar no país. A sua participação neste projecto envolve a formação avançada de jovens investigadores e permitirá acesso privilegiado à sua utilização no futuro.

 

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André

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« Responder #96 em: Março 07, 2008, 09:18:05 pm »
Cientistas do CICECO desenvolvem método inovador para manipular nanocristais

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Os cientistas Sérgio Pereira, Manuel Martins e Tito Trindade, do Laboratório Associado CICECO, da Universidade de Aveiro, desenvolveram uma técnica inovadora que permite controlar o processo de integração de nanocristais em nanocavidades («pits») existentes na superfície de um material luminescente. A investigação é a primeira de origem portuguesa a ser distinguida como «cover story» pela revista científica «Advanced Materials». O estudo publicado esta semana pode vir a abrir caminho a aplicações na área da nanomedicina, nomeadamente em termos de diagnóstico, dizem os investigadores.

Link para a capa: http://www3.interscience.wiley.com/jour ... 20_05.html

A técnica consiste não só em controlar com precisão parâmetros fundamentais, tais como o tamanho, a profundidade e a densidade dos «pits» (durante o crescimento de filmes semicondutores que servem de superfície), como a posterior incorporação selectiva dos nanocristais nos «buracos».

Segundo os responsáveis, a capacidade de sintetizar quimicamente nanopartículas com tamanho definido possibilita um controle preciso sobre o número e tipo de empacotamento das nanopartículas inseridas nos «pits». Este processo sugere, como metáfora, a ideia de "nanogolfe": "Essas nanocavidades têm de ser da mesma ordem de tamanho das nanoparticulas. Daí a analogia com o 'nanogolfe', que está relacionada com a nanoengenharia e a ideia do encaixe da bola no buraco", explica o investigador Sérgio Pereira, autor correspondente do artigo agora publicado.

O investigador refere que o controlo do processo de crescimento dos filmes - de forma a induzir o aparecimento dos «pits» com as características adequadas, aliado à capacidade de introduzir selectivamente os nanocristais, proporciona um mecanismo simples, mas até agora desconhecido, para confinar espacialmente nano-objectos.

"Com este método conseguimos, por exemplo, colocar de uma forma organizada cerca de mil milhões de nanocristais na área de superfície de um cm2, utilizando a capilaridade como mecanismo de incorporação", afirma.

A grande novidade

De acordo com os investigadores, a grande novidade deste processo é a colocação das nanopartículas em superfícies, já que estas são preparadas em solução, onde se encontram em movimento. "Para se produzir um dispositivo é necessário interagir com as nanopartículas, através de um sinal eléctrico ou óptico", explica Sérgio Pereira.

Outro dos aspectos relevantes da investigação é que a superfície onde as nanopartículas são dispersas é opticamente activa, ou seja, emite luz. "Podemos ligar o dispositivo a um circuito e produzir electroluminescência [emissão de luz por corrente eléctrica]. As nanopartículas que se encontram organizadas na superfície vão ter uma resposta a esse estímulo, por exemplo, consoante tenham determinado material biológico agarrado à partícula. Isto ainda não está demonstrado, são ideias do que se pode fazer", conclui o cientista.

Os investigadores pretendem agora modificar quimicamente a superfície das nanopartículas de ouro ou outros nanomateriais de modo a que, uma vez dentro dos «pits», elas tenham uma afinidade específica para determinado material biológico, o que pode vir a ter impacto no desenvolvimento de nanosensores bioactivos para aplicações em nanomedicina.

"Imagine que estas nanopartículas se ligam a uma cadeia de ADN, e que se liga metade dessa cadeia a uma dessas nanopartículas, funcionalizada. Naquela cadeia só se volta a juntar o complementar, como se fosse uma chave e uma fechadura", explica Sérgio Pereira.

No futuro, uma investigação completamente bem sucedida pode levar a diagnósticos completamente fiáveis, em tempo real. O trabalho de investigação foi desenvolvido ao longo de cerca de um ano e feito em colaboração com cientistas das Universidades de Cambridge e Strathclyde (no Reino Unido), contando ainda com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, através do prémio estímulo à Investigação 2007 atribuído ao investigador Sérgio Pereira.

Ciência Hoje

 

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« Responder #97 em: Março 11, 2008, 01:58:36 pm »
Modelo matemático português apresenta visão optimista para erradicação da doença em África

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Cientistas portugueses desenvolveram um modelo matemático que oferece uma perspectiva optimista para a erradicação da malária em África e considera altamente improvável o seu reaparecimento nos países industrializados.

O modelo, elaborado por uma equipa de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), é apresentado num estudo sobre a transmissão da malária na África Sub-Sahariana hoje publicado pela revista norte-americana PLoS One.

A equipa foi dirigida por Gabriela Gomes, coordenadora da equipa de Epidemiologia Teórica do IGC, um dos principais institutos de investigação biomédica em Portugal, e contou com a colaboração de colegas no Quénia.

"O nosso modelo permite-nos deixar uma mensagem optimista, a de que existe um limiar da erradicação da malária nas regiões de transmissão moderada", disse Gabriela Gomes à agência Lusa.

"Esse limiar indica-nos a meta que devemos atingir na redução do número de casos assintomáticos, para que a erradicação seja sustentável", acrescentou.

Após exposições sucessivas à malária, os humanos desenvolvem imunidade clínica contra a doença, sendo que, embora assintomáticos, os infectados podem transmiti-la a outras pessoas.

Por outro lado, em zonas onde a malária é endémica, são muitos os que desenvolveram imunidade clínica, com consequências marcadas para a forma como a doença se espalha na população.

"Segundo o nosso modelo, a melhor forma de erradicar a malária na região Sub-Sahariana é uma conjugação de duas coisas: baixar a transmissão nos focos mais intensos - por via de intervenções ambientais, como secar pântanos, colocando-os em regime de transmissão moderada - e aplicar tratamento anti-malárico em massa à população de toda a região para eliminar os parasitas nos casos assintomáticos crónicos", explicou.

O modelo foi parametrizado com dados de malária clínica de quatro países de África, nomeadamente Gâmbia, Quénia, Malawi e Tanzânia.

A cientista espera, com este trabalho, conquistar o interesse de outros investigadores que estudem a malária no campo, especialmente nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), já que "a colaboração é essencial para ambas as partes".

"Há dois tipos de dados que nos podem ajudar a fortalecer os resultados, designadamente dados populacionais de malária clínica noutras regiões para permitir uma melhor cobertura geográfica do continente africano, mas também dados mais detalhados ao nível do indivíduo para ter em conta a heterogeneidade inerente a cada população", adiantou Gabriela Gomes.

Para que qualquer intervenção de combate à doença seja eficaz, é crucial que a ocorrência de casos seja reduzida de forma a ficar abaixo do limiar de erradicação, consideram os cientistas.

Segundo Ricardo Águas, estudante de doutoramento e um dos autores do estudo, o modelo permite identificar em cada região alvos quantificáveis para a redução da transmissão da malária (através do aumento da utilização de redes mosquiteiras, por exemplo) e para o combate à doença (por meio da administração de fármacos anti-maláricos.

Este trabalho foi realizado com o apoio da Comissão Europeia ao abrigo do programa Equipas de Excelência Marie Curie, sendo Ricardo Águas, bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Erradicada em Portugal desde o final dos anos 60, a malária - também conhecida por "paludismo" ou "sezões" - é uma doença infecciosa causada pelo protozoário unicelular Plasmodium, transportado pela fêmea do mosquito Anopheles.

De acordo com dados do "Malária Atlas Project" recentemente publicados pela revista PLoS Medicine, registam-se anualmente 500 milhões de casos de malária, dos quais resultam mais de um milhão de mortes, sendo que 80 por cento das vítimas, na sua maioria crianças, vivem na África intertropical.

Mas embora a forma mais grave da doença ameace cerca de 35 por cento da população do Planeta (2.370 milhões), cada vez menos regiões correm esse risco, graças as esforços desenvolvidos a nível mundial, segundo a mesma fonte.

Este novo "atlas" mundial, o último em 40 anos, resultou de um trabalho conjunto de cientistas das universidades de Oxford (Reino Unido) e da Florida (EUA), e do Instituto de Investigação Médica do Quénia.

Lusa

 

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« Responder #98 em: Março 13, 2008, 04:30:47 pm »
Empresa portuguesa prepara novos fármacos biológicos

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Dez investigadores portugueses, todos doutorados, estão a preparar novos tratamentos biológicos para várias doenças numa empresa que criaram há dois anos e que já despertou a atenção da indústria farmacêutica.

Um desses cientistas, João Gonçalves, disse hoje à agência Lusa que a Technophage obteve investimentos que lhe permitirão lançar dentro de dois a três anos fármacos pré-clínicos, para testes em animais, tendo em vista patologias nas áreas da oncologia, doenças inflamatórias e trombose.

«A empresa tem já ligações à indústria farmacêutica portuguesa e algum conhecimento internacional», afirmou.

João Gonçalves, que é também professor de Imunologia e Biotecnologia na Faculdade de Farmácia e investigador no Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, participa sexta-feira à tarde, no Hospital de Santa Maria (Edifício Egas Moniz), numa sessão pública dedicada às terapias biológicas.

Na reunião, em que se discutira a terapia biológica desde a investigação à aplicação clínica, participam também outros dois especialistas, Carlos Barbas, um cientista norte-americano pioneiro na engenharia de anticorpos, e André Groenewegen, vice-presidente da área de novos produtos da empresa farmacêutica UCB Pharma.

Doenças como o cancro, gastroenterite, artrite reumatóide e doenças neurológicas são já tratadas em hospitais portugueses com recurso a terapias biológicas, que consistem basicamente na injecção de anticorpos manipulados geneticamente.

Segundo João Gonçalves, «nesses hospitais há clínicos muito bem preparados e adaptados a essas terapias», que não têm os efeitos nefastos das terapias tradicionais.

Entre as unidades hospitalares onde esses tratamentos ambulatórios são administrados contam-se o Hospital de S. João do Porto, onde estão a ser tratados cerca de 1.400 doentes com artrite reumatóide, o Instituto Português de Oncologia, e os hospitais da Universidade de Coimbra, de Santa Maria, Garcia de Horta e Amadora-Sintra.

«Por serem biológicos, já que são proteínas, estes tratamentos têm muitas vantagens em relação aos fármacos tradicionais, que são químicos», salientou o investigador, referindo nomeadamente «maior facilidade de administração, maior capacidade de eficácia e menores efeitos secundários».

Têm no entanto um elevado custo económico: cada administração de um anticorpo pode custar entre 500 e 1.000 euros, sendo que cada doente crónico precisa de quatro a cinco injecções por ano.

Para João Gonçalves, isso acontece porque a terapia tem apenas dez anos e os laboratórios precisam de algum tempo para recuperar o investimento.

Mas com a diminuição do tamanho do anticorpo e a tendência para a sua produção em bactérias, está convencido de que os custos do processo de produção irão baixar a prazo, a par da diminuição dos efeitos secundários e do aumento da eficácia, o que potenciará a sua acção terapêutica.

Para João Gonçalves, que estudou e trabalhou nos Estados Unidos durante dez anos, «o caminho é o promissor», tanto mais que as dez maiores empresas do mundo farmacêutico estão interessadas na terapia biológica.

A título de exemplo, recordou que a Pfizer comprou por 500 milhões de dólares a CovX, uma empresa de biotecnologia especializada em bioterapêutica, de que um dos fundadores é Carlos Barbas, um dos oradores na sessão de sexta-feira, organizada pelo IMM e a Technophage.

João Gonçalves, doutorado em Ciências Farmacêuticas, no ramo da Microbiologia, tem trabalho desenvolvido além fronteiras, nomeadamente na Harvard Medical School de Boston (Massachusetts) e no Cold Spring Harbour Laboratory, de Nova Iorque.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #99 em: Março 16, 2008, 06:04:37 pm »
"A ciência mexe em Portugal mas ainda há muito a fazer"



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Divulgação da ciência premiada em Portugal
Era enorme a diferença da actividade científica em Portugal e, por exemplo, em Inglaterra, país onde viveu nove anos e fez o doutoramento Mónica Bettencourt-Dias. Quando regressou ao seu país, a surpresa da investigadora não foi menor, tão "diferente estava a ciência em Portugal". Então, "vi que a ciência em Portugal" não tinha nada a ver com esse passado recente e que caminhava para o nível em que está hoje: "Praticamente igual ao de lá de fora."

A constatação foi sublinhada, na noite de sexta-feira, no Casino da Figueira da Foz, por aquela cientista, a propósito do prémio com que acabara de ser homenageada, pelo jornal online Ciência Hoje. A distinção - Seeds of Science/Sementes de Ciência -, atribuída, pela primeira vez, por aquela publicação, fundada por Jorge Massada há três anos, visa reconhecer "o papel que as mulheres têm vindo a desempenhar na actividade científica", particularmente pelo seu envolvimento na "educação/sensibilização/comunicação da ciência" com diferentes públicos.

"Conseguimos fazer em pouco tempo", sobretudo nas duas últimas décadas, aquilo que outros há muito tinham iniciado, corrobora Maria Manuel Mota, outra das três premiadas. "A ciência hoje mexe em Portugal", reconhece, lembrando que isso se deve a "um grande esforço do País", designadamente, para permitir que muitos investigadores pudessem ir estudar e trabalhar no estrangeiro. Mas, adverte, "há ainda muito a fazer" e, sobretudo, "não podemos abrandar o ritmo". Aliás, "o esforço a fazer é, se calhar, ainda maior que aquele que já foi feito".

De todo o modo, diz Maria Manuel Mota, "hoje, já é muito bom viver a ciência em Portugal". A ciência entre nós "atingiu os níveis internacionais que aspirávamos há 20 anos", afirma Mariano Gago, que encerrou a sessão. Mas, alerta o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ainda "falta ter mais cultura científica na generalidade da população", falta "uma ligação mais estreita entre a actividade científica e as pessoas não cientistas".

Essa ligação, o esforço pela comunicação da ciência, é um dos pontos comuns às três premiadas e, porventura, o mais relevante, admitem as próprias. "O denominador comum é o papel da divulgação da ciência", conclui Rosália Vargas, vereadora da Educação e Cultura da Câmara de Lisboa e responsável pelo programa Ciência Viva. De todo o modo, sem elas, sem as investigadoras, a autarca jamais poderia promover a divulgação, frisa a outra premiada com o Seeds of Science relativo a 2007.

Na cerimónia, o Ciência Hoje anunciou - para assinalar o bicentenário do nascimento de Charles Darwin - a organização, em 2009, da "repetição" da viagem do cientista às ilhas Galápagos e um concurso sobre o autor de A Origem das Espécies, dirigido a estudantes do 10.º ao 12.º ano. Os vencedores farão a viagem, que será objecto da edição de um livro.
 

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« Responder #100 em: Março 17, 2008, 06:43:42 pm »
Tecnológicas reforçam programa de estágios para alunos de escolas profissionais


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Centenas de jovens vão poder ter acesso a estágios profissionais em mais de três dezenas de empresas tecnológicas mediante um protocolo hoje assinado entre as entidades e o Ministério da Educação que quer assim reforçar as saídas profissionais destes alunos.

O programa de Bolsa de estágios tinha já sido lançado em Outubro, envolvendo na altura a Apple, HP, Microsoft, Novabase, Oni Telecom, Sonaecom e Sun Microsystems. A estas empresas juntam-se agora mais de trinta outras tecnológicas que vão também disponibilizar estágios, entre as quais se contam a Accenture, Brisa, Caixa Mágica, Cisco, Compta, Consiste, Critical Software, CTT, ESRI Portugal, Fujitsu Siemens, IBM, Impresa, InClass, Indra, Intel, Oracle, ParaRede, Portugal Telecom, Reditus, Sociedade Inter-bancária de Serviços, Siemens, Unisys e Ydreams.

Cada empresa compromete-se a garantir estágios a alunos dos cursos profissionais Técnico de Desenho Digital 3D, Técnico de Electrónica, Automação e Computadores, Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos, Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, Técnico de Informática de Gestão e Técnico de Multimédia. Os números de estágios disponibilizados não são porém claros, sendo referido apenas que serão "centenas de estágios" que decorrem em Portugal ou no estrangeiro.

Recorde-se que em Outubro, quando a iniciativa foi apresentada, a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues salientou a importância destes programas para reduzir o abandono escolar e aumentar a taxa de sucesso dos alunos nos cursos do ensino profissional. Na altura as empresas envolvidas comprometeram-se a lançar um pacote de 10 estágios no início de 2008 para os melhores alunos.

Como complemento desta iniciativa o Ministério lançou ainda hoje uma plataforma electrónica através da qual se processa a oferta e procura de estágios.
 

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« Responder #101 em: Março 24, 2008, 10:30:43 pm »
Ciência: Um quarto da produção científica portuguesa é feita pela Universidade do Porto - Institute for Scientific Information (EUA)


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Porto, 24 Mar (Lusa) - Quase um quarto da produção científica nacional tem origem na Universidade do Porto (UP), indica um estudo do Institute for Scientific Information (ISI), dos EUA, a cujas conclusões a Lusa teve hoje acesso.

O ISI gere uma base de dados - a Web of Science (Rede de Ciência) - que semanalmente é actualizada com todos os artigos publicados num vasto conjunto de revistas científicas mundiais de todas as especialidades, previamente avaliadas, das áreas das Ciências, Ciências Sociais e Artes e Humanidades.

Os dados da Web of Science mostram que em 2007 foram publicados 7.700 artigos científicos, produzidos em Portugal, dos quais cerca de um quarto contaram com a participação de investigadores, estudantes ou docentes da UP.

Os dados disponibilizados, desde 1998 a 2007, mostram que a produção de artigos científicos produzidos em Portugal quase triplicou durante este período, já que passou dos 2.898 de 1998 para os 7.700 de 2007.

Neste mesmo período registou-se um aumento constante do peso da contribuição da UP para o número de artigos científicos publicados em revistas internacionais, provenientes de Portugal.

Em 1998, a UP contribuiu com 19,6 por cento para este número, percentagem que vem subindo anualmente até aos 22,4 por cento de 2007, com indicadores sempre superiores a 20 por cento nos últimos cinco anos.

"É claro que estamos muito satisfeitos com estes números, mas o mais importante é que eles mostram que as universidades portuguesas estão a crescer acima do crescimento do país", afirmou José Sarsfield Cabral, pró-reitor da UP hoje contactado pela Lusa para comentar estes números.

Sarsfield Cabral disse ainda que as universidades portuguesas "estão a melhorar a sua posição no contexto internacional, num campeonato com milhares de universidades em todo o mundo".

O académico referiu também que "a UP poderia conseguir uma classificação ainda melhor", mas que "acaba por ficar prejudicada por ser particularmente forte nas áreas das Artes e Humanidades, que está subrepresentada no conjunto das muitas centenas de revistas científicas consideradas pela Web of Science".

Apesar disso José Sarsfield Cabral sublinhou que as Ciências da Vida e a Química são as áreas que têm vindo a apresentar maior crescimento na Universidade do Porto, em termos de produção científica.

O pró-reitor da UP chamou ainda a atenção para o facto da UP, "que representa 14 por cento do orçamento e do número de alunos das universidades portuguesas, contribuir com 22,4 por cento em termos de produção científica nacional".

"Isto é motivo de satisfação para todos os que trabalham nesta universidade", salientou.

A UP, que é a maior universidade portuguesa, conta actualmente com 69 unidades de investigação, 31 das quais (45 por cento do total) são classificadas com "Excelente" ou "Muito Bom" nas últimas avaliações independentes realizadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A nível internacional, a UP é a instituição portuguesa melhor colocada nos "rankings" internacionais de produção científica.

A UP está no 11º lugar no "Ranking Ibero-Americano das Instituições de Investigação e no 459º lugar no Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities, sendo a 195ª universidade europeia nesta classificação.

 

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« Responder #102 em: Março 25, 2008, 07:19:42 pm »
Justiça: Investigadores lêem consumo de droga num cabelo e detectam antipsicóticos na saliva ou suor

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Covilhã, Castelo Branco, 25 Mar (Lusa) - A Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, está envolvida em dois projectos para detecção de drogas no corpo humano de formas alternativas, nomeadamente sem recurso a colheitas de sangue.

Um deles lê num cabelo humano o registo de consumo de drogas ao longo dos últimos tempos, enquanto outro usa saliva ou suor, em vez de sangue, para detectar o consumo de antipsicóticos.

Os trabalhos em curso na área da toxicologia foram hoje apresentados num laboratório da Faculdade, durante uma visita de Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) - que colabora na invetsigação - e de responsáveis do Ministério da Justiça.

Eugénia Galhardo, investigadora espanhola radicada na Covilhã há sete anos, dirige o projecto centrado na saliva e suor para detectar o consumo de medicamentos antipsicóticos.

"As autoridades já fazem a detecção de algumas substâncias através de saliva", por exemplo, em operações de trânsito rodoviário. "Nós estamos a fazer uma abordagem inovadora especificamente sobre antipsicóticos", explicou a especialista oriunda de Santiago de Compostela.

Os antipsicóticos são fármacos preferencialmente usados no tratamento de psicoses, sobretudo a esquizofrenia. Segundo Eugénia Galhardo, a sua detecção pode ser relevante nalgumas situações, porque têm "uma acção psicotrópica, com efeitos sedativos e psicomotores".

Na investigação, "o objectivo é monitorizar doentes que estão sob a acção de antipsicóticos e comparar as colheitas tradicionais, como o plasma, sangue e urina, com a saliva ou suor".

"Uma vez validada a metodologia, pode ser aplicada a toda a população", sublinhou Eugénia Galhardo, que acredita que a validação pode ser alcançada até final do ano.

A partir daí, a técnica tem credibilidade para ser usada em laboratório ao serviço da Justiça ou qualquer outra instituição.

A Faculdade de Ciências da Saúde em parceria com o INML está também a orientar um projecto de doutoramento que pretende detectar drogas, como opiáceos e canabinóides, entre outras, através de amostras de cabelo.

"À medida que o cabelo cresce, é possível traçar um perfil de consumo", explicou à Agência Lusa Mário Barroso, especialista na área de toxicologia forense da delegação sul (Lisboa) do INML.

"É possível associar a presença de determinadas substâncias no cabelo ao consumo de drogas e, mediante o comprimento, fazer a correspondência com um determinado período no tempo", explicou.

O cabelo cresce cerca de um centímetro por mês, "mas cada caso é um caso", ressalvou Mário Barroso.

"Quanto mais comprido, mais cuidado é necessário na análise", disse.

A colheita obedece a alguns critérios específicos, alguns ainda em estudo, como a necessidade de amostra de cabelo ter de ser recolhida em zonas onde "o crescimento é mais homogéneo", explicou.

O projecto "está no início" e, por enquanto, a metodologia está apenas validada para consumo de cocaína. No final, pretende ser aplicado a todos os tipos de drogas de abuso mais correntes, sejam opiáceos ou canabinóides.

Os trabalhos de investigação estão interligados e apresentam como principais vantagens "o facto de não serem invasivos e a facilidade de recolha das amostras, que pode ser feita praticamente por qualquer pessoa", frisou Eugénia Galhardo.

Se um dia chegarão a nossas casas, "isso depende mais da indústria e da capacidade de inventar as máquinas em tamanho mais reduzido", acrescentou.

 

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« Responder #103 em: Março 26, 2008, 03:26:12 pm »
Programa MIT Portugal reúne trabalho de líderes industriais e científicos - governo

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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse hoje que a grande mais-valia do programa MIT Portugal é estar a trazer para o país uma forma de trabalho conjunta entre líderes industriais e científicos que não existia anteriormente.

"Essa é talvez a maior mais-valia do programa MIT, o facto de estar a trazer para Portugal conhecimento que aqui não existia, quer na indústria quer na investigação académica, uma forma de trabalhar em conjunto entre líderes industriais e científicos que não se sabia fazer aqui, mas que já está a ser desenvolvida noutras partes do mundo", disse Mariano Gago no primeiro dia da conferência europeia de Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Para o governante, este não é um trabalho fácil porque as formas de trabalhar e de organização são muito diferentes.

"Temos umas centenas de pessoas envolvidas no programa, sendo que o número tem tendência a aumentar, disse o ministro.

Contudo, para Mariano Gago, mais importante do que o número é a qualidade das pessoas e das relações, que considerou "muito inesperadas", nomeadamente entre empresas internacionais e portuguesas e entre essas e as universidades.

De acordo com o ministro, desde que o MIT Portugal foi criado, em Outubro de 2006, que "a relação entre a universidade e a indústria conseguiu avançar muito mais depressa do que se pensava no início".

"Neste momento o MIT está a usar Portugal como plataforma para o resto da Europa; hoje em dia diria que o MIT está a ser olhado com muita atenção pelo resto da Europa e pelo próprio MIT como um caso exemplar de interacção com a Europa", acrescentou o ministro.

O governante notou ainda a necessidade de inverter o fluxo de investigadores e estudantes europeus que vão para os EUA, incentivando a vinda desses norte-americanos para a Europa.

"Hoje sabemos qual é o segredo: é termos centros de investigação/zonas/cidades onde existam universidades e indústrias com capacidades de atracção à escala mundial", disse o ministro.

 

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« Responder #104 em: Março 26, 2008, 10:48:31 pm »
Ciência: Portugal poderá tornar-se exportador de tecnologias de energia - Mariano Gago

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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O ministro da Ciência e da Tecnologia, Mariano Gago, afirmou hoje que Portugal poderá tornar-se, na próxima década, exportador de tecnologias para aproveitamento de novas energias e para gestão de recursos energéticos.

Falando aos jornalistas após a assinatura dos acordos entre o Estado Português, empresas nacionais e o MIT (sigla inglesa de Instituto de Tecnologia de Massachusetts) - cerimónia que foi presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates - Mariano Gago destacou a importância do protocolo estabelecido para investigação na área da energia.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior começou por referir que "grande parte das novas fontes de energia que Portugal aplica actualmente foram investigadas e desenvolvidas por empresas estrangeiras".

"Foram invenções que Portugal pagou a outros, porque foram outros que as desenvolveram. Pela primeira vez, Portugal tem a possibilidade de estar na nova geração de fontes de energia e de novas tecnologias para economia de energia e gestão de recursos energéticos", sustentou o membro do Governo.

De acordo com Mariano Gago, as empresas portuguesas poderão começar a exportar tecnologias de energia "muito rapidamente, porque esta é uma área interdisciplinar, em que há um cruzamento entre tecnologias de informação, tecnologias electromecânicas e outras".

"Prevejo que grande parte desta actividade possa ter lugar certamente durante a próxima década", acrescentou.

Mariano Gago destacou ainda que, pela primeira vez, a iniciativa do MIT Energy "abre-se a um parceiro público, o que é uma honra para Portugal".

"Nos Estados Unidos, o MIT é um grande exemplo de aposta e de investigação nas energias renováveis. O director do programa do MIT Energy, Ernst Moniz, foi subsecretário de Estado da Energia nas presidências de Bill Clinton (1992/2000) e é uma das pessoas mais influente dos Estados Unidos em relação a esta matéria", sublinhou ainda o ministro da Ciência.

Para Mariano Gago, é por isso "essencial que as universidades e as empresas portuguesas tenham agora a oportunidade de participar desde a fase inicial em todo o trabalho de investigação".

"Esse trabalho só poderá a prazo melhorar a competitividade de Portugal e a própria estratégia nacional na área energética", acrescentou.

 

 

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