Submarinos: Severiano Teixeira desautoriza homologação

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Submarinos: Severiano Teixeira desautoriza homologação
« em: Novembro 06, 2006, 08:41:10 am »
http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=3040

Submarinos: Severiano Teixeira desautoriza homologação de Luís Amado

2006-11-03 13:57

Nos últimos meses, o desgaste das relações no seio do Governo tem passado para a comunicação social sobre a forma de divergências entre ministros, que rapidamente a autoridade do primeiro-ministro tem conseguido minimizar. Mas, neste fim-de-semana, Severiano Teixeira, o novo ministro da Defesa, decidiu desautorizar o seu antecessor, por sinal o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, a propósito do negócio da compra dos submarinos. Severiano Teixeira foi deixando cair que os militares e o Governo socialista querem ir de novo às compras, depois da Lei de Programação Militar de Paulo Portas. E, sem perder tempo, adjudicou duas fragatas aos holandeses e prepara-se para anunciar a compra de um navio logístico de multiusos, algo que ninguém sabe o que é, muito menos sabe para que serve. Na oposição, a atenção é grande, até porque na Procuradoria-Geral da República continuam a ser investigados oito processos por denúncias anónimas contra Paulo Portas, a propósito da sua gestão nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes.

Ao fim de ano e meio de Governo, os dossiers mais complicados têm criado alguma fricção dentro do executivo socialista, apesar do "estado de graça" da maioria socialista e da falta de iniciativa da oposição. Na última remodelação, devido à saída de Freitas do Amaral, o ministro da Defesa subiu a ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, tendo Sócrates convidado para o seu lugar Severiano Teixeira, um repetente no Governo socialista, que havia estado com Sócrates no Governo de Guterres, mas cujo desempenho tinha sido muito fraco. Basicamente, a leitura que se teve na altura foi no sentido da escolha de um ministro da Defesa pouco visível e dócil, para que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, cujo desempenho na Defesa foi particularmente bom, pudesse continuar a ser o verdadeiro estratega, ficando Severiano Teixeira com a intendência.
Mas as pressões não se fizeram esperar. A compra de armas é sempre um aspecto sensível da governação e ainda recentemente a prisão de homens ligados à Marinha, por alegada corrupção, colocou o dedo na ferida.
Severiano Teixeira, apesar das dificuldades orçamentais, começou por adjudicar duas fragatas esta semana a estaleiros holandeses, e em entrevista acabou por dizer discordar da compra de submarinos assinada por Paulo Portas e homologada pelo anterior ministro da Defesa socialista e actual ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.
Uma clara desautorização. Que, nestes termos, ainda não tinha existido no Governo de Sócrates e que abre caminho à especulação sobre outras compras militares, que o actual ministro da Defesa quererá fazer, apesar das dificuldades orçamentais que levaram Teixeira dos Santos a aumentar gravemente os impostos e acabar com a maioria das isenções fiscais, mesmo algumas irrelevantes do ponto de vista orçamental, mas simbólicas do ponto de vista político.


Outras divergências no Governo

As divergências no Governo de José Sócrates até nem têm sido significativas. A autoridade do primeiro-ministro, que não se inibe de, sem mais discussão, dizer a sua vontade e o estudo que mostra das diversas situações têm funcionado bem dentro do executivo de José Sócrates.
Mesmo assim, operacionalmente, tem havido algumas tensões, como ainda, recentemente, entre a Justiça e a Administração Interna, a propósito das competências das polícias na investigação criminal. Mas tem sido sobretudo com a economia que maiores casos têm surgido, quer com as obras públicas, quer ainda com as próprias Finanças, neste caso até a propósito dos aumentos dos preços e as perspectivas de crescimento económico. Tudo acabou por passar, apesar do desgaste dos ministros, sem afectar a credibilidade do Governo socialista. Até o choque tradicional entre Economia (no caso com a API pelo meio) e o Ministério do Ambiente acabou por ser resolvido.
A última divergência pública no executivo tinha sido política, com o ministro Vieira da Silva a mostrar um comprometedor silêncio relativamente à política de saúde.
Mas ainda não tinha havido nenhum caso de pública divergência em matéria contratual. Este caso acaba por ser emblemático, até porque a execução do contrato tem sido devidamente assegurado.
Mas a tensão entre Severiano Teixeira e Luís Amado poderá ganhar ainda novos contornos. A semana passada, o ministro de Estado Luís Amado acabou por impor a saída de Rui Neves, o homem de mão do antigo comissário europeu e actualmente advogado, cada vez mais crítico da gestão do Governo socialista, António Vitorino, da Comissão das Contrapartidas, dando entrada a um diplomata que lhe é próximo, impondo assim a Severiano Teixeira um homem do MNE. Recorde-se que Rui Neves havia substituído um homem indicado por Paulo Portas, que terminou o contrato que estava praticamente negociado por Rui de Pena, o democrata-cristão ministro da Defesa de Guterres e sócio de José Luís Arnault.


Assinatura do contrato dos submarinos

Foi no dia 21 de Abril de 2005, que se realizou no Salão Nobre do Palácio do Alfeite a cerimónia da assinatura do contrato para a construção de dois novos submarinos para a Marinha. Simultaneamente foi assinado o contrato das contrapartidas.
A cerimónia foi presidida pelo ministro de Estado e da Defesa Nacional, Paulo Portas, que para o efeito embarcou na Doca da Marinha no NRP "Dragão", onde foi recebido pelo almirante Vidal Abreu, Chefe do Estado-Maior da Armada. Na lancha já se encontravam o CEMGFA, almirante Mendes Cabeçadas, e o SEDAC, Henrique de Freitas, escreve a revista da Marinha.
A substituição de qualquer capacidade, naval ou aérea, com complexidade equivalente, desenvolve-se normalmente ao longo de um período de 10 anos, percorrendo sucessivamente as fases de estudo, planeamento, concurso, projecto e construção.
Consciente desta realidade, a Marinha desencadeou-a, através de despacho do almirante Chefe do Estado-Maior da Armada de Abril de 1988, que determina ao EMA que inicie os estudos conducentes à substituição dos submarinos da classe "Albacora". Se tudo corresse com naturalidade, em 1998 a Marinha estaria a receber os novos submarinos que substituiriam os da 4.ª Esquadrilha. Estes seriam abatidos com 30 anos de vida, e mesmo assim, com mais cinco do que fora inicialmente projectado.


Uma decisão de Guterres

Mas nem sempre as coisas correm bem. A Resolução do Conselho de Ministros 14/98, que determina e especifica a condução do processo de aquisição, surge, assim, já com 10 anos de atraso. O processo é longo e arrasta-se sem decisão até ser recuperado, ocorrendo, finalmente, hoje, a assinatura dos contratos de construção e de contrapartidas, que o processo engloba. A construção demorará 63 meses para o 1.º submarino e 71 para o segundo. Portugal receberá, assim, as duas unidades da 5.ª Esquadrilha, a primeira, no início do 2.º semestre de 2009, a segunda, no 1.º trimestre de 2010, mais de 21 anos depois do processo ter sido iniciado pela Marinha.
Os custos deste atraso, segundo a Marinha, são grandes e levarão a que Portugal disponha apenas de uma unidade naval deste tipo entre 2005 e 2009 para treino das futuras guarnições e para todo o tipo de operações em que normalmente são empregues, que assim ficarão necessariamente prejudicadas. A última unidade, o NRP "Barracuda", será abatida com 41 anos, mais 16 do que inicialmente programado e após o desenvolvimento de um esforço limite para lhe prolongar a vida até 2009.
Na altura o CEMA afirmaria que havia que "aprender, no entanto, com as lições de todo este processo, verdadeiro 'case study' no âmbito do reequipamento das Forças Armadas, objecto de protelamentos sucessivos, com consequências operacionais, logísticas e motivacionais ainda difíceis de avaliar. Situações destas são dispensáveis, desnecessárias, e devem, no futuro ser evitadas a todo o custo. E há, também, que aproveitar este exemplo para que se explique bem ao País que o reequipamento das Forças Armadas não é uma despesa. É um investimento em segurança e, se bem conduzido, pode e deve constituir, através das contrapartidas que gera, um investimento notável na economia do País. Assim será neste caso, pese embora o desnecessário adiamento que infelizmente também sofreu".


Contrato dos submarinos a 40%, helicópteros a 5%

De acordo com o demitido presidente da CPC, "pela aquisição de equipamento militar por parte do Estado português, estão actualmente em curso sete contratos de contrapartidas - um dos quais já concluído, relativo à aquisição da primeira esquadrilha de F-16, da responsabilidade da Lockheed Martin, no valor de cerca de 94,7 milhões de dólares".
Também segundo o mesmo antigo responsável, citado pela RTP, em Agosto passado, os contratos relativos à aquisição de torpedos para a esquadra de submarinos (de 46,4 milhões de euros) e de veículos blindados com rodas à Steyer (de 516 milhões de euros) "entraram em vigor apenas no início deste ano, porque aguardaram visto do Tribunal de Contas".
"Tanto o contrato relativo aos torpedos, como aos veículos blindados com rodas, como só agora entraram em vigor, têm ainda oito anos para serem cumpridos", salientou.
Rui Neves refere que também são recentes os contratos de contrapartidas pela aquisição dos C-295 (assinado em Fevereiro e que aguarda visto do Tribunal de Contas) e para o "up-grade" de duas esquadrilhas de F-16 da Lockheed Martin.
O ex-presidente socialista da CPC sublinhou que o maior contrato de contrapartidas, no valor de 1,2 mil milhões de euros, envolve a aquisição de submarinos à HDW, mas adianta que o seu cumprimento, ao fim de ano e meio, "atingiu já os 40%".
"Esses 40% têm muito a ver com um conjunto de encomendas colocadas nos estaleiros de Viana do Castelo, que se assumiu como um dos eixos desse concurso", aponta este responsável, que tomou posse do seu cargo, em Maio de 2005.
"Independentemente das expectativas de algumas empresas, temos ainda seis anos e meio pela frente para cumprir o contrato de contrapartidas" com a HDW, referiu Rui Neves, adiantando, no entanto, que alguns dos projectos constantes neste programa de contrapartidas "terão de ser redefinidos".
De acordo com a explicação do ex-presidente da CPC, alguns destes projectos de contrapartidas - e que poderão ser reajustados - começaram a ser definidos em 1997, "e em sete anos, até 2004, houve muita coisa que mudou".
Na altura, interrogado sobre a possibilidade de os futuros submarinos da Marinha portuguesa ficarem dependentes de uma empresa grega ao nível da manutenção das baterias - uma queixa do presidente da Autosil, Pedro Sena da Silva -, o presidente da CPC desvaloriza este ponto.
"Defendo que deve haver indústrias nacionais viáveis ligadas à Defesa, o que significa que têm de trabalhar para o mercado internacional. Da mesma forma, tenho de aceitar também que Portugal envie alguns dos seus equipamentos para manutenção no exterior", sustenta.
Rui Neves diz mesmo que "Portugal não se pode dar ao luxo de ter uma falsa independência nacional em torno de manutenção de equipamentos".
"Não presumo que as guerras do futuro sejam com a Grécia ou com qualquer outro país" aliado de Portugal na NATO, acrescentou o ex-presidente da CPC.


Renegociação dos helicópteros

Já em relação à aquisição de helicópteros EH 101 ao consórcio italo-britânico Agusta/Westland, que o ex-presidente da CPC reconhecia que era "um contrato que tem corrido mal", tem apenas um grau de cumprimento de cinco por cento num prazo de quatro anos e meio.
"Finalmente, estão a ser criadas as condições para renegociar este contrato, em circunstâncias que defendam o Estado Português", disse Rui Neves. Embora sem especificar em que moldes irá ocorrer a renegociação do contrato.
Sobre os processos de contrapartidas, o anterior presidente da CPC, o ex-dirigente do CDS-PP, Pedro Brandão Rodrigues (nomeado para o cargo pelo ex-ministro da Defesa Paulo Portas), recusou-se a prestar declarações.
No entanto, um membro da sua anterior equipa, segundo a RR, responsabilizou o segundo Governo socialista de António Guterres (e o então ministro da Defesa Rui Pena) pelas dificuldades criadas na execução das contrapartidas com o consórcio Agusta/Westland.
"No tempo em que Rui Pena foi ministro da Defesa, em 2001, foi cometido um erro, porque se adjudicaram os helicópteros sem se garantirem as contrapartidas, contrato este que apenas fechámos em 2005 e com grande dificuldade", refere um elemento da anterior CPC.


Executivo do tempo de Brandão Rodrigues não conhece nenhuma queixa

Este ex-responsável da CPC considera "naturais" as queixas de algumas empresas em relação à equipa de Pedro Brandão Rodrigues, "porque há sempre quem pretenda beneficiar de contrapartidas sem ter condições para isso".
"Todos os contratos de contrapartidas negociados pela equipa a que pertenci [entre 2002 e 2005] foram negociados com garantias de 25 por cento do valor total desses mesmos contratos. Só o contrato dos submarinos, por atingir um valor de 1,2 mil milhões de euros, tem uma garantia de 10 por cento", sustentou, em Agosto passado, aquele responsável da CPC dos tempos dos executivos PSD/CDS-PP.
"No momento em que deixei a CPC, não havia nenhuma queixa em relação ao contrato dos submarinos e em todos os contratos o Estado português ficou bem defendido", advogou ainda.
Esta situação viria, aliás, a ser confirmada por Luís Amado, que acabaria por ratificar o contrato dos submarinos. Surpreendentemente, agora, parece ser a vez do novo ministro da Defesa mostrar autonomia do seu anterior e criticar a compra. Ou será que a Marinha quer ir de novo às compras?
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Rui Elias

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« Responder #1 em: Novembro 06, 2006, 09:42:58 am »
Estranho nessa notícia, um jornalista que parece dominar em absoluto tudo o que se passa no seio das aquisições militares afirmar que o actual Ministro da Defesa "adjudicou 2 fragatas a estaleiros holandeses" e referir o "Navio de Apoio Logistico" como uma embarcação de que ninguem sabe o que é nem para que serve.

Não saberá o jornalista, ou ele julgará que ninguém saiba?

Se é certo que a cultura média da população portuguesa leva a que num domingo de Outuno se desloquem famílias inteiras centenas de Km,  e esperar numa fila mais de 3 horas para ver umas esculturas de chocolate em Óbidos alusivas ao Shrek e ao Homem Aranha, enquanto provavelmente ontem o Museu Nacional de Arte Antiga esteve às moscas, como sempre, acho que um jornalista deve ter a responsabilidade de não estender a sua própria ignorância à generalidade da população.

No entanto, e mesmo por causa disso, acho que seria de toda a pertinência, o MDN, cada um dos ramos e o CEMGFA, tentar explicar à população através dos seu meios (sites de cada um dos ramos, TV's e jornais, o que são as compras em curso, em que programas se inserem, para que servem e dar uma panorâmica do estado actual de equipamentos e operacionalidade dos equipamentos ao serviço daas FA's.
 

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Spectral

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« Responder #2 em: Novembro 06, 2006, 01:34:06 pm »
Oh Rui, mais que ignorante o artigo é acima de tudo tendencioso, por exemplo pérolas como esta têm tudo a ver com o assunto da "notícia"   :roll: :

Citar
apesar das dificuldades orçamentais que levaram Teixeira dos Santos a aumentar gravemente os impostos e acabar com a maioria das isenções fiscais, mesmo algumas irrelevantes do ponto de vista orçamental, mas simbólicas do ponto de vista político.



Mas pronto, ainda hoje no Público vinha um artigo de um ten.-cor. João Ferreira, que para provar o seu ponto de vista do distanciamento e falta de visibilidade das F.A junto à população civil (e eu até concordo com o essencial que ele dizia) ignorou completamente (propositadamente ?) eventos como o dia da Força Aérea, ou o da Marinha, que atraem sempre multidões...



PS : fui só a achar curioso o facto do artigo não estar assinado ?
« Última modificação: Novembro 06, 2006, 08:08:43 pm por Spectral »
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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Yosy

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Re: Submarinos: Severiano Teixeira desautoriza homologação
« Responder #3 em: Novembro 06, 2006, 08:06:22 pm »
Citação de: "P44"
prepara-se para anunciar a compra de um navio logístico de multiusos, algo que ninguém sabe o que é, muito menos sabe para que serve.


Assim que li isto, parei de ler o resto do artigo. Este jornalista incompetente já perdeu toda a credibilidade.  :x
 

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Luso

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Re: Submarinos: Severiano Teixeira desautoriza homologação
« Responder #4 em: Novembro 06, 2006, 09:51:15 pm »
Citação de: "Yosy"
Citação de: "P44"
prepara-se para anunciar a compra de um navio logístico de multiusos, algo que ninguém sabe o que é, muito menos sabe para que serve.

Assim que li isto, parei de ler o resto do artigo. Este jornalista incompetente já perdeu toda a credibilidade.  :x


Não creio que esse cavalheiro a quem intitulam de jornalista se preocupa muito com a sua credibilidade: é um avençado, um moço de fretes. E é por isso que começo a ter algumas dúvidas acerca do programa. Um "frete" destes tem objectivos que convém deslindar.
Este artigo serve também para demonstrar a inutilidade de fazer a papinha toda aos senhores "jornalistas" até porque está demonstrado que a investigação e o estudo é algo aparentemente incompatível com essa profissão.
Quem quiser saber alguma coisa que venha fóruns como este e nunca a jornais.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Lancero

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« Responder #5 em: Novembro 06, 2006, 10:27:39 pm »
A generalização é perigosa. Principalmente quando se pega num jornal moribundo e que nem sequer é auditado pela APCT, logo, não se sabe quanto vende (se é que vende...). Eu até pensava que já tinha acabado (esteve aí uns anos sem se ouvir falar dele).
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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E-migas

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Re: Submarinos: Severiano Teixeira desautoriza homologação
« Responder #6 em: Novembro 06, 2006, 11:24:57 pm »
Citação de: "Yosy"
Citação de: "P44"
prepara-se para anunciar a compra de um navio logístico de multiusos, algo que ninguém sabe o que é, muito menos sabe para que serve.

Assim que li isto, parei de ler o resto do artigo. Este jornalista incompetente já perdeu toda a credibilidade.  :x


Epá!

Calma Lá!

Chamar jornalista a uma pessoa que distorce FACTOS, não reporta FACTOS, e cria um texto onde a verdade está ausente...

Essa pessoa não é Jornalista, é um Propagandista!!!
Ainda por cima mau...
Cumprimentos,
e-Migas
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Una Salus Victus
 

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P44

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« Responder #7 em: Novembro 07, 2006, 11:11:17 am »
Citar
PS : fui só EU a achar curioso o facto do artigo não estar assinado ?


não ,não foste.

Eu achei o mesmo

E na edição impressa esta noticia vinha em letras garrafais na 1ª página, foi  o que me chamou logo a atenção

E daí vim ver a edição on-line
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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antoninho

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« Responder #8 em: Novembro 07, 2006, 01:55:41 pm »
O pior é, quando o resto dos outros jornais agarram numa nota nódoa deste
calibre e a divulgam, aí está alcançado o objectivo do dito anónimo, a completa desinformação politica da dita, pois é disso que se trata e tem como objectivo desacreditar as nossas forças armadas e chorar o dinheiro despendido na defesa nacional que mais uma vez é o real alvo.
O anonimato é uma forma retrógada de desculpabilizar o dito e cito a palavra de um colega, pasquim. Para mais parece aquelas 5ª colunas após o 25 de Abril, renascidas sempre que alguém ou governo faz compras para as nossas F.A.
Senão reparem, nunca falam nas contrapartidas, a menos que seja para falar mal....entram em contradições, o que revela o lado podre de tais notas e isto sempre com a suprema esperança.....acabar com o alicerce do nosso estado de direito... as nossas forças armadas, pois sem elas o que nos resta como nação....já sei o vazio nacional....ainda hoje penso que acabarem com o SMO foi um tiro que nos pode sair caro......mas aí é a minha opinião que não é anónima...
« Última modificação: Novembro 07, 2006, 05:17:29 pm por antoninho »
 

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luis filipe silva

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« Responder #9 em: Novembro 07, 2006, 02:18:43 pm »
Será talvez um dos  jornalistas adeptos do "Iberismo", que depois dos tais inquéritos, tenta desmontar por intermédio da permeável opinião pública os meios de defesa do nosso país.
Hoje já me fartei de rir com o CM (em papel). Nas páginas internacionais no destaque da noticia da condenação de um terrorista do 11 de Março vinha o seguinte:
Governantes não assistem à cerimónia
Claro que se referiam à noticia que vinha na mesma página, sobre a ausência de governantes angolanos numa inauguração qualquer, e não à cerimónia da condenação do terrorista.
-----------------------------
saudações:
Luis Filipe Silva
 

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typhonman

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« Responder #10 em: Novembro 08, 2006, 03:56:20 pm »
http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx ... tId=184143

Olhem esta perola.. Esta Raquel Abecassis... :?
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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papatango

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« Responder #11 em: Novembro 08, 2006, 09:35:12 pm »
É apenas uma forma de criar polémica.

É evidente que o ministro não disse que preferia o NavPol EM VEZ dos submarinos.

Isso só ficou na cabeça das perguntadeiras do programa, para as quais um contra torpedeiro é um torpedo que anda para trás.

O ministro disse claramente que tería dado prioridade ao NavPol, e de facto está certo. O NavPol já deveria estar em construção, não porque seja mais vistoso, mas porque de facto faz mais falta.

Para ir para o Líbano, por exemplo, podemos fretar navios ou aeronaves russas, mas imaginem que as coisas dão para o torto...

Não podemos enviar navios mercantes para uma zona de guerra, nem podemos contratar Antonov's se começar a haver "molho".

Nesse caso, mais uma vez, para evacuar as nossas tropas, ou mandamos uma fragata da marinha, para evacuar os soldados aos bocadinhos, ou mandamos um C-130 para algum aeroporto onde haja um cessar-fogo.

Ou ficamos à espera que alguém apoie as nossas tropas e nos dê boleia.

É evidente que Portugal precisa deste meio, desde que enviámos as primeiras tropas para a Bósnia, e que ele devía ser uma prioridade.

Mas daí a dizer que se pode trocar um Navpol pelos dois submarinos, é um disparate do tamanho do mundo, porque se trata de meios com custos astronomicamente diferentes.

Cumprimentos.
 

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Rui Elias

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« Responder #12 em: Novembro 09, 2006, 10:42:53 am »
Citar
É evidente que o ministro não disse que preferia o NavPol EM VEZ dos submarinos.

Isso só ficou na cabeça das perguntadeiras do programa, para as quais um contra torpedeiro é um torpedo que anda para trás.


 :nice:  :nice:
 

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Yosy

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« Responder #13 em: Novembro 09, 2006, 07:51:15 pm »
Citação de: "papatango"
Isso só ficou na cabeça das perguntadeiras do programa, para as quais um contra torpedeiro é um torpedo que anda para trás.

 :nice:

Citação de: "papatango"
Não podemos enviar navios mercantes para uma zona de guerra, nem podemos contratar Antonov's se começar a haver "molho".


Poder até podemos: quem evacuou os civis no início do conflito foram navios  mercantes e "ferrys" (sobretudo franceses e gregos).
 

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Leonidas

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« Responder #14 em: Novembro 12, 2006, 03:36:26 pm »
Saudações guerreiras

Eu ainda não consegui entender o título do tópico: «Submarinos: Severiano Teixeira desautoriza homologação de Luís Amado»????

Pelo título parece-me que aquilo que foi (des)feito(?) por um, foi (des)feito(?) por outro ou terá sido ao contrário? Sabe-se que veio na comunicação social referências a renegociações. O que quererá isso dizer? Uma coisa é certa toda a gente teme que se traduzam em menores capacidades. No entanto parece-me também que é mais para cria polémica do que para outra coisa qualquer.

Cumprimentos
 

 

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