Relações económicas Portugal - Espanha

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« Responder #30 em: Dezembro 18, 2006, 09:05:26 am »
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Gobierno portugués proyecta cierre de consulados en ocho países

Released : Thursday, December 14, 2006 7:37 PM

LISBOA, Dic 14, 2006 (Xinhua via COMTEX) -- El Gobierno de Portugal pretende cerrar 17 consulados portugueses en ocho países el próximo año, según un proyecto de reestructuración consular.

De acuerdo con un documento al cual tuvo acceso hoy la Agencia de Noticias Lusa, serán cerrados los consulados portugueses en Sevilla, Bilbao y Vigo, de España, además de Toulouse, Lille, Orléans, Tours, Versalles y Nogent, de Francia.

También están contemplados los consulados de Rotterdam en Holanda, Milán en Italia, Nueva York, Nova Bedford y Providence en Estados Unidos, Hamilton en Bermudas, Santos de Brasil, y Durban, Sudáfrica.

Como parte de la reestruturación consular, el gobierno de Portugal tiene previsto transformar seis consulados en viceconsulados y uno más en oficina consular.

Los viceconsulados serán creados el próximo año en Frankfurt, Alemania; Nantes y Clermont-Ferrand en Francia; y Belém, Recife y Porto Alegre de Brasil, los cuales estarán dirigidos por funcionarios consulares.

Por su parte, el consulado de Portugal en Curitiba, Brasil, será transformado en oficina consular.

A lo largo de esta semana, el secretario de Estado de Comunidades, António Braga, presentó un plan de reestruturación consular al Sindicato de los Trabajadores Consulares y Misiones Diplomáticas, a la Asociación Sindical de Diplomáticos Portugueses y al Consejo de las Comunidades Portuguesas.


Malas noticias para los residentes portugueses en el extranjero.
 

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manuel liste

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« Responder #31 em: Dezembro 18, 2006, 09:29:13 am »
http://www.apvigo.com/imagenes/principal/plataforma/mapa.jpg

En el enlace anterior se puede ver el mapa de situación de la futura Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra - As Neves, actualmente en ejecución y cuya primera fase entrará en servicio en 2008. Está cerca de la localidad portuguesa de Monçao, en la ribera norte del Miño.
 

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TOMKAT

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« Responder #32 em: Dezembro 21, 2006, 02:15:50 am »
Quando já começa a ser um lugar comum a comparação com Espanha, em tudo o que de bom e de mau se faz neste país, eis um curioso estudo em que são analizados, comparativamente, diversos aspectos de ambos os países.


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Espanha continua a ser principal parceiro comercial português

Portugal continuou a ter a Espanha como principal parceiro nas trocas comerciais (entradas e saídas de mercadorias, em valor) em 2005.
Esta situação não foi recíproca, pois o país vizinho teve como principais parceiros a Alemanha e a França, situando-se Portugal na 8ª e 3ª posições, respectivamente nas entradas e saídas de mercadorias, adianta um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em 2004, os automóveis e componentes encontravam-se entre os produtos de maior fluxo comercial entre os dois países, ocupando o primeiro lugar em valor, independentemente do sentido.

Portugal acima da média da UE de saída do mercado de trabalho em 2004

Relativamente também a 2004 e especificamente ao mercado de trabalho, em Espanha e em Portugal, a idade média de saída deste foi de 62,2 anos, acima da média da UE (60,7 anos).

Em Portugal apenas 13% da população empregada possuía, em 2004, o ensino superior, enquanto que em Espanha essa percentagem se situava em 31%, valor bastante acima da média da UE 25 (24%). Tanto em Portugal (11%) como em Espanha (27%) o peso de patrões com o ensino superior situava-se abaixo da média da EU (29%) especialmente no caso português.

Portugal gasta mais 1,3% do PIB em educação do que Espanha

Portugal gastou 5,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em educação no ano passado.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), apesar desta percentagem do PIB dirigida para a educação não ser muito dispare, os portugueses gastaram mais 1,3% do que os espanhóis (4,3%). Por outro lado, a média da União Europeia a 25 foi de 5,2%.

Quanto ao abandono escolar no nosso país em 2005, apesar das melhorias registadas, na população entre 18 e 24 anos, situou-se próximo de 38,6%, enquanto que o mesmo indicador, em Espanha, registou um valor ligeiramente superior a 30%.

Em 2004, cerca de 18% dos licenciados e doutorados escolheram a área de ciências da educação, valor bastante acima do registado em Espanha onde esta área de estudo foi a eleita por apenas cerca de 11% dos licenciados e doutorados.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=753938&div_id=1730
IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
ALEA JACTA EST.....
«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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« Responder #33 em: Dezembro 21, 2006, 08:42:31 am »
 

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« Responder #34 em: Dezembro 27, 2006, 07:47:05 pm »
 

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« Responder #35 em: Dezembro 28, 2006, 10:40:13 pm »
Umm.. preocupante

Citação de: "DE"
Peugeot a um passo de abandonar o país

Uma semana depois do encerramento da General Motors, o grupo Peugeot-Citroën também pode deixar de produzir na fábrica de Mangualde.

Catarina Beato

O grupo Peugeot Citroën vai decidir até 15 de Janeiro se abandona Portugal. Fonte próxima do processo garantiu ontem ao Diário Económico que a possibilidade de a PSA deixar de produzir na fábrica de Mangualde “é real” e está a um passo de acontecer. Em causa estão 1.400 postos de trabalho directos e 5.000 empregos indirectos.

A manutenção da Peugeot Citroën em Portugal depende da ampliação da fábrica para novos terrenos para que o espaço tenha condições para concorrer à produção de um novo modelo do grupo, que deverá chegar no mercado em 2009. Os modelos actualmente produzidos – Peugeot Partner e Citroën Berling – vão sair de produção em 2008.  

Em Novembro, a empresa enviou ao presidente da Câmara de Mangualde uma carta em que alertava para a possibilidade de encerramento da fábrica. O preço dos terrenos – 80 mil metros quadrados – para onde pretende expandir-se tem sido o grande obstáculo. Segundo uma fonte contactada pelo Diário Económico, os proprietários pedem cerca de 12 milhões de euros, um valor considerado excessivo pela Peugeot-Citoën.

A Câmara Municipal de Mangualde ofereceu-se, no inicio do mês, para intermediar o negócio, decisão tomada depois de uma reunião ocorrida no início da semana em Lisboa entre representantes da Citroën, a autarquia, os responsáveis da Agência Portuguesa para o Investimento (API) e o secretário de Estado da Economia e Inovação, Castro Guerra. Apesar do esforço, não foi possível chegar a acordo.

Na reunião ordinária da Câmara Municipal, realizada ontem, o presidente do município, António Soares Marques, confirmou que tem mantido conversações com os proprietários dos terrenos mas que o impasse se mantém. Sobre a possibilidade de expropriar os terrenos para resolver o diferendo, o vereador João Azevedo diz que ”a falta de liquidez da Câmara Municipal” pode “colocar em causa essa hipótese.”

A situação de Mangualde agravou-se face à indefinição da fábrica de Vigo da Peugeot Citroën, da qual Portugal funciona como unidade satélite. Javier Riera, director-geral da fábrica espanhola, apresentou a demissão na sexta-feira. A saída, que se consumará em Janeiro, parece estar relacionada com divergências face à estratégia da casa-mãe, em Paris, que planeia deslocar parte da produção da unidade de Vigo para França. O Diário Económico tentou obter a reacção da direcção da fábrica de Mangualde a estas notícias, mas não foi possível. O Ministério da Economia também não respondeu até ao fecho da edição.


A carta que assume a ruptura
A 27 de Novembro a direcção da Peugeot Citroën Automóveis de Portugal alertou a Câmara de Mangualde: se não for dada resposta à necessidade de aumento das instalações, este centro de produção ficará fora dos planos do grupo. “Se não puder apresentar à PSA, em Paris, uma possibilidade, concreta e certa, durante os próximos meses, o Centro de Produção de Mangualde deixará irremediavelmente de ser considerado no Plano de Desenvolvimento Estratégico do Grupo PSA, com todas as consequências negativas resultantes para a evolução económico-social de toda a região”, refere a carta da Direcção da PSA Portugal.


Quanto vale a fábrica

-  A unidade foi criada em 1964 para funcionar como suporte à unidade de Vigo.

- Emprega directamente 1.400 trabalhadores, sendo cerca de 600 de Magualde e os restantes dos concelhos da região de Viseu. A fábrica da Peugeot Citroën é a maior empresa do distrito e suporta várias companhias locais, num total de 5.000 empregos.

-  Em 2005 foram produzidas mais de 53 mil unidades do Citroën Berlingo e do Peugeot Partner, o que representou um acréscimo de 48% face a 2005. Em Portugal, até Novembro, foram vendidos 13 mil comerciais ligeiros da Peugeot e da Citroën.
 

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pedro

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« Responder #36 em: Dezembro 29, 2006, 01:23:00 pm »
Nao ha problema, o ministro da economia portugues ja desmentiu essa noticia.
Cumprimentos/Saludos
 

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manuel liste

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« Responder #37 em: Dezembro 29, 2006, 09:57:25 pm »
http://jn.sapo.pt/2006/12/29/economia_e_trabalho/psa_desmente_fecho_fabrica_automovei.html

A PSA de Vigo terá aumento de produçao em 2007, até 500.000 unidades graças o C-4 Picasso. Porém, o futuro nao está escrito.
 

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Luso

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« Responder #38 em: Dezembro 31, 2006, 08:39:40 pm »
Creio que este vídeo deve ficar aqui registado...

http://www.youtube.com/watch?v=ZKsQnzTY ... %A1rquicas
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Jose M.

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« Responder #39 em: Janeiro 05, 2007, 06:27:49 am »
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regional
La sequía redujo un 20% los intercambios de electricidad Extremadura-Portugal
La entrada de energía desde Alqueva baja un 40% debido a la falta de agua a lo largo del año pasado
 
 
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La sequía padecida hasta octubre pasado ha hecho que se resienta la producción de energía eléctrica en los saltos de agua y que retrocedan los intercambios Extremadura- Portugal en casi un 20%, con una caída aún más destacada del 36% en la aportación del embalse de Alqueva al mercado ibérico de la electricidad. Frente a una aportación de 1.650 gigavatios/hora registrada en el año 2005, el año pasado el gran pantano del Alentejo inyectó al sistema eléctrico español sólo 1.059 gigavatios, 591 menos, según el avance del informe ‘El sistema eléctrico español 2006’ de la Red Eléctrica de España. En conjunto el trasiego de energía eléctrica entre Extremadura y Portugal ha ascendido durante 2006 a 2.559 gigavatios, de los que 2.112 han sido en dirección a España y 447 con rumbo al país vecino. Se han movido 586 gigavatios menos, una reducción del 18,6% respecto a los registrados el anterior año 2005, en el que entraron en Extremadura 2.768 mientras que hacia Portugal el envío fue de 377.
Tres líneas
Los intercambios internacionales de energía España-Portugal se producen en Extremadura por medio de tres líneas la más importante de las cuales estaba siendo hasta el año pasado la de 400 kilovoltios inaugurada en el 2004 entre Alqueva y la subestación de Balboa (Jerez de los Caballeros). Por esa línea han entrado en el reciente 2006 un total de los 1.059 gigavatios citados hacia España, mientras que desde Balboa se enviaron 102 a Portugal; la reducción en la producción de Alqueva hizo que la línea se viera superada en el tráfico total por la existente entre Falagueira (Portugal) y el embalse de Cedillo (Cáceres), con un suministro hacia España de 1.053 gigavatios y de 194 en sentido contrario. Existe una tercera línea demenor potencia, 66 kilovoltios, entre Badajoz y Elvas por la que no entró nada en España (suele ser habitual) y salieron 151 gigavatios/ hora en el 2006 recién terminado. Pese a este problema coyuntural debido a la sequía, la línea desde Alqueva hasta Balboa y Brovales continúa siendo el tercer punto en importancia de penetración de electricidad en España, superado sólo por dos líneas pirenaicas tendidas entre Francia y Barcelona y Guipúzcoa, que inyectaron el año pasado respectivamente 3.107 y 2.050 gigavatios al sistema peninsular ibérico. En sentido contrario, de exportaciónde energía desde España, la línea más importante sigue siendo la gallego-lusa de Cartelle-Lindoso, por la que entraron el año pasado en Portugal 6.176 gigavatios/ hora (GWh), con destino a las zonas industriales y superpobladas del norte de ese país.
El balance
Una vez más, y es el tercer año consecutivo que sucede, España ha obtenido un resultado positivo exportador en sus intercambios energéticos con Portugal, Francia, Andorra y Marruecos. El superávit en el 2006 ha sido de 3.303 gigavatios/hora. Con Francia el balance es negativo, les compramos más electricidad de las que les vendemos (4.520 GWh de diferencia), pero no así con Andorra, Marruecos y Portugal. El supérativ con este último ha sido de 5.628 gigavatios,
inferior no obstante en 1.200 al año anterior, y también es netamente positivo el balance con Marruecos en 1.972 GWh.
La demanda de electricidad en España sumó el año pasado 252.878 gigavatios, lo que supone un aumento del 3,6% respecto al 2005, menor en dos décimas al registrado en 2005 y que confirma junto a este último un leve freno en el incremento.
Más potencia
Para hacer frente a este consumo creciente, el año pasado el sistema eléctrico español aumentó su potencia instalada en 4.213 megavatios, casi un 6% más, a base fundamentalmente de centrales de ciclo combinado y de parques de energía eólica. El último trimestre lluvioso del año, especialmente octubre y noviembre, ha permitido una recuperación final de la producción hidroeléctrica que ha concluido 2006 con 24.761 GWh, un 29% más que 2005 que fue el peor ejercicio de los últimos años. La energía producible con el agua embalsada duplica a 31 de diciembre pasado la del año anterior (roza los 24.000 gigavatios) ya que los pantanos españoles presentan una media de llenado del 61,6% frente al 37,1% de finales de
2005. El informe de Red Eléctrica Española hace mención de las nuevas instalaciones de Extremadura puestas en marcha el año pasado como son la línea de transporte de 400 kilovoltios Balboa- Brovales (dos circuitos, 500 metros), la subestación de Brovales y sobre todo los 41,9 kilómetros de la nueva línea de 220 kV entre las subestaciones de Mérida y Alvarado.


http://www.hoy.es/20070102/regional/sequia-redujo-intercambios-electricidad_200701020843.html
 

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ricardonunes

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« Responder #40 em: Janeiro 05, 2007, 10:28:47 am »










Fonte: Semanário
Potius mori quam foedari
 

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« Responder #41 em: Janeiro 13, 2007, 06:35:26 pm »
Outro investimento dunha empresa galega em Portugal:

Una empresa gallega invierte 12 millones en terrenos en Lisboa para planta ornamental
 
 
 
 
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Onusa compra 500.000 metros cuadrados para reforzar su presencia en el mercado europeo y contempla la creación de 90 empleos en Portugal.


Eva González / Tomiño


El grupo Onusa, con sede en Tomiño, ha adquirido una finca de una superficie de 500.000 metros cuadrados en el municipio de Palmela, en las cercanías de Lisboa (Portugal), para multiplicar su producción intensiva de planta ornamental y diversificar su oferta, con lo que la filial Pycflorga-Progaplant pasa a liderar el sector como el mayor grupo de producción de planta ornamental de Galicia y el de mayor gama de productos en la península Ibérica, gracias a la diversidad geográfica de las plantaciones que posee.
Fernando Otero Vilariño, ejecutivo tomiñés que desde su creación, en el año 2001, ocupa la presidencia de Onusa (con 18 empresas y 350 puestos de trabajo), informaba ayer de la importante inversión de 12 millones de euros de capital gallego que supone esta adquisición en Portugal.
Con la puesta en marcha de este nuevo proyecto, incluido en el plan de expansión 2005/2008 del grupo, se prevé generar una cifra de negocio de 150 millones de euros para el ejercicio de 2008.
La adquisición de la nueva finca en esa zona de Portugal permitirá llegar a todos los mercados europeos. Este proyecto prevé generar 90 puestos de trabajo en el país vecino, cuando esté a pleno rendimiento. En la nueva finca se producirá planta en tierra de tipo arbóreo y palmáceas e incluso el engorde de plantas de clima típicamente gallego, como la camelia, rododendro, magnolia y azaleas, entre otras, teniendo en cuenta las condiciones edafoclimáticas que así lo permiten.
El grupo busca ahora en el Norte de Portugal una finca de cultivo con unos 400.000 metros cuadrados de superficie para aumentar la producción que ahora posee en el Baixo Miño.
 

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Marauder

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« Responder #42 em: Janeiro 13, 2007, 08:03:08 pm »
Que venham Manuel..que venham...

para uns estarem de saída, outros tem que estar de entrada...
 

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« Responder #43 em: Janeiro 15, 2007, 09:03:47 am »
Empresários espanhóis investem nos olivais alentejanos:

http://jn.sapo.pt/2007/01/15/sul/empresarios_espanhois_a_conquista_ol.html

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Empresários espanhóis à conquista dos olivais


Teixeira Correia

Milhares de hectares de terrenos áridos e desertos do Alentejo estão a ser transformados em campos férteis e prósperos, com uma "fórmula" que, não sendo mágica, baseia-se no sentido empresarial. Ao abandono dos empresários portugueses, responderam em peso os espanhóis, nomeadamente os andaluzes e os extremenhos.

Apesar do regadio de Alqueva ser ainda uma miragem para concelhos como Beja, Cuba, Moura, Serpa e mesmo Ferreira do Alentejo, os olivicultores espanhóis, acumulam as suas reservas de água, o que lhes permite fazer a reconversão dos tradicionais olivais de sequeiro em regadio, optando por uma cultura do olival em extensivo ou super-extensivo.

Segundo dados da Direcção Regional da Agricultura do Alentejo (DRAAL), existiam nos 47 concelhos do Alentejo cerca de 158 mil hectares de área de olival. Quantos aos hectares de terra que são propriedade ou explorados por "nuestros hermanos", os números divergem. A Câmara Oficial Espanhola de Comércio e Indústria sustenta que os investidores espanhóis possuem 25 mil hectares, a Secretaria de Estado da Agricultura portuguesa estima que essa área se cifra nos 15 mil hectares.

Os empresários espanhóis são unanimes em afirmar que "o preço do hectare de terra de regadio e a sua qualidade" foram fundamentais para a incursão de investidores no Alentejo, "sedentos de água e de novos investimentos mais rentáveis". Quanto há 3/4 anos começaram a chegar, os espanhóis compravam no seu país um hectare de terra de regadio por 24 mil euros. No Alentejo vendia-se por cerca de um quarto desse valor.

Os 33 mil quilómetros quadrados do Alentejo fazem da região a maior, mas também a mais desertificada de Portugal. Actualmente vivem na região 535 mil pessoas, das quais 260 mil são pensionistas e cerca de 30 mil desempregados. Apesar da compra massiva de terras, os espanhóis garantem que "esta não é uma nova forma de colonização".

"Modernizar a agricultura e dinamizar um tecido sócio-económico com graves problemas de desemprego e desertificação, permitindo uma mais valia económica". São estes os objectivos dos investidores, traduzidos por José Luís de Prado, sócio do olival da Fonte dos Frades, situada no concelho de Beja, e considerada uma herdade modelo (ver caixa).Os empresários recusam a ideia de terem vindo para o Alentejo por causa dos subsídios. "Eles terminaram e os agricultores espanhóis continuam a chegar", diz.

"O prazer de viver e trabalhar no Alentejo, custou-me o casamento", diz German Mangas, um dos primeiros a chegar. Há 13 anos, o empresário espanhol deixou Badajoz para viver no Alentejo. Não se adaptando ao clima e ao modo de vida da região, a mulher deu-lhe a escolher. "Ou ela ou a agricultura. Preferi a vossa terra", recorda.

Com uma adega em Quintos (Beja) e uma fábrica de azeitona e um lagar em Moura, German diz-se "um apaixonado pela tranquilidade, o modo de vida e a gastronomia alentejana". Recentemente, adquiriu mais 60 hectares de terra que espera regar com água de Alqueva em 2009.

Num recente Fórum Empresarial luso-espanhol, realizado em Beja, Castro e Brito, presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo apontou o dedo aos colegas portugueses. "Temos um sistema de courelas, não falamos uns com os outros e, depois não temos força", reconheceu.

A herdade modelo

Uma herdade que, depois do 25 de Abril e durante cerca de 20 anos pouco ou nada produziu, é hoje uma das mais bem sucedidas do Alentejo. Durante anos propriedade de Rosado Fernandes, dirigente da Confederação dos Agricultores de Portugal, deputado ao Parlamento Europeu e à Assembleia da República - que a herdara do seu bisavô, Piteira Fernandes, que a comprou em hasta pública -, a herdade de Fonte dos Frades está hoje em mãos espanholas. Cerca de 18 milhões de euros foi o valor investido na aquisição das terras, plantação das oliveiras e aquisição de máquinas. Só na construção do largar, a funcionar desde Novembro, foram investidos 3,5 milhões de euros. Com cerca de 630 hectares de olival, a propriedade tem 180 mil pés de oliveira e a actual campanha deverá render cerca de oito milhões de quilos de azeitona. A próxima campanha deverá render 15 milhões de quilos, atingindo um máximo de 23 milhões de quilos. Com 15 trabalhadores no quadro, a empresa dá trabalho a outros 40 sazonais. "A forma de trabalhar dos portugueses é boa e adaptaram-se aos nossos métodos", conta José Luís de Prado. O proprietário garante que a Fonte dos Frades é uma empresa "de excelência na qualidade e produtividade" e admite que, dentro de 2/3 anos, atingirá a "velocidade cruzeiro".
 

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Marauder

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« Responder #44 em: Janeiro 15, 2007, 11:16:45 am »
É triste mas é verdade, tem que ser outros a fazer aquilo que nós portugueses não fazemos.

Eu gostava sem dúvida que a agricultura em Portugal fosse melhor aproveitada, e não à base de viver à pala dos subsídios comunitários como aparenta..
 

 

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