GNR - GIPS

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Cabeça de Martelo

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GNR - GIPS
« em: Março 02, 2006, 05:28:04 pm »
300 militares aprendem a combater "um adversário que não tem medo"

Rita Carvalho
Gonçalo Santos
Formação
Expectativas    
 
O barulho é ensurdecedor. E o vento gerado pelas pás do helicóptero torna a situação mais desconfortável. Vinte metros separam do chão o militar que, preso a um cabo, se prepara para descer em rappell. O momento é de nervosismo. Mas o exercício serve para isso mesmo, aprender a gerir a tensão. Daqui a uns meses a realidade será bem mais intimidatória. No solo haverá chamas. E sobre esta força de elite recairá a expectativa de um País que espera um ano menos devastador em matéria de fogos florestais.

Após a descida, a equipa de oito elementos recolhe as ferramentas e reúne-se em formatura. O chefe do grupo dirige para o céu o gesto que confere o OK à operação e prepara o passo seguinte. No GPS regista as coordenadas e traça o percurso. O grupo começa a andar em passo acelerado pelo mato e o helicóptero desaparece no horizonte.

O exercício de helicordagem encerra mais um dia de treinos na Escola Nacional de Bombeiros, na Lousã. O sol brilha com intensidade e as temperaturas estão amenas, mas a chuva dos dias anteriores inviabilizou o momento mais aguardado por formadores e formandos: o contacto directo com o fogo e a simulação de toda a operação.

Mesmo sem este dia de fogo, os 46 sargentos estão prestes a terminar a formação de três semanas. Em Março, juntar-se-ão aos outros 250 elementos da GNR que compõem os GIPS, grupos de intervenção, protecção e socorro. Mais dois meses de treino em Portalegre e esta força especial estará operacional, garante o capitão Tavares, um dos responsáveis do curso.
Cada equipa actuará com o apoio de um helicóptero, por isso os militares aprendem a manejar o balde de transporte de água. O briefing cabe ao piloto; os militares, dispostos em círculo, ouvem atentamente as explicações e colocam questões antes de iniciar o treino. Cada equipa ensaia a aproximação ao helicóptero, a colocação do balde e das ferramentas no cesto. A operação é aparentemente simples, mas um passo em falso pode pôr em causa a segurança da equipa. Em terra, o tenente Maia Morgado corrige falhas e esclarece dúvidas.

Depois de as seis equipas terem sido transportadas no aparelho, despejadas na encosta da serra da Lousã e depois resgatadas, acabam os exercícios da manhã. Para os instrutores, "todos se estão a portar bem, basta apenas limar arestas".

Nesta fase final do curso, aplicam-se os conhecimentos adquiridos nas semanas anteriores: tácticas de combate ao fogo, procedimentos a ter em conta, utilização do material e regras de segurança. Nas simulações os formandos constatam a teoria ensaiada no laboratório, como os efeitos do vento e do declive na progressão das chamas.

Curiosamente, a água não é o principal elemento de combate nesta primeira intervenção ao fogo, um "adversário que não tem medo", como diz Jorge Marques, militar habituado a outro tipo de adversários enquanto elemento de um posto da Guarda. As ferramentas para conter as chamas ainda em fase nascente - nos primeiros 15 minutos - são pás, batentes, uma espécie de ancinhos e apenas 20 litros de água numa mochila.

O sucesso da contenção do fogo depende da rapidez e da dinâmica da equipa, onde cada um tem uma função específica. Ao fim de 25, 30 minutos a equipa abandona o local. Se não for possível extinguir o foco de incêndio, o comando das operações fica nas mãos dos bombeiros.
"Uma missão nova, nobre e que vai contribuir para ajudar a resolver um problema do País." Josefa Cabral, 30 anos, resume com esta expressão a motivação que a fez integrar os GIPS. Depois da Força Aérea, onde foi bombeira de aeronaves, e de, já GNR, ter trabalhado na investigação criminal, busca nesta missão o entusiasmo que qualquer coisa nova desperta. "O friozinho na barriga é inevitável quando se está prestes a descer do helicóptero." E o risco existe, assegura, mas é contornado pelas regras de segurança.

A opinião é partilhada por Filipe Cruz, 29 anos e um currículo de missões internacionais invejável: Balcãs, Timor e Iraque. "O risco é relativo, temos é de saber adequar-nos a ele." Aqui é o fogo, num cenário de guerra podem ser os atentados.

A camaradagem é o segredo do êxito da missão, garante. "Se não temos confiança no outro que está ao nosso lado, a equipa não funciona", acrescenta João Matos, que há uns meses patrulhava a serra da Arrábida de moto, e agora está prestes a lançar-se no desconhecido.

"É uma forma de ser profissional", remata Filipe Cruz, para quem a situação é simples: "Foi dada à Guarda esta missão. Vamos fazer o nosso melhor e não vamos falhar de certeza." A confiança e o moral estão no topo, embora para trás fiquem familiares, amigos e férias de Verão. A interacção com os bombeiros não os preocupa, porque garantem que ambos querem ajudar a "salvar o País", mas algumas vozes também agoiram conflitos.  

http://dn.sapo.pt/2006/02/26/sociedade/ ... er_um.html
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #1 em: Março 02, 2006, 05:43:05 pm »
GNR na frente do fogo acende polémica

 
 
Colocar na mão da Guarda Nacional Republicana (GNR) a primeira intervenção nos fogos florestais não está a ser uma opção pacífica. A necessidade de criar grupos de intervenção, protecção e socorro não é contestada. A sua eficácia também não. Mas a aposta nos militares da Guarda não caiu bem no seio das corporações de bombeiros.

"Há uma opção política em valorizar a GNR em desfavor dos bombeiros", considera Duarte Caldeira. Para o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, uma das soluções para o problema dos incêndios podia ser utilizar as forças já existentes e não apostar noutra: a GNR.

A criação destes grupos de intervenção, prevenção e socorro (GIPS), uma espécie de brigadas de elite, decorre de uma decisão governamental tomada em Outubro. Na altura, os GIPS foram apresentados como brigadas para actuar em acções de prevenção e intervenção de primeira linha, em situações de emergência de protecção e de socorro. Os incêndios florestais seriam a prioridade destes militares a curto prazo, mas o objectivo da missão não se esgota aí.

Quatro meses depois, sabe-se que os GIPS formarão um contingente de 300 elementos e que actuarão apenas em cinco distritos (Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Faro). Noutros distritos irão actuar os 80 elementos das brigadas helitransportadas dos bombeiros, criadas no ano passado. Duarte Caldeira queixa-se de desarticulação: "Falta informação sobre a organização operacional e a relação desta força com os bombeiros", diz. E lança questões práticas: se a GNR vai fazer a primeira intervenção, como, quando, onde e quem vai passar o comando para os bombeiros?

A dúvida de como esta força de elite se vai articular com os outros agentes - vigilantes, sapadores florestais, bombeiros, municípios e outros - não está esclarecida. E a preocupação com o assunto está a gerar mal-estar nas corporações.

Apesar de ser uma força militar, com autoridade, para Duarte Caldeira uma coisa é certa: não vai ser a GNR a comandar os bombeiros nem vice-versa. "Essa interacção terá de partir do topo das hierarquias."

No seio desta polémica, os argumentos dividem-se. E apesar de as dúvidas serem fonte de preocupação dos dois lados, exprimem-se em voz baixa. Há quem considere a disciplina e a autoridade pontos a favor da GNR. Do outro lado, lamenta-se que a aposta tenha sido feita numa força sem experiência na matéria.

Com ou sem polémica, o dispositivo será apresentado no início de Maio, para começar a actuar no dia 15, início da época de incêndios.

Em Outubro, os militares que quiserem permanecer nos GIPS receberão formação adicional e específica na área do mergulho, da radioactividade e no resgate vertical. Segundo o Governo, o dispositivo crescerá para 500 efectivos.  

http://dn.sapo.pt/2006/02/26/sociedade/ ... emica.html
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typhonman

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« Responder #2 em: Março 03, 2006, 04:42:02 pm »
Estes andam-se a armar em "finos" e "coitadinhos"...

Uns 60% dos bombeiros que combatem fogos florestais não têm a minima preparação para efectuar esta luta, nem a forma fisica e disciplina que uma tarefa destas exige.

Basta ver média de idades dos nossos bombeiros.. Para muitos é um part-time, so que isto de combater fogos violentos não é para amadores, muito menos para crianças.

A cadeia de comando também é deficiente, o que provoca erros graves.

Por isso defendo a utilização da GNR e o alargamento da sua utilização a mais zonas do país.


PS: Este texto é um pouco "violento" mas  ja me começei a fartar das"queixas" do SNB e das criticas " anti-militares" que alguns membros da direcção apregoam nomeadamente o facto de o comandante do SNBPC ser um militar.

Isto sem nunca me esquecer de todos os bombeiros que deram a sua vida no combate aos fogos florestais.
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Ugo

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« Responder #3 em: Março 05, 2006, 05:10:26 pm »
É preciso muito respeitinho quando se pronuncia a palavra “Bombeiros”. É que 90% deles são voluntários e, por isso, ser voluntário não é palavra vã, especialmente num país onde mais de metade da população de uma ou outra maneira depende do orçamento do estado.

Convém lembrar e ter sempre presente que só no ano de 2005 morreram mais bombeiros em serviço do que GNRs nos últimos 50 anos e não é por isso que andam por ai em manifs a despromoverem-se.

Vou esperar para ver o berreiro que vão fazer quando um desses GNR-GIPs partir uma perna.

Acho que chegou a altura de muitos de nós, especialmente os voluntários, começarmos a reflectir seriamente sobre o que cá andamos a fazer…

ugo
 

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Ugo

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« Responder #4 em: Março 07, 2006, 12:44:33 am »
Coimbra: responsáveis distritais dos bombeiros demitem-se

Os três comandantes das zonas operacionais e o comandante do sector operacional distrital do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra apresentaram a demissão destas funções, anunciou segunda-feira a Federação de Bombeiros.


«Os comandantes das zonas operacionais apresentaram a sua demissão, recusando qualquer hipótese de virem a ser comandados por um militar, neste caso concreto da GNR», anuncia um comunicado divulgado hoje pela Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra (FBDC), cujo presidente, Jaime Soares, abandonou também o cargo de comandante de sector operacional distrital no CDOS, devido ao mesmo motivo.

Na nota, divulgada na sequência de uma reunião de elementos das 24 corporações de bombeiros do distrito de Coimbra, estas manifestam-se «totalmente contra» a nomeação, para o comando operacional do distrito, de uma figura exterior aos bombeiros.

«Há nos quadros dos bombeiros do distrito de Coimbra pessoas com capacidade técnica, operacional e organizacional para assumir o comando operacional do distrito», é sublinhado numa moção aprovada na reunião que contou com cerca de 60 participantes, entre comandantes, segundos-comandantes e adjuntos de comando.

Segundo a nota da Federação, foi também aprovada por maioria (com apenas quatro abstenções) uma posição contra a nomeação de qualquer elemento da GNR para o comando operacional distrital.

«Não estamos disponíveis para sermos comandados por quem não tem conhecimentos na área dos bombeiros. Nada de novo nos traz em termos técnicos e operacionais», sublinha o presidente da FBDC, Jaime Soares, defendendo que a proposta é uma «menor valia para uma área extremamente sensível que requer conhecimentos técnicos de nível muito elevado».

Em comparação, na sua óptica, seria como se o comandante de uma corporação de bombeiros do distrito «assumisse o comando da Brigada Territorial nº5 da GNR».

De acordo com Jaime Soares, a Federação teve conhecimento da intenção de nomear para o comando operacional distrital uma figura da GNR.

«Os bombeiros do distrito de Coimbra reservam-se ainda o direito de tomarem as atitudes que entenderem por convenientes face às nomeações que vierem a ser levadas a cabo pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) que não se enquadrem nos parâmetros da exigência e dos conhecimentos técnicos que a área requer», é ainda referido.

A Federação, que pediu a marcação de uma reunião com o governador civil de Coimbra, adianta ainda que não se revê na posição da Liga dos Bombeiros Portugueses «reflectida no parecer favorável à nomeação de um militar para a presidência do SNBPC», considerando que «uma estrutura da sociedade civil não deve ser liderada por um militar, quando há outras e melhores soluções».

Diário Digital / Lusa
 

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Ugo

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« Responder #5 em: Março 07, 2006, 12:48:03 am »
Protecção Civil: demissões provocam protestos

Viana do Castelo e Viseu também estão contra a alegada substituição de responsáveis

A demissão de quatro comandantes operacionais dos Bombeiros e Protecção Civil de Coimbra, esta segunda-feira, segue-se a outras tomadas de posição no sector em Viana do Castelo e Viseu contra a alegada substituição de responsáveis.

«Os (quatro) comandantes das zonas operacionais apresentaram a sua demissão, recusando qualquer hipótese de virem a ser comandados por um militar, neste caso concreto da GNR», anunciou em comunicado a Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra (FBDC), cujo presidente, Jaime Soares, abandonou também o cargo de comandante de sector operacional distrital no Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS), devido ao mesmo motivo.

Os CDOS são as estruturas distritais do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), que tem um novo presidente, o major-general Arnaldo Cruz, que substituiu outro militar, o major-general Bargão dos Santos, que permaneceu no lugar apenas nove dias, ao fim dos quais apresentou a demissão ao Governo.

No comunicado, divulgado na sequência de uma reunião de elementos das 24 corporações de bombeiros do distrito de Coimbra, estas manifestam-se «totalmente contra» a nomeação, para o comando operacional do distrito, de uma figura exterior aos bombeiros.

«Há nos quadros dos bombeiros do distrito de Coimbra pessoas com capacidade técnica, operacional e organizacional para assumir o comando operacional do distrito», sublinha-se numa moção aprovada na reunião, que contou com cerca de 60 participantes, entre comandantes, segundos-comandantes e adjuntos de comando.

Segundo a nota, foi também aprovada por maioria (com apenas quatro abstenções) uma posição contra a nomeação de qualquer elemento da GNR para o comando operacional distrital.

Já no domingo os comandantes de 11 das 12 corporações de bombeiros do distrito de Viana do Castelo manifestaram «total discordância» sobre a eventual substituição do comandante operacional distrital, que classificam de «despropositada e caricata».

Reunidos quinta-feira à noite em Castro Daire, 28 dos 33 comandantes do distrito decidiram enviar um novo abaixo-assinado a dar conta da sua posição ao presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.


2006/03/06 | 20:06 - Portugal Diário
 

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Trafaria

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« Responder #6 em: Março 08, 2006, 05:01:59 pm »
Esses bombeiros estão cheios de razão.
Cada macaco no seu galho, é assim mesmo!
Isto não é a América Latina com seus coronéis de província nem estamos no ante 25Abril em que militar “servia” para tudo, desde censurador a Administrador de Concelho e muitas outras funções para as quais não tinha qualquer preparação.
Reminiscências do passado, paciência, mas há que acabar com elas!
Acho desprestigiante até para os próprios…
::..Trafaria..::
Fórum da PSP
 

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Pacifico

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« Responder #7 em: Março 18, 2006, 01:36:55 am »
Concordo plenamente com o que aqui foi ditos nestes ultimos posts. Os fulanos na GNR querem tudo!!!! mas a verdade é que os postos da rural estão vazios, sem pessoal e sem meios. Está tudo a cair de podre. Mas é velos no Iraque e em todo o lado, onde podem dar nas vistas. O 25 de Abril foi a 30 anos, hoje vivemos em democracia. Não faz qualquer sentido ter militares a fazer serviço que deve ser feito por civis ( trata-se de protecção civil e segurança interna, sou da opinião que a GNR deveria ser integrada na PSP, que é civil, chefiada por um juiz, não por um general).
Quanto ao voluntários, concordo plenamente com as vossas opiniões, voluntarismo é uma coisa de muito respeito. Se hoje temos muitos fogos, isso não se deve aos bombeiros, mas sim a erros sucessivos dos politiqueiros que nos governam  há 30 anos e que nunca foram capazes de resolver esse problema - nem esse nem os outros.....
 

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Lightning

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« Responder #8 em: Março 18, 2006, 10:53:05 am »
Eu respeito muito os bombeiros e acho muito mal sempre que se entra na época de incendios que lá apareça na tv o sr. general xyz que é o chefão da SNBPC, e agora é os GNR que também querem um bocado do "bolo" atribuido ao combate aos incendios. Esse GIPS não podia ser constituido por bombeiros profissionais? E pra quando é que iremos ter em Portugal uma verdadeira força profissional de bombeiros em todo o pais? Apenas nas cidades é que tem unidades de bombeiros sapadores e mesmo assim é só algumas porque também  existem voluntários, devem achar que depois de andar dias ou semanas no mato a apagar fogos, salvar crianças e idosos, etc que se paga isso tudo com uma "jantarada com o pessoal", sendo que muitos bombeiros ficam com problemas de saude para o resto da vida e outros até perdendo a vida.
Eu sou a favor de uma força nacional de bombeiros profissionais.
 

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PATTON

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« Responder #9 em: Março 31, 2006, 10:01:30 am »
Ha pois é  blx2x1 a ajuda de todos é imprescendivel , Força Aerea Portuguesa, PSP, Marinha, Exercito, mas calma ai  :bombeiro: Pelo que nós sabemos, e para quem pertence ás forças de segurança, sabe perfeitamente que ha falta de pessoal, expliquem-me lá como é que um posto da GNR com 35 elementos pode patrulhar uma população 17 500 cidadãos sabendo que ha turnos diarios, ferias, baixas, etc.. esta situação reflecte-se no  policiamento e as nossas familias sabem disso, os nossos filhos, os nossos pais são constantemente injuriados, assaltados e até agredidos e já não importa o local, porqué :new_argue: e em relação aos Bombeiros Voluntários calma aí, podem não ser os melhores mas têm força de vontade e espirito de sacrificio e principios o que não acontece com a maioria da nossa população que só pensa em comer mais que o vizinho e lixar o próximo se póssivel nem que seja para ficar bem visto. Ainda pergunto quem serão os idiotas que deixam a familia durante a semana depois do trabalho ou no fim de semana ou nas férias para efectuarem formações e cursos ou serviços, algumas delas pagas pelos próprios, e não se esqueçam quando ligam o 112, excepção nas Lisboa e Porto, Coimbra e  :?: é o "idiota" do Zé Bombeiro que vai porque gosta e não recebe nada em troca, minto, recebe a gratidão de alguns e satisfação do dever comprido após uma situação onde o receio, medo, perigo e até a morte andam de braço dado. Não me venham com histórias :anjo:
Tenho dito  :Esmagar:
 

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Marauder

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« Responder #10 em: Março 31, 2006, 10:58:38 am »
Citação de: "PATTON"
Ha pois é  blx2x1 a ajuda de todos é imprescendivel , Força Aerea Portuguesa, PSP, Marinha, Exercito, mas calma ai  :bombeiro: Pelo que nós sabemos, e para quem pertence ás forças de segurança, sabe perfeitamente que ha falta de pessoal, expliquem-me lá como é que um posto da GNR com 35 elementos pode patrulhar uma população 17 500 cidadãos sabendo que ha turnos diarios, ferias, baixas, etc.. esta situação reflecte-se no  policiamento e as nossas familias sabem disso, os nossos filhos, os nossos pais são constantemente injuriados, assaltados e até agredidos e já não importa o local, porqué :new_argue: e em relação aos Bombeiros Voluntários calma aí, podem não ser os melhores mas têm força de vontade e espirito de sacrificio e principios o que não acontece com a maioria da nossa população que só pensa em comer mais que o vizinho e lixar o próximo se póssivel nem que seja para ficar bem visto. Ainda pergunto quem serão os idiotas que deixam a familia durante a semana depois do trabalho ou no fim de semana ou nas férias para efectuarem formações e cursos ou serviços, algumas delas pagas pelos próprios, e não se esqueçam quando ligam o 112, excepção nas Lisboa e Porto, Coimbra e  :?: é o "idiota" do Zé Bombeiro que vai porque gosta e não recebe nada em troca, minto, recebe a gratidão de alguns e satisfação do dever comprido após uma situação onde o receio, medo, perigo e até a morte andam de braço dado. Não me venham com histórias :anjo:
Tenho dito  c34x
 

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Yosy

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« Responder #11 em: Março 31, 2006, 06:28:33 pm »
Excelente post PATTON
 

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Lightning

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« Responder #12 em: Março 31, 2006, 06:36:53 pm »
:Palmas:  :Palmas:  :Palmas:  :Palmas:
 

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Lancero

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GNR não vai substituir bombeiros - António Costa
« Responder #13 em: Abril 21, 2006, 03:04:02 pm »
GNR não vai substituir bombeiros - ministro António Costa

Portalegre, 21 Abr (Lusa) - O ministro de Estado e da Administração Int erna, António Costa, garantiu hoje que o Governo não pretende substituir nenhum  agente de Protecção Civil com a criação do Grupo de Intervenção, Protecção e Soc orro (GIPS) da GNR.

        Na cerimónia de encerramento do primeiro curso de formação do GIPS da G NR, em Portalegre, o ministro afirmou que a função desta unidade especializada é

"reforçar e apoiar" os outros agentes de Protecção Civil no combate aos incêndi os.

        "Esta unidade não foi criada para substituir qualquer outro agente de P rotecção Civil. Sabemos que a coluna dorsal da Protecção Civil em Portugal é ass egurada pelo esforço abnegado e voluntário dos bombeiros", declarou.

        António Costa considerou "correcta e racional" a decisão de criar esta  unidade especializada de Protecção Civil dentro da GNR para apoiar no combate ao s incêndios.

        "A GNR é uma força que tem dispositivo em todo o território, tem enquad ramento e capacidade administrativa e logística. Se este grupo fosse criado numa

outra instituição teria que ser feito tudo de novo", sublinhou.

        O ministro enalteceu ainda o trabalho desenvolvido pela GNR no âmbito d a criação deste Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro.

        "Se há algo que, passados seis meses, tenho a dizer é que a GNR esteve  à altura e cumpriu o desafio que o Governo lhe colocou", disse.

        O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, também

participou na cerimónia, no Agrupamento de Instrução de Portalegre da GNR, entr egando insígnias a alguns dos elementos que participaram no curso de formação da

unidade especializada da GNR.

        Em declarações aos jornalistas, Duarte Caldeira assegurou que estão ult rapassadas todas as dúvidas acerca do papel a desempenhar pelos bombeiros e por  esta unidade especializada da GNR no combate aos incêndios.

        "Nunca houve problemas entre bombeiros e GNR", disse Duarte Caldeira, a firmando que "está perfeitamente clara a delimitação de missão entre a GNR e os  bombeiros".

        "A nossa preocupação tinha a ver com essas dúvidas e esclarecidas que e stão, estamos preparados para o desafio que todos os anos se coloca aos bombeiro s", frisou.

        No primeiro curso de formação do Grupo de Intervenção, Protecção e Soco rro da GNR, desenvolvido nos últimos seis meses em Portalegre e na Lousã, partic iparam 306 elementos que vão intervir no combate aos incêndios em Portugal, a pa rtir do dia 15 de Maio.

        Os elementos da GNR que participaram no curso de formação vão ser distr ibuídos por três companhias que vão actuar nas zonas de Vila Real, Viseu, Coimbr a, Leiria e em Faro.






"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Governo profissionaliza parte dos voluntários
« Responder #14 em: Agosto 19, 2006, 04:58:38 pm »
O Ministério da Administração Interna (MAI) vai avançar com a profissionalização de uma parte dos corpos de bombeiros voluntários, respondendo assim a uma reivindicação antiga dos bombeiros.

A intenção é criar grupos de intervenção permanente que actuarão não só no combate aos incêndios florestais mas também nos fogos urbanos ou em qualquer outra ocorrência. A medida avança já no próximo ano e incidirá, numa primeira fase, nos concelhos de maior risco. "A criação destes grupos passa pela profissionalização de alguns voluntários", adiantou ao DN fonte do MAI.

Depois de ter apostado na GNR para intervir, numa primeira fase, no combate aos incêndios e, posteriormente, noutras acções de socorro - tendo criado os grupos de intervenção, protecção e socorro entregues a 340 militares -, o ministro da Administração Interna, António Costa, acaba assim por reconhecer que tal aposta se revelou insuficiente. E virou as atenções para os bombeiros.

"O Governo está a perceber agora que é natural, óbvio e necessário recorrer aos bombeiros e que a GNR não resolve o problema do socorro em Portugal", reagiu ao DN o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, que se congratulou com a intenção do MAI.

Há já alguns anos que a Liga alerta para o parco número de bombeiros que estão a cem por cento (ou seja, a tempo inteiro) no combate aos fogos e nas acções de socorro à população, exigindo a criação de uma estrutura permanente. Recorde-se que os fogos florestais representam apenas 30% do total das ocorrências dos bombeiros. O Governo, é certo, sempre reconheceu esta carência, mas deixou claro, em Outubro do ano passado, que já tinha feito a sua aposta... na GNR. Opção que suscitou, então, muita polémica e contestação por parte dos bombeiros.

A profissionalização de parte dos corpos de bombeiros voluntários será feita de forma gradual, começando já no próximo ano. Mas o Governo não sabe ainda qual o número de voluntários que será abrangido e em quantos concelhos arrancará a medida. "Essa é uma matéria para tratar depois de terminada a fase Charlie do dispositivo de combate aos incêndios. Nessa altura, o tema será objecto de diálogo com a Liga dos Bombeiros Portugueses", disse ao DN fonte do MAI. O presidente da Liga, no entanto, já tem em mente qual a proposta que vai apresentar a António Costa. "A nossa sugestão é que, em 2007, sejam criados grupos de intervenção permanente em cem corpos de bombeiros e que, em 2008, sejam criados em 120, o que cobrirá 50 % dos corpos de bombeiros voluntários", explicou Duarte Caldeira.

Comandante municipal

A criação da figura do comandante municipal dos bombeiros, que ficará sob a alçada do presidente de câmara, é outra das apostas do Governo. Mas as associações do sector estão a reagir com algumas reservas a esta iniciativa. "É importante saber qual vai ser a missão, o modelo de recrutamento e como será feita a articulação com os comandantes das corporações. Isso não está clarificado", avisa Duarte Caldeira.

Paulo Jesus, presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários, concorda com a criação da figura, mas defende que o comandante municipal deve ser nomeado pelo presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e não pelo presidente da autarquia.

http://dn.sapo.pt/2006/08/19/sociedade/ ... olunt.html
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

 

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Iniciado por MarkusCorreia

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Última mensagem Março 26, 2009, 11:25:10 am
por Pedr0